Estratégia: Provocar ciúmes em Robinson.
No dia seguinte, no horário do lanche, após a aula Daniel entra na lanchonete com Dante ao lado. Mas hoje… Dante está diferente. Cabelo loirinho, levemente grande com brilho vermelho e franja caindo sob os olhos. Jeitinho angelical, ninguém desconfia que esse "anjinho" é um demônio disfarçado.
Aquela aura de “não se mexa comigo”. Um charme que até o ar da lanchonete parece reagir.
Daniel respira fundo.E então diz alto, para que todos ouçam:
— “Gente… esse é o Dante. Meu… namorado.”
Um silenciozinho mortal cai.
As meninas arregalam os olhos. Alguns meninos cochicham.
Kátia literalmente engasga com o milkshake.
E Robinson? Robinson trava. Ele derruba a caneta. Derruba o copo. Derruba tudo. E fica encarando Daniel com um olhar que é metade confusão…metade ódio…e metade algo que ele não consegue admitir.
— “Namorado…?” — ele repete, com a voz rouca.
Dante, com um sorriso venenoso:
— “Tem algum problema?”
Robinson aperta o punho.bO pecado nasce ali. Explodindo no peito dele como um vulcão:
CIÚMES. POSSE. CONFUSÃO. E IRA.
Robinson levanta bruscamente, tão irritado que a cadeira cai no chão.
— “VOCÊ NÃO PODE APARECER NAMORANDO UM MACHO DO NADA! VAI SUJAR O NOME DO NOSSO TIME DE BASEBALL, VÃO CHAMAR A GENTE DE TIME DE BICHINHA”
Daniel cruza os braços, fingindo calma:
— “Posso sim. Minha vida. Minhas escolhas.”
A lanchonete inteira observa.
Robinson está tremendo — de raiva, de ciúme, de pânico emocional.
Dante sorri como quem está saboreando um vinho raro.
-"EU NÃO ACREDITO QUE ME SUBSTITUIRAM COMO CAPITÃO DO TIME PRA COLOCAR UM VIADINHO NO MEU LUGAR!!" – Robinson sai bufando de raiva tentando justificar seu ódio naquele momento, mais o problema dele não era com a sexualidade de Daniel, isso na verdade pouco importava, era algo maior, interno, ele sentia ciúme do menino, só não tinha coragem de admitir isso, a verdade é que ele queria estar no lugar de Dante.
— “Pecado número um…Ira!!”
ele sussurra só para Daniel ouvir,
“…concluído.”
Robinson mal dormiu. Ele ainda sente o impacto do “Dante… meu namorado”.
A raiva ainda queima, mas agora algo pior corrói por dentro.
Inveja. E ele nem sabe de quê exatamente.
De Daniel?
Do Dante?
Da relação deles?
Do jeito que Dante olha pra Daniel como se o conhecesse profundamente? Ele não entende. Só sente.
Mas Daniel e Dante sabem exatamente o que estão fazendo.
No quarto de Daniel, Dante aparece sentado no parapeito da janela, girando uma caneta colorida entre os dedos.
Os cabelos agora estão verde-esmeralda, brilhando como veneno bonito.
— “Um pecado segue o outro, querido.”
Ele sorri.
— “Hoje vamos acender… a inveja.”
Daniel fica meio nervoso.
— “Mas como?”
Dante desliza até ele, segurando o queixo do garoto com a ponta dos dedos.
— “Vamos fazer o Robinson ver… o que ele poderia ter, mas não tem.”
— “Você quer dizer… eu e você?”
Dante pisca, divertido.
— “Não precisa ser verdadeiro. Só convincente.”
O coração de Daniel dá uma pulada que ele finge ignorar.
NA ESCOLA...
O corredor está cheio. Gente rindo, conversando, empurrando armários. Aquela bagunça de fim de aula E aí Dante vem buscar Daniel na escola...usando uma blusa justa demais, jeans perfeito demais e andando como se as luzes do corredor fossem feitas pra ele. Daniel tenta parecer natural. Falha miseravelmente.
O demônio hoje está mais gostoso do que nunca:
Braços muito fortes com pelos livrinhos no antebraço, a camisa entreaberta com o peito forte levemente a mostra, peludo como era. Ele usava um calção esportivo que deixava bem marcado seus atributos: o bumbum, o pau, as coxas peludas dele....vinha chegando com uma bola embaixo do braço, um visse diria que ele era um dos alunos do time ou o professor da equipe de bastante, por ser mais velho
O demônio loirinho rapidamente se torta o objeto de desejo de todos aqueles alunos e nem precisava usar mágica para conseguir tal feito...bastavam seus olhos claros, sua cara de macho sem vergonha, é aquela boca deliciosamente sensual...
Dante chega perto de Daniel e passa o braço ao redor da cintura dele.
— “Relaxa. O show começou. - ele murmura.
O efeito é imediato.
🎯 Meninas:
— “Nossa, quem é esse deus grego??”
🎯 Meninos:
— “Caraca, é o namorado do Daniel mesmo?”
🎯 Pessoas aleatórias:
— “Como o Daniel pegou um cara desses??”
E é aí que Robinson aparece no final do corredor. Chega suado do treino. Bonito. Confuso. Com uma expressão que vai do “não acredito nisso” ao “vou quebrar alguma coisa”.
Dante estreita os olhos.
— “Observe.”
Ele sussurra.
Todo mundo só dá atenção a Dante: que músicas ele gostava de ouvir, quais esportes gostava de praticar, como ele e o Daniel se conheceram, e isso acompanhado de carinhos e beijinhos de Dante com Daniel, o nerd começa a gostar de ficar no meio dos braços musculosos de seu demônio favorito, se sente protegido, como nunca pensou que estaria é justo nos braços de um demônio.
Robinson passa completamente despercebido de todos e fica ali assistindo a cena, não sabe mas começa a brotar dentro dele o sentimento da inveja...mas inveja de que? Da popularidade do Dante? Não!! Inveja do fato de ele ter o Daniel...
Continua...
Vem aí a continuidade: inveja verde 💚
