Uma puta dama - parte 15

Um conto erótico de Beto (Por Mark da Nanda)
Categoria: Heterossexual
Contém 5988 palavras
Data: 21/02/2026 13:44:03

Helena tinha uma mania de escrever bilhetinhos românticos para mim e sempre terminava com um coraçãozinho no final. Neste, também havia, mas o coração não era o mesmo, era um com um traço por cima, dividindo o desenho. Fiquei em silêncio, olhando para o nada por um tempo que não sei quantificar. Foi Rutterford que me chamou a atenção:

- Ela... a Helena... me pediu para te entregar isto...

Ele tirou do bolso um pequeno envelope, minúsculo mesmo. Do lado de fora, apenas uma simples anotação com a letra da Helena: “Para o meu Beto, guarde-a com carinho.” Abri o envelope e vi um brilho de imediato. Com os dedos trêmulos, peguei a aliança que Helena nunca tirou do dedo desde que a pedi em noivado. Não contive uma lágrima rasteira e rápida.

[CONTINUANDO]

Rutterford aguardou. Ambos estávamos envoltos agora num silêncio opressor e doloroso. Pela primeira vez, vi aquele homem tremer. Havia algo que poderia ser considerado dor no olhar dele. Acredito que ele se apiedou de mim, pois suas palavras seguintes destoaram do homem que eu conhecera:

- Eu ... lamento, doutor. Mas a vida nem sempre anda numa linha reta. Às vezes, sacrifícios são necessários. Sua esposa se sacrificou para um bem maior, algo que envolvia a segurança da própria humanidade. Lamento que o relacionamento de vocês não tenha conseguido superar esse momen ...

- Não! Não faz sentido. – Eu o interrompi e agora o encarei: - Helena pode ter feito muitas coisas sem falar comigo, mas nunca tomaria uma decisão desta sem ao menos falar comigo pessoalmente.

Ele me olhou constrangido por um instante, antes de falar:

- O que quer dizer? Acha que ela não escreveu a carta, que a aliança não é a dela?

- Só acho que este não é o procedimento que ela tomaria. – Insisti e agora o encarei bem no fundo dos olhos: - Você é um espião, de alta patente ... certamente tem seus contatos e meios. Eu quero que você me coloque numa vídeo chamada com ela. Eu exijo falar com a minha esposa.

- Doutor Camargo, o programa de proteção à testemunha está a cargo do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A CIA não tem jurisdição e ...

- Vocês não tinham jurisdição aqui, nem em Viena e isso não os impediu. Eu sei que se você quiser, você consegue me colocar em contato com a Helena, Rutterford. Acho que é o mínimo que vocês me devem. – Insisti, sendo bastante incisivo em minhas colocações.

Ele se recostou na poltrona, olhando para mim e ficou em silêncio por um instante. Depois, virou seu copo de uísque e o colocou no braço da poltrona:

- Tudo bem. Eu posso tentar. Mas não será agora, nem hoje. Vou fazer umas ligações e entro em contato com o senhor. Mas não estou prometendo nada.

Coloquei a aliança da Helena de volta no envelopinho e o coloquei no bolso da minha camisa. Dobrei cuidadosamente sua carta e a coloquei no mesmo envelope em que chegara. Levantei-me e estendi a minha mão direita em sua direção. Ele se levantou e a pegou. Eu apertei a sua, segurando-o e novamente olhando no fundo de seus olhos, insisti:

- Não preciso de promessas vazias. Eu quero a palavra de um homem. Posso contar com a sua?

Pela segunda vez, vi ele titubear, surpreso com a forma que eu reagia. Ele piscou duas vezes antes de responder:

- Farei o meu melhor. Tem a minha palavra.

Despedimo-nos ali.

Os dias seguintes foram tomados por uma mistura insalubre de ansiedade e angústia. Eu não sabia se ele estava realmente tentando me colocar em contato com a Helena, ou se, como espião, ele aprendera a mentir tão bem, que eu não notei sua falsidade.

Assim, seguiram os dias, semanas, mês, meses.

O lobista de Brasília moveu alguns contatos que, através do Itamaraty, conseguiram apenas respostas protocolares do governo dos Estados Unidos. Por baixo dos panos, sei que ele também cobrou alguns favores de políticos a quem havia prestado “favores”. Enfim, lícita ou ilicitamente, a máquina política brasileira começou a trabalhar para saber o paradeiro de uma cidadã nacional.

Enquanto isso, uma notícia foi veiculada nos jornais americanos para piorar ainda mais qualquer chance de aproximação minha da Helena: Bronson havia sumido. A partir de então comecei a ficar paranoico, imaginando que eu poderia ser alvo do ódio dele. Comecei a ficar muito mais cuidadoso para sair de casa e cobrava sempre que meus pais me mantivessem avisados de seus paradeiros.

Aliás, meus pais também precisavam retomar suas vidas e retornaram para o interior. Até chegaram a me convidar para ir com eles, mas recusei, afinal, eu precisava tocar a minha vida.

Estranhamente, não fui procurado por nenhum advogado a mando de Helena, situação que mudou quando recebi a citação da designação de uma audiência de tentativa de conciliação de um processo de divórcio litigioso que havia sido aberto por ela. Estranhei, porque não era a forma como Helena havia me avisado em carta, mas enfim.

Antes da audiência, recebi também uma chamada de vídeo da S.A.R.A. e do Zico, dizendo que não estavam conseguindo entrar nos servidores da CIA, sem o que não conseguiriam baixar os vídeos e imagens e consequentemente não haveria como analisar eventual falsidade deles. S.A.R.A., em determinado momento, mostrou-se novamente mais humana que muito ser humano:

- Você parece abatido, Betinho. O que está acontecendo, além do que já sabemos?

- Tenho uma audiência de divórcio depois de amanhã, num processo que foi aberto pela Helena ...

- Mas como assim? Não estou entendendo? – Insistiu a S.A.R.A.

Expliquei toda a situação para eles, que se surpreenderam. No final, desconfiada como toda mulher, S.A.R.A. me pediu que lhe enviasse cópia da carta e de alguns manuscritos da Helena, para que ela analisasse a grafia utilizada:

- Acha que pode ser falsa? – Perguntei.

- A esta altura do campeonato, por que não? – Ela retrucou.

Enviei as cópias solicitadas, mas não tivemos mais contato até o dia da audiência.

Aliás, no dia da audiência, assim que fomos apregoados e nos assentamos à mesa, o juiz, Dr. Lauro, um decano que eu conhecia desde que comecei a advogar, após nos cumprimentar, foi bastante direto:

- Onde está sua cliente, Dr. Assis?

- Ela não está presente, Exa. Mas eu tenho poderes para representá-la e transigir em seu nome, caso o colega, Dr. Camargo, tenha alguma exigência divergente da proposta contida na inicial.

Mal sabia o Dr. Assis que após eu descobrir a vara em que o processo havia sido distribuído e sabendo quem era o juiz, dirigi-me pessoalmente ao seu gabinete e expliquei resumidamente minha situação, pedindo-lhe ajuda. E ela veio:

- Lamento, Dr. Assis, mas eu tenho um procedimento próprio e exijo a presença das partes. Prefiro que seja pessoalmente, mas se não for possível, então que seja por videoconferência.

- Mas Dr. Lauro, eu ... tenho procuração. – Insistiu o advogado.

- E, por esse motivo, o senhor está se manifestando e sendo ouvido. Mas aqui, à vista da lei, eu aplico o procedimento e exijo que sua cliente esteja presente.

O advogado o encarou surpreso e depois me encarou:

- Dr. Camargo, o senhor sabe bem o que está envolvido nessa situação. O senhor pode simplesmente aceitar o divórcio e vida que segue.

- O juiz me pareceu bastante prudente em suas colocações, doutor. – Falei, usando a minha melhor máscara de surpresa.

- Dr. Lauro, eu não concordo! – Retrucou o advogado após ver que não contaria com a minha ajuda.

- Recorra, doutor. Isso vai levar o quê ... seis meses, um ano? Sem contar que o Dr. Camargo pode recorrer eventualmente da decisão superior se lhe for contrária. Somaríamos o quê ... mais um ou dois anos? – Desdenhou o juiz.

O advogado respirou fundo, olhou para o celular, depois para mim, para o juiz e só então falou:

- Eu não vou conseguir falar com ela agora ...

- Tudo bem! Remarcamos para ... – O juiz olhou para a tela do computador, procurando sua agenda: - Daqui um mês, pode ser?

- Um mês!? – Falou o advogado, surpreso.

A surpresa e a pressa que ele demonstrava me deixaram inquieto. Olhei para o juiz que parecia alheio a nossa existência e pedi:

- Dr. Lauro, não haveria a possibilidade de reagendar para data mais próxima?

Ele me olhou rapidamente e voltou sua atenção para a tela:

- Doutores, a minha agenda está cheia. Se por acaso vagar algum horário, eu redesigno e intimo os senhores. Mas, a princípio, ficará para daqui um mês, nesse mesmo horário. Tudo bem?

A audiência foi encerrada. No corredor do fórum, fui abordado pelo advogado da Helena pedindo que eu reconsiderasse e aceitasse o divórcio, que poderíamos peticionar em comum e o juiz certamente não se oporia. Foi minha vez de contra-atacar:

- Por que tanta pressa, Dr. Assis!? Não entendo o porquê dessa sangria desatada. Além do mais, pelo que eu sei, a Helena não irá a lugar algum já que ainda está escondida no programa de proteção a testemunhas. Ou ... há algo mais que eu ainda não estou sabendo?

Ele se surpreendeu, mas se recuperou a tempo e acabou falando algo que deu a entender que ele sabia mais do que queria demonstrar:

- Tudo isso por uma conversa?

- Não falei que queria conversar com ela ... – Retruquei, encarando-o: - Essa foi uma determinação do juiz e ... Aliás, como o senhor sabia que eu queria conversar com a Helena, doutor?

Ele se engasgou, pigarreou e saiu pela tangente, prometendo que ela estaria presente por videoconferência no dia da próxima audiência.

O advogado certamente pressentiu que eu não facilitaria sem antes conversar com Helena. Eu notei que ele estava bastante instruído e ciente das minhas intenções, fato que somente pessoas muito próximas saberiam.

Dois dias depois, recebi uma intimação redesignando a audiência para dali dez dias, no mesmo horário.

Coincidentemente, nesse mesmo dia recebi uma ligação do Zico e da S.A.R.A. com o resultado de sua análise grafotécnica:

- Como assim, inconclusivo, gente?

- Inconclusivo ... – Começou a S.A.R.A.: - 1. que não é conclusivo; 2. de que não se pode tirar conclusão; 3. que não encerra conclusão.

- Eu sei o significado de inconclusivo, S.A.R.A.! Só não entendi como você chegou a essa conclusão?

- A conclusão de ser inconclusivo?

- Sim!

- Os padrões parecem autênticos e similares aos documentos base que você me enviou. Entretanto, constatei divergências fundamentais na carta, tais como: ausência de espontaneidade (trajetória ora lenta, ora acelerada, e trêmula), pressão incompatível com a grafia padrão em algumas passagens e diferenças sutis no ataque e arremate de algumas palavras da carta para os documentos base. Portanto, não é possível afirmar que a carta tenha sido mesma escrita por Helena. Assim, como não é possível afirmar que não foi.

- Por que a CIA faria isso? Por que a CIA tentaria me divorciar da Helena? Não dá para entender ...

Conversamos sobre várias hipóteses, mas nenhuma convencia.

Faltando cinco dias para a audiência, estava eu trabalhando em minha sala no escritório de advocacia quando minha secretária anunciou que uma cliente insistia em ser atendida por mim:

- Qual cliente?

- Eu não a conheço. Ela disse se chamar Jasmine ...

Esse nome não me era estranho. Mas o procedimento padrão no escritório era que um dos sócios recepcionasse os novos clientes e, a partir de suas necessidades, encaminhasse para os advogados competentes. Ainda assim, curioso com a insistência, acompanhei a secretária até a sala de espera.

Chegando lá, vi uma loira estonteante me aguardando, sedutoramente vestida com um vestido vermelho midi, com uma fenda lateral que deixava suas longas pernas ainda mais expostas. Todos na sala não conseguiam tirar os olhos dela. Sua presença era realmente marcante, eu diria até magnética. Ao me ver, ela se levantou e veio na minha direção, sutilmente rebolando enquanto caminhava:

- Obrigada por me atender, Dr. Camargo. – Disse enquanto estendia sua mão para mim.

- Nós ... nos conhecemos? – Perguntei ao cumprimentá-la.

- Certamente! Sou Jasmine Goldstein. Nos conhecemos numa festa de final de ano da Imperium.

- Jasmine ... Goldstein ... – Resmunguei, tentando puxar pela memória, mas nada retornando.

- Talvez, pelo meu antigo nome de casada ... Gottschalk.

Me surpreendi:

- Esposa ... do Richard!?

- Ex-esposa, doutor.

Eu não imaginava o motivo daquele encontro, mas fiquei curioso. Convidei-a a me acompanhar até a minha sala. Os olhos de todos nos seguiam conforme vencíamos as passadas até o meu refúgio profissional. Assim que entramos, fechei a porta e a convidei a se assentar. Fui para minha poltrona e nos encaramos por segundos em silêncio:

- Acredito que o senhor já imagine o motivo da minha visita?

- Ao contrário! Não temos negócio em comum, nem processos, nem amigosHelena. – Ela me interrompeu.

Não consegui conter a surpresa:

- Helena!?

- Sim. Helena ...

Eu não conseguia imaginar uma mínima ligação entre Helena e ela, afinal, o comentário que sempre correu era que Jasmine era uma esposa troféu de Richard, o ponto alto em que chegou na sua vida pessoal.

Jasmine começou a falar sobre Helena, como se conheceram, como a amizade se estreitou e, enquanto ela falava e eu a encarava, tive um “insight”:

- Espera aí! – Ela se calou: - Você é a loira do vídeo. Eu vi você com a Helena transando num vídeo e você depois com um cara! Num hotel ... lá de Viena ...

Ela se surpreendeu e ruborizou quase de imediatamente, calando-se. Fui até uma mesinha lateral e peguei um copo com água para ela e outro para mim. Voltei a minha cadeira e a encarei, esperando uma resposta:

- Não sei como você teve acesso a esse vídeo. – Ela bebeu um gole de água: - Mas sim, era eu. E Helena ...

- O que você tem a ver com essa história, Jasmine? Por que você estava lá? Não vai me dizer que você é uma acompanhante de executivos de alta classe!?

- Eu ... sou um pouco mais do que isso. Eu sou uma agente da CIA.

- CIA!?

- Sim. Talvez, seja interessante eu explicar a minha participação em toda a operação para que o senhor entenda um pouco melhor todo o contexto.

- Por favor ...

- Meu nome verdadeiro é Brianna Jasmine Von Schultz, sou alemã, embora tenha crescido e vivido quase toda a minha vida nos Estados Unidos. Quando eu ainda desfilava, fui recrutada pelo FBI para ajudar numa investigação de tráfico de mulheres. A CIA gostou do meu trabalho e me recrutou logo depois. Quando surgiram suspeitas de tráfico de urânio, uma força tarefa foi montada e fui designada para me tornar a esposa do Richard, então um alto executivo da matriz da Imperium. A ideia é que eu o utilizasse como ponte para chegar no Mr. Bronson.

- Bronson. Sempre ele ... – Resmunguei.

Ela concordou com um meneio de cabeça e continuou:

- Bem ... o burro do meu ex-marido, ganancioso e querendo subir a jato na carreira, aceitou se tornar o CEO da recém-inaugurada filial da Imperium no Brasil. Como esposa, eu tive que segui-lo, sem conseguir me aproximar do Bronson. Ainda assim, como ele fazia viagens regulares para participar de reuniões na matriz, eu o acompanhava e tentava me insinuar discretamente para o Bronson. Inclusive, foi numa dessas ocasiões que eu conheci a Helena.

- E por que você e ele nunca ...? – Insinuei.

- Porque o Bronson parecia ter um sexto sentido. Eu tentei. E como tentei ... Fiz de tudo para ele me notar, me desejar, mas aquele filho da puta não me dava chance. Parece que ele sabia quem eu era e o que eu queria.

- E o que você queria?

- Entrar na mansão dele, hackear sua rede interna, colocar microfones, câmeras, tirar cópias de documentos, enfim, conseguir qualquer coisa que o ligasse ao tal esquema de tráfico de urânio.

- Certo. Entendi! Onde a Helena entra nessa história?

- Vamos chegar lá ... Se não me engano, a primeira vez que Bronson encontrou pessoalmente a Helena foi nos Estados Unidos, numa dessas viagens. E o filho da puta se encantou por ela de imediato! Eu já estava há anos casada com o Richard, só para tentar me aproximar dele, e a Helena, de uma hora para outra, virou a queridinha, sem esforço algum.

- Certo. Continue ...

- A Helena nunca iria ceder ao Bronson por vontade própria. Ela nunca escondeu de ninguém o amor, admiração e respeito que tem por você. Sei disso, porque num coquetel lá nos Estados Unidos, eu brinquei com ela dizendo que o todo poderoso CEO a tinha notado e ela falou que não havia chance alguma de algo entre ela e ele acontecer.

- Mas aconteceu ...

- Calma! Vamos por partes, doutor. – Ela me fez parar e vendo que eu a havia atendido, continuou: - Conclui que eu só conseguiria entrar na mansão do Bronson, se conseguisse, com a ajuda da Helena. Mas mesmo se eu não conseguisse, ela certamente conseguiria. Então, comecei a me aproximar dela e ...

- Espera aí! – Eu a interrompi agora, inclusive levantando a minha mão: - Aquela porra de tatuagem da Helena com um “B” ... Era para você!?

- Então ... Aquilo foi uma besteira que fizemos num momento de ...

- Você é a tal amante da Helena!?

- Amante!? O senhor já sabia de mim? Mas como?

Rapidamente expliquei a história contada por minha mãe, fato que a surpreendeu, pois ela não imaginava que Helena havia falado dela para ninguém. Ela tomou outro gole de sua água e me encarou:

- Helena e eu ... Bem! A gente se envolveu. Isso é um fato. Eu a seduzi num primeiro momento, mas a Helena é tão ... especial, tão ... doce. Nossa! Eu acabei sendo seduzida por ela depois. E nós ... acabamos nos tornando amantes.

- Então, Helena realmente me traiu. – Concluí, dolorosamente agora tendo uma resposta definitiva a minha pergunta.

- Não há outra forma de dizer isso, doutor. Mas em defesa da Helena, ela nunca quis que fosse algo só nosso, só entre ela e eu, e isso ela sempre deixou muito claro. Ela queria que o senhor me conhecesse e que o senhor me aceitasse.

- Como amante dela!? – Perguntei, surpreso com a excentricidade da proposta.

- De vocês? O senhor pode não acreditar, mas a Helena sempre falou tão bem de você que eu acabei me afeiçoando também. A nossa ideia era inclui-lo em nosso relaciona ... Enfim, queríamos convencê-lo a aceitar um trisal.

- Sei ... E se eu não aceitasse?

- Se isso acontecesse, Helena já tinha feito sua escolha há anos atrás quando se casou com você. Então, nós, eu e ela, romperíamos.

- Difícil acreditar, não é? Afinal, quem faz pelas minhas costas, mentindo, pode muito bem mentir para você também para continuarem se encontrando.

- Ela nunca mentiu para o senhor. Ela apenas omitiu o que vinha acontecendo por ainda não encontrar uma forma sutil de contar.

- Por favor! Vamos discutir a semântica de palavras agora!?

- Não. Claro que não. Desculpe. – Ela fez uma pausa, tomou outro gole de água, ganhando algum tempo e continuou: - Aquela tatuagem era uma brincadeira para nos unir. Helena me disse que a fez para o dia da festa porque queria me apresentar pessoalmente a você. Daí nós duas tentaríamos te convencer a ir para um motel.

- Mas e o Richard!? Como você faria com ele?

- Richard!? Aquele tonto só tinha olhos para o Bronson quando ele estava por perto. Se eu saísse, ele nem teria dado falta de mim.

- Tá! Ele não vem ao caso. Só que vocês não contaram com uma coisa: eu poderia não aceitar a traição da Helena. E se ela me escolhesse, você terminasse com ela e eu terminasse com ela? Como ficaria essa história?

Ela se calou brevemente e sorriu de uma forma maliciosa, mas contida, discreta. Então, perguntou:

- Você poderia não aceitar o que eu e ela vínhamos tendo? Poderia e eu estaria lá para consolar a Helena. Mas também poderia ver além e enxergar possibilidades.

- Está tentando me seduzir, Jasmine? Ou Brianna, ou sei lá a porra do nome que você está usando ... Eu não estou no menor clima para romance!

- Eu ... Desculpe! Não foi minha intenção. – Ela disse, baixando o olhar e se calando por um instante: - O que mais gostaria de saber, doutor?

- Já sei que a Helena me traiu com você ... Sei que ela até fez uma tatuagem em sua homenagem e ...

- Em nossa! – Ela me interrompeu: - Em nossa homenagem.

- Como assim?

- Era um B duplo, vazado, de Bri e Beto, no ramo da pimentinha, uma brincadeira para simbolizar seu bem querer pelos seus amores.

Desviei o meu olhar ao ouvir aquilo e instintivamente, balancei minha cabeça de forma negativa. A loira se sentou na ponta da cadeira, se aproximando de mim e disse:

- É a verdade, Roberto. Desculpa a intimidade, mas eu prefiro assim. – Ela então suspirou e deu a facada final: - Eu e Helena ... a gente se envolveu, emocionalmente, romanticamente.

Eu a encarei, surpreso e bravo:

- Pior ainda! Significa que ela desenvolveu sentimentos por você ... É pior que a traição física.

- Então, se tivesse sido apenas sexo, estaria tudo bem para você, é isso? – Ela me interrompeu novamente.

- Não! Não é isso.

Levantei-me irado e dei a volta à mesa. Segurei em seu braço, a levantei de uma forma mais brusca do que eu pretendia e comecei a puxá-la na direção da porta. Não sei direito como tudo aconteceu, mas quando dei conta estava sendo virado no ar e jogado ao chão como um saco de batatas. Quando abri os olhos, tive apenas a chance de ver aquela mulher levantando a barra da saia de seu vestido, exibindo a renda de suas meias 7/8, e de se sentar sobre o meu colo, segurando ambas as minhas mãos e praticamente encostando seu nariz ao meu:

- Olha, Roberto, precisamos conversar para ajudar a Helena e ...

Ouvi dois toques na porta da minha sala que se abriu, revelando Laura, minha assistente pessoal. Ela, naturalmente, ficou travada ao ver aquela cena, eu deitado no chão e aquela deusa loira sobre mim. Sem nada melhor para dizer, balbuciei:

- Não ... Não é nada do que você está pensando, Laura.

Ela ficou roxa, envergonhada, olhou para baixo, sussurrou um desculpa e saiu, fechando a porta atrás de si. Nesse momento, senti um peso sobre o meu pau, era a Jasmine praticamente soltando o seu peso sobre o meu corpo. Não sei se era a tensão do momento, mas senti um calor lá embaixo:

- Sai de cima de mim, Jasmine.

- Prefiro que me chamem de Bri.

- Sai ... de cima ... de mim! – Insisti, elevando um pouco a minha voz.

Ela se levantou, ajeitou a saia e me estendeu a mão. Recusei. Levantei-me sozinho e fui até a porta. Assim que coloquei a mão na maçaneta, ela falou:

- Tudo bem. Foram muitas informações. Vou deixar meu telefone com você. Ficarei no Brasil até o final de semana. Ligue se quiser conversar.

Peguei o seu cartão e nossas mãos se tocaram, e permaneceram unidos por um tempo desnecessários. Olhei em seus belos olhos e abri a porta:

- Até mais ver, Dr. Beto.

- Tchau, Brianna.

Ela saiu, deixando-me com mais dúvidas que respostas. Mas uma resposta foi certeira e só confirmou o que eu já sabia: Helena realmente havia me traído e o pior aparentemente havia desenvolvido sentimentos pela tal Brianna.

Já eram quase 15:00 e eu tinha uma consulta com uma terapeuta que vinha me ajudando a atravessar essa fase. Assim que me deitei no recamier, contei para a Sandra da visita da tal Bri, com todos os detalhes:

- E foi isso. Agora tenho certeza de que fui traído e que a Helena também ama essa tal de Brianna.

- Você não pode dizer que a Helena ame a Brianna sem ouvir isso diretamente dela, Roberto. Você só tem parte da informação ainda.

- Mas não duvido. Aliás, hoje, eu não acredito em mais ninguém.

- Entendo que isso deve ser um choque enorme. Mas vamos explorar isso com calma, ok? Fala pra mim... O que você está sentindo agora, sabendo dessa traição? Raiva, tristeza, confusão? Tente descrever.

- Sinto uma mistura de tudo. Raiva, sim, porque ela foi desonesta comigo. Tristeza ... acho que também, pela perda da confiança em uma pessoa que era tudo para mim. Minha cabeça é uma bagunça só, Sandra. É como se o mundo que eu conhecia não existisse mais.

- Essa confusão é comum em situações de infidelidade e estou aqui para ajudá-lo a se organizar. Fica tranquilo. Vamos explorar um pouco mais: você acha que o fato de a traição ser com uma mulher torna isso pior do que se fosse com um homem?

- Não sei se pior ... Fui criado numa cultura em que mulher se relaciona com homem. Então, quando soube que a Helena se relacionou com outra mulher, fiquei chateado, mas curioso também.

- Por que curioso?

- Nunca imaginei que a Helena sentisse atração pelo sexo feminino. Sempre pensei que ela fosse hétero. E é estranho, porque ao mesmo tempo que me deixa curioso, me dá a sensação de ser insuficiente, inadequado.

- Essa confusão é válida, Roberto. Muitos pacientes questionam se a traição com uma mulher é pior do que com um homem. Em contextos conservadores, a traição com outro homem é frequentemente vista como a mais grave, porque toca no medo ancestral da incerteza da paternidade e da quebra a exclusividade sexual central ao contrato monogâmico tradicional. É um golpe direto no ego masculino e na estrutura familiar potencial. Por outro lado, quando a traição é com outra mulher, embora seja uma violação de confiança também, alguns homens inicialmente a veem com menos gravidade, às vezes até analisando-a como a realização de um fetiche por não envolver um rival masculino. No entanto, ela ainda gera inseguranças profundas sobre a intimidade emocional, porque, afinal, foi uma traição. O que você acha? Isso faz sentido para você?

- Não sei ... Para mim ... acho que é pior com uma mulher. Se fosse um homem, eu poderia enxergar como uma competição que eu perdi, algo que eu pudesse "consertar" melhorando no relacionamento. Mas com Brianna ... Será que a Helena sempre teve essa atração e me escondeu? Ou será que eu falhei em atender as suas necessidades sexuais e ela só foi encontrar suficiência em outra mulher? Vai contra tudo o que eu imaginava sobre nós. Mas agora, ouvindo você, começo a ver que, com um homem, talvez fosse pior. Sei lá ... Talvez eu esteja invertendo isso por insegurança pessoal.

- Medo do diferente, Roberto, mas é um medo que deve ser validado, compreendido, para ser superado. – Sandra anotou algo em seu caderno e continuou: - Agora, sobre o suposto envolvimento emocional que Brianna mencionou que ela desenvolveu por Helena e vice-versa. Você considera isso mais grave do que se fosse puramente sexual?

- Definitivamente mais grave quando envolve sentimentos. Se fosse só um sexo casual, eu poderia entender que ela teve uma fraqueza, uma curiosidade ... Sei lá! Algo físico que não toca o amor que temos. Mas se elas se apaixonaram, significa que Helena encontrou em Brianna algo que faltava comigo.

- E como você se sente?

- Traído, e substituído no coração dela. Como se nosso casamento fosse uma fachada. Acho que acabou mesmo para a gente, Sandra.

- Veja bem ... Geralmente, a traição com envolvimento de sentimentos é vista como a pior, porque implica que o parceiro não estava somente insatisfeito em um critério, mas sim procurando uma validação externa de caráter mais permanente. Não era só para satisfação de um desejo passageiro, mas também para compartilhar amor, intimidade e tempo com outra pessoa. E, sim, isso é muito mais destrutivo ao cerne do relacionamento.

- E essa proposta de me incluir ... – Ri sarcasticamente, respirando fundo antes de continuar: - A Brianna disse que a Helena nunca pensou em me largar e que queria que eu conhecesse a Brianna e a aceitasse para vivermos um trisal. Um trisal, veja se tem cabimento? Sinceramente? Isso não me soa como amor, mas mais como uma forma de não querer perder, de querer ter tudo.

- Essa percepção de substituição é comum. Mas e se a proposta de inclusão for verdadeira? E se a Helena realmente queria compartilhar o sentimento que tem por essa Brianna com você? Você veria espaço para isso? Você tem ou teria curiosidade nessa dinâmica?

- Curiosidade!? – Calei-me por um instante, refletindo: - Não sei. A Brianna é mulher lindíssima, dona de uma beleza bem diferente da de Helena. Mas ... por mais tentador que seja, quem garante que Helena não estaria só ganhando tempo antes de me trocar em definitivo?

- Você parece ter abertura para experimentar uma experiência dessas, Roberto. O que te falta ainda é uma conversa franca com a Helena para corroborar as informações que recebeu dessa tal Brianna. Talvez aí, com mais elementos, mais informações, você consiga ter uma visão melhor do que realmente está envolvido. O meu conselho para você nesse momento é não decidir nada antes de confrontar Helena. Pense nisso.

Chegou então o dia da audiência de divórcio. Novamente estávamos frente a frente com o Dr. Lauro capitaneando os trabalhos. Apregoados, entramos na sala e nos assentamos à mesa. Nos monitores em que acompanhamos os trabalhos, nenhuma imagem de Helena:

- Dr. Assis, cadê a sua cliente? Se ela não comparecer, vou extinguir o processo por falta de interesse de agir da parte postulante.

- Eu ... Ela está ciente e se comprometeu a comparecer virtualmente, Excelência. Acredito que deva entrar na sala virtual a qualquer momento e ...

Nesse mesmo instante, um pedido de acesso surgiu na sala de espera virtual, de um número grande, estranho, certamente internacional. Tirei um print da tela e enviei imediatamente para o Zico, que tentaria localizar seu paradeiro através de cruzamento de antenas.

O acesso foi liberado e Helena surgiu na tela, vestindo um tailleur azul marinho, seu cabelo preso num coque baixo, a imagem da executiva que eu me lembrava bem:

- Senhora Helena Camargo? – Perguntou o Dr. Lauro: - A senhora está me ouvindo bem.

- Muito bem, Excelência. Obrigada. E vocês? Me ouvem bem?

- Sim, estamos. – Confirmou o juiz: - Senhora Helena, estamos aqui hoje para tratar de um pedido de divórcio que o Dr. Assis ajuizou em seu nome. Como praxe, eu peço o comparecimento das partes para tentar uma reconciliação do casal. Se não for possível, partimos então para uma tentativa de conciliação quanto aos termos do divórcio. Então, eu gostaria de perguntar: há possibilidade de reconciliação entre a senhora e o doutor Camargo?

Helena se calou por um instante, parecia apreensiva, tensa. O juiz insistiu:

- A senhora entendeu a minha pergunta, senhora Helena? Quer que eu a repita?

Helena piscou duas vezes encarando o monitor, como se tentasse olhar no fundo dos meus olhos. Então, disse:

- Não, Excelência. Eu entendi perfeitamente bem. E a minha resposta também é não. Não quero a reconciliação. Desejo me divorciar do Robertinho ...

“Robertinho!?” A forma como ela me chamou acendeu uma luz vermelha imediata na minha cabeça, estranha, brilhante, pulsante:

- Pela ordem, Excelência! – Falei.

- Pois não, doutor? Algum problema?

- Acho que sim, Excelência. Acredito que estamos frente a uma impostora.

- Como assim, doutor?

- O senhor poderia perguntar para ela, onde nós passamos a nossa lua de mel?

- Para que isso, homem!?

- Essa pessoa não saberá responder ... – Escrevi essa e outra questão num papel, com as respostas e entreguei nas mãos do juiz: - Nem essa, nem essa!

O juiz leu o papelzinho e me encarou nada satisfeito com a interrupção. Mas ficou curioso:

- Senhora Helena, onde passaram a sua lua de mel?

- Num resort em Cabo Frio. Foram dez deliciosos dias ...

- Qual o nome do pet que vocês levaram nesse evento?

- Pet!?

- Sim. Vocês não levaram um animal de estimação junto?

Poucas pessoas sabiam dessa informação, mas na nossa lua de mel, tivemos que levar o Ribamar, o peixe beta da Helena, conosco. Ela não teria como ter esquecido dele:

- Não levamos pet algum.

- Nem mesmo o Ribamar, Helena? – Perguntei eu, olhando para a tela.

- Ah, o Ribamar. É claro. Como pude me esquecer dele ...

- Que tipo de pet era o Ribamar, senhora Helena? – Insistiu o Dr. Lauro, agora mais incisivo: - Era o seu pet. Então, a senhora deve saber.

Antes que ela respondesse, recebi uma mensagem no meu celular, simples e direta:

“Ative o roteador wi-fi do seu celular. AGORA, CARALHO!! E não desliga essa bagaça!”

Como era um pedido vindo do Zico. Então, fiz sem titubear. Quase que imediatamente os monitores da sala de audiência sofreram uma espécie de interferência. Então, voltaram a funcionar corretamente, mas a imagem da Helena ficou estática:

- Senhora Helena? Senhora Helena, está nos ouvindo? – Perguntou o Dr. Lauro, voltando-se para seu escrevente: - Jair, a conexão caiu?

A resposta veio negativa.

A imagem da Helena começou a se mover novamente, mas agora com quebras de quadro. Ficou ainda mais interessante quando as quebras ficaram mais lentas e por trás da imagem quebrada parecia haver outra, de uma outra pessoa:

- Senhora Helena? Sua imagem ...

Não houve tempo sequer do juiz terminar suas considerações e uma falha ainda maior na sobreposição da imagem revelou outro rosto, o de uma mulher totalmente desconhecida, morena como Helena, mas de rosto bem diferente:

- Quem é a senhora? – Perguntou o Dr. Lauro.

A mulher arregalou os olhos e encarou algo a seu lado, talvez um monitor ou outra pessoa. Então, falou:

- Sou Helena. Helena Camargo, Excelência.

- Não. A senhora não é a mesma mulher que estava até agora na minha audiência. Quem é a senhora? – O juiz insistiu.

A transmissão foi então encerrada a partir da origem. O Dr. Lauro olhou para o escrevente e deu algumas instruções para guarda da gravação, cópia em backup e disponibilização de cópia para envio. Então, se voltou para o Dr. Assis:

- Explique-se, doutor.

- Eu ... Eu estou tão surpreso quanto o senhor, Excelência.

- Sei ... – Resmungou o juiz: - Não sei o que o senhor pensa que está fazendo, mas na minha vara, o senhor não vai fazer bagunça. Jair entra na ata e anote aí:

“Durante a realização da audiência de tentativa de reconciliação ou conciliação em processo de divórcio, verificou-se a utilização de tecnologia de sobreposição de imagem com uma terceira pessoa se passando pela postulante original, configurando grave prática contra a Justiça e aos interesses das partes.

Determino:

Intime-se o Ministério Público, com cópia da ata e da gravação da audiência, para tomada das providências que julgar pertinentes em virtude do possível cometimento de crime de falsidade ideológica.

Intime-se o Ministério Público Federal, também com cópia da ata e da gravação da audiência, para tomada das providências que julgar pertinentes em virtude do possível cometimento de crime contra a soberania nacional da Justiça Brasileira por deturpação das telecomunicações, obrigação do Estado delegada a concessionária pública.

Intime-se o Ministério das Relações Exteriores, com cópia da ata e da gravação da audiência, para tomada das providências que julgar pertinentes para localização e repatriação de pessoa brasileira, no caso a senhora Helena Camargo

Intime-se a OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, seção de São Paulo, com cópia da ata e da gravação da audiência, para tomada das providências que julgar pertinentes em virtude do possível cometimento de infração ética-disciplinar pelo Dr. Assis, em virtude do ajuizamento de ação em nome de pessoa não verificada.

No mais, extingo o presente feito por ausência de interesse da parte postulante.

Condeno o advogado da então postulante como incurso nas penas da litigância de má-fé, em multa equivalente a 1% (um por cento) do valor corrigido da causa e honorários sucumbenciais de 10% (dez por cento) do valor corrigido da causa, devidos a parte contrária e seu advogado, neste caso, a mesma pessoa.

Saem as partes intimadas.

PRIC.

Data supra.”

A audiência foi encerrada e o Dr. Assis saiu quase correndo do Fórum, o telefone grudado ao ouvido, mas em distância que não me dava condições de ouvir o que dizia. Antes de sair, o Dr. Lauro me chamou de volta e perguntou o que estava acontecendo. Expliquei rapidamente da situação da Helena e ele disse que agora cobraria oficialmente do Ministério das Relações Exteriores ação na busca de respostas sobre o paradeiro dela.

Assim que eu entrei no meu carro, recebi uma ligação de um número desconhecido. Atendi meio temeroso:

- Gostou do que eu fiz, meu totoso?

- S.A.R.A.!?

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 345Seguidores: 713Seguindo: 20Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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O agente 86 (Beto), continua às cegas, mas agora ele já sabe que foi traído. Mas Helena o traiu somente com a agente Bri.

A agente o procurou para tentar justificar? A agente 99 (S.A.R.A) sempre salvando o 86. Kkkkk...o Zico é o chefe kkkk. Aguardar o excelentíssimo Sr. Mark postar o próximo capítulo semana que vem.

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Acho que tirando toda a perfumaria, o que ficou desse episódio pra mim foi o fato da Brie falar sobre ajudar a Helena. Sinal que nem ela sabe onde ela está ou o que aconteceu e está preocupado.

E uma última coisa...eu me sinto um ratinho num laboratório tomando choques...kkk...toda discussão anterior sobre traição...sobre o fato de ser com mulher ou homem é pior ou o fato da traição ser com sentimentos ou não, foram muito discutido após as enquetes da dona Id@. Kkk

Muito bom Mark...acho que estamos chegando ao fim da história. Impressionante como consegue prender a audiência...

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Não sei se agora faz sentido comparar a Helena com a Capitu?

A não ser que se considere uma mentira da Bri, elas terem se envolvido sexual e sentimentalmente !!!

Caso contrário, ela traiu o Beto. Com uma mulher, mas traiu.

E mais, se considerarmos o vídeo verdadeiro (pela resposta da Bri ao Beto), também com um homem. Ou vocês acham que o que aconteceu no vídeo (as atitudes do homem), não representam traição da Helena para com o Beto?

*** botando lenha na fogueira ***

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Quis botar fogo no parquinho, né? kkkkk

Mas vamos lá, quem garante que a Bri não foi ao encontro do meu mano Beto a mando da CIA?

Tudo é possível. Mark fez uma história que dá para desconfiar de tudo e de todos kkkkk

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Como eu disse … se tudo for uma mentira, tá valendo.

E se não ?

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Até tu Brutus?

Fogo na floresta!

🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥

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Helena Capitu pra quem tinha dúvidas... e isso é fascinante kkkkk

O amigo Sensatez teve sua comprovação final. Beto foi traído. Então onde está a Capitu aí? A Capitu está em saber se ela traiu com Mr Bronson?

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Bom, mais um capítulo que Roberto ficou remando no mesmo lugar contra a correnteza...

Tem coisas que aconteceram nessa viagem que mudou toda a síntese dos envolvidos na investigação.

Não foi a toa que Bronson conseguiu a fiança e depois fugir.

Agentes da CIA mudaram de lado.

Não dá nem pra saber se a Helena está viva.

Ainda continuo apostando em um final trágico para a Helena.

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Na realidade, o único que não sabe de nada é o Beto e nós, somente mentiras, nem a afirmação da Bri pode se considerar verdadeira!

Até aqui o Mark está nos transformando no marido de Capitu.

Será que saberemos da verdade?

A Bri falou que Helena está em perigo, mas de quem?

O Mark deve estar sentado com seu Whisky cowboy, 21 anos, lendo tudo que escrevemos aqui, com seu sorriso de canto de boca, e dizendo: NÃO SABEM DE NADA INOCENTES!

A Nanda ao seu lado, com o legítimo pão de queijo mineiro, e café Orfeu, gargalhando da nossa inocência! 🤦🏻🤦🏻

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Sabemos agora que a carta é mentirosa, mas porque estão tentando fazer a separação da Helena com o Beto?

Mais dúvidas!

Mark, Mark!

Só semana que vêm para a continuidade?

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Ok. Mais uma dose homeopática de revelações.

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