Não Basta Ser Pai 43

Um conto erótico de Xandão Sá
Categoria: Gay
Contém 7092 palavras
Data: 21/02/2026 20:21:44

Acordamos no outro dia com o mesmo sentimento estranho entre a gente, Patty estava distante, parecia me evitar e eu não estava sabendo lidar com isso. Tentei falar sobre o assunto de novo e ela me cortou, dizendo que de noite a gente conversava, aí sugeriu a gente sair pra jantar pra termos mais privacidade. Só me restou concordar e aceitar. Por conta disso, passei o dia no trabalho com a cabeça ruminando, tentando me concentrar no tanto de coisa que eu tinha pra fazer mas estava especialmente difícil e Wellington percebeu. Após uma reunião rápida com a equipe, ele esperou a equipe sair da sala para me perguntar o que estava acontecendo. Expliquei a ele de forma resumida o que tava rolando com Patty e uma expressão de preocupação tomou conta do rosto dele que, mesmo assim, tentou me tranquilizar:

- Vai ver que não é nada demais, nada que uma boa conversa não resolva. Você mesmo me disse que Patty tem umas cismas aleatórias, que ela às vezes implica do nada.

- é, tem isso, mas quando ela começa a implicar com algo, ela tá procurando briga e dessa vez ela não subiu o tom, não quis discutir, apenas mostrou que não está bem comigo…

- Estranho ela agir assim, mas…

- Mas…?

- E se isso for um sinal de que ela quer discutir a relação…? Vocês seguirem casados morando em cidades separadas, isso pode gerar desgastes no casamento…

- é nisso que estou pensando e, quer saber, estou preparado…

- Preparado?

- sim, preparado! Se para ela o casamento acabou, que seja. Não vou insistir em levar adiante nosso casamento se ela acha que acabou. O mais maluco dessa história é que na ida a Sampa há poucas semanas as coisas pareciam tão bem, eu te contei como a gente se divertiu, a presença de Dan e Juan foi uma boa, família reunida, sei lá, vá entender cabeça de mulher…

Wellington entendeu minha angústia e tentou me distrair mudando de assunto, falou do quanto seu primo Dedé só falava de mim e de meus dotes, rimos um pouco, rolou até um clima de tesão, mas mudamos de assunto antes que a coisa ficasse fora de controle. Final do expediente fomos pra academia, treinamos, namoramos um pouco no carro e deixei Wellington em casa, tinha marcado pra jantar com Patty, ela estava me esperando. Cheguei em casa e ela estava se vestindo, tomei uma chuveirada rápida enquanto ela me dizia que, depois de insistir muito, tinha conseguido marcar uma conversa com os pais de Juan para a amanhã de manhã, mas pediram para que ela fosse sem Dan, ia ser uma conversa só entre os pais. Ela perguntou se eu podia ir e eu disse que sim, que mandaria mensagem pra minha secretária assim que acordasse cancelando minha agenda da manhã para estar do lado dela nessa. Ela abriu um sorriso de alívio e voltou a se maquiar enquanto eu me terminava meu banho. Quando fui me vestir notei que a maior parte das roupas de Patty não estava mais no closet e que tinha duas malas arrumadas no chão. Ali, já entendi tudo mas deixei que ela falasse no jantar.

Fomos para um restautante italiano sofisticado no Cocó que a gente gosta muito. Conseguimos uma mesa num canto mais reservado, pedi vinho para ela e água com gás para mim, eu tava dirigindo e, depois do garçom nos servir, fui direto:

- sou todo ouvidos!

- Duda, direto e sem rodeios: a gente precisa formalizar nossa separação, quero botar no papel, deixar tudo resolvido porque, na prática, a gente já está separado, seguimos caminhos diferentes e depois da minha ida pra São Paulo a distância entre nós ficou muito clara. Eu quero uma coisa, você quer outra. Não estou me sentindo bem com isso, com a sensação de que estamos empurrando com a barriga um fim que já deu.

- é isso mesmo que você quer? Assim, sem uma conversa, sem a gente ouvir um ao outro e tentar se entender?

- Du, nosso casamento acabou. A gente se ama, de outro jeito, eu sei que a gente se ama, só que o amor que a gente tem não sustenta mais um casamento. A gente é amigo, somos o melhor amigo um do outro, e eu sei que a gente ainda sente tesão um pelo outro mas o sentimento, o amor, isso não existe mais... Você se apaixonou e eu quero estar livre para me apaixonar também se aparecer alguém. Levar nosso casamento adiante seria mentir para nós mesmos.

Ouvir Patty falar aquilo foi um balde de água gelada que me fez tremer por dentro. Ao mesmo tempo, trouxe um sopro de alívio para um fio de tensão e ansiedade que estava ali o tempo todo nos últimos meses. Tentei conciliar a ideia de que minha abertura para se envolver com outras pessoas não colocava meu casamento em risco, mas na prática não foi assim que as coisas funcionaram, a partir do momento que rolou sentimento. Se tivesse sido apenas uma questão de tesão, talvez a gente não tivesse chegado àquele ponto, mas tinha deixado de ser só sexo, só putaria quando conheci Wellington e percebi que meu desejo por ele ia além. Meu interesse amoroso já não era mais por minha mulher. E isso foi algo que já havia se manifestado quando comecei a transar com meu irmão. Ali eu senti pela primeira vez que poderia ter uma relação amorosa com outro homem. Eu já amava meu irmão e a gente foder trouxe uma camada a mais ao nosso vínculo. Se na época eu tivesse me separado de Patty, teria ido viver com Guga, sem dúvida alguma. Todas essas coisas passaram pela minha cabeça como um flash e ao voltar a olhar para minha mulher, fui tomado de uma tristeza que eu diria inevitável, havia uma morte ali, um fracasso, um fim e ela percebeu meu olhar ficando nublado:

- Du, estou querendo apenas deixar as coisas claras e definidas. Eu sei que isso nos traz um tanto de tristeza, é quase um fracasso mas não vamos pensar assim. Nosso casamento deu muito certo, só que ele, como tudo na vida, teve um prazo de validade e o nosso venceu. Então, como sempre fizemos, vamos tratar disso sem agonia. Não tem confusão. Você é meu melhor amigo, meu companheiro mais incrível e eu não quero nem vou perder isso, eu vou estar aqui sempre pra você, é para ti que eu vou voltar quando precisar de qualquer coisa, de um abraço, de colo, de carinho, de conselho…

- E nosso filho?

- Que é que tem Dan? Ele continua sendo nosso filho e agora, mais do que nunca, vai ser nosso ponto de ligação. O pai biológico dele nunca contou. E eu até preferi que ele sumisse de vez. Por isso, Dan ainda precisa muito da gente e tenho certeza que vamos continuar dedicados a sermos os melhores pais que ele precisa ter. Além disso, ele vai continuar morando com você, tenho certeza que Dan não tem planos de ir para Sampa morar comigo.

- é, eu também acho que Danzinho vai preferir ficar por aqui. Guga me disse que ele vai aplicar a nota do Enem para universidades aqui em Fortaleza.

- Ele também me disse e eu apoio. Dan já tem idade para fazer escolhas e se responsabilizar por elas.

- Eu não sei o que dizer, Patty, me sinto tão culpado…

- Culpado de que, meu amor? Você esquece que foi eu que te empurrei na direção do que teu coração pedia?

Concordei com ela balançando minha cabeça, lembrando da conversa que a gente teve quando ela deixou claro que sabia que da minha bissexualidade e me encorajando a viver a minha verdade. Estendi a mão e toquei seu braço, lhe fazendo um carinho que Patty aceitou. A barreira física que ela tinha colocado entre a gente se dissipou depois dela ter desabafado. Ficamos nos olhando em silêncio, até que lhe perguntei:

- Como você quer fazer? Quais são seus planos?

- O primeiro deles é a gente falar com Dan. Depois a gente fala com o resto da família. Pra mim vai ser mais complicado porque você sabe como são meus pais, família do interior. Você só tem Guga pra contar, praticamente não convive com seus primos então vai ser mais simples. Sobre as questões materiais, ainda não pensei em nada. Talvez investir num apartamento em Sampa, embora o flat que a empresa paga pra mim me atenda plenamente. Não sei… o que você acha?

- Não tenho nenhuma ideia mas tô pensando aqui numa coisa: a gente vê tudo que tem, imoveis, aplicações, etc. e divide por três, tipo quarenta por centro pra você, quarenta por cento pra mim e vinte por cento a gente investe em algo pra Dan…

- Tá vendo como você é o melhor marido do mundo, Duda… você contribuiu muito mais para o nosso patrimônio do que eu e, mesmo assim, quer dividir igualmente, aliás, quer privilegiar a mim e ao nosso filho… vou pensar na proposta e te falo, tá?

- Tá… mas por ora a única coisa que peço é continuar na nossa casa, gosto de lá e não quero me preocupar agora em ter que me mudar…

Ficamos conversando nesse tom amigável e conciliador até que chegou a hora de voltar pra casa. Quando chegamos, não vimos sinal de Dan, mas o carro dele estava na garagem. Devia estar no quarto dele e decidimos conversar com ele no dia seguinte, então subimos e ao nos aproximamos do quarto, fiz um último pedido:

- Dorme comigo, só mais essa noite…

Patty sorriu com súbita timidez e, ainda que pareceu hesitar por um momento, aceitou meu convite. Assim que entramos foi inevitável a gente se abraçar e se beijar. Podia ser paradoxal mas tivemos uma noite incrível. Namoramos e fodemos como se fosse a primeira vez. Talvez porque fosse a última. Acho que minha vaidade de macho ficou mexida e quis provar – provavelmente a mim mesmo – que eu era capaz de fazer minha agora ex-mulher feliz, então me desdobrei para fazer ela gozar muito, chupei sua bucetinha como se precisasse do seu caldinho pra viver. Patty gozou várias vezes, inclusive quando comi seu cuzinho, depois de esfolar sua buceta. Leitei minha esposa duas vezes e fomos dormir não sei que horas da madrugada. Quando acordamos, trocamos carinhos e Patty brincou comigo dizendo que a gente tinha evoluído de marido e mulher para amigos que fodem. Rimos e celebramos, de algum modo, que nossa cumplicidade ganhava novos contornos mas seguia forte.

Na hora de tomar banho, cada um tomou banho separado, nos vestimos e descemos para tomar café. Dalvinha estava na cozinha conversando animada com Dan. Sentamos e a conversa seguiu animada até que Patty aproveitou que Dalvinha terminou o café dela e subiu para arrumar os quartos. Então, ela falou pra Dan sobre a decisão da gente se separar e meu filho se emocionou, lágrimas boiaram em seus olhos lindos. Patty explicou a ele que pouca coisa mudava na prática, a gente já estava praticamente separado, mas que ela continuaria vindo a Fortaleza de vez em quando e que ele iria a Sampa vê-la sempre que quisesse, que passariam férias juntos e que nós dois continuaríamos amigos e companheiros. Dan continuou com uma carinha triste mas a ansiedade sobre o nosso próximo compromisso também estava presente no emocional dele e Patty aproveitou o assunto para deixar claro que nossa história, juntos, não se acabava ali:

- Filho, eu e seu pai deixamos de ser marido e mulher mas continuamos amigos e parceiros. Estaremos sempre aqui pra você. Sei que você quer continuar morando com seu pai. Eu virei de vez em quando pra puxar sua orelha e botar ordem na bagunça porque sei que seu pai é um frouxo na hora de lhe botar no eixo.

- Poxa, não é bem assim…

- é assim, sim, você passa a mão na cabeça para todas as coisas que Dan apronta, mas tudo bem, eu continuo com o papel de chata…

Rimos e Patty entrou no assunto que teríamos a resolver agora de manhã:

- Dan, vamos só eu e seu pai pra essa reunião. O irmão de Juan falou que os pais dele queriam essa conversa só entre os pais, tá bom filho?! Mas eu prometo que a gente vai dar um jeito nisso.

- Tá bom, mãe, eu só quero meu namorado de volta…

Dan choramingou mais um pouco e ficou abraçado comigo enquanto Patty subia para pegar sua bolsa. Ela demorou um pouquinho e quando entramos no carro, me explicou que aproveitou para explicar a Dalvinha as mudanças na situação. Nossa diarista ficou triste e de uma forma muito fofa primeiro se ofereceu pra ir pra Sampa cuidar dela, depois prometeu tomar conta de mim e de Dan. Seguimos conversando sobre essa e outras questões até chegarmos à região das Dunas onde ficava a mansão da família de Juan. Estacionamos na rua e nos identificamos na portaria de segurança. Nossa presença já era aguardada e o segurança orientou que entrássemos com o carro. Assim eu fiz e ao parar no local indicado, pouco depois o irmão de Juan apareceu. Era uma versão um pouco mais velha e tão bonita quanto do nosso genro. Nos recebeu com simpatia e enquanto nos levava para um dos salões, conversou um pouco sobre a posição dele, que não aceitava a forma como a mãe tinha lidado com a situação e que ele estava defendendo o irmão quando fomos interrompidos pela chegada dos pais. Ramon, o pai de Juan, era um homem bonito, másculo, aperto de mão firme e mostrou cordialidade ao nos cumprimentar. Já a mãe tinha uma expressão fechada e não estendeu a mão para nos cumprimentar.

Sentamos no sofá que o pai de Juan indicou enquanto eles se sentaram nas poltronas opostas. O irmão de Juan se sentou em uma cadeira perto da gente. Quando todos nos acomodamos, Patty, com a impetuosidade que lhe costume, tomou a iniciativa de falar:

- Onde está Juan? Eu queria ver meu genro!

- Genro?

- Sim, Olga, genro, Juan e Dan namoram e sobre isso não há nenhuma dúvida

A mãe de Juan ficou ainda mais nervosa e começou a falar em castelhano:

- Es absurdo que pienses que esta desvergüenza es normal. La homosexualidad es un pecado. Va contra la voluntad de Dios

Patty não se intimidou, poliglota que é, e respondeu em espanhol fluente, surpreendendo a megera da mãe de Juan:

- Vergonzoso es que traten a su hijo como a un criminal y lo mantengan en confinamiento privado.

- El no esta en confinamento privado

- No? Y dónde está Juan? Por qué no nos dejan verlo?

Nessa hora, o pai de Juan se virou pro filho mais velho e disse:

- Trae a tu hermano aquí.

Enquanto o irmão de Juan saia da sala, eu me voltei pro pai de Juan e fiz um apelo:

- Ramon, eu sei que essa situação é difícil para vocês, por causa dos valores e da questão religiosa mas prender Juan e proibir ele de ver Dan não resolve o problema. Não se pode ir contra a natureza das pessoas.

Ramon me olhou por um segundo a mais antes de responder:

- Eu sei, Eduardo, e eu não fui a favor das decisões de Olga. Já cansei de dizer a essa cabeça dura que isso não resolvia o problema… aliás, que isso nem é um problema, não é o que eu queria pro meu filho, mas…

Patty fez um aparte:

- Pois é, Ramon, não podemos tratar como um problema aquilo que não é. Juan é um menino maravilhoso, educado, gentil, responsável. Não tenho dúvida de que ele é um excelente filho. Portanto, não se pode julgá-lo pela sexualidade dele.

- No es cuestión de juicio, señora, sino de pecado, de estar en contra de lo que Jesús enseñó

Esbravejou a mãe de Juan e pela expressão de Patty eu temi que a coisa degringolasse, apertei seu braço pedindo para ela ter calma, ela respirou e encurralou Olga com ironia demolidora:

- Se vamos falar de pecado e usar o Levítico, então, Olga, você vai para o inferno já que está usando uma blusa de seda e uma calça de linho…

A mãe de Juan fez uma cara de espanto e antes de que ousasse responder, Patty arrematou:

- Levítico 19:19 – Não semearás o teu campo com duas espécies de sementes, nem usarás roupa de tecido feito de duas espécies de materiais

- Ah, mas…

- Nem mas nem meio mas, Olga. Selecionar os trechos que convém para dizer o que é pecado não me parece ser uma coisa que Jesus ensinou… se for assim, eu prefiro Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.

- Patricia, intentas enseñarme cómo debería criar a mis hijos?

- Não, Olga, até porque criados eles já estão. O que estou dizendo como mãe para outra mãe é que nosso lugar é amar e ensinar nossos filhos a serem pessoas boas, justas, dignas. E isso você ensinou Juan muito bem. Você tem um filho maravilhoso. Não permita que o preconceito da sua religião afaste seu filho de você. Ou você acha que vai manter Juan preso debaixo de sua saia para sempre?

Quando ela ia responder, Juan chegou na sala acompanhado do irmão. Estava muito abatido, visivelmente mais magro, e assim que nos viu correu para na nossa direção. Nos levantamos e o abraçamos. Ele chorou um pouco agarrado com Patty e só separou quando o pai pigarreou, mas antes ele perguntou baixinho sobre Dan e a gente respondeu que tava tudo bem.

Juan sentou ao lado do pai, enquanto nós voltamos pros nossos lugares. Assim que nos reacomodamos, Ramon falou:

- Gente, essa história já foi longe demais. Vamos acabar com isso.

Se virou para o filho e perguntou:

- Juan, é isso que você quer? Namorar o Daniel? É isso, filho?!

Juan olhou pra mãe, depois pra gente, então se virou pro pai:

- pa…pai… é sim, a gente se ama…

Juan baixou os olhos, envergonhado, enquanto sua mãe bufava de raiva mas antes que ela abrisse a boca, Ramon botou a mão no seu joelho, num gesto que a silenciava e falou:´

- Filho, não foi isso que sonhei pra você, mas se é isso que você quer, então vamos fazer as coisas direito.

- No quiero que haya poca vergüenza dentro de mi casa

- Olga, chega! Você me tirou na empresa por duas semanas, me fez viajar até o Equador e todo esse escândalo a troco de nada. Chega!

- No podéis obligarme a aceptar estas tonterías, basta ya com tus amantes!

A situação escalou de uma maneira lastimável, mas Ramon era um homem experiente, um grande empresário e não se chega aonde ele chegou sem mão firme. Falando baixo, entredentes, veio a ordem:

- Olga, saia!

Antes que ela tentasse dizer algo, ele se levantou e de forma ríspida apontou o dedo indicando uma porta que levava a parte interna da casa:

- Saia!

A mãe de Juan se levantou furiosa, mas obedeceu como uma criança diante da autoridade de um adulto enfurecido. Assim que ela saiu, Ramon se manteve de pé, indicando que a conversa estava encerrada:

- Eduardo, Patrícia, peço desculpas pelo comportamento lamentável da minha esposa. Juan está livre pra viver a vida dele. Só peço que se comporte como um homem.

- Nem tem que se preocupar com isso, Ramon, nossos filhos são dois jovens sensatos, não vão fazer nada que nos envergonhem.

- Eu conto com isso e peço desculpas mas preciso pedir que, por enquanto, é mais prudente que Dan não frequente nossa casa. Pelo menos até que a louca da minha esposa recupere o bom senso.

Foi Patty que lhe respondeu:

- Nem se preocupe quanto a isso. Ele e Juan tem na nossa casa um lugar seguro para se sentirem acolhidos. Aqui e em São Paulo, onde estou morando. Eles não precisam nem nós queremos que façam da rua a casa deles

- Melhor assim!

- Pai, eu posso ir ver o Dan agora?

O olhar de Juan era puro desespero e seu pai não ficou indiferente ao seu apelo:

- Pode, filho. Vá lá mas antes…

Ramon tirou do bolso da calça um aparelho de celular e entregou a Juan que se emocionou e abraçou o pai, chorando. Depois de quase um minuto, os dois se afastaram, emocionados, Ramon mexeu nos cabelos de Juan, dizendo:

- Hijo… morocho de papi…

Juan continuava chorando, mas havia alívio e alegria em seu choro. Ele nos abraçou e nos levou até o carro, depois de nos despedirmos do pai e do irmão dele. Quando chegamos ao meu carro, ele pegou o celular e ligou para Dan em chamada de vídeo. Nosso filho atendeu perplexo. Os dois só choravam e depois de muito chororô, Juan conseguiu dizer:´

- Tá tudo bem, meu amor, daqui a pouco eu tô aí, tio Duda e tia Patty te contam melhor.

Desligou, nos abraçou mais uma vez e entramos no carro, ligamos pra Dan e fomos embora falando com ele pelo viva voz. Assim que entramos desligamos, depois de alguns minutos ouvindo Dan surtar de alegria, respiramos profundamente e Patty largou o veneno dela:

- Ufa, enfim, podemos respirar, mas, cá entre nós, Du, juro que entendo Ramon ter amantes. Que mulher chata, insuportável. Ela é ridícula!!!!

- De fato, meu amor, não deve ser nada fácil ser casada com aquela criatura…

- Você sabe que não sou de atacar mulheres, mas aquela ali não tem sororidade que ajude a defender. Beata horrorosa, cafona, bruxa!

- Ufa, importa que o problema começa a ser resolvido.

- Espero que sim porque se eu souber que ela fez qualquer coisa contra meu filho, venho de São Paulo quebrar a cara dela.

- Calma, Patrícia…

A gente riu e seguimos falando sobre a conversa tensa na casa de Juan, enquanto enfrentávamos o engarrafamento da Washington Soares. Patty estava com a macaca:

- Du, mudando de assunto, cê reparou como o Ramon é bonitão, que genética dos homens dessa família, heim… porque o outro filho é um tipão. Agora, o pai de Juan eu só tinha visto por foto mas pessoalmente ele é ainda mais charmoso. Tu ia ali?

- Oxente, Patty, que pergunta maluca!

- ah vá… quer dizer que tu não se ligou no quanto ele é bonito, homão, másculo, ele exala testosterona, affe… quando ele enxotou a megera eu fiquei excitada…

A gente gargalhou e eu continuei a zoeira:

- Tô achando que você que reparou demais no pai do nosso genro

- Querido, se ele souber comer um priquito com a atitude que ele teve mandando aquela vaca se calar…

- Misericórdia, Patty. Pelo amor de deus, ainda sou teu marido, não assinei os papeis do divórcio!

A gente riu mais ainda, mas eu pensava em silêncio no quanto o irmão de Juan era de fato um gostoso. Ele, sim, me chamou a atenção. E me deu umas olhadas que, sei não… meu gaydar apitou que debaixo daquele angu tinha recheio…

Chegamos em casa e Dan estava histérico de tão eufórico. Abraçou a mãe e rodou com ela pela sala, depois se pendurou em mim e meu deu vários beijos no rosto, enquanto Patty ria feliz e eu ria constrangido, com medo do meu filho ir além da conta na frente da mãe dele. Depois que ele se acalmou, Patty foi pra cozinha e eu fui pro meu gabinete checar os e-mails e msgs do trabalho, decidi que ia almoçar em casa e ir pro escritório só a tarde. Dan apareceu pouco depois e sentou no meu colo.

- Filho, olhe sua mãe… você não está mais na idade de sentar no meu colo, Danzinho.

- ah, pai, deixa de ser bobo. Isso nem passa pela cabeça da mamãe. Ela sabe que você tá namorando o Wellington.

- sabe? Como assim?

- ela me perguntou meio que só para confirmar…

- então, foi por isso que ela pediu a separação…

Falei mais para mim mesmo e Dan não disse mais nada. Se levantou do meu colo e se jogou no sofá do gabinete enquanto mexia no celular. Uns quinze minutos depois, Patty veio nos chamar para almoçar. Sentamos na mesa da cozinha e percebi que Dalvinha olhava para mim e para Patty enquanto comia conosco. Ela parecia querer entender porque a gente ia se separar mas se a gente parecia tão bem e, de certa forma, tudo parecia bem mesmo mas a ideia de eu estar apaixonado por outro homem foi demais para Patty e eu tinha que lidar com isso.

Depois do almoço, me despedi dela que me disse que ia arrumar suas coisas no quarto de hóspedes, assim ficava mais prático para quando ela viesse de SP e que aos poucos a gente ia ajustando os detalhes. Nos abraçamos e aquele abraço me deixou melancólico. Eu sabia que a partir de agora as coisas entre nós iam ser diferentes. Wellington percebeu meu estado emocional e quando a gente saiu do escritório para ir pra academia ele comentou. Contei a ele tudo que tinha rolado e ele ouviu atentamente em silêncio. Só quando eu calei que ele fez um carinho no meu braço e disse que ele estava do meu lado para o que desse e viesse. Após o treino, chamei ele pra ir lá pra casa comigo. Já que as novas configurações tinham trazido a gente para um outro estágio, eu não ia mais esconder meu namorado da minha ex-mulher. Decidi por pura ousadia e nenhuma sensatez esticar a corda para ver o que ia acontecer. Well aceitou relutante, mais por confiar em mim do que por achar que a gente tava fazendo o certo.

Quando chegamos em casa, Juan e Dan estavam na sala, completamente enrabichados. Assim que me viu entrando em casa com Well, meu filho foi logo anunciando:

- paizão, a mamãe saiu tem meia hora, decidiu antecipar o voo dela pra hoje, disse que era melhor ela dormir em Sampa pois tinha muito trabalho esperando por ela.

A cara de Well era de puro alívio. Por outro lado, fiquei imaginando como tinha sido a tarde de Dan com Juan do lado dele mas a mãe por perto:

- e vocês dois, já mataram a saudade?

Dan captou minha malícia e respondeu safadamente:

- De beijar sim, de outras coisas a gente tava começando quando vocês chegaram…

Juan ficou vermelho e eu sempre acho muito engraçada essa capacidade dele de ficar envergonhado por coisas que eu já o vi fazer, inclusive comigo. Uma puta encabulada o meu genro…

- Opa, então, não vamos atrapalhar o casalzinho, bora pro nosso quarto, Well…

- Bora…

- qualquer coisa, a gente aparece por lá mais tarde pra fazer uma visitinha de casal…

Pronto, Dan tinha voltado a operar no seu sistema putífero 100%. Eu e Wellington tomamos um bom banho, botamos roupa de ficar em casa e descemos pra ver o que Dalvinha tinha deixado feito de comida. Quando passamos pela porta do quarto de Dan, os gemidos indicavam que a fudelança tava rolando solta. Rimos e eu fiquei feliz pelo meu filhote. Ele e Juan estavam recuperando o tempo perdido. Achei um belo empadão de forno, nos servimos, botamos pra esquentar no micro-ondas enquanto Well pegava suco pra gente. Comemos com calma, conversando sobre a gente, num papo sem estresse. Depois de lavar tudo e arrumar a cozinha, dividindo as tarefas como um casal, fomos para a sala ver um pouco de TV. Meia hora depois, o casal desce descabelado, só de cuecas, ambos com fome. Falei do empadão que Dalvinha deixou, os dois foram comer, um tempinho depois vieram pra sala e se sentaram abraçadinhos no outro sofá. Perguntei a Juan se tava de boa ele ficar até mais tarde ou mesmo dormir lá em casa e ele respondeu que do jeito que as coisas estavam, ele até preferia ficar longe o maior tempo possível. Conversamos sobre o quanto foi difícil, ele falou das maluquices da mãe, até levar uma rezadeira de Quito para exorcizar o demônio do corpo dele a beata maluca inventou, um tipo de estupidez que a gente pensa que só existe em livro ou filme. O papo ficou pesado, eu sabia o quanto aquilo impactava o psicológico dele. Perguntei porque o pai tinha seguido a decisão da mãe se ele parecia não concordar com ela e Juan explicou que desde que a mãe descobriu mais um caso extraconjugal do pai que o clima em casa pesou, ele também se surpreendeu com a omissão do pai mas tinha esperança que mais cedo ou mais tarde o pai ia dar um basta na histeria da mãe, até porque o pai já tinha dado sinais que sacava o que tava rolando entre ele e Dan:

- como assim, Juan? Ele falou com você sobre isso?

- Falar abertamente, não, mas meu pai já tinha feito uns comentários que sugeria que ele suspeitava de algo, tipo “você e esse seu novo amigo não desgrudam um do outro” ou “você gosta muito desse seu novo amigo, né?!”, teve um dia que ele insinuou que meu namoro com Giovanna tinha acabado por ciúmes dela em relação a Dan, ele disse “é, filho, às vezes as mulheres não entendem nossa camaradagem masculina”…

Quando Juan falou isso, eu e Wellington nos olhamos. Na nossa troca de olhares, ficou tácito que o comentário de Ramon, pai de Juan, tinha um viés um tanto gay mas o filho parecia não perceber isso. Logo ele, Juan, que tinha revelado pra Dan e pra mim na viagem pra Serra que sentia atração sexual pelo pai. Por isso, não deixei por menos:

- Interessante ele se colocar como parte dessa “nossa” camaradagem masculina, Juan. Você disse que ele falou “nossa” e isso me surpreende. Tá aí uma coisa que eu não esperava. Pelo que você tinha falado dele e pelo que eu conheci de Ramón hoje, tão macho alfa… exala tanto poder… confesso que fiquei cabreiro com esse comentário…

- ah tio Duda, acho que ele se referia à divisão de mundos entre homem e mulher… na cabeça dele essas coisas são bem divididas…

- Será se é só isso?

- O senhor acha o que?

- Por ora, não acho nada, mas eu diria que meu gaydar acendeu a luz…

- Ah, paizão, já pensou uma suruba pais e filhos, que delícia?! E com você presente, viu Tonzinho…

Wellington riu balançando a cabeça enquanto Juan ficou visivelmente encafifado, mas de pronto reagiu:

- Tá doido, Dan?! meu pai não curte essas coisas, não, machão do jeito que ele é, não tem o P do perigo dele fazer as coisas que a gente faz

A reação de Juan acendeu outra alerta na minha cabeça. Havia uma negação ali que podia ser o sintoma visível de questões mais profundas sobre a própria orientação sexual do namorado do meu filho, tendo como epicentro a relação dele com o pai. Enquanto eu e Dan derivamos num incesto radical e totalmente sem limites, Juan parecia recalcar o desejo’ pelo pai se negando a ver que o pai pudesse ser desejante igual a ele… De todo modo, o clima pesou e Wellington mudou de assunto pra dar uma aliviada:

- E aí, o casal já tem planos para a lua de mel?

- Não porque a gente não fala ainda em casar, mas a gente vai continuar fodendo muito né, Juan…?

- Dan, você diz cada coisa…

- Só tem um jeito de você me calar~

- Qual?

- Mantendo minha boca ocupada, poxa! Ou você me beija ou me bota pra chupar essa rola gostosa…

Juan passou de vermelho pra roxo mas no fundo, ele adorava a ousadia de Dan. Era o contraponto e o refúgio que ele tanto precisava, ainda mais vivendo numa casa onde tinha uma beata megera. Antes que ele passasse do pensamento à ação foi Dan, como sempre, que tomou a iniciativa. Meu filho se meteu entre as pernas do namorado, arrancou seu short, puxando calção pra baixo e, como Juan estava sem cueca, a piroca morena grossinha, ligeiramente torta pro lado, tava solta e acabou de ficar dura dentro da boca de Dan. Juan ainda olhou pra mim e Well por uns dois segundos antes de se recostar no sofá e fechar os olhos, desfrutando do boquete de seu namorado, cujos cabelos ele passou a acariciar. Aqueles dois tinham muita liga, era impressionante.

Dan forçou Juan abrir ainda mais as pernas pra poder meter língua no saco e no períneo dele, que gemia forte, completamente entregue ao tesão do momento. Dan foi além e suspendeu as coxas de seu namorado, deixando o cuzinho moreno exposto, as preguinhas fechadas, sinal de que ele ainda não tinha dado aquele rabo hoje. A visão do cuzinho moreno de Juan, lisinho, depilado, enrugadinho, me deu um tesão da porra. Eu e Wellington estávamos nos beijando e nos apalpando vendo meu filho e seu namorado naquele arreto, com a visão do cuzinho de Juan, botei a rola pra fora que Well logo tratou de abocanhar. Meu namorado chupava meu pau enquanto eu enfiava minha mão no seu short a procura do seu cuzinho. Dan ouviu nossos gemidos e virou seu rosto na nossa direção. Antes de voltar a língua o cuzinho do seu love, falou:

- olha aí, Juan, a rolona do meu pai como tá dura de tesão por ti

Dan lambeu o cuzinho de Juan e voltou a falar:

- Quer que eu peça a ele pr te comer, quer? Eu sei que você tá com o cuzinho doido pra levar pica, mais de duas semanas sem dar esse rabo…

Juan dirigiu um olhar siderado de tesão na nossa direção e Wellington chupou meu caralho com mais fervor, pra exibir minha piroca pra Juan, pra deixar meu genro na fissura. Decidi ficar de pé pra foder a boca de meu namorado. Well engasgava, babava, tossia, soltava litros de saliva e cuspe mas não se afastava da minha rola babada. Dan se levantou também e deu sua rola pra Juan chupar. Puxei meu filho e o beijei cheio de paixão enquanto nossos namorados nos chupavam. Sem precisar falar nada, eu e Dan trocamos de parceiro. Fui para frente de Juan e meti minha rola lambuzada de saliva em seu boca enquanto Dan fazia o mesmo com Well. Uns dois minutos de mamada e Juan interrompeu com um pedido:

- Tio Du, me fode…

A forma como Juan pediu, tão submisso, formou uma imagem na minha cabeça: meu genro de quatro e Ramon, seu pai, atrás, cravando a rola no rabo do filho. Era isso que eu iria emular com ele naquele momento. Reto e sem rodeios, mandei:

- Fica de quatro!

Juan obedeceu dócil e desejoso enquanto ao lado Dan e Well se atracavam aos beijos e chupadas. Abri o rabão gostoso e olhei pro cuzinho de Juan que o putinho tratou de piscar pra me atiçar ainda mais. Colei minha boca como uma ventosa e passei a chupar, mordiscar e lamber a rabeta de meu genro, saboreando prega por prega antes de arregaçar aquele cu. Chupei muito aquele cu, forcei minha língua até sentir que ela entrava um pouquinho. Com suas pregas bem lambuzadas, passei a pontinha do dedo e dei umas enfiadinhas de leve porque eu não curto meter dedo. Tem osso, machuca, não gosto da dor quando metem dedo em mim, imagino que para meus parceiros também pode não ser confortável. Quando achei que Juan tava bem relaxado, resolvi que era hora de comer seu cuzinho. Fiquei de pé atrás do meu genro e, enquanto passava a cabeça da rola nas suas pregas lambuzadas, fiquei instigando:

- E aí, filhote, quer pica? Pede pro paizão, pede.

Juan tomou um susto a ponto de virar a cabeça pra trás. Dei um sorriso bem safado pra ele e repeti a pergunta:

- O filhão quer levar rola do paizão, quer? Então pede, pede pro pai te comer…

Ele olhou pra mim siderado e gaguejando, entrou no jogo:

-pa…paizão… co...co…come meu cuzinho, vai, por favor, paizão… mete rola no teu fi…filhote, me…meeeete

A súplica de Juan foi tão entregue e, ao mesmo tempo, tão desafiadora para ele que resolvi torturar um pouco mais…

- então, o filhão quer que seu paizão coma seu cuzinho né… tá sentindo a cabeça da rola do paizão deslizando nas tuas preguinhas, tá?!...

- tô, paizão, que delícia, me come, vai…

- O paizão vai te comer, viu, vou te dar leite de pai dentro do cuzinho do filhote…

Aprumei a chapeleta da pica e pressionei. O esfíncter de Juan resistiu um pouco, tinha quase 3 semanas sem dar, mas, pouco a pouco a pressão foi vencendo a resistência e a rodela do cuzinho dele foi cedendo e agasalhando a cabeça da minha rola. Tirei um pouco, juntei mais um tanto de saliva e voltei a meter. Repeti a operação umas duas vezes até que, plop, cabeça atravessou a barreira do esfíncter e pulou pra dentro do cuzinho de Juan. A reação dele foi pular pra frente, mas segurei ele firme pelo quadril e falei:

- Calma, filhote, calma. O paizão só encaixou a rola. Vou deixar paradinha pro seu cuzinho relaxar e engolir minha piroca inteira. Então respira e faz força pra fora que ajuda teu rabinho a relaxar e meu pau entrar todinho. Deixa a rola do pai, entrar, deixa… O paizão quer fuder teu rabinho, quero comer teu cuzinho até encher ele de leite de macho.

Juan foi respirando e fazendo como eu pedi. A medida em que ele relaxava, meu pau avançava e ia tomando conta de seu rabinho. A tensão da gente chamou a atenção de nossos parceiros, Dan se colocou na frente de Juan e começou a falar:

- aguenta meu amor, respira que meu pai te comer bem gostoso, não era isso que você queria, que um paizão comesse teu rabo, então relaxa que teu desejo vai se realizar, vai meu amor, respira e solta, libera esse cuzinho, deixa o pauzão do meu pai te comer, deixa…

Wellington me abraçou por trás e puxou minha cabeça para me beijar, trocamos beijos deliciosos enquanto ele sussurrava obscenidades ao meu ouvido. No meio desse beijo, senti meu pau deslizando de vez para dentro do cu de Juan e ele soltando um gemido mais alto, quase um grito:

- ai, caralho, meu cu… ai, paizão, tá me lascando, ai…

Nessa hora, segurei Juan pelas ancas e comecei a meter. Ele queria ser enrabado, queria o pau de um pai comendo seu cu, ainda que eu imaginasse que sua fantasia fosse ser comido pelo seu pai de verdade (quase certeza que seus olhos fechados o levavam para essa fantasia). Enfiei sem dó e comi seu rabo com a intensidade que ele desejava. Seus gemidos foram silenciados por Dan que meteu sua pica na boca do namorado. Wellington, até então mais observador que participantes, começou a besuntar meu cuzinho de saliva e foi achando um jeito de se encaixar atrás de mim, dei uma paradinha, senti sua rola lascando meu cu, tava meio seco, mas quis aquele pau dentro de mim de qualquer jeito, quando ele meteu tudo, voltei a socar pica no cu de Juan e fiquei nesse balanço entre o cu de meu genro e o pau do meu namorado. Era sensações igualmente fortes e contraditórias. Uma coisa era o cuzinho macio e apertado de Juan agasalhando meu pau como uma mucosa aveludade e morna. Outra era a caceta dura e grossa de Well macetando meu rabo. Ali eu experimentava os dois extremos do tesão: comer e ser comido, e tava gostoso pra caralho. Tão gostoso que senti que não ia durar muito, acelerei as socadas e anunciei pra Juan:

- Toma, filhão, recebe o leitinho do teu pai, no cuzinho…

Cravei os dedos na bunda e esporrei lá dentro, enchi o rabo de Juan de porra, enquanto Well mantinha sua pica cravada no meu cu. Era uma sensação muito doida, minha pica pulsando e jorrando gala no rabo de Juan e cada espasmo trazia a sensação da rola dura do meu namorado enfiada no meu cu.

Quando terminei de leitar Juan, vi que ele ainda não tinha gozado e dei espaço pra Wellington terminar o serviço. Tirei a rola ainda dura, melada de porra, do cuzinho de meu genro e afastei pro lado, enquanto Well tirava sua rola do meu cu e entendia o que eu estava gesticulando. Ele ia terminar de comer aquele cu até Juan gozar, coisa que fez com maestria. Wellington enfiou seu pau todinho no cu de Juan, abraçou o corpo de meu genro e o puxou pra cima. Com os dois erguidos, quase de pé, ele macetava o cuzinho de Juan com golpes curtos, enquanto mandava uma punheta gostosa na rola morena de meu genro. Dan ficou batendo punheta do meu lado, enquanto a gente assistia Well bater meu leite no cuzinho de Juan:

- Caralho, Du, o cuzinho de Juan tá espumando de tanta porra, olha que delicia

Nem deu pra fazer um shake, a sensação da porra vazando enquanto a rola de Well martelava seu cuzinho fez Juan explodir:

- vou gozar, paizão, vou gozar…

Dan se jogou na frente de Juan e abocanhou seu pau pra beber sua porra. Isso fez Juan literalmente gozar de tanto prazer. Seu estupor arrastou Wellington junto. Meu namorado prendeu Juan em seus braços e leitou seu rabo martelando sua bunda com golpes duros, secos, na cadência da esporrada. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis socadas eu contei. Os dois desabaram no sofá ainda engatados enquanto Dan acelerava sua punheta e gozava uma chuva de porra em cima da dupla.

Enquanto a gente ia pouco a pouco se acalmando, eu me dava conta do cheiro de porra e suor que tava naquela sala e, ao mesmo tempo, refletia sobre a velocidade como as coisas passaram a escalar e derivar em sexo e prazer na minha vida. De fato, Patty tinha razão, escolhi outro caminho pra minha vida e não estar mais casado era o melhor escolha, a mais adequada, a única compatível com a liberdade necessária, com minha disponibilidade ou, melhor dizendo, vocação para o tesão entre dois ou mais machos. Eu tinha escolhido meu lugar, não que fosse deixar de ser bissexual e tivesse perdido todo o interesse sexual nas mulheres, mas eram os homens que passaram a dominar meu desejo, era para eles que nos últimos meses meu olhar passou a se voltar, era com eles que eu queria curtir, transar, foder. Então, meu casamento com Patty não cabia mais nessa nova trilha. Haveriam perdas, isso é inevitável, mas vendo os corpos saciados de Wellington, Dan e Juan, três homens, meus parceiros de primeira hora no gozo, na putaria, na sacanagem, aqueles três e mais Guga, meu amado e tesudo irmão, ali estava o meu novo lugar do mundo, onde eu queria estar e para onde eu queria voltar todos os dias.

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Foto de perfil de Xandão SáXandão SáContos: 47Seguidores: 226Seguindo: 127Mensagem Um cara maduro, de bem com a vida, que gosta muito de literatura erótica e já viu e viveu muita coisa para dividir com o mundo.

Comentários

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Que tesão... Patty é uma mulher incrível... Ramon um pai compreensivo... acho que ele curte...rsrs imagino uma "conversa" entre Du e Ramon...rsrs maravilhoso os 4 se amando sem pudor... gozei muuuito... vontade de estar junto dessa família maravilhosa

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Que conto gostoso! Gosto da patty, acho ela uma diva! Queria ver Juan transando com o pai, seria incrível. Amoo esses machos rsrsrs.

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