Ela me via só como amigo - Cap. 13

Um conto erótico de Bruno (por Carlos_Leonardo)
Categoria: Heterossexual
Contém 7645 palavras
Data: 23/02/2026 08:21:56

- E então? – perguntou Wis, com um sorriso enviesado. – Vai ficar fazendo cara de paisagem até quando?

Eu tinha travado. Não era só a pergunta. Era o que a resposta significava. Era o timing dela. Como sempre.

- É… eu preciso de um tempo pra pensar.

Ela franziu a testa, divertida.

- Ué. Até onde sei, não tem nada que te prenda aí…

- Não tem? – devolvi, mais curioso do que defensivo.

- Meus informantes dizem que não.

Inclinei a cabeça.

- Seus informantes?

A expressão dela se abriu num riso genuíno. Daqueles que sempre me desmontavam.

- Sim. Sempre pergunto sobre você. E sempre me respondem.

- Quem? – perguntei, mesmo já desconfiando.

- Papai. Mamãe. Wanda. E Wendy.

- Ah…

Ela se divertia com a minha reação.

- E também sou muito boa em somar um mais um igual a dois… Ah… mas isso você já sabe.

Captei. Claro que sabia. Se ela falava com Wanda, sabia de tudo. Do caos recente. Do divórcio. Da carta. De Vitor. Talvez até de Adriana com Denis. Talvez até demais.

Sabia também que eu estava em pedaços. E talvez estivesse me chamando justamente por isso.

E, ainda assim, ali estava ela. Leve. Confiante. Como se o mundo inteiro coubesse dentro daquela chamada.

- Antes de decidir, talvez devêssemos conversar direito, não acha? – falei, tentando manter a calma. – Você me deve isso.

Ela assentiu sem hesitar.

- Sim. Devo. Por isso estou te chamando para cá.

Aquilo me pegou.

- Acho que eu deveria ir… depois dessa conversa.

- Ou – ela me interrompeu – a gente pode conversar aqui. Olho no olho.

O sorriso dela se ampliou. Seguro. Antigo. Familiar.

- Vamos – continuou. – Você não tem nada a perder. E, sinceramente? Você não viaja nunca. Tá mais do que merecendo isso. Ainda ganha uma guia turística de graça. Não é maravilhoso?

Ela sempre conseguia me desarmar com essa mistura de ousadia e doçura.

- A proposta é tentadora. Admito.

- E tem mais – ela emendou. – As mentorias podem ficar ainda melhores. Lembra quando estive aí? As horas que a gente passava estudando? Eu nunca aprendi tanto.

Era verdade. Quando se concentrava, Wis virava outra pessoa. Precisa. Focada. Incansável.

- Eu te respondo até o fim da semana.

Ela me olhou como se já soubesse o resultado.

- Sei que será um sim. Você só precisa admitir isso.

Acabei rindo.

- Veremos.

Nos despedimos. Mas a sensação que ficou não foi leve. Foi a de que eu já tinha atravessado metade do caminho sem perceber, antes mesmo da minha resposta.

Eu estava com vontade de aceitar o convite. Um mês com a Wis talvez me obrigasse a encarar o que existia entre nós dois. Mesmo assim, toda vez que pensava em ir, minha atenção voltava para minha mãe. O coração dela ainda estava em reconstrução. E eu sabia o quanto ela se esforçava para parecer mais forte do que realmente se sentia.

Durante o jantar, demorei para tocar no assunto. Sabia que, quando contasse, ela perceberia na mesma hora a minha vontade de ir. E também sabia que, se fosse preciso, ela engoliria qualquer tristeza para não me prender.

Por um instante, cogitei levá-la comigo. Mas eu queria aquele tempo a sós. Com a Wis. Só de admitir isso para mim mesmo, já me sentia culpado.

- Você quer ir – ela disse, antes mesmo de eu terminar de explicar. – Então não se preocupe comigo.

- Não é isso… – retruquei. – Eu não deixaria a senhora sozinha agora. Jamais. Ainda mais nesse momento.

Ela me olhou com um sorriso pequeno. Triste, mas sincero.

- Tenho minhas reservas com a Wis depois do que ela fez… – disse com calma. – Mas, como falei pra Wanda, talvez eu devesse ser grata a ela também.

Quase mencionei Trajano e Cecília. Quase disse que talvez fosse a hora de ela retomar a própria vida enquanto eu estivesse fora. Mas qualquer frase nesse sentido soaria como desculpa para viajar sem culpa. Engoli.

Ela percebeu.

- Pode ir, Bruno. Vou ficar bem. Não é como se você fosse desaparecer do mundo. E… – fez uma pausa curta – tenho novos amigos agora.

- Amigos? – perguntei, surpreso.

O sorriso dela se abriu um pouco mais.

- Remo e Érica.

Franzi o cenho.

- Vocês têm se falado?

- Temos. Não podia? – respondeu, com leve provocação.

- Claro que pode… – ri, tentando aliviar. – Que bom que gostou deles.

- E o Remo é um gato.

Revirei os olhos, mas sorri. Ela disse isso com leveza demais. Como se quisesse me convencer de que estava tudo resolvido. Queria que eu acreditasse que estava bem. Que tinha vida própria. Que não dependia de mim para seguir.

Eu queria acreditar também. Mas ainda não tinha certeza se estava pronto para ir sem sentir como se eu estivesse saindo no momento errado.

No dia seguinte, depois do trabalho, fui ao apartamento do Remo. Érica estava lá – como quase sempre. Aquilo já era praticamente a casa dela.

Conversamos trivialidades por alguns minutos, até que, como era inevitável, o assunto da minha mãe apareceu.

- Já falei com ela por mensagens – disse Remo. – Ela é divertida. Mas, confesso, em todas as conversas… você era o tema.

Ele riu e, em seguida, estendeu o celular na minha direção.

- Se quiser conferir, pega o fone.

- Você falando assim parece que eu estou desconfiado… ou com raiva.

- Pareceu – disse Érica, seca.

- Sério?

- É sua mãe, Bruno. Você a protege.

Ignorei a provocação e me afundei no sofá. Remo respirou fundo antes de continuar:

- Ela está superando um término complicado. E você, indiretamente, entrou no meio. Mas, até aqui, você fez tudo certo. Se reaproximou, acolheu, ouviu…

- É aqui que vem o “mas”? – interrompi.

- Que “mas”? – perguntou Érica.

Respirei fundo.

- A Wis me chamou pra passar um mês em Nova Iorque. Eu quero ir… mas não quero deixar minha mãe sozinha. Ela é minha prioridade.

Érica revirou os olhos, cruzando os braços.

- Então não vá.

- Calma – disse Remo. – Também não é assim.

- E vai deixar a mãe sozinha?

- Bruno não pode parar a vida dele – retrucou Remo. – E a cara dele diz que quer ir. Depois de tudo que aconteceu… ele precisa respirar.

- E eu não conto? – disse Érica.

Remo deu de ombros.

- Eu também quero meus meninos dentro de mim.

Olhei para ela, surpreso. Remo ignorou o comentário e seguiu:

- Sua mãe não quer que você abdique da vida por causa dela. Isso só faria ela se sentir pior. E, se esse é o seu problema… a gente fica por perto. Não é, Érica?

Ela bufou.

- É, né.

Acabamos rindo. Até ela.

Fiquei em silêncio por alguns segundos antes de falar:

- Eu me sinto culpado. Sei que ela está melhor comigo, mas o coração dela ainda está… em pedaços. Por causa do término.

- Ela é forte – disse Remo. – Independente. Bonita. Vai se reerguer. E, se quiser, encontra alguém que a mereça.

- Alguém tipo você? – provocou Érica.

- Se o Bruno me der a benção, por que não? – respondeu ele, teatral. – Eu seria o homem mais feliz do mundo. Ela é uma dama. Uma das três mulheres que eu desfilaria orgulhoso por aí.

- Quais são as outras duas? – perguntei, rindo.

- Wendy e… Érica.

Ao escutar seu nome, Érica corou. Eu arqueei a sobrancelha. E algo se encaixou.

- Você não se incomoda com ele se insinuando assim pra sua mãe? – ela me perguntou, querendo desconversar.

Remo abriu a boca, mas fui mais rápido:

- Minha mãe é adulta. Dona de si. Se ela estiver feliz, eu também vou estar.

- Evasivo – disse Érica.

- Se ela quiser se relacionar com o Remo, dou minha benção.

Silêncio.

- Melhorou? – questionei.

- …é – respondeu Érica, murcha.

Remo riu, satisfeito.

Eu tinha certeza de que nada aconteceria entre ele e minha mãe. Nem por parte dele, nem por parte dela. Mas outra coisa tinha ficado clara.

Muito clara.

- Mas eu sei de quem o Remo gosta de verdade.

Ele me olhou confuso. Érica arregalou os olhos.

- E ele ainda não percebeu.

Não disse mais nada, limitando-me a mudar de assunto.

Mas Remo tentou arrancar a resposta de mim algumas vezes, especulando nomes. Nenhum parecia plausível para ele. Dei corda até certo limite.

Quando fui embora, me senti mais leve. Pela primeira vez, a viagem deixou de parecer abandono. Se eu realmente viajasse… minha mãe não estaria sozinha.

Ainda naquela noite, quando já estava prestes a dormir, Wanda reapareceu.

> Wanda: sumi, mas tô aqui

> Wanda: e você?

> Bruno: estou aqui

> Bruno: como foi o aconselhamento?

A resposta demorou alguns segundos.

> Wanda: profundo

> Wanda: passei os últimos dias impactada

> Wanda: cheia de dúvidas

> Wanda: descobri coisas sobre o Vitor e sobre mim que eu jamais imaginaria

Esperei.

> Wanda: talvez eu e ele sejamos duas faces da mesma moeda

> Bruno: que bom

Ela respondeu quase de imediato:

> Wanda: você acha?

> Bruno: sim… falei errado?

> Bruno: o aconselhamento não é pra isso?

> Wanda: pra ele sim

> Wanda: pra mim não

Franzi a testa.

> Bruno: não entendi

> Wanda: eu disse que somos parecidos

> Wanda: mas na dor

> Wanda: e essa dor nos uniu de um jeito… doentio

> Wanda: eu quero sair disso

> Wanda: quero uma nova história

Li aquilo duas vezes.

> Bruno: então por que não sai disso logo?

> Bruno: por que não foca no divórcio?

Assim que enviei, me arrependi. Pensei em apagar. Tarde demais. Ainda assim, ela demorou a responder. O indicador de “digitando…” aparecia e sumia.

Eu já estava quase pegando no sono quando a resposta veio:

> Wanda: não posso deixar o Vitor assim

> Bruno: por quê?

> Wanda: não sou desumana, Bruno

> Bruno: não disse que era

> Wanda: tenho uma história com ele

> Wanda: muitos momentos bons

> Wanda: não vou simplesmente virar as costas

> Wanda: quero que ele fique bem

> Wanda: e que tudo termine bem

> Wanda: mas cada um no seu caminho

Suspirei.

> Bruno: às vezes esse tipo de desejo é impossível

> Wanda: eu sei

> Wanda: mas preciso tentar

> Wanda: é assim que eu consigo me sentir em paz

Fiquei olhando para a tela. Havia ali uma honestidade difícil de contestar. E, ainda assim, algo em mim se contraía – como se eu já tivesse vivido aquele tipo de “promessa” antes.

Antes que eu pudesse dizer algo, outra mensagem chegou:

> Wanda: a carta é minha única verdade, Bruno

Eu sabia exatamente o que ela queria dizer.

Tentei escrever algo. Apaguei. Nada soava certo.

Então veio a mensagem que desorganizou tudo:

> Wanda: soube do convite da Wis

> Wanda: acho que você deveria ir

> Wanda: no seu lugar… eu iria

Fiquei imóvel.

Wanda e Wis pareciam dois mundos em choque.

> Wanda: bom… acho que você dormiu

> Wanda: boa noite

> Bruno: ainda não sei se vou

> Bruno: boa noite

Joguei o celular ao lado. O coração batia rápido demais para alguém que só estava deitado na própria cama.

Demorei a dormir. Não por falta de cansaço. Mas porque tive a sensação de que Wanda estava me empurrando… para longe dela, para uma vida que nunca incluiria nós dois.

Aqueles dias de indecisão ainda me reservaram uma surpresa desagradável.

Durante o almoço, rolei distraidamente as redes sociais. Foi então que vi a postagem do Denis. Uma foto. Ele sorria. Adriana beijava seu rosto. A legenda era simples demais para permitir qualquer outra interpretação: “minha namorada”.

Fiquei olhando a tela por tempo demais. Não era exatamente dor. Era um tipo de esvaziamento, como se aquela história tivesse sido retirada de mim sem aviso.

Voltei para a PHX com a sensação incômoda de que cada conversa no corredor tivesse mudado de tom. Que todos olhariam para mim e pensariam: “o funcionário está namorando a ex do chefe”.

Respirei fundo.

Na minha sala, empurrei o celular para longe. Empurrei o pensamento para longe também. Empurrei tudo para longe, menos o trabalho. Esse seria o meu foco. Só trabalho.

Durante a mentoria, Wis percebeu de imediato.

- Hoje você não parece só em dúvida… parece derrotado.

- Eu? – desconversei. – Impressão sua.

Ela sorriu.

- Sei. Às vezes mudar de cenário ajuda mais do que a gente imagina.

Ri, meio sem querer.

- Às vezes… a melhor forma de superar uma dor é seguir em frente, Bruno.

Ela sabia. Todo mundo parecia saber.

Soltei um suspiro.

- Obrigado, Wis Nara.

No fim da tarde, minha mãe me mandou uma selfie. Ela, Remo e Érica num café. Os três sorrindo.

> Mãe: <foto>

> Mãe: vou ficar bem enquanto você estiver viajando

Fiquei olhando para a imagem.

> Bruno: 🙂

> Bruno: eu sei

> Bruno: mas ainda não sei

Naquela noite, porém, contei a ela.

- Decidi viajar.

Ela sorriu de um jeito que me desarmou.

- Eu sabia. E fico feliz por você, meu filho. Você precisa respirar. Esse mês fora vai te fazer bem. E não se preocupe comigo. Eu vou ficar bem.

- Vamos nos falar todos os dias – prometi.

- Eu sei.

Na última mentoria da semana, avisei Wis.

- Eu vou.

Ela abriu um sorriso gigante.

- Eu sabia. Compra a passagem e me manda o horário. Vou te buscar.

- Posso ficar em hotel… não quero atrapalhar suas colegas de apartamento.

Ela me olhou como se aquilo fosse absurdo.

- Bruno… eu moro sozinha.

Engoli em seco. Aquilo mudava a equação inteira.

- Pra quê gastar com hotel se você pode ficar aqui?

Não havia argumento possível.

- Você vai ficar aqui. Está decidido.

- Sim, senhora – brinquei, batendo continência.

Ela riu.

No fim do expediente, comuniquei aos sócios que passaria um mês em Nova Iorque. Meio férias. Meio trabalho remoto. Ninguém se opôs.

Trajano, participando por vídeo, apenas sorriu.

- Aproveite, Bruno. Nova Iorque é incrível. E dessa vez você vai poder viver a cidade de verdade. Vou avisar a Wis Nara pra te apresentar tudo.

Sorri de volta.

- Pode deixar. Conto com ela.

Desliguei a chamada. E pela primeira vez em dias, senti que uma decisão tinha sido tomada. Não porque eu sabia exatamente o que queria. Mas porque ficar onde eu estava já não fazia mais sentido.

Comprei a passagem para a segunda-feira seguinte, tarde da noite. Até o embarque, me concentrei em preparar a mala e aproveitar a companhia da minha mãe. Ela, a todo momento, me dizia para ir tranquilo.

- Tenho a impressão de que essa viagem vai te mudar.

Eu sorri, mas talvez tivesse medo de que ela estivesse certa.

Também não iniciei qualquer contato com Wanda. Nem ela comigo. Parecia não haver mais nada a ser dito. E ignorei completamente as redes sociais. Queria chegar a Nova Iorque sem carregar ruído.

Fui ao aeroporto sozinho. Não queria que minha mãe voltasse tarde para meu apartamento por minha causa.

A viagem foi tranquila. Dormi mais do que esperava. Acordei apenas para a conexão em Miami. Em algum momento, entre um cochilo e outro, pensei que talvez estivesse mesmo fugindo. Em outros, tive a sensação oposta: a de que estava finalmente me movendo.

Por volta de 11h, horário local, desembarquei no JFK.

Mandei mensagem para Wis e para minha mãe avisando que tinha chegado, mas levei quase duas horas até passar pela imigração. Quando finalmente atravessei as portas, parei por um instante no saguão.

Pessoas de todos os lugares do mundo cruzavam o espaço em direções opostas. Idiomas diferentes. Ritmos diferentes. Ninguém me conhecia. Ninguém sabia de Wanda, nem de Adriana, nem de nada.

Eu era apenas alguém chegando. E, pela primeira vez em dias, isso não pareceu ruim.

Foi então que ouvi:

- Bruno!

O som atravessou o ruído do aeroporto com precisão cirúrgica.

Quando me virei, vi Wis correndo na minha direção.

Ela vestia minha camisa clássica dos Beatles, como se tivesse escolhido exatamente aquilo para me lembrar de quem eu era quando estava com ela. Os olhos cor de mel me atravessaram como da primeira vez que nos reencontramos.

Não tive tempo de reagir.

Ela pulou nos meus braços sem hesitar. Como se tivesse decidido que, ali, podia se permitir.

As pernas se cruzaram na minha cintura. Os braços me envolveram com força. O rosto colou ao meu. Beijos rápidos na minha face, quentes, sem cerimônia.

- Seja bem-vindo à minha cidade – disse, entre um beijo e outro – Senti falta da sua presença.

O calor do corpo dela me atingiu de um jeito imediato – não era desejo apenas. Era reconhecimento.

- Eu também senti – respondi.

E, pela primeira vez desde que embarquei, parei de me perguntar se estava fugindo.

Fomos até o apartamento dela de Uber.

Durante o trajeto, ficamos de mãos dadas. A cabeça dela repousava no meu ombro com uma naturalidade silenciosa, como se aquele gesto tivesse sido apenas interrompido por algumas semanas e agora retomado de onde parou. Havia um sorriso constante em seu rosto. Contido, mas impossível de esconder. No corpo, uma tensão leve, elétrica, que parecia percorrer nós dois sem pedir licença.

Conversamos sobre coisas simples. Ela apontava prédios, ruas, referências da cidade, como se quisesse me situar ali antes de qualquer outra coisa. Havia cuidado no jeito como fazia isso. Como se preparasse o terreno.

Eu a observava de canto de olho. Nova Iorque passava pelas janelas, mas, naquele momento, era como se o centro de tudo estivesse ali, no banco traseiro daquele carro, ao meu lado.

Quando estávamos próximos de chegar, ela se virou de frente para mim. O sorriso diminuiu. O olhar ficou mais sério.

- Sei que você está cheio de dúvidas. Confuso. Eu também estou – disse, com calma. – Então… deixa eu fazer do meu jeito. No meu tempo. Pode ser?

Entendi o que ela queria dizer. Ainda assim, franzi o cenho, absorvendo.

Ela mordeu levemente os lábios antes de continuar:

- Não é medo… quer dizer, um pouco é. Mas não só isso. Eu também estou me controlando. Muito. E… nós dois estamos solteiros. Não devemos nada a ninguém.

Havia expectativa na forma como me olhava. Não era pressão. Era um pedido de confiança.

Sorri. Não pelo que ela disse, mas pela forma como dizia – como se tudo já estivesse mapeado dentro dela.

- Combinado? – ela insistiu.

- Combinado.

Ela assentiu. E voltou a encostar a cabeça no meu ombro, como se o pacto tivesse sido firmado sem precisar de mais palavras.

Do lado de fora, a cidade seguia em movimento. Dentro do carro, tudo parecia suspenso, como se aquele trajeto não fosse apenas até o apartamento, mas até um ponto de não retorno.

Cerca de trinta minutos depois, chegamos ao apartamento dela. Era diferente do anterior, aquele em que eu apenas deixara seus fichários. Ficava no Upper West Side.

Ela percebeu minha expressão de leve estranhamento.

- Me mudei faz um tempinho – explicou enquanto descarregávamos a mala. – Esse é menor. Mais adequado pra mim agora que moro sozinha. E o bairro é perfeito: residencial, seguro, silencioso. Do jeito que eu gosto.

O prédio era antigo, reformado com cuidado. O apartamento, compacto: dois quartos, sala integrada à cozinha e um banheiro. Tudo ali parecia escolhido para não sobrar nada além do essencial. Minimalista, funcional, sem excessos. Exatamente como ela.

Na sala, uma estante chamou minha atenção. Repleta de livros: investimentos, matemática e economia. Entre eles, reconheci os fichários que havia trazido na vez anterior. Ao lado, perfeitamente alinhada, estava sua impressionante coleção de carrinhos Hot Wheels.

- Eu te disse que ainda os tinha – comentou.

- São… impressionantes, Wis Nara. Tem peça aqui que só pode ser edição especial.

- E são.

Ela parecia discretamente orgulhosa.

Antes que eu me aprofundasse na estante, ela me puxou pelo braço.

- Vem. Vou te mostrar o seu quarto.

O quarto de hóspedes era pequeno, simples e funcional. Cama de casal, lençóis em tons de azul, tudo com cheiro de novo.

- Comprei especialmente pra você – disse, com um ar sapeca – Pode levar quando voltar pro Brasil.

Sorri.

Sentei na cama, sentindo a maciez do colchão, mas a verdade é que eu estava um pouco em pane. Não era nervosismo. Era a sensação de que qualquer gesto errado mudaria o ritmo que ela tinha desenhado.

Para piorar, não sabia exatamente qual seria o próximo passo. Não ali. Não naquele momento. Não com ela tão perto.

Houve um pequeno silêncio.

Então ela se aproximou e se ajoelhou à minha frente, sem pressa. Não havia submissão no gesto. Havia escolha.

- Eu estou tão feliz por você estar aqui comigo… só comigo.

O sorriso dela era genuíno. O meu deve ter respondido na mesma medida.

- Vamos fazer esse mês valer a pena.

Antes que eu conseguisse responder, ela me abraçou outra vez. Forte. Inteira. Como no aeroporto. Como no meu apartamento no Brasil. Como se aquele gesto fosse a única linguagem necessária entre nós.

Ficamos assim por um tempo difícil de medir. Sem pressa. Sem movimento. Sem intenção imediata de ir além.

E o tempo passou.

E, por enquanto, aquilo bastava.

Mas precisávamos nos mover. Ela me puxou pela mão até a cozinha. A expressão dela era a de quem saía de um transe lento.

- Vem. Vou cozinhar pra você. Como da primeira vez.

Dessa vez, ajudei. Ou tentei ajudar. Passamos a próxima hora preparando a macarronada que ela aprendera com minha mãe.

Não falamos muito sobre nós. Ainda assim, não parávamos de falar. Ela se movia pela cozinha com segurança quase profissional, citando termos que eu nunca tinha ouvido. Parecia uma chef. Eu, um desastre completo.

Rimos disso.

Hesitávamos sempre que nossos braços se tocavam, sempre que precisávamos passar um pelo outro naquele espaço pequeno demais para dois corpos conscientes além da conta.

Mas “sobrevivemos”.

E comemos bem.

O restante da tarde correu em conversas longas e calmas. Perdi um bom tempo diante da estante de livros. Ela me mostrava trechos marcados, explicava raciocínios, voltava páginas, defendia ideias. Debatíamos como se o tempo não existisse.

Olhei novamente para os fichários. Tive curiosidade, mas não perguntei. Parecia cedo demais para certas invasões.

Depois, ela passou quase duas horas me contando a história de cada carrinho da coleção. Alguns eram de antes mesmo de eu conhecê-la. Havia ali uma linha do tempo silenciosa da vida dela. E, de algum modo, eu estava sendo convidado a percorrê-la.

À noite, pedimos comida por aplicativo. Algo saudável de um restaurante que ela disse pedir sempre. Comemos no sofá.

Em certos momentos, o silêncio pairava entre nós. Não era desconfortável. Nossos olhares pareciam conversar sem palavras. Às vezes, um de nós sorria, meio sem motivo.

- Que foi? – ela perguntava.

- Nada… só te olhando.

Ela fazia uma careta, rindo.

- Feia?

- Pelo contrário.

Mais tarde, já perto de dormir, ela veio ao meu quarto. Eu tinha acabado de conversar com minha mãe por chamada de vídeo.

Sentou-se na beirada da cama. A mão pousou sobre meu peito. Ficamos nos olhando por um tempo que parecia ter parado. Então ela se deitou sobre mim, o rosto repousando no meu peito, como se aquele lugar lhe fosse familiar há anos.

Ficamos assim. Quietos. Respirando no mesmo ritmo.

Aquilo era o tipo de lembrança que se fixa.

Depois de um tempo, ela se ergueu um pouco. O rosto perigosamente próximo ao meu.

- Boa noite, Bruno. Até amanhã.

Inclinou-se e beijou meu rosto.

- Até amanhã, Wis Nara – respondi, quase em sussurro.

Ela saiu. Fechou a porta do quarto. Ouvi passos leves pelo corredor. Em seguida, o clique. Ela trancou a porta do próprio quarto. Exatamente como da primeira vez em que dormira no meu apartamento.

Lembrei do mesmo pensamento.

“Esperta”.

Sorri no escuro. Fiquei cheio de expectativas, mas sem ansiedade. Eu já sabia o que queria. Só não seria naquela noite. Seria no tempo dela. Por ela. E, talvez, também por mim. Por nós, com certeza.

Senti uma paz rara.

Logo adormeci.

No dia seguinte, acordamos cedo.

- Se arruma. Tem um café aqui perto que eu preciso te mostrar.

Saímos caminhando pelo Upper West Side. O bairro tinha um silêncio organizado, quase disciplinado. Prédios antigos, árvores alinhadas, gente caminhando com cachorro, corredores matinais voltando do parque. A sensação de segurança que ela descrevera não era exagero. Era palpável.

Em alguns trechos, Wis segurava minha mão para me puxar discretamente para o lado mais interno da calçada, desviando de bicicletas ou tampas irregulares no chão. Um gesto automático, quase técnico. Eu a deixava conduzir. Havia algo de natural na forma como ela assumia aquele papel.

O café ficava de esquina na Amsterdam Avenue. Pequeno, cheio, barulho baixo de xícaras e laptops abertos. Claramente um lugar que ela frequentava.

Assim que entramos, a atendente sorriu para ela com familiaridade.

- Bom dia, Wis Nara.

Ela respondeu no mesmo tom, confortável, como alguém que já fazia parte daquele microcosmo.

Sentamos numa mesa para dois. A atendente olhou para mim e perguntou, em inglês, se eu era um novo amigo.

Wis não hesitou.

- Mais que isso.

Ela disse sem teatralidade. Apenas olhando para mim com um sorriso leve.

A atendente abriu um sorriso cúmplice, fez uma expressão silenciosa de aprovação e saiu para buscar nosso pedido.

Tomamos café com calma. Ela me explicou as dinâmicas do bairro, apontando pela janela onde ficava a livraria que frequentava, a lavanderia, o mercado orgânico e o caminho mais rápido para o parque.

Depois seguimos a pé até o Central Park.

Entramos pela altura da 86th Street. O parque estava vivo, mas não cheio. Corredores, idosos caminhando, mães com carrinhos de bebê e músicos de rua ainda montando seus instrumentos.

Caminhamos sem pressa. Passamos pelo Jacqueline Kennedy Onassis Reservoir, onde a água espelhava os prédios ao longe. Ela me contou que gostava de andar por ali quando precisava organizar ideias difíceis. Contornamos o reservatório até chegar a um gramado mais aberto.

Não falávamos sobre nós. Ainda assim, conversávamos o tempo inteiro. Às vezes de mãos dadas. Às vezes em silêncio. Às vezes com ela encostada em mim.

Em certo momento, ela se sentou entre minhas pernas, apoiando as costas no meu peito. Ficamos assim por longos minutos, observando pessoas passarem, cachorros correrem, folhas se moverem com o vento frio.

Como sempre, não havia urgência. Não era espera. Era permanência.

Almoçamos num restaurante próximo à Columbus Avenue. Ela tirou o celular e me mostrou uma lista quase interminável de restaurantes para eu conhecer.

- Um por dia – ela disse.

Sorri.

Depois disso, fomos até sua universidade.

Dessa vez, havia um motivo mais concreto. Ela precisava formalizar uma ausência de quatro semanas. O semestre estava em andamento e ela não poderia simplesmente desaparecer. Tinha que alinhar: prazos de provas, entrega de trabalhos, manutenção da bolsa e autorização do departamento.

- Se eu não fizer isso direito, perco créditos do semestre – explicou. – E talvez parte da bolsa.

Aquilo tornava a viagem menos romântica e mais concreta. Ela não estava apenas me recebendo. Estava me escolhendo.

O campus era organizado, arborizado, típico de universidade americana. Andamos pelos corredores administrativos até que ela resolveu tudo em poucos minutos. Já parecia algo previamente negociado. Aquela ida era apenas formalização.

Na saída, encontramos Brenda, sua colega de turma. Ela era loira, americana, de olhos azuis e bastante direta. Olhou para mim, depois para Wis, e arregalou os olhos.

- É ele?

Wis sorriu.

- Sim.

Eu corei discretamente, mas estendi a mão.

- Prazer. Bruno.

Ela me cumprimentou com entusiasmo e, sem rodeios, nos convidou para o happy hour da turma na outra sexta.

Wis olhou para mim.

- Quer ir?

- Se você quiser.

- Eu quero.

- Então vamos.

Brenda pareceu satisfeita com a confirmação e logo se despediu.

Voltamos para o apartamento no fim da tarde. A luz já começava a cair entre os prédios. Nova Iorque ganhava aquele tom dourado de início de noite.

No elevador, Wis encostou levemente o ombro no meu.

- Acho melhor dormirmos cedo. Amanhã começa o cronograma de verdade.

- Cronograma?

Ela sorriu, satisfeita com minha surpresa.

- Sim. Eu projetei o mês inteiro.

O elevador subia. E, pela expressão dela, percebi que eu tinha entrado em algo que ela vinha desenhando há muito tempo.

“Do meu jeito. No meu tempo”.

Nos dias seguintes, Wis me arrastou pela história da cidade: o Metropolitan Museum of Art, a ponte do Brooklyn ao entardecer, a biblioteca pública na Fifth Avenue, pequenas livrarias do Upper West Side e uma sequência quase infinita de cafés e restaurantes que ela fazia questão de me apresentar – um por dia, às vezes dois. O roteiro parecia pensado para que eu conhecesse tudo no ritmo dela: com pausas, com respiros, com tempo. Como se ela estivesse me apresentando a cidade que existia para ela.

Voltávamos sempre caminhando. Às vezes em silêncio. Às vezes de mãos dadas. Os abraços se tornaram mais frequentes. Mais demorados, como se fosse possível. Não eram apenas cumprimentos. Eram pausas necessárias entre um deslocamento e outro.

Havia um cuidado consciente. Um acordo silencioso de não atravessar a linha antes da hora. Ainda assim, o calor entre nós crescia. Não como urgência. Como certeza.

Em uma das tardes, voltamos ao Central Park. Não porque fosse necessário, mas porque parecia inevitável. Sentamos na grama. Ela se acomodou entre minhas pernas, apoiada em mim. Ficamos ali por um tempo longo demais para ser casual. Curto demais para ser suficiente.

Em outras tardes, repetimos o ritual.

No apartamento, a dinâmica prosseguia. Cozinhávamos juntos, mais pelo prazer da presença do outro do que por necessidade. Em vez de simplesmente pedir comida por aplicativo, passávamos tempo lado a lado na cozinha, ocupando o mesmo espaço.

Sentávamos no sofá para conversar sem parar. Em certos momentos, ela encostava a cabeça no meu ombro e ali permanecia. Ou se deitava em meu colo. Nenhum de nós comentava. Mas, nesses instantes, ambos percebíamos que a distância entre nós deixava de fazer sentido.

Na hora de dormir, o mesmo ritual: um abraço demorado, um beijo no rosto e um “boa noite” carregado de um desejo cada vez mais consciente, mais palpável. Em seguida, o clique da porta do quarto dela sendo trancada.

Por um ou dois dias, esqueci de ligar para minha mãe. Ela não pareceu se importar. Pelo contrário, parecia saber que eu precisava daquele tempo.

- Continue se divertindo – dizia.

Wanda e Adriana começaram a parecer distantes. Em algum momento, percebi que tinha passado dias sem pensar nelas. Como se pertencessem a outra história. Outra vida.

Fui perdendo a noção dos dias até que Wis comentou:

- Sexta, tem o happy hour da turma. Lembra?

Assenti. Até então, a cidade tinha sido quase só nossa como numa vida paralela. A lembrança do convite soava como o primeiro passo de volta ao mundo real. E talvez como o início de outra fase.

Os dias seguintes mantiveram o mesmo ritmo: caminhadas, novos lugares, retornos ao parque, toques discretos, abraços cada vez mais firmes, olhares que demoravam um pouco além do necessário e conversas silenciosas.

Até que a sexta-feira chegou. E o ritmo que ela vinha desenhando parecia prestes a avançar.

Eu já estava pronto, na sala, aguardando ela se vestir. A saída seria em um bar, um reduto quase ritual da turma dela. Senti uma ansiedade discreta, difícil de nomear. Não era insegurança. Era antecipação. E, quando Wis apareceu pronta, o encanto substituiu qualquer outro pensamento.

- Como estou?

Ela vestia uma calça de alfaiataria preta bem ajustada, que alongava as pernas e desenhava a silhueta com elegância discreta. A blusa, de tecido leve e caimento preciso, em tom off-white, contrastava com a sobriedade da calça e deixava o colo delineado sem exagero. Por cima, um casaco longo e leve, aberto, que se movia com naturalidade a cada passo.

Nos pés, um salto baixo, elegante o suficiente para a noite, confortável o bastante para caminhar pela cidade. Nada chamativo. Tudo pensado.

O cabelo estava parcialmente preso, alguns fios soltos emoldurando o rosto. A maquiagem era mínima, mas exata, realçando os olhos e a linha da boca com a mesma precisão com que ela resolvia qualquer problema complexo.

Era uma versão dela que eu já conhecia: contida, segura, confiante. Bonita sem esforço. Ainda assim, havia algo diferente naquela noite. Não era apenas social. Era posicionamento. Uma intenção silenciosa. Um cuidado maior do que o necessário.

-Você está… linda – falei, dando um segundo a mais para me recompor. – Vamos?

O bar ficava numa rua lateral do Village, daqueles que parecem pequenos por fora e infinitos por dentro. Luz baixa, mesas altas, gente encostada no balcão falando um pouco mais alto do que a música permitia. Um lugar de encontros recorrentes, não de acontecimentos definitivos.

Quando chegamos, seus amigos já estavam lá. Três moças e dois rapazes. Ela me apresentou a todos.

Kelsi foi a primeira. Loira, confiante, consciente do próprio efeito. Chegou a morar com Wis no antigo apartamento. Eram diferentes em quase tudo, mas se tratavam com naturalidade antiga.

Depois Anna. Mais discreta, educada, com uma atenção genuína ao ambiente. Fez questão de me incluir nas conversas desde o início, explicando piadas internas antes que eu precisasse perguntar.

Então Tyler.

- Então… você é o famoso Bruno.

O aperto de mão foi firme, um pouco mais firme do que o necessário. Ele não escondia o interesse por Wis. Falava com ela próximo demais, inclinando o corpo, buscando atenção constante. Em determinado momento, ao passar atrás dela para alcançar o balcão, a mão dele roçou de leve a cintura dela. Um gesto rápido, quase automático. Ela não reagiu. Nem se afastou. Também não correspondeu. Continuou a conversa como se o gesto não tivesse relevância.

Registrei. Não disse nada. Apenas senti o maxilar se contrair por um instante.

O outro rapaz era Matt. Mais contido, óculos marcantes, ar intelectual sem arrogância. Falava pouco, observava muito. Em alguns momentos, percebi o olhar dele se demorar em Wis quando ela não via. Havia ali um interesse silencioso, mais cuidadoso, mas igualmente presente.

Por fim, Brenda. A mesma que havia nos convidado. Observadora, direta, com curiosidade genuína sobre mim. Meu inglês deu conta do básico. O suficiente para participar, não apenas ouvir.

A noite foi agradável, mas havia algo em suspensão no ar. Pequenas engrenagens sociais se moviam o tempo inteiro. Pessoas se levantavam, voltavam, trocavam de lugar. Em algum momento, percebi que estava sentado entre Anna e Brenda enquanto Tyler se inclinava para falar com Wis. Parecia casual demais para ser casual.

Quando voltei à mesa com as bebidas, Wis puxou levemente minha manga, abrindo espaço para que eu me sentasse ao lado dela. O gesto foi discreto, natural, quase automático. A coxa dela encostou na minha e permaneceu ali. Não se afastou.

Conversávamos com todos, mas nos observávamos o tempo inteiro. Bastava um segundo de silêncio e nossos olhares se encontravam. Aquela conversa sem palavras que já era familiar.

Em certo momento, me levantei.

- Vou pegar um ar.

Ela apenas sorriu. Ela sabia.

Saí do bar. Encostei no muro ao lado da porta. O ar frio ajudou a desacelerar o corpo.

Não demorou e ela veio atrás. Como se soubesse exatamente por que eu tinha saído.

Nos abraçamos sem dizer nada. Como se fosse o gesto mais lógico do mundo. O rosto dela apoiado no meu peito. Minha mão na sua cintura. Por um instante, tive a impressão de ver Brenda espiando pela porta de vidro. Talvez curiosidade. Talvez confirmação. Não importava.

Voltamos alguns minutos depois. O clima parecia o mesmo, mas não era. Algo tinha sido afirmado, mesmo sem palavras.

Permanecemos até mais tarde. Conversas, risos, copos que se renovavam. Mas a tensão não se dissipava. Apenas se organizava.

Na volta para o apartamento, caminhamos de mãos dadas. Nenhum comentário direto sobre a noite. Não era necessário. A cabeça dela repousou no meu ombro durante parte do trajeto. O silêncio era confortável.

Um reconhecimento silencioso entre nós, ainda não dito em voz alta, mas já impossível de negar.

Na hora de dormir, repetimos o mesmo ritual de sempre. O abraço, o beijo no rosto, o “boa noite” dito com mais consciência do que antes.

Por um instante, achei que a porta não seria trancada. Um segundo. Dois. O coração bateu diferente. Então veio o clique. Ainda não foi dessa vez.

No dia seguinte, não saímos. Ela sugeriu maratonar uma série. Trouxe um colchão para a sala e o estendeu no chão. Deitou-se ali, enquanto eu permaneci no sofá.

Vestia um pijama curto, justo, em tom roxo suave, que acompanhava as linhas do corpo sem exagero. Deitou-se de bruços, rosto voltado para a televisão, de costas para mim.

A série falava sobre criptomoedas. Eu não saberia dizer sobre o quê exatamente. E olhe que era minha área de atuação. Minha atenção estava em outro lugar. Nela.

Em determinado momento, ela pausou o episódio e se virou para mim, com um sorriso tranquilo.

- Aí deve estar desconfortável. Por que não se deita aqui?

Ele perguntou como se já soubesse que eu não conseguiria ignorar.

- Tô bem aqui – respondi, tentando soar casual.

- Não tá.

Ela se levantou, veio até mim e me puxou pela mão. Acabei caindo no colchão de maneira meio desajeitada, o que a fez rir. Ri também.

Deitamos.

Ela de costas para mim. Retomamos o episódio. Aos poucos, ela foi se movendo para trás. Um centímetro. Depois outro. Até que nossos corpos se tocaram. Ficamos assim, num encaixe perfeito.

Meu pau duro, sem esconder. A bunda dela empinada, coluna curvada.

Não falamos nada.

A respiração mudou primeiro. Depois o silêncio ficou mais denso. Pequenos ajustes, quase imperceptíveis, como se ambos buscássemos uma posição mais confortável ainda… ou mais próxima. E quão próximos ficamos!

Aproximei-me um pouco mais. O cheiro dela parecia mais familiar ainda. Inclinei a cabeça na direção do seu pescoço. Seus olhos estavam fechados, como se apreciasse cada segundo.

Minhas mãos repousaram na sua cintura. Depois subiram devagar, por baixo da blusa, tocando a pele com cuidado, como se testassem um território novo. Ela não se afastou. Apenas respirou mais fundo. Os pés se contraíram levemente contra os meus.

Ficamos assim. Por tempo suficiente para que o corpo entendesse antes da mente.

O interfone tocou. O som pareceu alto demais para um espaço tão silencioso.

Saímos do transe quase ao mesmo tempo. Ela se levantou rápido, ajeitando o cabelo e o pijama, tentando retomar o fôlego.

Atendeu. Era errado.

Voltou para sala.

- Você quer comer? – perguntou, ainda com a respiração irregular.

- Quero.

Fomos para a cozinha. O silêncio agora era diferente. Mais carregado.

Ela abriu a geladeira, mas parecia não ver nada. Eu a observava sem conseguir pensar em outra coisa.

Aproximei-me por trás. Abracei-a. Puxei-a de leve contra mim. O mesmo alinhamento de antes, mas mais consciente. Meu pau duro, sua bunda empinada. Ela não se afastou.

E assim ficamos. Sentindo. Quase hipnotizados.

Então, ela se virou lentamente, mas sem romper o contato. Nossos rostos próximos.

- Você me tira do eixo mais do que eu gostaria – disse, em voz baixa. – Me deixa impulsiva. Inconsequente.

Não respondi. Não era necessário.

- Às vezes… – continuou – eu preciso me controlar mais.

Sorriu logo em seguida. Não havia medo no rosto. Havia consciência.

Aproximou-se e beijou meu rosto com calma. Depois se afastou um passo.

- Preciso ligar pro papai. Já está quase na hora que combinei com ele.

Saiu da cozinha.

E o ar permaneceu carregado de excitação e eletricidade.

Naquela noite, deitado no quarto de hóspedes, demorei a dormir. Não pelo que aconteceu. Mas pelo que, claramente, era apenas uma questão de tempo.

Veio mais um dia. E depois outro. Os dias começaram a se repetir sem parecer repetição.

Saídas mais leves. Caminhadas sem roteiro. O normal passou a ser andar abraçados ou de mãos dadas. Quando, por algum motivo, nos soltávamos, era quase automático procurar o outro de novo. Um vício silencioso. Uma química que já não pedia explicação.

Falávamos menos com palavras.

No apartamento, passávamos horas vendo séries no colchão que ela, quase sempre, arrastava para a sala. Já não era improviso. Era método. O mesmo tipo de pijama. O mesmo cuidado. A mesma proximidade crescente.

Eu, cada vez com menos roupa.

- Tira esse calção – ela disse num desses dias, de forma rápida, quase prática, como se fosse apenas conforto físico. E talvez fosse isso mesmo também. – Se estiver te incomodando, é claro.

- Está sim.

Fiquei apenas de cueca box. Não houve constrangimento. Apenas a sensação de que pequenas barreiras estavam sendo atravessadas. Sem anúncio. Sem pressa.

Ela sempre dava um jeito de se aproximar mais. Eu também. A pele dela reagia ao toque com a mesma facilidade que a minha. Havia algo de inevitável naquilo. Minha ereção visível, palpável. Um reconhecimento físico que já não dependia de decisão consciente.

Naquela noite, depois do “boa noite”, ela saiu do meu quarto rumo ao seu. Esperei o clique da porta. Não veio.

Alguns segundos depois, ela voltou como se já tivesse decidido. Caminhou até a cama e deitou-se sobre mim, com naturalidade.

- Quero ficar mais um pouco aqui – disse, em voz baixa.

- Fica – sussurrei.

O corpo dela se acomodou sobre o meu. O encaixe aconteceu sem esforço, como se já fosse conhecido. Nossas intimidades se tocando. Permanecemos assim, imóveis por um tempo. Apenas sentindo.

Acabamos dormindo.

Acordamos quase ao mesmo tempo. Nossos olhares se encontraram. Não havia constrangimento. Apenas a sensação de que algo já tinha mudado de lugar. O tempo parecia apenas formalidade.

Horas depois, no café, o celular dela tocou. Era Brenda. Convite para mais um happy hour na sexta. Desta vez, em uma balada.

Wis desligou e me olhou.

- Acho que deveríamos ir.

Assenti.

Naquela noite, esperei que ela voltasse para dormir comigo de novo. Não voltou. Depois do “boa noite”, foi para o quarto. Fechou a porta.

Esperei o clique.

Não veio.

Esperei mais alguns segundos.

Nada.

Levantei-me.

Fui até a porta do quarto dela. Parei ali por um instante. A tentação de entrar era quase física. Em vez disso, fui ao banheiro. Molhei o rosto. Olhei-me no espelho. O desejo era evidente. Incontrolável. Meu pau querendo saltar da cueca box.

Quando voltei, a porta dela se abriu. Nos encontramos no corredor, quase no mesmo instante. Era difícil saber se aquilo era coincidência ou cálculo.

Nos esbarramos. Nos abraçamos.

- Tá tudo bem? – ela perguntou.

- Tá. E com você?

Ela me olhou. Mordeu levemente o lábio. Não havia dúvida no olhar. Apenas contenção.

- Eu… vou ao banheiro.

- Tá… eu vou pro meu quarto.

- Boa noite, de novo, Bruno.

- Boa noite, de novo, Wis Nara.

Voltei para a cama com o corpo ainda em alerta. A expectativa agora tinha forma. Tinha direção. E tinha prazo. Uma balada no dia seguinte. Com a turma dela. Com Tyler. Com Matt. E comigo.

Depois de alguns minutos, ouvi passos suaves pelo corredor. A porta do quarto dela se abriu. E se fechou. E ficou assim. Novamente sem clique. Algo tinha passado do ponto de retorno.

Demorei a dormir. Mas dormi.

Na noite seguinte, terminei de me arrumar e gostei do que vi quando olhei no espelho. Mais uma vez, esperei por ela. Quando Wis saiu do quarto, a diferença foi imediata.

O vestido, em vermelho fechado, acompanhava o corpo com precisão, marcando a cintura e o quadril sem exagero. O salto era mais alto do que o habitual. O cabelo, solto. A maquiagem, mais definida – olhos intensos, boca no mesmo tom profundo do tecido. Nada nela era excessivo. Ainda assim, impossível de ignorar.

Eu nunca a tinha visto assim por escolha. Não daquele jeito. Nem quando tentou. Nem quando teria sido mais fácil.

Ali havia escolha. E timing.

Intenção.

Ela sustentou meu olhar por um segundo a mais do que o normal, como se medisse o impacto. Não perguntou se estava bonita. Não precisava. Ela tinha certeza. Minha expressão deve ter me denunciado.

Entendi sem que ela dissesse: aquela versão não era só para a noite.

Era para mim.

Fomos até o local de Uber. Para quem via de fora, éramos um casal. De mãos dadas. Entregues à noite.

O lugar era um lounge escondido num segundo andar, com janelas altas e uma música que fazia o peito vibrar antes de chegar aos ouvidos. Não era um espaço de conversa. Era um espaço de decisão.

Quando avistamos a turma dela, o impacto foi imediato. Nem eles tinham visto essa versão da Wis. Anna e Brenda a olhavam admiradas. Tyler e Matt se remexeram em seus lugares, desconfortáveis. O desejo explícito em seus olhos.

Ela não soltou minha mão. Nem mesmo quando fomos buscar bebidas. Conversávamos com os demais, mas ela se aproximava cada vez mais de mim. Tocava meu ombro ao rir. Em um comentário meu sobre as ruas de Nova Iorque, ela riu alto, jogando a cabeça para trás, sempre permanecendo perto.

Também dançamos. Não era nossa primeira vez dançando juntos, mas era a primeira em que seu corpo se movia sem qualquer contenção – pela primeira vez por escolha. Ela se guiava por mim. Ao redor, percebia os olhares. Todos nela. O impacto era evidente. Até Kelsi, sempre segura de si e antes tentando parecer indiferente, parecia deslocada.

A tensão se ampliava no ambiente. Um jogo de interesse, de leitura, de escolha.

No único momento em que me afastei, Tyler se aproximou.

- Quero dançar com você também, Wis Nara.

Ela não respondeu. Não precisou. Me procurou com os olhos. Eu já estava voltando.

Segurei sua mão.

- Vem.

Ela veio sem hesitar.

Ou talvez fosse apenas déjà vu de algo que já aconteceu antes.

Encostei-a em uma parede mais afastada. Seus braços se elevaram, apoiados nas minhas mãos. O rosto dela não era desafiador. Havia entrega. Aceitação. Permissão.

Nossos olhos se encontraram por um instante. Depois, nossas bocas.

Primeiro, um toque breve entre lábios. Depois outro. E mais outro. E então o beijo veio inteiro, carregando tudo o que havia sido adiado ao longo de semanas.

Nada mais importava. O resto desapareceu antes mesmo que eu percebesse.

Não havia mais espaço para recuo.

Saímos do lounge. Caminhamos sem destino por alguns minutos. Paramos diante de um prédio qualquer entre tantos. Puxei-a para um canto mais reservado, encostando-a numa parede. Aproximei-me de novo. Nenhuma palavra. Apenas o gesto. O rosto dela entre minhas mãos. O olhar aberto. O beijo correspondido em igual medida.

Voltamos para o apartamento. O silêncio no elevador era denso. Contido. Quase insustentável.

Quando a porta de entrada se fechou, não havia mais controle.

Entre beijos e passos apressados, seguimos até o quarto dela. Ao entrar, ela fechou a porta e me encostou contra ela. O corpo pressionado contra o meu. Um abajur inesperadamente aceso revelava a expressão dela – desejo claro, sem disfarce.

Ficamos imóveis por um instante.

Com um movimento lento, a mão dela foi até a maçaneta.

E então ouvi.

O clique.

A porta fechada.

E eu estava dentro.

Continua...

Espero que gostem. Desde já, ficarei grato com qualquer comentário, crítica ou elogio. Próximo capítulo confirmado para quinta-feira que vem, às 17h.

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Foto de perfil genéricacarlos_leonardoContos: 24Seguidores: 120Seguindo: 90Mensagem Autor de contos, além de leitor, apreciador e comentarista de vários outros. Para mensagens privadas: carleonardo1986@gmail.com

Comentários

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Capítulo chatíssimo. Ele não tem química com a Wis Nara. Apesar da tentativa de construção, sobretudo neste capítulo, não desce bem. E isso independe de contexto (que já é péssimo, sinceramente tenho muita dó de todas as mulheres que conviveram com esse personagem, principalmente a mãe e a Adriana, que espero que tenha um final genuinamente feliz, com um parceiro maduro e longe do Bruno).

Mais um capítulo longo, mas que o leitor fica com a sensação de que não aconteceu nada, que foi para encher linguiça, já que NY com Wis não desce (digo isso também pelos outros comentários).

Torcendo pela felicidade do Gustavo e do Vitor. Esse conto já tinha que ter acabado, esse capítulo eu quase não li com atenção pq achei chatas as cenas e diálogos. Se eu for ler os próximos, vai ser partindo do final, trás para frente, para ver se tem algum acontecimento resolutivo, mas acho que, pela demora em postar, vou só abandonar a leitura.

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Não cheguei a ler todos os comentários e talvez o que venha a assinalar aqui já tenha sido ressaltado por alguém. Antes, porém, registro que é a primeira vez que me proponho a comentar aqui no site, em que pese ser leitor assíduo há tantos, tantos anos, que nem sou capaz de recordar a primeira visita. A única ocasião anterior que me instigou a escrever para um autor (e isso diretamente via email), foi em 2021, quando me surpreendi com a série "Pedro, Juliana e Angel". Não que não tenha me debruçado sobre outras boas séries, mas aquela foi além do que habitualmente se via e ainda se vê por aqui. "Ela me via só como amigo" alcançou, na minha visão, o mesmo padrão ou até superior. No que concerne especificamente ao possível romance entre Bruno e Wis vejo total coerência do Autor. Muito além da questão envolvendo diferença de idade e histórico de vida da Wis, fato é que ambos desenvolveram amores platônicos, Wis pelo próprio Bruno e Bruno pela Wanda. Se de um lado Wis submeteu-se à terapia, Bruno chegou a ser internado após a desilusão. Sempre fui adepto da teoria de que "o não a gente já tem" e a "frustração comissiva" é melhor que a "frustração omissiva". Todas as duas causam dores, mas a primeira enterra a incerteza. O ponto que quero chegar é que, independente do final que o autor vier a apresentar, a investida de Wis e a abertura de Bruno são legítimas dentro do contexto da história. No mais, continuo alimentando a expectativa de que o Autor siga com a história no mesmo nível entregue até aqui e finalizo com meus mais sinceros parabéns.

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Vamos debater sobre a Wis Nara… Ela é delícia, jovem, inteligente, focada, mora em NY, é rica e sabe se relacionar socialmente. Para mim, seu único problema (é que a faz ser algo disfuncional) se origina nesse nome mon-sense que Trajano e Cecília escolheram para a pobrezinha…

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Na real ela tem uma tendência altamente destrutiva quando se trata do Bruno. Isso não é nem um pouco saudável.

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Por mim como já chegamos até aqui e é a opinião da maioria..........

O Bruno consuma o ato com a Wis e fica com ela, caindo na profecia da mãe, "Se você não escolher logo, uma delas escolherá por você.", quando falou do pai dele, criando uma nova Marluce, que inclusive, trata ele como a mãe trata, fazendo todas as vontades e tratando os sentimentos dele como se ele fosse de vidro.

Wanda, que está fazendo terapia, entendendo seus erros e seus pesares, mas que nunca vai se achar a altura de competir com a irmã caçula que é mais bonita e mais inteligente, (algo falado no texto), se resolve com a Adriana e as duas acabam ficando juntas em um final feliz e funcional para essas duas mulheres incríveis e que o Bruno não foi HOMEM suficiente para nem uma delas.

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Eu acho que tu gosta tanto do Bruno como eu gosto do Fábio da Cat kkkkkkkkkkkkkkkk

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🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

É.........

Acho que as vezes o santo não bate... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Queria que ele tomasse um choque e passasse a ser mais humano, e ficasse com a Wanda. Mas... Infelizmente, tudo está se encaminhando pra esse final mesmo... Aliás, nada mais real do que esse possível final. É mais fácil uma sem passado do que ajudar aquela que eu destruí em todos os momentos da vida e terei que ajudar a catar e limpar os cacos das merdas que fiz...

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Sim… Já vi essa decisão ser tomada.

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Outra coisa que me incomoda no Bruno é a parada do: se ele tá com a Adriana é sempre ''Parece certo, passei dias sem pensar na Wanda, estou seguro'', se ele tá com a Wanda ''Parece certo, nunca deixei de te amar minha Wandinha, não penso em mais ninguém'', se ele tá com a Wis ''Parece certo, estou dias e dias sem pensar em Adriana e Wanda, tudo parece no seu devido lugar'' ...

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O Bruno tem o chamado Amor por ocasião, quem estiver com ele e disser eu gosto de você, ele responde, eu amo também, mesmo que tenha acabado de falar isso para outra, parece até eu quando tinha quatorze, quinze anos e falava qualquer coisa para pegar as gurias, mas o Bruno não é muleque mais não.

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Como já vi dizerem nos comentário é só um menino... 28 anos... Mas só um menino.

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A melhor parte do machismo... Somos eternos meninos. Enquanto vocês tem 12 anos mas sabem exatamente o que estão fazendo...

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O Bruno deveria tomar para si:

"Eu não sou mais tão criança, a ponto de saber tudo"

"Trecho de Quase sem querer ' Legião Urbana.

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Seria interessante um final onde o remo fica com a Érica, o Bruno com o Vitor e o Denis com a Adriana e a Wanda. Denis o pimentinha ataca novamente!

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AMEI ESSA IDEIA!!!!

Wis com o Tyler para não deixar ela sozinha vai.

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Enfim... Amores estou me retirando da discussão desse conto, antes que me machuque mais... Já até chorei por causa dele hoje... Mas a vida é assim, uma cabeça quebrada, sempre vai reconhecer outra e sempre vai entender a dor da outra.

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Calma Giz, se a prova do amadurecimento dele vir daí, que ele entendeu todo esse amor represado por anos por parte da Wis, representado por ela se manter pura e imaculada para o objetivo amoroso dela, o Bruno então, tendo toda a certeza que ele finalmente encontrou um amor que não é platônico, não é idealizado, não é funcional, que é simplesmente amor na forma pura e imperfeita e potente possível, então com a Wis nua em seus braços ele diz:

- Wis, não tenho a menor dúvida em querer consumar fisicamente todo esse amor que brotou em meu peito e lastrou para todo o meu ser, mas em respeito a toda sua dedicação, preservação e amor por mim por anos, que não foi devidamente retribuído por mim, eu peço para você ter só mais pouco de paciência para consumarmos a perda de sua virgindade após o casamento, já que nosso amor já se consumou nessa viagem que você idealizou tão carinhosamente, então quero fazer um pedido, Senhorita Wis Nara, quer se casar comigo?????

Então fazem amor de todas as formas possíveis, conservando a virgindade para o Príncipe Encantado Idealizado, sendo tomada somente na noite de núpcias.

Ele volta ao Brasil, para acertar todos os BOs, acerta com o sogro a abertura de uma filial nos EUA, a Wis vem ao Brasil, se casam e vão passar a Lua de Mel e o resto de suas vidas felizes e longe de tudo que é errado, felizes e prolíferos em todos os sentidos, lá nos State.

Vai que é até bonitinho, tú não acredita no perdão, com essa o vacilão do Pedro não merecia um chancinha...HeiN... HeiN... ????

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Deixa eu mudar seu ponto de vista para um ponto de vista feminino...

Te apresento Bruninho do colegial, ele não é popular, mas sempre desejou a menina mais popular da escola, um amor platônico e quase infantil, que se quebra como um cristal, quando ele vê ela, que namorava o cara mais popular da escola transando....

Um trauma tão profundo, que vai reverberar em todo o resto dessa história...

Bruno na faculdade, sabe que o Victor e Wanda ainda namoram, mas para não ficar na FZone, ele resolve rechaçar a amizade que ela tinha oferecido, fica sem falar com ela, descobre que ela está sofrendo por término do namoro, tenta investir, leva dias para conseguir a amizade dela de volta.

Por um ano sustenta a amizade, com ela dando vários sinais, que queria que ele tomasse uma atitude de HOMEM que ele nunca tomou, aí ele escuta o nome Bruno e rechaça ela de novo... Dessa vez, ela levou PORRA DE SEIS MESES sofrendo por ele ter afastado ela, com a praga da irmã mais nova pegando no pé dela e destruindo o psicológico dela, (TUDO ISSO JÁ FOI FALADO E O NOSSO BRUNINHO SABE), mas aí ele conhece Adriana...

Enquanto ele está com a Adriana ele têm uma recaída pela Wanda, então NOIVA DO VICTOR e transa com ela... Aí ele transa com a Adriana, se deleitando no fato que transou com a amiga dela e ela não sabe, (ISSO ESTÁ NO TEXTO), por estar com raiva dela ser ex do Gustavo.

Aí ele descobre que ela também ficava com o Victor rechaça ela como um cão...

Aí chega Wis....... Ele resiste, mas veja, ele sabe que ela é o sonho do Victor, a única mulher dessa história toda que nunca foi encostada por ele...

Ele descobre que a Wis têm um amor platônico patológico por ele, mas ela trata ele que nem a mãe, isso deve ser um bom sinal certo, homens querem se casar com mulheres, que tenham para com eles, o carinho e cuidado de mãe, para não precisar cuidar dela de volta, emocionalmente falando no caso, já que o Bruno têm a resiliência emocional de um menino mimado de 10 anos.

Bom... Deixa transar......

O Conto todo se torna "A Desforra do Bruninho", o moleque menos popular da escola, que subiu mais na vida, do que o cara que era o mais popular e esfregou isso na cara dele, no casamento do Trajano virando sócio, apesar do outro ser o noivo da filha.

Fez o cara de corno, pegou a segunda mulher que o cara mas desejava e vai estrear a que o cara sempre quis e nunca conseguiu pegar.

Não é sobre elas, o power cople desse conto, sempre será Bruno x Victor.

Pronto falei... E agora não respondo mais.

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Reconheço tudo isso, inclusive a disputa nonsense com o Vitor. Mas se o insight do Bruno com a Wis é o necessário afastamento para viver uma vida diferente em renascimento não funciona. Então eu chego a conclusão que o pensamento feminino não conhece nem admite uma redenção masculina, portanto não existe perdão em hipótese alguma ao masculino?????

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Sinceramente... Existe... Me incomoda DUPLAMENTE o fato da Wis ser irmã da Wanda. Acho que isso é o que para mim mais pega, o fato dele estar transando com a irmã mais nova da mulher que ele dizia ser apaixonado e que ele sabe ser apaixonada por ele.

Fico imaginando o climão nas festas de família, ou melhor né... O Trajano faz o favor de mandar a Wanda não vir, quando receber visita da filha favorita e o genro que ele trata mais como filho que as filhas.

Fora isso... Se você estiver certo e for o proceder dele, eu vou ficar admirada com ele... MAS EU DUVIDO QUE SERÁ.

Acho mais provável ser o que o Bayoux insinuou, que seria outro caso que eu perdoaria o Bruno... Quem quer ele é a Wis, ela é namorada do Tyler, mas quis ter esse encerramento do amor platônico adolescente, para não ficar que nem o Bruno a irmã e o Victor, com um namorado com quem ela jamais estará 100%

E por isso os toques íntimos. Se for isso, ela terá sido muito cruel, mas ao mesmo tempo... Será um tapa na cara que nosso Bruninho talvez mereça para olhar para trás, olhar para o que deveria ter feito e fazer... Nem que seja, resolver com a Wanda, como a Wis está fazendo com ele e voltar para a Adriana, que ele diz amar tanto.

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Agora deixa eu ir lá, que eu vou gastar toda essa raiva e veneno com algo útil.

Editando o próximo capítulo da história da Raquel.

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Ele ama quem tá com ele no presente, momento vivido, o cara tem o coração grande kkkkkkkkk

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Conto bom é assim, gera debate entre os leitores, parabéns Carlos. Agora vai minha contribuição à discussão… Eu não acho nada estranho a história com a Wis, pensei nisso desde que ela era criança há. Para mim, o Bruno hoje é um outro cara, mais consciente, maduro, seguro )na medida do possível, porque ele é humano e tem coisas que vai arrastar a vida inteira, como todos). Não acho que ele tenha deixado uma pilha de cadáveres pra trás, os outros personagens também tomaram suas decisões a seu tempo, tanto que até acusam ao Bruno de não ter iniciativa. Pra mim, poderia ficar com a Wiz porque é uma história nova, sem o peso que as demais tem para ele e para as ex-namoradas (aliás, a Wanda nunca namorou com ele, foi só uma amizade, uma trepada e muita culpa de ambas partes). Adriana? Sinto muito, projetava o príncipe encantado nele, e isso sabemos que não existe. Ah, mas ele vai machucar a Wiz… Não vai, eles dificilmente terminam juntos, ela tem sua vida e é suficientemente grandinha pra saber onde está se metendo, não devemos ser paternalistas com uma mulher como ela, seria desmerecer seu intelecto. Eu gosto do Bruno (atirem pedras), ele é humano, muitas vezes inseguro, falível, chega até à inação do tanto que reflete sobre consequências e sempre se fode quando é impulsivo. Por isso é que o personagem dele soa bastante… real!

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Eu te entendo meu anjo... Mas... Para mim, Bruno é um moleque imaturo e acho que no mínimo ele deveria considerar as palavras da mãe dele antes de tentar algo com a Wis...

Mas como eu disse... SE é para ser uma nova história que seja... Que me provem que ele mudou, porque não demonstra, que me provem que a Wis não está apenas dando vazão ao amor platônico obsessivo, como foi definido pela mãe dela, sobre o porquê ela precisou de ajuda psiquiátrica na adolescência.

Que me provem tudo isso e ele jamais chegue perto da coitada da Wanda que ele ajudou a destruir.

(Não exatamente. Ela teve um amor platônico por você por muito tempo. Quando você se afastou daquela casa, ela culpava a Wanda por tudo. Fez terapia, melhorou um pouco… mas agora vejo que nunca superou.)

Essa é a fala da mãe a qual me refiro.

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PS... Pela cronologia da História, Bruno está com quase 28 a Wis com 20, ele deveria ser mais maduro que ela, mas ela age praticamente como a mãe dele, é o mesmo relacionamento que ele têm com a mãe apresentado nos primeiros contos.

Eu acho que ela merecia mais do que isso...

Mas é só olhar os comentários, sou só uma mulher dando meu ponto de vista, a maioria dos homens, está satisfeito com o desenrolar, como eu disse parabéns para o senhor Bruno e sua aquisição do novo 0km já que a Wanda já foi dito que não merecia o Bruno por ser rodada pelos meus que agora, enaltecem a relação dele com a Wis abaixo.

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Valoro muito seu ponto de vista, é analítico e estruturado, mas… Eu não acho que esteja trocando o passado por uma 0km. Acho que ele está trocando o passado porque… é passado, só isso. Não acho que a Wiz ainda tenha uma obcessão por ele, sabe? Mas acho que ela não é quem aparenta ser, uma princesa nerd. Acho que ela é inteligente e mais experiente do que parece, acho que manipula ele há tempos, mas que ele só vai descobrir depois de… -e se foder de novo.Acho que o Bruno está no caminho dele, errando e tropeçando, mas precisa disso pra crescer. A vida, independente do gênero, é aprendizado. Enfim, vamos esperar pelo que o Carlos nos reserva.

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Boa noite Bayoux, tenho duas perguntas:

Você acha normal uma mulher com a Wis se manter imaculada, sem ao menos namorar, até os vinte e poucos anos esperando a por um homem que era apaixonado pela irmã e nunca olhou para ela, fez terapia por isso, agora ela está em Nova York, na facul e permanece pura, para um cara que não tava nem aí para ela até praticamente essa viagem que ela organizou e idealizou, isso é normal?

A conversa do Bruno, com a declaração da Wanda e a concordância em dar tempo, para depois se entenderem é passado?

Não foi poucos dias antes da viagem esse acordo com a Wanda?

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O ponto do Bayoux é exatamente esse, ela está dizendo isso mas não é verdade, é a palavra dela, de que ela nunca namorou e a palavra dela, de meses atrás, nesse conto, vemos o Tyler até por a mão na cintura dela, sem reação alguma da garota, que demonstrava, não querer nem ser encostada por homens.

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O toque do Tyler não foi ostensivo e nem invasivo, portanto teria zero de representatividade sexual para a Wis, eu atribuo a mais uma manifestação da conhecida e eterna insegurança do Bruno, quem não toca nas amigas da facul, se todos os jovens que se tocam brevemente na cintura em uma balada é uma demonstração de atividade sexual, eu teria transado umas outrocentas VEZES a mais. Kkkkkk

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Sabe sensatez, posso ter deixado passar algum trecho, sei lá, ter sido desatento, mas não me lembro da Wis dizer que era virgem. Pra mim, tem treta aí no grupo dela…

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Ela falou que nunca beijou ou namorou ninguém, nem nunca fez nada com ninguém quando visita o Bruno no Brasil, alguns meses antes do tempo presente.

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Exatamente, tá no texto, inclusive foi uma forma implícita de atrair o Bruno. A Wis é inteligente, ou ela é patologicmente apaixonada pelo Bruno ou tem um gato preto enorme na Tuba.

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Pois é... Vamos descobrir em alguns dias.

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Ok, vocês tem razão, admito. Tem algo errado com a Wis, assim como tem algo errado com o Bruno. Deviam terminar juntos, hahaha. Mas acho que a Wis é só um elemento lateral no conto, uma coadjuvante de luxo, o que é uma pena, pois peguei tesão nela! Talvez tenha algo errado comigo também, hahaha

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Esse é o ponto, a Wis se guardou para o Bruno nos últimos 10 anos, desde que ela era criança...

Inclusive, a mãe dele comenta sobre ela ter feito terapia por ser um amor platônico obissessivo e patológico, que os médicos disseram que ela tinha se curado, mas que aparentemente nunca esqueceu o Bruno.

O resultado desse amor, veremos no próximo conto.

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Se for isso eu perdoo o conto.

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Não estou aqui pra te atacar como já fizeram aqui e em outros contos, mas a dúvida é genuina: onde o Bruno ajudou a destruiu a Wanda?

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Eu já expliquei milhões de vezes... Ele foi passivo agressivo, não quero mais falar disso, é um tema que machuca.

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Bora lá: achei o capitulo arrastado, eu entendi que é uma ponte pra acontecimentos, mas parece que andou de lugar nenhum pra nenhum lugar.

Oficialmente abandono minha torcida pela Wanda, ela DEFINITIVAMENTE não quer o Bruno.

Sobre a Wiz, acho tudo muito robotico, ainda que ache que ambos mereçam um final feliz, talvez juntos, não me convenceu ainda, parece que pra Wiz isso é um jogo em que vc precisa apertar os botões exatamente na hora certa pra vencer e todos sabemos que relações de verdade, não são assim, muito pelo contrario.

Ps: Estou um passo de abandonar o TEAM BRUNO, esse rapaz parece que é espectador da propria vida, 100% DO TEMPO INERTE. Não faz nada, não age, não defende ... A Wiz teve que fazer tudo, existe o limite entre o respeito e a TANSICE (não sei se essa palavra existe)

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Peraí, cara... Ela quer ele. Demais. Ele é é um borracha fraca e não tem força pra segurar uma mulher. Eu torço por um final feliz... De verdade! Os meus amigos que estão aqui sabem que sou mó manteiga derretida mas o Bruno não me ajuda. Sobre a destruição da Wanda:

- primeiro ele pecou pela apatia e inação. Ela fez duas paradas lá atrás que eu já tinha dito que ela queria, que foi o cinema e a feira de jogos. Ninguém se preocupa tanto se não tem interesse. O bocó ficou se lamentando, cheio de auto piedade e não tomou atitude.

- quando resolveu se declarar, fez a porra toda e quando ela falou sobre o Vitor, em vez de se declarar e deixar ela escolher, de novo, foi apático e foi chorar sozinho. Se tivesse feito isso e deixado a Wanda escolher, ele teria ou iniciado o romance ou tudo teria acabado naquele momento, sem reverberação nenhuma.

A seguir, quando ele pega o Vitor descendo do quarto dela, ele admite pra si que estavam transando. Na época eu levantei a hipótese dele não ser um narrador confiável. Enfim... Em vez de dar uma surtada, conversar e se posicionar, admitiu o que viu, surtou sozinho e sumiu.

Saldo: a menina que já tinha sido abandonada uma vez, que já tinha se isolado e ele mesmo resgatou, funde a cabeça de novo porque o cara que ela disse que AMAVA simplesmente somente e diz que não quer mais vê-la. E essa é só a primeira parte.

Ela vai atrás dele nos states depois deles se reencontrarem e conversarem. Eles transam mesmo sendo errado. O Bruno termina, evita a menina por um tempão... Só assumindo a responsabilidade por causa da wis.

Ele volta a se dar bem com ela. Ele sabe de tudo que se passou. Não há mais dúvidas do amor dela. Só que, e isso pra mim embora muito bonito atrapalha a Wanda, que é o fato de não deixar o Vitor fudido. E ele entende e me pareceu que estava disposto a esperar.

Aí viaja e vai comer a irmã que mais teve guerra.

Responsabilidade zero. Nem com a Wanda, e nem com a wis.

Eu fui a favor de uma noite dos dois, Wys e Bruno, como forma de resolver a situacão deles mas quanto mais penso nisso, isso parece muito errado. Dito isso...

Realmente quero um final feliz mas tá difícil ver uma luz no fim do túnel.

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Aliás, no conto anterior que eu acabei de reler, ela fala que quer ele. Esse Bruno é um roda presa desgraçado!

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⭐⭐⭐⭐⭐ muito bom, mas fiquei incomodado.

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Tô esperando até agora suas considerações.

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Preciso refletir, mas em primeiro momento, minhas considerações são pesadas demais e depõe contra a lisura do caráter do Bruno, do quanto ele consegue ser hipócrita.

Ele guia a sua vida pela ação e reação, dos outros, se a Wanda não estivesse nesse momento, de se encontrar como uma mulher diferente empática, segura e romanticamente disponível por completo para o Bruno, e ela foi bem clara a respeito disso, que precisaria de um tempo, depois seria tudo diferente, A Wanda faz essa declarão para o Bruno, então o que acontece, o Bruno aceita esse tempo que ela precisa, escuta o conselho da Wanda para ele ir para Nova York com Wis, nitidamente um conselho característico de uma mulher apaixonada, que está com o emocional claramente em contraditório, clamando por entendimento e atenção aprofundados, então o que o bonitão faz, renega todas as mensagens subliminares deixadas pela mulher que ele diz amar a vida inteira, se manda para Nova York, para se fazer valer de um sentimento frágil juvenil, da irmã da mulher que estava em suas expectativas românticas até a última hora. E agora está prestes a tirar a virgindade de uma menina que viu nele um ideal de romance de um Príncipe Encantado que foi renegado por não ter vindo com armadura reluzente e Cavalo Branco, sendo preterido pelo Cavaleiro Negro montado no Corcel Negro, esse é um romance com um viés signicativo de defesa a opressão imposta pela sociedade, a Wis tem esse amor platônico motivada por uma extrema empatia a um oprimido, que beira a comiseração patológica, que não reflete mais a realidade atual, ela ainda está presa no passado, mas o Bruno está bem perto de se aproveitar dessa condição sem a menor preocupação, se ele tirar a virgindade Wis que foi guardada para o Humilde Príncipe Encantado Oprimido Renegado e depois perceber que essa idealização não é um processo que corresponde a realidade, as consequências são inimagináveis.

Muitos dirão que minhas considerações são um exagero, mas em minha defesa, é normal e psicologicamente saudável, uma menina Linda, sem dificuldade em se relacionar socialmente, independente, morando nos EUA, na parte mais transada de New York, fazendo Facul, com mais de vinte anos, resguardar seus hímen para um homem que nunca se interessou por ela, ao contrário até, isso é mentalmente normal????

Nem vou marretar o Bruno, preciso refletir e deixar que as atitudes sejam concluídas. Mas a passividade dele me irrita, as coisas só acontecem na vida dele por causa de atitudes de outra pessoas.

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A giz já tinha apontado lá embaixo que foi falado que a wis é mentalmente perturbada por conta do que houve com o Bruno. Cara... Vamos ter que esperar...

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Eu também disse que se ele transar com a Wis, eu prefiro ver a Wanda ter um final feliz com o Victor e deixar ele na eterna FZone do que se aproximar dele, alguma vez, no futuro que não seja para reforçar, o "Somos bons amigos".

Isso aqui é o que a mãe dele falou para ele da Wis.

(Não exatamente. Ela teve um amor platônico por você por muito tempo. Quando você se afastou daquela casa, ela culpava a Wanda por tudo. Fez terapia, melhorou um pouco… mas agora vejo que nunca superou.)

Ele preferiu ignorar... Ele não é tão diferente do Victor e do Gustavo, a única coisa é que a passividade agressiva dele, substitui a degradação sexual, com efeitos iguais sobre o psicológico de uma mulher.

Detalhe... A reaçãozinha de ciúmes, da Wis com o Tyler, foi exatamente o tipo de reação que ele têm com o Victor e o Gustavo, a menina não fez nada, ele resolveu, ter uma explosãozinha contida...

Basicamente ele não aprendeu nada e qualquer notícia sobre amadurecimento do senhor Bruno foram notícias exageradas.

Continua o mesmo babaca, mimado, com tendências homossexuais e a empatia de um pitbull com raiva.

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Por isso tenho que refletir antes de escrever, senão escreveria algo parecido com a última estrofe, que não faz jus ao meu Nick, tenho que abstrair e relativar kkkkkkkkk

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não estou lembrado,mas remo não e da mesma emprpesa do Bruno??

como a marluce vai se relacionar com um subordinado do TRajano??

isso pode dar uma merda federal!

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Não. Remo é amigo dos tempos da faculdade.

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É o Denis.

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Denis eu sei. este é até subordinado do proprio Bruno.

era o remo que tinha me esquecido.

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"- Minha mãe é adulta. Dona de si. Se ela estiver feliz, eu também vou estar."

essa declaração dele não convenceu nem a mim e nem a érika.

"Eu tinha certeza de que nada aconteceria entre ele e minha mãe.

Nem por parte dele, nem por parte dela. Mas outra coisa tinha ficado clara."

ele deu a benção para o amigo traçar a mãe dele, contando que isso não irá acontecer.

pqp!!! ele vai quebrar a cara de novo! que imbecil, só porque, novamente, não foi sincero com o que sentia.!

marluce meio a um término dificil, carente, casa vazia, vai querer experimentar coisas novas e o filho "deu a benção"(inconsequentemente) para pegar o amigo dele

Bruno,voltando da viagem vai descobrir que o remo fez todo tipo de atrocidades com a mãe dele.

vai brigar com ela de novo, vai deixar de falar com o amigo...

voltando para as baixas... são mais 3 episodios até o final. logico que ainda ha espaço para mais montanha russa de sentimentos.

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Esse foi definitivamente o capítulo mais chato e arrastado de toda a série.

Ainda faço a mesma pergunta, qual a necessidade da Wis ?

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A mãe do Bruno falou que ela desenvolveu um amor platônico obsessivo por ele que ela faz tratamento psiquiátrico, para lidar com isso...

O Bruno só não ouviu e foi lá assim mesmo.

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Mas entre Adriana e Wanda, enfiar uma Wis é tirar totalmente o foco da história.

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Não na verdade é uma continuação, são as três meninas que se feriram de uma forma psicológica e profunda... Wanda, Wis e Adriana, a história das três está toda entrelaçada por traumas e brigas entre elas.

Quem está caindo de paraquedas na história mal resolvida das três é o Bruno.

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Bagunçando a cabeça das três mais ainda... Mas... Isso é o papel dos homens na cabeça de meninas que não estão bem psicologicamente e emocionalmente... Bagunçar... Se divertir... Partir...

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Na verdade, pelo menos da Adriana(e da Wanda também, por que não?) ele tem parte nos danos... Nesse esquema ele é mais um agressor do que um observador.

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Mas ele é um agressor passivo em relação a Wanda, em relação a Adriana eu até concordo, mas aí vem do fato de que ele está "brincando", com as três, que já se feriram e no momento transformaram ele em um troféu.

Não literalmente brincando mas você entendeu.

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Tah literalmente no texto.

(Não exatamente. Ela teve um amor platônico por você por muito tempo. Quando você se afastou daquela casa, ela culpava a Wanda por tudo. Fez terapia, melhorou um pouco… mas agora vejo que nunca superou.)

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Calma Pessoal .

Esse capítulo acontece para vir outras coisas , com essa personagem é uma nova historia .

Confia no autor que é genial 3 sabe oque esta fazendo .

E não esquecendo CHUPA LEON

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Esses amigos dessa balada tem alguma coisa escondido

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É isso para mim Bruno e Wanda está oficialmente enterrado.

Inclusive parabéns posta o Bruno anos gamado na mais velha, trocou pela mais nova da família 0km.

Eu simplesmente……

Estou decepcionada.

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Resolvi apagar minha explosão emocional... Para o meu próprio bem.

No momento que a Wis e Bruno acontecer, se a Wanda, falar de ficar com o Bruno, ela terá assinalado, que não se valoriza nem o mínimo necessário e não aprendeu nada com o Victor.

Enfim...

Bruninho investindo na mais nova, quase 10 anos de diferença de idade, conheceu pequenina, investiu na amizade com ela, ela cresceu fascinada e agora ele colhe os frutos do que plantou naquele ano com a irmã... 👏👏👏👏 Um verdadeiro investidor.

Sinceramente... Trajano é um idiota de deixar isso acontecer, ele quer o Bruno FODENDO com uma das filhas, não se importa nem um pouco com que acontece com a mais velha, ela é só um número e o número menor por não se interessar pela profissão do papai.

SEi lá... O pior, é olhar para trás e perceber que eu sabia, eu sabia que estava olhando para a história trágica de uma mulher, no quê? Segundo, terceiro conto, quando disse que Wanda ia sofrer pela passividde agressiva do Bruno.

Tah aí... Mais uma hisótia, que segue como acontece diariamente na vida real, enquanto homens torcem para ele com a nova aquisição 0KM, irmã mais nova, da mulher com quem um dia ele trocou juras de amor.

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Eu tinha respondido em cima das suas explosões mas vamos lá... Alguns contos pra trás eu sugeri que uma noitada entre os dois poderia resolver mas agora... Essa relação é bonita mas é muito disfuncional. Já existe um histórico de dependência antes de qualquer coisa acontecer e isso por definição já não é saudável. Junto disso, eu insisto, ela tá se metendo em uma história que não é dela, cheia de complicações, cheia de mal entendidos... A chance de se machucar beira a certeza. Muito por conta da volatilidade do Bruno, que quando tá com ela, fica bem. Mas e quando voltar? Volta a putaria toda de novo... Acho que a Wanda meio que quer se livrar disso tudo também... Ela fala em uma nova história e dá força pra ele ir atrás da wis. Isso me pareceu justamente um encerramento pra ela. Cheguei em um ponto que quero a felicidade dos periféricos: a mãe, o remo e érica(surpresa zero mas foi fofinho os dois admitindo silenciosamente), Adriana(que sei que não superou ele mas gostaria dela bem e feliz e fora dessa zona)... Quanto a Trajano e cecilia... Bicho... Foi a omissão mais presente de todos os tempos. As vezes, eles parecem mais pais do Bruno do que das meninas.

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Concordo com quase tudo...

A História é da Wis, só não é com o Bruno...

Wis, Wanda e Adriana, se causaram ferimentos psicológicos e emocionais profundos, principalmente, em ataques e contra-ataques, durante toda a adolescência da Wis a mãe do Bruno, fala que ela atacava a Wanda por qualquer coisa.

E aí teve a Adriana e Victor e etc, que foderam com a cabeça da menina e me pergunto o quanto não era a Wanda contra-atacando também, como ela fez com a Adriana.

Wanda falou alguns contos atrás, que se a Wis quer o Bruno ela não têm chance, é a favorita do pai, é a mais inteligente e mais bonita, o pai concorda o Bruno concorda... Wanda mandou ele ir porque ela não quer lutar com a irmã pelo homem que ela ama.

O idiota, é tão imbecil, que sabe disso, mas preferiu ignorar até o que foi alado, muito menos o que dependeria, dele usar seu super cérebro analítico, que ele diz ter para entender.

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Faz sentido. Acho até que ela queria que ele fosse mas que cedesse... Tipo pra dar um ponto final, né?

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Não é o que ela queria... É o que ela "sabe" que vai acontecer...

(E, para piorar, convencia-se cada vez mais de que perdera sua chance. Sobretudo agora se tivesse de disputar contra a própria irmã caçula. “Não”, pensava imediatamente. “Se Wis Nara quiser, será dela. Ela sempre vence”.)

É textual, ela acha que nunca vai vencer da Wis, que nunca será melhor que a irmã mais bonita e mais inteligente.

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Triste vai ser se ele comer a wis e depois voltar dizendo que o verdadeiro amor sempre foi a Wanda. Tipo... Resisti mas não muito... Rs

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Se ele fizer isso e ela aceitar ele de volta, qualquer amor próprio que ela declarar, ela estará fazendo uma sátira de si mesma, porque será fácil a mulher com menos amor próprio que eu já vi.

E olha que eu escrevi a Sabrina.

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Chegou em um ponto tão ruim... Estamos tão no fundo do poço com o Bruno transando com a Wis, que eu acho que um Victor, fazendo terapia e se curando da sua obsessão, talvez seja melhor para Wanda do que o Bruno.

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Desculpe falar isso,mas esse capítulo vc exagerou em muitos detalhes que não prenderam respiração de ninguém,acho. Vc demora demais pra postar quase que um "viver bem em NY com uma mulher interessante". Faltou molho.

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Desculpe comentar,mas seu conto parece mais um livro literário,do que um conto erótico.

Quanto a data de postagem (quinta feira),mas de qual semana? Brincadeira,poste em seu tempo,sem pressa.

Mas,poxa,dê mais animo nesse conto,falta empolgação,esta muito normal demais,ela esta muito contida e ele,me perdoe,parece mais um irmão,do que um possível ficante ou namorado.

(Tenho a impressão que esse Bruno é um gay),as atitudes com a Wis,muito respeitosas demais,poxa,a garota chama ele para passar um mês na casa dela(em que mora só),e ele fica nesse chove e não molha,cara frouxo,(muito beta,aliás nem isso).

Em outros episódios,com as outras possíveis mulheres da vida dele,(é realmente um beta),um frouxo completo.

Talvez,fosse mais legal,o conto ser contado em um ponto de vista diferente,(tipo a Adriana ou Wanda,quem sabe até Victor ou Trajano ).

Esse casal Wis e Bruno,tem tudo para ele tomar um galho bem grande,pela atitude do Tylor com a Wis(a intimidades,o toque na cintura),na frente do Bruno,imagine o que possa acontecer,quando ele não tiver por perto,sei que a Wis esta interessada,mas cautelosa com o Bruno,mas poxa,o carinha já mostrou que esta disposto a lutar por ela(é só ela dar espaço,que ele ataca).

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Sério,se contar cada trecho de cada episódio em uma perspectiva diferente (personagem),talvez fique um pouco mais interessante(legal).

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Bicho, eles dois juntos é fofinho e tal... Mas ela tá se metendo em uma história que não é dela e definitivamente as histórias do Bruno não estão encerradas pra que ele possa seguir em frente. Sei lá... Isso tem cara de problema.

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Sinceramente,se ele pegar ela,ele vai mágoa-la,o cara só esta de passagem,vai voltar para o Brasil seguir a vida dele,(por que complicar a vida dela),vai ser só uma ficada e ir embora? Não é justo com ela,a não ser que ele fique por lá ou ela venha morar com ele no Brasil.

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Tenho a impressão que é justamente o que a wis quer. De certa forma, essa ficada é meio que exorcizar um demônio. Até disse em outro conto que eles tivessem esse lance pra verem que funcionam melhor como amigos mas ainda parece tão errado.

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Para mim completamente errado... Mas quem sou eu para dizer algo... Homem, sendo homem...

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Giz, no geral, esse tipo de comportamento destrutivo é aceitável pra gente. Porque somos homens, e o mundo ensinou que não precisamos ter responsabilidade afetiva. Ainda que haja aqueles que acordaram pra vida e que a coisa funciona melhor quando todo mundo ganha, a grande maioria vê essa bagunça do Bruno como algo normal... Enrolei pra dizer: você não está errada mas é doloroso não ter como se defender... Rs

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É que eu já vi isso acontecer tantas vezes... Inclusive comigo, que dói. Essa irresponsabilidade emocional somada com uma passividade agressiva, que faz você sentir que não importa suficiente.

Já conheci Brunos e Victors e isso dói.

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Não tenho como argumentar contra isso. E pedir desculpas parece... Estranho. Mas posso garantir que seus novos amigos são melhores que os homens que você conheceu... Rs

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O próximo capítulo será só do Bruno e Wis tbm ou voltará pra história dividida na visão da Adriana e da Wanda tbm? Principalmente da Wanda e do Victor na terapia.

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