Quando o amor incomoda - 18

Um conto erótico de Mrpr2
Categoria: Gay
Contém 1079 palavras
Data: 02/02/2026 18:46:18

Milena desliza o batom vermelho escarlate pelos lábios carnudos, devagar, quase como uma carícia. O espelho reflete seus olhos faiscando determinação e desejo. Ela passa seu perfume no pescoço, na curva dos seios que arfam sob o decote generoso, deixando o aroma doce e pecaminoso impregnar a pele quente. Cada movimento é calculado, provocante ela sabe o poder que tem e hoje vai usá-lo sem piedade.

Decidida, caminha até o self-service, os quadris balançando num ritmo que faz o vestido colado grudar como segunda pele. No caminho, encontra dona Eulália. Milena tenta ser gentil, oferece um sorriso, um “boa tarde, dona Eulália” carregado de falsa doçura. A enfermeira responde com um olhar gélido, cortante.

— Não adianta fazer cena, menina. Eu já te avisei: você não serve pro meu filho. Não quero você nem como nora, nem como nada.

Milena sente o sangue subir, mas engole a raiva. Sem graça, segue em silêncio ao lado da mulher mais velha, o ar entre elas carregado de tensão elétrica.

Quando as duas chegam à porta do restaurante, Pamela já intercepta Milena na porta.

— O que você veio fazer aqui, Milena?

— Defender o que é meu. Não foi você mesma que me contou tudo, amiga?

Responde Milena, Pamela ri, seca, cruel.

— Chegou tarde, querida. Eles já foram. Mas escuta bem: barraco no meu restaurante, nunca. Aqui ninguém faz cena.

A alguns metros dali, na praça arborizada, Gustavo e Luiz Felipe dividem um sorvete. O sol aquece a pele deles, mas o verdadeiro calor vem do olhar que trocam. Luiz Felipe lambe devagar a colher, os lábios brilhando de creme, olhos fixos nos de Gustavo.

— Valeu a pena gastar seu intervalo de almoço comigo?

Pergunta Luiz Felipe, com um tom de voz provocante. Gustavo se inclina, o rosto tão perto que o hálito quente roça a pele de Luiz.

— Não foi gasto... foi investimento.

Seus olhos castanhos, profundos, magnéticos, puxam Luiz Felipe como um ímã irresistível. Os lábios quase se tocam, o ar entre eles vibra de desejo contido.

— Luiz Felipe!

O grito corta a praça, espantando os pombos. Dona Eulália avança com passos firmes, voz carregada de drama e autoridade.

— Mãe? O que a senhora faz aqui?

— Finalmente te achei, meu filho. Eu já estava preocupada... morta de preocupação.

— Preocupada por quê? Aconteceu alguma coisa? O Felipe está bem?

— Claro que está. Ainda mais agora que, além da parte dele, comeu a sua também... aquela comida quentinha, feita com tanto carinho pela sua mãe. Mas você não estava no trabalho.

Gustavo percebe a tensão. Olha para Luiz Felipe, que faz um sinal discreto. Ele entende na hora.

— Bom, Luiz Felipe, agradeço a companhia... mas meu horário de almoço já está acabando.

Gustavo se levanta devagar, o corpo roçando de leve no de Luiz Felipe.

— Verdade, eu me atrasei... Desculpa. Te compenso na próxima, prometo.

Sussurra Luiz Felipe, com seus olhos mel brilhando.

Dona Eulália suspira dramaticamente.

— Não sei o que está acontecendo com você, meu filho. Antes era tão obediente... agora faz isso comigo.

— Mas eu não estou fazendo nada, mãe. Não estou entendendo.

— Eu te disse pra se afastar desse aí! Por causa dele você está todo machucado, saindo às escondidas, mentindo pra sua própria mãe.

Gustavo se afasta, mas o olhar que lança para trás é pura ternura. Luiz Felipe se aproxima da mãe, abraça-a com carinho, mas firmeza e diz olhando nos olhos dela:

— Mãe, a senhora está cansada. Como foi o plantão? Difícil?

— Não mais difícil que essa ingratidão do meu filho amado... por eu tentar criar você da melhor forma possível.

— Desculpa, mãe. Eu não sabia que a senhora ia trazer almoço hoje. Agradeço de coração o esforço. Não menti, não saí escondido... só vim almoçar com um amigo. Eu sei que a senhora tem implicância com o Gustavo, mas ele é uma pessoa boa. Não foi ele que me machucou. Tenho certeza de que, se a senhora se abrisse pra conhecê-lo de verdade, ia gostar... do mesmo jeito que eu gosto dele. — Ele baixa a voz, quase um sussurro quente: — E eu não vou parar de vê-lo, de conversar, de sair com ele... só porque a senhora tem essa implicância sem sentido. Eu amo e respeito muito a senhora, mas eu gosto muito do Gustavo. Ele não fez nada de errado pra eu me afastar. Agora vamos, meu horário está acabando.

Enquanto isso, na loja Elegance, Marilda acaricia os cabelos loiros de Felipe, os dedos deslizando devagar, possessivos.

— Que carinha triste é essa? Nem parece que você acabou de fazer uma excelente venda... e ainda ganhou comidinha quentinha da mamãe.

Gurizão suspira, encostando a cabeça no ombro dela.

— Às vezes me sinto invisível... uma sombra do meu irmão.

Marilda ri baixo, e se aproveita da vulnerabilidade do jovem rapaz.

— Não fala besteira, garoto. Um homão enorme desses nunca seria sombra de ninguém. — Ela se inclina, lábios roçando a orelha dele: — Vem cá... deixa eu te provar o quanto você é bom. O quanto você me deixa louca só de olhar pra você. Vou te mostrar devagar... bem devagar... até você esquecer qualquer sombra que exista.

Os dedos dela descem pelo peito dele, traçando linhas de fogo, enquanto os olhos prometem uma entrega total, intensa, sem limites.

Com calma e tesão Marilda desabotoa a calça de Gurizão tira o membro semi rígido do rapaz e o lambe. Gurizão inclina sua cabeça para traz e gemer baixinho enquanto seu pau infla dentro da boca de sua patroa.

— Voltando do almoço Luiz?

— Sim Seu Rogério hoje parece ser um bom dia para bater a meta.

— Se depender da sua última venda com certeza você vai bater, isso se não já tiver superado com as primeiras vendas do dia. Estou gostando de ver você e seu irmão trabalhando… por falar nisso cadê o Felipe?

— Deve estar voltando do horário de almoço saímos praticamente juntos.

— E a minha esposa? Dei uma saída rápida, será que ela já foi para nossa casa?

Questiona Rogério sem imaginar que na verdade a esposa está a alguns lances de escada acima, na parte superior da loja, mamando o cacete rosa do seu funcionário.

Marilda lambe o saco de Gurizão e volta a abocanhar seu cacete duro e veludo. Com a boca lubrificada com sua saliva intensifica o vai e vem o jovem segura firme nos cabelos da patroa, envoltos no pecaminoso ato nem percebem a porta do almoxarifado se abrir e passos serem lançados em suas direção.

— Felipe o que você está fazendo?

continua…

Autor: Mrpr2

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