História de Carol - Pt. 8

Um conto erótico de Carol Neves
Categoria: Crossdresser
Contém 606 palavras
Data: 23/02/2026 00:13:26

O pensamento veio quase como um lembrete suave:

a mãe voltaria naquela noite.

Era o último dia daquele fim de semana em que podia ser Carol sem interrupções, sem relógio, sem precisar se esconder às pressas. E, justamente por isso, decidiu que não ia desperdiçar nem um minuto.

Respirou fundo, alongou os braços acima da cabeça e sorriu.

— Hoje é meu dia.

Escolheu um look fitness entre as roupas que já tinha separado: uma legging justa, de tecido macio, e um top confortável que sustentava sem apertar. Prendeu o cabelo improvisando um rabo de cavalo e levou o notebook para a sala.

Encontrou um vídeo de exercícios — daqueles animados, com música leve e instruções tranquilas — e apertou o play.

No começo, riu de si mesma tentando acompanhar os movimentos.

Depois, começou a se soltar.

Agachamentos, alongamentos, passos ritmados. O corpo aquecendo, a respiração ganhando ritmo. Não era só exercício — era autocuidado. Era sentir-se presente, ocupando aquele espaço de forma natural.

Quando terminou, estava suada, corada e feliz.

— Uau… eu poderia acostumar com isso — disse, ainda ofegante.

## O ritual recomeça

O banho veio como continuação do momento.

Água morna.

Movimentos calmos.

O sabonete perfumado deslizando pela pele como se marcasse uma transição — do exercício para algo mais delicado.

Repetiu, quase instintivamente, todo o ritual que aprendera a apreciar: hidratante nas pernas, braços, colo… cada gesto sem pressa, como se estivesse se preparando para sair, mesmo que não fosse sair de verdade.

Enrolou-se na toalha, presa acima do busto, e caminhou até o quarto da mãe.

Ali, parou alguns segundos, observando o guarda-roupa aberto.

Era como montar um personagem… mas, ao mesmo tempo, não era personagem nenhum.

Era escolha.

Começou pela lingerie.

Escolheu a vermelha de renda — bonita, detalhada, mas ainda suave. Ao vestir, sentiu aquele pequeno segredo invisível que mudava toda a postura.

Depois, o vestido.

Florido, comprimento médio, com decote que valorizava o colo sem exagero. A parte de baixo era rodada e leve, balançando com qualquer movimento. Quando girou diante do espelho, o tecido acompanhou como se tivesse vida própria.

— Perfeito pra um passeio… — murmurou, imaginando vitrines, corredores de shopping, o som de conversas ao redor.

Calçou a sandália Anabela. Confortável, feminina, fácil de andar. Nada de exageros — era um visual diurno, natural.

Sentou-se para a maquiagem.

Dessa vez, bem mais leve:

* pele suave, quase natural,

* um toque de máscara nos cílios,

* blush discreto,

* batom rosado.

Finalizou com um perfume elegante, fresco, daqueles que parecem feitos para tardes ensolaradas.

Olhou-se no espelho.

Não era produção de festa.

Era… cotidiano.

E isso mexeu ainda mais com ela.

Uma tarde sendo simplesmente ela

Passou horas assim.

Arrumou a cama.

Organizou algumas coisas da casa.

Sentou-se para ver vídeos.

Tomou água num copo bonito “como se estivesse fora”.

Caminhou pela sala como quem passeia sem destino.

De vez em quando, o vestido girava levemente.

A sandália fazia um som suave no chão.

E ela sorria — sem nem perceber.

Era como ensaiar uma vida possível.

O tempo corria mais rápido do que gostaria.

O sol já começava a mudar de posição, anunciando que a tarde avançava… e que aquele momento especial estava perto do fim.

Foi então que algo diferente aconteceu.

Um barulho.

Não era o som comum da casa.

Nem vizinho.

Nem carro passando.

Parecia vir do portão.

Carol parou no meio da sala, o coração acelerando de repente.

A mãe ainda não deveria chegar tão cedo.

O silêncio veio logo depois… como se o mundo estivesse esperando junto com ela.

E, pela primeira vez naquele dia tão leve, sentiu um friozinho de surpresa — daqueles que anunciam que algo inesperado está prestes a mudar o rumo da tarde.

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