Pecando com Johnny (Capítulo 5)

Um conto erótico de ♡♡♡
Categoria: Homossexual
Contém 795 palavras
Data: 16/01/2026 09:18:51
Assuntos: Gay, Homossexual

“Repressão”

Tiago caminhou os dez minutos de volta para casa com os pés quase não tocando o chão. O vento úmido de Curitiba batia no rosto, mas ele sentia apenas calor por dentro. O gosto de Johnny ainda estava na boca — salgado, quente, inconfundível. A garganta doía um pouco de tanto engolir, mas era uma dor gostosa, que lembrava cada segundo da boca dele sendo usada. Ele chegou em casa sorrindo sozinho, abriu a porta devagar e subiu direto para o quarto, trancando a porta como sempre.

Sentou na cama, pegou o diário debaixo do colchão e abriu numa página nova. A mão tremia de emoção enquanto escrevia:

“17 fevereiro de 2012. Sexta-feira. Hoje foi… indescritível. Johnny me chamou de novo. Trancou a porta. Me mandou ajoelhar. Quando ele tirou a cueca, eu quase desmaiei. O pau dele é enorme, 20 centímetros, grosso, veias marcadas, a glande brilhando. Parecia feito pra mim. Eu segurei com a mão e comecei a chupar devagar, lambendo tudo. Depois engoli mais, chupei com vontade, senti ele pulsar na minha boca. Ele gemeu tanto… me chamou de ‘minha putinha’. Eu gozei só de chupar, sem nem tocar em mim. Após isso, lambi as bolas, subi lambendo até a glande de novo.Ele fodeu minha boca, me fez engolir tudo, gozou na minha garganta enquanto o pau inteiro estava dentro. Eu engoli cada gota. Ele me beijou depois, apertou meu corpo contra o dele. Eu tô apaixonado. Apaixonado de verdade. Johnny é tudo que eu sempre quis: forte, bonito, cheiroso, mandão na hora certa. Ele me faz sentir desejado, importante. Eu nunca senti isso com ninguém. Quero isso pra sempre. Quero ele todo dia.”

Fechou o diário, guardou com cuidado e ficou deitado um tempo, olhando pro teto, revivendo cada detalhe. O corpo ainda formigava.

Depois de alguns minutos, desceu para almoçar. A mãe tinha deixado arroz, feijão, carne moída e salada na geladeira. Esquentou, comeu devagar, ainda com a cabeça nas nuvens. Depois do almoço, deitou um pouco na sala, cochilou uns vinte minutos, o corpo relaxado de tanto prazer.

Acordou com energia. Decidiu arrumar o quarto: dobrou as roupas, guardou os livros, passou pano no criado-mudo, varreu o chão. Depois desceu e ajudou na organização da casa: lavou a louça do almoço, varreu a cozinha, arrumou os sapatos na entrada. Tudo isso com um sorriso bobo no rosto, como se cada tarefa fosse uma forma de esperar pelo próximo encontro.

No fim da tarde, por volta das seis, os pais chegaram. O pai, contador durante a semana e obreiro da igreja evangélica do bairro nos fins de semana, veio cansado mas sorridente, beijou a testa de Tiago como sempre fazia. A mãe entrou carregando as sacolas do mercado, já falando do jantar.

— Filho, hoje você tá animado, hein? — ela comentou, rindo.

Tiago sorriu, ajudando a guardar as compras.

— Tô bem, mãe. Dia bom na escola.

Eles prepararam o jantar juntos, como faziam quase toda sexta: frango assado com batatas, macarrão, salada. O pai contava testemunhos da igreja, a mãe perguntava sobre as provas do último ano. Tiago respondia com naturalidade, ria nas horas certas, ajudava a pôr a mesa. Eles eram carinhosos, preocupados, sempre presentes. Tinham criado Tiago com muito amor, com regras claras, com a Bíblia aberta na mesa toda noite. Ele os amava profundamente. E era exatamente por isso que o segredo doía tanto.

Tiago queria tanto contar. Queria dizer: “Mãe, pai, eu sou gay. Eu gosto de homens. Eu tô vivendo algo lindo com alguém que me faz feliz”. Mas sabia o que aconteceria. O pai baixaria a cabeça, falaria de pecado, de demônio, de cura pela oração. A mãe choraria, diria que era culpa dela, que não orou o suficiente. A igreja saberia. Os olhares de pena, os convites para cultos especiais de libertação. Talvez até o afastassem de casa. Ele não suportava a ideia de machucar os pais. Então engolia tudo, sorria, ajudava no jantar, dizia “amém” nas orações antes de comer.

Depois do jantar, Tiago subiu para o quarto. Deitou na cama, luz apagada, só o brilho fraco do abajur. Olhou para o teto e refletiu.

Era pecado. Ele sabia. A Bíblia dizia. A igreja dizia. Os pais diriam. Mas Johnny… Johnny era real. O abraço dele era quente. A voz grave chamando de “minha putinha” era doce. O gozo na garganta era prova de que alguém o queria de verdade. Como algo tão errado podia fazer ele se sentir tão vivo? Tão completo? Tão feliz?

Tiago virou de lado, abraçou o travesseiro.

— Eu não quero parar — sussurrou para si mesmo. — Mesmo que seja pecado. Mesmo que eu vá pro inferno. Eu quero continuar pecando com ele. Porque com ele eu me sinto… eu mesmo.

Fechou os olhos, o sorriso voltando devagar.

Continua…

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Comentários

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Show.. continue pecando só não esqueça de dar muito prazer pra esse homem. Ele também precisa se sentir feliz e satisfeito como você.

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