Demônio Colorido 😈😈 Capítulo 3

Um conto erótico de Dan
Categoria: Homossexual
Contém 1841 palavras
Data: 02/01/2026 23:43:04

Daniel saiu da casa do tio de Mateus com o coração batendo rápido demais para alguém que tinha, oficialmente, “apenas ido fazer um trabalho de Matemática”. No fundo, ele sabia que Mateus não acreditaria nisso — nem ele mesmo. A verdade, nua e crua, era outra: ele queria ver o Demônio. Só vê-lo. Só confirmar que aquele ser realmente existia fora da cabeça dele.

E existia.

Existia tão intensamente que doía.

Robinson havia esquecido o livro na casa de Matheus e de repente o amigo apareceu com o livro nas mãos dizendo..."sabe o que é isso? Freud explica!!" e Mateus já sabia que a reação do amigo seria essa: Daniel pega o livro e fala "Ah ele esqueceu é?" e como um cachorrinho abanando o rabinho, como aliás Dante já havia dito ele saiu para entregar o livro de volta á seu príncipe, mas tinha vivido uma noite muito cheia de emoções, tinha acabado de estar diante de um demônio que ninguém ainda tinha visto e nem ele sabia se era apenas um delírio de sua cabeça...estava cansado demais e resolveu entregar o livro no dia seguinte, esse foi seu "erro" a cena que testemunhou no dia seguinte foi essa:

Robinson tinha aparecido na porta com aquele jeito desligado, todo descabelado do treino, a camiseta grudando no peito molhado de suor (havia acabado de chegarem casa) e Daniel teve que lutar com todas as forças para manter o olhar no rosto dele e não na curva quente que o músculo dos braços fazia quando ele apoiava a mão no batente da porta.

Robinson sorriu.

Aquele sorriso bobo, distraído, como quem não percebe o estrago que causa.

— Valeu por trazer, Dan… cê é gente boa demais. — O atleta disse, simples, sincero.

E sem nem perceber, pisoteou o coração do garoto.

Porque Daniel queria que Robinson percebesse.

Queria que notasse a respiração acelerada, as mãos trêmulas, o sorriso nervoso… queria, desesperadamente, que ele enxergasse.

Mas Robinson era desligado demais.

Ou talvez fosse cruel sem saber.

Quando a porta se fechou, Daniel desceu a rua sentindo-se uma sombra. Um nada. Um garoto que nunca seria suficiente para alguém que brilhava daquele jeito. As luzes dos postes faziam uma névoa dourada na calçada úmida e, a cada passo, um pensamento ecoava:

“Se eu fosse mais bonito…

Se eu fosse mais confiante…

Se eu fosse… qualquer outra coisa.”

E aí, veio a frase que ele não queria pensar:

“Se eu fosse o tipo de pessoa que Robinson ama…”

Aquela dor no peito — pequena, mas afiada — foi o que abriu espaço para a outra voz. A voz que não deveria existir. A voz que ainda não tinha corpo, nem olhos, nem sorriso… mas que parecia estar sempre ali, à espreita, desde o sótão do Tio Lui.

Um sussurro.

Baixo.

Doce.

Perigoso.

— É só dizer quero.

Daniel parou no meio da rua, o sangue gelando e esquentando ao mesmo tempo. Olhou em volta, mas não havia ninguém. Só vento, folhas e o som distante de um carro passando.

— Não… — ele murmurou, mais para si mesmo que para qualquer outro. — Eu não posso… isso é loucura…

A voz riu. Baixinho.

Debochada. Sedosa.

— Loucura é continuar sofrendo por alguém que não te vê.

Eu te vejo.

E eu posso te dar tudo.

Daniel fechou os olhos com força.

As lembranças do sótão vieram como flashes: a redoma, o vidro frio, a figura adormecida, as runas, o olhar fechado… quase humano.

— Não é real — ele sussurrou. — …não é real… não é…

— Então por que você está respondendo a mim?

A rua ficou silenciosa demais.

Profundamente silenciosa.

Até que uma presença quente, quente de verdade, surgiu atrás dele — como o ar de alguém que respira na sua nuca.

E Daniel sentiu.

Não viu.

Mas sentiu.

O calor.

A diversão.

E a promessa.

— Eu posso fazer ele te enxergar, Daniel.

Basta você dizer…

…QUERO.

O coração do garoto deu um tranco tão forte que quase o fez tropeçar.

E foi ali, no meio da rua vazia, que Daniel percebeu que não estava apenas lidando com um desejo adolescente.

Ele estava sendo provocado.

Seduzido.

E observado por algo antigo.

Algo bonito.

Algo perigoso.

Algo que, em breve, teria forma.

O quarto de Daniel estava silencioso… silencioso demais.

Ele tinha acabado de apagar a luz, ainda com os pensamentos fervilhando por causa do treino daquele dia — e principalmente por causa de Robinson, suado, focado, lindo demais para ser real.

Ele suspira, vira de lado, fecha os olhos…

E aí a temperatura do quarto muda.

Um vento leve, como uma brisa quente de verão, entra por baixo da porta.

Daniel abre os olhos devagar.

— …alô? — pergunta baixinho, sentindo o coração acelerar sem motivo.

O quarto está escuro, mas não completamente. Uma luz rosada começa a se formar no canto — uma luz vibrante, cintilante, cheia de pequenas faiscas coloridas, como se arco-íris estivessem tentando nascer dali.

E então ele aparece.

Primeiro o contorno do corpo.

Depois o brilho dos olhos claros.

O cabelo loiro, volumoso, perfeitamente desalinhado.

A jaqueta jeans aberta, revelando o peito forte por baixo.

Os braços musculosos cobertos de pequeninos pelinhos dourados, brilhando quando a luz o tocava.

Dante.

Em sua forma humana.

Lindo. Sedutor. Avassalador.

— Eu te assustei? — ele pergunta com um sorriso carregado de malícia suave.

— C–como você… saiu da redoma?! — Daniel engole seco.

— Ah, meu anjo — Dante ergue a sobrancelha, aproximando-se — você ainda vai aprender que nada me prende por muito tempo.

Ele se aproxima da cama com passos lentos, quase felinos.

Daniel recua instintivamente até encostar na cabeceira.

— E o que você tá fazendo no meu quarto?! — Daniel tenta soar bravo, mas sai mais como… gaguejo.

— Vim testar algo. — Dante abre um sorriso cheio de dentes brancos e perfeitos. — Testar você.

Daniel arregala os olhos.

— Testar… o quê exatamente?

Dante estende a mão — os dedos longos, quentes, brilhantes — e toca a testa de Daniel com a ponta do indicador.

No exato segundo em que toca, o quarto some.

Tudo se dissolve em luz e calor.

Daniel sente um puxão, como se fosse jogado para trás e para frente ao mesmo tempo.

E então…

Ele está em outro lugar.

Uma grama macia sob seus pés descalços.

O céu azul vibrante.

E o cheiro… um perfume de suor, grama e desodorante masculino.

Dante aparece ao lado dele, cruzando os braços.

— Bem-vindo ao sonho dele — ele diz.

Daniel vira devagar… e vê:

Robinson.

Dormindo? Não. Sonhando.

Deitado numa rede suspensa entre duas árvores.

Usando apenas uma camiseta larga e um shorts curto, colado no corpo… e muito, muito mais bonito do que na vida real.

O cabelo caindo sobre a testa.

Os músculos relaxados.

Os lábios entreabertos.

Daniel engole seco.

— Você… colocou eu aqui? — ele pergunta, tentando respirar.

— Eu abri a porta. — Dante sorri, inclinando a cabeça. — Mas foi ele quem te puxou. Sonhos nunca mentem.

Daniel vira vermelho.

— N-não faz sentido! Ele nem liga pra mim!

— Ah, meu doce Daniel… você não faz ideia. — Dante dá um estalinho com os dedos. — Observa.

O cenário muda levemente.

Uma névoa rosada envolve a rede, e Robinson começa a se mexer.

Ele murmura algo.

— …Dan…

Daniel congela.

— Ele… ele disse meu nome?

— No sonho dele, você é uma tentação que ele nunca admitiria acordado. Agora vai. Se aproxima.

Dante dá um empurrãozinho suave nas costas de Daniel.

Ele tropeça, cai de joelhos ao lado de Robinson.

O atleta abre os olhos lentamente — mas os olhos do sonho, não os reais — e um sorriso lento, quente, carregado de desejo, se forma.

Robinson toca o rosto de Daniel.

O toque é firme, quente, cheio de vontade.

— Eu tava te esperando… — ele diz com a voz mais baixa e sedutora que Daniel já ouviu.

Daniel perde o ar.

— Isso não é real…

— Mas poderia ser — Robinson murmura, trazendo o rosto dele para mais perto.

O cenário esquenta.

Tudo fica tingido de dourado e rosa.

O coração de Daniel dispara.

Dante some um pouquinho.

E Daniel ouve Robinson Dizendo:

-Vem, meu amor!!

Vem, Transpira a dor, transgrida a treva fria. E vem viver, transmutar, transpor, renascer...transar!!

-"Confia em Mim?"

E Daniel acenou com a cabeça que sim, eu então o abraçou pelo meio e ficou roçando em seu pescoço. Ele soltou as mãos e o bejiou, em seguida o nerd pôde enfim ver seu lindo pau, era grande, grosso, branquinho, com uma cabecinha rosadinha e alguns pelinhos morenos em volta e se concentravam especialmente no saco, o cara era muito sacudo, na hora Daniel só pensava: "Agora não tem mais volta, vou me acabar nesse pau " ficou cheirando, sentindo o cheiro da rola de Robinson babando, seu cheirinho de macho dava muito tesão.

Metia a boca na rola dele e já foi logo mamando e chupando, sentia que seu pau endurecia também e quando e quando o de Robinson já estava bem duro, lambia só a cabecinha e o buraquinho do pau com a pontinha da língua, ele arregalou os olhos, eu olhava pro Daniel com carinha de safado e sorria, e o Daniel com o pau na boca mas chupava somente a cabeça, lambia sua virilha e lambia o pau de baixo á cima, lambia as bolas e ele estava desesperado como um bezerrinho faminto, e Robinson passava a mão no rosto e com pau babando e ofegante, implorava pra ser chupado, Daniel engolindo novamente o pau e começou á chupar e á mamar pra valer, babando em seu pau. Percebia que o Robinson estava de olhos fechados e uma expressão de prazer, continuou assim caprichando no boquete cada vez mais até faze-lo gozar na boca, coisa que Daniel engoliu um pouco mas deixou o resto cair propositalmente sobre seu corpo, como uma profissional bem vagabunda e ele abriu um lindo sorriso e o olhava apaixonado.

Eles estão a milímetros de distância quando Dante bate palmas:

— Chega por hoje, neném. Primeiro gostinho dado.

Antes que os lábios se encostem — POUF!

Daniel volta para o quarto, sentado na cama, ofegante.

Dante está em pé ao lado dele, braços cruzados, com um sorriso satisfeito.

— Viu só? — ele pisca. — Agora você sabe o potencial disso tudo.

— R–Robinson… me beijou… no sonho dele…

— No sonho que eu deixei acontecer — Dante corrige. — E amanhã… ah, amanhã ele vai acordar pensando em você de um jeito que nem ele entende.

Dante se inclina e baixa a voz, provocante:

— E você só precisa me dizer uma coisinha…

Ele passa o dedo no queixo de Daniel.

— Quer continuar? 😏

O sol ainda nem tinha nascido completamente quando Robinson começou a se mexer na cama.

Respirava rápido.

A camiseta grudada no peito suado.

O lençol embolado entre as pernas fortes.

O rosto em chamas.

Ele estava preso entre sonho e realidade — e naquele sonho, a boca de Daniel estava tão perto da dele.

A respiração dele falha.

O corpo inteiro reage de novo à lembrança involuntária daquele quase-beijo.

E então ele acorda de vez.

Abre os olhos, se senta abruptamente, passa a mão no cabelo completamente bagunçado e…

— “Aaaaaahhhh… MAS QUE PORRA FOI ESSA?!”

A voz sai alta, irritada, confusa e… claramente excitada.

CONTINUA...

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Foto de perfil de DanizinhoDanizinhoContos: 230Seguidores: 138Seguindo: 5Mensagem Autor Paraibano de 29 anos, escrevo na casa dos contos desde 2017, com experiência em contos voltados ao público jovem (embora tenha um público cativo maduro também), não tenho nada contra o maniqueísmo embora nos meus contos eu sempre prefira mostrar personagens humanizados que cometem erros, acertos e possuem defeitos e qualidades, meu maior sucesso foram os contos

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