A nossa dinâmica mudou gradualmente, mas de forma definitiva. O que começou como uma divisão de tarefas domésticas transformou-se num regime de servidão absoluta. Na casa que partilhavamos perto do campus, eu já não era o namorado; era o "faz-tudo" de M., e ela garantia que eu nunca me esquecesse do meu lugar.
O silêncio na sala era pesado, interrompido apenas pelo som rítmico da colher de pau de M. a bater contra a palma da sua mão.
Eu estava de pé, à sua frente, de cabeça baixa. Ainda usava a roupa da noite anterior — uma festa da universidade onde, entre cervejas e a pressão dos amigos, tinha tentado "reafirmar a minha masculinidade" com comentários ironicos sobre como M. tinha sorte em ter-me na sua vida
M. olhou-me de cima a baixo, um sorriso gélido nos lábios.
— "As mulheres hoje em dia acham que mandam", foi isso que disseste mesmo? — perguntou ela, a voz suave mas cortante. — À frente de todos?
— M., eu... era uma piada. Os rapazes estavam a pressionar e...
— Shhh. — Ela levantou um dedo. — Fizeste-me passar vergonha. Agora, vais aprender o que é, realmente, ser útil. Tira a roupa. Fica só de cuecas.
Eu hesitei, mas o olhar dela não admitia réplica. Despi-me sentindo-me vulnerável sob o olhar clínico de M.
Ela caminhou até ao armário da cozinha e retirou o "fardamento" que tinha selecionado para o fim de semana de castigo.
M. atirou-me uma bata de limpeza que ela adorava fazer-me usar. Por cima, obrigou-me a apertar um avental dela com padrão floral.
— Tudo vestido como um bom menino. Quero que vejas a tua imagem para te lembrares de cada palavra estúpida que disseste. — Ela ajudou-me a dar o laço no avental, apertando-o com força excessiva para vincar a cintura. — Estás tão... doméstico.
— M., isto é ridículo... se alguém aparecer... — reclamei eu, com a face a arder de vergonha enquanto me olhava ao espelho.
— Se alguém aparecer, vais abrir a porta e servir café com um sorriso, porque és a minha pequena empregada doméstica. — M. aproximou-se e, sem aviso, deu-me um puxão de orelhas tão firme que me fez inclinar a cabeça. — E agora, trabalhar.
M. sentou-se no sofá, cruzando as pernas elegantemente.
— De joelhos. Virado para aquela parede ali.
Eu obedeci, o avental espalhando-se pelo chão enquanto eu me ajoelhava, encarando a parede branca.
— Vais ficar aí trinta minutos. Quero que penses na forma como falas de mim. Depois disso, tens um castigo de escrita.
— Escrita? — perguntei eu, com a voz abafada.
— Sim. Vais escrever 100 vezes: "O meu lugar é servir a M. com silêncio e obediência, pois a minha voz só serve para a elogiar". E ... — Ela levantou-se e caminhou até mim, desferindo duas chineladas sonoras nas nádegas cobertas pela bata — Se te mexeres recomeçamos a contagem.
Durante o resto da tarde, M. não me deu descanso. Enquanto ela estudava para o exame, eu, fui obrigado a limpar os rodapés da casa com uma escova de dentes.
— M., já acabei a sala... posso descansar os joelhos? — pedi eu, suado, e com o avental já com algumas manchas de água.
M. fechou o livro e caminhou até mim. Avaliou o trabalho, passando o dedo pelo rodapé.
— Está aceitável. Mas a tua atitude ainda é insolente. Vem aqui.
Ela sentou-se numa cadeira alta na cozinha e puxou-me pela gola da bata, colocando-me atravessado nos seus joelhos. O contraste entre a seriedade dela e o meu ridículo era absoluto. O som das chineladas ecoou pela cozinha, um castigo físico que visava mais o ego do que o corpo.
— Isto é para te lembrares de quem manda nesta casa — disse ela, entre cada golpe. — Entendido?
— Sim, M... Sim! — exclamei eu, com o rosto escondido entre as mãos.
— "Sim, senhora". — Corrigiu-me ela, dando-me um último puxão de orelhas antes de me colocar de pé. — Agora, vai preparar o jantar. Quero a mesa posta com requinte. E não tires o avental. Depois vais arrumar a cozinha e eu gosto de ver como ele balança quando estás a esfregar a loiça.- ordenou ela a sorrir
Eu fui para o fogão, o som do tecido da bata a sussurrar a cada passo, um lembrete constante da minha nova e humilhante realidade sob o domínio de M.
O jantar foi servido sob uma tensão gélida. Eu, com a bata a repuxar nos ombros e o avental impecavelmente laçado nas costas, movia-me com uma agilidade nervosa.
M. observava cada gesto meu, o tilintar dos talheres, a forma como eu baixava os olhos sempre que passava por ela.
— Senta-te. No chão, aos meus pés — ordenou ela, apontando para o tapete junto à sua cadeira. — Queres falar sobre o que aconteceu no bar? Vamos falar a sério agora.
Eu obedeci. O avental cobria-me o colo, uma imagem que me fazia querer desaparecer.
M. pousou o garfo e olhou-me fixamente.
— Aquela cena no bar foi a última vez que tentaste comprar o respeito dos teus amigos à custa da minha autoridade. Aquele teatro de "machão" acabou. A partir de agora, o teu comportamento na rua será o reflexo exato do teu papel aqui dentro.
— Mas M., eles não sabem que eu... que eu uso isto — sussurrei eu, puxando nervosamente o peito do avental.
— Eles não precisam de saber os detalhes do teu fardamento, mas precisam de ver a tua submissão — retorquiu ela, dando-me um puxão de orelha brusco para me obrigar a olhar para ela. — Deves orgulhar-te de ser meu. Deves sentir prazer em saber que, enquanto eles discutem política ou futebol, tu estás a pensar em que bata vais usar para lavar o meu chão. Entendido?
M. retirou um pequeno caderno da mala e começou a ler, com uma voz monótona que tornava tudo ainda mais humilhante:
— Se voltares a ter uma atitude desrespeitosa em público, as consequências serão imediatas e progressivas. Toma nota, porque não vou repetir:
Contradição ou interrupção: 20 chineladas no rabo logo ao chegar a casa, seguidas de duas horas de joelhos virado para a parede.
Comentários "machistas" para impressionar amigos: O castigo deixa de ser privado. Na próxima vez, eu dou-te um puxão de orelhas ou uma bofetada na cara ali mesmo, à frente de todos. Vou humilhar-te no bar, na faculdade ou na rua.
Reincidência grave: Passarás o fim de semana inteiro trancado em casa, proibido de usar qualquer roupa que não seja a tua bata de limpeza e o avental, executando todas as tarefas pesadas sob a minha supervisão direta.
— Tu não farias isso... no meio do bar... — eu estava pálido.
— Experimenta-me — desafiou ela, com um sorriso de escárnio. — Eu adoraria ver a cara dos teus amigos enquanto eu te corrijo como a uma criança pequena. Se queres dar uma ideia de "homem da casa" lá fora, vais ter de provar que és uma "dona de casa" exemplar aqui dentro.
M. inclinou-se para a frente, segurando-me o queixo com força.
— Tu és submisso. Olha para ti, com essa bata e avental ás flores. Fica-te bem. Devias aceitar isso com orgulho. A tua masculinidade de fachada é patética comparada com a utilidade que tens quando estás a limpar os meus sapatos ou a passar as minhas camisas.
Ela deu-me uma bofetada leve mas humilhante na cara com a palma da mão.
— Agora, levanta-te. A cozinha não se limpa sozinha. Quero ver esse avental em movimento. E lembra-te: se eu ouvir um único comentário arrogante teu na rua amanhã, o teu castigo será aplicado à vista de todos.
Eu levantei-me com o rosto a arder de vergonha e submissão,totalmente dominado pela vontade de M.
O dia seguinte na universidade amanheceu com um céu cinzento, refletindo o meu estado de espírito. Por baixo da camisola larga e das calças de ganga, eu sentia o roçar desconfortável. M. tinha-me obrigado a vestir uma bata de limpeza sem mangas, de um tom rosa, por baixo da roupa civil, como um segredo humilhante que só nós os dois partilhavamos.
— Se te portares bem, ninguém saberá o que tens por baixo — sussurrou ela ao meu ouvido , antes de entrarmos no átrio principal onde o nosso grupo de amigos já estava reunido. — Mas se falhares, eu faço questão de mostrar a todos o teu verdadeiro "uniforme".- disse me ela testando-me e deixando-me nervoso com o teste
O nosso grupo estava sentado nas escadas, discutindo os planos para a noite. Assim que nos viram, o Diogo, um dos amigos mais ruidosos, soltou uma gargalhada.
— Olhem quem é ele! O "Grande Chefe"! Então, hoje vamos beber umas cervejas ou a M. não te deixa?
Eu senti o sangue subir-me ao rosto. O tecido da bata por baixo da camisola parecia queimar-me a pele. Eu olhei de soslaio para M. Ela estava com os braços cruzados, observando-me com um olhar predatório, a mão direita já posicionada perto da minha orelha.
— Eu... eu não sou chefe de nada, Diogo — respondi, com a voz baixa e controlada. — A M. é que decide o que fazemos. Eu só... eu só ajudo onde sou preciso.
Houve um silêncio momentâneo. Os amigos entreolharam-se, estranhando a falta da minha habitual arrogância.
— Estás bem, pá? — insistiu o Diogo. — Ontem estavas todo cheio de peito a dizer que ela tinha sorte em te ter.
M. deu um passo em frente, encostando-se ao meu ombro . A pressão da mão dela era um aviso claro.
— Ele teve uma noite de reflexão, não foi, querido? — disse ela, com um sorriso doce e venenoso. — Ele percebeu que aqueles comentários foram uma falta de respeito. Ele agora sabe que o seu papel é ser útil e silencioso. Não é verdade?
Engoli em seco. Eu via os olhos dos meus amigos fixos em mim. A humilhação de admitir a submissão em público era quase insuportável, mas o medo de que ela me levantasse a minha camisola ali mesmo e revelasse a bata rosa era muito maior.
— É verdade — disse eu, olhando para o chão. — Eu fui um idiota ontem. A M. manda em casa e eu... eu gosto que seja assim. Peço desculpa se pareci outra coisa.
M. soltou uma risadinha triunfante e, num gesto que chocou o grupo, deu-me um puxão de orelha firme e prolongado à frente de todos.
— Bom menino. Assim é que eu gosto de te ouvir.
Os amigos ficaram boquiabertos, mas ninguém se atreveu a dizer nada perante a autoridade absoluta que M. emanava. Ela tinha-me domado completamente, e o facto de o fazer em público, comigo a aceitar sem resistência, selava o meu destino.