Dia 15
Acordei com o Alisson me abraçando de conchinha. O ar-condicionado deixou o quarto em uma temperatura perfeita, e o calor do corpo dele me aquecia. Com a pouca luz do sol entrando pelas frestas, acho que nunca dormi tão bem. Quando vi a hora no celular, já passava das oito da manhã; minha vontade era de ficar naquela cama o dia todo.
Alisson começou a despertar. Ele me abraçou mais forte e beijou minha nuca. Senti seu desejo contra mim e fui me virando para ficar de frente para ele. Coloquei minha mão dentro de sua cueca e o segurei, sentindo-o pronto. Ele fechou os olhos enquanto eu o estimulava bem devagar.
— Quero acordar assim todos os dias — ele disse, entre beijos.
— Eu também.
Aproximei-me e o tomei na boca, aproveitando cada momento daquela manhã antes de termos que encarar o mundo lá fora.
Depois de um tempo, levantamos para tomar banho e arrumar as coisas. Despedir-me daquele lugar foi difícil; mesmo passando pouco tempo, a energia era muito boa. Alisson esqueceu o celular no quarto, então o peguei para ele. Assim que o tive em mãos, o visor anunciou uma ligação. Era a ex dele. Meu coração acelerou. Pelo menos ele havia trocado o nome do contato — ou nunca o mudou: estava escrito apenas "Carolina".
— Alisson, a Carolina está ligando — disse, entregando o aparelho para ele, que já estava em cima da moto.
— Oi, Carolina — ele atendeu, tentando manter a voz neutra. — Não estou em casa e nem no trabalho. Vim resolver umas coisas na casa da minha avó.
Fiquei observando-o. Ele parecia testar os limites da paciência.
— Pode cancelar, isso não precisa... você pode ir. Já está pago, Carolina, e não dão reembolso. Não posso ir com você. Porque a gente terminou! Você vai, leve sua mãe, sua prima ou vá sozinha, não me interessa. Tchau, Carolina. Boa viagem.
Ela deve ter dito algo agressivo, pois ele respirou fundo.
— Pois rasgue, queime, jogue fora! Não me importa. Já falei que não dão reembolso. Vou ter que pagar até agosto por essa viagem de qualquer forma, então gostaria que você usasse para não ser desperdício de dinheiro. Não é uma compensação, só não quero ir com você e nem quero ir sozinho. Carolina, faça o que quiser. Tenho que ir. Tchau.
Ele desligou e guardou o celular.
— Está tudo bem? — perguntei, abraçando-o.
— Está, sim. Estamos cancelando as coisas do casamento. Algumas são fáceis, mas outras não têm estorno. Falei para ela usar o que não dá para recuperar. Terei dívidas desse casamento até o ano que vem; não quero desperdiçar mais nada.
— Ia ser uma megafesta, né?
— O mais caro foi a lua de mel. Compramos um pacote para a Grécia. Já está tudo pago. Falei para ela ir, mas ela diz que só vai se eu for junto.
— Caralho... Grécia. — Tentei disfarçar uma pontada de ciúmes.
— Não troco viagem nenhuma por esta que fizemos — ele disse, puxando-me para um beijo que dissipou qualquer insegurança.
— Fala sério, se você quisesse ir eu não ficaria chateado. É a porra da Grécia!
— Se eu for, ela vai pensar que ainda temos chance.
— E vocês têm? — perguntei, olhando-o nos olhos.
— Não depois de ontem.
Pegamos a estrada. Paramos no mesmo posto para comer algo, já que saímos sem café da manhã. Alisson não me deu "parabéns" em nenhum momento, e eu agradeci mentalmente por isso. Ele realmente prestou atenção quando eu disse que odiava meu aniversário. Diferente da minha mãe e das minhas irmãs, que lotaram meu celular com fotos e vídeos; elas fazem isso todo ano só para me irritar. Visualizeu e não respondi nenhuma.
A viagem de volta trouxe aquele aperto no peito. Eu queria mudar de quarto assim que chegasse, mas sabia que era impossível. O simples fato de sermos dois caras complicava tudo. Se um de nós fosse mulher, poderíamos assumir; no máximo, eu levaria a fama de pivô da separação, mas com o tempo as pessoas esqueceriam. O mundo é injusto, mas decidimos deixar rolar. Eu me sinto feliz com ele, feliz de verdade.
Chegamos em casa. No quarto, encontrei o Ande jogando no computador. Assim que me viu, abriu um sorriso enorme, doido para contar as novidades. Guardei minhas coisas; Alisson ficou com meu calção de banho para lavar e me devolver depois, evitando que o Ande desconfiasse.
— E aí, venceu pelo menos? — perguntei.
— Vencemos porra nenhuma! Os caras são bons, mas a festa depois foi coisa de louco, mané. Fiquei com a namorada do dono da casa. Deu confusão, o cara pegou ela me fazendo um oral. Renan, foi loucura! Saí na porrada com ele, o pessoal veio separar, quase tomei um soco no olho. Tivemos que sair vazados. Colei numa mina lá que arrumou outra festa para a gente ir.
— Como assim, cara?
— Foi doideira. Essa mina tinha uma namorada. No final, fiquei com as duas. Todo mundo se deu bem. Encontrei o John e o Carlinhos já na hora de voltar.
— Ande, você é maluco — falei, sem reconhecer meu amigo. Ele estava caçando briga, agindo de um jeito que eu não via desde o primeiro ano. Lembrei-me do que a Mônica disse sobre ele e comecei a achar que ela tinha razão.
Ande começou a comentar como minha noite deve ter sido "chata" na casa da avó dele. Fiquei calado. Se ele soubesse a verdade, o circo estaria armado. No almoço, a mãe deles fez lasanha e me desejou tudo de bom. Não tive como fugir, então aceitei com um sorriso. Alisson não veio almoçar; tinha muito trabalho acumulado.
À tarde, o treino na academia foi pesado. John não estava com a mesma alegria do Ande. Ele parecia evitar meu amigo.
— O Anderson te contou o que fez? — John me perguntou, em um momento a sós.
— Ele disse que não sabia que eles namoravam.
— Como não sabia? Foi a primeira coisa que o cara falou quando chegamos. O cara nos recebeu na maior boa vontade e o Anderson vai e pega a mulher dele? — John estava furioso. — Ele bebeu como se não houvesse amanhã e estragou o clima para todo mundo.
Foquei nos meus exercícios para não falar demais. O clima estava tenso. Quando voltei para casa, joguei um pouco enquanto trocava mensagens com o Alisson. Eu estava com saudade. Era estranho me sentir assim, todo apaixonado. Por outro lado, eu sabia que precisava terminar meu relacionamento oficial para levar isso adiante, mas não queria fazer por telefone. Faltavam quinze dias para eu voltar para casa. Decidi que precisava conversar com o Alisson sobre isso.
À noite, fomos à pizzaria. Ande convidou apenas pessoas próximas: John, Mônica, alguns amigos da academia e do Magic. Foi melhor assim.
— Aqui, seu presente — Ande disse, entregando-me uma caixa. Era uma carta rara de Magic que eu queria muito. Agradeci.
Mônica me deu uma camisa linda. Ela me puxou de canto em seguida:
— Amigo, tínhamos planejado uma festa para você. Mas depois do que o Anderson fez na viagem, o clima morreu. O pessoal ainda está processando o que rolou.
— Parece que a treta foi séria mesmo.
— Foi um clima muito merda, se liga. A única parte boa é que você escapou da festa que não queria.
— Foi até melhor, Mônica. Isso aqui já é o máximo para mim — confessei.
No fim da noite, Ande queria me arrastar para outra festa na casa da Júlia, mas eu bati o pé.
— Vai você, Ande. Eu estou cansado.
— E te deixar sozinho no teu aniversário? Que tipo de amigo eu seria?
— Você sabe que eu odeio meu aniversário. Prefiro ir para casa.
Ele acabou aceitando me deixar ir, mas eu disse que voltaria andando para ele poder ir direto para a festa. Acabei me arrependendo no meio do caminho ao ver que a distância era maior do que eu pensava. Sentei-me em um banco na lagoa e, de repente, o John apareceu.
— Cadê o Anderson?
— Foi para uma festa. Deixei ele ir.
Conversamos um pouco. John desabafou sobre sua sexualidade, dizendo que também gosta de homens e mulheres, mas que prefere manter a discrição na cidade. Foi libertador falar sobre isso com ele.
— Massa. Mais opções para a gente — ele riu. — Podemos repetir aquele dia, então?
— É que eu estou gostando muito de uma pessoa agora — respondi. — E não é o Anderson, Deus me livre.
— Graças a Deus! — ele riu. — Eu ia te dar um tapa para você acordar.
John percebeu sobre quem eu estava falando e prometeu me dar cobertura se eu precisasse de um álibi. Logo depois, Alisson chegou na moto. Ele estava lindo.
— Meus amigos vão dizer que fiquei com eles se alguém perguntar — sussurrei para o Alisson enquanto subia na garupa.
Fomos para a casa dele. Os pais não estavam na porta, por sorte. No quarto dele, transamos da forma mais silenciosa possível, um presente de aniversário melhor do que qualquer festa. Ficamos namorando no escuro até tarde, quando recebi uma mensagem do Ande: ele ia dormir na Júlia e pediu para eu dar cobertura.
Era o plano perfeito. Com a ajuda do Alisson, seria fácil. Passei a madrugada nos braços dele, trocando beijos e carícias, sentindo que, apesar de todos os segredos, eu estava exatamente onde deveria estar.
Dia 16
Acordei e vi que o Ande não estava na cama. Ele ainda não devia ter chegado ou estava lá embaixo fingindo que acordou cedo — o que era bem a cara dele. Peguei o celular e já havia uma mensagem de bom dia do Alisson. Respondi desejando um bom dia de trabalho e dizendo o quanto adorei a noite passada. Ele mandou um emoji de coração; adoro esse lado dele.
Havia também uma mensagem do John. Quando abri, ele me perguntava se o cara de quem eu gostava era o Alisson. Se eu negasse, seria pior, então mandei a real: sim, o cara por quem estou a fim é o Alisson. A resposta do John me deixou surpreso e aliviado ao mesmo tempo.
— Cara, desencana. Esse aí é hétero total — escreveu John.
— Eu sei — respondi, omitindo a verdade.
— O cara terminou com a noiva porque arrumou outra, com certeza.
— Você acha que ele é assim?
— Não o conheço muito bem. Alisson é do tipo caladão e quase não tem amigos, então é difícil saber. Mas deixar a Carolina, que é uma gostosa, só pode ser por outra mais gostosa ainda, ou que faça melhor.
— Isso eu já não sei. Só posso dizer que ele é diferente do Ande.
— Sim, isso é verdade. Tenho que ir, te vejo na academia mais tarde.
Pensei que ele tivesse associado alguma coisa, mas o jeito sério do Alisson manteve nossa relação em segredo. Isso é algo que ainda precisamos alinhar: como nossa relação funcionará. Muito provavelmente ficaremos no sigilo; imagino que ele não queira contar para ninguém. Até eu tenho minhas dúvidas sobre qual seria a reação da minha mãe ao apresentar o Alisson lá em casa. Não sei se ele ganharia pontos por ser um cara responsável ou se o fato de ser um homem anularia tudo.
Ontem teria sido um bom momento para conversar, mas não quis perder a oportunidade de aproveitar cento e dez por cento dele. No entanto, não poderemos adiar essa conversa por muito tempo. Na próxima vez que estivermos a sós, vamos definir tudo.
Desci para tomar café e vi o Ande sentado à mesa. Ele usou a desculpa de que acordou cedo para comprar pão. Comemos como se nada tivesse acontecido. Depois, no quarto, ele começou a contar o quão incrível foi a noite dele e disse que, embora tenha bebido, foi moderado. Menos mal.
— A mãe vai surtar hoje — comentou ele.
— Por quê?
— Tu não viu meu Insta, não? Olha aí. — Ele fez uma cara de quem aprontou.
Assim que abri o perfil do Ande, vi que ele havia marcado a Júlia na bio. Era oficial: Ande estava namorando a Júlia. Numa cidade pequena, não levaria até o almoço para a notícia chegar aos ouvidos dos pais. Acho que ele faz de propósito; parece que gosta da confusão.
— Pedi ela em namoro ontem e ela aceitou.
— Cara, que "chá" foi esse que você deu nela? — brinquei.
— Ah, amigo, o pai aqui é fogoso e ela gosta.
— Mas você gosta mesmo dela, Ande?
— Gosto, cara. Ela é uma mina responsável. Quero ver onde isso vai dar.
— Pois espero que dê certo e que você tome jeito — desejei, sinceramente.
— Mas a mãe vai surtar mais ainda quando eu fizer minha tattoo.
— Vai tatuar o nome dela, não, né?
— Claro que não! Olha as ideias desse bicho... Vou tatuar a Estigma do Berserk aqui na nuca. Ontem na festa tinha um tatuador foda que veio passar uns dias aqui; ele é amigo da Júlia. Ela se ofereceu para pagar para mim.
Ande estava procurando sarna para se coçar. Previ mais um "climão" para hoje. Detesto essas situações, pois não sou da família para opinar e acabo ficando em uma posição chata. Mas agora, por causa do Alisson, tenho um motivo a mais para aguentar os trinta dias. Ir embora antes significaria lidar com a distância prematuramente.
Antes do almoço, Ande decidiu ir à academia. Prefiro esse horário; após o sono da tarde, a preguiça é bem maior. John estava treinando uma novata; ela era bonita, o que justificava o interesse dele em ajudá-la. Notei que ele usava as mesmas táticas de aproximação que usou comigo. O cara é esperto.
Júlia também estava lá. Agora entendi por que meu amigo quis vir neste horário. Como o namoro era público, Ande estava "marcando território". Uma característica dele é que, quando há uma mulher por perto, o resto do mundo some. Ele esqueceu que eu existia e que estava malhando ali também. Bizarro.
Por outro lado, quanto menos atenção ele me desse, mais livre eu ficava para o Alisson. Ele me disse que, sempre que conseguisse fugir do Ande, daria um jeito de ficarmos juntos. Meu coração acelerava só de estarmos no mesmo ambiente.
Estava quase finalizando o treino quando John veio fofocar. Ele contou que a Carolina, ex do Alisson, acabara de chegar. Segundo ele, ela não aparecia na academia há meses, mas misteriosamente resolveu malhar no mesmo horário do Alisson. Dito e feito: Alisson chegou e a primeira pessoa que viu foi ela. Os dois começaram a conversar e ela tentou uma aproximação. Quando ela colocou a mão no ombro dele, algo em mim se contorceu. Só voltei a respirar quando ele se esquivou.
Ande me chamou para ir embora. Eu queria ficar e marcar território também, mas não podia. Troquei olhares com o Alisson antes de sair; ele sorriu para mim e eu retribuí com um sorriso forçado. Já estava na moto quando vi o Alisson saindo da academia também.
— Tu não acabou de chegar? — o irmão perguntou.
— Esqueci uma coisa no trabalho que não posso deixar de fazer hoje. À noite volto e faço minha série.
— Não tem nada a ver com a doida da tua ex, não, né? — provocou Ande.
— Fica na sua, Anderson — rebateu Alisson.
Voltamos para casa, almoçamos e jogamos Naruto Ultimate Ninja 3 até o sono bater. Dormi a tarde inteira e acordei com o quarto escuro, já passando das cinco. Desci e encontrei o Ande na cozinha. Ele fez piada dizendo que eu era a "Bela Adormecida". Estávamos rindo quando a mãe dele entrou, furiosa.
— Anderson, você está namorando essa mulher?
— Sim, mãe. Ela agora é minha namorada.
— Como você foi fazer isso, meu filho? — Ela estava visivelmente abalada.
— Foi bem simples, mãe. Eu pedi e ela disse sim.
— Você vai me responder assim, Anderson?! — Ela aumentou o tom de voz.
— Mãe, posso namorar quem eu quiser! Ela só é mais velha, deixe de ser antiquada!
A discussão ficou feia. Gritos de um lado, respostas do outro. O pai se meteu para apaziguar, mas quando o Ande mencionou a tatuagem, a casa desabou. A confusão se tornou generalizada. Ande pediu minha opinião, mas eu não podia me envolver. O estresse foi tanto que minha enxaqueca voltou com força.
Quando parecia não ter fim, Alisson chegou. Ele convenceu a mãe a ir para o quarto. Ande, irado, pegou a moto e saiu sem rumo. O pai foi atrás dele. Alisson foi o primeiro a notar que eu não estava bem.
— O que você tem, Renan?
— Minha enxaqueca voltou — falei, fechando os olhos.
— Vem.
Alisson me levou para o quarto dele, fechou a janela e apagou a luz. Deitei em sua cama. Ele logo apareceu com um remédio. Eu sabia que ele queria ficar comigo, mas precisava acalmar os pais. Pedi que ele fosse, pois o que podia fazer por mim, ele já tinha feito. Dormi profundamente.
Acordei mais tarde, não sabia que horas eram. Alisson estava no computador, trabalhando. Minha cabeça estava melhor, mas eu evitava a luz. Minha boca estava seca.
— Alisson?
— Oi, está melhor? — Ele largou tudo e veio até mim.
— Sim, mas estou com muita sede.
Ele me entregou a garrafa térmica que deixava no quarto.
— Obrigado. Que horas são?
— Meia-noite e vinte e três.
— Tenho que voltar para o quarto...
— Relaxa. O Anderson já chegou. Falei para ele que você teve outra crise e ele até me pediu para deixar você dormir aqui hoje.
— A briga foi feia — comentei.
— Vai ser pior quando a mãe acordar e ver a tatuagem que ele fez no pescoço. Anderson sempre desafiou nossos pais, mas agora está piorando porque a mãe perdeu o controle sobre ele. Ela o acostumou a ter tudo o que quer.
— Você também faz as vontades dele — pontuei, lembrando do cartão.
— Sim, reconheço minha culpa. Quis ajudar quando nos mudamos e acho que piorei as coisas. Só queria que ele fosse mais paciente com a mãe. Ela é difícil, mas se acostuma.
— Por falar em paciência... queria conversar com você — tomei coragem.
— Claro. Eu também queria. — Ele deitou-se ao meu lado.
— Alisson, nós estamos namorando mesmo, não é? Você não se arrependeu de ter dito sim?
Ele me beijou com carinho.
— Nem por um minuto. Estou muito feliz com você. Se soubesse como fico no trabalho pensando em você o dia todo, doido para te ver...
— Eu também passo o dia pensando em você. Mas saí da academia porque vi que você não gostou da Carolina lá.
— Sério? — Sorri. Eu achava que tinha disfarçado.
— Amo sua inocência, Renan. Gosto de você. Não sei como é namorar um cara, tudo isso é novo, mas quero que dê certo. Quero sentir essa saudade, querer estar junto. Hoje trabalhei melhor só de saber que você estava aqui, na minha cama.
— Você sabe que tenho uma pessoa me esperando em casa... O que eu faço? Devo terminar por telefone?
— Acho complicado fazer assim. E você não quer isso, não é?
— Não seria confortável, mas faço se for o melhor para nós.
— Você é lindo, Renan. Mas faltam poucos dias para você voltar. Quando chegar lá, fale com ela pessoalmente. Vai ser melhor para você, e se você estiver bem, eu também estarei.
— Você é um sonho bom, sabia?
— Você é o sonho que eu sempre quis sonhar — ele sussurrou. Eu ficava totalmente perdido com esse lado fofo dele. — Agora, estou tentando te deixar com tesão — ele mordeu meu lábio.
— Mas basta estarmos no mesmo ambiente para eu ficar excitado.
— Que bom que não sou o único. Alisson, como vai ser quando eu for embora?
— Vamos fazer dar certo. Eu vou te ver, você vem para cá... Vamos dar um jeito, se for o que você quer.
— É o que eu mais quero. Depois que eu terminar o colégio, posso tentar uma faculdade em alguma cidade aqui perto, perto da praia.
— Se você vier estudar aqui perto, eu me mudo para morar com você — ele prometeu no meu ouvido.
— Parece que temos um plano.
— Que tal focarmos no agora? Temos duas semanas antes de você ir.
— Por mim, está perfeito.
