Parte 2.
Na manhã seguinte, acordei primeiro e fui preparar o café. Eu gosto de fazer o café, pois regulo a quantidade de pó exato para dar aroma e corpo. Adoro café. Comecei a manhã comendo mamão, prefiro frutas na primeira refeição, e deixei pão na torradeira pois sei que a Lisiane adora pão torrado com manteiga e geleia de amoras. Mas notei que ela estava demorando para vir à copa. Fui até ao banheiro e vi que ela estava no chuveiro, se depilando. Na hora não liguei muito, pois sei que a Lisiane se cuida bastante. Só quando ela apareceu na copa-cozinha, com uma saída de praia clarinha, cor de champanhe, de tecido bem delicado, eu notei que por baixo, ela usava um biquíni bege com tirinhas cor de rosa de dar laços laterais. Nunca tinha visto aquele modelo, era bem pequenino e perguntei:
— Biquíni novo?
— Sim, comprei pela internet, alguns modelos, antes de viajar, mas ainda não tinha usado. É da W.W. que eu adoro. Aqui eu posso usar sem ser julgada. É o modelo Summer Daisy. Resolvi provar hoje.
Eu notei que era pequeno, de amarrar e sutiã triangular. Lisiane ficava linda com ele. Achei ótimo. Esperei que ela tomasse o café com as torradas, comesse uma fruta, e fui vestir uma sunga e uma bermuda para irmos à praia. Reparei que ela havia pintado as unhas dos pés e das mãos com esmalte clarinho, quase branco, como eu adoro. Como ela tem pés muito bonitos, pequenos e delicados, ficava muito sexy e eu admiro demais. Calçou as sandálias de borracha brancas e pegamos nossas coisas para levar.
Da casa até na praia são apenas 80 metros de caminhada, sendo 30 metros para cruzar a avenida e o parque de estacionamento, e 50 metros são só do passadiço de madeira sobre as dunas, até na praia. Eu levava uma pequena caixa térmica com garrafas de suco e água, e alguns snacks para trincar e evitar a fome até à hora do almoço.
Saímos do passadiço, descalçamos as sandálias de borracha, e entramos na areia, andamos mais uns quarenta metros da faixa de praia, até chegarmos na beira da água. Depois viramos para a esquerda e seguimos caminhando perto da água, por uns 300 metros, nos afastando da área mais frequentada.
Fomos indo para uma área mais deserta, tendo atrás de nós umas dunas mais altas e uma área verde do parque que era uma reserva natural. Era um trecho da praia com menos pessoas.
Ali era a parte onde os banhistas que gostavam de mais tranquilidade ficavam, pois por ser mais distante do passadiço que levava à praia, era menos frequentada. Sem falar que devido à reserva natura, formava um trecho de praia com ventos, e alguns praticantes de Kite Surf aproveitavam aquela zona. A Lisiane estendeu sua toalha sobre a areia, despiu a saída e se acomodou para se bronzear, como ela gosta. Reparei que o biquíni era mesmo exatamente o mínimo de tecido capaz de cobrir sua xoxota e os seios médios. Eu deixei as coisas que levava, retirei a camiseta e disse que ia dar uma caminhada pela praia.
Saí para a esquerda e fui andando. Naquele horário da manhã, a praia ainda não tinha muita gente. Conforme eu me afastava, ficava mais deserto. Andei uns dois quilômetros, e resolvi voltar. Tinha passado uns trinta minutos. Quando eu estava já me aproximando do local onde a Lisiane estava, talvez faltando uns 500 metros para eu chegar, vi que ela havia entrado no mar, para se refrescar. E percebi que um homem vinha andando pela beira da água, se aproximava e entrada no mar andando na direção dela. Resolvi ficar de longe para ver o que acontecia. Me sentei na areia e fiquei como se fosse um banhista qualquer. De longe eles não me notaram. Vi quando o rapaz chegou perto da Lisiane e ela o cumprimentou com um aceno. Ele se aproximou mais e ficou a um metro dela conversando. Lisiane tinha água pela cintura. Ela se abaixava para se molhar. Ele fez um sinal apontando para um ponto mais à frente, e foi andando, e a Lisiane o foi acompanhando, até ficarem com água pela altura do peito. Mas, naquele dia o mar tinha umas ondas mais fortes, e vi que ela se desequilibrava, e pedia para que ele lhe desse a mão, e pouco depois deve ter pedido para que ele a tirasse dali. O rapaz atendeu, estendeu o braço, deu a mão para ela e a puxou. Eles foram saindo da água em direção à areia, e caminharam para a toalha onde ela costumava se deitar. Depois, ela e ele ficaram de pé, conversando um pouco. Talvez, cerca de dez minutos. Ele se despediu e seguiu de volta para onde deveria ser o seu porto de vigilante, próximo do passadiço.
Esperei que ele se afastasse e retornei caminhando. Vi que a Lisiane não notou que eu havia parado e observado, e achou que eu estava voltando da caminhada. Não falei nada que havia visto o que aconteceu e a Lisiane disse:
— Você não sabe quem veio aqui me ver. O Sandino.
— É? E o que você me conta?
Lisiane sorriu:
— Ele é mesmo insinuante. Disse que me viu passar, junto com você, quando chegamos na praia, e reparou que viemos para este lado. Esperou o colega dele chegar no posto de vigilância, para liberá-lo, e veio olhar, se nos encontrava. Quando me viu entrando no mar chegou perto e disse que eu podia entrar mais fundo, que ele me acompanharia.
— Ele está mesmo interessado. – Falei.
Ela prosseguiu:
— Mais do que isso! Falou que já estava com saudade de me ver na praia, que me admira, que eu sou uma pessoa que ele espera chegar na praia todos os dias para alegrar o dia dele.
— E você? – Questionei.
— Apenas agradeci. Depois, elogiou meu biquíni, dizendo que eu fiquei irresistível com ele. Eu agradeci novamente, dizendo que ia considerar que, o que ele disse era apenas um elogio, sem maldade. O safado, falou que eu sabia que era mais do que um elogio, que era uma declaração de admiração. Eu rebati, falando que ele estava sendo meio abusado para fazer aquilo com uma mulher casada. Ele, como se não desse importância ao que eu falei, perguntou onde estava meu marido, e eu contei que tinha saído para andar e voltaria. Aí, ele mostrou que é experiente na arte de sedução. Me deu um xeque-mate, dizendo: Bem, se você não falar diretamente que não quer mais que eu a elogie, vou continuar elogiando. Não é crime”. Eu olhei para ele, séria, e falei que não queria mais que ele me elogiasse.
— Boa, soube se colocar, sem ser agressiva – Eu disse.
Ela sorriu e respondeu:
— Alertei que ficou evidente que ele estava era se insinuando, e achava que era uma falta de respeito comigo e com meu marido. Na hora, ele pediu desculpas, falou que não queria faltar ao respeito, queria era nossa amizade. Se despediu, pedindo novamente que o desculpasse, dizendo que ia voltar para seu posto. Mas reafirmou que gostaria de nos conhecer, se você aceitar, pois na verdade, quer mesmo a nossa amizade. Disse que não tem muitos amigos brasileiros, aqui. Eu falei que depois o apresentaria, e ele saiu e foi embora.
— Bom de lábia. E bom de cintura. Quando viu que a coisa ia ficar difícil ele suavizou, para não perder o contato. – Esse é esperto. – Comentei.
Quando olhei para a Lisiane que se preparava para mudar de posição na toalha, reparei uma coisa que estava incrivelmente sensual e provocante.
O biquini dela era de um tecido muito fino, sem forro, e marcava perfeitamente os mamilos dos seios, que estavam salientes. Deduzi que a Lisiane havia ficado excitada com os elogios e olhares desejosos do rapaz. Eu falei:
— Mas, você gostou de ser admirada. E dele ter falado isso. Estou vendo.
Lisiane me olhava, escondendo o próprio olhar atrás dos óculos de sol. Ela respondeu:
— Não sei o que acontece, mas eu fico meio instigada com a presença dele. Deve ser algum tipo de hormônio, ou química. O interesse dele me provoca. Não vou esconder isso de você.
Na hora, ouvir aquilo me arrepiou um pouco. Eu tinha observado de longe os dois conversando, e não deu para notar nenhuma atitude errada ou indevida em nenhum deles. Parecia ser um encontro normal e sem nenhum tipo de provocação.
Agora, de perto, vendo a Lisiane arrepiada, um pouco tensa, entendi que a conexão que aconteceu entre eles, mexeu bastante com a minha mulher. Era fácil perceber que ela ficou atraída, e estimulada por ele.
O instinto de competição, a presença de uma ameaça sedutora, que era percebida e admitida por ela, despertava um pouco do meu ciúme. Mas, ao mesmo tempo, estava vivendo uma situação nova e muito estimulante. Fiquei quieto, e senti que ia ter uma ereção, então, antes que o volume se pronunciasse muito na sunga de nadar, disse que ia para a água, e fui andando para o mar, para me refrescar. A Lisiane se levantou e me seguiu. Quando entrei no mar, ainda com a água pelo joelho, ela me alcançou e pegou na minha mão:
— Vou nadar com você.
Vi que ela chegou ao meu lado, deu uma olhada rápida e percebeu que meu pau tinha ficado duro dentro da sunga e fazia volume. Mas, na hora, ela não disse nada. Olhei e vi que a Lisiane também estava excitada, com os mamilos empinados. Quando a água molhou o biquíni é que eu notei que, molhada, a malha clarinha ficava completamente translúcida, dando para ver perfeitamente os mamilos e a rachinha da boceta, com o filete de pelos bem aparados no púbis. Eu disse:
— Seu biquini é um escândalo. Molhado, ele não esconde praticamente nada.
— Pois é. Descobri tarde demais, quando já estava na água, e o Sandino exatamente me olhando como você está. Cobiçando. Eu não tinha como esconder. Fiquei na minha como se fosse muito normal. - Ela falou.
Meu pau saltou mais ainda dentro da sunga ouvindo aquilo. O Sandino tinha visto os peitinhos e xoxotinha dela, a certamente ficou ainda mais estimulado. Fomos entrando no mar. Ela falou:
— A reação dele foi igual a sua, ele também ficou logo duro dentro da sunga.
Eu olhei para a Lisiane e reparei que ela estava toda arrepiada até na penugem dos braços. Perguntei:
— Mexeu com você? Gostou de ver o fã ficar de pau duro só por ver você excitada com ele?
Ela sorriu, calada, fez que sim, um pouco acanhada, e respondeu:
— Pior que o volume ali é grande, deu para ver.
Antes que eu pudesse dizer algo, ela me abraçou, e disse baixinho:
— Nossa, o que é isso amor? Estou me estranhando. Pareço uma sem-vergonha! Eu fiquei muito excitada, diante dele, e por isso mesmo, fiquei um pouco dentro da água, tentando me controlar e esconder essa transparência toda. Mas, com a conversa que tivemos, eu não relaxava. Tentei ficar na minha, como se fosse normal, ele também não disse nada. Mas, percebeu meu estado. E agora, vendo que você se excitou com isso, eu fico novamente muito tarada.
— Eu me excito com você, sua gostosa. Você que se excitou com ele, eu não. – Falei.
Lisiane me abraçou mais, encostando o corpo e se esfregando, falou baixinho, no meu ouvido:
— Você está com tesão! Se você me disser que fica com tesão de saber que a sua mulher está excitada por causa do rapaz, como se eu fosse uma safadinha, eu tenho coragem de tentar. Você tem que assumir isso.
Abraçado, excitadíssimo, eu tentava controlar minha mente:
— Lisiane, você safadinha sim, e se está com desejo de dar para o guarda-vidas, que está lhe cantando, isso não tem nada a ver com o que eu digo ou sinto. Assume sua vontade e seja objetiva.
Ela continuava abraçada, e falando baixo, quase confessando:
— Eu estou sim, amor, nunca senti isso. Estou assumindo. De repente, depois de assistir aqueles vídeos, e percebendo que você tem tesão de me ver com outro, estou ficando muito tarada com isso. A ideia me provoca muito…
Eu ainda argumentei:
— O que eu sinto ou deixo de sentir, é comigo. Tenho minhas fantasias e você as suas. Não justifique o seu desejo de ficar com outro, com o meu.
Lisiane me beijou com vontade, estávamos dentro do mar com água na altura de nossos peitos. Ela falava com voz rouca indicando que tinha tesão:
— Mas, me diz, você não fica com tesão me fantasiando com outro? Nos vídeos não foi isso que você sentiu? Não disse que sente isso?
— Sim, foi, mas eu fiquei excitado, justamente por ver que você se colocou no lugar da mulher que dava para o comedor, e morreu de tesão. Gozou muito naquele dia. Era como se eu visse você com ele. Isso que mais me excitou. – Expliquei.
Lisiane me olhava nos olhos, e perguntou:
— Quer dizer que se eu falar que estou sentindo muito tesão no Sandino, e com vontade de experimentar essa aventura, você fica cheio de tesão?
Aí já não dava para negar. Meu coração batia acelerado, pois eu sabia que a minha resposta positiva, daria a ela a condição de aceitar. O pior é que eu ficava cada vez mais tarado. Ela sentia minha pica dando saltos encostada na barriga dela. Eu falei:
— Se você falar que deseja isso, se assumir o tesão, me excita, pois eu sei que é verdadeira essa sua vontade, e ver o seu tesão se manifestar, mesmo por ele, me deixa louco.
Lisiane me beijou, e disse:
— Amor, eu não sei se tenho coragem. Esse é o problema. Fui educada para repelir essas ideias. Para ser fiel e exclusiva do marido. Nunca senti isso como agora. A ideia de dar para outro apareceu recentemente. Talvez por ser um lugar novo, onde não somos conhecidos, tudo está diferente. Estou cheia de vontade, ando numa libido enorme, e meu corpo ferve quando ele me olha. Me sinto uma mulher devassa, e isso mais me deixa tarada, eu fico querendo arriscar. O Sandino despertou algo na minha libido, que eu não sei explicar.
Fiquei sem ter o que dizer. Mas não larguei do abraço. Ela respirou fundo, e pegando fôlego, continuou:
— Conheci, simpatizei, gostei dele e o interesse dele em mim, me tocou. Mas, me preocupo com você. Me diga. Se eu quiser ficar com ele, o que você acha?
— O que eu acho? Ainda não sei. – Respondi. Queria ganhar tempo para pensar. A Lisiane falou:
— Você sabe que se eu ficar com ele, vai assumir a posição de corno, não tem como não ser assim, pois eu não vou passar por traidora. Será com seu conhecimento. E você sabe que vai me dividir com outro. Isso, depois, não se apaga nem se esquece. Está ciente?
Eu respirei fundo. Era um momento crucial. Eu não sabia que sensação excitante era aquela que me deixava tão tarado. Me enchi de coragem para responder.
— Estou com você, se você quiser mesmo viver isso, e ficar com ele, eu topo. Só não pode ser longe de mim, tenho que estar no mínimo, por perto. Por segurança.
— Tudo bem, amor. Ainda não decidi. Agora, é só uma confissão do que estou sentindo. Para você saber que estou com vontade. Mas, não resolvi nada ainda. Também não pensei muito sobre como fazer.
Ela ficou calada e eu não quis estimular. Permaneci abraçado, mas a excitação não passava. Por uns trinta segundos, pouco mais, a Lisiane, ficou calada. De repente, falou:
— Tive uma ideia. A gente volta para casa, no caminho passamos pelo Sandino no posto de vigilância, e eu o apresento a ele. Já que ele quer nossa amizade, eu vou sugerir ou oferecer se ele aceita jantar lá em casa.
Fiquei olhando para ela, pensando. Ela continuou:
— Ele quer fazer amizade, então vai ter a chance de nos conhecer melhor. Lá é que a gente vai ver realmente o que acontece. Depende de como as coisas correrem. Eu posso não querer nada. E fica apenas um jantar de amizade.
Fiquei ali imaginando como aquela mulher é realmente sempre muito planejada. Uma vez, vi um vídeo na rede social, onde uma mulher que se diz especialista em relacionamentos, dizia que o homem trai por impulso, não é planejado, ele embarca na hora, no tesão, no desejo físico, e pronto, vai, se joga, nem pensa muito no antes e nem no depois. Já a mulher, ao trair, é sempre muito bem planejado. Mesmo que ela tenha o impulso do tesão, ela não age pelo impulso. Ela mede cada passo, como vai fazer, como deve ser portar, avalia as condições e o que espera. A Lisiane estava me aprovando, naquele instante, que já havia pensado em tudo. Eu não sabia exatamente se era uma coisa que ela pensou antes, já bem estudada, ou se a ideia apareceu naquele momento. Uma coisa, eu já podia tomar como verdade. Ela queria dar para o rapaz, e estava me dizendo como queria que fosse o processo. Me lembrei que pela manhã ela se depilou para usar um biquíni novo. Escolheu aquele modelo mais reduzido, e translúcido quando molhado. Ela sabia o efeito que iria causar. Ela estava seduzindo o guarda-vidas que se mostrou tarado nela. E estava me testando. Deduzi que ela tinha pensado sim, e imaginado o que desejava. Eu respondi:
— Um belo plano, bem pensado. Você é uma mulher inteligente, e não dá ponto se nó. Mas, eu também sou. Ficou claro, você quer mesmo fazer esse jogo. Se o seu plano é esse, vamos nessa.
Ela estremeceu e me beijou. Respirou fundo, e falou:
— Você é maravilhoso, amor. Eu fico admirada com a sua generosidade comigo. E com a sua confiança. Sabe, confesso, eu senti tesão no Sandino, ele me despertou um desejo novo, arrojado, de fazer algo que nunca fiz, mas não sei ainda se consigo fazer. Eu já fico muito feliz que você está me dando apoio. Isso para mim é fundamental.
Eu, meio irônico, disse:
— Eu sempre quero agradar a você. Mesmo que esteja arriscando tomar uns chifres.
Ela puxou meu queixo e olhou nos meus olhos de pertinho:
— Mas, confesse, querido, que você também sentiu tesão com isso. Não sentiu? Não mexeu com suas fantasias?
Esclareci com a verdade:
— Eu não sei ainda o que sinto, se é ciúme, receio, ou tesão.
Ela perguntou:
— Pensou que se eu prosseguir, você vira meu corno, e pode me ver dando para o rapaz? Que a fantasia se torna realidade, e verá sua esposa pela primeira vez com outro. Não fica excitado com essa possibilidade?
Concordei com a cabeça. Não tinha mais como mentir. Falei:
— Estou excitado, e nem sei por que fiquei assim. É uma tara que me dá que eu não sei explicar. Mas me deixa assim, arretado e de pau duro.
Ela disse:
— Segundo dizem os entendidos, é o tesão de corno. Fui ler sobre isso, depois de ver aqueles vídeos. Acho que você tem mesmo vontade de experimentar. Por isso, fiquei tão excitada, pois acho que você quer isso, tanto quanto eu.
Fui direto:
— Eu deixo você testar e ver o que quer fazer. – Falei.
Ela ponderou:
— Neste caso, amor, precisamos voltar para casa mais cedo, que eu quero arrumar umas coisas e preparar o jantar.
Concordei e já fomos saindo da água, para pegar nossas coisas. Meu pau não diminuía e nem os mamilos da Lisiane relaxavam. Nós dois pulsávamos de tesão.
Assim que nos acalmamos um pouco, e o biquini dela perdeu a translucidez, fomos andando de volta e quando passamos na frente do posto de observação dos guarda-vidas, que consiste em uma estrutura de madeira com uma escada e uma cadeira no topo, coberta por um guarda-sol, o Sandino nos viu chagando e desceu para nos cumprimentar. A Lisiane falou:
— Este é o Gardel, meu marido.
O Sandino me cumprimentou com um aperto firme de mão:
— Muito prazer Gardel. Sou o Sandino, de Recife. Eu disse para a sua esposa que ela é a mulher mais bonita que apareceu nesta praia nos últimos dois anos. Você deve ficar orgulhoso.
Sabia que aquele era um comentário provocador dele, para me testar, ver minha reação, mas fingi que não me afetava:
— Ela tem uma legião de admiradores. Se você sonha em fazer parte, entre na fila, pois cada vez aumenta mais. – Falei num tom de gozação, para tornar a coisa mais leve.
Sandino sorriu, e brincando respondeu:
— Mas é claro! Onde pego a senha?
Antes que eu pudesse responder, a Lisiane falou:
— Você disse que quer ter a nossa amizade. Falei com o Gardel e resolvemos convidar você, se quiser jantar com a gente, hoje. Vou fazer um estrogonofe de frango com fritas e salada. Assim, poderemos nos conhecer melhor.
Na mesma hora, ele abriu um sorriso, me olhou satisfeito, deve ter pensado que “o otário chamou a raposa para o galinheiro”, e depois, disse para a Lisiane:
— Será uma honra! Claro que eu quero. Prometo levar um vinho, e um sorvete para depois. A que horas?
Ali naquela região, naquela época, poucos dias antes do verão, já anoitecia tarde, depois das 21h. A Lisiane disse:
— Depois das 20h30, pode chegar. Estarei com o jantar pronto. Mas é simples, sem cerimônia.
Ele agradeceu e confirmou. Tudo muito natural. E nós seguimos de volta para nossa casa. No trajeto, ela me chamou para irmos até o supermercado, onde ela ia comprar algumas coisas necessárias para o jantar. Fizemos as compras naturalmente, sem conversar sobre o jantar, e ao chegarmos em casa, enquanto ela guardava as compras e tomava banho, eu fiz almôndegas fritas, com molho de tomate, salada de batatas cozidas, e legumes.
Depois do banho a Lisiane me substituiu, terminando a arrumação do almoço, e eu fui tomar meu banho. Ao sair, de calção e camiseta, logo nos sentamos para almoçar, porque estávamos famintos.
No almoço também não falamos sobre o jantar. Parecia que os dois evitavam tocar no assunto. Mas depois que lavamos a louça, e guardamos, me bateu um sono da tarde, e eu disse que ia tirar um cochilo. A Lisiane falou que ia dar uma limpada na casa. Como se precisasse. Mas ela gosta de tudo limpo e arrumado.
Dormi relaxado, e quando acordei, a Lisiane havia deixado o jantar pronto, a mesa redonda da copa-cozinha posta com toalha colorida e três pratos, e os talheres. E taças de vinho.
Fui tomar mais uma ducha, pois já fazia calor naquele período antecedente ao verão.
No banho reparei que ela se devia ter se depilado novamente, pois o aparelho de depilar estava molhado no aparador de aço do chuveiro. Isso foi mais um indício de que ela queria mesmo algo mais com o rapaz. Saí do chuveiro, me enxuguei a fui ao quarto me vestir. Vi que a Lisiane voltava ao banheiro, e estava se maquiando.
Quando ela saiu, vi que estava deslumbrante. Ela usava um vestido de malha estampada em cores pastel, não muito curto, mas com alças presas na nuca. E não colocou sutiã pois o vestido não tinha costas. Maquiada e com o cabelo bem escovado e uma maquiagem suave que mais realça sua beleza.
Eu disse:
— Nossa! Você está maravilhosa. Mas é uma tentação! Assim, eu fico cheio de ciúme. Não vou deixar você nem chegar perto dele.
A Lisiane me olhou séria, e perguntou:
— Quer que a gente corte a fantasia? E fiquemos apenas no social? Diga logo!
Eu não queria castrar nada, vendo o entusiasmo dela, e tenho que confessar que aquela situação também me estimulava. Disse:
— Você que vai conduzir as coisas. Será sua a decisão. Eu estou disposto a dar meu apoio. Mas não nego que me deu certo ciúme ver você se arrumando para ele.
— Eu me arrumei para você também, querido. Sei que você está tão excitado quanto eu. E vamos viver o que ainda nem sei, juntos. – Ela respondeu.
Nesse momento, ouvimos a campainha do portão. O Sandino chegou para o jantar e trazia vinho e sorvete.
Fui abrir a porta, recebi o Sandino e o levei para a sala. Quando ele viu a Lisiane não conseguiu conter a admiração:
— Uau... Que monumento! Está belíssima.
Eles se cumprimentam com um aperto de mão, bem formal, e eu ofereci um drinque inicial, de caipirinha que eu mesmo preparei. A Lisiane foi preparar a comida, para servir, e eu servi os drinques. Na sala, em poucos minutos, nós três tomamos as caipirinhas, e brindamos. Reparei que Sandino olhava muito atentamente para a Lisiane.
A casinha que alugamos, não é grande. Na sala só tinha um sofá de 4 lugares, uma mesinha baixa na frente do sofá onde colocamos os copos e os potes com amendoim e castanhas de caju torradas. E uma grande TV sobre um aparador baixo, bem defronte. A Lisiane ficou entre nós dois, meio virada de frente para o Sandino e encostada em mim.
Enquanto bebíamos as caipirinhas, coloquei uma música brasileira, de uma seleção de MPB, para tocar, e ficamos ali na sala, conversando. Nos primeiros minutos o Sandino, que tem também nacionalidade italiana, por conta do pai, que imigrou para o Brasil onde conheceu a mãe dele, ficou contando da sua vinda para a Espanha, como atleta, competidor de natação, mas sofreu um acidente e teve que ficar um ano sem treinar. Com isso, perdeu completamente a capacidade de ser mantido na equipe. Então, passou a trabalhar como instrutor de jovens no clube, até ser contratado por um casal muito rico, para ser o cuidador do marido, que foi piloto de corrida, e se acidentou, precisando fazer toda a sua reabilitação física na água. Com isso, ficou muito amigo do casal, que tem uma casa de veraneio naquela cidade, e permitiu eu ele ocupasse um apartamento nos fundos, numas dependências do caseiro, na casa. Acabou por se adaptar aquela cidade, onde foi contratado como guarda-vidas, permitindo que tenha casa sem custos e possa estudar para fazer outra especialização.
Quando ele mostrou a imagem na tela do telefone, do casal que ficou amigo dele, e lhe cedeu a casinha na mansão, na mesma hora me ocorreu uma ideia meio maldosa, ou no mínimo bem maliciosa. A esposa do ex-piloto era uma mulher relativamente jovem, bonita, uma espanhola atraente e de corpo escultural, na faixa dos seus 50 anos, mas que parecia ter 40. E o marido, sentado em uma cadeira de rodas, já totalmente grisalho, bastante envelhecido para seus 55 anos. O que me chamou a atenção, foi que o Sandino estava atrás da cadeira de rodas, e a esposa, estava ao seu lado, perto do marido, mas a mão do rapaz estava na cintura da mulher. Minha mente ágil na mesma hora imaginou que ele não cuidava apenas do marido, mas da esposa também. Mas, na hora eu nada disse. Estávamos acabando as caipirinhas.
Depois do nosso aperitivo, fomos para a mesa, e a Lisiane serviu o jantar.
Eu havia combinado com a minha esposa, dela evitar falar da nossa vida, dar detalhes, informações, pois não sabíamos o caráter daquele jovem sensual e abusado. Assim, o assunto ficou rodando em torno da vida naquela cidade, pacata por vários meses e que no verão, ficava cheia de gente e a praia muito frequentada. Sandino contou que o casal que o ajudou, só vinha algumas semanas durante o verão, e na maior parte do tempo ele morava sozinho.
Enquanto jantávamos fomos tomando o vinho que o Sandino trouxera e era bem gostoso. Acabamos a garrafa durante o jantar.
Eu ajudei retirando as travessas e os pratos usados da mesa, e depois a Lisiane foi buscar o sorvete e as taças. Era um sorvete muito gostoso, de menta com chocolate, de uma sorveteria tradicional da cidade. Eu reparava que os olhares do Sandino acompanhavam os movimentos da Lisiane, mas não disse nada. Depois da sobremesa e Lisiane nos serviu um café expresso para cada um e voltamos a nos sentar no sofá, como antes, e eu servi uma taça de licor Diego Zamora 43 a cada um, que é uma das bebidas mais icônicas da Espanha. Conhecido por sua cor dourada, e sabor incomparável, ele é composto por uma combinação única de 43 ingredientes, incluindo frutas cítricas e botânicos. Se não recebe adição de açúcar. Saboreando o licor, retomamos a conversa, falando da nossa adaptação àquela nova vida, a satisfação de estar naquele lugar tão agradável, e a curiosidade feminina da Lisiane não resistiu e perguntou se o Sandino não tinha namorada. Ele sorriu, e disse:
— No verão, eu sempre acabo namorando um pouco, alguma veranista que venha. Mas mulheres solteiras, são meio problemáticas, logo querem envolvimento.
A deixa era muito evidente e quem não resistiu fui eu a perguntar:
— Se evita as mulheres solteiras, como faz para namorar?
Outro sorriso do Sandino, e a resposta foi bem inteligente:
— Algumas mulheres casadas, querem namoros temporários, amores de verão, e aqui na Europa, especialmente na Espanha, muitos casais são bastante liberais, com relacionamento aberto.
A Lisiane ficou meio incomodada com aquela resposta e disse:
— Então, não é namoro. É sexo casual, eventual, e passageiro.
— Bem, pode ser visto assim, mas enquanto estou junto, eu me envolvo entrego, carinhosamente. Eu vivo sozinho, e sinto falta de relacionamentos mais íntimos. Os europeus não são fáceis de se relacionar como nós, brasileiros, que logo ficamos amigos. Eles se mantém sempre distantes. Mesmo amigos, são meio formais nas relações.
Naquele momento, eu vi a brecha para perguntar:
— Esse casal que empresta a casa, e que você foi cuidador do marido deficiente. A esposa bonitona precisou dos seus cuidados também?
Ele não esperava a minha pergunta e gaguejou:
— É... no começo não, eu cuidava do marido, mas o marido que me pediu para dar atenção a ela... Preocupado com ela.
— Eu desconfiei ao ver a foto dos três – Eu disse.
Enquanto falávamos, tomávamos o licor, e já estávamos na segunda tacinha. Dave para sentir os efeitos do vinho e do licor nos aquecendo, e isso ajudava a sinceridade a aflorar. Ele falou:
— Eles foram maravilhosos comigo sempre. São até hoje. Mas a madame gosta muito de variar, já que o marido não consegue fazer muito por ela.
Nesse ponto, a Lisiane, mais solta também, e um pouco picada por algum incômodo do que ele havia dito, perguntou:
— E você faz com as namoradas de verão, como tentou fazer comigo? Carrega o modo sedutor, e fica marcando presença e se insinuando?
Mais uma vez, ele não esperava. Olhou para ela e para mim, e tentou se justificar:
— Não é o caso. Eu primeiro vi que eram brasileiros, e me interessei em conhecer, e depois que reparei na sua beleza e fiquei completamente admirado. Encantado mesmo. Mas, peço desculpas se fui incômodo.
Lisiane estava mordida e foi direta:
— Sandino, seja homem e assume. Eu e meu marido não temos segredos. Ele sabe que você veio duas vezes me assediar, e me deu umas cantadas bem explícitas. Não levamos a mal, mas a verdade deve ser dita.
Ele fez que sim com a cabeça, olhou para baixo por uns segundos, e depois nos encarou. Falou:
— Vou ser sincero. Eu nunca sei qual é o casal que é liberal e que a esposa quer uma relação eventual fora do casamento, e qual o marido que é permissivo. Eu fiz aquilo com você para testar as reações. Quando sou repelido, não insisto. Mas quando sou aceito, eu continuo. Não queria ofender vocês.
Eu estava curioso para saber a opinião dele e sem pestanejar, perguntei:
— E o que você achou? Foi repelido ou estimulado? Está jantando em nossa casa, o marido o recebeu muito bem. O que é que você achou?
— Que isso! Reagiu a Lisiane, que também não esperava a minha pergunta.
O Sandino olhava para ela e para mim, pensando no que dizer. Ele fez sinal com a mão, pedindo para esperar, e falou:
— Eu no primeiro dia achei que a Lisiane não deu espaço, mas eu senti que devia insistir. Não conhecia vocês. Poderia ser apenas uma resistência natural. Hoje, na praia, encontrei a Lisiane linda, dentro da água e estava maravilhosa. Quase fiz uma loucura de tão sexy que ela estava. Confesso que me senti muito atraído, desde o primeiro dia em que a vi, mas ela me cortou com muita delicadeza, mas firme, e eu entendi que tinha que me desculpar, e recuar. Não esperava que, depois, vocês fossem me convidar. Então, agora, estou aqui morrendo de vergonha, pois eu fui abusado e desrespeitoso com os dois, e vocês conseguiram não me rejeitar. Por favor, me desculpem.
A Lisiane disse:
— Se eu não tivesse desculpado, e o Gardel também, você não estaria aqui.
Ele fez que sim com a cabeça.
Eu falei:
— Eu disse para a Lisiane, que no seu lugar eu teria tentado também. Por isso eu compreendi sua atitude. Sei que a minha esposa é muito bonita, a atraente, e estou habituado a ver muitos homens se insinuando.
O Sandino ergueu as duas mãos em sinal de pedir perdão, e falou:
— Nossa, perdão, só tenho a agradecer. Vocês são um casal incrível. Tenho o maior respeito e admiração.
Naquele momento, eu servi a terceira dose de licor, o que já era bastante álcool no sangue, se somado ao vinho do jantar. A Lisiane, querendo encurtar, pediu:
— Por favor, querido, explica o que nós conversamos ontem e hoje na praia.
Eu sabia que começar a falar naquilo, era uma tarefa complicada, mas tinha que ser feita. Comecei:
— Quando a Lisiane me contou da sua primeira abordagem na praia, eu não levei muito a sério, pois estou acostumado com isso. Até brincamos um pouco cm isso. Mas, notei a minha mulher falando muitos detalhes, contando, explicando, e pressenti que ela poderia ter ficado sensibilizada pelo seu interesse. Acho isso muito normal. Desejos aparecem. Nós não temos segredos, e falamos o que sentimos, e quando eu questionei a Lisiane se tinha sentido algo em relação a você, ela assumiu que sim. Mas falou que não sabia se estava interessada. Mas, hoje, ela foi vestir um biquíni mínimo, e que fica quase transparente ao se molhar. Estava claro que ela queria ser desejada pelo rapaz interessante e ousado que tinha mostrado seu desejo por ela.
Sandino me ouvia, admirado, e meio assustado, como se ele tivesse caído numa armadilha. Eu prossegui:
— Quando eu saí para caminhar, e a deixei sozinha, justamente para confirmar as minhas suspeitas, nossas suspeitas, aliás, você logo apareceu e se insinuou mais ainda para ela. A ponto de ficar meio abusado. O que fez a Lisiane dar uma cortada, pois ela não é uma mulher vulgar disponível. Aí, você recuou, percebeu as portas se fechando, e tratou de se desculpar. Vimos que é um rapaz inteligente, e esperto, educado o suficiente para saber os limites.
— Nossa, é verdade! Eu fui muito estúpido! – El disse em voz baixa.
A Lisiane resolveu falar:
— Quando o Gardel voltou da caminhada, eu contei o que havia acontecido, mas estava muito excitada com a situação. E ele percebeu e me fez confessar que eu estava gostando do seu interesse, e me excitando com isso. Tivemos uma conversa, e eu falei que nunca me aconteceu, mas estava sem controle dos meus desejos. E foi quando tivemos a ideia de convidar você para jantar. E termos essa conversa.
Sandino, nervoso, bebeu o licor de um só gole. Olhava para nós sem saber o que dizer ou fazer.
Eu, reunindo toda minha capacidade de controle para não perder o equilíbrio, falei:
— Eu disse para a Lisiane que queria me certificar primeiro, de que você não é um mau-caráter, não é um safado aproveitador. E convidamos para jantar. Mas eu já desconfiava que você já tivesse boa experiência de pegar mulheres casadas, e por isso agia como agiu. Então, eu disse a ela que se ela deseja experimentar uma relação fora do casamento, para saber como é, e dar vazão ao desejo que você mesmo plantou nela, eu estou disposto e consentir isso.
Sandino não parecia acreditar nas minhas palavras. Ele perguntou:
— Jura que não é uma armadinha? Não vão me detonar?
Eu falei:
— Pergunte para a Lisiane.
Na mesma hora, minha esposa se levantou de perto de mim e foi se sentar ao lado do Sandino. Colocou a mão na perna dele e olhando nos olhos do rapaz, falou:
— Se eu falar que você despertou uma vontade enorme em mim de fazer essa loucura, você acredita?
Sandino olhava para ela, hipnotizado. Olhou para mim, e eu pisquei o olho para ele. Nesse momento, e Lisiane estava fazendo carícias ligeiras nas coxas dele. Eu fiquei inteiramente arrepiado de vê-la arrojada e sem timidez, fazendo aquilo. O Sandino também tremia de excitação e nervosismo. Ela olhou para ele nos olhos e perguntou:
— Você me desejou. Ainda deseja?
A resposta dele foi um beijo na boca, que calou a Lisiane. Por um minuto ou mais, eles se beijaram como dois apaixonados, na minha frente. Eu estava totalmente arrepiado de ver aquilo. Uma mistura confusa de sentimentos me fustigavam o corpo e o espírito. A dúvida se estava certo e se era seguro entrar por aquela via. Mas as carícias do casal na minha frente, no sofá, já estavam avançadas, como se um fogo que os consumia desde a véspera, tivesse transbordado e tomado conta de ambos completamente.
Continua na parte 3.
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