Sob o mesmo teto

Um conto erótico de VI007
Categoria: Lésbicas
Contém 476 palavras
Data: 22/02/2026 22:13:02

Sinopse:

Aos 24 anos, Fernanda vive uma noite frenética em uma boate, imersa em álcool e sedução. É no banheiro do local que ela conhece Alice, um encontro que acende um desejo avassalador. O que nenhuma das duas esperava era o choque de realidade: ao ser apresentada à sua nova madrasta, Fernanda reencontra Alice. Agora, sob o mesmo teto, elas precisam lutar contra uma atração proibida que insiste em não apagar.

Capítulo 01: O Neon e o Desconhecido

Por Fernanda

Florianópolis tem um jeito próprio de queimar no verão. Mas naquela noite, o calor não vinha do asfalto da Beira-Mar Norte, vinha da minha garganta, inflamada por doses generosas de tequila. Eu precisava esquecer que, em menos de uma semana, a "casa perfeita" projetada pelo meu pai, o renomado arquiteto Roberto Albuquerque, ganharia novas moradoras. Uma madrasta e sua filha vinda da Itália.

A boate estava no ápice. O som do techno vibrava nos meus ossos. Eu me sentia predadora, sedutora, com meus cabelos curtos estilizados e o peso do meu sobrenome deixado na chapelaria.

Fui ao banheiro para jogar água no rosto. Foi quando a porta da cabine se abriu.

Ela parecia um anjo caído em uma balada suja. Loira, com olhos que carregavam um brilho europeu e uma boca que parecia um convite ao pecado. A garota de 1,60m parecia pequena, mas a energia que emanava dela ocupava todo o banheiro.

— Scusa... — ela murmurou, tropeçando levemente no salto.

Eu a segurei pela cintura. O contato elétrico me fez sóbria por um segundo.

— Cuidado, loira. O chão aqui é tão escorregadio quanto as intenções das pessoas.

Ela riu, uma risada anasalada que se perdeu quando nossos olhares se travaram no espelho. Não houve conversa. O álcool e o desejo incontrolável agiram como combustível. Eu a prensei contra a parede de azulejos gelados, e o beijo dela tinha gosto de vodca e uma fome que eu nunca havia sentido antes. Foi intenso, urgente, uma entrega total ali mesmo, entre as luzes estroboscópicas que vazavam por debaixo da porta.

Naquela noite, eu não perguntei o nome dela. E ela não perguntou o meu.

Por Alice

O retorno para o Brasil deveria ser um recomeço calmo. Cinco anos na Itália haviam me transformado, mas Florianópolis ainda tinha aquele cheiro de maresia que me deixava tonta. Eu estava na boate com Stefano, meu namorado italiano, mas ele estava ocupado demais tentando impressionar os novos "contatos brasileiros".

Eu precisava de ar. Acabei encontrando algo muito mais perigoso no banheiro.

A mulher era o oposto de tudo o que eu conhecia em Milão. Morena, decidida, com um corte de cabelo moderno que emoldurava um rosto de traços fortes. Quando ela me tocou, eu esqueci o Stefano, esqueci a mudança e esqueci quem eu era. Foi uma noite de entrega absoluta, um segredo que eu pretendia enterrar naquela pista de dança.

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