O sol de fim de tarde batia forte na janela da casa de Rose, uma construção simples de tijolos aparentes no bairro operário de Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre. O calor de março deixava o ar abafado, o ventilador velho girando lento no canto da sala enquanto o cheiro de café fresco subia da cozinha. Rose era uma mulher que chamava atenção mesmo sem querer — 42 anos, loira natural com cabelos longos que caíam em ondas sobre os ombros, alta e de corpo escultural, as curvas ainda firmes apesar dos anos de vida dura ao lado de Paulo, um caminhoneiro que passava mais tempo nas estradas do que em casa. Ela estava na pia, lavando os pratos do almoço, o vestido leve de algodão grudando na pele suada, quando o celular vibrou na bancada.
Era uma mensagem de Janaína, uma amiga de anos que trabalhava no salão de beleza da esquina: "Rose, preciso te contar uma coisa feia. Tua filha Larissa tá metida com um cara bem mais velho, um coroa cheio da grana. Dizem que é por dinheiro. O Sérgio tá desconfiado, já ouvi ele comentando no bar. Se cuida." Rose largou o prato na pia, a água pingando das mãos enquanto pegava o celular, o coração subindo pra garganta. Larissa, a filha mais velha, 24 anos, casada com Sérgio há quatro, mãe do pequeno Pedro, de 3 anos. Não podia ser verdade.
Ela enxugou as mãos no vestido, os olhos fixos na tela enquanto o ventilador zumbia ao fundo. Larissa sempre foi a mais independente das duas filhas — diferente da Amanda, de 18 anos, que ainda vivia em casa e passava os dias no celular ou saindo com as amigas da escola. Larissa tinha saído cedo, casado com Sérgio, um mecânico bruto mas trabalhador, de 28 anos, que construía uma vida simples com ela num apartamento alugado perto do centro. Rose conhecia o genro bem — um homem de mãos grandes, barba mal aparada e olhos escuros que carregavam um peso que ele nunca explicava. Mas traição? Por dinheiro? Isso não encaixava na filha que ela tinha criado.
O resto do dia passou num borrão. Paulo estava na estrada, voltando só no fim da semana, e Amanda tinha saído pra casa de uma amiga, deixando Rose sozinha com os pensamentos. Ela pegou o Fiat Palio velho no quintal, o motor tossindo enquanto dirigia até o prédio da Larissa, o rádio desligado, o silêncio cortado só pelo barulho dos pneus na rua de paralelepípedos. Precisava ver com os próprios olhos.
Os dias seguintes foram uma dança de investigação silenciosa. Rose começou discreta, perguntando pras amigas da Janaína no salão, fingindo desinteresse enquanto cortava o cabelo. "Ouvi um boato sobre um coroa rico com uma guria nova por aí", ela disse, o tom casual enquanto a tesoura cortava. Janaína respondeu baixo, os olhos no espelho: "É o Seu Valdir, aquele dono da revenda de carros na BR-116. Uns 60 anos, cabelo grisalho, sempre de terno. Dizem que ele tá pagando pra uma morena casada, mãe de um guri pequeno. Não sei quem é, mas o povo fala." Rose sentiu o estômago afundar, o rosto da Larissa — morena, cabelo liso, corpo cheio como o dela — queimando na mente.
Ela seguiu o rastro. Passou a semana vigiando o prédio da filha, o Palio estacionado na esquina enquanto via Sérgio sair pro trabalho na oficina, o macacão sujo de graxa, o rosto duro como se carregasse um peso. Larissa saía depois, o pequeno Pedro na creche, o celular na mão enquanto entrava num Honda Civic prata que parava na frente do prédio. Rose seguiu o carro uma vez, o coração batendo forte enquanto via o Civic estacionar num motel discreto na saída da cidade, o coroa grisalho descendo com a Larissa, os dois rindo enquanto entravam num quarto. Era verdade.
Na sexta-feira, Rose não aguentou mais. Paulo ainda estava na estrada, Amanda dormindo na casa de uma amiga, e ela chamou Larissa pra casa com a desculpa de fazer um jantar. A filha chegou sozinha, o vestido justo marcando as curvas, o cabelo solto caindo no rosto enquanto entrava, o sorriso leve sumindo quando viu os olhos da mãe. "Que foi, mãe?", ela perguntou, largando a bolsa no sofá enquanto Rose fechava a porta, o trinco batendo com um som seco.
"Eu sei de tudo, Larissa", Rose disse, a voz firme mas tremendo nas bordas enquanto cruzava os braços, o vestido grudando na pele suada pelo calor da cozinha. "O coroa, o dinheiro, o motel. Como tu pôde fazer isso com o Sérgio? Com teu filho?" Larissa congelou, os olhos castanhos arregalando enquanto dava um passo pra trás, o rosto ficando pálido. "Mãe, eu... quem te contou?", ela gaguejou, mas Rose cortou, o tom subindo. "Não importa quem. Eu vi com meus olhos. Tu tá traindo teu marido por um velho rico. Por quê?"
O silêncio caiu pesado, o ventilador zumbindo no canto enquanto Larissa respirava fundo, os ombros caindo como se o peso da verdade a esmagasse. Ela sentou no sofá, as mãos tremendo no colo enquanto olhava pro chão. "Mãe, eu amo o Sérgio. Juro que amo. Mas... o pau dele é muito grande. Muito mesmo. Eu não aguento mais, dói toda vez, e ele quer todo dia. Eu tentei, mas não dá." Ela levantou os olhos, as lágrimas brilhando enquanto continuava. "O Valdir é mais velho, o pau dele é menor, eu aguento fácil. E o dinheiro... o luxo é um bônus, mãe. Ele me dá coisas que o Sérgio nunca vai poder. Mas eu não quero perder meu marido. Por favor, não conta pra ele."
Rose ficou parada, o ar saindo dos pulmões dela como se tivesse levado um soco. A confissão da filha era um nó de vergonha, raiva e pena que ela não sabia desatar. Ela queria gritar, bater, mas o amor pela filha a segurava, os olhos dela marejando enquanto dava um passo pra frente. "Larissa, tu tá destruindo tua família por causa disso? O Sérgio te ama, ele desconfia de tudo, e tu acha que ele não vai descobrir?" Larissa chorou, o rosto enterrado nas mãos enquanto soluçava. "Eu sei, mãe. Eu sei que ele tá desconfiado. Mas eu não sei o que fazer. Me ajuda, por favor."
O sábado amanheceu com um céu carregado, as nuvens prometendo chuva enquanto Rose dirigia até o apartamento da Larissa, o coração pesado com a decisão que tinha tomado na noite anterior. Sérgio estava em casa, o sábado livre da oficina, e ela precisava falar com ele antes que tudo desmoronasse. O prédio era simples, a tinta descascando nas paredes, o cheiro de óleo queimado subindo da rua enquanto ela subia as escadas, o vestido azul escuro balançando nas pernas dela. Ela bateu na porta, o som ecoando no corredor vazio, e Sérgio abriu, o macacão trocado por uma camiseta preta e jeans, os olhos escuros fixos nela enquanto franzia a testa.
"Rose? Que que tu tá fazendo aqui?", ele perguntou, a voz grave enquanto abria mais a porta, o pequeno Pedro brincando com carrinhos no chão da sala ao fundo. Larissa tinha saído pra fazer a unha, dando a Rose a janela que ela precisava. "Entra", ele disse, apontando pro sofá enquanto fechava a porta, o trinco batendo com um clique que fez o coração dela acelerar.
Ela sentou, as mãos no colo enquanto olhava pra ele, o suor brilhando na testa dele enquanto ele se jogava numa cadeira, os braços musculosos cruzados no peito. "Sérgio, eu sei de tudo", ela disse, a voz firme mas baixa, os olhos dele estreitando enquanto ele inclinava a cabeça. "Tudo o quê?", ele perguntou, o tom duro como se já soubesse a resposta.
Rose respirou fundo, o calor da sala subindo pelo corpo dela enquanto falava. "A Larissa. O coroa rico, o motel. Ela tá te traindo por dinheiro. Eu vi, eu confrontei ela. Ela me contou tudo." Sérgio ficou parado, os olhos escuros queimando enquanto o rosto dele endurecia, as mãos dele cerrando nos braços da cadeira até os nós dos dedos ficarem brancos. "Eu sabia", ele disse, a voz rouca enquanto se levantava, o corpo grande enchendo o espaço. "Eu desconfiei faz semanas. Ela chega com perfume caro, com roupa nova, e acha que eu sou burro. Eu vou me separar dela, Rose. Isso acabou."
O ar ficou pesado, o som dos carrinhos do Pedro no chão cortando o silêncio enquanto Rose levantava, o coração batendo na garganta enquanto dava um passo pra ele. "Sérgio, espera", ela disse, a voz tremendo mas firme enquanto levantava a mão. "Ela te ama. Ela me disse isso. É um erro, mas ela não quer te perder. Eu... eu tenho uma proposta." Ele parou, os olhos escuros fixos nos dela enquanto franzia a testa, o suor pingando na barba dele enquanto o calor da sala parecia sufocar os dois.
"Que proposta?", ele perguntou, a voz baixa mas carregada de raiva e curiosidade. Rose engoliu em seco, o corpo tremendo enquanto dava mais um passo, o vestido grudando na pele suada enquanto olhava pra ele, os olhos azuis dela brilhando com uma mistura de medo e determinação. "Eu sei que tu tá machucado. Que tu precisa de algo pra ficar com ela. Então eu... eu te sirvo. Sexualmente. Em troca de tu não te separar da Larissa. Ela não aguenta teu tamanho, mas eu aguento. Eu faço isso por ela, pela minha neto, pela família."
O silêncio caiu como um trovão, os olhos do Sérgio arregalando enquanto o rosto dele mudava — raiva, surpresa, desejo misturados num fogo que queimava nos olhos escuros dele. Ele deu um passo pra ela, o corpo grande tão perto que ela sentiu o calor dele, o cheiro de graxa e suor subindo enquanto ele respirava pesado. "Tu tá falando sério, Rose?", ele disse, a voz rouca enquanto as mãos dele tremiam, os olhos descendo pelo corpo dela, o vestido marcando as curvas dela como uma segunda pele.
"Sim", ela disse, as lágrimas brilhando nos olhos dela enquanto sustentava o olhar dele, o coração batendo tão forte que doía. "Eu faço isso por ela. Mas tu tem que prometer que fica com ela, que não conta nada." Sérgio ficou parado, o peito subindo e descendo enquanto olhava pra ela, o desejo lutando com a raiva no rosto dele. Ele agarrou o braço dela com uma mão, os dedos grandes apertando a pele dela enquanto puxava ela pra mais perto, o hálito quente dele no rosto dela enquanto falava baixo, quase um rosnado.
"Tu quer mesmo isso, Rose? Porque se eu aceitar, eu não vou pegar leve. Eu sei o que eu sou, o que eu tenho. E tu vai sentir tudo." Ela tremia, o corpo quente contra o dele enquanto assentia, as lágrimas escorrendo pelo rosto dela enquanto sussurrava. "Eu aguento, Sérgio. Por ela, eu aguento."
Ele soltou o braço dela, os olhos escuros queimando enquanto dava um passo pra trás, o pau dele já endurecendo na calça jeans, o volume grande visível enquanto ele respirava fundo, o rosto duro mas trêmulo. "Então tá combinado", ele disse, a voz rouca enquanto virava pro corredor, o coração da Rose batendo na garganta enquanto ela ficava ali, o peso da proposta caindo sobre ela como uma tempestade. O som do Pedro brincando no chão era o único ruído, mas dentro dela, a tensão e a emoção gritavam alto, o futuro da família pendurado numa corda fina que ela acabara de esticar.