O Filho do Pastor - O inimigo do meu inimigo

Um conto erótico de R. Valentim
Categoria: Gay
Contém 3700 palavras
Data: 23/02/2026 19:47:22
Assuntos: Gay

Capítulo cinco - inimigo do meu inimigo

Segunda-Feira, 12 de Março de 2007

“Melhor é ter um punhado com tranquilidade do que dois punhados à custa de muito esforço e de correr atrás do vento.” (Eclesiastes 4:6)

Uma das minhas passagens favoritas. Acordar cedo devia ser pecado, sei lá tudo para cristão é pecado mesmo, podia ter pelo menos uns bons ai no meio. Queria poder dizer que dormi, mas isso não aconteceu, tudo graças ao Atribulado, aquele filho de Jezabel, me beijou e ainda por cima fez cara de safado — uma linda cara de safado — para mim, agora estou aqui sem ter pregado a me…leca do olho.

— Jonas, levanta que hoje você começa a escola nova — grita meu pai do corredor, mal sabe ele que nem dormi.

— Já acordei pai! — Grito de volta para avisar, se não ele vem aqui para me acordar com menos carinho.

Levanto da minha cama sentindo meu corpo pesar. Pior de tudo é que estou me segurando desde o beijo para não descabelar o palhaço pensando naquele atribulado de uma figa — o que ele queria me beijando de novo? — será que ele quer algo comigo, tipo um cara bonito como ele não pode ser gay, não sendo um membro da igreja tão “exemplar”, será que ele é bissexual? Ouvi falar que tem gente que curte os dois. Infelizmente para mim isso tudo é muito confuso, eu me tranquei no armário logo quando estava começando a entender mais sobre esse universo.

— Levanta Jonas! — Meu pai grita de novo, depois de quase infartar de susto com seu segundo grito saio do quarto com minha toalha no ombro para tomar um banho frio.

A água fria do chuveiro toca me pela me fazendo arrepiar inteiro, odeio acordar cedo e odeio mais ainda tomar banho de manhã tão cedo — a água parece que vem do freeza e não da caixa. — Enquanto passo o sabonete pelo meu corpo imagino as mãos do Isaac fazendo isso, suas mãos são tão grandes e macias. De repente sinto sua mão quente agarrando meu membro com firmeza, sua boca na minha nuca me chamando meu filho do pastor, mas de uma forma que me arrepia bem mais do que me irrita.

“É disso que você gosta filho do Pastor?” — Ouço sua voz rouca no meu ouvido como se ele estivesse mesmo aqui.

Jogo o quadril para trás em busca de sentir sua ereção, mas ele não está mesmo aqui, isso é muito frustrante, ao mesmo tempo que todas as luzes vermelhas se acendem dentro de mim, Isaac está me atraindo para o limite do meu armário, não posso cruzar essa porta e nem posso me dar ao luxo de deixá-la destrancada, vai que alguém errado entra?

— Jonas, você vai se atrasar, rapaz! — A voz irada do Pastor me puxa de volta a realidade.

A farda dessa escola é normal, a única diferença é que essa além da blusa polo com o símbolo da escola no peito e o nome atrás, também tem uma calça azul marinho com o nome da escola na lateral “Escola de Ensino Médio José Evangelista” a cidade é tão pequena que só tem uma escola estadual, pelo menos ela é boazinha, já que meu pai preferiu me matricular nela do que me colocar em uma particular. Deve ter uma particular só também se pá, ou talvez nem tenha, vai saber né.

A cidade vizinha é maior, tem até universidade federal lá, mas por sorte não tem direito lá, pelo menos não ainda e espero que não abra até eu já estar bem longe daqui. As escolas lá são melhores até, mas meu pai não quer ter o trabalho de me levar e me buscar e como temos uma escola aqui pelo que eu entendi a prefeitura não quer pagar para levar e buscar os alunos no município vizinho, enfim por conta de tudo isso acabei indo parar na Evagelista mesmo.

— Oi, filho do Pastor — Isaac está em sua bicicleta na porta da minha casa me esperando, esse atribulado não dorme não?

— Você disse que não ia mais me chamar assim — o repreendo, mas estou tão cansado que nem consigo fazer isso direito — o que está fazendo aqui?

— Te esperando para gente ir para escola — só tem uma escola então não é como se eu fosse ter a sorte de não estudar no mesmo lugar que ele, pelo menos Isaac já está no terceiro ano enquanto eu estou no primeiro, vou poder me livrar dele pelo menos, só vou precisar aguentar mais seis meses.

— Não preciso de carona.

— Você vai andando? — Isaac se diverte muito me enchendo o raio do saco.

— Vou — o problema é que eu não sei chegar na escola ainda, só meu pai foi lá, não faço ideia nem para que lado fica e Isaac sabe disso, por isso apenas cruza os braços e espera até que eu comece a andar — Pode ir.

— Você primeiro — diz me provocando — adoro olhar para sua bunda enquanto você anda.

— Vai pro inferno Isaac! — quero gritar com ele, mas estou na porta de casa e não posso fazer isso então grito com ele, só que pra dentro, saindo como um sussurro muito enfezado e ele cai na risada é claro.

— Bom dia varão — meu pai cumprimenta o Isaac, como não fui repreendido ele não me ouviu mandar nosso vizinho pro colo do inimigo.

— Bom dia Pastor, e aí Jonas, vamos para não nos atrasarmos no seu primeiro diz — ele diz dando espaço para eu subir no quadro da sua bicicleta.

— Vai logo Jonas, não atrapalhe quem está te fazendo uma boa ação — Isaac riria alto se pudesse, como eu odeio esse Senhor Perfeitinho!

Subo na bicicleta dele com muita má vontade. O perfume amadeirado dele toma conta de mim antes mesmo de chegarmos na esquina, queria odiar ele, mas na verdade é que tudo, absolutamente tudo nesse canalha me atrai. Não é uma questão de beleza — isso também vai — é meio difícil de explicar, Isaac tem um “sex appeal”, ele é do tipo que te seduz com uma risada, com um jeito, com seu cheiro, tudo nele parece ser feito para me dar tesão. — Muito tesão mesmo, droga!

— Sonhou comigo? — Ele faz questão de mover seu corpo para frente para ficar se roçando em mim, enquanto pelada.

— Não — digo de forma seca.

— Eu sonhei com você, quer saber como foi? — Droga!!! Eu quero, mas não vou dar esse gostinho para ele.

— Não, não me interessa.

— Acho que interessa sim, tipo você tava bem duro no meu sonho — e agora estou ficando de novo com ele falando sacanagem tão perto de mim.

— Você é um depravado — nem minha pele morena consegue disfarçar o quanto rubro estou por causa dele agora.

— Você também não é santo filho do Pastor.

— Para de me chamar assim Senhor Perfeitinho — Ele rir.

— Você me chamou assim no sonho e disse que outra parte minha também era perfeita para você.

— Tá, se eu disser que vou ouvir seu sonho você cala a boca depois? — Digo me rendendo, não consegui ser forte — desonra para mim, desonra para minha vaca.

— Fala — diz vitorioso, orgulhoso de si.

— Me conta como foi seu sonho comigo — me esforçar para parecer o mais indiferente possível e ele rir, claro que rir.

— Não me convenceu — provoca.

— Vai a merda e não me tira da graça Isaac, conta logo esse sonho besta! — Sua risada é alta como se eu tivesse contado a maior piada de todas.

— Tá, no intervalo me encontra debaixo da caixa d’água que eu te conto.

— Como assim? — Ele só pode está de sacanagem. Desculpa senhor!

— Quer saber, não faço questão de saber, vai me esperar sentado debaixo dessa caixa d’água.

A Escola de Ensino Médio José Evangelista é pequena, bem mais ou menos, me deixa explicar melhor. Tem um estacionamento de terra batida na entrada do lado esquerdo e uma rampa para que dá para um segundo portão, tem o pátio que é relativamente grande e a céu aberto, do lado direito tem a diretoria e a secretaria, com a sala dos professores, na frente os banheiros e a cantina, já do lado esquerdo tem um corredor que dá acesso a dois blocos de salas. nos fundos tem uma quadra poliesportiva até que grandinha e mais atrás a tá da caixa d’água bem escondida.

Por ser uma escola de ensino médio não tem tantas salas assim e nem tantos alunos assim, são basicamente cinco salas por bloco. No bloco A ficam os primeiros anos do A até o D com o segundo ano A, no outro bloco o B no caso ficam as turmas do segundo B até o D e as duas últimas salas são os terceiros, Isaac é da turma do terceiro A — eles classificam alunos por desempenho, ou seja na turma A são sempre os melhores, enquanto os demais são distribuídos nas outras turmas.

— A secretaria fica ali, vamos lá descobrir qual vai ser sua sala — ele diz colocando a mão nas minhas costas.

Esperava que ele fosse ser mais famosinho na escola também, não me entenda mal, ele é, mas aqui não sofre o mesmo “assédio” que rola na igreja e no vôlei. Posso estar enganado, mas a impressão que tenho é que na escola os outros alunos parecem ter um pouco de medo dele, só pela forma como o encaram. Isso não é problema meu, então ignoro e me volto para ele tirando sua mão das minhas costas.

— Eu sei falar, então pode ir para sua sala.

— Só quero te ajudar a achar sua sala — ele responde sendo cínico.

— Não ferra Isaac, essa escola é um ovo, não tem como eu me perder aqui dentro, agora vai pra sua turma e me deixa em paz — ele rir e assente.

— Te vejo no intervalo.

— Talvez nos seus sonhos — respondo resistindo a enorme vontade de lhe mostrar meu dedo do meio.

A verdade é que não sei como me comportar perto dele, é difícil até de me concentrar por causa de ontem e não confio em mim sem dormir. A secretária me atende com agilidade — adivinha só, ela é uma irmã — não levou nem meio segundo para que me reconhecesse e meu status como filho do Pastor me rendeu um atendimento vip. A própria secretária fez questão de me levar até minha sala, esse povo só pode pensar que sou um invalido ou que sou um completo imbesil de me perder nesse quadrado que chamam de escola.

Desculpa, eu só estou rabugento porque não dormi direito — nem dormi na verdade né — Deus me ajude a sobreviver até o meio dia nesta escola. Mudar de escola no meio do ano é muito chato, ainda mais quando você tem nota para está na turma A, mas a única turma que tem caga é a pior de todas, eu sou colocado no primeiro ano D, ou seja meus novos colegas são problemáticos e burros — perdão por está julgando as pessoas senhor!

Ela foi gentil e me deu meu quadro de horários, e me disse que qualquer coisa posso procurá-la. Até me sinto mal por está com cara de bunda essa manhã, ela foi muito gentil e prestativa, mas uma coisa que posso por culpa do Isaac. Meu mau humor foi por não ter dormido e eu não dormir por causa dele, ou seja, todo o mal do meu mundo se resume em duas palavras: Senhor Perfeitinho.

Em escola pública não tem essa de lugares marcados, mas estou entrando no meio do ano e a última coisa que quero agora é pegar briga com alguém por causa de um motivo bobo, pensando nisso procuro um lugar que não esteja sendo ocupado por ninguém e para o meu azar só tem um lugar no fundo da sala do lado direito, o mais distante da porta possível, completamente diferente do meu lugar na escola antiga, eu era sempre o primeiro a entrar e sair da sala por ficar do lado da porta bem na frente.

— Jonas, né? — Ouço uma voz familiar, quando me viro vejo os cachinhos escuros do Davi, sentado ao meu lado, com um skate debaixo da sua carteira e um olhar amigável para mim.

— Oi, Davi, né?

— Sim! — Ele estica a mão para me comprimentar.

— Desculpa por ontem — peço com vergonha da cena do que o Isaac fez.

— Relaxa, já estou acostumado — recebo um sorriso sincero o que me deixa aliviado.

— Não sei porque ele se comportou daquele jeito.

— Ele sempre faz essas coisas, tá tranquilo — percebo um pouco de pesar na voz dele, droga agora estou curioso.

— Vocês se conhecem há muito tempo?

— Sim, mas o Isaac me odeia — Não é impressão minha, Davi parece triste ao falar disso.

— Porque? — Meu coração acelera, se eles são ex namorados eu acho que surto.

— Pergunta para ele — poxa Davi, me ajuda, mas ele não vai falar, está estampado nos seus olhos.

— Tranquilo, você é dessa turma? — Só depois de falar é que percebo que acabei de fazer uma pergunta idota, talvez eu esteja na turma certo.

— Sim, eu sou um rebelde sem causa então fui jogado aqui e você qual foi o seu delito? — Dou o primeiro sorriso do dia, por conta da sua forma divertida de falar.

— Eu não devia estar aqui.

— É o que todos dizem — agora nós dois começamos a rir por conta da comparação com um presídio, até que ele força um meio sorriso e diz — olha se quiser ficar de boas com Isaac é melhor não ser meu amigo.

— O inimigo do meu inimigo é meu amigo — digo dando de ombros — contra fatos não há argumentos.

— Você é engraçado Jonas, mas sério, não quero te arrumar problemas, todos os amigos do Isaac são proibidos de falar comigo.

— Ele que se exploda, o Senhor Perfeitinho não pode dizer com quem eu ando ou deixo de andar.

— Senhor Perfeitinho? — Davi cai na gargalhada por conta do apelido que coloquei no nosso “amigo” em comum — combina com ele.

— Oh e como, ele não tem um defeito, sabe fazer tudo e todo mundo ama ele.

— É, bem, ele não é tão perfeito assim — Davi diz com uma certeza que só estaria sendo próximo do Isaac, meu coração se aperta, droga, vou ter que ir da caixa d'água na hora do meu intervalo.

A professora de portugues entra na sala e dá início ao primeiro horário, tenho duas horas até poder encontrar com Isaac e tirar essa dúvida que começa a crescer no meu peito levando por ralo todo o resto de concentração que ainda tenho. Davi não é burro, pelo contrario por conta da minha total falta de atenção hoje ele me quebra um galho me deixando ver suas anotações quando a aula finalmente acaba — ela é uma boa professora, mas dar aula em uma sala onde algumas pessoas não calam a porcaria da boca um minuto não é nem um pouco fácil ou divertido. Já vi que vou precisar estudar por fora em casa, que saco!

— Vamos para o refeitório? — Davi me chama.

— Não, dá, eu fiquei de encontrar com o Isaac, ele tem uma coisa para me contar — não posso dar muitos detalhes, já acho até que falei de mais.

— Ah, tranquilo, a gente se vê depois do intervalo.

— Certo.

Ele sai da sala primeiro, eu fico fazendo um pouco de hora, pois não quero que meus novos colegas me veja esgueirar pela quadra para chegar na caixa d’água. Deve ter uma razão do Isaac querer me encontrar lá e boa fama não deve ser, um lugar escondido tende sempre a ser um ponto onde os alunos aprontam e nesse caso duvido ser diferente, ainda mais com o Senhor Perfeitinho no meio. Isaac é um imã de problemas e sinto que ele ainda vai me arrumar um bocado deles.

Não foi difícil chegar. Eu estava certo, a caixa é grande e tem seis colunas que a sustentam, todas são colunas grossas e não tem uma alma viva nesse lugar além dele. Pronto é aqui que esse atribulado vai me assassinar e se livrar do meu corpo para nunca mais ser encontrado. Assim que me aproximo dele suas mãos grandes e fortes me envolvem puxando meu corpo contra o dele e nossas bocas se encontram em um beijo delicioso de bom.

O beijo me excita quase que instantaneamente, o poder que exerce sobre meu corpo é sobrenatural. Meu constrangimento só não é maior porque sinto eu íntimo duro feito pedra contra meu corpo também. Eu que mal sei beijar consegui deixá-lo excitado, tomo isso como uma vitória pessoal, quase me fazendo esquecer que estamos na escola e que podemos ser vistos por qualquer um a qualquer momento.

O problema é que o beijo dele é uma droga e me viciou, o gosto da canela em sua boca, misturado com seu hálito fresco de quem chupou umas três balas de Icekiss faz uma estranha combinação que para mim dá muito certo. Isaac é mais alto, só que escorado no pilar consegui alcançar sua boca sem precisar ficar na ponta dos pés. Seus braços me agarram com uma força que nem é preciso ter, já que não vou conseguir me soltar dele nem querendo muito.

— Foi exatamente assim — diz ele com a boca carnuda dele ainda colada na minha.

— O que? — Pergunto aturdido.

— Meu sonho, só que nele a gente fazia uma coisa mais ousada.

— Tipo o que? — Minha respiração está acelerada para caramba.

— Tipo isso.

Isaac desliza sua mão para dentro da minha calça, quando aperta minha bunda me faz arfar em sua boca, quero muito pedir para que ele pare, mas minha temperatura subiu de uma vez isso me paralisou de tal jeito que não tem muito o que eu consiga fazer agora a não ser beijar sua boca e chupar sua língua.

Ele tira a mão da minha calça e me odeio por protestar em reprovação. Ele rir mas, o que faz a seguir me tira o ar, Isaac leva dois dedos a boca e os lambe beijados bem salivados, depois volta sua mão para dentro da minha calça. sinto que ar escapou dos meus pulmões para nunca mais voltar. Com a testa colada na minha, seus dedos chegam até minha entrada — ainda virgem e pouco explorada por mim até então.

— No meu sonho você curtiu pra caralho isso — ele diz quando o primeiro dedo força para entrar em mim.

Quero reclamar, quero bater nele e manda-lo se fuder, mas ao invés disso meu corpo reage contra minha vontade e levantou meu quadril ficando um pouco mais exposto para seu dedo entrar em mim, a dor não é tão forte, mas gera um incômodo inicial, porém estou tão envolvido com tudo aquilo que voltar a beijá-lo é a única coisa certa a fazer.

Completamente indefesos minha mãos mãos se encolhem em seu peito, com um braço ele me aperta enquanto seu segundo dele passa a me penetrar também, nossos corpos estão pegando fogo, nunca fiz nada nem parecido com isso, não sei o que fazer, só sei que estou adorando sentir seu perfume e ter livre acesso a sua boca enquanto Isaac me penetra com seus dois dedos. Seu toque é suave e gentil, me fazendo querer mais e mais fundo, em um momento de total franqueza me permito gemer na sua boca, isso parece deixá-lo em choque, mas ao mesmo tempo tem uma chama diferente em seus olhos, é a primeira vez que o vejo totalmente sério.

— Tá doendo? — Ele pergunta demonstrando preocupação, faz que sim com a cabeça, pois desaprendi a falar — quer que eu pare?

— Não — minha voz sai fraca e acompanhada de um gemido.

— Você é tão apertadinho Jonas — ele diz meu nome, o que me acende ainda mais, só que é estranho, queria que ele me chamasse de filho do Pastor, mas não vou pedir, me arrependeria para o resto da vida se fizesse esse pedido a ele agora.

Estou tão envolvido na cena que meu pau parece até que vai rasgar minha cueca, se eu encostar dele vou explodir de prazer e semem. Se não fosse meus anos de treino em me controlar já teria melado minha calça toda. respeitar não é uma opção, não quero fazer nada de muito brusco que possa quebrar o encanto desse momento quente e de conexão extrema que estamos tendo. Mas o sinal do fim do intervalo toca e a magia simplesmente acaba.

— Não acredito — digo encostando minha cabeça em seu peito.

— Vamos ficar aqui.

— Não posso matar aula — ele parece decepcionado, e também puderam se minha bermuda está com meu volume, a dele dá para ver o formato perfeito de sua enorme peça. A vergonha me toma de uma forma avassaladora e só aí me afasto dele finalmente.

— Espera Jonas, por favor não grila com isso — ele pede preocupado comigo.

— Não vou — eu sou gay, eu sei que eu sou gay e que na faculdade pretendia fazer esse tipo de coisa, a culpa cristão não me pega, eu tenho mais medo do Pastor para falar a verdade, por isso fazer esse tipo de coisa aqui tão perto dele é tão perigoso.

— Tenho que ir — digo já saindo sem conseguir encarar ele nos olhos.

Passo no banheiro antes para me limpar, afinal meu membro está bem babado, por sorte não marcou a calça só a cueca, ainda sinto os dedos dele dentro de mim e poxa vida isso foi a coisa mais incrível que já fiz na vida, o medo de sermos pegos, misturado ao tesão que sinto por ele, essa é uma combinação muito perigosa para a permanência segura do meu armário, preciso tomar cuidado, mas a pergunta é, será que ainda consigo?

— Tá tudo bem? — Pergunta Davi quando me sento ao seu lado.

— Tá, tá sim.

— Beleza, conversou com o Isaac? — Sua pergunta me deixa meio nervoso e acho que ele se ligou de algo, mas pode ser só impressão, afinal estou em claro a mais tempo do que deveria.

— Falei, falei sim.

— Ele te contou?

— Não, não falamos disso — na verdade não falamos sobre nada.

— Tranquilo — ele diz um pouco decepcionado, mas de novo, não posso confiar nos meus instintos antes de dormir, se é que vou dormir algum dia depois de ter conhecido esse atribulado filho de Jezabel.

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Comentários

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Muito bom, achei legar citar a fala do Mushu, talvez poucos peguem a referência.

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