Era fim de tarde, metrô lotado, aquele cheiro de gente cansada. Eu estava em pé, segurando na barra, quando vi ela entrar no vagão. Morena, cabelo solto, vestido preto com um decote e sainha que desenhava uma bunda impossível de ignorar. Era impossível não reparar. Não era só bonita. Era gostosa de um jeito que dá raiva, que você sabe que não vai comer nunca.
Ela parou a poucos metros de mim. Mexia no celular distraída, mordendo o lábio inferior de vez em quando. Eu olhava disfarçando, como sempre faço. Já estou acostumado a desejar mulher assim e não fazer nada. Homem comum, vida comum, zero coragem.
Só que naquela semana eu tinha lido uma coisa.
Eu sei que vão achar que é mentira.
Se eu estivesse lendo isso aqui, provavelmente também acharia.
Mas aconteceu comigo, e foi do jeito que eu vou contar.
Um método.
Nada místico, nada esotérico. Um texto jogado num fórum obscuro, desses que parecem piada. O autor jurava que existia uma frase específica, dita do jeito certo, no momento certo, que bagunçava a cabeça da mulher. Não era hipnose, não era mágica. Era “linguagem”, segundo ele. Eu ri quando li. Mas anotei a frase. Por via das dúvidas.
No metrô, olhando praquela bunda, pensei: foda-se.
Pior do que não dar em nada não ia ficar.
Esperei o trem desacelerar numa estação e me aproximei um pouco mais. Ela levantou os olhos do celular e me olhou de volta. Não desviou. Isso já foi estranho. Normalmente desviam.
Eu respirei fundo e falei, baixo, quase no ouvido dela, a frase do método.
Não vou escrever aqui. Quem lê vai achar que é ficção demais.
Mas a reação foi imediata.
Ela arregalou levemente os olhos, depois sorriu. Não um sorriso educado. Um sorriso safado. Daqueles que começam num canto da boca e vão crescendo devagar. Ela me olhou de cima a baixo, sem pudor nenhum, e guardou o celular.
— Você sempre fala isso pra desconhecidas no metrô? — ela perguntou.
A voz era calma, mas os olhos denunciavam outra coisa.
— Só quando vale a pena — respondi.
Ela riu. Um riso curto. Se aproximou mais, a ponto do corpo dela encostar no meu. Não foi acidente. A mão dela roçou na minha coxa.
— Eu tô descendo na próxima — disse. — Se quiser continuar essa conversa…
A porta abriu. Ela saiu sem olhar pra trás. Eu fui atrás.
Do lado de fora, ela parou, me encarou de novo.
— Você mora longe daqui?
— Não.
— Tem um motel ali na avenida. — Ela mordeu o lábio. — Não costumo fazer isso… mas hoje eu tô com muita vontade.
Ela não esperou resposta. Começou a andar. Eu só segui.
No quarto, assim que a porta fechou, ela me puxou pela camisa e me beijou com força, língua invadindo minha boca como se me conhecesse há anos. As mãos dela já estavam no meu pau por cima da calça, apertando, esfregando.
— Eu não sei o que deu em mim — ela sussurrou. — Mas eu quero você agora.
Eu tirei a roupa dela rápido. Peitos firmes, mamilos duros, barriga lisa. Ela gemeu quando minha boca desceu pelo corpo dela. Abri as pernas dela, enfiei a língua com vontade, sentindo o gosto quente, molhado. Ela segurou meu cabelo, gemendo alto, sem vergonha nenhuma.
— Me fode — ela pediu. — Me fode agora.
Empurrei ela na cama. Entrei de uma vez, fundo. Ela gritou meu ouvido, arranhando minhas costas. Fodi forte, rápido, do jeito que ela pedia. Ela rebolava contra mim, se entregando, gemendo meu nome como se fosse meu direito.
Quando gozou, o corpo dela tremeu inteiro. Minutos depois, fui eu, gozando dentro da camisinha, ofegante, olhando praquela mulher linda aberta pra mim.
Depois, deitados, ela acendeu um cigarro.
— Você é perigoso — ela disse, rindo. — Se eu te encontrar de novo, não sei se resisto.
Ela se vestiu, me deu um beijo rápido e foi embora. Nunca mais vi.
Desde então, eu usei o método outras vezes. E funcionou mais do que deveria.
Se você acha que é mentira, tudo bem.
Eu também acharia.
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