Aprendendo a passar a marcha com o amigo do meu pai

Um conto erótico de André Martins
Categoria: Gay
Contém 6758 palavras
Data: 20/02/2026 23:22:12
Última revisão: 20/02/2026 23:22:53

As tardes me lembram o cheiro do suor amargo e ligeiramente madeirado do Omar, melhor amigo do meu pai. Meu pai trabalhou a vida inteira em petroleira, passava pouquíssimo tempo em casa e só aparecia pra ver a família a cada três meses. Era um trimestre embarcado e um mês em terra, portanto quem me criou mesmo foi tia Jurema, irmã dele. Já o Omar, a quem me acostumei a chamar de tio, foi minha primeira grande referência do que é ser homem, levando em conta que quase não convivi com meu pai.

Posso dizer que foi o amigo do meu coroa quem me ensinou sobre os prazeres da vida e coisas de machos, assuntos que tia Jurema não explicava. Foi Omar que escutou meus desabafos na época do ensino médio, quando contei pra ele que estava gostando de uma amiga, mas que ela tinha namorado. Ele me levou pra tomar os primeiros porres nos meus 18 anos, lá na Barreira do Vasco, depois de uma noite de amistoso no São Januário. Três a um Flamengo, nós dois borbulhando de ódio e ele segurando meu ombro pra eu não dar de cara na parede quando fui vomitar no vaso.

Quando transei pela primeira vez e detestei a experiência de comer mulher, também foi o melhor amigo do meu pai que emprestou o ombro pra eu desabafar, e ele fez isso sem me julgar, sem questionar minha sexualidade ou os motivos de eu ter brochado. Desde que eu me lembro, tio Omar sempre foi esse cara próximo, presente e disposto a ajudar no que eu precisasse.

Se, por um lado, meu pai era ausente, por outro, o amigão dele aparecia lá em Jardim América toda semana pra tomar um cafezinho com a tia Jurema e trocar ideia comigo. Até hoje lembro e sinto o cheiro amargo do perfume vagabundo que o Omar borrifava por cima e por baixo da blusa de botão. Por culpa do calor no subúrbio, ele deixava os botões de cima abertos e eu perdia vários segundos admirando a densa floresta de pelos escuros que areavam seu peitoral magro e ao mesmo tempo desenhado.

- Fala, moleque. Tua tia tá em casa?

- Tá, sim. Entra aí, ela acabou de fazer bolo.

- Vou entrar mesmo. Tô cheio de fome, mas nem vou demorar. – ele apoiou o cotovelo na janela do táxi, tirou o cigarro da boca e desligou o motor do Passat velho.

- Sei... Aí chega lá dentro, vê tia Jurema de camisola e vão pro quarto namorar. Cê acha que eu não sei? – tive que zoar.

- Tá maluco, seu porra!? Se orienta, meu! Sou casado, tenho mulher. – mostrou a aliança presa no anelar peludo.

- Brincadeira, tio. Entra aí.

Às vezes, em vez de ele entrar, era eu que entrava no banco do carona, sentava do lado dele e respirava fundo aquela mistura esquisita de cheiro de cigarro com colônia barata que só um taxista mulherengo e malandro feito tio Omar poderia exalar.

- Sabe dirigir, Tomás? – ele abriu as pernas, pôs a mão veiúda na marcha do carro e me olhou com aquele olhar de homem cínico, um olhar meio torto e atravessado.

- Sei não, tio. Tia Jurema não tem carro e meu pai não mora aqui, cê sabe.

- Imaginei. Um dia te levo pra dar uma volta, beleza?

- Jura?

- Prometo. Promessa é dívida.

Ele tinha por volta dos 43 ou 44 anos, era magro e peludão, mas da cabeça meio calva, com cabelo dos lados e quase nada na parte de cima. Barbudo, do tipo que a barba pega as bochechas magras, o queixo, a mandíbula e parte do pescoço. Mais um pouco e misturaria com a pelugem do peitoral saindo na blusa. Sobrancelhas bem marcadas, 1,76m, um olhar fixo capaz de seduzir qualquer uma, pardo da pele clarinha igual paçoca e dono de um cheiro amargo incomparável, inconfundível.

Por mais que Omar usasse aliança no dedo e fosse casado, eu não era bobo, muito menos inocente. Tinha dias que ele e tia Jurema entravam pro quarto dela depois do café da tarde e só saíam de lá quase uma hora depois. O coroa saía babando, pisando leve, com a blusa de botão aberta e o abdome suado espalhando aquele cheiro delicioso dos pelos.

Normalmente eles esperavam eu sair pra jogar bola com os moleques, mas cansei de chegar no meio da tarde e ouvir os gemidos, as batidas da cama na parede e o arrastar dos móveis.

- Hoje, pelo visto, o café tava bom. Ou será que foi chá? – não segurei a língua, fiz piada quando ele saiu do quarto e deu de cara comigo na sala.

- Ó, Tomás, já mandei me respeitar. Esqueceu que sou teu tio?

- Ah, corta essa. Eu não sou um menino, já sou homem. E você não é meu tio de sangue, cê sabe. Tá com medo de falar a verdade?

- É... – ele apertou o volume na calça, riu de canto de boca e se jogou do meu lado na poltrona. – Vou mentir pra tu não. Café tava bom mesmo, hehehe!

- Eu sabia. Hahaha!

Minha tia ainda estava se recompondo no quarto, estávamos a sós na sala e o amigo do meu pai se sentiu à vontade pra abrir as pernas e jogar o pé esquerdo no meu colo, seu corpo ainda quente e transpirando do sexo recente. Notei o volume graúdo ressonando entre suas coxas, olhei pra ele e o safado estava me olhava em silêncio, como se pudesse me ler e enxergar dentro de mim sem dificuldade.

- Que foi, Tomás? – ele falou baixinho.

- Que foi o quê? – me fiz de bobo.

- Tá me olhando por quê?

- Porque... Tô olhando, ué. Não posso?

- Quer olhar? Pode olhar. – o filho da puta tirou a blusa de botões, exibiu o peitoral cabeludo e meus olhos automaticamente escorregaram em direção aos mamilos durinhos, mais escuros que seu tom de pele claro.

Perdi a voz. Lembro da “Sessão da Tarde” rolando na TV, da porta do quarto da minha tia fechada e daquele macho me entorpecendo com muitos odores e aromas diferentes. Enquanto o sol da tarde queimava nucas na rua e refletia no chão da laje de casa, Omar cozinhava minha respiração com seu cheiro de paizão de família cansado do trabalho, exausto de passar o dia rodando no táxi, mas relaxado por ter esvaziado o saco minutos atrás.

- Eu... – minhas mãos tocaram seu pé no meu colo, eu senti a quentura deles e o perfume sincero.

- Fala, moleque. – ele provavelmente percebeu minha tensão.

- Você... – mas minha voz não saiu, a única coisa que eu fiz foi apertar a sola do pé dele e sentir a tração, a rigidez seguida da maciez.

Foi um desafio descobrir qual detalhe mexeu mais com a minha imaginação. Eu sabia que o amigo do meu pai era casado, sabia que ele não podia ver um rabo de saia e também tinha plena noção de que o negócio dele era mulher casada, o foda é que eu era um novinho de 18 anos cheio de curiosidade, muito atiçado por masculinidade e diante de um coroa imponente e peludo que exalava virilidade em cada canto do corpo.

- O gato comeu tua língua? Behehe... – ele dobrou o pé entre minhas mãos e prendeu os dedos nos meus.

Tem noção de que até o chulé de um puto desses é suculento de sentir? A quentura física passou pra mim, meu pau endureceu violento e fui obrigado a tirar o pé do Omar do meu colo, caso contrário ele teria percebido o estrago que fez. A sorte é que a porta do quarto da minha tia abriu, ela veio pra perto de nós e o taxista tratou de se arrumar no sofá: calçou os sapatos, vestiu a blusa, fechou as pernas. Depois me olhou, deu a piscadela com o olho direito e se despediu.

- Vou lá, meus queridos. Qualquer hora apareço aí.

- Um beijo, compadre. – tia Jurema se despediu.

- Vou cobrar as aulas de direção, viu? – falei.

- Pode cobrar, senão esqueço. Fui.

Numa das vezes que meu pai desembarcou e ficou um mês em casa, ele, Omar e os amigos marcaram de viajar e passar um fim de semana em Saquarema, na Região dos Lagos. De vez em quando eles planejavam essas viagens, mas nunca deixaram eu ir quando era mais novo, só que eu cresci, cheguei à maioridade e o coroa liberou.

Nos organizamos pra sair de madrugada e pegar a ponte cedo, sem trânsito, então o Omar achou mais prudente dormir lá em casa e até hoje tenho lembranças dessa noite quente em Jardim América. Foi bem na época que a tia Jurema começou a discutir com ele e a reclamar de ser amante. Ela bateu a porta do quarto e não deixou o coroa entrar, daí o coitado teve que dormir no sofá e eu fiz companhia até tarde.

Como meu pai era o motorista da viagem, ele deixou as malas prontas, foi dormir cedo e restamos apenas eu e o garanhão bebendo cerveja na sala. Eu já estava altinho e gamado no peitoral cabeludo, especialmente quando ele vestiu a samba-canção e ficou com o bichão balançando solto, sem cueca por baixo.

- O que rolou entre você e minha tia? Brigaram? – puxei assunto enquanto enchia nossos copos.

- Ah, Tomás, tua tia... Tua tia... – ele suspirou, brindou o copo cheio no meu, recostou na poltrona e jogou o pé no meu colo, como da outra vez. – Jurema cansou de ser a outra. Ela quer que eu termine o casamento e venha morar com ela, pode uma coisa dessa?

- Você sabe que ela gosta de você, não sabe?

- Claro que sei. Mas as coisas não se resolvem assim, num estalar de dedos.

- Você vive com ela há anos, cara. Não começaram a se ver ontem. Ela pode estar cansada de ficar só com o resto de outra pessoa, já pensou nisso? Alguma vez você já dormiu com ela, tipo passou a noite junto? Acordou do lado dela? Ela sente falta. – apertei seu pé e iniciei uma massagem simples.

Ele parou, pensou, olhou pro teto e respirou fundo. Virou mais goles da cerveja, enxugou o suor escorrendo na testa e sem querer mostrou o sovacão cabeludo. Por fim, Omar mordeu o beiço inferior, ergueu uma sobrancelha e respondeu.

- Poderia dormir com ela hoje, agora, mas ela não quis. – desabafou.

- Poderia. Mas ela não quer dormir com você só por causa da viagem, só porque você precisa. Ela quer dormir com você porque te ama, tio. Sem se preocupar com a outra, sem ser plano B. Pior é que cê sabe disso, não é novidade. – minha mão subiu pra canela cheia de pelos, chegou na lateral da coxa e eu senti o início da samba-canção dele.

- É... Tu tem razão. – ele cruzou os braços, olhou pra minha mão e gostou do carinho que recebeu.

Quando dei por mim, meus dedos ameaçaram entrar na folga do short de dormir, eu voltei à realidade e vi Omar de pernas abertas, com cara de pidão, carente e precisando de atenção. Ele tomou os últimos goles diretamente na boca do latão, depois amassou a lata e jogou no tapete, deu um arroto honesto e se desculpou.

- Foi mal. Falta de educação.

- Que nada... Você sendo você, tô acostumado.

- Tu é o único que ainda tem paciência pra mim, sabia?

- Ah, sou? – fiquei sem graça e o rosto avermelhou de vergonha.

- É... – ele apertou minha mão na coxa e alisou meus dedos.

O toque dele se deu a poucos centímetros do volume na roupa, deu pra sentir a quentura do Omar passar pra minha pele. Eu vi o exato momento que os mamilos dele endureceram, o sacana tirou a mão da minha, relaxou no sofá e me deixou à vontade pra continuar tocando onde quisesse, mas eu travei. O jeito como ele me olhou, o calor do último minuto, o silêncio entre nós, seu colo aberto pra mim, minha mão na coxa dele...

- Acho melhor eu dormir, senão não vou acordar pra viajar. – disfarcei.

- É... Também vou tirar um ronco, moleque. – ele se esticou, botou ambos os pés sobre as minhas pernas e eu fiquei vidrado nos espaços entre os dedos.

Era como se cada centímetro do Omar transpirasse testosterona da forma mais natural possível, acho que nem ele se via da maneira como eu o via. Seus pelos, veias, o cheiro muito honesto de orvalho masculino, o mormaço amargo que o rodeava, sua aura de pai de família charlatão, daqueles que têm esposa em casa, mas traem na rua... Os detalhes se sobrepunham em camadas e todas elas resultavam no taxista mais gostoso que eu já conheci, o melhor amigo do meu pai.

- Boa noite, tio. – me despedi.

- Boa, Tomás. – ele acenou do sofá e se cobriu com o lençol.

Apaguei a luz, fui pro quarto, deitei na cama e tentei dormir. Levei uns dez minutos pra perceber que precisava mijar, a bexiga encheu e lá fui eu levantar pra ir no banheiro. Quando cheguei no corredor escuro, a visão que tive do canto da sala fez meus pés travarem no chão e o corpo tremer: Omar tava deitado no sofá, um pé apoiado na mesinha de centro, o outro pra cima do encosto traseiro e a mão acelerada dentro da samba-canção.

Havia um tumulto na roupa dele e, julgando pela cara de aflição e de ternura, ficou evidente que o sem vergonha também precisou esvaziar antes de dormir, mas não a bexiga. Não deu pra ver exatamente as intimidades do tio Omar, mas eu tive vislumbres dos dedos dos pés se espaçando novamente, da mordida de boca, dos olhos revirando, do corpo suando e das axilas chorando, assim como testemunhei os gemidos contidos desse homem e vi quando ele nutriu a samba-canção com o mais puro suco das bolas.

- SSSSS! Huumm... – ele teve que morder o lençol pra não gemer alto demais.

O tecido encharcou de dentro pra fora, de repente transpareceu aquele escarro branco e as costuras sumiram no leitinho que minou da pica. O cafajeste não precisou de incentivo, revista, celular, pornografia, nada, foi só ele, a mão, a rola e a própria mente trabalhando pra esvaziar o tanque.

A distância da minha tia provavelmente estava acabando com ele, o quarentão vira e mexe reclamava que o casamento com a esposa já quase não tinha sexo e eu pensei nisso tudo enquanto espionava ele sujar a mão de gala no sofá da minha sala.

- Mmm... – Omar terminou o serviço e ficou largadão na poltrona, com cara de extasiado.

Me mandei pro banheiro sem ele ver, observei meu reflexo no espelho da pia e ainda estava pálido, de coração acelerado depois daquele flagra delicioso no meio da madrugada. Não dava pra acreditar no que vi, pena que já cheguei no final da punheta. Pensativo, parei diante do vaso sanitário, pus o pau pra fora e comecei a mijar, foi aí que o coroa chegou de surpresa, entrou e não conseguiu segurar, ele teve que sacar a pistola e largar o mijão em cima do meu.

- Quase mijei na sala, moleque. Caralho! Hmm...

Eu não sabia se olhava pra mangueira morena soltando mijo do meu lado ou se reparava no estado meia bomba de quem tinha acabado de ejacular firme. E o cheiro de leite marinado recém cuspido pelo sacão? Ainda bem que não abri a boca, ou então eu teria gaguejado à beça. Mesmo tentando disfarçar, meus olhos não saíram do cacete longo e macio. Pentelhudo até o talo, cheirosão, com a cabeça puxada pro rosa e em contraste com o couro marrom.

Havia rastro de gala no púbis, nas coxas, no short de dormir, na barriga e entre os dedos do Omar, ele fez uma lambança e tanto pra se aliviar. O mais gostoso nisso tudo é que, apesar da nossa intimidade, ele ficou meio constrangido de mostrar a mão melecada de porra e essa foi a primeira vez que vi o macho malandrão acanhado por alguma coisa. Só que ele não pôde disfarçar o cheiro de cloro vivo que tomou conta do banheiro e entupiu minhas narinas.

- Agora sim eu vou dormir. Vou lá.

- Vai, moleque. Até daqui a pouco. – o coroa sacudiu a tromba na hora de acenar.

- Até. – tive que fazer um esforço consciente pra sair daquele banheiro.

Se já fiquei tenso, intrigado e curioso assim com esses poucos contatos íntimos com o tio Omar, você não imagina como fiquei quando chegamos na praia de Saquarema, ele arriou o calção e jogou a sunga branca volumosa e pesada pra rolo. Na boa, nem sabia que era possível alguém ficar zonzo só de olhar pra outra pessoa, mas foi o que aconteceu comigo. De repente foi o sol na cabeça e a pouca água que bebi ao longo do dia, não sei.

- Tudo bem, Tomás? – ele falou comigo quando viu minha cara branca.

- T-Tudo. Eu só... – abri a primeira garrafa d’água que achei no isopor e tomei quase toda de uma vez. – Calor da porra, né?!

- Ô, calor. Hehehe! – o sacana mostrou os dentões e perdeu a mão no vão entre as pernas, pro meu terror.

Que desafio conviver no mesmo ambiente que esse macho e com ele tão à vontade pra exibir os contornos e dobras da rola na sunga. Imagina um coroa magro, pardo, barbudo e peludão relaxado na praia, toda hora beliscando o piru e desafogando o elástico da roupa de banho do meio da virilha. Você faz o máximo possível pra não passar a tarde manjando esse cara, mas seus olhos são bilhas de ferro e a mala gorda na sunga dele é um grande ímã. Quem resiste?

Nunca me esqueço da hora que o Omar se jogou na cadeira de praia e teve que ajeitar as bolotas pra não sentar em cima delas sem querer, de tão avantajado que era. Dava pra chamar de nozes, eram maiores que ovos de galinha da granja. Pra você ter ideia, até os outros amigos que estavam com a gente tiravam com a cara do taxista por causa do tamanho da chibata, mas a verdade é que ele tinha o corpo feito em detalhes graúdos.

Seus pés eram pranchas largas de homem que passa o dia pisando nos pedais da embreagem, do acelerador e do freio do táxi. Os espaços magros entre cada dedo acumulavam o suor vencido e o orvalho amargo que ele exalava naturalmente depois de um dia inteirinho no banco do Passat. Suas mãos eram forjadas dos calos provenientes da marcha e do volante do carro, tão quanto a coluna já era curvada no formato do assento. Ainda assim, as marcas do trabalho, do sol e do tempo não tiravam a imponência do peitoral cabeludo, a tração das coxas e o desenho das veias grossas cruzando o corpo de cima a baixo.

Às vezes meu pai levantava pra dar um mergulho com os colegas, Omar via que eu tava sozinho na areia e sentava do meu lado pra me zoar. Ele apertada o dedo indicador no meio do óculos de sol, abaixava no nariz e me olhava por cima deles, na intenção de deixar claro que sabia pra onde eu estava olhando.

- Qual te interessou mais, o moreno ou o loirinho? – ele perguntou.

- Para de graça, tio. Me deixa. – banquei o inocente.

- Fala, desenrola. Tô de olho no senhor, eu observo tudo.

- Sei...

- É sério. Pode falar, conta comigo. Qual dos dois?

- Ah... O moreno é meu número. Hahaha.

- Tu gosta de moreno?

- Gosto muito.

- Mas moreno claro ou moreno escuro?

- Moreno pardo, que nem o senhor. – alisei seu braço, senti a quentura da axila cabeluda e ele sorriu de mostrar os dentes.

- Quer dizer que tu curte moreno que nem eu? – Omar mordeu o beiço, apertou a pica na sunga e aproveitou que meu pai tava na água pra roçar a barba no meu ombro.

- Calma aí, isso dá nervoso. Hahaha!

- Tu gosta de moreno, né? Hehehe! Moleque levado.

Só Deus sabe o quanto eu cheirei a sunga desse homem depois que fomos pra casa de praia. Nessa altura do jogo, eu não tinha apenas uma atração pelo melhor amigo do meu pai, mas sim um tesão imensurável. Imaginava Omar em cima de mim, queria que ele fizesse comigo tudo que fazia com a tia Jurema dentro do quarto e mais um pouco. Meu corpo transpirava só de pensar nele, o coração acelerava e a punheta já não aliviava, eu precisava senti-lo arder em mim.

Na última noite em Saquarema, domingo, todo mundo voltou cedo da praia e geral dormiu antes da meia-noite, pois a volta pro Rio tava prevista pras cinco da manhã. Eu tinha bebido bastante, o fogo no cu não me deixou dormir e levantei da cama pra procurar o que fazer. Pensei que encontraria o tio Omar acordado, mas ele roncava no sofá e isso me desanimou, foi aí que tive a ideia de dar um rolé na orla. Saí, vi algumas pessoas fumando erva no calçadão, comprei um açaí, troquei olhares com o mesmo moreno que vi na praia outro dia e acho que ele retribuiu.

Quando pensei em voltar pra casa e entrei na rua, quem eu vejo andando na minha direção? O moreno com pinta de surfista. Parei no portão, ele passou por mim, andou alguns metros e virou pra trás pra me encarar. Apertou a pica na bermuda, parou de andar, eu hesitei na calçada e o bonitão deu um passo atrás. Foi tudo muito rápido e espontâneo, nem tive tempo de ensaiar as respostas.

- Qual foi...? – ele quis saber.

- Você é bonitão, hein. Porra... – acho que ainda tinha álcool nas minhas veias, saiu automático.

- De que adianta ser bonitão se não tem ninguém pra mamar? – o gostoso afofou o piruzão de novo, me olhou e riu.

- Seus problemas acabaram. Chega mais. – respirei fundo, tomei coragem, abri o portão da casa de praia e entrei.

Pensei que ele não levaria a sério, mas Victor me seguiu, pareceu acuado de estarmos ali e tentou não fazer barulho nem nos próprios passos. Ele devia ser pouca coisa mais velho que eu, talvez 22, 23 anos, do corpo esbelto e puxado pro malhadinho. Cerca de 1,80m, pele morena, cavanhaque de safado no queixo e pegando no bigode, trajado só na bermuda tactel, relógio de pulso, boné na cabeça e correntinha militar no pescoço.

- Tá sozinho?

- Não, nem posso demorar. Se alguém acordar, tô fudido.

- Show, também não posso. Vem cá. – ele me pôs de joelho atrás do arbusto do jardim, desceu a bermuda e eu não perdi tempo cheirando sua maresia masculina de praia, apenas abri o bocão e fui de língua na caceta.

Não era imensa e megalomaníaca que nem a do tio Omar, mas posso confessar uma coisa? Só mamei o Victor nessa noite porque fiquei com muito fogo de fazer algo com o amigo do meu pai. Não que o moreno não fosse bonito ou atraente, é só que eu não teria saído pra rua se tivesse rolado alguma coisa com meu taxista favorito. O que importa é que o pau cresceu na boca, chegou nas amídalas e o safado gemeu quando dei as primeiras engasgadas na cabeça.

- SSSS! Boquinha nervosa, tu mama melhor que a minha mina.

- Você tem mulher, seu puto?

- Tenho. Minha fiel. Isso aqui é só diversão, só. Gehehe! FFFF! Mama, quero ver. Enche a boca, viado! – abriu a mão atrás da minha cabeça, controlou a profundidade e me guiou no sexo oral.

Minha rola endureceu, comecei a me masturbar enquanto mamava e duas coisas aconteceram ao mesmo tempo: primeiro, Victor se descontrolou e engrossou além da conta em direção à minha goela; segundo, a porta da sala abriu e Omar deu as caras no quintal. Seus olhos encontraram nós dois atrás da moita, o morenão delirou com a ideia de ser flagrado e atingiu o orgasmo sem avisar. A tensão foi tão escrota que ele espirrou os jatos de gala no meu rosto, subiu a bermuda às pressas e correu pra sair o mais rápido possível.

- Misericórdia, tio Omar! Não sei o que dizer, eu posso explicar! Não conta pro meu pai, é tudo que eu peço! – só faltou eu ajoelhar e implorar.

- Não vou contar. Faz parte. Tu tem tua vida, tu também faz sexo.

- Juro que foi sem querer! Fui na rua dar uma volta e-

- Ô, ô! Calma lá. Relaxa, já falei. Confia em mim.

- Eu confio, mas é que... Aff, que vergonha! Nunca me imaginei conversando essas intimidades contigo. – fiquei vermelho fácil.

- Vergonha do quê? Tu contou quando comeu a primeira mulher, por que não contaria dos homens?

- Ah, é que sei lá... Tô encabulado depois desse flagra. – fechei o portão e fui de encontro a ele na varanda.

- Já mandei relaxar. Heheheh. Acontece. Se for parar pra pensar, tu também já me flagrou com a tua tia.

- Sim, mas nunca vi com meus próprios olhos. Não foi um flagra, FLAGRA. Você não, você me viu ali ajoelhado e de boca na botija.

- E que se foda, moleque. Já vi de tudo nessa vida. Rodo tudo quanto é lugar de táxi, tu não sabe?

- Eu sei, mas eu sou filho do seu amigo. Não sou um estranho que você vai esquecer amanhã, é diferente.

- Para de drama. Te conheço, Tomás. Sei do que tu gosta e não é de hoje. Se teu pai não sabe, eu sei. – ele passou o braço por trás dos meus ombros, me abraçou de lado e me conduziu da varanda pra sala.

- Sabe mesmo?

- Ô, se sei. Vem cá, vamo conversar. Me fala, gostou de mamar pica?

- Pelo amor de Deus, tio Omar! Para de zoar, eu sou tímido. Bahaha!

- Não tô zoando, tô curioso. Tu não gosta?

- Bom... Gostei. Gosto. – admiti.

- O quê que tu sentiu quando tava chupando o surfista?

- Ah... Sei lá, um calor. Um prazer, sabe? Tesão mesmo. Homem é diferente de mulher, é uma energia diferenciada.

- Ficou de pau duro, né? Heheheh!

- Lógico. Hahaha!

- E o cuzinho, piscou? – ele levantou a mão em direção ao meu peito, beliscou meu mamilo de leve por cima da blusa e isso fez minhas pregas praticamente mastigarem o short.

- FFFF! Porra, tio! Cê tá querendo me testar...

- Que foi, é teu ponto fraco? Eheheh! Parei. – e tirou a mão de mim.

Mas agora era tarde, meu rabo já tava pegando fogo depois da intimidade.

- Então quer dizer que tu caiu de boca no surfista e gostou?

- Gostei. Tudo bem que poderia ser um pouco maior pra caber na boca toda, mas eu não ligo tanto pra essas coisas. E ele é lisinho, prefiro quando o cara não raspa os pentelhos.

- Maior como? Tipo assim? – ele pegou minha mão e levou no volume do short.

- Caralho, tio Omar... – apertei o malote e meus dedos simplesmente não fecharam. – Puta merda!

- Tu disse que prefere maior. Maior desse jeito?

- É, mas o seu é... Grande! Grosso! Pesado! Porra, que isso!

- Hehehe! E peludo? – aí pôs meus dedos pro lado de dentro do short e me deixou tocar seu púbis cabeludo.

Foi a primeira vez que senti a jeba do coroa em meus dedos. A intenção era que eu sentisse apenas a pentelhada, mas eu precisava sentir a base, o comprimento, a espessura, a textura, a temperatura, o cheiro, tudo, então alisei, apalpei, apertei, segurei, amassei na mão e vi os bicos do peito dele intumescerem novamente. O cheiro do orvalho masculino cresceu junto com a pica, de repente Omar ficou grandão na palma da minha mão e eu suei frio, me controlei pra não ajoelhar.

- Tomás... – ele percebeu minha curiosidade tomando forma no início da punheta, fechou os olhos e respirou quente. – Moleque... Se alguém acorda agora...

Escutamos barulho dentro de casa, tirei a mão da bermuda às pressas e ele se mandou pro outro lado da varanda. Eu bem queria ter continuado o que começamos nessa madrugada em Saquarema, mas a tensão e a apreensão foram maiores, não tivemos coragem de ir além e o medo do meu pai ou de alguém acordar venceu.

Fui dormir seco de vontade e de desejo, voltei pro Rio sem realizar o sonho e confesso que até me vi impaciente na rotina do dia a dia.

Quando foi uma quarta-feira dessas de meio da semana, o Passat velho parou na calçada lá de casa e eu tava chegando da rua no minuto que avistei aquele taxista barbudo e suado fumando no banco do motorista, com o cotovelo pra fora da janela, o sorriso malandreado nos lábios morenos e o olhar torto pra cima de mim.

- Olha ele aí. Quem é vivo sempre aparece.

- Fala, moleque. Tua tia tá em casa?

- Tá, sim. Veio comer um dos bolos que ela gosta de fazer pra você? – brinquei.

- Bolo, só se for o que ela tá me dando.

- Vish... Ainda tão brigados, Omar?

- Brigados não. Terminamos.

- SÉRIO? – não acreditei.

- Sério. Tem um tempo, antes da viagem. Tu não lembra que ela nem deixou eu dormir no quarto?

- Lembro, mas achei que vocês ainda tavam se resolvendo. Caramba, que chato... – me curvei, apoiei na janela dele e o encarei, sem pressa pra falar. – E você?

- Eu? – ele retribuiu o olhar terno, tragou o cigarro e soltou a fumaça sem parar de me olhar. – O que tem eu?

- Como que o bonitão tá fazendo pra aliviar? – olhei entre suas pernas, manjei na cara de pau e ele riu.

- Tá preocupado com o tio? Me respeita, moleque. Heheheh!

- Corta essa. Te contei da minha intimidade, nada mais justo do que você compartilhar a sua. Agora que minha tia não tá dando ideia, tá comendo aonde? Em casa?

- Tô comendo nada.

- Porra... Que barra.

- É foda. Mas de vez em quando dou uma esvaziada no tanque. Tem que ter, senão eu surto.

- Saquei. E esvazia como?

- Como? – ele fez que não entendeu.

- É. Como você esvazia o tanque, se não tá rolando em casa e nem com a tia Jurema?

Omar coçou o saco, despreguiçou o corpo no volante, estalou o pescoço, matou o cigarro e me olhou.

- Entra aí.

- É o quê?

- Vou te ensinar a dirigir, bora. Tá na hora.

- Já é! Vou só deixar a mochila ali dentro, pera.

Corri na sala, larguei a bolsa e voltei correndo pra aprender a dirigir com o taxista mais gostoso de Jardim América. E é por culpa de todo esse contexto que cá estou eu falando do meu gosto pessoal pela tarde, pelo período vespertino e todo o suor que escorre sob o céu degradê do crepúsculo. Foi numa tarde quente e abafada no subúrbio carioca que o amigo do meu pai cansou de trabalhar, me buscou em casa e resolveu que eu tinha que aprender a passar a marcha, a pisar fundo no acelerador.

- Antes de tudo, tu tem que entender o que cada pedal faz. Embreagem, freio e acelerador, tá vendo ali? – ele tirou os sapatos sociais, ficou só de meias e apontou pros pés nos pedais.

- Sim. Tenho uma ideia do que eles fazem, mas nunca vi na prática. – tentei focar nas instruções, porém o cheiro do chulé orvalhado e amargo me desnorteou, tomou minha atenção.

- Toda vez que for passar a marcha, tem que pisar na embreagem. Assim, ó. – Omar executou as ações, sua mão grossa se fechou no câmbio do Passat e o visual rústicos das veias me seduziu.

Até a mancha de umidade que a transpiração dele deixou na marcha foi demais pra mim, sua quentura me batizou em testosterona vencida. Eu peguei no câmbio pra imitar a passada do ponto morto pra primeira, ele pôs a mão sobre a minha e nossos dedos se cruzaram de uma forma que até hoje eu sinto a textura e o tato desse homem em mim.

- Tá sentindo, Tomás?

- Tô! Dá pra sentir tudo... O carro todo na minha mão.

- Tudo na tua mão, moleque. É pra sentir. Sinal de que você tá no controle do veículo.

Nossa trilha sonora foi o som dos carros e motos no engarrafamento da Via Dutra, com a pressa coletiva que forja o tráfego em horário de pico, as pessoas querendo chegar em casa e aquela sensação emergente de que a vida está acontecendo a todo momento, como se cada minuto preso no congestionamento fosse tempo desperdiçado. Hora do rush no Rio de Janeiro, mas eu e tio Omar mergulhados no nosso mundinho no Passat.

- Primeira. Segunda. Terceira. Quarta. Quinta. Ré. São cinco, mais a ré. Pegou? – ele abriu as pernas no banco do motorista, encostou o joelho no meu sem querer, mudou as marchas e esbarrou a mão na minha coxa.

- Peguei. – eu o imitei na troca de marchas e deixei a mão alisar sua perna, retribuindo o toque que o safado me deu.

- E a ré?

- Também. Essa aí eu nunca esqueço. – foi minha vez de pôr a mão na dele no câmbio do carro.

A gente se olhou e o tempo parou. A Voz do Brasil rolando na rádio, cheiro de motor na Linha Amarela, a Avenida Brasil parada e os vendedores ambulantes circulando na pista, matando o leão de cada dia. É fascinante saber que, não importa a hora e não interessa a ocasião, tem homens sendo homens em qualquer lugar que você olhe. Na favela, no asfalto, na praia, no campo, nas ruas, nos prédios... Homens fazendo o que fazem de melhor: exercendo a própria masculinidade.

- Tomás? – ele me olhou e não entendeu a razão do meu olhar fixado em seu antebraço grosso, peludo.

Como explicar pro melhor amigo do meu pai que ele não precisava fazer absolutamente nada pra captar minha atenção? Como dizer pra ele que bastava ser ele próprio e já teria meus olhos pra sempre? Seu cheiro natural, sua mera existência olhando pro nada dentro daquele táxi velho, a barba por fazer, o olhar torto, as veias bombeando sangue, a tensão estalando entre nós, minha mão tocando seu antebraço e deslizando em cada pelo, cada gotícula de suor, cada célula... Cada microdetalhe que cabe num universo rico chamado Omar.

- Por que tu fica me olhando assim? – ele fez a pergunta e eu decidi que o macho merecia uma resposta digna.

- Eu te olho porque você é o homem mais gostoso que eu já vi na minha vida. Minha vontade é dar um beijão nessa boca sua, mas te respeito e nunca quero perder sua amizade, nem sua presença do meu lado. – chumbo grosso, caprichei no tom.

Ele reagiu sem palavras. Saiu do trânsito do Trevo das Margaridas, parou no acostamento, me olhou BEM sério e fechou a cara.

- Sua vontade é o quê?

- Minha vontade é sentir seu cheiro no meu corpo, Omar. Seu peso em cima de mim, você me fazendo homem. Mas como seu negócio é mulher, melhor a gente trocar de assunto.

- É, melhor mesmo. Bora mudar de papo, senão... – olhou pra baixo e só então eu percebi o volumão atordoado entre as coxas, deformando a calça social preta.

- Tio Omar! Que isso, tá animado?!

Eu sou fã absoluto da tensão sexual que explode do meio do nada, durante a correria do dia a dia e sem prometer. Uma tensão que nasce do crepúsculo e da afobação que os homens sentem na hora de voltar pra casa; uma magia de cor alaranjada que acontece entre 17h45 e 18h30, sobretudo em horário de verão e debaixo de um céu que parece obra de arte.

- O que tu falou aí, Tomás... O que tu disse não se diz pra homem nenhum. – ele apertou as mãos no volante.

- Que eu quero te beijar? Mas eu quero, ué. Vou mentir?

- Então vem logo, porra. Vai ficar só falando? Vem e beija.

Sabe quando você escuta algo inesperado e leva vários segundos processando a informação até a ficha cair? Foi mais ou menos isso. Essa foi a minha leve dose de dopamina no meio do entardecer, a pancada de testosterona que amorteceu meu cérebro, diminuiu o ritmo acelerado do mundo ao redor e me fez pular no colo do meu tio. Ele chupou meu beiço, mordeu, sua língua atropelou a minha, nossos rostos dançaram em movimentos casados e eu senti a pica pulsar sob o rabo.

- Boca gostosa! Tu não sabe como eu senti inveja daquele surfista lá.

- Por quê?

- Porque ele te pegou e eu só fiquei olhando.

- Ah, se você soubesse quantas punhetas eu já bati pensando em você, Omar... Hahahah. Bom que a gente tá aqui agora. Vou te aproveitar. – puxei pro beijo e grudamos os rostos de novo.

O gosto de café passou da língua dele pra minha, sua barba pinicou meu queixo, causou nervoso e eu me soltei cada vez mais. Senti as mãos apertarem minhas nádegas, teve uma hora que as bocas desgrudaram e ele escorregou o beijo pro meu pescoço, onde deixou sua marca e tatuou minha pele com os dentes.

- SSSS! Que nervoso da porra! – arrepiei.

- Se abre pra mim, fica com medo não. Deixa eu entrar.

- Claro que deixo, quero fazer isso há muito tempo.

- Desde Saquarema que tu não sai da minha cabeça, Tomás. Se teu pai descobre...

- Ele não precisa saber. Meu pai quase não fica em terra, vive embarcado. – meu dedo desceu no mamilo dele, sua mão encontrou meu peito e trocamos carícias enquanto nossas línguas se alongaram no boca a boca.

- Melhor a gente parar com essa merda, moleque. Tenho idade pra ser teu pai.

- Tem, mas não é. Mandou eu beijar, agora vai se arrepender?

- Nunca! Quero mais é beijar, seu porra! – ele segurou meu rosto, socou a língua dentro da minha boca e me lambuzou de saliva, sem nojo ou frescura.

Quanto mais o beijo se desenrolou, mais a trolha cresceu na minha bunda e não aguentou continuar presa na calça social. Eu também não suportei passar mais tempo apenas sentindo o latejar, tive que encher a mão nela e abrir o zíper pra libertá-la. Nunca havia visto a piroca do Omar em plena ereção e confesso que fiquei constrangido com a beleza e a envergadura dela. Era LINDA! Muito bem feita, a glande estufada, rechonchuda e parecendo um coração batendo, de tão viva.

- Certeza que tu quer fazer isso aqui?

Nem perdi tempo respondendo. Abaixei, passei a língua na cabecinha, envolvi ela, agasalhei e fui engolindo centímetro por centímetro, devagar e sem pressa. O fato de eu mamar no acostamento e no passar de vários carros deu a maior adrenalina, mas nada e nem ninguém me impediu de realizar o sonho de finalmente pagar o boquete que o amigo do meu pai tanto merecia.

- FFFFF! Cacete, moleque! – ele se esticou no banco, seus pés contorceram e os dedos espaçaram.

Eu não sabia se minha tia, se a mulher dele e se as piranhas da rua davam aquela atenção dedicada e aveludada, então eu mesmo dei, afoguei até o talo no caralho e só me contentei quando o nariz afundou na raiz dos pentelhos. Aí respirei fundo, a quentura amarga com tons de orvalho saturou minha respiração, meu queixo tocou no saco fanfarrão do Omar e ele disparou pulsadas na minha garganta.

- Num falei que tu é o único que tem paciência pra mim? SSSS! Só você!

- Gmmm! Você é o macho dos meus sonhos, tio Omar. Sempre te desejei.

- Fico doido quando tu diz que eu sou teu macho. Hmm!

- Meu macho, meu homem. Sou gamado em você.

Cuspi na caceta e deixei minha saliva escorrer nela inteira, da cabeça ao talo. Caí de boca logo em seguida, tomei minha baba salgada e amarga, espanei a glande na língua e botei o coroa arrepiado, na ponta dos pés com o bola gato dedicado. O sem vergonha despreguiçou o corpo quando fiz gargarejo na ponta da cabeça e apertei seus culhões.

- A gente tá no meio da avenida, moleque! SSSS!

- Quer que pare? É só falar que eu paro.

- Para não, pode mamar. Se lambuza, guarda tudo na boca. FFFF!

- Tá gostando?

- Tesão demais! Mmm! – ele jogou os braços pra trás do banco e mostrou as axilas úmidas de suor.

Cheirei as duas, lambi seu peitoral cabeludo, suguei os mamilos e ele quase derreteu na minha sucção. Com o banco recostado, ganhei espaço e fui além da pica. Meus lábios alcançaram os bagos, primeiro abocanhei um e depois o outro, porém foi difícil permanecer com ambos ao mesmo tempo dentro da boca.

Omar se soltou no meu veludo, continuei adiante e desci a língua entre as pernas dele, dei-lhe uma boa sugada no períneo. Quando cheguei embaixo do sacão, ele...

A continuação tá lá no Privacy. Essa história se chama "ENQUANTO O SOL SE PÕE NA CIDADE...".

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