Parte 11: Confissões Passadas e Presentes

Da série Mark e seus Pais
Um conto erótico de Le Conteur
Categoria: Heterossexual
Contém 1028 palavras
Data: 26/02/2026 13:23:18

Após sair de casa com a mochila nas costas, deixando Sabrina e Adelaide chorando na porta, Mark vagou pelas ruas por horas, o coração pesado como chumbo. Ele procurou seu pai no trabalho dele e explicou a situação. Com sua ajuda, ele se hospedou em um hotel barato por alguns dias, ignorando chamadas e mensagens iniciais, precisando de espaço para processar a traição que vira na cozinha – sua namorada e mãe sendo fodidas por vizinhos, com promessas de repetição. No terceiro dia, porém, Hugo foi vê-lo novamente. Não contara para nenhuma das duas onde ele estava. O chamou para irem conversar em um café.

Sentados em uma mesa de canto, com cafés fumegantes à frente, Hugo quebrou o silêncio, os olhos cansados e cheios de arrependimento. "Filho… eu sei que você tá destruído, e com razão. Mas deixa eu te contar como tudo começou, pra você entender o buraco que a gente cavou. Ou melhor, que eu deixei sua mãe cavar..." Mark assentiu friamente, e Hugo prosseguiu: "Seu mãe e eu abrimos o casamento há uns 10 anos. Começou inocente – a gente tava casado havia muito tempo, a rotina matando o tesão. Uma noite, após uma briga feia sobre algo que nem lembro mais o que era, a Adelaide confessou que fantasiava com outros. Eu também… admiti que via pornô e imaginava swings. Decidimos experimentar – regras claras: sempre juntos, sempre contando tudo, nada de segredos. No início, foi incrível: festas com casais, noites em motéis com outras pessoas juntas conosco... Me sentia vivo de novo, e ela também. Mas com o tempo, as regras foram se dobrando. Ela começou a dar escapadas sozinha, como com o vizinho Rodolfo e, posteriormente, com o filho dele também, além de outras pessoas que às vezes eu nem conhecia, homens... mulheres... qualquer um que aceitava obeder ela na cama, e eu... eu perdoava porque… bem, eu amava sua mãe e quando estávamos juntos, nosso sexo era incrível, fora quando saíamos com algum outro casal, ficava ainda mais incrível. E ela sempre me contava depois, mas nem sempre no mesmo dia ou semana. Ela usava aquilo como uma arma de sedução meio distorcida, para me deixar louco de raiva e tesão. Virou um vício – o tesão virava desculpa pra tudo. Eu via como 'aberto', mas no fundo, tava corroendo a confiança. E ela sempre queria ter a razão. Sempre queria ter a palavra final. Eu macho alfa? Nem sei se posso dizer que sou, já que ela pinta e borda pra cima de mim..." Hugo parou um pouco, segurando o choro, respirando fundo. - "Quando você e a Sabrina entraram na jogada, pensei que éramos uma louca 'família unida', mas agora vejo que era loucura idealizada e manipulada pela Adelaide. Eu, você, Sabrina, éramos apenas brinquedinhos para sua mãe." - ele pausa novamente, lágrumas amargas escorrendo." - "Desculpa, filho… eu falhei como pai, deixando isso te atingir."

Mark ouviu em silêncio, as lágrimas contidas, processando como o "casamento aberto" dos pais havia se tornado uma bola de neve de traições e dor. "Pai… isso explica muita coisa, mas não conserta o que vi. A Sabrina prometendo dar pra eles de novo, levando tapas e gemendo como se eu não existisse." Hugo assentiu, culpado: "Eu sei. A Adelaide armou aquilo pra 'animar' as coisas, mas foi egoísta e escrota. Eu sempre fui cego, ou queria ser... mas agora, tô repensando tudo."

Eles se despediram com um abraço apertado, Hugo prometendo: "Vou conversar com sua mãe. Se cuida, filho – liga se precisar." Mark voltou para o hotel, ainda confuso, e enfim resolveu mexer em seu celular, que tinha uma enxurrada de mensagens de Sabrina no WhatsApp – longas, cheias de emojis de choro e corações partidos, enviadas no dia em que ele foi embora. Ele leu, o estômago revirando:

Sabrina (14:32): Amor… por favor, lê isso. Eu tô destruída sem você. O que rolou na cozinha foi um erro gigante, mas tem mais… no mesmo dia, depois que você saiu, eu tava tão confusa e excitada que dei pra outro cara. Um amigo do colégio que me mandou mensagem naquele mesmo dia, dizendo que tava sozinho. Fui na casa dele. Amor, eu transei com ele. Foi rápido. Foi sem graça, mas fiz. Me arrependo tanto… foi como se eu quisesse me punir ou algo idiota, mas fazendo a exata mesma merdsa que fiz mais cedo! Que ódio! Não foi bom, não significou nada, mas traá você de novo. Desculpa, Mark. Eu te amo mais que tudo, juro – você é o único que importa. Mas tô confusa… preciso de um tempo pra me arrumar na cabeça, pra entender por que faço essas merdas. Não some, por favor. Me perdoa? 😢❤️

Sabrina (14:35): Ah, e se você quiser saber: foram só essas duas vezes que te traí. Mas eu errei feio. Quero ser melhor pra você… se você ainda quiser. Mas eu preciso te falar: sua mãe já queria marcar comigo hoje um motel, nós duas. Ela mandando eu ir, sem me dar opção. Como se eu simplesmente fosse obrigada à obedecê-la só porque sim. Puta que pariu, eim! Não sei se dá pra continuar vivendo perto dela, amor. Me desculpe.

Mark leu e releu, uma mistura de raiva, tristeza e saudade o consumindo. Ele respondeu curto: "Ok. Preciso de tempo também. Se cuida e fica bem." Os dias seguintes foram um limbo – mensagens esporádicas, acenos distantes no colégio, mas sem encontros entre Mark e Sabrina. A confissão de Sabrina só aprofundava a ferida, confirmando que a traição na cozinha não era isolada, mas parte de uma confusão maior nela. E sua mãe, Adelaide, se revelara uma mulher perigosamente hostil e controladora, sexualmente falando. Hugo, em chamadas esporádicas, atualizava: "Sua mãe tá mal, filho… chorando todo dia." - Mas aquilo não o convencia. A verdade é que, mais do que ter sua confiança em Sabrina quebrada, sua confiança em sua mãe foi completamente estraçalhada.

"Eu tô tentando perdoar, mas não sei." - respondeu Mark para seu pai. Ele se sentia perdido, questionando se o amor sobreviveria a tanta bagunça, mas no fundo, a saudade de Sabrina o corroía, talvez preparando o terreno para uma possível reconciliação. Mas, e quanto sua mãe?

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Comentários

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não dá para voltar para sabrina.

no mesmo dia que ele saiu, ela já foi dar para outro.

duas traições no mesmo dia. ambas com requinte de crueldade. ela já tá fodido de cabeça. a mãe dele fudeu com o juízo dela.

se for pra voltar, além dela passar por umas boas terapias, ainda vai ter que pagar o preço por essas traições.

contudo, seria mais prudente para o prota ficar com a irmã dela. essa tem sensibilidade contra traições.

já a Adelaide, devido a frouxidão do hugo, tornou-se não só uma causa perdida, mas a origem de todo o mal.

hugo não a ama. ele é dependente emocional. é patético!

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