Depois do encontro com a Rebeka, meu corpo não se esquecia das sensações. Passei vários dias revivendo o cheiro dela, a textura da sua pele, o gosto, o som da voz, o jeito como ela falava e, principalmente, a sensação dela dentro de mim. Isso sempre me despertava um tesão enorme, até que essas lembranças foram ficando cada vez mais distantes.
Meu rabo, que por um tempo deu a impressão de estar inchado, também foi voltando ao normal aos poucos. Eu sabia que nunca mais seria o mesmo. Podia mentir para mim mesmo o quanto quisesse, mas os sinais eram claros demais. Ainda assim, pensava que podia ser só uma fase, que passaria assim que meu cu voltasse ao normal. Pelo menos, eu tinha esperança de que ele voltaria.
No mais, a vida continuou seu curso normal, até que algo inusitado aconteceu. Recebi uma mensagem dela no meio da aula. Tive medo de olhar — ou melhor, de que alguém além de mim visse. Imagina como eu faria para driblar a curiosidade de meus colegas e amigos... Mas o problema real era a minha própria curiosidade e a excitação com aquela notificação. Mesmo sendo pouco experiente nessas coisas, eu sabia que o normal da vida é o cliente mandar mensagem ou ligar para a puta, não é? O que teria acontecido?
Comecei a pensar em golpe; talvez ela tivesse gravado tudo e quisesse me extorquir. Imaginei que ela pudesse ter mandado o vídeo dela metendo no meu rabo sem dó, e esse pensamento me dividiu de um jeito muito louco. Por um lado, fiquei apavorado com a possibilidade; por outro, fiquei excitado. E, nem preciso dizer, perdi completamente a concentração naquela aula chata. Imaginei a reação de meus pais e amigos recebendo um vídeo assim e me arrepiei; quanto mais pensava nisso e no que eu ia fazer, mais meu pau pressionava minha cueca e a bermuda para fora. Fiz um esforço sobre-humano para conter a excitação.
Quando meu pau me permitiu, levantei da cadeira e fui ao banheiro — não para me aliviar, mas para ver que mensagem era aquela. Sentei no sanitário e fechei a porta da cabine; estava ansioso, meus olhos nem piscavam. A mensagem era a seguinte:
— Oi. Eu nunca faço isso, mas não me aguento... tenho que te dizer que te achei muito gostoso e fico excitada toda vez que lembro daquela tarde.
É difícil explicar o turbilhão de sentimentos que passou pela minha cabeça naquele momento. Acho que foi a primeira vez que me senti desejado desse jeito, pois sempre era eu quem tomava a iniciativa em todos os namoros e, muito frequentemente, ouvia "nãos" antes de "sins". Também senti uma pontada de medo — um medo difuso, confuso, que não tinha um motivo específico. Eu não sabia o que aquilo significava para o futuro. Fiquei um tempo pensando na minha resposta. Comecei a escrever, apaguei, escrevi de novo, parei no meio, apaguei uma parte, terminei com:
— Eu também não paro de pensar nessa tua pica.
Ela me mandou um coração e completou:
— Vem logo, estou louca de tesão!
O desejo era maior do que tudo, mas havia um probleminha técnico.
— Eu estou sem dinheiro...
Vi que ela digitou e apagou. Comecei a pensar em alternativas; meu salariozinho de auxiliar de biblioteca não ia dar conta disso. Ela digitou de novo e demorou um tempo para mandar a mensagem.
— Tudo bem, pra ti eu façoEu devia ter pensado melhor? Devia. Mas não o fiz. Levantei do vaso e, ali em pé mesmo, assumi o risco com o coração acelerado. Nem voltei para a sala de aula para buscar meu material; fui direto para lá, como se tivesse sabido de um acidente com alguém da família.
Ela me mandou um endereço novo. Era um lugar bem diferente do anterior. Também era uma casa, mas ficava em uma rua mais movimentada. A construção tinha dois andares e um sacadão voltado para a rua. Enquanto eu esperava do lado de fora, um carro parou logo em frente e dele saiu uma loira. Era outra que só se denunciou como trans quando abriu a boca para se despedir do motorista. Ela viu que eu estava esperando — acho até que pensou em me convidar para entrar —, mas depois preferiu manter a discrição e entrou.
Logo em seguida, ouvi a voz da Rebeka vindo da sacada. Foi um pouco constrangedor ser chamado ali enquanto pessoas desconhecidas passavam pela calçada. Um sujeito olhou para cima e depois para mim, antes de continuar seu curso. Foi o único que percebeu alguma coisa. O resto provavelmente nem se deu conta de nada, mas na minha cabeça, estavam todos me julgando.
Logo que entrei e subi as escadas, entendi que aquela era uma "casa de bonecas". Lá dentro, havia vários quartos individuais e um cheiro forte de maconha. Rebeka estava sorridente, sapeca, no alto da escada; vestia apenas um roupão rosa e chinelinhos da mesma cor. Era o nosso segundo encontro, mas era como se a gente já se conhecesse há décadas. Enquanto caminhávamos pelo corredor mal iluminado, ela apalpava minha bunda sem me deixar desconfortável. Era como se a mão dela fosse "da família". Meu pau queria crescer desde o momento em que a vi pela primeira vez, mas agora estava uma rocha. Havia um ar de triunfo nos olhos dela.
Ela me conduziu pelo corredor; passamos por uma porta onde tocava uma música alta que tentava disfarçar o som de pele batendo em pele, que não seguia o ritmo da música. Fomos até o fim do corredor, onde a porta estava entreaberta.
Eu estava suado; perguntei se não podia tomar um banho primeiro. Acho que ela nem ouviu. Assim que entramos no quarto — que era limpo e arrumado, muito diferente do anterior — ela me beijou com vontade. O funk tocava alto lá dentro e uma luz de festa iluminava o teto inteiro. Suas mãos amassavam minhas nádegas com força, enquanto as minhas se limitavam a segurar a cintura dela.
Ela não pedia permissão; já sabia que eu a deixaria fazer o que quisesse comigo. Enfiou suas mãos quentes por dentro de minhas calças, que logo acabaram no chão. Meteu um dedo no meu cu, o que me fez suspirar. Eu fazia todo o possível para evitar pensamentos de dúvida ou hesitação; queria aproveitar aquele momento segundo a segundo, centímetro por centímetro.
Ela soltou o cordão do roupão. Primeiro, senti seus seios durinhos — senti nas mãos e nos lábios também. Depois, ela baixou a calcinha vermelha. Por um instante, nossos paus ficaram lado a lado. O meu já estava totalmente duro; o dela estava crescendo, mas, por alguns segundos, os dois tinham o mesmo tamanho, a mesma força e a mesma capacidade.
Por um momento, pensei em me vingar do encontro anterior e arregaçar aquele cuzinho dela. Foi só uma ideia breve. Ela não me pediu nada, não disse "chupa"; fui eu quem dobrei os joelhos.
O piso era duro e gelado, mas a pica era quente. Enquanto eu a chupava, ela acariciava meus cabelos. Mas havia uma coisa martelando na minha cabeça. Tirei o pau dela da minha boca e continuei masturbando-o apenas para perguntar:
— Vocês fazem programa juntas?
— Fazemos, se o cliente quiser. Tu ficaste de olho na Mirela, né?
— Mirela?
— A que entrou antes de ti.
Ela me olhou por uns segundos, com um brilho diferente no olhar.
— Não sei se quero dividir minha putinha hoje.
— Tu é muito egoísta — respondi.
Ela riu enquanto agarrava meus cabelos com uma mão e a pica com a outra, para me fazer voltar a chupar e calar a boca.
— Sua putinha gulosa! E ainda me disse que era virgem, hahaha!
Ela segurava meus cabelos e fazia o vai e vem com o corpo. Eu estava de joelhos, indefeso, e ela, do nada, começou a rir.
— Está bem. Quer que eu chame ela? Eu chamo.
Olhei para cima, e uma pontada de dúvida me atingiu na hora. Mesmo com todo o tesão entorpecendo minha razão, eu sabia que aquilo seria dolorido. Não precisava de muito raciocínio: era só pensar que, se uma transa com a Rebeka deixou uma dorzinha por uma semana, imagina com duas?
Mas aí veio a imagem na minha cabeça: um vídeo onde o cara era enrabado por uma enquanto chupava outra. Isso me deixou ainda mais excitado. Porém, eu não disse que sim; ela é quem entendeu o "sim" de não sei onde. Senti seu corpo se afastar até o pau sair da minha boca com um som de chupão. Ela me deixou de joelhos, vestiu o roupão e, antes que eu dissesse "não" ou "volta", saiu para o corredor.
Fiquei ali, sentindo meus joelhos no chão duro e a sensação ainda viva do pau dela. Mais do que isso, senti a minha incapacidade de tomar uma decisão ou de impor minha vontade. Eu era pouco mais do que um boneco.
Não tive força de vontade para me levantar dali. Fiquei apenas escutando. A porta ficou entreaberta e, logo, risadas adentraram o quarto. Sabia que umas eram de Rebeka; a outra eu iria acabar conhecendo muito em breve.
Elas entraram sem cerimônia e se posicionaram logo à minha frente. Rebeka jogou o roupão no chão assim que entrou, ficando totalmente nua e armada. Já Mirela usava uma minissaia rosa-choque e uma blusa minúscula da mesma cor. Enquanto Rebeka enfiava o pau na minha boca sem pedir permissão, indo até o fundo e atingindo minha garganta com força, Mirela deixou a calcinha cair no chão e levantou a saia.
O golpe da ponta do pau na minha garganta fez uma lágrima escorrer pelo meu rosto. Mas a cabeça do meu pau continuava no controle e não oferecia nenhuma oposição àquilo.
Do alto, eu ouvia os beijos e as combinações.
— Quer começar por trás ou pela frente, amiga?
— Não é melhor perguntar para ele?
— Ele aguenta. É o nosso brinquedo hoje.
O pau de Mirela tocou, quente, em minha bochecha. Rebeka liberou minha cabeça e as duas posicionaram os paus um ao lado do outro, encostando as pontas bem na minha frente. Chupei. Eles não cabiam; arregaçavam minhas bochechas. Eu não via nada além de carne à minha frente. Sentia uma mão na minha nuca e ouvia gemidos vindos de cima. Minhas mãos se seguravam nas coxas grossas e muito bem depiladas delas. Mas a boca não era a fonte do prazer; era só o gosto de pele e a textura de cada cabeção, sem aquele fogo que vem lá de baixo.
Eu não conseguia olhar para cima; só ouvia coisas, cochichos. A primeira parte eu não entendi, só passei a entender a partir de:
— Onde você guarda?
— Ali.
O pau de Rebeka saiu. Agora, Mirela estava no controle. Ela também tentou enfiar tudo, mas o dela era mais grosso e longo.
— Relaxa, menino. Abre bem a boca que cabe — disse ela, acariciando meu cabelo.
Eu abri e tirei a língua do caminho. Indefeso, senti aquilo entrar em todo o seu comprimento, até passar da minha garganta, até cortar o ar. Enquanto eu me afogava ali, senti Rebeka prender algo no meu pescoço. Senti ela apertar a coleira, ajustar e travar.
Não houve pedidos nem comandos; houve apenas um puxão. Mirela puxou o pau, e o que eu via eram apenas as pernas à minha frente me conduzindo para a cama — ou seria o altar de sacrifício?
Mirela deitou logo à frente com o mastro em riste. As mãos de Rebeka agarraram minha bunda e a conduziram na direção certa. Enquanto minha boca era penetrada, pensei — sim, ainda consegui pensar alguma coisa: onde está o lubrificante? Ela não vai meter seco, vai?
Ouvi a voz à minha frente dizer:
— Malvada!
E a ponta do pênis tocar meu cuzinho. Tentei me defender movendo minha bunda para longe, mas as mãos seguravam firme. Tentei dizer "não", mas minha língua estava impedida pela piroca de Mirela. A cabeça forçou a entrada como um aríete batendo na porta do castelo — danificando-a, mas sem fazê-la ceder.
A comida sofre. Ela é garfada, cortada, mastigada sem dó. A passagem pelo tubo digestivo não é um passeio; é um processo que extrai o que é bom, o nutriente, e transforma o resto em merda. Merda. É ser transformado em...
O dedo molhado veio me salvar. Ele entrou fácil, trazendo o alívio de saber que não seria à moda do Conde Drácula. Mas, ainda assim, tudo o que eu via era a barriga bronzeada de Mirela, com a marca branca do biquíni à minha frente. Uma mão sobre minha nuca segurava meus cabelos como se fossem uma alça e, lá atrás, duas mãos seguravam minha cintura, enquanto algo duro, quente e grosso alargava minhas pregas quase até o limite.
Acho que o tempo parou, ou diminuiu um pouco, pois sentia centímetro por centímetro entrando sem parar. Sentia a cavidade se alargando para acomodar o visitante até tocar no fundo. Minha musculatura enrijeceu; minha boca contraiu. Senti uma palmada na bochecha.
— Olha o dente!
Soltei imediatamente. O susto mal me permitiu perceber o movimento de vai e vem que se iniciava, firme e forte.
Não sei se tem como descrever a sensação. O corpo de Rebeka invadia e se chocava contra o meu, sem paz. O pau de Mirela arregaçava minha garganta, sem compaixão. O calor fazia nossos corpos suarem. Eu já nem sabia mais se ainda tinha pau; não sabia se estava duro ou mole. Tudo o que sentia era o cu e a garganta. O resto parecia anestesiado.
Rebeka metia rápido, fazendo nossas peles estalarem junto com seus gemidos. Mas eu ainda resistia um pouco. Minha bunda não estava bem alinhada, o que só fazia doer mais do que deveria. O que fazer? Melhor aceitar. Foi o que fiz: empinei minha bunda para a penetração ficar mais fácil e me deixei levar.
A dor diminuiu rápido e uma eletricidade tomou meu corpo, que tremia sem controle. Era uma sensação única. Não me vi gozar, nem senti meu pênis ejacular, mas devo ter gozado como nunca.
Eu queria que acabasse; para mim, já chegava. Mas não dependia só de mim. Aliás, não dependia mais de mim. Rebeka continuou metendo, e a cavidade continuava sofrendo, até que ela parou de súbito. Respirou fundo e perguntou:
— Quer trocar?
— Claro que quero! Estou louca para experimentar! — respondeu Mirela.
Senti um puxão na coleira, seguido de um:
— Deita!
Enquanto eu me virava, Mirela e Rebeka trocavam de lugar. Os joelhos de Rebeka afundavam o colchão ao lado da minha cabeça, e as mãos de Mirela levantavam minhas pernas na beirada da cama. O pau de Rebeka estava logo acima, e seus seios e o rosto risonho, um pouco mais alto. Ela agarrou minha nuca com a mão e trouxe minha boca até o mastro rígido.
É difícil descrever as duas sensações ao mesmo tempo. O pau mais grosso e longo de Mirela entrou sem resistência, alargando minhas pregas para além dos limites conhecidos e empurrando o fundo ainda mais para dentro. Ao mesmo tempo, o pau melecado com gostos misturados invadia minha boca sem pedir permissão e sem me deixar dizer que eu queria uma trégua.
Não é que fisicamente eu não pudesse agir dali. Eu podia esmagar as bolas de Rebeka com a mão; podia morder o pau dela. Podia acertar um soco no nariz de Mirela e parar aquilo tudo — ou ser punido pelas duas depois. Mas eu escolhi aguentar até o fim.
Na verdade, não dava nem para pensar direito; era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Mirela metia com mais rigor do que Rebeka antes, e Rebeka afundava seu pau na minha garganta com o peso do corpo, até meu nariz se afundar no seu colo e a ponta interromper o fluxo de ar. Ela forçou tanto que cheguei a ficar tonto, e a eletricidade voltou a tomar meu corpo com ainda mais força do que antes.
Antes que eu desmaiasse, ela tirou o cacete da minha boca. Enquanto eu tomava ar, quase em desespero, senti um jato de líquido quente espirrar em meu rosto, seguido de outros dois ou três consecutivos. Meu rosto todo foi melecado e, agora, nem meus olhos eu podia mais abrir.
“Chega!”, pensei em vão.
Mirela saiu de dentro de mim, subiu na cama ficando em pé logo acima e descarregou sua munição no meio da minha cara. Foram quatro ou cinco jatos jorrando de cima, espirrando no meu rosto e além. Terminou? Ainda não. Rebeka voltou a pôr o pau na minha boca para limpar a ponta gozada, de sabor salgado, enquanto ela mesma limpava o da Mirela.
— Meu Deus, ele é gostoso mesmo!
— Eu te avisei. Esse é o meu BB.
Elas saíram da cama rindo e, logo, senti algo sendo jogado ao lado da minha cara: era um rolo de papel higiênico para eu me limpar. Enquanto eu tentava me enxergar, vi que as duas foram para a frente do espelho. Pareciam as "Meninas Superpoderosas" fazendo poses, enquanto eu esfregava mais um pedaço de papel na cara.
Enquanto elas tiravam fotos juntas, com meu corpo abatido ao fundo, eu tinha, finalmente, meu momento de paz. Fiquei exatamente do jeito que elas me deixaram, até descobrir que ainda tinha mais porra na minha barriga para limpar.
Elas não me mandaram embora, nem eu tinha forças para sair. Depois das fotos, acenderam um cigarro de maconha e começaram um assunto qualquer. Quando eu estava quase decidido a levantar e ir, senti a coleira puxar:
— Vem. Vamos tomar um banho.
Eu levantei, meio confuso.
— Vamos, BB. Vai ser gostoso.
Minhas pernas tremiam como se meu peso fosse demais para elas. Mirela puxava a coleira de forma suave e ia à minha frente com Rebeka. Quando me dei conta, estava no corredor, com uma toalha rosa na cintura, sendo conduzido até o banheiro coletivo.
Quando chegamos lá, a porta se abriu e uma negra alta saiu, usando um baby-doll rosa. Ela nos olhou e sorriu como quem vê crianças brincando. Ou, melhor dizendo: como uma criança que vê as outras brincarem e, na hora, sente vontade de brincar também.
Entramos os três. Rebeka fechou a porta, que não tinha trinco, pendurou o seu roupão e o da Mirela, e fomos todos para o chuveiro. Fui o primeiro a ir para debaixo da água; era como um instinto querendo me limpar de tudo aquilo. A água passou pelo meu pescoço, por dentro da coleira, e me fez perceber que eu tinha me assado um pouco. As meninas me olhavam com um sorriso no rosto, e eu disfarçava com um falso bom humor.
— Vem aqui, vem — disse Mirela, apontando para um espaço no chão, entre elas. — Ajoelha aí.
Achei que fossem me mandar chupar mais uma vez, e meu pau reagiu, engrossando na hora. Ajoelhei, mas o que elas queriam era outra coisa. O que saiu não era brando; era amarelo, quase dourado. O líquido quente se espalhou pelo meu rosto e peito antes de chegar ao chão.
Mas, em vez de me chocar, de me afastar ou de me indignar, acabei por me masturbar. Era um tesão forte e, antes mesmo de elas terminarem, eu já tinha gozado.
Voltamos para o quarto depois de terminar nosso banho. Dessa vez, elas me incluíram no assunto. Não me mandaram embora, não me pediram para me vestir. Não falávamos de sexo; falávamos de música e de festas.
Não demorei a perceber que elas queriam mais. Eu continuava nu — era o único nu ali, enquanto elas usavam os roupões. Eu continuava de coleira também e, por incrível que pareça, não havia se passado nem meia hora desde que eu havia entrado.
— Você é gostoso. Você deixa a gente fazer tudo isso... a maioria não aguenta tanto.
Por um lado, eu sentia que era melhor não; por outro, lembrei do 0800 e do que havia acabado de acontecer. De alguma forma, minha memória guardava mais o tesão do que a dor. Mas, dessa vez, não era a cabeça do meu pau que estava no comando. Lembrei do meu material, que havia abandonado na faculdade. Decidi vazar.
Rebeka e Mirela me levaram até a porta. Antes de eu sair, Rebeka puxou minha gola, deu-me um beijo na boca e uma apalpada na bunda. Saí mancando pelas ruas, ainda com aquele gosto misturado na boca. Enquanto andava, fazia promessas a mim mesmo:
— Nunca mais! Nunca mais!
