A saga do Jom | 10º capítulo (A verdade inesperada)

Um conto erótico de Sarawat
Categoria: Gay
Contém 2990 palavras
Data: 14/01/2026 22:59:13
Última revisão: 26/01/2026 12:25:54

Passo horas depois disso tentando recordar as imagens que vi nos baús. Embora eu não consiga lembrar de cada desenho, os que me vêm à mente deixam meu rosto pálido e minhas mãos frias. Os desenhos do pavilhão à beira-rio, a fachada da casa grande, a varanda dos fundos, a vista do rio Ping e várias cenas de ângulos diversos que nem tenho certeza de onde são.

Cada imagem atinge como punhos pesados lançados contra mim, lembrando-me de que não ficarei preso no passado por pouco tempo como esperava. Será um mês ou um ano. Talvez anos. Meu coração despenca quando outro tipo de resposta, na qual nunca pensei antes, me ocorre: talvez eu nunca consiga voltar.

Esse pensamento é o golpe final que me derruba de joelhos. Não tenho forças para ficar de pé; meus braços fraquejam e eu me deixo cair nos degraus da casa pequena depois que Khun-Lek vai embora. Tudo o que acabei de aprender esmaga minha esperança recente. Mesmo que eu tenha dito a mim mesmo que poderia estar aqui por mais tempo do que imaginava, nunca acreditei, nem por um segundo, que jamais conseguiria retornar ao meu mundo. Tive esperança todo esse tempo.

Minha esperança às vezes era fraca, às vezes brilhante, mas nunca desaparecia. Olho ao redor, sentindo um vazio no peito.

Eu gosto deste lugar. Gosto da sombra fresca das árvores que cercam as duas casas de teca. É sereno e agradável. Gosto do calor da lanterna à noite. Gosto do cheiro suave do pavio queimado que paira mesmo depois que a luz é apagada, e de dormir ao som dos grilos. Gosto de Khun-Yai e de Khun-Lek, e respeito o Luang e sua esposa, Khun-Kae. Mas não deveria ser assim. Encosto a cabeça no corrimão da escada em total desespero e fico assim por algum tempo.

Khun-Yai volta à noite com Khun-Kae em seu carro, seguidos por outro veículo. Não sei de quem é o carro, mas parece ser de um convidado importante ou um conhecido próximo da família, considerando como todos saem para recebê-lo com alegria.

— Poh-Jom, prepare minhas roupas — diz Khun-Yai com uma voz animada ao entrar na casa pequena. — Depois do banho, creio que terei de ir à casa grande novamente.

— Sim. Vi outro carro chegando. O senhor tem um convidado? — Tento parecer alegre e finjo estar ocupado preparando uma toalha para evitar contato visual. Khun-Yai é observador; ele sentirá que algo está errado se me olhar diretamente nos olhos.

— É meu tio. Ele veio da Capital — responde Khun-Yai. — Ele é um parente distante por parte de mãe, mas meu pai o trata como um amigo íntimo. O tio foi quem me presenteou com o relógio de bolso que você encontrou. Lembra-se?

— Lembro-me — respondo. — Quais roupas o senhor prefere?

— Uma camisa branca e um suéter cinza — diz ele.

Pego as peças como solicitado. Após o banho e de se vestir, Khun-Yai caminha em direção à casa grande. Meus olhos seguem suas costas largas até que ele saia de vista; então, sento-me no terraço e solto um longo suspiro, tentando fazer as pazes com tudo. Ainda assim, sei que não é algo fácil de superar.

A noite chega rápido no inverno. Logo, o céu se torna de um azul-escuro sombrio. O ar está gelado. Khun-Yai ainda está reunido com seu convidado na casa grande. Acendo a lanterna do lado de fora do terraço e espero que ele retorne. A casa possui eletricidade, como outras residências de autoridades de alto escalão e famílias ricas em Chiang Mai que podem pagar por geradores, enquanto os plebeus pobres dependem de lanternas. No entanto, só ligo as luzes nas áreas que Khun-Yai ocupa e uso uma lanterna no meu quarto. Não quero que ninguém diga que ajo como se fosse igual ao meu patrão.

Algumas horas depois, Khun-Yai está de volta. Já preparei suas roupas de dormir. Ele parece ter bebido bastante; seus olhos estão estranhamente vidrados e brilham como pedras de azeviche.

— Poh-Jom, acho que estou bêbado. — A voz de Khun-Yai está animada. — Busque-me uma bacia com água e uma toalha. Vou me limpar antes de ir para a cama.

Bêbado, hein? Como um homem bêbado consegue subir as escadas reto daquele jeito? Ele nem sequer cambaleia. Imagino que não tenha bebido tanto, apenas o suficiente para ficar alegre. Desço para pegar uma jarra de água e uma bacia de cerâmica e as subo conforme ordenado. Quando entro no quarto dele, o encontro afundado na cadeira com os olhos fechados. Pego um frasco de colônia 4711 sobre a mesa para misturar na água. O aroma é clássico e sonhadoramente refrescante. Como Khun-Yai está descansando confortavelmente, hesito entre acordá-lo ou deixá-lo dormir. Mas então, ele abre os olhos.

— Oh... é o meu Poh-Jomkwan. Achei que estivesse sonhando.

Luto contra a vontade de revirar os olhos. Se Khun-Yai beber com frequência, eu vou morrer afogado em açúcar, de tão doce que ele fica. Bem, isso é bom. Estar de bom humor quando bêbado é melhor do que bater nos servos.

— O senhor consegue se limpar sozinho? Precisa da minha ajuda?

— Preciso da sua ajuda, Poh-Jom.

Aproximo-me e desabotoo sua camisa. Khun-Yai fecha as pálpebras novamente, deixando-me limpar seu rosto, pescoço e peito com a toalha úmida e perfumada.

— O senhor bebe com frequência? — pergunto.

— Não. Só bebo quando estou socializando.

Por um segundo, penso em mim mesmo na época em que era arquiteto. Depois de sair do trabalho, eu bebia com outros funcionários ocasionalmente, e os engenheiros às vezes se juntavam a nós. Essas coisas parecem ter acontecido há uma eternidade, longe daqui, e parece que nunca mais acontecerão.

— Para onde sua mente está viajando? — Volto à realidade quando Khun-Yai segura minha mão.

— Oh. Não é nada.

— Está pensando no seu amante que mora na casa do Sr. Robert? — As palavras dele me arrancam uma risada, apesar do meu mau humor.

— Não tenho nada disso, apenas porquinhos.

— Ninguém?

— Não... — Estou prestes a negar firmemente, mas algo me faz mudar de ideia. — Bem... eu tive um. Acabou há muito tempo. — Um suspiro suave escapa da minha boca e retiro minha mão da dele. — O senhor parece realmente bêbado.

— Mesmo sóbrio, estou bêbado com a bebida do amor. O que você acha que poderia me livrar disso? A taça do meio-dia dilui o vinho da manhã, mas o vinho do amor me mantém ébrio o dia inteiro.

Ao vê-lo recitando um poema com aquele rosto radiante, enquanto eu estou mal-humorado desde o meio-dia, não consigo evitar o aborrecimento. Incapaz de me conter, digo:

— Se o senhor seguir os passos de Phra Sunthonwohan, terá uma dúzia de esposas mais cedo ou mais tarde.

Khun-Yai ri, sem se ofender. Ele me olha com um sorriso.

— Eu só quero uma esposa.

Uau... que galanteador. Se eu fosse uma serva, com certeza derreteria no chão e tiraria a roupa para ele aqui mesmo. Respondo limpando o braço dele e mantendo o rosto sério enquanto termino de limpar o resto de seu corpo. Pouco depois, desço para guardar a bacia e procuro outras coisas triviais para fazer de propósito, ganhando tempo. Por quê? Vi que Khun-Yai bebeu e ele esteve fora o dia todo. Não há como ele não estar exausto.

Como esperado, quando volto ao quarto, Khun-Yai adormeceu de exaustão, parecendo uma criança pequena. Solto as cortinas dos suportes e saio silenciosamente, tentando ao máximo não fazer barulho. Não quero acordá-lo. Ao chegar no meu quarto, solto um suspiro e me jogo no colchão. Coloco o braço sobre a cabeça, como uma pessoa miserável. O que eu faço? Aceito meu destino sem lutar? Além de ser uma pergunta sem resposta, ela gera irritantemente mais perguntas. Se eu pudesse lutar, contra quem lutaria? Contra um anjo? Ou contra o Deus dos Buracos de Minhoca? Eu nem sei quem é o culpado que me enviou para cá. De quem posso cobrar? Fecho os olhos e esfrego a testa com o canto da mão, angustiado e amargurado. Terei que ficar aqui e continuar fazendo aqueles desenhos até o fim da minha vida e morrer sem minha família nesta era? Quanto tempo será? Há mais de dez desenhos.

Espere um pouco.

...Mais de dez desenhos. Paraliso, depois me sento de um pulo. Se não me engano, havia mais de dez desenhos emoldurados nos baús. Se eu tivesse desenhado calmamente ao longo da vida, haveria muito mais, não apenas aquele punhado que vi. Existem duas possibilidades:

Primeira: eu vivi no passado pelo tempo necessário para fazer todos aqueles desenhos e depois voltei para o meu mundo de alguma forma.

Segunda: vivi aqui até ficar velho e fiz inúmeros desenhos, mas apenas pouco mais de dez sobreviveram para as gerações seguintes até serem encontrados durante a reforma.

Meu coração bate forte com esses pensamentos. Não sei qual hipótese está certa, mas se não há uma resposta clara, significa que ainda tenho esperança. Só há um jeito de provar: desenhar todas aquelas imagens. Inalo com excitação. A partir de amanhã, darei um jeito de fazer esses desenhos. Com o apoio do Khun-Lek, não deve ser difícil. Talvez seja ele quem vá emoldurar tudo para as futuras gerações. Uma coisa é certa: preciso começar o quanto antes para que eu possa encontrá-los naqueles baús daqui a cem anos. Deito-me no colchão com os olhos arregalados, a cabeça cheia de planos.

...Só espero não terminar os desenhos e ser atropelado por um carro logo em seguida.

Pela manhã, acordo revigorado. Abro a janela e respiro o ar gelado, sem me importar com o frio. Desço para caminhar no gramado. Como Khun-Yai ainda vai demorar a acordar, vou até o pavilhão à beira-rio procurar bons ângulos para desenhar, sem mais buscar a tal neblina estranha. Quando volto para a casa pequena e entro no salão, paraliso. Khun-Yai já está acordado, lavado e vestido, sentado à mesa com uma expressão fechada.

— O Poh-Jom trapaceou.

Minutos depois, só me resta sentar no chão com a cabeça baixa e aceitar as acusações. Quem diria que ele acordaria ao amanhecer, antes que eu pudesse preparar suas coisas? Perdi a chance de fingir que passei a noite no quarto dele. É o que dá tentar ser astuto com o patrão. Como castigo, terei que dormir no quarto dele até que ele se certifique de que meu "sonambulismo" acabou. Por quantas noites? "Eu direi quando for a hora", disse ele. Por mais que eu queira argumentar, não me atrevo.

À tarde, Khun-Yai ordena que eu prepare suas coisas para ler no pavilhão à beira-rio. O tempo está bom, com sol quente e céu limpo. Ele se senta sobre o tapete persa enquanto a brisa traz o perfume das flores Lantom.

— O senhor gostaria de um copo de água com jasmim? — ofereço.

Ele apenas murmura um som afirmativo. Sirvo a água, mas ele não bebe. Fica olhando para o rio, com um ar emburrado. Percebo que preciso me esforçar mais para agradá-lo. Como se faz as pazes com os chefes nesta era? Será que ele para de ficar bravo se eu fizer uma dança elegante? Olho para os livros na mesa.

— Quer que eu leia para o senhor? Estávamos no capítulo seis, estava ficando divertido.

— Hoje não. — Ele continua dando respostas curtas.

Ao notar minha cara de desânimo, ele suaviza a expressão, toma um gole de água e pergunta:

— O Lek me mostrou os desenhos que você fez ontem. Ele ficou se gabando de que adorou seus traços.

— O senhor os viu? — Meus olhos se arregalam.

— Você desenha bem. Onde aprendeu?

Quase digo o nome da minha faculdade, mas me contenho a tempo.

— Aprendi "pela porta dos fundos". Via as pessoas desenhando nos templos e em outros lugares, então observava e copiava.

— Você tem técnica, como se tivesse tido aulas.

Céus, Khun-Yai. Ele está tentando me pegar em uma armadilha? Por que ele não deixa passar como os outros? Sei que preciso de uma mentira melhor.

— Quando eu morava na minha antiga casa, meu vizinho era um pintor. Ele pintava cenários de teatro para um príncipe do norte.

— Qual príncipe? Eu talvez o conheça.

— Não me lembro. — Não ache que vai me pegar tão fácil.

— E qual a história da sua família? Por que não me conta?

Eu sabia que chegaria nisso. Repito o roteiro que decorei desde a casa do Sr. Robert: meu pai era um chinês que veio de barco, minha mãe era tailandesa e o seguiu. Um parente chamado Oui-Ta devia dinheiro ao Sr. Robert e teve que enviar a filha para servir, mas ela fugiu e eu fui enviado no lugar dela. É uma mentira que ganha detalhes conforme eu falo.

— Você gosta de desenhar?

— Amo desenhar, mas quase não tenho chance. Por isso não me contive quando o Khun-Lek pediu. Espero que o senhor não se importe que eu use papel.

— Pode desenhar no papel. Eu não me importo. Mas, quando terminar, mostre para mim. Não deixe o Lek ficar com tudo.

Ah, que gentil. Vou retribuir com todas as minhas forças, coçando as costas dele até ele apagar.

— Está bem — prometo.

Khun-Yai pega um texto em inglês. Eu o observo. Será o Khun-Lek quem guardará meus desenhos... ou será o Khun-Yai? Olho para o rosto dele; os cílios são grossos, a pele é clara e limpa. Dois pequenos sinais pontuam sua bochecha acima da barba rala recém-feita. Meu coração derrete um pouco. Não sei se é pela ideia dele guardar minhas coisas ou pelo motivo por trás disso.

— Obrigado, Khun-Yai — agradeço sinceramente.

Depois disso, o clima melhora. Khun-Yai deixa de ser o patrão bravo e volta ao normal. Ele me permite desenhar enquanto lê. Quando termina o livro, pede que eu leia a "História de Khun Chang Khun Phaen" de onde paramos.

— O Khun Chang é mais razoável que o Plai Kaew — comento. — Mesmo que o amigo esteja casando com a mulher que ele ama, ele se força a ir parabenizá-los. Plai Kaew é um inconsequente. Quando era monge, entrou escondido no quarto de uma mulher. Se fosse meu filho, levaria uma surra.

— Se seu filho pedisse perdão aos seus pés, você conseguiria ser rigoroso?

— Temos que ser. Se você os mima, eles ficam mal-acostumados.

Khun-Yai parece divertido.

— Você fala como um adulto. Quantos anos você tem?

— Tenho vinte e quatro — respondo honestamente.

— Idade suficiente para ter filhos. — Há um brilho peculiar nos olhos dele.

Ele assente e não pergunta mais. Mas eu quero continuar.

— E o senhor? Qual a sua idade?

Khun-Yai fica em silêncio por um momento, respondendo com certa relutância:

— Fiz dezoito anos completos há um mês.

Eu sorrio. Ele é seis anos mais novo que eu. Apesar do porte físico, do ar nobre e da maturidade — resultado de ser o filho mais velho de um Luang —, ele é apenas um garoto. Deve haver momentos em que ele quer ser imprudente como qualquer jovem da sua idade.

— Não esqueça de levar sua identidade quando for às boates — escapa da minha boca, pensando nele na minha era.

Ele teria acabado de sair do ensino médio. Imaginá-lo de uniforme escolar, camisa branca e bermuda azul... ugh, que adorável.

— O que você disse?

— Coma legumes, não só arroz — mudo a frase imediatamente, mesmo sabendo que pareço louco.

— Você não come vegetais. É travesso como uma criança, Poh-Jom.

Tento conter o sorriso. Ele ficou desapontado por ser mais novo que eu e, por isso, me chamou de criança? Ele deve ter pensado que eu era mais jovem. Na verdade, sou muito mais novo que ele; nasci noventa anos depois. O pensamento é hilário.

Nisso, meus olhos batem no relógio de bolso dele sobre a mesa. A dúvida volta. Olho para a corrente e para o clipe de segurança.

— O relógio é lindo, Khun-Yai. De que país é?

Khun-Yai abre a tampa, revelando o mostrador de porcelana e os rubis.

— É um Elgin, feito nos EUA.

— Requintado. Parece durável, mas o clipe parece frágil. Parece fácil de escorregar e cair.

— Não. Eu o uso há anos. Nunca escorregou nenhuma vez.

— Nenhuma?

— Não.

Khun-Yai paralisa. Trocamos olhares em silêncio. Ele aperta os lábios e fecha a tampa do relógio como se quisesse encerrar o assunto.

— Pode parar a leitura. Estou com sede. Vá até a cozinha ver se fizeram chá de mel e limão quente. Se não fizeram, peça para prepararem uma chaleira.

Inacreditável. Eu fico de boca aberta. Ele fez exatamente como no primeiro dia, quando tentou desviar minha atenção para a árvore pela janela para esconder seus olhos astutos. Khun-Yai limpa a garganta, olhando para o rio.

— Hum... o vento está forte. Estou com sede.

Pois é. Saio do pavilhão. Ele me mandou buscar chá quando havia uma jarra de água com jasmim bem na frente dele. Ele foi pego no flagra: ele jogou o relógio de propósito no dia em que nos conhecemos, mas não quer admitir. Por trás daquele rosto inocente, existe um mestre dos esquemas.

Por que ele jogou o relógio? Queria que eu o devolvesse para me testar? Ou queria criar um vínculo comigo? Fico rígido ao perceber o que estou pensando... de novo. Balanço a cabeça, irritado com meus próprios delírios. Volto ao pavilhão com o chá, mas Khun-Yai não está lá.

— Um servo da casa grande disse que ele tinha um convidado — diz o jardineiro por perto.

Decido esperar no pavilhão. Pego papel e lápis. Já que ele me deu permissão, vou desenhar enquanto espero. Deste ângulo, vejo a varanda dos fundos da casa grande, que sei que será destruída e reconstruída depois em outro estilo. Começo a esboçar com paixão, lembrando que este será um dos desenhos emoldurados.

O tempo passa. Estou totalmente focado até ouvir um farfalhar perto da margem do rio. Ao me virar, vejo um barco parando perto do pavilhão. Um homem musculoso e de pele bronzeada está no barco. Ele segura o remo com força, parecendo hesitar. Quando ele levanta o olhar, meu coração despenca.

...Ohm!

Só consigo encará-lo enquanto ele gagueja: — Você... você costumava servir ao patrão estrangeiro, não costumava?

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