Ruivinha capitulo 8

Da série Ruivinha
Um conto erótico de henrique casado
Categoria: Heterossexual
Contém 1189 palavras
Data: 15/01/2026 06:14:37

A viagem para Salvador foi programada num tempo antigo, quando "férias" ainda significavam tentar reacender um fogo que já não tinha brasa. Agora, chegavam com um fogo novo — estranho, compartilhado, queimando nas veias desde a noite com Camila.

Eram dois mineiros perdidos na geografia úmida e dourada da Bahia. Aline, ruiva de pele leitosa, atraía olhares em cada esquina. Henrique, mais moreno, a segurava pela cintura com uma posse renovada, mas seus olhos também escaneavam o ambiente, procurando algo, ou alguém.

No Pelourinho, uma roda de capoeira os hipnotizou. A ginga, o som ancestral do berimbau, os corpos suados dançando a linha entre a luta e o acasalamento. No centro, um homem comandava a energia. Joaquim. Alto, peito largo como um tambor, cordéis de capoeira cruzando seu torso nu. Sua pele era negra como ébano polido, e quando seus olhos pousaram em Aline, foi como um choque físico — um olhar pesado, carregado de intenção pura, sem disfarces.

Henrique sentiu o corpo de Aline estremecer ao seu lado.

— Ele não para de te olhar — murmurou no ouvido dela, a voz rouca.

— E você gosta? — ela retrucou, desafiadora, virando o rosto para ele.

— Tô gostando é de ver você toda arrepiada, princesa. Parece um passarinho na mira do gavião.

Joaquim se aproximou após a roda, o suor escorrendo em veios brilhantes pela sua testa e peito.

— De Minas, né? Dá pra ver. Terra fria, gente quente — disse, o sotaque arrastado como mel. Seus olhos não saíam do decote de Aline.

A conversa fluiu para o terreiro dele, um lugar "autêntico", onde a capoeira era "de verdade, de suar e sentir". O convite estava feito.

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O terreiro ficava num sobrado antigo no Santo Antônio. O ar cheirava a madeira encerada, suor seco e incenso. Além de Joaquim, estavam mais três. Dagoberto, mais velho, com cabelos grisalhos e olhos sábios que pareciam ver tudo. Luan, jovem, músculos definidos como escultura, pele cor de jambo. Thiago, o mais quieto, olhar intenso e mãos grandes, de dedos longos.

Henrique se colocou num banco de madeira no canto, afastado.

— Hoje eu só observo — anunciou, os olhos fixos em Aline. — Quero ver minha ruiva virar baiana.

Aline sentiu um misto de ansiedade e tesão subir pela espinha. Aquele era o sinal. Ela estava entregue.

Joaquim não perdeu tempo. Segurou seu queixo, gentil mas firme.

— Hoje você não manda aqui, branquinha. Aqui você segue o ritmo da roda. E a roda é nossa.

Ela foi despida lentamente, por várias mãos. Dagoberto puxou seu vestido pelos ombros. Luan ajoelhou e tirou sua calcinha, respirando fundo ao ver que ela já estava completamente depilada e encharcada. Thiago desfez seu sutiã por trás, seus dedos longos arrepando sua pele.

Nua no centro do terreiro, iluminada apenas por um farol de luz que vinha de uma janela alta, Aline sentiu-se exposta, venerada, reduzida a puro corpo. E amou cada segundo.

— De quatro — ordenou Joaquim.

Ela obedeceu. As mãos de Luan a seguraram pelos quadris. Dagoberto ajoelhou-se à sua frente.

— Abre a boca, putinha ruiva — ele ordenou, e Aline abriu, recebendo o pau já duro e escuro dele, salgado e pesado em sua língua.

Enquanto isso, Joaquim posicionou-se atrás. Não houve preparação, nem beijo. Apenas o impacto — uma penetração profunda, única, que arrancou um grito abafado de Aline em torno do pau de Dagoberto.

— É isso — sussurrou Henrique do canto, a voz tensa. — Toma, princesa. Toma tudo.

A partir daí, foi um ritmo de possessão. Joaquim fodia ela com estocadas longas e pesadas, enquanto Dagoberto usava sua boca. Luan e Thiago se revezavam — um colocava os dedos na buceta dela, massageando o ponto onde o pau de Joaquim entrava e saía; o outro apertava seus seios, beliscava seus mamilos até doerem de prazer.

— Vira — ordenou Joaquim, tirando-se dela.

Ela rolou de costas no chão de madeira áspero. Quatro sombras altas, quatro homens negros, de paus erguidos e olhos brilhando de desejo, a cercavam.

— Escolhe, branquinha — disse Dagoberto, um sorriso no canto da boca. — Quem você quer primeiro?

— Todos — ela gemeu, os braços abertos. — Quero todos. Me fazem de putinha. Por favor.

Foi a senha. Eles a tomaram, num revezamento frenético e sem piedade.

1. Joaquim pegou-a primeiro, levantando suas pernas sobre seus ombros e enterrando-se nela com uma força que fazia o corpo dela deslizar no chão. Ele a beijou enquanto a fodia — beijos brutais, devoradores, de língua e dentes.

2. Luan substituiu-o, pegando-a de lado, um braço sob seu pescoço, prendendo-a. Ele era rápido, nervoso, e sussurrava coisas sujas em seu ouvido: "Tão apertadinha, gringa... vai lembrar da gente toda vez que sentar."

3. Thiago a colocou de bruços novamente, mas desta vez levantou sua bunda alto. Sua penetração foi lenta, torturante, e ele usou os dedos longos para brincar com seu clitóris ao mesmo tempo. Aline gritou, chorando de tanto gozar, seu corpo em espasmos incontroláveis.

4. Dagoberto, por último, a fez sentar em seu colo, de frente. Ele a guiou, suas mãos sábias no seu quadril, ensinando o ritmo. — Agora vai, minha rainha puta — ele coaxou. — Monta no seu trono preto e manda a gente ver você voar.

Ela cavalgou-o, os olhos vidrados, olhando para Henrique no canto. Seu marido estava pálido, a respiração ofegante, a mão se movendo freneticamente dentro do próprio shorts, os olhos fixos naquele contraste brutal: a pele alva, quase fluorescente de Aline, envolta, penetrada, coberta por quatro corpos negros, suados, poderosos. Era uma pintura viva de posse, de transgressão racial e sexual explícita. E no rosto de Henrique, não havia raiva ou ciúme — havia fascínio. Desejo. Uma atração profunda e confusa por aqueles homens, por sua força, por seu domínio.

Aline gozou pela última vez gritando o nome de Henrique, enquanto Dagoberto a preenchia com seu próprio orgasmo, quente e profundo.

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O silêncio que se seguiu foi quebrado apenas pelo ruído da cidade e pela respiração pesada. Os homens se afastaram, limpando-se, vestindo-se com uma naturalidade que contrastava com a violência do ato.

Joaquim ajudou Aline a se levantar. Seu corpo estava marcado — dedos nas coxas, bocas no pescoço, vermelho onde a madeira áspera a raspou.

— Serve pra capoeira, hein, mineira — ele disse, com um respeito novo na voz.

No táxi de volta, Aline desabou no colo de Henrique. Tremia como uma vara verde.

— Tá tudo bem? — a pergunta dele era mais para si mesmo.

Ela não respondia com palavras. Apenas puxou a mão dele e a levou entre suas pernas, ainda inchadas e meladas dos quatro homens. Ele tocou, e um arrepio percorreu seu corpo.

— Você gostou de ver? — ela sussurrou, a voz rouca.

Henrique enterrou o rosto no cabelo dela, cheirando o sexo, o suor alheio, a Bahia.

— Gostei — ele admitiu, a voz estranha consigo mesma. — Gostei de vê-los em você. E... gostei deles.

Era a confissão perigosa. O desejo não era mais apenas por ver Aline possuída. Era uma atração que se acendia na direção dos proprietários dela, daquela força escura que a havia dominado com tanto autoridade.

Aline sorriu, exausta e vitoriosa, e dormiu no colo dele. Sonhou com tambores, com cordéis apertando sua cintura, e com os olhos de Henrique, que no sonho, não a olhavam mais — olhavam para Joaquim.

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