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Eu olhei no espelho na porta do meu guarda-roupas e vi minha boceta e buraquinho todo vermelho, quase feridos como se alguém tivesse passado batom neles de tanto que estavam vermelhos:
- Estou toda assada - reclamei.
Léo era bem mais alto que eu, então teve que se abaixar para olhar também. Fez uma cara de satisfação ao perceber o que tinha feito em mim.
- Que linda… - disse e beijou minha cabeça. - Tem alguma coisa para comer aqui além desse rabinho gostoso?
Ele saiu pelado pela minha casa indo em direção a cozinha. O pinto ainda todo melado, havia sangue no meu lençol. Fui ao banheiro me limpar, e quando voltei, Léo estava traçando o meu macarrão que a mamãe havia deixado para meu jantar.
Era muito folgado!
Ele comia na panela mesmo encostado na pia exibindo aquele pau entre as pernas, ali na cozinha da minha casa!
Eu havia vestido a camisa do meu padrasto mais uma vez e resolvi fazer um leite com nescau para mim, e não escapei da brincadeira maldosa:
- A bezerrinha ainda quer mais leite?
Ele ouviu um barulho vindo do quintal, e logo sorriu, se aproximando da porta para falar com o vizinho.
De cá, ouvi os dois conversando e vi quando o Negão passou duas latas de cerveja para o Léo.
- Diz um oi aqui para o nosso amigo Maia! - Léo mandou.
Eu fui até o quintal com uma xícara na mão, e acenei com a mão.
- Oi linda! Está se divertindo né? Guarda um pouco de energia para o Negão aqui.
- É ou não é uma bezerrinha perfeita? - Léo perguntou sorrindo. - Acabou de ser leitada no rabo e já está aí tomando mais leite.
Eles riram, eu dei meia volta. Léo veio logo atrás de mim ainda com a cerveja, já na segunda latinha, trouxe para meu quarto.
Ele deitou na minha cama, e eu tirei a camisa para deitar com ele, suas mãos logo voltaram a vasculhar meu corpo, pedi por favor mas ele disse:
- Com jeitinho não dói, vem, chupa meu pau, chupa bem gostoso como você sabe fazer.
Eu obedeci. O seu pau ainda estava meio duro, coloquei na boca, e rapidinho voltou a ficar igual uma rocha de tão duro. Léo mandou eu subir em cima dele, tive medo mas fui, sentindo a sensibilidade entre minhas pernas voltarem com os pelos dele me arranhando.
O pau duro pulsava, Léo o apontou para cima, e eu fui colocando aos poucos chorando de dor, mas quando estava todo dentro, ficou apenas ardendo. Léo me abraçou movendo apenas devagar, e mordendo meu ombro.
Logo, voltou a entrar e sair de leve, pedindo para eu cavalgar em cima dele, era difícil porque incomodava. Mas conforme eu relaxava, ondas quentes subiam por meu corpo até meu rosto.
Ele deitou em mim, segurando minhas pernas pelas curvas dos meus joelhos, os ferros da cama ganiam com a pressão das estocadas do Léo em cima de mim, eu revirava os olhos, sentindo aquela onda de calor, me invadindo e a pressão, uma mistura de dor, e prazer, submissão e entrega, como eu nunca havia sentido na vida!
Léo leitou mais uma vez bem fundo em mim.
O cheiro de esperma fresco e suor de homem estavam impregnados no meu quarto e tive medo que mamãe percebesse.
Léo adormeceu ainda sujo. Eu levantei para urinar e voltei para a cama me aconchegando a ele, confesso que o seu cheiro me deixava mais tranquila, não sei explicar por quê.
Ele acordou antes de mim, e quando abri os olhos, estava dia claro, as latinhas de cerveja não estavam mais em lugar nenhum, e o cheiro do meu quarto era o do meu perfume.
Mas uma olhada no meu corpo e estavam impressas as marcas como de uma surra. Eu corri para o banheiro, tomei banho, escovei os dentes, e voltei para meu quarto para vestir meu uniforme.
Ao deixar meu quarto, o cheiro de sabonete, e pós barba, me atingiu em cheio, meu padrasto, só de toalha me agarrou, beijando meu rosto e me apertando.
- Que saudade! Eu cheguei ontem mas não quis te acordar.
Um suor frio escorreu por minhas costas:
- Sério? Nem percebi…
O contato com meu padrasto atiçou minha mente. Ele tinha uma barriga um pouco grande, era mais baixo que o Léo e o Negão, talvez fosse mais alto que o Cauê, os pelos no peito, o cheiro de homem mesmo após o banho, fizeram minhas pernas tremer.
- Sua mãe não voltou ainda do hospital, - ele avisou - você pode lavar minha roupa?
- Eu lavo sim, quando voltar da escola…
Ele beijou mais uma vez meu rosto que arranhou por causa da aspereza da pele pós barba.
Aidé veio correndo me encontrar antes mesmo de chegar na escola.
- Amiga, preciso te contar uma coisa mas é segredo…- ela disse me arrastando para o banheiro.
Olhou em todas as cabines e quando confirmou que não havia ninguém por perto voltou para ficar cara a cara comigo.
Ela respirou fundo pensando muito antes de finalmente criar coragem para dizer:
- Sabe essa oficina que passamos todos os dias em frente para chegar aqui na escola?
Era a mesma oficina onde meu padrasto levava o caminhão de vez em quando, eu conhecia mas evitava porque os mecanicos eram muito safados e antes de (Léo e Negão), eu morria de medo de que acontecesse alguma coisa.
- Sei sim… Tem o quê?
Ela respirou fundo mais uma vez:
- Amiga, eu marquei de sair com o Valdão…
Eu não lembrava desse nome, podia ser conhecido mas assim por nome não associei logo. Ela me mostrou uma foto do homem, não era nada demais, devia ter uns vinte e poucos, magro, um pouco alto, nariz quebrado, olhos pretos e cabelo espetado com uma correntinha no pescoço e uma tatuagem no ombro. Na foto estava de tactel próximo a uma moto 150.
Enquanto eu olhava a foto, Aidé soltou o restante da bomba:
- Mas prometi levar uma amiga para o colega dele…
Eu desviei do celular para olhar bem para a cara dela:
- Deixa eu adivinhar, a amiga sou eu?
Aidé rolou as fotos, o homem havia enviado umas fotos do pau dele, em cima da boceta de uma mulher, toda esfolada. Na foto, era bem grande, eu duvidei um pouco, porque não era possível que um magrelo assim, tivesse uma vara daquela.
Era maior do que a do Negão e do Léo…
- Amiga… por favor…
- Ai, tu já pensou nisso aqui te rasgando inteira mulher?
Ela respirou fundo vermelha:
- A pica dele é uma delicia, - ela confessou - eu senti quando ele me beijou, beijou não chupou minha boca. Quase que não saio inteira da carona que ele me deu…
Caso a Ai, perdesse a virgindade assim como eu, poderiamos conversar sobre isso, fiz uma cara de indignação e cobrei:
- Mas quem é esse colega dele? Pede fotos aí…
Cauê ficava me cercando na escola mas eu o evitava, não apenas ele, como todos os garotos da escola.
Aidé foi contando os encontros que já tinha tido com o tal de Valdão, quando estávamos em frente a casa dela, as fotos do colega do Valdão chegaram.
- Valdo mandou, olha aqui…
Dener, branco queimado de sol, barba por fazer, sem camisa na foto, segurando um taco de sinuca. Não me animou não mas pensando na solidariedade a minha amiguinha que estava com fogo, aceitei.