(uma mitologia moderna, inspirada em Himeros)
Every locker room has a legend; this one simply refuses to stay modest about it.
A rolona preta, pesada e larga balançou para fora da bermuda quando ele abriu o zíper com um gesto lento, quase ritualístico. Não era pressa, era apresentação. O tecido cinza escuro, já úmido de suor, cedeu e o pauzão caiu livre, grosso como punho fechado, veiudo, cabeça brilhando sob a luz fria dos fluorescentes. As bolas pesadas pendiam logo abaixo, cobertas de pelos negros curtos, e o cheiro de macho suado se espalhou instantaneamente pelo ar abafado do vestiário.
Os outros pararam.
O novato que acabara de entrar congelou com a toalha na mão.
O cara de academia que secava o cabelo com a cabeça baixa ergueu os olhos devagar.
O veterano que sempre se trocava no canto escuro virou o corpo inteiro, sem disfarçar.
Todas as conversas paralelas cessaram. Ninguém mais falou. Não precisava.
Ele — chamavam-no simplesmente de “o deus do vestiário” — não sorria. Não precisava provar nada. Ele era a prova. O corpo escultural, peito largo coberto de pelos negros que desciam em linha reta até o umbigo, abdômen marcado como pedra talhada, braços veiudos, coxas grossas que faziam o short parecer pequeno demais.
E no centro de tudo, o falo que parecia ter saído diretamente de um templo antigo: longo, grosso, curvado levemente para cima, com veias salientes que pulsavam devagar, como se respirassem.
Dizem que Himeros, o deus do desejo irresistível à primeira vista, filho de Afrodite e do fogo primordial, desceu do Olimpo uma vez e habitou o corpo de um mortal. Não para amar, mas para ser adorado. Para que os homens sentissem, na carne, o que é ser consumido por uma visão que não se pode ignorar. E esse mortal escolheu o vestiário como seu templo.
Ele se sentou no banco de madeira, pernas abertas, pauzão repousando pesado sobre a coxa. Não tocava nele. Não precisava. O simples fato de estar ali, exposto, latejando sem esforço, era o suficiente para invocar o desejo.
O novato foi o primeiro a ceder. Ajoelhou-se sem ser mandado, olhos vidrados na cabeça grossa, na glande escura que brilhava com uma gota de pré-gozo. “Posso…?”, perguntou com voz tremida.
O deus não respondeu com palavras. Apenas inclinou a cabeça, um gesto mínimo. Permissão.
A boca do novato envolveu a cabeça devagar, língua girando, sentindo o gosto salgado de suor e macho. O deus gemeu baixo, um som grave que ecoou pelas paredes de azulejo. Os outros assistiam, alguns já com a mão dentro da própria cueca, punhetando devagar, em silêncio reverente.
O veterano se aproximou, ajoelhou ao lado do novato. “Deixa eu provar também, Senhor.”
Dois pares de lábios agora, alternando: um na cabeça, outro lambendo as veias, as bolas pesadas sendo chupadas com devoção. O deus segurou as duas cabeças, guiando o ritmo, socando devagar na boca de um, depois na do outro. Baba escorria, gemidos abafados misturavam-se ao barulho distante do chuveiro.
O twink loirinho, filho do dono da academia não aguentou. Caiu de joelhos atrás, rosto enterrado no rabo peludo do deus, língua abrindo caminho, lambendo o cuzinho apertado enquanto o pauzão era mamado por duas bocas sedentas na frente. O templo estava completo: adoração total, três bocas, três línguas, três corpos se curvando ao desejo encarnado. Ao redor, outros homens se tocavam, encarando aquela cena sem entender por que sentiam tesão; mas sentindo.
Um casado, que nunca antes havia sentido qualquer atração por outro homem, encarou aquela vara negra brilhando e começou a gozar sozinho em um canto, gemendo e chorando enquanto porra cobria o corpo dele.
Enquanto isso, o deus se deliciava sozinho e com as línguas e bocas que passeavam por seu corpo-território. Ele não gozou rápido. Deuses não têm pressa. Deixou que o ritual durasse: um gozava na boca dele, outro no peito peludo, outro no chão. Só quando o último se rende, tremendo, gozando sem toque só de lamber o cuzinho do deus, é que ele permitiu o clímax.
O jorro veio forte, grosso, branco, espirrando no rosto do novato, escorrendo pelo queixo, pingando no peito e em todos os homens que ali se reuniam em círculo. Todos abriram a boca como se fosse comunhão, recebendo o leite sagrado. Ele grunhiu alto, corpo tremendo, mas ainda ereto, ainda poderoso.
Depois, silêncio.
Ele se levantou, pauzão ainda semi-duro balançando, pegou a toalha e enxugou o suor do rosto. Os outros permaneceram ajoelhados, olhares vidrados, corpos marcados por porra e saliva.
Ninguém falava. Não havia o que dizer.
Ele saiu primeiro, deixando o vestiário.
Os outros se vestiram devagar, em silêncio, sabendo que no dia seguinte voltariam ao mesmo templo, esperando o mesmo deus.
Porque every locker room has a legend.
E essa lenda não se esconde mais.
Ela simplesmente chega, abre o zíper e deixa o desejo fazer o resto.
Fim.
😈😈😈
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Fala pro pai!
Abraços e sarrafos
Do Lobo Escritor Putão
