Meu coração batia disparado, ansioso pelo encontro tão arduamente conseguido. Eu já havia tentado tantas vezes, já havia passado tantas horas e dias na esperança de conseguir esse encontro, que até estranhava que meu coração ainda agisse e se comportasse como um coração adolescente, indo para o primeiro encontro.
Minha boca estava seca, sentia também um gosto amargo, quase de fel, como se tivesse consumido uma bebida amarga.
Minhas pernas também tremiam, estavam bambas, como se não quisessem mais segurar esse meu corpo que, mesmo sendo tão bonito, parecia pesar uma tonelada, tamanha era a expectativa do resultado advindo desse novo encontro.
Parei em frente a porta do apartamento dele, não fui anunciada, ele já havia autorizado a minha entrada no prédio. Os porteiros também já me conheciam, me cumprimentaram com um sorriso dúbio nos lábios, como se dissessem: “olha ela aí de novo.”
— Calma Marina! Você é linda! Poderosa! Dessa vez vai dar certo. Não tem como não acontecer. – Minha voz interior falou, tentando me acalmar. Tudo que eu precisava era tocar a campainha e assim eu fiz.
Rubens abriu a porta e me sorriu de um jeito, entre contraído e espontâneo. Quando ele sorria meu mundo se iluminava. Me fez entrar e sentou do meu lado no sofá.
Ele vestia uma bermuda, sem camisa, como sempre gostava de ficar em casa, depois de uma jornada longa de trabalho. Eu usava um vestido leve, soltinho e curto, mínimo, como gosto de me vestir.
Olhei para ele e senti aquele olhar de macho, homem másculo e forte, aquele olhar que eu conhecia tão bem e que sempre me deixava sem chão. Às vezes eu achava que seu olhar parecia o de um bicho bravo, atrás da sua presa.
Eu pensei nisso e já fiquei molhadinha, antecedendo o que poderia acontecer depois de nossa conversa.
Estávamos perto da grande janela de seu apartamento. Lá fora as luzes dos postes brilhavam, projetando imagens que, talvez, só estivessem no meu pensamento, no meu desejo.
A verdade é que há muito tempo eu via o brilho dos olhos dele em cada luz de neon, em cada farol, em todos os cantos por onde eu andava.
Pela janela escutávamos os motores dos carros na avenida em frente, como se nos alertassem para o momento tão especial.
— Fala Marina! O que você tem de tão importante para me falar novamente? – Ele me disse olhando nos meus olhos, me causando um arrepio interno que me subia pela espinha. Ele sabia muito bem o que eu queria, mas era elegante demais para não perguntar.
Estávamos os dois ali sozinhos, eu cheia de desejos e esperanças, ele cheio de tudo que eu mais desejava.
— Você sabe o que eu quero. Eu já te falei tantas vezes. Basta você dizer que sim. – Eu falei trêmula, deixando o meu lado mulher falar e se mostrar por mim.
— Nós já falamos sobre isso e você sabe a minha posição. Isso não é correto, não pode ser assim. Esse tipo de coisa não acaba bem. Você já é adulta para saber disso.
A última coisa que eu queria ali, naquele momento era ser adulta. Eu só queria ser eu mesma, ser mulher. Uma mulher na frente de um homem admirável.
Passei a língua provocantemente nos lábios, eu sabia os gestos que o provocavam sexualmente. Joguei o cabelo de lado, cruzei as penas sensualmente, deixando as coxas aparecerem por baixo do tecido leve do vestido curto que usava. Nessa hora eu o vi comprimindo as coxas grossas, malhadas pelo futebol semanal, sabia que ele estava excitado. Eu já conhecia cada gesto dele e o que cada um significava.
Ele me olhou novamente, com aquele olhar incendiário e, nessa hora, me surpreendeu de maneira positiva. Ele se inclinou, segurou a minha nuca com a mão esquerda e me deu um beijo. Um beijo profundo, quente, molhado, invadindo minha boca e me enchendo o coração com a certeza de que eu tinha feito a coisa certa, ao vir na casa dele novamente. Com a mão direita, ele foi alisando minhas coxas e meus seios, por cima do vestido decotado.
Que beijo intenso! Sua língua se movimentava lá dentro da minha boca. Eu descruzei as pernas e fiquei meio que de lado.
Sua mão direita passeou pelas minhas coxas, tocou minha calcinha que já estava molhada desde o momento que eu cheguei à sua porta. Estendeu mais um pouquinho e alisou a minha bundinha. Eu já estava toda envolvida e entregue.
Que pegada forte! Aquele homem tinha tudo que eu imaginava de um homem feito para mim.
Comecei a alisar seu volume duro e quente por baixo da bermuda. Era algo bem grande, grosso, volumoso, como eu bem conhecia e apreciava.
Ele parou por instantes e mandou eu me levantar. Com um gesto leve, mas determinado, ele arrancou meu vestido fora, me deixando completamente nua. Ele também tirou a bermuda e ficou pelado, não usava cueca, como sempre ficava quando estava em casa, relaxado.
Ele se sentou de volta no sofá e pude ver aquele mastro imponente, vinte centímetros e muito grosso.
Ele me puxou pela cintura e começou a lamber os biquinhos durinhos dos meus seios. Sua mão direita continuava alisando minha bundinha e depois foi deslizando para minha boceta. Eu me arrepiei e já comecei a gemer alto, quase gritando baixinho, me sentindo toda molhada.
Ele se levantou juntamente comigo, me virou para a parede em frente e me encoxou. Foi uma delícia sentir aquele pauzão quente e duro como ferro, esfregando na minha bunda, no meu reguinho.
Com a mão esquerda ele foi alisando meus seios e com a direita foi alisando a minha boceta, metendo dois dedos entre os lábios, me fodendo com eles. Dedos longos e grossos que tantas vezes eu senti me invadir.
Eu gemia descontroladamente e logo tive um orgasmo delicioso. Fiquei com as pernas bambas, cheguei a pensar que cairia nos braços fortes dele. Ele me segurou e me colocou sentadinha no sofá.
Resolvi retribuir aquele orgasmo intenso que ele me deu. Segurei seu pau grande e comecei a fazer carinhos, alisando da base até a ponta, onde senti a umidade vazando pela fenda. Ele se aproximou mais de mim e eu comecei a lamber ele todo, de um lado e de outro, depois lambi a grande cabeça, redonda e arroxeada.
Ele segurou meus cabelos, pressionou minha nuca e foi metendo na minha boca, empurrando aquele pauzão até minha garganta, me fazendo sufocar. Ele estava literalmente fodendo minha boca como se fosse uma bocetinha.
— Chupa putinha! É só nisso que você pensa, então chupa gostoso. Engole meu pauzão. - Eu ouvi aquelas palavras e senti minha boceta se contrair, chegando perto de um novo orgasmo.
Tudo naquele homem me dava um prazer intenso. Ele segurou novamente minha nuca com força e empurrou o seu pauzão em minha garganta. Senti o pulsar e seu pau começou a jogar jatos e jatos de leite quente no fundo de minha garganta. Engoli tudo, sentindo seu gosto tão familiar.
Não tive tempo de respirar, meu corpo ainda tremia, quando fui novamente jogada de encontro á parede e logo senti seu pauzão me invadindo as carnes, se alojando dentro de minha boceta que já conhecia bem esse ritual e sua potência masculina. Ele sempre metia brutamente após o primeiro gozo. Seu pau ganhava força logo após a primeira ejaculação. Isso me enlouquecia como mulher.
Ele metia com força, quase como se estivesse castigando uma menina má. Segurava meus cabelos em sua mão e metia sem dó, abrindo o caminho que ele já conhecia.
— Me fode amor! Eu sou tua. Sempre serei tua. – Eu gemia, sentindo as estocadas.
— É só nisso que você pensa, né? Vadia! É isso que você veio buscar, então aproveita. Desfruta desse objeto que você tanto aprecia. Empina o rabo.
Obedientemente eu empinei minha bunda e abri as pernas o máximo que podia, sabia o que me esperava.
Senti aquele mastro saindo de dentro de mim, me deixando um vazio que logo seria preenchido por outros caminhos. Senti seus dedos brutos molhando meu cuzinho e a cabeçona daquele membro forçando entrada, alargando minhas pregas.
Num tranco mais firme ele foi entrando, me fazendo morder o antebraço para não gritar alto, de dor e prazer.
Senti seus pentelhos roçando minhas nádegas e sabia que estava completamente preenchida. Ele se movimentou, em um entra e sai frenético.
Suas estocadas foram vigorosas, me fazendo ir de encontro à parede. Era assim que eu gostava. Naquela hora eu tive certeza que tinha conseguido o que queria. Ele seria meu para sempre. Ninguém fode assim, se não for por amor duradouro.
Esse pensamento veio junto com um gozo estrondoso, me deixando desnorteada, tudo em mim tremia e comprimia seu monstro de nervos dentro de mim. Quase que concomitantemente eu ouvi seu urro baixo, grave, rouco, como um animal em fúria contida.
Ele estava enchendo meu cuzinho com seu gozo farto.
Caímos os dois no sofá. Cada um para um lado. Cansados, exaustos e satisfeitos. Eu o olhava com olhos de encantamento, ele retribuía meu olhar com olhos de distanciamento. Eu resolvi ignorar e logo perguntei entusiasmada:
— Você quer que eu faça alguma coisa para a gente jantar ou prefere pedir alguma coisa pelo aplicativo?
— Eu prefiro que você se vista e vá embora. Isso foi um erro que não vai mais se repetir. Eu já vi que você não consegue entender e aceitar que nosso relacionamento chegou ao fim. Você acha que pode dominar o mundo com a beleza e com o dinheiro que você ganha aos montes naquele maldito escritório. Eu não estou à venda Marina. Eu não sou o seu brinquedo. Entenda isso de uma vez por todas. ACABOU!
— Mas meu amor, você está errado. Tudo bem, eu trabalho muito, valorizo demais o dinheiro, mas eu posso mudar, posso me dedicar mais a nós dois. Eu senti que você gostou. Você estava inteiro nesse encontro que acabamos de ter.
— Você já prometeu isso várias vezes, Marina. Nunca cumpriu. Quanto mais você multiplica, mais nos afastamos. Não é culpa do dinheiro, é culpa da relação que você tem com ele. Você tem um desejo de posse sobre mim. Eu sou um brinquedinho que você comprou e não sabe enxergar que acabou. O brinquedo não quer mais brincar. Eu estava carente, com tesão e você praticamente me ofereceu a boceta numa bandeja, como sempre faz. Acabou Marina! Entende de uma vez por todas. Acabou.
Eu já tinha ouvido ele falar assim várias vezes, em todas as vezes que eu tentei reatar nosso relacionamento. Mas nunca com esse brilho nos olhos que eu estava vendo agora. Eu sabia que tinha perdido a batalha, só não sabia como seria dali para frente. Minha vida parecia não fazer sentido.
Dentro do carro eu estava a quase cem por hora. As vias passavam por mim com manchas iluminadas. Minhas lágrimas embaçavam a minha visão. Em todas as luzes eu via o brilho do olhar do Rubens.
Parei na praia. Precisava de ar. Aquelas ondas iam e vinham, batiam forte na areia como meus sentimentos batiam e se debatiam dentro de mim.
De frente para o corcovado eu desejei que os braços abertos do Cristo me tomassem como um bebê carente.
O amor é vida, faz pulsar. Mas como pode ser cruel o nosso coração, quando não aceita que, muitas vezes, o fim é necessário.
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NOTA DO AUTOR:
Este conto foi escrito para o desafio Musicas, da casa dos contos.
É uma releitura livremente inspirada na música “PARALELAS”... Uma pérola composta por Belchior, um gênio de nossa música. Quase todas as músicas de Belchior podem inspirar histórias belíssimas.
Paralelas foi lançada em 1976 pela grande cantora Vanusa. Um estrondoso sucesso.
Depois foi lançada pelo próprio Belchior em 1977 no Seu álbum “Coração Selvagem”.
Eu sou um apaixonado pelas artes, sou um ser musical, movido por sons e letras. Conheço muita coisa musical e gosto de muita coisa. Mas acho a música brasileira imbatível. É a melhor do mundo, na minha modesta opinião.
Espero que todos leiam, gostem, desgostem, comentem, critiquem, façam sugestões.
Um escritor só existe quando é lido. Não existe escritor sem leitor. Não é sobre quantidade é sobre falar e ser ouvido.
Abraços a todos!
Conto Registrado no Escritório De Artes e protegido pela Lei 9.610 de Fevereiro de 1998. Proibida a reprodução sem autorização do autor.
