Ruivinha capitulo 11

Da série Ruivinha
Um conto erótico de henrique casado
Categoria: Heterossexual
Contém 1288 palavras
Data: 16/01/2026 12:26:39

A noite de sábado estava tranquila. Aline voltava para casa depois de um jantar leve com uma amiga, apenas uma taça de vinho para acompanhar. A estrada estava escura, familiar. Ela nem pensava no PM do estádio – aquilo era um segredo enterrado, uma memória quente e perturbadora que só visitava seus sonhos mais ousados.

Foi quando as luzes azuis apareceram à frente, piscando na escuridão. Blitz de rotina, perto do trevo do Jardim América. Ela diminuiu, o coração batendo num ritmo normal, de quem não tem nada a esconder.

Dois policiais à frente. Um sinalizou para ela parar. Ela encostou, já pegando os documentos. O policial que se aproximou era jovem, cara séria.

— Boa noite, moça. Tudo bem? Pode ver a documentação?

Ela estendeu os papéis, sorrindo educadamente. Foi nesse momento que a porta do passageiro da viatura principal se abriu, e um homem desceu.

Mesmo na penumbra, sob a luz intermitente que lançava sombras duras, Aline reconheceu o porte antes do rosto. Os ombros largos, a maneira como ele se apoiava na porta, a barriga sólida sob o colete. Era ele. O PM do estádio. O homem que ela chupara na salinha escura, cujo sêmen ela engolira e deixara secar em seus cabelos.

O mundo parou por um segundo. O ar saiu de seus pulmões.

Ele veio andando, suas botas fazendo um som firme no asfalto.

— Tudo em ordem, soldado? — a voz dele. Aquela voz. Grave, com aquele timbre que ela ouvira gemendo baixo enquanto sua cabeça era pressionada contra sua virilha.

— Tudo, cabo. Só checando a documentação da moça.

— Deixa comigo.

O cabo – Cabo Marcos, ela viu agora na identidade dele – veio até sua janela. A lanterna em suas mãos iluminou seu rosto por baixo, e ele sorriu. Não um sorriso de policial. Um sorriso de reconhecimento íntimo, de posse renovada.

— Ruivinha — ele disse, baixo, quase um sussurro que só ela ouviu. — Que surpresa agradável.

Aline engoliu seco. Não conseguia falar. Seu corpo inteiro reagiu – um frio na espinha que se transformou instantaneamente em calor líquido entre as pernas.

— Boa… boa noite, cabo — ela conseguiu articular.

— Tá tudo certinho? Tomou nada hoje?

— Só… só uma taça de vinho, no jantar.

— Hmmm. Vamo fazer o teste, então. Protocolo. — Seus olhos nunca deixaram os dela. Ele sabia. Ela sabia que ele sabia.

Ele pegou o bafômetro. Quando ela soprou, seus dedos roçaram seus lábios. O aparelho apitou: zero.

— Negativo. Tá limpinha. — Ele fez uma pausa, olhando para os colegas, depois de volta para ela. — Mas preciso fazer uma verificação visual. Desce do carro um instante, por favor.

Ela desceu, as pernas trêmulas. Ele a conduziu para a frente do carro dela, sob a luz dos faróis. Os outros dois policiais ficaram um pouco atrás, visíveis, mas mantendo distância.

— Abre a boca — ele pediu, e ela obedeceu, pensando que era algo do protocolo. Ele inclinou sua lanterna. — Tá tudo certo. — Então, baixou a voz. — Mas tô com uma dúvida. Preciso de uma segunda opinião. Mais… especializada.

Ele olhou para os colegas e fez um gesto quase imperceptível com a cabeça. Um deles acenou de volta, num entendimento tácito.

— Vem aqui na viatura. Só um minuto.

Ele abriu a porta de trás – a parte do preso. O coração de Aline disparou. Era real. Estava acontecendo de novo. Mas agora era pior e melhor. Era no meio da rua, com outros homens lá fora, com ele de uniforme completo.

— Entra — ele disse. Não era um convite.

Ela entrou. O interior era apertado, cheirava a plástico novo e café velho. Ele entrou atrás e fechou a porta. O som foi final. As luzes azuis giravam lá fora, lançando padrões hipnóticos no vidro fumê.

Ele desligou o rádio.

— Então — ele disse, sua voz agora um rugido baixo no espaço confinado. — A ruivinha do estádio. Acha que foi coincidência te encontrar hoje?

— Eu… não sabia que o senhor…

— Tava me procurando? — ele completou, um sorriso nos lábios. Seu braço passou por trás dela, prendendo-a suavemente contra o banco. — Ou será que eu tava te procurando?

Sua mão desceu até seu joelho, depois subiu pela sua coxa, por baixo do vestido. O tecido áspero do uniforme arranhava sua pele.

— Sabe qual é minha dúvida, princesa? Se você ainda lembra como faz. Ou se aquele dia foi sorte.

Ele desabotoou seu próprio cinto com a outra mão. O som do zíper descendo ecoou na cabine.

— Vamo ver. Me mostra.

Seu pau já estava semi-ereto quando saiu para o ar frio da viatura. O mesmo. Exatamente o mesmo. O pau torto para a direita, o saco pesado. A visão fez Aline salivar instantaneamente.

Sem precisar ser ordenada, ela se ajoelhou no chão duro, entre suas pernas abertas. O espaço era tão apertado que seu rosto ficou a centímetros dele. Ela podia sentir o calor irradiando.

Ela olhou para cima, para seus olhos escuros. Ele acenou com a cabeça, uma permissão silenciosa.

O primeiro toque de seus lábios na cabeça dele fez ambos suspirarem. Foi como ligar um circuito. Ela começou devagar, relembrando o formato com a língua, beijando o comprimento. Mas a memória muscular era forte. Em segundos, ela estava chupando com a mesma fome, devoção e técnica que o tinha feito gozar rapidamente no estádio.

— Isso… caralho, isso mesmo — ele gemeu, sua mão entrando em seus cabelos ruivos, não para forçar, mas para guiar, para possuir. — Não esqueceu nada, né, sua putinha? Nasceu pra isso.

Lá fora, ela via as sombras dos outros policiais. Um deles se aproximou do vidro, olhando para o nada, mas ele estava lá. Ouvindo. A humilhação era pública e secreta. O tesão foi avassalador. Ela chupou com mais vontade, fazendo barulho, engolindo fundo, babando. Queria que ele soubesse, queria que todos soubessem que ela era boa nisso.

— Vai gozar… — ela gemeu, com seu pau na boca. — Goza na minha boca de novo.

— Tá pedindo? — ele rosnou. — Toma. Toma tudo.

Seu corpo enrijeceu. Ele puxou seus cabelos, enterrando-se fundo em sua garganta, e ejaculou com um grunhido abafado. O gosto inundou sua boca, quente, salgado, familiar. Ela engoliou tudo, limpando-o com a língua depois, num ato de devoção completa.

Por um momento, só a respiração ofegante. Ele a puxou para cima, sentando-a ao seu lado. Seus dedos limparam o canto de sua boca.

— Boa menina — ele sussurrou. — Muito boa. Agora eu tenho certeza.

Ele se ajeitou, guardando o pau. Abriu a porta. O ar noturno, fresco e puro, pareceu um choque.

— Pode ir, moça. Dirija com cuidado. — Sua voz era profissional novamente.

Ela desceu, as pernas bambas. Os outros policiais não a olharam. Era como se nada tivesse acontecido.

Ao entrar no carro e passar pela blitz, ele lhe fez um aceno formal.

Só quando virou a esquina e entrou na rua escura de casa que ela parou o carro e encostou a cabeça no volante. Seu corpo inteiro tremia. Não de medo. De excitação pura, bruta, transformadora. Ela estava encharcada. A calcinha estava molhada de tesão.

Ela olhou no espelho. Seus lábios estavam inchados, seus olhos, brilhantes. Ela ainda podia sentir o gosto dele em sua língua.

Pegou o celular. A última mensagem para Henrique era sobre o jantar. Suas mãos trêmulas digitaram:

"Amor, você não vai acreditar. Parei numa blitz. Aquele PM do estádio… ele estava lá. Ele me fez entrar na viatura. Eu… eu chupei ele de novo. Agora mesmo. Com outros PMs do lado de fora. Meu Deus, Henrique… eu nunca senti algo assim. O que está acontecendo comigo?"

A mensagem era um grito de confissão e de descoberta. O segredo não era mais um evento único do passado. Era um desejo vivo, presente, e agora, reconhecido por ambos. O próximo passo – seja a chácara, seja qualquer coisa – seria inevitável. A linha não foi apenas cruzada; foi incendiada.

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