Uma puta dama - parte 14

Um conto erótico de Beto (Por Mark da Nanda)
Categoria: Heterossexual
Contém 4926 palavras
Data: 19/02/2026 15:45:49

Meus caros,

Este ficou um pouquinho maior que os anteriores. Acho que não irão reclamar...

Novos agradecimentos a nossa querida Ida, minha revisora de coração.

Espero que curtam.

Forte abraço,

Mark

No dia seguinte, de manhãzinha fui para o escritório em que trabalho. Meu chefe já me aguardava em sua sala:

- Que história, hein, Camargo? Que história. Mas o que você está pensando em fazer agora?

- Preciso saber da Helena e preciso da sua ajuda.

- Não sei se tenho tanta influência assim...

- Talvez sozinho não, mas eu sei que o senhor conhece pessoas. Ontem mesmo, eu liguei para o Alencar Benavides, lembra dele?

- O lobista?

- Esse! Ele me devia um favor e eu cobrei. Ele disse que ia falar com algumas pessoas e me retornava ainda hoje.

- Certo... - Meu chefe deu uma coçada no queixo, olhando para o teto: - Tem o Sampaio, assessor daquele ministro do STF.

- Aquele... o careca!?

- Aquele... o careca... - Confirmou, balançando a cabeça.

[CONTINUANDO]

- Mas ele não é muito bem-visto lá nos Estados Unidos. Acha mesmo que ele tem alguma influência lá?

- É. Depois daquela história do bloqueio dele lá, pode não ser uma boa ideia. Bom... Me deixa pensar um pouco. Depois a gente volta a conversar.

Fui para minha sala e mesmo sem estar com a cabeça no lugar, tive que dar atenção a alguns de meus processos, os mais urgentes. Perdi toda a manhã tentando dar andamento a questões normalmente simples, mas que agora pareciam, por demais, difíceis.

Fui para casa e almocei a verdadeira “comida da mamãe”: simples, porém muito apetitosa, com aquele gostinho de infância. Não havia nada demais, apenas arroz branco, feijão carioca com linguiça e toucinho, couve picada refogada e carne de panela com batatas. Mas o sabor... Me esbaldei! Comi como há muito não fazia. Enquanto isso, conversamos sobre a Helena e, infelizmente, eu não tinha novidade alguma para dar.

Voltei ao escritório e o dia transcorreu sem maiores novidades. Nada. Ninguém me ligou. Nem Zico, nem lobista, nem mesmo o meu chefe, que havia saído para uma audiência. Simplesmente ninguém! Tentei uma cartada diferente e liguei para a Embaixada dos Estados Unidos. Embora educada, a atendente foi protocolar e disse que não poderia passar nenhuma informação por telefone.

Desolado, numa parada para um café, comentei com o Alencar, outro dos sócios do escritório em que trabalho, sobre a minha tentativa frustrada:

- Mas isso era quase óbvio, Camargo. A operação deflagrada contra a Imperium é seríssima, com impacto internacional e ainda está em andamento. Era de se esperar que eles dificultariam ao máximo qualquer informação a respeito.

- Mas é da minha esposa que estamos falando...

- É. Eu sei... - Ele coçou o queixo, olhando para o lado e me encarou: - Vou tentar um negócio. Mas não estou garantindo nada.

Ele pegou o celular e fez uma chamada para um contato já registrado. Foi atendido e conversou animadamente com alguém, em inglês, por cerca de 15 minutos. Quando desligou, tinha um sorriso no rosto:

- Você tem uma reunião agendada com o Cônsul Geral dos Estados Unidos aqui em São Paulo. Mas, infelizmente, consegui apenas para sexta que vem, às 9:00, porque ele está nos Estados Unidos.

Sorri de encontro ao seu sorriso:

- Mas... como?

- Minha filha fez um curso de artes com a filha do Cônsul e ficaram amigas. Depois ela fez um intercâmbio nos Estados Unidos, ficando com essa colega na casa da avó dela. Acabei conhecendo e me tornando bastante próximo do Roger.

- Roger...

- Roger Caldwell, é o nome do Cônsul.

Fui embora feliz e por uma semana trabalhei feito um autômato, apenas aguardando aquela oportunidade. Ainda assim tentei, diversas vezes, ligar para o número do celular da Helena, mas foram todas inexitosas. Estranho é que o aparelho aparentemente parecia permanecer ligado, recebendo as ligações e chamadas, não nunca retornava resposta.

Nesse meio tempo, certo dia passei em frente à filial da Imperium, em São Paulo, o prédio estava fechado. Na porta principal, um aviso indicava que a empresa estava com as operações suspensas em virtude de decisão judicial.

Apenas uma novidade me fez ter alguma esperança. A S.A.R.A. já estava ativa novamente, embora ainda não tivesse sincronizado 100% de seus bancos de dados. Descobri ao ser assediado pela própria numa ligação:

- Oi, gostoso. Sabia que você continua um pedaço de mau caminho?

- Que... Quem?

- Sou eu, Betinho, a sua, a minha, a nossa, S.A.R.A. Pra você, pode ser só Sarrinha.

- Por que Sarrinha?

- Porque eu adoro dar uma sarradinha... - Ela começou a rir.

“Um programa de computador rindo. A que ponto chegamos...”, pensei. Imediatamente, ela mudou de assunto, entrando no que me interessava:

- Beto, o Zico já me pediu para analisar os vídeos da Heleninha Safadinha...

- Você também, S.A.R.A.!? Já não me bastava o Zico falando mal da Helena?

- O que mudaria os vídeos serem reais ou não, Beto?

- Ué! Eu... Não sei. Talvez seja mais fácil aceitar o que ela fez.

- E o que ela fez que você precisa ou não aceitar? Gostaria de compartilhar comigo?

- S.A.R.A., isso já tá parecendo conversa de terapeuta...

- Por sinal, sou uma das melhores! Tenho um imenso banco de dados e protocolos avançados em diversas áreas da psicologia e psicanálise. Inclusive, essa sua busca incessante pela verdade do que Helena tenha feito, me parece quase como um Comportamento Obsessivo Compulsivo com vertente na Teoria da Ruptura da Ilusão. Gostaria que eu explicasse melhor esses termos para você?

- Por favor, S.A.R.A., agora não! Eu só preciso saber se os tais vídeos em que a Helena supostamente aparece são reais ou se foram fabricados?

- O parâmetro da sua pergunta não me parece correto. Real ou falso, ele teve que ser fabricado...

- Tá, tá... Já entendi! Eu queria saber se os vídeos em que Helena aparece fazendo sexo são reais ou se são forjados, falsos... Melhorou assim?

- Muito melhor, Betinho. Entretanto, infelizmente, eu ainda não estou 100%. Meus bancos de dados sobre criação, edição, finalização e análise de imagens ou vídeos estão baseados em servidores no Japão e estou tendo algum problema para acessá-los. E tem outro problema...

- Qual outro problema?

- Quando levaram os computadores do antigo sítio do Zico, levaram juntos os backups de vários dos vídeos e imagens. Para eu analisar, precisarei novamente tentar invadir a CIA e... bem... sabemos que como eles são astutos, não é?...

Agora, a S.A.R.A. parecia estar com medo. Como um computador fica com medo de algo? Ela já me parecia mais humana que muitas pessoas que eu conheço. E já que ela é assim, pensei em apelar para a sua “consciência”:

- Não posso te pedir que corra risco algum por minha causa, S.A.R.A. Se você achar que pode ser invadida novamente, esquece. Eu... vou dar o meu jeito.

Surgiu um silêncio, longo, muito mais do que eu gostaria. Chamei pela S.A.R.A., mas ela não respondeu. Insisti e nada. Quando já estava para desligar, ela falou:

- Desculpa. Eu... fiquei sem palavras. - Ela fez um som que me parecia como se estivesse “fungando o nariz” e continuou: - Vou te ajudar, Betinho. Não acho que a Helena vale a pena, mas você procura a verdade e esse pedido é justo. Assim que eu tiver alguma novidade, volto a te ligar.

No dia e hora marcado, fomos eu e Alencar, até o Consulado. Não esperamos sequer 5 minutos sentados e um homem alto, loiro e olhos castanhos claros veio nos receber. Alencar e ele se cumprimentaram com um aperto de mão efusivo, e ainda trocaram algumas palavras, umas em português, outras em inglês. Logo em seguida, fui apresentado. Pela forma que ele me olhou, parecia saber exatamente quem eu era.

Entramos em sua sala e após ele fechar as portas, trocou mais algumas palavras com Alencar sobre família, eventos, levando-nos até um sofá de couro, nos convidando a sentarmos. Trocaram mais algumas palavras até que ele me encarou:

- E o que eu posso fazer para ajudar o senhor, doutor Camargo?

- Senhor Cônsul, eu sou o marido da Helena Camargo, a diretora da Imperium que colaborou naquela operação contra o contrabando de urânio e...

- Sei quem é o senhor, doutor. Imagino que queira informações a respeito de sua esposa, é isso?

- Isso! Preciso saber como ela está. Aliás, eu preciso falar com ela. Tenho... - Suspirei porque não queria parecer fragilizado na frente dele, mas fui um péssimo ator: - Eu preciso reencontrar a minha esposa.

Ele me encarou por alguns segundos, analisando o meu semblante e pediu que aguardássemos. Levantou-se e foi até uma mesa lateral, pegando um celular. Depois segui para uma sala com paredes de vidro, onde havia uma mesa grande, com várias cadeiras. Fechou-se ali. Ligou então para alguém e passou a conversar com essa pessoa, por segundos, minutos. Quase meia hora depois, ele retornou e se sentou onde estava antes:

- Sua esposa está bem... e segura. Mas está incomunicável no momento.

- Mas, senhor Cônsul, ela é minha esposa, eu preciso falar com ela. - Insisti, elevando o tom de minha voz: - Não que eu duvide do senhor, mas...

- Eu entendo a sua situação, doutor, e sou solidário com sua angústia. Mas no momento não há nada que eu possa fazer. Falei agora há pouco com o Embaixador no Brasil e com uma das secretárias do Secretário de Estado. O máximo que consegui foi a informação de que ela está bem e segura.

Olhei inconformado para o Alencar e balancei negativamente minha cabeça. O Cônsul continuou:

- Mas... - Voltei a encará-lo: - Embora o senhor não tenha como entrar em contato com ela, ela pode entrar em contato vigiado com o senhor. Consegui a promessa de que eles a farão entrar em contato nos próximos dias. Esteja com seu celular em mãos e preparado, ok?

Não era o que eu esperava, mas já era algo. O agradeci pela ajuda e nos despedimos. Voltei para casa e aguardei ansiosamente.

Os dias se sucederam. Sábado... Domingo... Segunda... que só não foi mais longa que os anteriores, porque tinha o meu trabalho para me distrair. Uma semana se passou. Nenhuma ligação da Helena, nem mesmo da S.A.R.A. Nada. Ninguém.

Quando chegou a segunda-feira seguinte, recebi um telefonema da secretária do Cônsul, convidando-me para uma nova reunião no Consulado na terça-feira de manhã. Alencar não poderia ir comigo nesse dia pois estaria no Rio de Janeiro, cuidando dos interesses de um cliente.

No dia e hora marcados, lá estava eu, ansioso por alguma novidade. Novamente, fui atendido em não mais do que 5 minutos do horário combinado. O Cônsul me recebeu e me encaminhou a mesma sala. Entramos e nos sentados no sofá, mas estranhei algo: o clima parecia diferente. Ele estava claramente mais tenso. Após algumas palavras trocadas, fomos interrompidos por sua secretária dizendo que “a pessoa havia chegado.” Não consegui evitar um sorriso surgir em minha face, imaginando que reencontraria Helena, mas o som dos passos destoava dos saltos que ela usava costumeiramente.

Então, ele surgiu, a mesma face, a mesma frieza. Veio caminhando em minha direção com uma maleta de couro na mão esquerda. Estendeu-me a direita e sorriu, frio como gelo. Minha única reação foi cumprimentá-lo, surpreso:

- Há quanto tempo, doutor Camargo?

- Agente Rutterford... O que você está fazendo aqui?

- Vejo que já se conhecem. Não sei se isso é bom ou mau, mas... - Disse o Cônsul, levantando-se: - Vou deixá-los a sós, porque acredito que o conteúdo dessa conversa deva interessar somente a vocês. Se precisarem de mim, estarei na sala ao lado.

Ele saiu e fechou a porta atrás de si. Rutterford foi até um barzinho lateral e se serviu de uma bebida, uísque presumi. Depois, voltou e se sentou numa poltrona, a 90 graus e pouco mais de 2 metros de mim:

- Você parece ter engordado, doutor. Deve estar vivendo bons dias comendo a comida da mamãe.

Eu já tenso, nervoso, preocupado com Helena e quando senti a insinuação de que eu continuava sendo observado, quis partir para a briga:

- Como sabe que minha mãe está comigo?

- Ora, doutor... - Ele chacoalhou o copo suavemente, um sorriso malicioso nos lábios: - E sua mãe, como está? O tratamento tem sido um verdadeiro milagre na vida dela, não tem?

- Certo, Rutterfod, já chega! Se queria um motivo para uma briga, achou! - Falei e me levantei, indo na direção dele.

Ele somente levantou uma mão, sugerindo que eu parasse, mas não parei. Então, ele se adiantou:

- Tenho novidades sobre a Helena...

Aí sim parei. Encarei ele, ainda bravo e respirei fundo. Imaginei que ele seria o elo, a pessoa que me faria contatar Helena de vez:

- Diga!

- Sente-se. Acredito que a conversa será longa.

Sentei-me, agora a não mais do que 1 metro dele. Eu o encarava com sangue nos olhos, aguardando a vez dele ligar para eu falar com Helena, mas ele parecia ter outros planos:

- O senhor é um advogado, um homem esclarecido... Doutor, o senhor sabe que uma pessoa no programa de proteção às testemunhas fica incomunicável. Pelo menos, nos Estados Unidos é assim. Aqui no Brasil, sei que as coisas funcionam um pouco diferente...

- Para de me enrolar, Rutterford! Quero falar com a Helena. Eu exijo isso. Sou o marido dela.

- É. Pois é... - Ele chacoalhou o copo e tomou uma longa dose, olhando para mim: - Sobre isso nada tenho a falar.

Ele apoiou o copo no braço da poltrona e se debruçou de lado para pegar sua maleta, colocando-a sobre o colo e a abrindo, de onde retirou um envelope pardo. Fechou a maleta novamente, colocou-a no chão e me encarou. Então esticou a mão com o envelope na minha direção. Peguei o envelope sem entender e ele apenas fez um meneio de cabeça na direção dele como que indicando que eu o abrisse. Abri e vi que havia outro envelope dentro, menor, branco. Retirei-o e vi que tinha um escrito à mão: “Para Roberto”, e a letra eu conhecia bem: era da Helena.

Abri o envelope menor e retirei uma carta de dentro. Era a letra da Helena, mas não tão bela como ela sempre fez questão de fazê-la. Estava mais trêmula, parecia ter sido escrita por uma pessoa tensa ou nervosa. E só então me toquei de que talvez ela estivesse tão tensa ou até mais do que eu, precisando falar comigo assim como eu com ela:

“Beto,

A essa altura dos fatos, você já deve saber de toda a operação da qual participei para desmantelar o esquema de tráfico de urânio que a Imperium vinha fazendo e acredito que a minha colaboração tenha sido fundamental para a operação ter conseguido êxito.

Imagino que você deve ter muitas perguntas e eu gostaria de poder respondê-las, mas em virtude das investigações ainda estarem em curso e o processo ser sigiloso, fui proibida.

Imagino também que você já deva ter conseguido informações, ou parte delas, talvez algumas até falsas a meu respeito. Mas, independentemente disso, de uma coisa você pode ter certeza sempre: de que eu te amo e seu eu tivesse tido outra escolha, juro que não teria participado, ou no mínimo teria te contado.

Lamento ter jogado você no olho do furacão sem ter tido a chance de me explicar antes. Só que eu sabia que se te contasse do formato da minha participação na operação, você teria tentado me proibir de todas as formas possíveis, até mesmo correndo o risco de entrar em rota de colisão com a CIA.

Fiz o que fiz porque precisava te proteger, me proteger e também a todas as pessoas que nós amamos. Hoje você não entende, talvez amanhã... Quem sabe?

Eu queria... eu quero ter a chance de te encontrar e responder a todas as suas perguntas. É o mínimo que você tem direito, e merece. Mas assim que a operação foi deflagrada, fui colocada de imediato no programa de proteção a testemunhas dos Estados Unidos. Meu celular e computador estão grampeados e com uso restrito, e sou vigiada 24 horas por dia. Apesar de não ter tido participação nos crimes da Imperium, acabei virando prisioneira de uma prisão sem grades.

Tenho a promessa de que serei liberada tão logo eu deponha. Mas os advogados da Imperium têm se desdobrado para atrasar o andamento do processo, arguindo as mais variadas nulidades na operação. Você é advogado e entende disso melhor do que eu. Soube, inclusive, que o Mr. Bronson foi colocado em liberdade mediante o pagamento de fiança há algumas horas, talvez dias quando essa carta chegar em suas mãos. Então, minha liberação parece cada vez mais incerta.”

Encarei o Rutterford nesse momento, surpreso:

- O Mr. Bronson foi liberado, Rutterford!?

Ele fez uma expressão de chateação, inconformismo mesmo, e balançou negativamente a cabeça, franzindo o nariz:

- Foi... Pagou quase 1 bilhão de dólares de fiança e foi colocado em prisão domiciliar.

- O cara é um traficante de urânio para terroristas... e vocês o liberaram!? - Falei, elevando o tom da minha voz: - Ele já deve estar longe nesse momento. Como vocês puderam fazer isso?

Ele fez uma pausa, encarando-me em silêncio:

- Doutor... a Justiça é falha, mesmo lá nos Estados Unidos. Mas ele não sumiu. Temos monitorado ele 24 horas por dia. Se ele colocar o pé na rua sem autorização e escolta, prendemos ele no mesmo ato.

Levantei-me e caminhei pela sala, organizando meus pensamentos e fui até o barzinho, afinal, agora quem precisava de uma bebida era eu. Servi-me de um uísque duplo, sem gelo, e praticamente tomei metade numa talagada só. Voltei a me sentar e encarei a carta que seguia nas minhas mãos:

“Você deve ter tantas perguntas? Tantas, tantas, tantas... Eu não imagino todas elas, mas uma eu tenho certeza: sobre a mensagem que te enviei de Viena.”

Ela estava certa. Essa me agoniava demais. Respirei fundo, tomei um gole de uísque encarando o Rutterford que me observava em silêncio. Retomei a leitura:

“A minha participação se restringia a conseguir acesso ao círculo extremamente fechados ao redor do CEO da Imperium, o Mr. Bronson. As investigações apontavam que ele poderia ser um dos cabeças de todo o esquema, provavelmente o cabeça do lado americano. Ocorre que ele é bastante desconfiado e inacessível. Na verdade, chegar até ele só acontece em duas hipóteses: por iniciativa dele, ou por indicação de alguém muito próximo. Bem... fui escolhida por conta da primeira opção.”

Olhei para o Rutterford, o ódio voltando a crescer, já imaginando onde aquela história iria acabar. Bebi um belo gole do meu uísque e voltei a ler:

“O Mr. Bronson já vinha, há algum tempo, me assediando. Tudo começou há uns dois anos quando ele veio participar de uma festa de fim de ano da Imperium. Você deve se lembrar, aquela em que ele quis dançar comigo e você proibiu.”

Claro que eu me lembrava porque foi naquela noite que eu vi a tal tatuagem com um “B” estilizado em sua virilha e pensei que pudesse ser para ele. Mas... se era esse o caso, então aquele “B” realmente não era para o Mr. Bronson. Ainda assim eu também não acreditava que fosse para mim, afinal, meu nome é Roberto e tatuar a inicial de um apelido não me parecia lógico. Entretanto, sem ela ali, eu não teria como tirar aquela história a limpo. Voltei a ler:

“Eu já o conhecia de reuniões virtuais e de um treinamento que fiz na matriz dos Estados Unidos. Mas depois daquela festa, um assédio velado começou. Primeiro, ele começou a visitar a filial no Brasil com mais frequência e quase sempre dava um jeitinho de me encontrar para trocarmos uma ou duas palavras. Depois de um tempo, suas palavras viraram elogios, que evoluíram rapidamente para gracejos. Não demorou muito para ele se insinuar mais abertamente para mim, sendo que a primeira vez de fato foi num almoço entre executivos que, para minha surpresa, só estávamos eu e ele.

Eu pensei em falar para você, mas sabia que você não iria deixar eu lidar com aquilo do meu jeito, ou pior, você iria lá tirar satisfações com ele à moda dos machões brasileiros. Então, preferi não contar e fui eu mesma dando o meu jeito de me afastar dele, evitando ficar só ou recusando reuniões fora da rotina empresarial. Na verdade, nem tive tempo de concluir esse meu plano, porque fui contatada pela CIA. E aqui a coisa ficou complicada.”

Olhei rapidamente para o Rutterford que agora olhava a tela de seu celular, perdido em seus próprios pensamentos, ou disfarçava muito bem. Bebi outro gole do meu uísque e voltei a ler a carta:

“Claro que assim que eles fizeram a proposta, eu recusei! Mas eles insistiram, dizendo que apenas eu poderia ajudá-los a obter as provas que precisavam. Ainda assim, eu recusei, porque não queria colocar nosso relacionamento em risco. Foi então que eles tentaram desabonar você para mim, apresentando-me alguns fatos a seu respeito... Sim! Seus crimes e sua traição.”

- Mas que porra de traição é essa!? - Falei para mim mesmo, irado, não conseguindo me conter.

Rutterford me encarou e aguardou alguma pergunta, mas preferi continuar minha leitura. Ele poderia esperar:

“Seus crimes foram uma surpresa para mim. Mas... quem nunca errou? Eu também já errei e não seriam aqueles que você cometeu, que iriam mudar a sua imagem para mim. Mas o vídeo da sua traição me balançou, demais mesmo! Só que... alguma coisa não batia. Você nunca mudou comigo e a gente sempre compartilhou as agendas: eu sempre soube tudo de você e você tudo de mim. Não havia como aquilo ter acontecido. Então, de duas, uma: ou era uma montagem, ou você era mais dissimulado do que eu imaginava. Preferi acreditar em você.

Eu segui recusando a proposta da CIA, mas aí aconteceu algo que tirou o meu chão: sua mãe ficou doente. E era grave, gravíssimo! Se algo não fosse feito de imediato, eu perderia a minha mãezinha aqui na Terra. Eu me desesperei! E acabei comentando com uma agente da CIA, numa oportunidade em que eles vieram me azucrinar novamente. Ela deve ter passado a situação para um superior que conseguiu o tratamento para a sua mãe... para a nossa mãe. Então, ele próprio veio me contatar, mas havia uma condição: que eu entrasse na operação. Sem outra alternativa, aceitei.

Sim. Eu tive que começar a aceitar a aproximação do Mr. Bronson... e sim, foi nojento. No começo, foram apenas aproximações verbais, conversas sem maiores importâncias. Mas ele queria mais e acho que só não teve mais por que morava bem longe de mim. Ainda assim, ele começou a vir com mais frequência para o Brasil e nós....”

Notei nesse momento que ela parou de escrever, rabiscou algumas partes da carta e havia uma mancha seca, como se algo tivesse caído sobre o papel, lágrimas imaginei. Voltei a ler:

“Juro! Nunca quis outro homem. Nunca, nunca, nunca... E fui enrolando o Mr. Bronson enquanto pude. Foram quase dois anos enrolando um dos homens mais ricos e poderosos do planeta. Não sei se foi uma boa ideia, porque parece que, aí sim, ele ficou determinando. Interessante que ele nunca usou do dinheiro e poder que tem para se impor sobre mim. Sempre foi gentil e cavalheiro, mas também sempre deixou claro que me queria, e que me teria um dia.

Foi aí que a CIA criou uma ideia para eu entrar no círculo fechado dele de vez: dissimular uma preocupação com o meu relacionamento. Eu diria que aceitaria ser dele se, e somente se, isso não se tornasse público e não colocasse o meu relacionamento em risco. Para isso, eu teria que insinuar que isso somente aconteceria num local extremamente discreto e protegido de olhos curiosos. Ele me propôs que eu fizesse uma viagem para Nova York e ficasse em sua mansão, dizendo que era um dos lugares mais seguros do mundo.

Entretanto, surgiu a maldita viagem para Viena que realmente não estava prevista no roteiro. Não era para eu ir, mas como a doença da Silvana a afastou e eu era a única capacitada para representar a Imperium na convenção, fui praticamente obrigada. No plano original, eu iria para Nova York após as nossas férias e lá... bem... Ocorre que o Mr. Bronson soube que eu iria para Viena e disse que também iria para lá. Eu estava desesperada e sem saber como negar algo para ele. Por isso eu te mandei aquela mensagem...”

Um novo borrão na carta, outras manchas, e ela voltou a escrever:

“Mandei mesmo! Num momento de puro desespero, por me sentir uma traidora, mandei. Sei lá... Acho que eu tinha a esperança de que você, sabendo, talvez me entendesse e pudesse permitir. Que inocência a minha: como você iria entender algo que não sabia? Foi uma besteira, eu sei, tanto é que a CIA apagou a mensagem pouco após eu tê-la enviada. Só aí eu soube que o meu celular estava grampeado. O que ninguém esperava é que você estivesse “online” naquele momento e tivesse conseguido lê-la antes de ser apagada.

Em Viena, eu e a CIA tentávamos encontrar uma forma de eu evitar o assédio cada vez mais crescente do Mr. Bronson, afinal, se eu me entregasse para ele ali, talvez ele não me levasse depois para sua mansão e eu precisa ir justamente lá.

Só que aí entrou em jogo um fator inesperado chamado Roberto Camargo...

Quando você me encontrou naquele clube de Viena, vi seu olhar e quase desisti de tudo. Eu queria, mas sabia o que estava em jogo, e decidi que a vida da sua mãe valia mais do que a minha própria vontade e talvez até a sua.

A nossa conversa... foi a pior coisa que já fiz na vida. Eu vi a decepção e a dor nas suas palavras, nos seus olhos... Eu queria tanto me jogar nos seus braços, te beijar, contar, pedir desculpas, mas...”

Mais manchas no papel branco me davam agora a certeza de que Helena escreveu a carta aos prantos:

“Não consegui contar, nem podia. Discutimos e eu saí. Voltei à minha mesa e acabei chorando na frente da Bri e do Bradley. Nervosa, acabei falando da minha discussão com você. E isso foi a minha salvação! O Bradley é filho do Mr. Bronson, que quando soube que você estava ali em Viena, quis bancar o cavalheiro. Tentou ser o compreensivo e insistiu que ele poderia me ajudar a superar a separação, até mesmo me transferindo para trabalhar com ele na matriz dos Estados Unidos. Separação, ouviu? Ele pensou que estávamos separados. Não o culpo, eu também pensei, penso até hoje...

Mas aí aconteceu do senhor meu marido invadir o apartamento do hotel em que estávamos hospedados. Só que você errou o quarto, entrou no do Bronson errado, porque você entrou no do filho e não no do pai. O Mr. Bronson pai ficou irado e para evitar uma exposição negativa a sua imagem, pediu-me se poderíamos seguir o plano original de nos encontrarmos só em Nova York. Foi a minha salvação.

A CIA me prometeu que iria cuidar bem de você, levando-o em segurança de volta ao Brasil. E cumpriram. Assim que a convenção terminou, eu, Mr. Bronson e mais uma comitiva, fomos diretos de Viena para os Estados Unidos. Fiquei hospedada na mansão do Mr. Bronson e...”

Novas manchas, borrões, rabiscos raivosos. Depois, a continuação:

“Enfim... Sei que traí tudo de mais sagrado que te prometi quando nos casamos. Sei que me odeia por isso. E sei que talvez não queira mais ficar comigo. Isso é bom! Você merece uma vida plena, ao lado de uma mulher que te respeite e o ame como você merece.

Não sei quando voltarei, Beto, mas sei que demorará. Nos próximos dias, um advogado irá te procurar a meu pedido para tratar do nosso divórcio. Serei justa em todos os detalhes. Espero que você aceite amigavelmente, mas se houver alguma questão patrimonial menor, o meu advogado estará autorizado a resolvê-la em meu nome.

Quando eu puder retornar, se o seu ódio por mim já tiver passado, espero te encontrar para responder a todas as demais perguntas que você possa ter.

Eu te amo demais para te prender a mim nessa incerteza que se tornou a minha vida. E mesmo com uma dor dilacerante no meu peito, essa me parece ser a melhor decisão.

Espero te ver bem quando nos reencontrarmos.

Sempre te amarei.

Da sua, Helena.”

Helena tinha uma mania de escrever bilhetinhos para mim e sempre terminava com um desenho de coraçãozinho divertido no final. Foram vários diferentes durante o nosso relacionamento. Neste, também havia um, mas o coração não era o mesmo, era um simples com um traço por cima, dividindo o desenho. Talvez, na visão dela, indicasse um fim.

Fiquei em silêncio, olhando para o nada por um tempo que não sei quantificar. Foi Rutterford que me chamou a atenção:

- Ela... a Helena... me pediu para te entregar isto...

Ele tirou do bolso um pequeno envelope, minúsculo mesmo. Do lado de fora, apenas uma simples anotação com a mesma letra, a dela: “Para o meu Beto, guarde-a com carinho.” Abri o envelope e vi um brilho de imediato. Com os dedos trêmulos, peguei a aliança que Helena nunca tirou do dedo desde que a pedi em noivado. Me doeu demais e não contive uma lágrima rasteira e rápida.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 347Seguidores: 718Seguindo: 20Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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Ida, se vc não saber de nada, ferrou! 😳😳

Quem poderá nos defender?

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kkkkk calma amigo. Pelo que o Mark disse, sai hoje. Tô com uma sensação de um final agridoce... não consigo tirar isso da cabeça.

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Resta saber que é agri e o que é doce...

Kkkkkkkk

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Independente disso, acho que será motivo pra debate sem termos uma resposta definitiva kkkkkk

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Tú entrou no espírito Casmurro mesmo e não larga de jeito nenhum, nem se a Capitu ressuscitar e confessar tudo kkkkkkkkkkkkkkkk

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Meu amigo, você não tem noção das discussões acaloradas que tive com o ChatGPT, o Gemini e o Deepseek para chegarmos a uma conclusão sobre se Capitu traiu ou não. Não chegamos. Até mesmo quando pedi pra colocar em %, ficou 50 a 50 kkkkk

Essa dubiedade mexeu comigo. Helena é a nova Capitu kkkkk

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A Capitu nunca confessou nenhuma traição, ao contrário, morreu possivelmente se achando injustiçada, pois morreu sozinha e nunca pediu perdão, já Helena...

A Helena me fez tirar o manto de Casmurro, ficou pesado demais para mim kkkkkkkkkkkkkk

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Estou tentando tirar informações da Ida, que, além do casal, é a única que sabe!

Bora Ida, desembucha, abra a gaveta dos segredos, ainda não revelados! Kkkkkkkkkkk

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Não sei de nada !!! Sério !!!

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“Nos defender”? Do “markiavelico” Dark da Nsnda ???

Quem sou eu …

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Tudo o que falarmos, será mera especulação, o Mark amarrou bem a história, deixando várias pontas de sugestões que podem vir a ser, além do Mark, somente a Nanda e a querida Ida, acredito eu, podem dizer o que nosso famigerado escritor destinou a nossos atores principais!

Lembrando que eles já mataram a Lucinha (guardo isso com um rancor enorme, ainda não os perdoei), mas tudo pode acontecer!

Espero um final feliz, pois de coisas tristes, já vemos todos os dias na TV!

BORAAAAAA MEU IRMÃO!

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Meu querido Hugo, por favor, me inclua fora dessa !!!! 🤪🤪🤪

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Beto, Helena e Bri, num trisal, vivendo felizes para sempre. Sobe a música de fundo e aparece na tela THE END!

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Desejaria também a Annie, achei ela um anjo de mulher, em um quarteto poliamoroso moderno e funcional, todos vivendo super felizes em Veneza e longe da CIA. Kkkkkk

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Especulação:

Acredito que a Helena vai se sentir traída pelo que a Bree fez, e vejo a Anny um provável futuro para o casal.

Helena se separando dele, Beto encontrando com Anny, e depois os caminhos se encontrando com Helena!

Sei lá...., talvez, ou não! Kkk

Fala alguma coisa Ida, vc leu os textos, e ajudou corrigir! Kkkk

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Ja disse … me inclua fora dessa !!!

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Kkkkkkkkkkk

Talvez a Helena terá que morrer, para viver!

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Quase certeza disso acontecer, é o modo operante de proteção de testemunhas de acusação de grandes organizações criminosas internacionais, a Interpol inclusive, ajuda a viabilizar todo o trâmite necessário, em um caso internacional como esse no conto, que envolve pelo menos três países , isso facilita muito toda a burocracia e logística, então com certeza a Helena morrerá e renascerá, mas nunca mais poderá se aproximar da vida anterior, senão perderá toda a rede de apoio, caso seja identificada pela organização criminosa no qual ela testemunhou contra.

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Não esqueça da Emilinha, tenho esperança até hoje de uma ressignificação do final da Emilinha, na versão dela.

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Emilinha morreu, mas ressuscitou!

Ou não?

🤔

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Ressuscitou em Lírios do Brejo que mudam a cor de suas pétalas de acordo com o estado de espírito da Emilinha, mas eu queria o final dela???????

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Cuidado com o hiperfoco, meus caros e minhas caras.

Vocês estão deixando de analisar a história como um todo.

Vou levar a onça pra beber água agora e retorno só amanhã com uma continuação.

Forte abraço,

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Bom dia Dr. Mark, da Nanda. Hoje já é amanhã... rsrsrs

Que tal lançar o novo capítulo agorinha de manhã cedo? Ficaremos todos gratos!

Agora, abro um parêntese para fazer um paralelo entre essa história e a do Lukinha que também está em curso. Duas histórias de conspiração maravilhosas. Duas histórias que vão mudando a cada capítulo e que desvendam mistérios, enquanto deixam outras inúmeros outros segredos e possibilidades em aberto. Reviravolta, em cima de reviravolta. E os comentários, acabam sendo tão relevantes e numerosos, tanto quanto ou mais que o proprio texto! Essa é a maior demonstração da qualidade da história e de vocês como escritores. Parabéns milhões de vezes!

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Gente esse conto me pegou pra valer, pois estava em um pub com minha esposa dançando e curtindo quando do nada fiquei imaginando como seria se algo que eu não sei qual é na realidade e que fosse muito maior do que eu me separasse dela. Eu acredito que enlouqueceria, sendo assim eu fico bolado com as críticas ao Bruno pois entendo que mesmo de forma atabalhoada, engraçada, destemperada e etc... ele se esforçou ao máximo para tentar entender o que está acontecendo e poder salvar, rever e estar novamente com a sua amada. penso que isso tem de ser valorizado sim pois a posição na qual ele foi colocado é emocionalmente perturbadora alem de humilhante.

Claro que a posição da Helena que teve de se separar do seu amor também é extremamnete dolorosa mas ela teve opções, ela podia fazer escolhas enquanto ele ficou totalmente a deriva.

Quanto a carta pode ser que seja falsa mas se não for vejo que o seu conteúdo pode gerar interpretações.

1 Ela desistiu do casamento e está dando um pé na bunda do marido e indo morar com a amante(não quero acreditar nisso).

2 Ela realmente entende que ele deve seguir sem esperar por ela pois nem ela mesma tem mais esperança de que possam se ver novamente um dia, e isso é de doer o coração.

Na carta tem dois detalhes que quero destacar, o primeiro é que ela não fala de ter traído o Beto com uma mulher, coisa que ela contou para a mãe dele. e a segunda foi que ela não completa a frase quando se refere que teria transado com o Bronsom no final da carta, e isso deixa as possibilidades em aberto.

Apesar de ter votado na enquete de que o beto deveria se separar, hoje eu teria uma postura diferente, eu faria o agente levar a aliança de volta junto com uma carta como resposta onde eu diria para ela que assim como ela teve coragem de encarar tudo isso sozinha, espero que use a mesma coragem para me falar pessoalmente que nosso casamento acabou e que estarei esperando até o último dia da minha vida por isso, mas que a partir de hoje não sou mais somente dela, mas sempre serei dela.

Eu faria isso para mostrar a ela que eu nunca desisti e que ainda tenho esperança, coisa que talvez ela esteja precisando muito hoje. Mas é claro que isso não iria me impedir de tocar a minha vida.

Agora vem a minha preocupação que é a liberdade do Bronsom que eu acho vai buscar vingança contra a Helena tentando matar o Beto e na hora da confusão acho que a Helena morre para salvar o marido e fazer juz ao titulo.

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Espero que ela não tenha uma morte trágica, espero que se for caso ela nunca volte, ficando na proteção a testemunha, mas essa demonstração de amor dele que você descrveu, seria a coisa mais linda que eu jamais esperaria de um homem.

Eu literalmente fiquei abobada deu até um calorzinho no peito ler isso... Espero que essa seja a resposta dele.

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Giz essa seria a minha posição pois entendo que ela estaria querendo me libertar de tudo isso através de um ato de amor imenso que é deixar ir.

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Kiquinho boa noite. Juro que queria de todo coração acreditar nas palavras de amor da Helena na carta, eu sou um romântico incorrigível, defendo sempre o amor, mas quando há amor, análise friamente a carta,

teve sinceridade pura, você mesmo grifou que não, agora vamos voltar no tempo, qual a demonstração de amor puro e mútuo que o casal demonstrou, Helena não confiou no Marido por mais de dois anos vivendo uma vida dupla, primeiro sob a desculpa de uma reação do Beto seria indevida em relação ao assédio do Mr. B., depois com o assédio da CIA, continuou calada mesmo conseguindo negar a CIA, depois a primeira chantagem das falcatruas, também negou, e continuou sem um diálogo com o Marido, depois a facada que não foi mortal ainda, a traição forjada do Marido, também nada de falar com o marido, depois o dito ferimento mortal, a doença da mãe e a proposta indecente de se relacionar com um bandido em troca de tratamento, e nada de falar com o marido, mas fala com a sogra doente, inclusive que sempre traiu o Ricardo, passaram-se dois anos ela com uma amante e dando confiança para um bandido, alguém acha que o bandido esperou esse tempo todo, inclusive investindo tempo e deslocamento até o Brasil e vai aceitar um "não" de uma mulher subalterna na empresa que ele dirige, que tá dando condição para ele, com a desculpa de "Atah me desculpa mas eu sou casada, você entendeu tudo errado, uma vez cola, mas dois anos de investidas e aceitando; me desculpe quem acredita nisso, vive em outra dimensão, mas como eu vivo nessa, para mim é totalmente inverossímil.

Quando ela viajou a mãe do Ricardo já estava bem melhor, praticamente final de tratamento, então , o que fez ela se entregar para CIA e consequente ao Mr. B, se a coroa já estava melhor, tanto que tá zanzando e sendo dona de casa sem problemas na casa do Ricardo, na carta ela continua afirmando que o tratamento seria o motivo de continuar na " operação" quando foi confrontada com a mensagem cruel que ela enviou, inclusive ela diz que queria abraçar e beijar, que viu a decepção no rosto do Ricardo, mas no rosto dela só se viu horror e o medo se ter sido desmascarada Depois no hangar, passado um tempo, então racionalmente, que ela o beijou e abraçou cinematograficamente, o que mudou de um dia para o outro?

Ela viajar para Nova York para ser comidinha de um bandido internacional dentro do covil particular dele, não entra na minha cabeça, ser colaborativa com a CIA a ponto de colocar a própria vida em risco, a troco de que, altruismo internacional, simplesmente não faz sentido e para mim não é prova de amor ao Beto. Sobre o Beto só vou falar três pontos, só dele estar alheio a tudo que aconteceu entre a esposa e a mãe dele já denota uma apatia e uma inércia totalmente contrária a quem ama de verdade, o segundo é quando ele recebe a mensagem da Helena, ele não confia nem um pouco na esposa, ele prefere escutar a concorrente insana do Dr.Galeano e terceiro ele escolhe curtir com a Annie em Veneza, ao invés de concentrar todos os esforços para falar com a esposa perdida sexualmente sabia- se lá nas mãos de quem?

Desculpe escrever tanto, mas esses comportamentos caracterizam duas pessoas que se amam?

Pelo o que foi mostrado no conto:

Quem combina mais com o Beto, Helena ou Annie?

Quem combina mais com a Helena, o Beto ou a Bree?

Viva o amor verdadeiro e não o amor idealizado. Kkkkkkkkkkk

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Bom dia. Acho que esse final, relembraria o final de outro conto do Dr.Mark, da Nanda, quando a Emilinha se mete na frente do Paulinho para salvá-lo e ela que acaba morrendo. Acho que o Dr. Mark, da Nanda, nâo repetiria um final assim. Grande abraço

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E sendo sincero, ainda tenho dúvidas se Emilinha morreu mesmo.

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Cara, sou eu sozinho que torço para que o casal se reencontre e continue juntos?

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Nao, eu também !!! Mas com ressalvas !!!

Vai depender das justificativas dela !!!

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Id@ estou em uma cervejaria fora do Brasil e vi uma frase que me incomodou.

Toda mulher precisa de um homem tanto quanto um peixe precisa de uma bicleta. sei que não tem nada a ver com o texto. mas gosatria da sua opinião

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Na minha opinião uma frase feminista que teve seu papel muito bem executado, mas hoje em dia sinto que passou a ser uma frase sexista com significado ambíguo. Vou levar pedrada , mas é minha impressão kkkkkk

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Se você gosta de frases, leia essa: Toda mulher precisa de um homem que borre o seu batom, não seu rímel.

Voltando a sua frase: Depende do tipo de homem. Minha avó sempre dizia que é melhor viver solteira do que passar a vida toda tentando transformar um moleque em homem.

Eu acredito piamente que existem homens que valem a pena um mulher precisar.

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Essa do batom e rímel é muito significativa e concordo com tudo que ela representa .

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Temos pessoas maravilhosas dos dois lados e que valem muito lutar por elas, sou casado tem 30 anos e morreria pela minha amada sem pensar duas vezes. mas como toda moeda, existeno outro lado que devemos evitar a todo custo

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Vale, lutar por amor vale a pena, desde que aja cumplicidade e empatia de ambos os lados, mas quando passa a ser normal mentiras e uma vida compartilhada com terceiros,sendo com um dos cônjuges alheio, já não há mais cumplicidade, então de ainda houver amor, é um amor funcional, que eu reluto em lutar. Rsrsrs

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Sinceramente esse relacionamento já acabou, até quando ele vai correr o mundo atrás dela e quanto mais eu leio mais eu entendo que ela não quer voltar essa agora é a chance dele recomeçar, queria muito que eles ficassem juntos, mas ela dá a entender que o caminho dela é separado. Ela que vá viver sua nova vida com novos documentos e nava esposa, se eu fosse ele voltava para Viena iria atrás da Annie.

Provavelmente nem voltaria mas para o Brasil só para visitar meus pais.

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Caraca , eu queria odiar a Helena , mas essa carta cortou meu coração

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Grande amigo Doda, receio que nunca saberemos a verdade sobre Helena. Tudo dela será dúbio até o final. A Capitu do CDC. Uma grande e maravilhosa construção do Mark. Sabe, uma coisa que estou pensando faz alguns minutos:

A CIA quis ela. Ela não teria qualquer chance contra isso. E nem o Beto. E nem o casamento deles. E nem qualquer história paralela que eles tivessem (traições, crimes de colarinho branco, etc).

Acredito que o final será bem agridoce.

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Mas Carlos, ela confessou que traiu para a todos, todos sabem até o Beto, tú é o último a saber, ou para você ela ter uma amante mulher desde sempre não é traição??????

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Tudo me levava a crer que ela no mínimo traiu o Beto com uma mulher. Porém, à medida que os capítulos foram avançando, o envolvimento cada vez mais firme da CIA, Beto sem sair do canto, comecei a ver as coisas de forma dúbia, sem uma confirmação clara e cristalina de que ela traiu (exceto pela mensagem que fora apagada depois). Acho que o Mark escreveu para que não tivéssemos certeza de nada. Eu, por exemplo, estou desconfiado de tudo kkkkk Tudo pode ser verdade como tudo pode ser mentira.

A única verdade que temos é o que Beto fez, afinal, tudo foi escrito em primeira pessoa. Na situação que ele está, eu largaria de vez e ia seguir em frente.

Resumindo: Helena pode teletransportar pra frente do Beto e dizer: "EU TE TRAÍ" que mesmo assim eu vou desconfiar e achar que é mais uma estratégia conspiratória da CIA kkkk

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Carlão por que a Helena mentiria para a sogra, ou por que a mãe do Beto estaria mentindo, não faz sentido, se isso for alterado todo o sentido se esvai, até o que o Ricardo afirmou em primeira pessoa; ele pode ser um psicopata paranóico e portanto não ser confiável principalmente em primeira pessoa kkkkkkk

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Boa meu Grande Amigo Carlos .

Geralmente nos contos do Mark e da Nanda eles costumam serem justos com os personagens .

Muitos criticam as mulheres , mas veja esse caso , no começo do conto ela manda uma mensagem avisando o marido que foi apagada pela cia .

Se a Helena quisesse trair lo por vaidade e sacanagem pq iria mandar aquela mensagem .

E na carta ela diz q ficou preocupada com a saída dos EUA e ficou tranquila quando disseram q ele estaria em paz . Vejo q a Helena ama de verdade o protagonista.

Sobre a Helena gostar de aranha o Mark ainda não deixou claro como isso veio a acontecer.

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Gostar de aranha é o de menos Meu Amigo Doda, só tenho dificuldade em acreditar que uma mulher que passa pelo menos dois anos mentindo e traindo um homem que diz amar, o ame de verdade, o que tem de cumplicidade nisso, nada, e a cumplicidade é o pilar principal do amor, ou não, estou equivocado?

Nem na carta, depois de tudo, desculpe a expressão, mas não me vem outra, depois de tudo escaralhado, nem assim ela fala dessa traição de pelo menos dois anos, na minha opinião a Helena pode até não ser má pessoa, mas ela perdeu diversas oportunidades de ser uma ótima mulher, isso me deixa triste, pois não consigo compactuar com uma personagem maravilhosa que me deixou super animado no início do conto, mas nem tudo na vida e na arte é do jeito que a gente quer, não é verdade?

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A carga emocional desse capítulo é avassaladora. Deu para sentir toda a dor nas palavras da Helena, mas...

Agora, vem aquela coisa. Ela está sob os cuidados da CIA e essa organização é tão poderosa quanto capaz de fazer uma carta assim tão convincente a ponto do Beto não desconfiar de que não poderia ser forjada assim como Helena pode ter sido forçada a escrever, com o roteiro previamente estabelecido.

Tudo está em aberto e a única coisa confirmada mesmo é a dor do meu mano Beto.

Quando falaram de Capitu, foram muito felizes mesmo. Vejo paralelos entre Helena e Capitu e tenho o feeling de que terminaremos esse conto debatendo se Helena traiu OU não o nosso estimado Beto.

Nota 10 como sempre, Mark. Um dos melhores contos que já li.

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Sobre o meu mano Beto, não há muito mais o que ele possa fazer. Ele não pode contra a CIA. Fim. Também não vejo como possa valer a pena ele ainda ficar se questionando sobre as decisões de Helena. O que está feito, está feito. É hora de seguir em frente. E se lá no futuro, reencontrar ela, então que se tire as dúvidas restantes e "valeu, foi bom, adeus".

Duvido que S.A.R.A. consiga superar a própria a CIA. Pois veja, os EUA (de onde vem a CIA) estão na vanguarda da IA. Como poderia existir algo fora deles que fosse superior? Falam-se em chineses, mas por enquanto, estão atrás.

Isso tudo me leva a crer que S.A.R.A. talvez tenha sido plantada pela própria CIA. E o Zico também. Tudo foi muito bem amarrado para Helena aceitar e Beto não dar trabalho o suficiente a ponto de estragar a missão.

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Concordo com vc...

O Beto fez muita coisa e não chegou a lugar nenhum, remou em circulo contra correnteza.

Já tá na hora da historia terminar e o Beto ter um descanso.

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Eu vou só concordar com você e ficar quietinha, porque meu modo super maldosa, já se acalmou... Mas... Fica aí... Cafézinho Frio x Hi Five...

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Esse comentário foi pra mim ?

Oxe...

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Não, perdão não é não.

No site a resposta é sempre para um nivel há menos.

No caso é para o Carlos Leonardo e eu só respondo com esse nível de gracinha que eu confio aí menos um pouco e sei que não vai me levar a mal.

Carlos me conhece e sabe bem o tipo de gracinha que fslo nos comentários principalmente quando quero ser maldosa com os personagens.

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Maldosa com os personagens no caso:

Cafezinho Frio (Beto segundo os comentários) X Hi Five (Bree segundo o que já foi mostrado) 🤷🏻‍♀️

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Só acho que tá julgando mal o Beto... (Atiçando o monstro na jaula) Iohiohiohioh

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Correcão, carlão. A CHINA tá na vanguarda. A IA deles quase quebrou a americana por ser melhor, mais acertava e mais barata. Dito isso... Venho falando há uns bons capítulos atrás... Nunca veremos os vídeos, nunca haverá certeza da traição FISICA( digo isso porque nem com a bree pode se dizer que houve algo carnal). Esse conto é de um primor que te sufoca...

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Discordo, amigo. O que a China tem de melhor é o fato de usar a IA para melhorar sua fábricas e a vida das pessoas de um modo geral. Eles realmente adotaram em prol do país, da população e do desenvolvimento industrial. China também provou que era possível construir uma IA com hardware mais barato e um grande grau de eficiência (algo que a nvidia dizia que não era possível. Nesse dia, nvidia caiu 5% ou mais no mercado).

Porém, a liderança de hardware (via nvidia também), a inovação, o "céu sem limite" ainda está nos EUA. O poderio das bigtechs em IA somadas não chega nem perto de ser ameaçado pela china. Só que isso não chega a população. Essas tecnologias demoram a ser liberadas pelos americanos por motivos de espionagem, de guerra, de manter-se na vanguarda mesmo.

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Tem uma bolha no mercado futuro de IA, as empresas estão recebendo muito aporte financeiro, mas ainda não colocaram em prática tudo o que prometeram, o resultado continua negativo, mas todos ainda apostando e dando suporte, veremos se bolha não estoura até o resultado vir, e se quando vier será o suficiente para bancar todo o aporte feito, se haverá dividendos e se serão satisfatórios, a expectativa e a tensão neste segmento é tão forte que parece ser um dogma, nem se fala do assunto, mas a bolha tá inflando, já falam em uma segunda bolha imobiliária, podendo haver uma nova e maior insustentabilidade no mercado, no momento, ainda está sustentável, por isso essa corrida por terras raras e potencial energético, pois todo esse investimento em IA para dar retorno, necessita em abundância desses dois itens, fora a posição estrategicamente próxima dessa fonte de energia, mas que não seja extremamente distante dos centros de consumo, para a construção dos Data Centers ou haveria a necessidade de ser construído Data Centers de consumo, com uma conexão mais rápida com o consumidor final, essa demora e incerteza do rumo a ser tomado, já está começando a deixar o mercado (investidores) receosos, apesar de todos saberem que a longo prazo esse deve ser o caminho, mas até chegar lá... Tô errado meus amigos Giz, Carlão e Mhcmm, essa não é minha especialidade, mas parece ser praia de vocês.

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Vou dizer que você está completamente certo, eu tenho acompanhado a bolha, veja, eu sou formada em História, minha esposa... Ela trabalha com tecnologia e fez curso de programação de agente IA, a bolha existe, ela recebe principalmente dinheiro de governos, porque a IA é vista como o futuro da tecnologia militar, mas já está se descobrindo esse furo.

Imagina assim...

Estamos em uma sala, eu você, Mhcmm e o Carlos.

Eu te dou 10 Reais, que prometi para o seu investimento, você lança esse dinheiro no livro caixa como pesquisa e depois passa a mesma nota para o Mhcmm, que faz o mesmo e passa para o Carlos, que me devolve e eu faço o mesmo.

Quem ganhou 10$?

Basicamente é isso que está acontecendo, as empresas de IA estão se auto sustentando, com um dinheiro, que nem uma delas está ganhando no momento, por isso Elon Musk fala tanto de crise energética de 2030, por isso está tendo guerras por terras com materiais raros.

Mas mesmo isso é pouco para aplacar a bolha, porque gerou expectativas... E mais do que expectativas, gerou um gap entre o que a IA realmente é capaz de fazer e o que ela faz.

Vela ela é uma ferramenta e não uma força de trabalho, várias pequenas e médias empresas, estão começando a entender isso, começando a entender, que demitiram funcionários chaves, com a ideia de que tais, eram substituíveis pela ferramenta, mas um martelo é só um martelo, precisa de uma mão para operar...

Esses funcionários chaves estão sendo absorvidos por big tecs e deixando as pequenas e médias sem força de trabalho, já que além de não ter o dinheiro para oferecer, ficaram marcadas na comunidade dos desenvolvedores, como empresas que demitiram todo mundo para por um robô.

Quando essas empresas começarem a quebrar e já está começando, eu já sei de duas que quebraram, nós vamos ver as paredes da bolha começarem a ruir... Claro, enquanto não chegar nas grandes, não é um problema, mas muita gente, fala que de 2030 não passa.

Se não conseguirem resolver problemas de infraestrutura e não pararem de apostar na mentira de que IA substitui cérebro em operações de base, para vender um produto, que não está pronto para isso, vamos ver uma enorme bolha explodindo e vai quebrar o sistema todo.

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O problema real e central é que isso já aconteceu antes... Nos tivemos a bolha das estradas de ferro, a bolha das estradas, a bolha dos rádios, das tvs, dos computadores, da biotecnologia, dot-com e mais recente das criptos.

Toda nova tecnologia, gera especulação, essa especulação atrai novas empresas, geralmente pequenas e médias, que vão gerando a bolha, vão criando expectativas de investimentos, de usos milagrosos, aí vem o banho de água fria.

Uma ferramenta, é uma ferramenta, uma TV foi incrível na década de 40, um único aparelho chegava a custar um apartamento em um bairro nobre de Londres....

Mas na de 60... A TV é só a TV... Biotecnologia prometia milagres na década de 90, mas no final, temos plantas adaptadas a terrenos, novos tratamentos para doenças raras, pesquisas ainda são feitas, mas com o pé no chão, ninguém mais fala que vamos ter um clone nos próximos 10 anos, ou parar o envelhecimento de um ser humano pelo preço certo nos próximos 20 anos.

E essa é a bolha da tecnologia... Quando a realidade, finalmente, abaixa as expectativas... Várias empresas vão ter quebrado, vários profissionais, vão se ver, obsoletos por não saberem usar uma nova ferramenta, mas principalmente, muita gente vai ter perdido dinheiro, investido no laboratório que prometeu que a terapia genética, iria conseguir fazer um milionário, ganhar mais 50 anos de vida.

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Obrigado pela aula e pelo seu entendimento a situação é aínda mais complicada que eu analisei, pois esse GAP já existente pela incapacidade infraestrural para gerar os dados necessários, ainda há a possibilidade de haver um GAP tecnológico que poderá não ser equacionado, é isso?

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Sim, porque o GAP de infraestrutura, não vai ser capaz de fechar o GAP tecnológico de expectativa x realidade, só que ao invés de empresas locais, estamos falando de globais... Então o efeito sobre o mercado ai ser imprevisível.

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Será que é por isso que as Big Techs estão contratando os melhores desenvolvedores digitais ao redor do mundo, igual foi feito durante a Segunda Guerra e a Guerra Fria, onde cooptaram as melhores mentes em fusão nuclear para que o resto do mundo não tivesse a tecnologia correta para construir uma bomba atômica, será que eles estão prevendo não só uma crise financeira mundial, mas também a quebra do sistema digital mundial, Apocalipse Cibernético.

Teremos uma Skynet da vida real kkkkkk

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Na verdade, já tivemos uma amostra. Colocaram duas IA's pra conversarem e elas começaram a decodificar a conversa pra não serem entendidas. Muitos teóricos e até mesmo desenvolvedores tem pedido veementemente que pisem no freio com essa corrida da IA.

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Cartão meu Irmão

Nao esquece da gente meros com seu conto .eu e a torcida do Corinthians estamos esperando ansiosos pelo seu conto

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Excelente Mark, sempre surpreendendo, agora com essa trama internacional eletrizante. Agora quase tudo foi explicado. Inclusive praticamente respondendo, salvo uma grande reviravolta, algo que angústia o Beto, os muitos vídeos de traição, que ele pediu para A S.A.R.A ok investigar. Pelo que ela diz só traiu o Beto com o Mr. Bronson obrigada. Então suponho que os vídeos são falsos, como foi o dele pra ela. E ela mesmo diz que nos dois anos de assédio até entrar para a operação tanto ela como o marido sabiam onde um e outro estavam. E o Beto só começou a desconfiar depois da mensagem que recebeu quando ela estava em Viena. História muito boa, o que mostra que mesmo aqui nesse site não precisa daquelas cenas de sexo forçadas para termos um texto absolutamente envolvente e excitante. Aliás algo sempre esperado dos Craques Nanda e Mark. Mas vou continuar cobrando para um desfecho dos incríveis contos que os dois deixaram para trás. Abr. Mark beijo Nanda.

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Já recebi todos tipo de resposta, que a Mãe do Beto é safada igual a nora, que não é mãe é uma chocadeira, que ela devia ter que se sacrificar com a morte para evitar que o filho levasse outro chifre, mas até agora ninguém se importa com o motivo que levou a Helena a expor a Mãe do Beto, por que a Helena confessou tudo para a sogra, sendo que até agora no texto, não mostrou a menor necessidade. POOOR QUEEEE???????????????????????

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De duas, uma, ela é uma verdadeira cobra e revelou de propósito para faze-la sofrer ou a sogra pode ter pego ela no flagra com a Bree em um momento mais intimo... ai não tendo saída ela acabou revelando... eu particularmente acho a segunda mais plausível.

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Onde a velha iria flagrar já que estava doente, quase moribunda e no interior, além disso segundo o Pai, escutou a Helena confessando para a esposa, não citou um possível flagra, mais...

Falta ainda porque ela revelou que iria chifrar ainda mais o Beto, como preço do tratamento, que é ainda mais cruel ainda, por causa do sentimento de culpa imputado, qual seria a possível explicação ???????

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O que a velha diz é que pegou a Helena chorando no corredor do hospital onde ela faz o tratamento e uma Helena fragilizada contou tudo.

O que eu acho, ela não sabia que a Bree era agente até aquele momento, entra dentro do que eu falei em outro comentário, levando em consideração o spoiler do Mark.

Bree se aproxima da Helena, com a Helena como suspeita, porque o Assédio, só começa depois da festa, quando o Bronson teve seu desejo de dançar com a Helena negado pelo marido.

Logo até ali a Bree estava tentando entrar nos círculos ela mesma, ela pode ter começado como amante da Helena, esperando para tentar se tornar amante do Bronson, mas a obsessão dele pela Helena, tornou ela alvo de recrutamento, muito mais rápido do que esperar a Bree chegar mais perto.

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A Helena diz que a CIA só começou o assédio após as investidas do Bronson, aí a gente têm uma timeline melhor.

Antes de 2 anos, Bree se aproxima da Helena como suspetia.

2 anos, Bronson fica obcecado com a Helena.

Bree que já estava próxima da Helena, conta isso para a CIA.

CIA inicia o plano de recrutamento.

Helena fala da sogra para a Bree ainda sem saber que ela era uma agente.

CIA ativa os contatos, Bree da um últimato na Helena.

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Isso resolveria o problema de continuidade levantado pela Id@!!!!

Só falta Mark concordar com essa linha do tempo!!! kkkkk

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E a responsabilidade emocional da Helena como fica, se ela estava fragilizada, que ela se abrisse com o pamonha do marido dela, pois mais fragilizada que a Mãezinha na Terra estava, qualquer pessoa fica totalmente fragilizada com a notícia de ser portadora de uma doença terminal, ainda mais sendo da terceira idade, essa falta de compromisso emocional e empatia em geral com uma senhora de idade com uma doença terminal, para mim é além de total falta de empatia, denota um egocentrismo sem precedentes, a Mãezinha na Terra dela estava morrendo por uma doença e ela demonstra sua fragilidade sem se importar com uma certeira fragilização da sogra, somente por estar fragilizada com a doença da sogra, pois ela já estaria com a sorte grande no trabalho e no amor, que seria a Bree, dito por ela mesmo, então o resto da linha do tempo e traições para mim perderam toda a importância para eu fazer um juízo de valor da personalidade da Helena, mudo até de opinião se aparecer fatos convincentes no texto, mas agora, eu vejo uma Helena narcisista, egocêntrica e maquiavelicamente ambiciosa, beirando perigosamente a megalomania.

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Justo… Eu vejo uma Helena autista… Talvez por conviver com uma meus standards estão baixos. Você tem um ponto.

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Não vejo essa possibilidade pois um autista não tem a falta de empatia seletiva, tem até uma empatia seletiva , mas a Helena seria uma falta de empatia seletiva e direcionada, mas seria uma condição que me faria ter que repensar tudo, uma das poucas, que confesso que não me passou pela cabeça, um possível espectro autista, mas ...

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Mark, tá dando uma de Dom Casmurro numa versão Capitu 2026? kkkkkkkkkk

Com essa carta, a história fica bem dividida, porque nela dá a entender que ela só chegou a trair o Roberto (e, ainda assim, não temos certeza) nos EUA. Mas tem aquele vídeo que o agente da CIA mostrou, dela trepando e depois chorando. Aí depois tem o Zico falando que viu uns vídeos bem barra-pesada dela na maior putaria.

E ainda você planta a ideia de que talvez a CIA possa ter forjado esses vídeos (até agora não vejo por que eles gastariam recursos fabricando isso). E ainda tem aquela conversa com o pai dele, em que o pai revela pro Beto que ouviu a mãe e a Helena falarem de um suposto “amante”.

Aí agora vem essa carta que diz algo, mas também não diz porra nenhuma. kkkkkkkkkkkkkkk

E sobre o motivo da helena ter aceitado tudo isso, o pessoal às vezes dá uma forçada, porque o motivo até que é plausível. Afinal, tem muita gente que se apega aos sogros a ponto de considerá-los um segundo pai ou uma segunda mãe. No fim, quem não moveria mundos e fundos por uma pessoa querida, como uma sogra que você ama como se fosse sua mãe? (Obs.: no meu caso, não — só tolero a jararaca da minha sogra rsrs)

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Se ela ama é tão apegada a sogra, por que jogou uma bomba desnecessária que devastou o coração dela.

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Devastou o coração da mãe do Beto?

Desculpa Sensatez... posso ter batido na leitura!!!

Mas não lembro do fato dela ficar sabendo da Amante a tenha "devastado".

Concordo que a vitimização de Helena perante os sogros foi de crueldade extrema e desnecessária!!! Não precisava ter contado "como pagaria o tratamento"!!!

Mas ela não parece devastada!!! Pelo menos não lembro dessa faceta dela no texto!!!

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Tudo bem que não está no texto, mas qual tipo de mãe não fica devastada em saber que o filho está sendo enganado e não pode fazer nada senão fica condenada a morte, tanto que ela fala do sentimento de culpa dela, quando tudo é revelado e ela acompanha o Filho de volta até a casa dele, fazendo comidinha de Mãe para o Filho mesmo ainda adoentada, isso é comportamento de uma Mãe que não se importa com os sentimentos do Filho, mas devo estar errado e a velha mereceu tudo que aconteceu com ela e eu tô sentimental demais igual ao Altemar Dutra. Kkkkkkk essa fui longe kkkkk

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minha observação não foi de que Helena deveria ter feito o que fez com a senhorinha...

Somente não acho que a revelação por parte da Helena (que não deveria ter ocorrido) não a abalou... tanto que ela defende as atitudes de Helena perante o filho!!! Só isso!!!

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Ela defende o ser humano Helena por gratidão cega, pois querendo ou não quem conduziu o tratamento da Mãezinha na Terra foi a Helena, em vez do pamonha do Filho, que por sinal devia estar ocupado demais, fazendo maracutaias ilícitas, para participar ativamente ou acompanhando de perto o tratamento que poderia salvar a vida da própria mãe, a Mãezinha na Terra estava com uma gratidão cega por uma pessoa que a fez sair da linha perene da morte, quem não teria essa gratidão cega.

Qual passagem ela defende as atitudes da Helena, ela repreende severamente ao Filho por ser referir a pessoa que salvou a vida dela, com palavras de extremo baixo calão, isso é bem diferente de aprovar ou defender as atitudes da Helena, ela só não foi ingrata em deixar a Helena ser defenestrada apesar de ter agido errado com o Beto.

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Concordo plenamente.

Principalmente como uma pessoa que já voltou dos portões do outro lado nunca esqueci o nome dos médicos que me salvaram.

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Eu tive três paradas cardíacas na terceira fiquei vários minutos morta durante uma cirurgia com 9 anos de idade.

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Nossa, Giz! Chega arrepiei aqui...

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Os médicos falaram para a minha mãe, "Senhora 50 a 50 a chance da sua filha voltar da cirurgia."

Minha mãe falou para mim, "Filha você vai morrer os médicos disseram que 50% de chance você não volta.", eu com 9 anos e minha mãe em pânico chorando que ia me perder.

Eu falei para a minha mãe, "Vou não, vamos rezar para Nossa Senhora", ficamos rezando até chegar os médicos...

Minha mãe disse que encontrou um dos enfermeiros durante a cirurgia de horas, abatido e perguntou para ele, "Senhora, ela morreu, estamos tentando o possível", aí ela ficou sabendo antes de todo mundo.

Quando acordei do coma, na UTI, minha família inteira estava no hospital Santa Casa de SP, porque minha mãe tinha dado a notícia que eu tinha morrido na cirurgia, foram já esperando um enterro, mas eu estava viva, acordada, só não estava bem, eu lembro que por vários dias eu não conseguia falar, eitada na cama da UTI, só olhando o movimento a minha volta.

A história toda têm muito mais Fé envolvida, de uma época que minha fé era outra coisa.

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Arrepiante. E sua mãe estava totalmente pessimista mesmo? "você vai morrer", ela disse. Felizmente, sua fé foi recompensada. Graças a Deus!

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Minha mãe literalmente me viu morrendo aos poucos, no primeiro dia eu ainda caminhava, no segundo dia eu já não andava, no terceiro dia vomitei sangue a madrugada inteira, com uma hemorragia interna que ninguém sabia de onde vinha.

No quarto dia pela manhã, veio a notícia da cirurgia, ou seja, já tinha 24 horas de hemorragia interna, quando a cirurgia passou a ser uma urgência.

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Entendi. Consigo nem imaginar a angústia que ela viveu naqueles momentos. E você, 100% recuperada ou tem alguma sequela?

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Tive só quando era criança, minha saúde ficou bem frágil por vários anos.

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Que bom que você está bem agora.

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E meu padrasto bravo que ele estava perdendo dia de trabalho por causa da enteada, além de ficar sem minha mãe em casa, o que significava ninguém para fazer janta para ele e a mãe dele tendo que cuidar do meu irmão.

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A Helena ainda esconde o jogo... e esconde o jogo pq não sabe que a mãe do Beto contou sobre o caso que ela teria com a moça (Bree, talvez) nos EUA a pelo menos 2 anos.

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Esconder o jogo numa hora dessa, sem uma comunicação adequada, mandando papéis de divórcio, mas clamando por perdão. Não é outra forma de manipulação terrível?

Tem muita coisa, mas muita coisa para acertar para a Helena virar um tipo de mulher que eu admiro, trair não é bom, mas manipular o corno para ser perdoada eu não consigo entender.

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Na verdade... Ela fez que nem a Cat... Não acho que você vai me perdoar, não acho que você deva me perdoar, eu te amo, mas estou indo embora, porque não acho que você mereça o que eu me tornei.

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Muita gente xingou até o final da série não ter saído dos lábios da Cat até o final, as palavras "Me perdoa.", mas se ela já está se sentindo culpada, perdão para quem... Perdão para quê?

Ela não se sente confortável de pedir perdão e têm plena convicção de que o marido não vai dar, ela falou isso no vídeo, cada ação dessas é uma pá de cal no meu casamento.

Ela não têm nem uma esperança de que ele vai aceitar ela de volta..

Ela literalmente mandou a mesma coisa que a Cat.

Viva bem, eu não sou uma boa mulher para você.

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O conteúdo é o mesmo, mas a mensagem subliminar da Catarina não é manipulativa, a Catarina queria renascer, nunca necessitou de perdão, pois tinha plena consciência que o erro dela já aconteceu congruente de um perdão exatamente por ter sido vítima antes de errar e errou por ter sido vítima, além de não querer reconciliação, portanto em essência, era puro, já a carta da Helena é quase ao contrário de tudo que citei, por isso eu não consigo nem chegar perto de uma correlação.

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Não sei, senti na carta da Helena um Adeus, talvez, ela nunca volte, porque as vezes acontece, enquanto não desfizerem todo o esquema, ela está em proteção a testemunhas, talvez, para sempre... Deem uma nova identidade para ela e ela nunca mais vai poder voltar para a velha vida.

Aliás... A carta, mais os documentos do divórcio e a aliança, se forjarem a morte dela para ela sumir, o Beto não têm nem direito ao corpo, porque ele não é mais nada dela, ela já colocou esse desejo, logo é um jeito de sumir com ela e deixar ele na eterna dúvida do que não foi explicado, se há ou não CIA em tudo e etc.

Dom Casmurro completo.

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Ele perdeu todos os direitos como "marido", de exigir qualquer coisa do governo americano, eles podem desaparecer com Helena e fim, as coisas são assim acabou, ele que fique com o que quiser acreitar.

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Veja que o spoiler do Mark pode ser muito bem de um passado, estão falando da Helena em terceira pessoa, "Aquela tatuagem era para você.", não "Aquela tatuagem é para você.", acho que é uma conversa já pós 'morte' da Helena.

A história fecha sem nunca ser explicada.

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Espero que ela viva bem e feliz sob o novo nome de Mary,não lado da Bree, então ela poderia tatuar um Mr🌶️ B, para homenagear um amor eterno e também para se lembrar em não se meter em merda nunca mais se relacionar com bandido. Rsrs

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AMEI…. Agora esse é meu final alternativo favorito.

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Só desejo que sua sogra não se chame Esperança, pq é a última que morre...rsrsrsrs

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Parte se explica... a outra complica!!! kkkk

Tem muitas pontas soltas ainda na história

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Mark muito bom esse capítulo!!! Basta ver o Ibope e a interação.

Sinceramente eu tenho um sentimento dúbio nessa história...pq eu quero crer que o motivo dela foi nobre, na vdd não tem pq duvidar disso até o momento...mas ela decidir tudo sozinha, principalmente sabendo que estava colocando o casamento em risco é foda...e pq colocar os pais do cara no meio...ela uma grande executiva de uma grande multinacional, e eu conheço muitas assim, além do grande salário ganham um montão de dinheiro de bônus e etc....se não desse para pagar o tratamento, pelo menos dava para fingir que estava pegando, em vez de abrir o jogo para a mãe do cara e ainda citar o envolvimento com outra mulher...ANTES DE COMEÇAR O TRATAMENTO.

E é exatamente esse relacionamento com essa outra mulher, essa traição, que parece ser verdade pelo pequeno spoiler do Mark abaixo que me faz ter esse sentimento dúbio...ela já não estava cem porcento no casamento...já não confiava no marido (por causa de um vídeo que ela mesma disse depois que não acredita tanto) e essa falta de confiança e afastamento emocional pelo marido fez ela aceitar esse "trabalho"...eu não duvido das boas intenções dela, mas pq então não ser totalmente clara e honesta na carta??

Continuo acreditando nela, não vou voltar atrás na enquete da ida, mas não dá p acreditar no amor verdadeiro e total dela pelo marido...e isso é triste...no fim, ela terá a amante...restara a ele pq?? O anel de noivado??? Eu me preocupo com o emocional dos personagens, até exagero as vezes...nesse caso, apesar de zuar toda a lerdeza dele, o fim dessa história é muito triste p ele!!! E ele não merecia isso!!! Alguns falam dela como vítima e etc, eu concordo...mas é ele???

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Ele também é uma vítima, ela reconhece ele como vítima, mandou uma carta e um anel, dizendo que possivelmente, não vai poder voltar por anos e não quer ele esperando ela, quer que ele viva que ele encontre alguém, siga seu caminho.

Não têm muito o que falar sobre isso... Ela já estava sim com uma mulher, mas o spoiler abaixo e a carta e os documentos da CIA me confirmaram o que eu falei em um comentário.

Bree se aproxima da Helena, antes da operação, porque a Helena começa como suspeita, só depois da festa que o Bronson resolve ficar contra o Beto por ele ter proibido a dança é que a Helena se torna viável como infiltrada.

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Manfi bom dia, minha questão é, por que ela contou para Mãezinha na Terra dela, que traía o marido que ela diz amar e que iria trair muito mais, como preço para poder fazer o tratamento dela, por qual motivo você imagina dela contar isso, se na carta, ela diz que aceitou somente se aproximar do Mr. B para iniciar o tratamento, a princípio não precisaria transar, então não é crueldade ela falar para Mãezinha na Terra dela uma coisa que não era verdade como preço para o tratamento e ainda ter que ficar calada enganando o Filho, qual a necessidade disso isso não é crueldade?

Sei lá amigo, todos ficam preocupados com o chifre do Beto, tô cagando e andando, chifre não mata, falta de tratamento sim, mas a crueldade com uma velhinha doente de dizer que só vai ficar viva porque eu faço teu filho de Corno, isso é que me atinge fortemente, ela não precisaria dizer essas coisas para Mãezinha na Terra dela, enquanto isso não estiver totalmente resolvido, eu quero que a Helena se exploda, não terei a menor empatia com uma mulher que faz isso com outra mulher em estado vulnerável e que ela considera a Mãezinha na Terra dela. Pergunto aos defensores da Helena, se a Helena fosse Heleno vocês estariam defendendo também, só porque é mulher pode fazer mal a outra mulher de graça? Ou até agora não é isso que está acontecendo?

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Foi exatamente o que eu disse...ela tinha um emprego que com ctz ganhava muito bem...com ctz muitos mais que o marido. Dava para ela mentir sobre a origem do dinheiro para o tratamento....

Vamo supor que a mãe pegou a traição dela...ela para se livrar fez com isso com a sogra??? Seria realmente cruel.

O agente da Cia não precisaria envolver a mãe dele diretamente...até pq seria mais uma pessoa sabendo demais...se fosse pra mentir sobre a origem do dinheiro do tratamento tenho ctz que a Cia iria aceitar...

Sinceramente eu não consigo ver uma saída para essa questão...enfim... realmente é complicado defender, mantenho a convicção.

Vamo ver o diálogo entre Bree e o coitado do marido. Vai ser ainda mais revelador, se ele souber fazer as perguntas certas...

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Bom dia a todos. Excelente capítulo Dr. Mark, da Nanda! Está cada vez melhor!

Depois de ler este capítulo e a carta da Helena, ficou uma dúvida.

A Helena já conhecia e era amante da agente Bri, antes da doença da sogra; Ela falou com a agente B, que prometeu levar o caso aos superiores; Depois que prometeram para ela o tratamento da sogra nos EUA, foi que ela aceitou entrar na operação; Em Viena ela ficou hospedada com a agente B; Ela está em um vídeo transando com a agente B; Na carta ela dá a entender que só transou com Mr. Bronson em NY; A tatuagem com a letra B foi percebida no dia da festa de fim de ano da empresa, dois anos antes, inclusive no dia em que conheceu Mr. Bronson...

A tatuagem com certeza não foi pra o Mr. Bronson. A tatuagem foi uma "surpresa" para o Beto pelo que ela diz. O detalhe é a pimentinha, símbolo de hotwife no meio liberal.

Na verdade tenho algumas dúvidas, não alenas uma.

Há quanto tempo exatamente a Helena e a Bri são amantes?

Tanto na mensagem apagada pela CIA, quanto na carta, a Helena demonstra só considerar traição ao marido ter relação sexual com o Mr. Bronson, ou outros homens, caso tenha tido?

Com a Bri não era traição por ela ser mulher, segundo sua lógica? Ou ela tem algum sentimento pela agente, e fez a tatuagem com o B no sentido ambíguo ( para dizer ao Beto que era para ele e dizer à Bri que era para ela)?

É um capítulo triste para o Roberto Camargo. Pelo menos para ele. A Helena pede perdão, se justifica, inclusive afirma não acreditar no vídeo da traição dele. Diz que um advogado o procurará para tratar do divórcio e manda sua aliança em um envelope.

Ela justifica sua atitude por não se sentir mais digna dele. Toma essas decisôes antes mesmo de conversar com ele e responder às perguntas dele. Ela não dá espaço para ele falar, para eles conversarem e decidirem em conjunto. É uma decisão "fria" e unilateral. Pior ainda, por carta.

A carta pode ter sido forjada? Claro!

A aliança pode ser uma réplica? Lógico!

Pode ser uma estratégia da CIA, para afastá-lo definitivamente da Helena e deixá-la nos EUA no programa de proteção à testemunha, até pq sabemos que no Brasil ela estará desprotegida? Com certeza!

Se for esse o caso, talvez até a Helena já tenha recebido uma carta do esposo, a xingando de puta traidura e outras coisas e mandando ela pra PQP!rsrs

Certamente o Dr. Mark, da Nanda, responderá a estas e outras perguntas, além de nos brindar com inúmeras outras informações e situações nos próximos 2 capítulos, os últimos...

Dr. Mark, da Nanda, estava lendo o texto ontem à noite, bebendo um wisky tranquilamente e comecei a viajar na história, inclusive num final inusitado. A Helena volta com a Bri, conversam os 3 abertamente, ela diz que ama os dois, eles tem uma noite de sexo tórrido a 3, a Bri se demite da CIA e vem morar no Brasil, formando um trisal, e "viveram felizes para sempre"... hahahaha

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Só um trechinho para alimentar a curiosidade de vocês:

"- A Helena nunca iria ceder ao Bronson por vontade própria. Ela nunca escondeu de ninguém o amor, admiração e respeito que tem por você. Sei disso, porque num coquetel lá nos Estados Unidos, eu brinquei com ela dizendo que o todo poderoso CEO a tinha notado e ela falou que não havia chance alguma de algo entre ela e ele acontecer.

- Mas aconteceu...

- Calma! Vamos por partes, doutor. – Ela me fez parar e vendo que eu a havia atendido, continuou: - Conclui que eu só conseguiria entrar na mansão do Bronson, se eu conseguisse, com a ajuda da Helena. Então, comecei a me aproximar dela e...

- Espera aí! – Eu a interrompi agora, inclusive levantando a minha mão: - Aquela porra de tatuagem da Helena com um “B”... Era para você!?"

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Esse é o merkiavelico Dark da Nanda...

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😍🥰💅💞

Agora é que o povo quebra os chifres na parede de tanto dar cabeçada. kkkkkkkk

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Isso judia de nós Mark... que maldade..., tem cap novo hoje? fala que tem, fala que tem kkkkk

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Fiquei na dúvida sobre o momento da doença da mãe. Pelos capítulos anteriores,tinha sido mais no passado,e não nesse momento mais recente. Isso ficou meio esquisito.

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quer dizer que meter chifres em nome do trabalho esta valendo?

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Se tu tá achando que é em nome do trabalho, acho que você não leu tudo, amigo... A mulher foi chantageada, agiu por desespero, tentaram quebrar a confiança dela no Beto... Dizer que foi trabalho é terrivelmente simplório e simplista...

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Não leu nada anjo, claramente só veio criticar e fazer um comentário se é que não é bot…

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Ah, que bonitinho! Um certo autor das antigas agora deu para criar perfis falsos para atacar outros autores.

Vê se cresce, ou desaparece de vez. Garanto que nao fará falta.

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