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Aidé entrou para dentro, eu segui para casa, meu padrasto não estava, nem mamãe. Deixei a mochila no sofá mesmo. O cheiro do hipoglós estava me incomodando muito, queria tomar um banho.
Mas ao passar pela cozinha ouvi um assobio como aqueles para chamar cachorro, fui até o quintal. Não tinha nada. Ouvi novamente o chamado e pensei logo que o Léo estava ali em algum lugar.
Eu arrastei o banco para junto do muro e me pendurei para olhar para o quintal do Negão que com um sorriso de orelha a orelha me esperava fazendo o assobio.
- Ah é você… - falei.
- Achou que fosse o Léo? - ele fez um bico de insatisfação. - Você sumiu, não gostou?
Eu cansei de ficar dependurada e subi no muro, sentando com dificuldade.
- Se eu descer você promete que não vai querer…
- Só se você quiser ele me cortou - cruzando os dedos nos lábios.
Eu saltei para a escada que estava posicionada no mesmo lugar de sempre e desci os degraus.
Negão pediu para a gente entrar porque achava que ali no quintal dava muito na vista e alguém poderia ouvir alguma coisa.
Fui na frente e ele atrás de mim, ouvi um barulho vindo da frente da casa. Negão rapidamente mandou eu entrar no quarto, e ficar quietinha que provavelmente era o irmão dele que havia esquecido alguma coisa.
Sentei na cama dele me afundando no colchão macio, e o Negão passou em direção a sala.
- Ainda em casa? Esqueci minha CNH, - disse o irmão. - Você não devia estar dormindo? Hum tá comendo alguma puta aí? Cuidado viu! Não vai torar mulher casada aqui que dar merda.
- É outro esquema, vaza logo - Negão respondeu.
O irmão dele ou era o próprio Negão que vinha em direção ao quarto. Estremeci de medo. Mas o Negão impediu o irmão de entrar no quarto.
- Qual foi? Não posso conhecer ela? - o irmão perguntou. - Deve ser a maior gostosa para você está escondendo aí.
- Cai fora logo! Eu atrapalho tuas fodas? Então não empada as minhas porra.
O irmão foi se afastando e o Negão junto, aproveitei para escapolir, subi na escada e voltei.
Meu padrasto chegou logo depois. Os assobios ainda persistiram por um tempo. Eu estava estendendo as roupas do meu padrasto. Ele almoçava na cozinha quando ouviu os assobios e perguntou irritado:
- Quem está assoprando esse apito de cadela?
Eu sorri da expressão e meu padrasto explicou:
- Esse assobio é para chamar cadela, - disse ele - tem um para cachorro macho e tem para fêmea. Sabia?
- Eu não… - respondi. Torcendo para que meu padrasto continuasse ali até eu terminar.
Ainda estava assada. Embora eu quisesse muito sentar em uma pica, não queria repetir aquela dor, não agora.
Ao terminar com as roupas entrei em casa e só voltei a sair do meu quarto porque Aidé veio me chamar na porta, para a gente ficar conversando, combinando como faríamos para passar a noite fora.
Dava um frio na barriga imaginar que passaria uma noite fora, e com um homem ainda, apesar de já ter vivenciado isso na minha casa com o irmão da própria Aidé, agora seria diferente.
- Você tem noção de que vamos estar nas mãos desses caras né? - falei.
- Não, menina, que é isso, se a gente disser que não eles não vão ser loucos de forçar - ela disse ingênua. - Valdão prometeu que se eu não me sentisse pronta, ia respeitar.
Léo passou por nós de moto. Ele estacionou a moto na porta e chamou por Aidé, minha amiga pediu desculpas e correu para o irmão que a acertou na cabeça com um cascudo e a colocou para dentro de casa. Ele ainda de capacete atravessou a rua e veio falar comigo.
Eu virei para entrar mas não resisti e esperei:
- Tá sozinha hoje? - perguntou.
- Não respondi, - e falando baixo. - E estou toda assada…
- Frescura, então aparece no muro lá para uma da madrugada…
Eu sacudi os ombros e entrei em casa. Léo era muito folgado isso sim, o que garantia a ele que eu fosse deixar o conforto da minha cama, e o aconchego do meu quarto para ficar acordada até a uma da madrugada, pular muro, só para sentar na pica?
Mas pensar nisso agitou minhas pernas, arrepiou minha pele.
Meu padrasto pediu pizza, e por um acontecimento fora do comum, mamãe comeu com a gente na sala. Aquele era um momento muito raro. Quase nunca os dois estavam em casa, era eu praticamente sozinha o tempo todo.
Ela foi dormir logo depois de comer, eu fiquei na sala, pensando se devia ir encontrar o Léo, ou não, nisso adormeci, acordei com o dia claro já, meu padrasto estava saindo para mais uma viagem.
Assim que cheguei na escola, Aidé veio me lembrar do nosso combinado.
- Amiga só tem um problema - falei - você não pode dizer em casa que vai dormir comigo, porque corre o risco de o chato do Léo ir lá te buscar e aí?
Ela concordou e essa parte do “plano”, mudamos.
Mandei uma mensagem para mamãe avisando que eu iria dormir na casa da Aidé, mamãe nunca perguntava a mãe dela se era ou não verdade, botava apenas um joinha na mensagem.
Eu vesti um tomara que caia com um bojo e uma bolsinha de corrente dourada, um saltinho básico e batom mate. Maia se produziu um pouco mais, estava nervoso, ansiosa, e quase desistiu quando entramos no uber.
Encontramos o Valdão e o Denner aguardavam em um carro prata, numa descida assim afastada do centro onde descemos. Eles piscaram para nós, Denner saiu do carro.
Era alto.
Forte meio cheinho barba aparada mas fechada no rosto de nariz quadrado e olhos um pouco juntos. O cabelo penteado para trás e os lados cortado a máquina baixo. Ele usava um bermudão jeans, um mocassim, e uma camisa larga de listas.
Beijou meu rosto, e assobiou.
- Que aviões! - aplaiudiu. - Entrem.
Eu fui na frente e a Aidé atrás com o Valdão que foi logo puxando ela para beijar na boca.
Fomos conversando sobre o que queríamos fazer e as opções não eram muitas, então decidimos pedir alguma coisa para comer quando já estivessemos na casa do Denner, que era muito brincalhão e apesar da mão boba na minha coxa, e acariciando meu rosto.
Ele acionou a garagem e entrou com o carro a porta baixou e nós descemos. Era uma casa comum, grande mas que parecia daquelas mais antigas com um varandado cercando a casa e telhado dividido.
- Que perfume cheiroso… - Denner disse. - Posso sentir?
Eu concordei. Denner segurou por minha cintura, abaixando todo para me alcançar e esfregar aquela barba no meu pescoço e rosto. Nem vi a hora que Aidé entrou na casa com o Valdão.
Denner abraçou por trás me puxando para junto dele, como um ursão mesmo, o cheiro dele logo se impôs, não era fedor! Era um cheiro mesmo, próprio de homem mesmo. Eu segurava a cabeça dele acariciando seus cabelos enquando Denner quase me carregava para dentro, a casa estava vazia como se tivesse acabado de ser desocupada.
Mas logo percebi que muito provavelmente aquela casa era usada para isso mesmo que estávamos prestes a fazer.
Havia um colchão de casal no chão. Denner tirou a camisa, e desabotoou a bermuda. Eu subi o vestido e abaixei a calcinha já sabeindo o que viria.
O volume na cueca boxer dele me agradou. Ele se jogou no colchão e mandou eu sentar na sua cara. Amei aquilo!
A língua de Denner entrou na minha boceta, macia, fui linguada e dedada, quis retribuir, deslizei para as pernas dele, e tirei seu pau para fora.
Era um pau branco de cabeça rosa, volumoso, que esticou minha boca como o fundo de uma garrafa.
Ele arfou:
- Isso delicia…
Ele incentivou com a mão em cima da minha cabeça, deixando que eu mamasse como quisesse. Mas Denner voltou a tomar conta da situação. Ele me ajudou a tirar o vestido e o sutiã de bojo.
Denner deu um tapa na minha bunda me mandando ficar de quatro. Ele encapou o pau com camisinha, melecou a mão na minha boceta que estava molhada, passou no pau, pincelou na minha boceta e meteu de uma vez me abraçando e forçando para baixo.
- Ah! - gritei.
- Grita! Grita bastante! - ele bateu na minha cara. - Gosto de ouvir as putas que eu como sofrendo no meu caralho.
Era a primeira vez que um homem me dava liberdade para gritar e gemer a vontade, eu aproveitei porque, a rola dele era bem grossa e parecia que estava me rasgando. O peso do corpo dele contra o meu também, quase me deslocou a coluna.
Mesmo assim me vendo sofrer, Denner não aliviou. Estava quase de pé, enquando me varava, eu fininha de quatro, aguentando aquele mastodonte em cima de mim.
O corpo dele roçava muito em mim, mesmo rasgada eu sentia aquela sensação de preenchimento que já tinha experimentado antes com o Léo e o Negão mas a brutalidade do Denner era diferente.
Ele pisou no meu rosto me prezando ainda mais no colchão e marterou pica mata dentro de mim. Senti o peso do seu pé na minha cara me fez sentir uma completa “escrava” só essa descreve como me sentia.
Denner gozou mas continuou macetando, eu já estava toda derreada, deitada mesmo, quando ele parou e senti sua camisinha ficando presa em mim, e o seu esperma quente dentro parecia que eu tinha um túnel no lugar da boceta, ele começou a mordiscar minha orelha e chupar meu pescoço, me abraçando, apertando meus peitos se roçando em mim.
Eu resfolegava sem ar, sem forças, acabada!
Denner me encoxou gostoso, sarrando, dizendo o quanto eu era gostosa, e puta!
Meu corpo todo ardia, derretendo de suor, meu e do Denner.
Eu puxei a camisinha de dentro de mim que saiu fácil de tão arrombada que a tromba dele havia me deixado.
Denner levantou para mijar no banheiro e eu fiquei ali deitada no colchão sem conseguir me mexer direito com as pernas um pouco dormentes até.
Eu olhei em volta, havia uma televisão na parede, uma geladeira daquelas pequenas ali na sala mesmo. Eu levantei com dificuldade toda dolorida nas costas e no pé da barriga. Haviam portas de madeira de um lado, e uma cozinha americana. Denner saiu de um banheiro próximo a cozinha, secando a rola em uma toalha daquelas de secar as mãos.
- Quer ir no banheiro antes de outra? - perguntou.
- Outra? - falei sem acreditar!
- Quer beber minha porra? - ele perguntou com a camisinha na mão. - Tem novinha que adora.
Ele sorriu disse que a camisinha o havia salvado de muitas dores de cabeça como filhos indesejados, por exemplo, e disse uma coisa que me deixou pensativa:
- Porque gozar dentro só em esposa e olhe lá, só se for para ter filho…
Denner amarrou a camisinha e a atirou dentro de uma lixeira ali próxima, eu pedi para ir ao banheiro.
- Não precisa se vestir aqui bb, - ele disse deitando com os braços atrás da cabeça - aqui podemos ficar assim, livres…
Eu cobri os peitos e entrei no banheiro, encostei a porta, e sentei no vaso, não liguei a luz, por isso quando Valdão entrou e tirou a camisinha do pau, e mijou em direção ao vaso acertou na minha cara.
Eu gritei de susto!