Parte 1: O Protocolo da Fidelidade
A garrafa de vinho estava na terceira rodada e ninguém tinha planos de parar.
Vitória, vinte e oito anos, cabelo preto cortado na nuca, tatuagem de uma cobra enrolada no antebraço esquerdo, estava deitada no chão da sala com os pés apoiados no sofá. Ela tinha olhos escuros que faziam as pessoas se sentirem examinadas, não observadas — o tipo de olhar que não busca conexão, busca dado. Trabalhava como analista de dados numa fintech e tinha uma forma cirúrgica de transformar sentimento em planilha, cada variável isolada, cada correlação mapeada com a precisão de quem aprendeu cedo que deixar coisa solta na cabeça custa caro.
Tinha sido noiva. O anel tinha ido parar no fundo do rio Pinheiros numa noite de outubro do ano passado, junto com dois anos de relacionamento e a ingenuidade de achar que um homem que pede casamento não pode estar transando com a assistente ao mesmo tempo. Ela não chorou na hora. Abriu o laptop, criou uma pasta chamada "pós-Henrique" e começou a organizar documentos com a meticulosidade de quem fecha um caso. O choro veio três semanas depois, às duas da manhã, dentro de uma banheira fria que ela tinha esquecido de checar — e o que a fez chorar não foi ele, foi a constatação clínica de que tinha ignorado pelo menos onze sinais comportamentais claros porque queria ignorar. Vitória não tolerava ser burra. E tinha sido. Deliberadamente. Por amor. E isso era a coisa mais inaceitável que alguém com o seu perfil poderia admitir sobre si mesma.
Ela carregava isso como um defeito de fábrica que precisava ser consertado.
Camila, vinte e seis anos, ruiva natural, sardas no nariz, curvas que faziam homens tropeçar na própria língua, estava sentada na beirada da janela com um cigarro aceso que ela mal tragava — só deixava queimar, observando a brasa diminuir como se fosse um experimento de paciência que ela mesma estava falhando. Tinha estudado psicologia, largado no quarto semestre não por falta de aptidão mas por excesso de impaciência com teoria que ela já aplicava intuitivamente desde os dezoito anos. Camila lia pessoa como outros liam texto — rápido, por diagonal, pegando o que importava e descartando o resto.
O dela tinha sido um homem casado que jurou que ia separar.
Dois anos. Ela tinha esperado dois anos com a paciência específica de quem acredita que está fazendo uma escolha consciente e não reconhece, até muito depois, que estava só com medo de estar errada sobre alguém que tinha escolhido amar. Tinha recusado outros homens. Tinha cancelado uma viagem para a Colômbia porque ele disse que naquele mês talvez as coisas se resolvessem. Ele não separou. Teve um segundo filho. Ela mandou parabéns com um emoji de coração e ficou três dias sem sair da cama — não de tristeza, descobriu depois, mas de uma raiva tão física que o corpo simplesmente recusou locomoção até ela processar. A raiva não era por ele. Era por ela mesma. Por ter aplicado toda a sua capacidade de leitura humana em clientes, em colegas, em estranhos no metrô — e ter desligado completamente essa capacidade quando a pessoa era alguém que ela queria que fosse diferente do que era.
Isso ela não conseguia perdoar: a seletividade da própria lucidez.
Júlia, trinta anos, negra, cabelo natural num coque desmanchado que parecia descuido mas era estética — tudo em Júlia era estética deliberada disfarçada de naturalidade. Olhos amendoados que, quando fixavam alguém, criavam a sensação específica de estar sendo lida sem consentimento. Advogada de família, especialista em divórcio, tinha passado os últimos seis anos desmontando casamentos alheios com a precisão e a empatia controlada de quem aprendeu que sentir demais num processo litigioso só atrapalha o cliente.
O dela tinha durado quatro anos. Ela descobriu, através de um relatório de monitoramento de celular solicitado por uma cliente num caso litigioso, que o próprio companheiro constava na lista de contatos de uma das amantes dessa cliente. Seguiu o fio por metodologia — não emoção, só técnica — e encontrou três casos paralelos simultâneos, com agenda de encontros e datas especiais divididas sem sobreposição. Tinha ficado sentada no escritório até a meia-noite terminando o trabalho da cliente antes de ir pra casa. Só no estacionamento vazio ela parou ao lado do carro, olhando para o asfalto, e ficou parada por vinte minutos que ela nunca conseguiu descrever para ninguém porque o que aconteceu nesses vinte minutos não foi tristeza nem raiva — foi uma espécie de reconhecimento silencioso e devastador de que ela tinha construído uma carreira inteira sobre entender como os casamentos quebram, e tinha vivido quatro anos dentro de um quebrado sem perceber.
A ironia não era cruel. Era simplesmente perfeita. E isso, de alguma forma, era pior do que cruel.
Três mulheres. Três histórias chegando ao mesmo endereço por caminhos diferentes. Três taças levantadas sem brinde porque elas já sabiam o que estavam comemorando. Não a dor — a dor elas tinham carregado tempo suficiente. O que comemoravam era a decisão, tomada sem cerimônia e sem arrependimento, de parar de carregar a dor como se fosse responsabilidade delas.
Nenhuma das três sabia que a noite ia mudar de direção quando o celular de Vitória iluminou a mesa da cozinha.
***
### O Convite
A mensagem era curta. Número desconhecido. Telegram.
*"Você foi indicada para o Grupo V. Convite expira em 12 horas. Aceitar?"*
Vitória mostrou para as duas sem dizer nada. Júlia disse "aceita" antes de Camila terminar de ler. Vitória aceitou.
O canal que abriu tinha fundo preto e logo dourado — uma letra *V* minimalista — e uma mensagem fixada escrita com a economia de quem não precisa se explicar duas vezes:
***
**BEM-VINDA AO JOGO.**
*Meu nome não importa. Sou uma mulher. Tenho dinheiro suficiente para que o valor do prêmio seja real e não simbólico. Tenho um interesse específico em ver homens casados — os que constroem identidade pública sobre fidelidade e integridade — expostos pelo que realmente são. Não por moralismo. Por prazer.*
*Este grupo reúne mulheres selecionadas por perfil e indicação. Vocês não se conhecem entre si. Vocês competem.*
*A mecânica:*
*Seduzir, mamar e receber o gozo na cara de homens casados com alto Score de Fidelidade.*
*Tudo provado. Tudo documentado. Sem prova, não há pontuação.*
*O prêmio:*
**R$,00 para a participante com maior pontuação em 60 dias.**
*O ciclo começa em 7 dias.*
*Se você não quer participar, saia agora.*
*Se você ficar, você concordou.*
*— V*
***
O silêncio durou o tempo que levava para o que tinham lido se instalar como real.
"Um milhão," disse Camila.
Júlia já estava no celular verificando o escritório de custódia cujos dados tinham chegado como prova do depósito. Dois minutos de pesquisa. "Legítimo," ela disse. "Trabalham com escrow em contratos de alto risco. Reputação sólida."
Vitória abriu o laptop.
Não disse mais nada. Começou a construir a planilha.
***
### O Protocolo
Três semanas. Encontros quase diários no apartamento de Vitória, sempre com vinho, sempre até tarde, com a seriedade específica de pessoas que estão construindo algo que precisam acreditar que é maior do que a dor que o motivou.
O **Score de Fidelidade** media oito dimensões: tempo de casamento, presença digital de casal, religiosidade performática pública — com bônus de 1.5x, porque a hipocrisia específica de usar fé como álibi de caráter merecia multiplicador próprio —, cargo e reputação, histórico de discurso público sobre fidelidade, presença como pai, atitude defensiva durante abordagem, e velocidade de capitulação entre o primeiro *"sou casado"* e o primeiro encontro marcado.
A pontuação do jogo: **ato base — mamar até o fim, receber o gozo na cara — dez pontos**. Esse era o piso. O que validava a entrada na contagem. Adicionais por local de risco, declaração verbal gravada durante o ato, pedido de repetição na semana, e contato por iniciativa após silêncio criado. Multiplicador final: o score do alvo dividido por cem, somado a um. Score 94 multiplicava tudo por 1.94.
E tudo — absolutamente tudo — precisava de prova documentada com timestamp, exportada para o canal em até quarenta e oito horas do encontro.
"Parece um processo judicial," disse Camila, olhando para o documento final.
"É um processo judicial," respondeu Júlia. "Só que o réu não sabe que está sendo processado."
***
### Os Homens
Na quarta semana, elas pararam de construir o sistema e começaram a olhar para as pessoas.
Porque era nisso que consistia a caça, no fundo — não em encontrar tipos, mas em encontrar pessoas específicas. Com nomes e histórias e o tipo de fragilidade que só aparece quando você olha tempo suficiente.
***
**Rodrigo.**
Camila o encontrou primeiro no LinkedIn, depois foi para o Instagram, depois passou três dias só observando antes de construir a persona de abordagem.
Rodrigo Almeida, quarenta e um anos, tinha o rosto de um homem que envelhecera bem sem perceber — o tipo de face que aos vinte era comum e aos quarenta tinha adquirido uma solidez tranquila, quase gentil. Gerente Regional de Vendas numa empresa de logística. Casado há treze anos com Fernanda, que aparecia nos posts dele com a frequência e a naturalidade de alguém que realmente fazia parte do tecido da vida dele — não como exibição, mas como hábito. A foto mais recente deles era de um sábado de manhã, os dois num mercado de feiras, ela com um chapéu de palha que ele devia ter achado ridículo mas estava segurando na foto com um sorriso que não era de performance.
Dois filhos. Oito e onze anos. O de oito, Lucas, aparecia mais nas fotos — um menino com o rosto redondo do pai que estava claramente na fase de achar que o pai era a pessoa mais importante do universo. Havia um vídeo de trinta segundos, postado seis meses atrás, em que Rodrigo ensinava o Lucas a fazer uma virada de frente numa piscina inflável no quintal. O menino errava, saía torto, ria, e Rodrigo ria junto com a paciência fácil de um pai que não está com pressa nenhuma.
Camila assistiu ao vídeo duas vezes.
Então abriu a aba de criação de persona e começou a construir Rebeca.
O que ela havia descoberto sobre Rodrigo, ao longo de doze dias de conversa cuidadosamente conduzida, era que ele tinha uma necessidade específica que não era de sexo — era de ser percebido como excepcional. Na vida profissional, no casamento, como pai. Não de forma grandiosa — não era vaidade, era algo mais quieto e mais fundo. Era o tipo de homem que precisava, de tempos em tempos, que alguém olhasse para ele e visse alguém além do gerente regional, do marido, do pai do Lucas. Que visse o Rodrigo que existia antes de todos esses papéis se instalarem.
Era uma necessidade legítima. Completamente humana.
E Camila sabia exatamente como usá-la.
Quando ele disse, no décimo segundo dia de conversa, *"Cara, pra mim isso é linha vermelha. Nunca passaria pela minha cabeça. A Fer construiu tudo comigo"* — ele não estava mentindo. Camila era boa o suficiente para reconhecer verdade quando ouvia. Ele acreditava no que estava dizendo. Completamente.
Isso tornava o score mais alto. Não mais baixo.
*Score: **67.***
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**Marcos.**
Vitória não o escolheu pela vulnerabilidade. Escolheu pela ironia — a ironia específica de um homem que ensinava sobre viés cognitivo e tomada de decisão ética ser o tipo de homem que conseguia ser capturado por exatamente isso.
Marcos Figueiredo, trinta e oito anos, professor de Economia Comportamental, tinha o tipo de presença intelectual que se materializa antes do corpo entrar no ambiente — a sensação de que ele já tinha pensado mais sobre o assunto do que você, o que às vezes era verdade e outras vezes era só postura, e a fronteira entre os dois era tênue o suficiente para ser estimulante.
Casado há onze anos com Beatriz, a quem amava — Vitória chegou a essa conclusão depois de três dias analisando os padrões de interação pública deles, e não era uma conclusão que mudava a operação mas era um dado que ela registrou porque era analista e registrava dados. Beatriz aparecia nas fotos com a qualidade de presença de uma pessoa que está confortável onde está. Havia entre eles a linguagem corporal específica de dois adultos que construíram algo que funciona e sabem disso. Não era paixão de Instagram. Era algo mais quieto e mais estrutural.
A palestra de Marcos sobre ética tinha 43 mil visualizações. Vitória tinha assistido três vezes — não por sadismo, mas para mapeamento. Havia um trecho específico que ela havia marcado com timestamp: *"Integridade é a soma dos comportamentos que você tem quando ninguém está olhando. Se você precisa de público pra ser ético, você não é ético — você é ator."*
Beatriz tinha compartilhado com a legenda *"meu marido em forma."*
Vitória tinha ficado olhando para essa legenda por mais tempo do que precisava.
O que ela havia identificado em Marcos, ao longo da construção da abordagem, era uma fragilidade que tinha o formato específico da inteligência — ele havia racionalizado tanto a sua vida, construído tantos frameworks para entender seus próprios comportamentos, que havia chegado a um ponto onde a racionalização virou armadilha: ele conseguia justificar qualquer coisa com a sofisticação de quem conhece o nome técnico de cada viés que está usando. O que significava que se alguém chegasse até ele no terreno certo — intelectual, desafiador, com o tipo de conversa que a rotina de onze anos provavelmente não oferecia mais na mesma frequência — ele teria todas as ferramentas mentais para se convencer de que estava fazendo algo diferente do que estava.
*Fragilidade primária: usa a própria inteligência para se mentir com mais eficiência do que um homem menos inteligente conseguiria.*
*Score: **79.***
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**Nelson.**
Júlia demorou mais do que as outras para falar sobre o alvo dela. Não por hesitação — por precisão. Ela queria que quando apresentasse, não sobrasse pergunta.
Nelson Carvalho, quarenta e seis anos, havia chegado ao segundo mandato como vereador com a reputação de um homem que a cidade podia confiar. Não de forma espetacular — ele não era aquele tipo de político que aparecia em escândalo e saía mais forte. Era o tipo que não aparecia em escândalo nenhum. Que mostrava na audiência de manhã, votava conforme prometeu, ia para a inauguração do CEI no sábado e ficava enquanto havia foto a tirar com as crianças. Casado há dezoito anos com Maria Helena, presença constante ao lado dele em 34 eventos documentados nos últimos dois anos, com a dignidade específica de uma mulher que aprendeu a dividir o marido com a cidade e decidiu, em algum ponto, que valia a pena.
Duas filhas adultas. Vitória e Carolina — Júlia havia encontrado os perfis de ambas, registrado a existência, e colocado como dado irrelevante para a operação mas presente no dossiê porque completude era completude. A mais velha, Vitória — coincidência que nenhuma das três comentou em voz alta — tinha o rosto do pai. A foto do perfil dela era numa formatura, o pai ao lado com aquele sorriso fácil, a mão no ombro dela com o peso específico de um pai que chegou.
Nelson era líder de grupo de casais jovens na igreja há oito anos. Havia criado a ONG *Família Forte* com recursos próprios antes de buscar patrocínio público. O programa tinha resultados mensuráveis — Júlia tinha verificado, por metodologia, porque dado falso comprometia a análise.
Havia dado, num podcast de comportamento com 120 mil ouvintes, a frase que Júlia havia sublinhado duas vezes no dossiê: *"Família é a base de tudo. Minha esposa é minha âncora. Vinte anos juntos e eu ainda escolheria ela de novo todo dia. Nunca entenderia como um homem consegue olhar nos olhos dos filhos depois de trair. Isso é covardia disfarçada de necessidade."*
Júlia havia ouvido essa frase seis vezes. Não por raiva. Por calibração — queria ter certeza de que a resposta que a frase provocava nela era operacional, não pessoal. A linha entre os dois era mais fina do que ela gostava de admitir.
O que ela havia identificado em Nelson, a partir de uma análise de padrão comportamental construída ao longo de três semanas de observação antes de qualquer contato, era algo que tinha um nome simples e um peso complexo: ele era um homem bom que havia construído uma vida boa e transformado isso numa identidade tão sólida que a solidez em si tinha se tornado uma forma de rigidez. Homens assim, na experiência de Júlia — e ela tinha experiência com a arquitetura interna de centenas de casamentos — às vezes carregavam uma câmara de pressão silenciosa. Uma vida inteira vivida à altura de uma imagem exige manutenção constante. E manutenção constante, sem válvula, vira tempo.
Ela não sabia se Nelson tinha essa câmara. Ia descobrir.
*Score: **94.***
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### A Noite dos Dossiês
Sexta-feira à noite. Projetor ligado na parede branca da sala de Vitória. Três cópias impressas em capas plásticas sobre a mesa. Vinho aberto. As três sentadas com a seriedade de uma reunião onde o que está em jogo não cabe em pauta formal.
Camila apresentou o Rodrigo. Vitória apresentou o Marcos. Júlia abriu a pasta com as trinta e oito páginas do Nelson e foi lendo em voz pausada, sem emoção audível, como quem lê uma petição — até chegar na frase do podcast, que ela leu devagar, e depois ficou em silêncio por um segundo antes de continuar.
Quando terminou, Vitória perguntou: "Score."
Júlia fechou a pasta sobre a mesa com o cuidado de quem coloca uma faca no lugar exato.
"**Score 94.**"
O silêncio que veio tinha uma textura diferente de todos os anteriores. Não era surpresa. Era o reconhecimento simultâneo das três de que o sistema que tinham construído havia encontrado o teste mais próximo do absoluto.
Camila olhou por um tempo para a foto na capa do dossiê. O sorriso fácil de Nelson. O anel visível. O banner da *Família Forte* levemente desfocado ao fundo. Ela pensou no vídeo do Rodrigo com o filho na piscina e no sorriso de Beatriz compartilhando a palestra do marido e na foto de Maria Helena ao lado de Nelson na solenidade e sentiu alguma coisa que não era exatamente culpa mas tampouco era nada.
Não disse nada sobre isso. Ergueu a taça.
Vitória ergueu a dela.
Júlia ergueu a dela por último.
Nenhum brinde. Beberam em silêncio, com o projetor ainda aceso, três rostos iluminados sobre a parede branca — e em algum ponto da cidade, um homem estava ensinando o filho a nadar, outro estava preparando uma aula sobre ética, e um terceiro estava dormindo com a consciência intacta de quem nunca duvidou de si mesmo tempo suficiente para aprender alguma coisa com a dúvida.
Nenhum dos três sabia.
Ainda.
Em algum lugar num servidor que ninguém rastrearia facilmente, um canal de Telegram com fundo preto e logo dourado acumulava participantes que não se conheciam — mulheres com histórias diferentes chegando ao mesmo lugar por caminhos diferentes, cada uma com o seu dossiê, cada uma com a sua fome específica, cada uma com um homem no visor que ainda dormia sem saber.
O ciclo começava em sete dias.
Fora, São Paulo brilhava com a indiferença específica de uma cidade que tinha visto coisas demais para se surpreender com mais uma.
O fósforo estava aceso.
E as três ainda não tinham saído de casa.
*Fim da Parte 1*
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>> Pessoal, tem uma galera que fica falando que eu escrevo com IA e blablabla, então vamos lá, vamos assumir hipoteticamente que eu uso IA ok?
1) SUPONDO que uso IA:
- Pq isso incomoda tanto alguém?
- pq você não mantém a forma que tu escreve e foda-se?
- pq você tá com inveja? Nem escrevo pra ganhar dinheiro cara kkk.
- Partindo desse pressuposto lógico uma pessoa só poderia ficar tão incomodada com a outra alcançando níveis surreais de aceitação de contos na lista dos mais lidos pq:
1- Inveja
2- A pessoa é simplesmente psiquiátrica
3- Alguém não tá lucrando tão bem quanto antes.
Provavelmente vocês vão dizer que meu raciocínio e minha história são IAs, ou sei lá, vocês dizem oq querem e cara eu tô simplesmente pouco me fudendo pra essas porras kkkk. Eu não ganho nada com isso aqui, totalmente livre pra escrever oq eu quiser. Não tenho ego e nem quero ser escritor profissional, já tenho minha profissão e porra, de verdade, curto demais ela.
Concluindo: …
Até esqueci a conclusão. Um grande FODA SE. Se acha que é IA não lê. Se não curte não lê. Se quer mamar manda email. E assim a vida vai seguindo seu rumo natural.
Obs: pessoal escrevam de forma tradicional, escrevam com IA, escrevam por datilografia, por método Chico Xavier, eu tô pouco me fudendo, eu só quero que me faça ficar de pau duro. Um abraço e esse é meu único posicionalmento sobre isso. Na real tem mais um: vai tomar no cu. Hahaha.
Ao pessoal que me acompanha, obrigado por curtir, comentar e fazer essa galera aleatoria ficar puta. Haha. Mostra que tá incomodando… não entendo quem e nem pq, só sei que tá incomodando alguém infeliz e provavelmente… muito provavelmente, um teórico da putaria. Só deve saber escrever; praticar que é bom nada. Beijos beijos beijos.
Até a próxima!
