Transição - Capítulo 24 - Nasce uma mulher!

Da série Transição
Um conto erótico de Cigana CD
Categoria: Crossdresser
Contém 2634 palavras
Data: 20/02/2026 11:58:51

Transição - Capítulo 24 - Nasce uma mulher!

Transição, Transex, Crossdresser, Aventuras e Bissexualidade

(Esta série é uma continuação de Aventura na Universidade e Sendo Livre, muitos fatos aqui relatados tem relação com elas, recomendo ler, mas pode ser lida separadamente.)

Terminei, em dois dias sairia a nota, neste meio tempo em casa eu e Vanessa já estávamos desmontando, ou melhor, descaracterizando tudo o que lembrava Vicente do apto, dali em diante até o meu retorno o apto seria remodelado para um apto só de meninas, apenas Vanessa ia para a Universidade, eu ficava em casa, nostálgico de me desfazer de algumas coisas de Vicente, mas que decidimos deixar no apto, até por que tinha como explicar a paixão de Valentine pelos objetos.

Meus pais vieram me buscar, íamos junto a advogada na Universidade, para os acertos das mudanças dos registros de Vicente e ainda no escritório da advogada tivemos a primeira conversa séria e definitiva de que nome eu teria, já havia um tempo que eu pensava que Valentine era um nome forte, mas que significava a transição, entre o Vicente e seus momentos Crossdresser, mas tinha um nome, na verdade muito bem escondido que me definia como mulher, que a muito eu gostava, a mudança para este nome, traria primeiramente a ruptura com a vida de Valentine, de Vicente e de toda as loucuras pensadas ou não pensadas que vivia, além do que eu poderia trocar meu sobrenome, isso magoava Papai, eu sabia, mas era uma forma de proteger Vicente, Valentine e a quem eu seria dali para frente, optamos por usar o sobrenome de solteira de mamãe, e assim decidimos que Valentine/Vicente se chamaria ….

Papai então perguntou.

– Então filha, como será o nome completo de Valentine?

– Bom papai, estive nesta última semana pensando muito nessa ruptura entre o que eu fui até aqui e o que eu pretendo ser daqui para frente, e …

– Pode falar!!! Disse a advogada, já ciente do que eu escolheria pois ela fez uma busca por homônimos etc, até para saber se era um nome com algum risco de ser confundido com outras pessoas.

– Simone Albuquerque Bueno, como já mencionei, Bueno é de parte de mamãe, Albuquerque é uma referência ao meu passado, em espanhol poderia ser traduzido como "carvalho branco", e Simone foi como sempre me referi em lá em meus sonhos no início de tudo.

Quando falei isso, papai e mamãe se entreolharam, ambos ficaram extremamente felizes, pois só então descobri que Simone era o nome que possivelmente eu teria se tivesse nascido menina, uma escolha de Papai, em homenagem a uma jogadora de Basquete, que depois tornou-se cantora.

Albuquerque, ninguém entendeu, mas Bueno, encheu os olhos de mamãe de lágrimas e meio feliz, rindo e chorando ela me abraçou e repetia incessantemente.

– Simone Bueno, Bueno, nossa que nome lindo.

Já tínhamos então agora os laudos, toda documentação e fomos ao cartório de Curitiba, e lá fizemos a mudança oficial, a médica nos encontrou, pois seria uma das testemunhas.

Dali, saímos com uma certidão de nascimento averbada, para quem quiser entender, a solicitação é feita via "averbação", o que significa que o registro original não é apagado, mas sim modificado para refletir a nova identidade, garantindo o princípio da dignidade da pessoa humana, como já havíamos iniciado o processo no início do mês, faltava apenas o reconhecimento da nova assinatura, o nome oficializado, pois o processo demora de 4 a 30 dias para finalizar, assim ganhamos tempo e segundo a Juiza Cartorária, em 2 dias teríamos tudo modificado e as respectivas certidões e após a alteração, o cartório comunica os órgãos expedidores (como o TRE e SSP) para que o RG, CPF e outros documentos sejam atualizados.

Três dias depois fomos a Universidade, que já estava em pré encerramento letivo, fui totalmente feminina, como seria dali para frente, até comprei um moleton do curso, para vestir e assim fomos primeiramente recebidos pela junta jurídica da universidade, depois pelo departamento de assuntos de documentação escolar e por fim no período da tarde, já sem nenhuma referência masculina, fui apresentada ao chefe de Departamento, que eu conhecia muito bem, mas que ele nem desconfiou que ali estava sua monitora por 2 anos seguidos no laboratório.

Quase cometi uma gafe falando que adorava o laboratório, por sorte, ele não ouviu, pois o assunto ali era meu estágio final, a apresentação de TCC, uma disciplina de Seminário e logo estaria formada.

Já tínhamos ajustado aonde eu faria o Estágio, seria em um Centro Experimental a ARPAC Drones (Serviços Agrícolas): Frequentemente contrata estagiários para processamento de imagens e operação, era uma área que eu já tinha domínio e as 3 entrevistas on line que eu fiz, me qualificaram para o estágio, iniciando tudo em março do ano seguinte, quando apresentaria toda a papelada, inclusive a carta do Colegiado, indicando ser meu último ano e a burocracia de seguros, VT, VR e valores a serem repassados para cumprimento legal do estágio, descobri que poucos na Universidade tinham conseguido um estágio remunerado como o meu, na maioria apenas uma ajuda de custo que cobria transporte e alimentação, o seguro era obrigatório independente de ser ou não remunerado.

Voltamos pro apartamento, papai e mamãe ficaram felizes em como encontraram o apto, todo decorado e feminino, isso ajudava tanto o meu psicológico quanto o deles em vislumbrar apenas sua Filha Simone.

Ficamos mais 4 dias, quando o último documento foi emitido, a CNH, e assim fomos na agência bancária, fazer as mudanças necessárias, nova assinatura, nova conta, preferimos encerrar a anterior e começar uma nova, para evitar rastreios inconvenientes.

Pedi licença e fui no quarto, trocar de roupa, coloquei uma saia curta, de alcinha, com sutiã em bojo no tecido do vestido, calcinha asa delta, uma sandália salto 12, fechei a mala e dizendo que agora podíamos viajar, me despedi de Vanessa, que infelizmente não alcançou nota em uma das provas e ficaria mais 1 semana para prova final.

No caminho paramos em um posto para um lanche, onde senti toda a sedução que apresentava quando sai da mesinha que estávamos em direção aos sanitários femininos, alguns motoristas de caminhão que estavam por ali mexeram comigo, não de forma hostil, mas sim como mexeriam com uma Patricinha toda sedutora, não resisti e rebolei mais forte, e antes de entrar olhei para trás em direção aos seus paus e lambi os lábios, não tinha como ser diferente, tudo aquilo estava já a muito tempo escondido, depois me arrependi, mas pela minha demora no WC e a fila, quando saí, não havia nem um sinal deles.

Apenas mamãe me olhou com cara de que não gostou muito, aquela cara do tipo, “em casa conversamos”, e eu entendi que de onde ela estava com certeza ela viu a cena, não ouviu, mas viu sua filha “se exibindo” para machos viris prontos para atacar.]

Até chegarmos em casa ela deve ter esquecido pois não falou nada, pelo menos foi o que achei, e passamos o resto da semana fazendo o mesmo que fizemos no apto, retirando o que ainda restava de Vicente, remodelando algumas coisas e assim quando Vanessa retornou, ficou chocada como eu parecia muito mais feminina e feliz com meu novo mundo.

As semanas seguintes fomos aos poucos agregando novas pessoas ao círculo de amizades de Simone, primeiro a família de Papai, depois amigos de trabalho dele e de mamãe e em 1 mês já estamos praticamente vivendo um novo ciclo.

Passou muito rápido, e logo faltava 15 dias para retornar ao curso, celular novo, número novo, ganhei um carro usado, popular para meu deslocamento entre apto, universidade e local de estágio, como estagiária, a empresa não iria me dar veículo, era apenas para os efetivos, então foi necessário e até melhor, pois a sede até era em um local central, mas tanto o campo experimental e os clientes, como foi me apresentado, englobava toda a região metropolitana de Curitiba.

Não fui nas 2 primeiras semanas de aula, até para diferenciar o Vicente da Simone, quando apareci, foi engraçado, se fazer de desconhecida ao mesmo tempo que conhecia a todas e todos.

Apenas quem já tinha me visto montada, poderia fazer alguma referência, mas nas semanas em Londrina, eu mudei a cor do cabelo, coloquei lentes azuis no olhos, fiz 3 tatuagens, sendo uma colorida visível, ou seja, muita coisa mudou entre o antes e o depois.

Vanessa mesmo comentou que duas amigas delas queriam saber quem era a deliciosa que estava com ela na Reitoria em um dia que fomos buscar os papéis do estágio dela que demorou para sair, mesmo pq Vanessa é muito despreocupada com tudo, deixou para quando voltasse ir atrás de algo.

Um de meus colegas até tentou uma aproximação mais sensual, cortejando, dando indiretas, querendo me mostrar a cidade e os points, mas as meninas já me alertaram que era um tremendo de um Xavecão, tadinhas , mal sabiam todas elas que eu bem sabia quem era biscate, quem era puto e quem curtia uma boa rola pra chupar, independente se menina ou menino.

Preferi não me abrir com os colegas, deixaria isso para o dia de formatura talvez, iam ser 3 meses intensos de estágio, então não ia ficar perdendo tempo com explicações e tudo mais que sei que iriam querer saber e me levar pra putaria, não que eu não quisesse, mas não era o foco além de eu ainda ter medo de ser descoberta e do passado que vivi naquele trágico fim de tarde.

Um dos locais que atendia era de uma família de ortifutriganjeiros, que tinham na região de Campina Grande do Sul e outra em Tunas do Paraná, um recém formado da UEPG, Ricardo, trabalhava para essas duas fazendas e era meu ponto de contato, nossa, nunca me senti tão feminina e tão protegida por esse rapaz, que acabamos pegando uma amizade e assim os dias foram passando, e já estávamos com 1 mês de estágio quando ele me convidou para uma festa na cidade de Tunas.

Segundo ele Tunas promoveu uma Feira do Agricultor (todo fim de mês), que acontecia em frente à Prefeitura, reunindo gastronomia, agricultura familiar e música ao vivo, com edições especiais temáticas, em passava ao lado da cidade, nunca tinha entrado ali, usávamos uma rodovia de terra que ligava as duas fazendas pois uma outra cidade divida os municípios, então a empresa, resolveu patrocinar uma destas feiras, até para demonstrar o uso da tecnologia de Drones e eu fui a encarregada de ajustar tudo.

Tive menos de 20 dias para organizar, o patrono da fazenda me apresentou ao secretário do município e assim fui acertando o que era possível, sempre com Rick acompanhava, mas ele delegou algumas atividades para mim, por dizer que era importante eu tomar conhecimento dessas questões políticas e empresariais, meu coordenador de estágio dava-me o suporte e apoio, indo em 2 reuniões, pois também era interessante para a Universidade ter esse evento em suas agendas culturais e de promoção dos cursos voltados ao empreendedorismo, agricultura, pecuária e farmacêutica.

Naquele dia, íamos com a caminhonete da empresa, iriamos montar os estandes, a prefeitura cedeu uma loja/porta ali na frente da praça de eventos para fazermos o estande, metade do espaço era da empresa, de drones, a outra metade era da Universidade, eu ficaria responsável pelos 2, qualquer pessoa teria que se reportar a mim para qualquer problema, o que acabou fazendo terminarmos muito tarde, o secretário passou ao final da tarde, e ofereceu um jantar para nós na terça feira, e que a prefeitura iria liberar no final de semana um local no hotel da cidade para passarmos as noites da festa, que eram sexta, sábado e domingo, assim ficaria mais fácil abrir e fechar o local sem prejuízo em deslocamento.

Eu não havia me ligado e conversando com a empresa ela disse que ok, mas não haviam me passado que deveria fazer as reservas, quando chegamos na quinta feira, e eu fui ver a estadia, os 2 quartos, o responsável pelo hotel, disse que haviam deixado apenas 1 quarto disponivel, o que me irritou, mas não demonstrando, disse que precisava de quartos separados, pois éramos apenas colegas na empresa, embora sempre juntos, não tínhamos essa intimidade.

Depois de muito analisar e pensar foi conseguido alocar para um quarto com 2 camas de casais, eu falei que não poderia ficar, que me deslocaria com meu carro para Curitiba e voltaria todo dia até as o9hs, ao reportar isso a empresa, ela não ficou satisfeito, pois o erro foi meu em não ver as reservas antes e que não via problemas em 2 adultos em trabalho, compartilharem o quarto apenas para repouso.

Depois de muita argumentação, fui convencida, Rick disse que se fosse o caso e sem a empresa perceber que ele dormiria na camionete, ou em alguma casa de amigos que ele tinha na cidade, eu disse que não era preciso, éramos adultos e sabemos nos comportar.

Eu confesso, que já estava a um bom tempo sem ter relações sexuais, e que já havia percebido uma maior aproximação com Rick, mas sabia exatamente o que não poderia fazer, então fiz uma mala com roupas comportadas, o que era meio dificil afinal estava no auge de me descobrir como mulher e Vanessa amava meus locks mais provocativos, então optei pelo que tinha de mais sobrio, mas na questao de roupa intima não tinha muito que fazer, fio dental, asa delta e transparencias eram o meu guarda roupa intimo.

Chegamos e enquanto Rick se encarregava dos últimos detalhes na casa stand, eu levava nossas mochilas pro hotel e reorganizava cama, armário e etc.

Tomei um banho e coloquei a roupa que a empresa nos entregou, aí foi meu primeiro contato com a sensualização destes eventos, a roupa era composta de 3 conjuntos, uma para cada dia do evento, sendo 2 eram legs e camiseta com o logo da empresa e tênis combinando, chapéu e lenço e o outro era um vestido colado ao corpo, na altura da metade da perna, mas que realmente era nítido o apelo sexual, em ambas as escolhas, pensei em não usar, mas ao me vestir sozinha no quarto, confesso que adorei como meu corpo se adaptou a roupa, quando fiquei pronta, avisei Rick que veio ao hotel se arrumar, pois as 10hs abriria oficialmente o evento e eramos parte integrante da comissão de abertura, eu escolhi as legs e a camiseta, usaria o vestido no segundo dia e a leg no último, até por questões de precisar carregar algo, algum esforço a legs me traria esse conforto que o vestido possivelmente me traria algum embaraço.

Rick chegou ao bater no quarto eu estava terminando a maquiagem e abri a porta, ele simplesmente ficou parado me olhando e só desviava o olhar para um espelho ao fundo que mostrava a leg marcando minha bunda, não me senti bem, mas também não me fiz de pura e olhando para ele falei.

— Vai ficar ai na porta ou vai se aprontar, entre logo temos 30 minutos pra começar e não quero chegar apavorada lá, então vista-se já deixei uma muda de roupa ali no WC, para vc se tomar banho se trocar, tomei a liberdade de abrir sua mala e organizar tudo na primeira porta do armário, e na primeira gaveta tem suas roupas.

– Nossa que prendada, minha mãe iria adorar uma nora assim.

– Deixa de ser tonto, era o combinado, eu ajeito aqui vc lá no stande e saiba que sou comprometida e não lhe dei essa intimidade, não confunda sermos amigos com sermos um casal.

Nossa o sorriso dele foi engolido pelo desespero, como um jato ele foi direto pro WC, bateu a forma e só ouvia ele resmungando, depois pensei que peguei pesado, mas era melhor cortar as asinhas antes que algo ficasse subentendido erroneamente.

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