Conspiração 14.

Um conto erótico de Lukinha
Categoria: Heterossexual
Contém 6916 palavras
Data: 27/02/2026 13:45:58

Mariana:

A porta se fechou com um clique pesado e definitivo. O mundo lá fora – o show, as pessoas, o Ricardo e sua traição – desapareceu, substituído pelo silêncio opressivo e carregado do apartamento do Bruno. A luz baixa de um abajur de pé iluminava a sala em tons âmbar. Era como se eu tivesse entrado em uma redoma onde as regras eram outras.

Minha respiração ainda estava um pouco acelerada, a adrenalina da decisão latejando nas têmporas. Mas o frio na barriga agora não era de medo. Era de antecipação. Bruno deixou as chaves em uma tigela de vidro sobre uma mesa lateral. O som metálico ecoou no silêncio.

Lívia foi a primeira a se mover. Ela tirou os saltos com um movimento casual, os dedos dos pés se enrolando no tapete felpudo. Seus olhos, que no carro refletiam as luzes da cidade, agora estavam fixos em mim, escrutinadores. Eles brilhavam com uma curiosidade que me fazia sentir completamente despida, mesmo com o vestido ainda colado ao meu corpo.

— Que tal um drink para acalmar os nervos? — Sugeriu Bruno, com voz suave, tentando quebrar o gelo.

Ele se dirigiu a um aparador, onde garrafas de licor reluziam, mas Lívia fez um leve gesto negativo com a cabeça.

— Acho que a Mariana não precisa de álcool para se soltar — ela disse, confiante.

Ela se aproximou de mim, seus passos silenciosos no tapete. O cheiro do seu perfume, algo amadeirado e sensual, invadiu meus sentidos.

— Você está tremendo. — Ela notou.

Eu nem tinha percebido. Olhei para as minhas mãos, e sim, havia um tremor fino, quase imperceptível. Era uma mistura de raiva residual, liberdade autoafirmada e um desejo que eu não sabia nomear.

— Não é medo — eu disse, minha voz saindo mais firme do que eu esperava. — É … eletricidade.

Um sorriso lento se abriu nos lábios de Lívia. Ela estendeu a mão e pegou a minha, seus dedos longos e frios envolvendo os meus, aquietando o tremor.

— Isso é bom. Muito bom. — Ela sussurrou, puxando-me suavemente para o centro da sala, para o sofá largo de couro escuro. — Se senta aqui.

Senti o couro frio através do tecido fino do meu vestido. Lívia sentou-se ao meu lado, muito perto, sua coxa pressionando a minha. Ela não me soltou a mão. Do outro lado da sala, Bruno observava, derramando uma bebida escura em um copo baixo. Ele não parecia ter pressa. Era como um maestro aguardando que os músicos se acomodassem.

— O Ricardo é um tolo. — Lívia começou, sua voz baixa, íntima, só para mim.

Ela usou a outra mão para afastar um fio de cabelo do meu rosto, seus dedos roçando minha têmpora, minha bochecha. Aquele toque era deliberado, exploratório.

— Ele olha pra você e vê a esposa dedicada, a mulher que arruma a casa, que é dele. Mas ele nunca viu o que a gente consegue ver.

Seu dedo indicador desceu lentamente, traçando a linha do meu pescoço, do meu osso da clavícula, até o início do decote do meu vestido. Meu corpo inteiro se arrepiava sob o toque dela.

— Viu o quê? — eu perguntei, minha voz um fio de som.

— O fogo … o desejo … — Lívia respondeu.

Bruno tinha se aproximado sem que eu percebesse, e agora estava atrás do sofá, suas mãos se apoiando no encosto, me cercando.

— Ele nunca viu a mulher que pode ser devorada por um desejo e devolver o fogo com a mesma intensidade. Você escondeu isso muito bem, Mariana. Mas eu conheço você. — Comentou Bruno.

As palavras dele, combinadas com o toque hipnótico de Lívia, estavam me derretendo por dentro. A raiva que eu carregava começava a se transformar em algo quente, uma excitação fluindo direto para o meio das minhas pernas.

Lívia se inclinou. Seu rosto estava a centímetros do meu, seus lábios quase tocando os meus. Eu podia sentir o calor do corpo dela, o ritmo de sua respiração.

— Posso? — ela perguntou, mas já era um movimento em andamento.

Ela me beijou. Foi um beijo lento, exploratório, nada como os beijos apressados do Ricardo. Seus lábios eram macios e firmes, e ela sabia exatamente como se mover. Seu sabor era de vinho e de algo doce, como bala de hortelã. Um gemido escapou da minha garganta, um som que eu não sabia que podia fazer. Minhas mãos, antes imóveis no colo, se ergueram hesitantes, até que encontrei o cabelo dela, macio e sedoso entre meus dedos.

O beijo se aprofundou. Sua língua encontrou a minha, uma dança cautelosa que rapidamente se tornou urgente, gananciosa. Eu me perdi naquele beijo, na sensação nova e incrivelmente certa de uma mulher me desejando. Era a afirmação que eu precisava. Eu ainda podia incendiar alguém. E eu estava pegando fogo ali mesmo.

Quando nos separamos para respirar, um fio de saliva ainda nos unia por um instante. Meus lábios estavam latejantes, sensíveis.

— Nossa, você é deliciosa … — Lívia murmurou contra minha boca, seus olhos brilhantes vasculhando o meu rosto.

Foi então que as mãos de Bruno entraram em cena. Ele se inclinou sobre o encosto do sofá e, com uma destreza experiente, encontrou o zíper nas minhas costas. O som do metal deslizando foi obscenamente alto no silêncio da sala. O vestido, já frouxo, se abriu.

— Se levanta. — Bruno ordenou, sua voz agora carregada de uma autoridade que não admitia questionamentos.

Eu obedeci, meu corpo ainda se lembrava daquilo. Minhas pernas chegaram a ficar bambas.

Lívia me ajudou, seus dedos entrelaçados com os meus. Fiquei de pé entre o sofá e a mesa de centro, sentindo o ar do ambiente tocar minha pele exposta nas costas. Bruno puxou delicadamente as alças do vestido para baixo, e o tecido deslizou pelo meu corpo, formando uma poça de seda negra aos meus pés. Fiquei apenas de sutiã preto e calcinha combinando, me sentindo absurdamente vulnerável e, ao mesmo tempo, poderosíssima sob o olhar intenso deles.

Lívia não perdeu tempo. Ela também se levantou, e suas mãos, agora livres, percorreram meus braços, meus ombros …

— Tão linda — ela sussurrou, enquanto seus dedos encontraram o fecho frontal do meu sutiã.

Um clique, e ele se abriu, libertando meus seios. O ar frio fez meus mamilos endurecerem instantaneamente. Lívia prendeu a respiração, seus olhos fixos em mim.

— Bruno, olha … — ela disse, sua voz um pouco rouca.

Ele veio para a minha frente, não mais um observador distante. Seu olhar era uma coisa física, um calor que percorria minha pele nua. Ele ergueu uma mão, mas não me tocou imediatamente.

— Você quer isso? — ele perguntou, seus olhos vidrados nos meus. — Você quer que a gente cuide de você, Mari? Que a gente mostre o que você tem perdido?

Eu estava além de palavras. Minha cabeça balançou em um aceno positivo frenético, meu peito subindo e descendo rapidamente.

— Fala — Lívia insistiu, mordiscando suavemente meu ombro. — Queremos ouvir.

— Sim — eu soltei, com a voz rouca e quebrada. — Por favor. Eu quero.

Foi como se tivesse soltado um gatilho. A mão do Bruno finalmente desceu, seu polegar áspero esfregando meu mamilo em círculos lentos e firmes. Um choque de prazer percorreu meu corpo. Eu arqueei as costas, me oferecendo mais.

Lívia começou a se despir, ao mesmo tempo em que Bruno se moveu para se posicionar atrás de mim. Eu a vi pelo canto do olho, tirando o vestido, o sutiã, a calcinha ... Seu corpo era perfeito. Seios firmes, quadris estreitos. Quando ficou nua, ela se aproximou novamente, e sua pele nua tocou a minha.

O contato foi eletrizante. Seus seios pressionaram os meus, seus mamilos duros se esfregando contra os meus. Ela me beijou novamente, com mais desejo, e suas mãos desceram pelas minhas costas, se agarrando às minhas nádegas, puxando-me contra ela.

Eu estava sendo abraçada, tocada, desejada por todos os lados. As mãos de Bruno deslizando entre em meus seios e o de Lívia, a boca da Lívia na minha, o corpo dela se esfregando no meu. Era um assalto sensual aos meus sentidos, e eu me entreguei completamente, gemendo dentro da boca de Lívia.

Bruno, então, guiou-nos para baixo, de volta ao sofá. Ele sentou-se primeiro, suas calças ainda vestidas, o volume evidente em sua virilha. Lívia, com um sorriso malicioso, me posicionou de joelhos no sofá, de frente para Bruno, enquanto ela mesma se ajoelhou atrás de mim.

— É a sua vez, amor — Bruno disse para Lívia, sua voz tomada por uma lascívia que me fez estremecer.

Eu não podia ver o que Lívia fazia, mas então senti seus dedos nas alças da minha calcinha. Ela a puxou para baixo, com cuidado, mas com determinação, liberando-me completamente. Eu estava completamente exposta para Bruno, que me observava com olhos escurecidos pelo desejo.

Senti a Lívia se abaixar. Seu hálito quente primeiro, um sopro na parte interna da minha coxa. Eu me contorci. Sua mão segurou meu quadril firmemente.

— Fica quieta — ela ordenou sussurrando.

Era o tom de uma dominadora experiente. Eu congelei.

E então, sua boca estava em mim. Não foi uma aproximação lenta. Foi uma tomada. Sua língua quente e sedosa lambeu meu clitóris de uma só vez, com uma pressão perfeita.

— Ahhhh … — Um grito escapou dos meus lábios, um som agudo e animalesco que ecoou na sala.

Meus joelhos quase cederam, mas as mãos de Bruno seguraram meus ombros, me mantendo no lugar.

— Isso — ele disse, satisfeito. — Bem assim.

Lívia não brincou. Ela se dedicou a mim com uma concentração que era a coisa mais erótica que eu já tinha experimentado. Sua língua traçava círculos, movimentos lineares, sucções suaves e depois fortes. Ela explorava cada dobra, cada centímetro da minha xoxota e do meu grelo inchado e sensível, descobrindo o que me fazia gemer mais alto, o que fazia minhas pernas tremerem mais.

Ela inseriu dois dedos dentro de mim, e a combinação da sua boca no meu clitóris e os dedos se movendo em um ritmo profundo e constante foi alucinante. Meu corpo estava se contorcendo, preso entre a boca de Lívia e as mãos fortes de Bruno. Eu olhei para ele, desesperada, implorando sem palavras. Ele segurava meu rosto com uma mão, seus olhos capturando os meus.

— Está sentindo? — ele perguntou, sua voz grave e rouca. — Está sentindo como é ser realmente desejada? Como é ter alguém se perdendo no seu gosto?

— Hummm … — Eu só conseguia gemer, minha cabeça caindo para trás.

O orgasmo se aproximava, uma pressão intensa e inescapável na base da minha coluna. Eu não queria que aquilo acabasse. Não queria. Mas meu corpo não me obedecia.

— Lívia … eu vou … — eu gaguejei, minha mão foi para trás e meus dedos se enterraram no cabelo dela.

Ela respondeu intensificando os movimentos, sugando meu clitóris com uma pressão que fez meus olhos revirarem. Os dedos dela se dobraram dentro de mim, encontrando um ponto que fez todo o meu corpo estremecer violentamente.

— Ah … caralho …

Foi um estouro. Um dilúvio. Meus quadris ergueram-se involuntariamente.

— Puta que pariu … Ahhhh … isso é incrível … — Eu gritei, um som longo e rouco que rasgou o ar, enquanto ondas e ondas de prazer me sacudiram.

Meu corpo tremia incontrolavelmente, e eu teria caído se não fosse pelas mãos de Bruno me segurando com firmeza.

Lívia não parou. Ela suavizou os movimentos, lambendo-me suavemente, prolongando meu espasmo até que se tornou quase doloroso de tão sensível. Eu me afastei, ofegante, e ela deixou, com um último beijo suave na minha coxa.

Quando abri os olhos, turvos e sem foco, vi Bruno de pé. Ele finalmente estava se despindo, tirando a camisa, revelando aquele torso definido, depois desabotoando as calças. Seu pênis ereto surgiu, impressionante e grosso.

Lívia se levantou. Seus lábios ainda brilhavam com o suco do meu prazer. Ela foi até ele e pegou a pica na mão, alisando-o lentamente.

— Ela está pronta pra você — Lívia disse, olhando para mim sobre o ombro dele. — Mas eu ainda não terminei com ela.

Bruno concordou com a cabeça, seus olhos queimando em minha direção. Ele se aproximou, seu corpo nu agora diante de mim. Meus olhos estavam vidrados no seu pau, grosso e imponente, que parecia pulsar no ar carregado do apartamento.

A minha respiração ofegante do orgasmo ainda não tinha se acalmado, e agora um novo tipo de tensão me invadia, mais profunda, mais carnal, saudosa. Bruno veio até mim, ainda de joelhos no sofá. Suas mãos, grandes e quentes, seguraram meu rosto.

— Você está incrível — ele disse, sua voz um rugido baixo. — Completamente derretida e ainda faminta. Eu vi nos seus olhos.

Ele tinha razão. Meu corpo ainda tremia, mas aquele vazio pulsante entre minhas pernas pedia por algo mais. Algo que o preenchesse, que ocupasse o espaço que a língua e os dedos de Lívia tinham explorado tão bem. Eu me sentia aberta, vulnerável, e completamente ávida.

Lívia apareceu atrás de mim, deslizando seu corpo nu contra o meu. Seus seios firmes pressionaram minhas costas, seus braços envolvendo minha cintura por baixo dos meus seios. Ela enterrou o rosto no meu pescoço, beijando e mordiscando a pele.

— Você ouviu o que eu disse, amor? — ela sussurrou no meu ouvido. — Eu não terminei com você. Mas agora … agora é a vez do Bruno.

Ela disse aquilo como se estivesse me presenteando. Como se a penetração dele fosse um prêmio que eu merecia. A ideia me fez queimar por dentro. Bruno me olhou, seus olhos percorrendo meu corpo suado e trêmulo.

— De quatro — ele ordenou, suave, mas sem deixar espaço para hesitação.

Meu coração deu um salto. Lívia me ajudou a me mover, suas mãos guiando meus quadris. Desci do sofá e me apoiei nos joelhos e as mãos no tapete felpudo. A posição me deixava exposta de uma forma ainda mais brutal, mais submissa. Minhas costas arqueadas, meu sexo inchado e úmido oferecido a ele.

Lívia se ajoelhou ao meu lado, de frente para o meu rosto. Ela pegou meu queixo e me beijou, um beijo lento e possessivo.

— Olha para mim — ela ordenou. — Quero ver cada reação no seu rosto.

Eu olhei para ela, para seus olhos escuros e brilhantes de excitação. Pelo canto da visão, vi Bruno se ajoelhando atrás de mim. Senti a cabeça quente e larga daquele pau absurdamente grande, que eu conhecia tão bem, roçar na entrada da minha buceta. Um calafrio percorreu minha espinha. Eu estava tão molhada que o contato foi um deslize sujo e convidativo.

Ele não entrou. Apenas ficou ali, pincelando, me fazendo sentir cada centímetro da sua largura contra minha abertura sensível.

— Bruno … — eu gemi, mais como uma súplica.

— Diga — ele respondeu, sua voz tensa.

— Por favor …

— Por favor, o quê?

Eu engoli seco. As palavras queimavam minha garganta, mas eu queria dizê-las. Precisava.

— Por favor, me fode.

Lívia soltou um som baixo de aprovação. Seus dedos encontraram meus mamilos, beliscando-os com uma força calculada que me fez arfar.

Bruno me penetrou.

Não foi devagar. Não foi um teste. Foi uma tomada completa, uma investida poderosa que me preencheu de uma só vez, arrancando um grito abafado.

— Ahhhh … devagar, caralho. — Resmunguei.

A sensação foi de um esticamento doloroso, uma expansão intensa que me fez sentir completamente invadida. Ele era grande, e eu estava tensa da emoção, mas a umidade que escorria pelas minhas coxas lubrificou o caminho, permitindo que ele se enterrasse fundo, até o fim.

Não foi castigo, nem maldade. No passado, ele se enterrava assim dentro de mim. Sem pedir licença, sem pedir desculpas. Meu corpo inteiro estremeceu. Meus dedos se enterraram no tapete. Um gemido escapou dos meus lábios quando ele parou, totalmente dentro.

— Você quer me matar? — Esbravejei, mas sem intenção de que ele parasse.

A dor inicial, aguda e surpreendente, rapidamente se dissolveu num calor profundo, numa sensação de preenchimento que atingiu algo fundamental dentro de mim.

— Meu Deus … é demais. — Eu arqueei, minhas pálpebras tremendo.

Bruno ficou imóvel por um momento, como se também estivesse saboreando a sensação. Eu podia sentir cada pulso dele dentro de mim, cada pequena contração daquele pau. Lívia observava meu rosto, fascinada.

— Está doendo? — ela perguntou, sua voz carregada de uma curiosidade sensual.

— Um pouco … — Eu respondi, ofegante. — Mas … não é ruim.

Era a verdade. A dor era um fantasma, dissipada pelo prazer esmagador de tê-lo ali.

Bruno então começou a se mover. Ele não tirou completamente. Foi um movimento curto, controlado, apenas alguns centímetros para fora antes de enterrar-se novamente com a mesma força. Um baque úmido ecoou no silêncio da sala, acompanhado pelo meu gemido rouco.

— Ah, Deus ... — Era diferente de tudo. Mais primitivo. Mais real.

Cada investida dele abalava meu corpo, fazendo meus seios balançarem. Lívia segurou um deles, massageando, enquanto Bruno estabelecia um ritmo lento, mas devastadoramente profundo.

— Isso, amor — Lívia encorajou, seus olhos fixos nos meus. — Deixa ele te foder. Sente cada centímetro.

Eu sentia. Cada veia, cada curva dele raspando nas minhas paredes internas sensíveis. A sensação de estar sendo aberta, usada, preenchida com tanto propósito, era eletrizante. Meus próprios gemidos eram contínuos.

— Ahhhh … não para.

Lívia se inclinou e capturou meus lábios novamente, seu beijo era uma distração doce, contrastando com a intensidade que Bruno imprimia. Sua língua invadia minha boca no mesmo ritmo que o pau dele invadia meu corpo, e a dualidade me deixou tonta.

Bruno aumentou o ritmo. Suas mãos agarraram meus quadris com força, seus dedos cravados na minha carne, puxando-me para cada investida. Os baques se tornaram mais rápidos, mais fortes, um som úmido e obsceno de carne contra carne. Eu estava me esfacelando. O ponto de fricção interna era intenso, um atrito perfeito que acendia cada nervo. Meus músculos vaginais se contraíam involuntariamente em torno dele, tentando agarrá-lo, e eu ouvi um grunhido gutural vindo dele.

— Que saudade da minha putinha … — ele rosnou para Lívia, sua voz carregada de esforço e prazer. — Eu nunca me esqueci o quanto era bom.

Lívia soltou um riso baixo e lascivo. Ela desceu um pouco, levando seus lábios para os meus seios. Ela levou um mamilo inteiro à boca, sugando com força enquanto sua mão massageava o outro. A sensação foi um choque duplo de prazer – a boca quente e úmida dela na minha frente, o pênis duro e implacável atrás. Meu corpo arqueou como um arco, um gemido longo e quebrado sendo sugado pela boca de Lívia.

— Isso, assim … — Bruno incentivou, suas investidas se tornando mais irregulares, mais profundas.

Ele me fodia de um jeito que Ricardo nunca tinha feito. Como só ele sabia. Não era só físico; era como se cada empurrão dissesse: você é minha agora, você é desejada, você está pegando fogo e eu sou a gasolina.

— Troca comigo — Lívia disse para Bruno, sua voz em um comando ansioso.

Para minha surpresa – e uma pontada de pânico deliciosa – Bruno parou. Ele se retirou de mim lentamente.

— Ha? — sensação de vazio foi tão abrupta que eu soltei um lamento.

Mas antes que eu pudesse processar, Lívia se moveu. Ela me puxou para cima, me virando de costas para o peito dela, e então nos guiou para o sofá largo. Ela se sentou, e me puxou para me sentar no colo dela, de costas para o seu corpo, minhas pernas abertas. Seu corpo quente e suado servia de apoio para as minhas costas.

Bruno veio até a nossa frente e se ajoelhou no tapete, entre minhas pernas abertas. Lívia passou os braços por debaixo dos meus, suas mãos indo direto para meus seios, apertando e massageando. Ela enterrou o rosto no meu pescoço, beijando e mordiscando outra vez.

— Agora, devagar … — Lívia sussurrou no meu ouvido. — Você vai levá-lo para dentro, se sentando nele. Você controla.

Meu coração disparou. Bruno segurou seu pau, alinhando a cabeça com minha entrada, que escorria e pulsava. Com um incentivo suave de Lívia, eu baixei meus quadris. A sensação de controle, de poder determinar o ângulo e a profundidade, foi ainda mais intensa. Era uma rendição ativa.

Eu desci, sentindo aquele pau imenso encontrar o caminho para dentro, preenchendo-me novamente numa onda lenta e inescapável. Um suspiro profundo e trêmulo saiu dos meus lábios quando me sentei completamente, sentindo suas coxas contra as minhas nádegas. Ele estava ainda mais fundo naquela posição.

— Boa menina — Bruno gemeu, suas mãos agarrando minhas coxas. — Agora … mexe.

Eu comecei a me mover, levantando e abaixando os quadris num ritmo hesitante. Lívia me guiava, suas mãos nos meus seios se movendo no mesmo compasso. Era estranho e poderoso. Eu podia sentir cada centímetro dele dentro de mim. E ao mesmo tempo, sentia o corpo de Lívia contra minhas costas, seus dedos em meus mamilos, seus sussurros quentes no meu ouvido.

— Aí! Aí … por favor, bem aí … — Eu gemi alto.

Bruno entendeu. Ele começou a empurrar para cima, encontrando meus movimentos para baixo. A sincronia era perfeita. O som de nossas peles se encontrando era úmido, rápido, e obscenamente alto. Lívia, perdendo um pouco o controle, soltou um dos meus seios e levou a mão para entre minhas pernas, seus dedos encontrando meu clitóris inchado.

— Assim é covardia … — Gemi ainda mais alto.

O toque dela foi a centelha final. Eu já estava à beira do abismo, o prazer crescendo como uma maré dentro de mim, implacável. A combinação foi demais. Meu corpo travou. Um gemido rouco e contínuo rasgou-se do meu peito enquanto minha xoxota se contraía violentamente em torno daquele pau, e uma série de espasmos irresistíveis me fizeram tremer descontroladamente.

— Aaaahhhhhhhhhhhhhh …

Foi um orgasmo diferente do primeiro – menos fluido, mais convulsivo, mais profundo. Meus movimentos ficaram descoordenados, mas Bruno não parou. Ele segurou meus quadris com força e continuou a se enterrar em mim, seu ritmo se tornando descontrolado, brutal. Os gemidos dele se tornaram grunhidos.

— Vou gozar … dentro de você — ele rosnou, uma afirmação, um aviso.

A ideia, proibida e perigosamente excitante, fez meu sexo se contrair novamente em torno dele. Lívia gemeu de aprovação no meu ouvido, mas mesmo ainda perdida nas sensações do orgasmo, eu resisti.

— Não! Não assim … — Eu disse, e encontrei forças para tirar aquele pau pulsante de dentro de mim.

Eu me afastei deles quase sem ar, o corpo ainda tremendo, o coração batendo rápido demais para acompanhar meus pensamentos.

O silêncio que caiu na sala foi estranho. Pesado. Vivo. Por alguns segundos, ninguém falou nada. Bruno permaneceu imóvel, olhando para mim como se tentasse entender onde tinha errado — ou talvez até onde eu permitiria que ele fosse dali em diante.

Não havia irritação no rosto dele. Nem frustração. Apenas aquela calma controlada que sempre me desarmava. Ele assentiu devagar.

— Tá tudo bem. — disse, a voz baixa. — Você decide.

Aquilo me atingiu de um jeito inesperado. “Decidir”. Eu não lembrava da última vez em que alguém tinha colocado algo assim nas minhas mãos.

Lívia me envolveu primeiro. Seus braços vieram pelas minhas costas, me puxando contra ela num abraço quente, quase protetor. Diferente do que tinha acontecido antes, agora não havia urgência nenhuma. Só proximidade.

— Respira … — ela murmurou perto do meu ouvido. — Ninguém tá te cobrando nada.

Eu obedeci sem perceber. Inspirei fundo. O ar parecia diferente. Mais denso. Como se eu tivesse atravessado uma porta invisível e não soubesse exatamente como voltar.

Bruno pegou uma manta jogada no sofá e colocou sobre meus ombros com naturalidade, um gesto simples demais para o que tinha acabado de acontecer. Aquilo quase me fez rir — ou chorar. Eu não sabia.

Nos sentamos os três. Por alguns instantes, só o som da cidade entrando pela janela aberta preenchia o espaço. Um carro passando. Música distante. Vida normal acontecendo lá fora. E eu ali. Mudada.

— Tá arrependida? — Lívia perguntou, sem julgamento.

A pergunta ficou suspensa no ar. Pensei no Ricardo. Na casa silenciosa. No bolo do meu aniversário esquecido sobre a mesa. Nas mensagens curtas, sempre apressadas.

Balancei a cabeça devagar.

— Não … — respondi, surpresa com a minha própria honestidade. — Só … confusa.

Bruno soltou um meio sorriso cansado.

— Confusão é o começo de qualquer verdade difícil.

Ele falou aquilo olhando para o chão, não para mim. Como se estivesse compartilhando algo pessoal demais para sustentar contato visual.

Lívia apertou minha mão.

— Hoje você não fez nada errado, Mari. Você só parou de se abandonar.

As palavras dela deslizaram suaves, reconfortantes. Quase terapêuticas. Era impossível não querer acreditar.

Ficamos ali mais um tempo, conversando sobre coisas pequenas — o show, uma música específica, alguém engraçado que tinha passado pela multidão. Como se aquela noite pudesse ser encaixada dentro da normalidade apenas pela insistência deles em tratá-la assim.

Em determinado momento, Bruno se levantou para buscar mais vinho. Lívia apoiou a cabeça no meu ombro e soltou, num tom leve:

— Bem-vinda ao lugar onde ninguém precisa fingir.

Eu fechei os olhos. O vazio dentro de mim, depois de muito tempo, parecia silencioso. Não resolvido. Não curado. Mas silencioso. E aquilo, naquele momento, pareceu suficiente.

O silêncio começou a incomodar. Não era mais confortável. Nem quente. Nem acolhedor. Era real demais. Eu puxei a manta contra o corpo e me levantei abruptamente, como se finalmente acordasse de um transe.

— Eu preciso ir embora. — A frase saiu antes mesmo de eu pensar nela.

Lívia ergueu o olhar imediatamente. Bruno também. Nenhum dos dois tentou me impedir. E aquilo, curiosamente, tornou tudo mais fácil.

— Claro — Bruno respondeu, já pegando o celular. — A gente te leva.

— Não! — Respondi, decidida. — Eu vou pedir um carro.

Busquei meu celular e abri o aplicativo, encontrando rapidamente uma corrida. Minhas roupas ainda estavam espalhadas pela sala. Vesti o vestido em silêncio, enquanto Lívia se aproximou devagar, ajeitando meus cabelos atrás da orelha.

— Você tá bem?

Demorei um segundo para responder.

— Não sei.

Ela apenas sorriu, me encorajando.

— Então hoje não decide nada. Só … respira.

O aviso do aplicativo chegou poucos minutos depois. Bruno abriu a porta para mim. Nenhuma pergunta. Nenhuma tentativa de prolongar a noite. Só cuidado. Só acolhimento. E aquilo me desestabilizou mais do que qualquer coisa.

O carro de aplicativo cheirava a fragrância automotiva barata e madrugada. Encostei a cabeça no vidro enquanto a cidade passava em silêncio lá fora. As luzes riscavam reflexos dourados no meu rosto, e minha mente tentava acompanhar tudo o que tinha acontecido … sem conseguir organizar nada.

Eu precisava falar com o Ricardo. Precisava olhar para ele. Precisava dizer alguma coisa — qualquer coisa.

Quando cheguei em casa, o apartamento estava exatamente como eu tinha deixado horas antes. Escuro. Quieto. Vazio. Deixei a bolsa sobre o sofá e peguei o celular quase imediatamente.

“Você ainda vai demorar?”.

Enviei. Fiquei esperando. Eu queria que ele respondesse rápido. Queria discutir. Queria confrontar. Queria confessar. Queria dizer que ele tinha quebrado as regras primeiro.

Os minutos passaram. Dez. Vinte. Quarenta. Nada …

Andei pela sala. Olhei o celular de novo. Me sentei. Me levantei outra vez. Uma hora. Silêncio absoluto.

O impulso foi morrendo, substituído por um cansaço profundo e pesado. Tomei um banho longo, deixando a água quente apagar os vestígios da noite — ou pelo menos tentando. Quando saí, ainda não havia resposta.

Me deitei sem forças para pensar mais. O sono veio como fuga. O celular vibrou apenas na manhã seguinte. Ricardo finalmente me respondeu:

“Desculpa, amor. Tive que seguir o investigado até uma cidade vizinha. A situação complicou aqui. Talvez eu só consiga voltar hoje à noite”.

Fiquei olhando aquelas palavras por muito tempo. Nenhuma pergunta. Nenhum sinal de perceber minha ausência. Só trabalho. Só distância. A tela apagou na minha mão.

Eu me sentia frustrada, mal-amada, indesejada pelo meu próprio marido.

“Quando foi que nosso casamento realmente acabou?”.

Eu sentia uma estranha sensação de que a casa estava grande demais. Por horas, nenhuma mensagem nova. Nenhuma ligação perdida. Só aquela resposta curta da manhã.

Passei aquele sábado andando pelo apartamento sem realmente fazer nada. Liguei a televisão só para preencher o silêncio, mas não consegui prestar atenção. Pegava o celular o tempo todo, pensando em escrever para ele … perguntar quando voltaria … dizer que precisava conversar. Apagava tudo antes de enviar. O pior não era a raiva. Era a sensação de não fazer falta.

Depois do almoço, o celular vibrou. Mensagem da Lívia:

“Se arruma. Passo aí em uma hora”.

Fiquei olhando para a tela por alguns segundos. Não perguntei para onde iríamos. Nem o motivo. Só respondi:

“Tá bom”.

Naquele momento, pensar parecia mais cansativo do que simplesmente ir. Quando o interfone tocou, eu já estava pronta.

Lívia apareceu sorrindo, como se tivesse decidido, sozinha, que aquele seria um dia bom — e eu apenas acompanharia.

— Hoje você não vai ficar sozinha — ela disse. E eu percebi que talvez fosse exatamente aquilo que eu precisava ouvir.

O dia virou uma sequência leve. Conversas sem peso, risadas que surgiam sem esforço, cafés demorados. Lívia evitava qualquer assunto sério, e eu agradeci em silêncio por aquilo.

Eu não queria explicar nada. Nem justificar nada. Só queria não me sentir esquecida.

Em algum momento, já no final da tarde, o passeio continuou além do esperado. Uma decisão espontânea. Um desvio simples no caminho. Uma escapada rápida para o motel, só nós duas.

E eu fui. Sem discutir comigo mesma. Sem pensar nas consequências. Pela primeira vez em muito tempo, eu não estava esperando alguém chegar em casa para que minha noite começasse.

Quando voltei para o apartamento, o corredor estava silencioso. Abri a porta devagar. Ricardo tinha voltado. Dormia profundamente na nossa cama, espalhado entre os lençóis, respirando pesado, completamente despreocupado. Nenhuma mensagem avisando que chegou. Nenhuma pergunta sobre onde eu estava. Nada.

Fiquei parada na porta olhando para ele. Esperando sentir culpa, mas ela não veio. O que veio foi outra coisa. Um entendimento frio e inevitável: Ricardo já vivia uma vida onde eu não era prioridade — talvez onde eu nem fosse necessária. E fazia isso com tanta naturalidade que nem percebia o espaço vazio que deixava atrás de si.

“Então por que só eu continuava tentando segurar tudo?”.

Naquela noite, alguma coisa dentro de mim simplesmente … cansou. E quando o cansaço chegou, o remorso foi embora junto.

Nos dias seguintes, Lívia começou a me mostrar um mundo diferente. Sem cobranças. Sem promessas impossíveis. Sem aquela sensação constante de estar falhando como esposa. Um mundo liberal.

Eu descobri que me sentia mais segura entre mulheres. Descobri um desejo que se tornou parte de mim. Havia menos julgamento, menos disputa silenciosa, menos necessidade de provar valor o tempo todo. Os toques eram mais pacientes. Os olhares … mais atentos.

Bruno acabou se tornando uma exceção confortável à minha regra. Alguém do passado, alguém conhecido, quase uma ponte entre quem eu fui e quem começou a surgir.

Não era sobre substituir Ricardo. Era sobre não me sentir sozinha dentro da minha própria vida. E eu acabei percebendo algo assustador: eu não estava mais esperando meu marido me escolher. Eu estava escolhendo por mim. Mesmo que ainda não tivesse coragem de admitir em voz alta.

No fundo, eu já sabia. Eu não estava mais tentando salvar meu casamento. Eu estava aprendendo a existir fora dele

As mensagens da Lívia já não eram mais novidade. Elas faziam parte da minha rotina. Um convite para almoçar. Um “passa aqui depois”. Um áudio dizendo que tinham reunido o pessoal e que eu não podia ficar sozinha de novo naquele apartamento silencioso. E, quase sempre, eles apareciam antes mesmo que a solidão tivesse tempo de se instalar por completo.

Ricardo continuava chegando tarde. Quando chegava. As explicações mudavam de forma, mas nunca de essência: vigilâncias longas, operações delicadas, gente perigosa demais para ser perdida de vista.

Eu parei de questionar. Não porque entendesse. Mas porque comecei a perceber que insistir em entender não mudava absolutamente nada.

Enquanto meu marido desaparecia cada vez mais dentro do próprio trabalho, Bruno e Lívia pareciam fazer questão de me incluir em tudo. Jantares. Encontros. Festas que começavam discretas e terminavam sem hora para acabar.

Eu já estava familiarizada àquele ambiente. Os rostos deixaram de ser estranhos. Os cumprimentos vieram acompanhados de abraços demorados. Os olhares já não me constrangiam. A naturalidade com que as pessoas se tocavam, se desejavam e se permitiam existir sem promessas começou a perder o aspecto de transgressão. Ali, ninguém fingia fidelidade que não conseguia sustentar. Ninguém jurava eternidade enquanto olhava o relógio esperando uma desculpa para ir embora.

Era estranho admitir, mas havia uma honestidade brutal naquele mundo. E, aos poucos, percebi algo ainda mais desconcertante: onde Ricardo escolhia não estar, Bruno e Lívia estavam sempre presentes. Se eu mencionava estar triste, apareciam com vinho. Se eu dizia que não queria sair, apareciam mesmo assim. Se eu ficava em silêncio, eles preenchiam o espaço sem exigir explicações. Nunca como pressão. Sempre como cuidado. Ou, pelo menos, era assim que eu interpretava.

As noites fora de casa deixaram de parecer exceção. Eu voltava tarde sem culpa. Às vezes nem percebia o horário. Porque já não existia ninguém esperando por mim. Ricardo quase nunca estava em casa e, quando estava, não tinha o mínimo interesse no que eu tinha feito ou deixado de fazer.

E foi naquele ponto que algo dentro de mim mudou de lugar. Eu ainda era casada. Mas minha vida … já não acontecia mais ao redor do meu casamento.

A festa no sítio deveria ter sido leve. Família, amigos antigos, música alta demais para conversas profundas e aquele cheiro constante de churrasco e grama molhada que sempre me lembrava tempos mais simples.

Mas, naquele dia, tudo em mim estava fora de lugar. Ricardo tinha passado seis das últimas sete noites fora de casa. Seis. E mesmo naquele final de semana — uma festa entre pessoas próximas, algo raro na nossa rotina — ele já falava em sair mais cedo para outro trabalho.

Outra vigilância. Outro caso urgente. Outra ausência.

Eu parei de perguntar detalhes. Porque já não fazia mais sentido, comecei a suspeitar que talvez não fosse apenas trabalho. Talvez existisse outra mulher.

A ideia não veio como choque. Veio como algo lógico demais. E aquilo doía mais do que qualquer confirmação.

Passei boa parte da festa evitando olhar para ele. Mantinha distância suficiente para não criar cena, não levantar perguntas, não explodir na frente de todo mundo. Era melhor o silêncio do que o escândalo.

Ainda assim, eu sentia o olhar dele às vezes. Ricardo me observava de longe. Mas nunca vinha. Nunca perguntava o que estava acontecendo. Nunca me puxava de lado. Nunca tentava entender. Como se fosse mais fácil aceitar o afastamento do que enfrentá-lo.

Eu já tinha perdido a conta de quantas taças tinha bebido quando Bruno apareceu ao meu lado.

— Ele realmente precisa sair, Mari. — Ele disse, quase defensivo. — É trabalho mesmo. Você sabe como o Ricardo é. Ele prefere conduzir tudo pessoalmente do que delegar.

Aquilo me irritou. Virei para ele, sentindo o álcool soltar o que eu normalmente engolia.

— A sua lealdade chega a ser ridícula, Bruno.

Ele arqueou a sobrancelha.

— Como assim?

Eu ri, amarga.

— Você vive defendendo-o … enquanto está fodendo a mulher do seu melhor amigo sem o menor peso na consciência.

O silêncio entre nós durou um segundo a mais do que deveria. Bruno pareceu genuinamente atingido, mas logo soltou um sorriso torto.

— Ok … isso foi específico.

Ele não rebateu. Não discutiu. Só levantou as mãos em rendição, como quem decide não comprar aquela briga. Foi a Lívia quem apareceu, salvando o clima antes que ele azedasse de vez.

— Chega. Vocês dois estão precisando de ar — ela disse, passando o braço pelos meus ombros. — Vamos dar uma volta. Mari precisa se acalmar.

Eu não protestei. Na verdade, queria qualquer coisa que me afastasse dali.

Entramos no carro sem avisar ninguém. Sem despedidas. Sem explicações. Quando o portão do sítio ficou para trás, olhei pelo retrovisor quase por instinto. Ricardo estava parado perto da varanda. Observando. O olhar fixo no carro se afastando.

Soltei uma risada baixa, encostando a cabeça no banco.

— Tá vendo? — murmurei para a Lívia. — Só assim pra ele prestar atenção em mim.

Minha voz saiu leve demais para alguém que estava, claramente, à beira de quebrar.

Eu ainda amava o meu marido e tinha bebido mais do que devia. Sentia o corpo quente, a mente lenta, as emoções sem filtro. E, naquele momento, não parecia errado ir embora. Parecia justo. Se ele podia escolher não estar comigo … eu também podia escolher não ficar esperando.

A ideia era só dar uma volta. Mas, no meio do caminho, encontramos um grupo conhecido saindo para outra festa — uma casa com piscina, música alta e gente demais para qualquer planejamento.

Era meio da tarde ainda. Sol forte. Bebida fácil. Nenhuma responsabilidade. Alguém me emprestou um biquíni. Lívia também trocou de roupa, e poucos minutos depois estávamos dentro da piscina, rindo como adolescentes fugitivas.

Era leve. Sem Ricardo. Sem tensão. Sem explicações.

Em algum momento começamos uma guerra idiota na água. Empurrões, mergulhos forçados, provocações. Lívia tentou me afundar. Eu reagi puxando o cabelo dela.

— Ei! — ela gritou, rindo.

E respondeu no mesmo impulso. O tapa veio forte na minha nádega quando virei para escapar. O barulho ecoou na água. Todo mundo caiu na gargalhada.

— Caralho, Lívia! — reclamei, rindo também.

— Foi merecido!

Na hora não doeu tanto. Só ardeu. Só mais tarde, já sentadas na grama perto da piscina, ela percebeu.

— Mari … olha isso.

A marca da mão estava perfeita na minha pele clara, avermelhada demais para ignorar.

— Você queria me matar? — murmurei.

Ela riu, sem o menor peso.

Poucos minutos depois, comecei a sentir uma coceira incômoda na parte interna da coxa.

— Fica quieta — Lívia disse, abaixando-se. — Deve ser carrapato.

E era. Ela tirou dois pequenos pontos escuros da minha pele enquanto eu reclamava do nojo e do ardor. Nada dramático. Só mais um detalhe perdido num dia que já tinha saído completamente do controle.

O caminho de volta foi uma sequência embaralhada de risadas, música alta e vento entrando pelas janelas abertas do carro. Eu já tinha perdido completamente a noção do tempo. A irritação que eu carregava desde cedo — aquela mistura de mágoa, abandono e raiva silenciosa do Ricardo — tinha sido dissolvida pelo álcool e pela sensação absurda de leveza que só existia quando eu estava longe dele.

Me lembro de apoiar a cabeça no ombro da Lívia no banco de trás enquanto Bruno dirigia, cantando errado alguma música antiga que tocava no rádio.

Em algum momento pensei que deveria me preocupar, que talvez tivéssemos demorado demais. Mas o pensamento simplesmente … não permaneceu.

Quando a estrada de terra do sítio apareceu novamente, o céu já estava escuro e as luzes da chácara brilhavam entre as árvores.

— Voltamos vivas. — Lívia anunciou, rindo.

O carro ainda nem tinha parado completamente e eu já estava gargalhando junto, tentando sair sem tropeçar. O chão pareceu inclinado demais quando meus pés tocaram a terra. Segurei no braço dela por instinto, rindo da minha própria falta de equilíbrio.

Bruno veio logo atrás, jogando o braço sobre nossos ombros como se fôssemos cúmplices de alguma travessura juvenil. E talvez fôssemos mesmo.

A música vinha alta da área externa. Gente, dançando. Copos erguidos. Conversas cruzadas. A festa continuava como se nossa ausência não tivesse importância nenhuma. E eu também senti que não precisava justificar nada.

Eu sabia que Ricardo estava ali. Senti antes mesmo de vê-lo. Aquela presença rígida, silenciosa, observando. Por um segundo, pensei em ir até ele. Explicar. Fazer alguma piada. Diminuir a distância que parecia crescer entre nós há meses. Mas o impulso morreu rápido. Porque, se ele realmente quisesse saber onde eu estava … teria vindo atrás.

Em vez disso, peguei outro copo. Depois outro. A música parecia melhor do que qualquer conversa pendente. Dancei com a Lívia, girando sem pensar em quem olhava. Bruno entrou na brincadeira, rindo, exagerado, completamente despreocupado.

Eu não estava tentando provocar Ricardo. Essa talvez fosse a parte mais honesta — eu simplesmente não estava pensando nele. Era como se, naquele espaço entre uma risada e outra, o casamento tivesse deixado de ocupar o centro da minha vida.

Só percebi Ricardo se aproximando quando senti sua mão segurando meu braço. Firme. Controlada.

— Vamos para o quarto.

A voz dele parecia distante, atravessando uma névoa. Tentei responder alguma coisa — acho que ri, ou reclamei que ele estava sério demais — mas as palavras não me obedeciam. O mundo balançava.

Deixei que ele me conduzisse. Não por submissão. Por cansaço.

O quarto estava silencioso demais depois da música. A luz forte incomodou meus olhos. O cheiro de álcool parecia grudado na minha própria pele.

Ricardo não discutiu. Não perguntou nada. Só abriu o chuveiro, me despiu e começou a me ajudar mecanicamente, como se estivesse cumprindo uma tarefa.

Achei estranho. Frio. Distante. A água gelada me fez estremecer, mas também não foi suficiente para organizar meus pensamentos. Eu só queria me deitar. Dormir. Parar de sentir tudo ao mesmo tempo.

Em algum momento percebi o olhar dele demorando mais do que o normal. Não entendi o porquê. Nem tive energia para perguntar. Minha cabeça pesava demais.

Quando dei por mim, já estava vestida novamente, sendo guiada até a cama. O colchão me engoliu instantaneamente. Antes de apagar, ainda pensei — vagamente — que talvez devêssemos conversar no dia seguinte. Sobre nós. Sobre o quanto tudo parecia errado. Mas o sono veio rápido demais. E eu não vi quando Ricardo saiu do quarto.

O que veio depois … já é história conhecida.

As perguntas começaram na manhã seguinte.

Depois vieram as acusações trocadas, o rompimento, a saída dele de casa …

E, por um tempo, achei que aquele fosse realmente o fim. Mas a vida tem um senso de ironia cruel. Porque não foi arrependimento, nem amor, nem saudade que nos colocou frente a frente novamente.

Foi minha sogra.

Não por escolha dela … nem por vontade nossa. Uma circunstância infeliz acabou nos obrigando a conviver outra vez.

E foi ali — quando já não parecia existir mais casamento para salvar — que a verdade começou, finalmente, a ser enxergada sem filtros.

Continua …

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Comentários

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Aleluia, saiu a continuação! 🙌🏻🙌🏻🙌🏻🙌🏻🙌🏻🙌🏻 Kkkkkkk

Sinceramente, não sei quem está mais errado no início da história dos dois. Embora a maioria ignore os erros do Ricardo e partes da história para culpar sempre a Mariana, devo dizer que Mariana errou, e não foi pouco; foi muito, na minha opinião.

Mas, sinceramente, Ricardo mereceu cada chifre que levou. Que marido fdp ele foi! Prometeu mudar, mas não cumpriu. Ele ficou pior e, além disso, traiu a esposa no início do casamento. Nunca faria o que Mariana fez, mas que ele mereceu, ele mereceu.

Posso estar totalmente enganada, mas acho que eles se acertaram e que Ricardo gostou do mundo que Mariana apresentou a ele. Acredito que estão juntos, e a volta dela com Bruno pode ter um motivo útil e combinado entre o casal. Pelo menos, eu torço para isso, já que acho que depois da conversa honesta que tiveram, as coisas mudaram e eles realmente se tornaram um casal de verdade. Mas é mais uma torcida, do que uma teoria. Kkkk

Estou curiosa para saber o que rolou nesses anos até chegar ao presente. Afinal, o maior crime da história é um assassinato, não as traições do casal, mas sei que provavelmente isso ainda vai demorar um pouco para ser exclarecido.

Muito bom, como sempre, Lukinha!

Parabéns!

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Agora entramos na reta final. Os esclarecimentos virão em doses cada vez menos homeopáticas...

Já passamos da metade. Diria que estamos próximos dos três terços do total.

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Tomara que seu trabalho fique bem suave nos proximos dias. 🙏🏻

Kkkkkkkkkkk

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Ricardo não negligênciou o casamento, ele negligenciou a Mariana, deixou de cuidar, zelar, querer a Mariana, principalmente deixou de amar, e infelizmente a Mariana sentiu o pior do sentimentos que é a rejeição!

Consequências das atitudes do Ricardo, tudo tem um preço.

Ela se tornou vazia, e tentou preencher o que Ricardo deixou de ser, com o sexo, mas não preencheu, só piorou, e ela se tornou uma mulher que nem ela queria ser.

É um excelente conto.

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Se isso tudo que você disse for verdade (é claro que pode ser) o casamento já era a muito tempo. Eu acho que entre eles faltou tudo, menos amor. Acho que eles se amam apesar do erros. Acho que esse amor ainda existe, principalmente da parte da Mariana, mas posso estar totalmente errada, eu sou uma pessoa romântica e otimista. Kkkkkkk

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O amar é mais que um sentimento, é uma flor que vc rega todos os dias, com atitudes, não somente com palavras.

Mostrar que vc ama.

E no relato da Mariana , ela queria que ele se preocupasse com ela, que ele demonstrasse, mas nem isso ele estava fazendo.

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Concordo com você em cada palavra, mas as vezes a gente só percebe que ama após perder a pessoa, o amor não é uma ciência exata, ele é confuso as vezes. Não estou dizendo que é o caso dos dois, talvez um deles seja mais fdp do que a gente ache. Ricardo as vezes me parece meio sombrio, e ainda não sabemos tudo dele, mas ainda estou torcendo pelo dois, pelo menos até o momento. Rsrs

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Tô com vc, mesma torcida!

👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

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como eu vejo um conto desse.

sei que não irá faltar ceiticas, mas vamos lá prestigiar o Lukinha pois o conto.é sensacional e merece as 3 estrelas.

A unica coisa que nao consigo entender é a falta de diálogo, o Ricardo estava errando sim mas porque ela nao exigiu e teve uma conversa séria e firme com ele. Entendo que se uma das partes está mal precisa conversar para ver se melhora, mas ela preferiu outra coisa e se tornou yma pessoa manipuladora, mentirosa, dissimulada, infiel e desonesta.

Ou seja se tornou uma pessoa pior, tanto que ela mesma não está feliz com essa transformação

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"tanto que ela mesma não está feliz com essa transformação."

Isso aqui é muito gratificante de se ler. É um subtexto feito intencionalmente e que alguém reparou. Teofeu joinha. 👍

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Nada justifica traição. Ela poderia ter conversado com ele, colocado suas frustrações e insatifacões mas preferiu o caminho da vingança.

Colocar Mariana como vítima indefesa das circunstâncias e demonizar Ricardo por ser um marido ausente, não acho bacana.

Ela fizer que o ama... quem ama trai? Se vinga com revanchismo barato? Mata o outro, não que ela tenha feito, mas pelo caminhar desse episódio vai nessa lógica.

Se o casamento não estava bom, se os dois não tinham compatibilidade, senta e conversa, caso não melhore, separa.

Culpar o Ricardo pela falta de atitude dela em conversar com ele acerca da traição torpe dele nào acho justo.

Não acho que o que ela sente por ele é amor, mas uma conveniência por um vínculo seguro, sem afeto nenhum, mas socialmente seguro.

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na outra narrativa parecia que ela não queria o fim de casamento. Que ela queria insistir e queria pq no fundo o amava. Nessa aqui, não senti isso. Senti um "tanto faz..." um infortúnio do acaso fez ela ficar, o que não me parece ser a verdade. Ela poderia simplesmente não ficar e deu.

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Foi exatamente isso que tentei escrever no meu comentário!!!

Não parece a mesma mulher e a mesma situação!!!

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Ela detalha que o Bruno e a Lívia sempre estavam próximos, sempre estavam quando ela precisava propondo a ela exatamente o que ela precisava.

O Bruno trabalha junto com o Ricardo, inclusive cabe a ele a administração da empresa, logo ele sabe onde cada um dá empresa está e o que está fazendo.

Então eu entendo que ele teria todo o cronograma do Ricardo e poderia se aproximar da Helena usando essa informação ao seu favor.

Aí eu tenho uma dúvida, mesmo ela se relacionando com o Bruno ela nunca considerou perguntar a ele se era realmente trabalho o que o Ricardo estava fazendo ?

E ela nunca duvidou do pq um sempre estava presente, enquanto o marido sempre estava trabalhando ?

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Essa parte eu acho que resume bem...

"E, por um tempo, achei que aquele fosse realmente o fim. Mas a vida tem um senso de ironia cruel. Porque não foi arrependimento, nem amor, nem saudade que nos colocou frente a frente novamente."

Não foi ARREPENDIMENTO, NEM SAUDADE, NEM AMOR...

Nem há muito mais p falar!!!

Ela já tinha dado o casamento como acabado. Já não se importava mais com o marido...ja estava feliz nessa nova vida em que o marido não era tinha nenhum papel...o papo de querer que ele participasse TB nunca existiu...essa nova vida é simplesmente um refúgio da vida "real", em que o vilão era o marido, pq querer que ele participe?? Ele mal da conta da "vida real"????

Sinceramente achei um pouco contraditório...pq é ela que propõe levar ele p essa vida... é ela que insiste em manter o casamento e etc...

Sinceramente fiquei confuso...e a pergunta feita anteriormente é a principal e faz todo o sentido...e se ele não topasse entrar nessa com ela???? Por esse capítulo a pergunta é clara...mas os anteriores não...

Enfim...aguarda o próximo..

Muito bom Lukinha!!!

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* Por esse capítulo a pergunta é clara.

Por esse capítulo a RESPOSTA É CLARA...

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Pra mim a Mari é muita areia para o caminhaozinho do Ricardo.

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Ela, ela, ela... E ele? As atitudes dele não te deixam nem um pouco cabreiro? Um marido que quase não aparece mais em casa?

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Então...

Ela fui ajudar a sogra pq quis né ? Não lembro do Ricardo ter convidado ela.

Essa ajuda dela, foi pra se sentir melhor com ela mesmo ? Foi pra ter um jeito de se reaproximar do Ricardo ? O que motivou essa ajuda dela ?

Pq até onde pude entender, ela passou meses traindo o marido com o melhor amigo e já até tinha desistido da vida de casal.

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Já foi falado, pelo próprio Ricardo, o tipo de relação que a Mariana tem com a sogra. Não esqueça que Mariana é órfã, criada pela avó, que também já faleceu, e tratada como filha pela mãe do Ricardo. Não acho que exista confusão com a gratidão dela e a situação do casal. Não há nada a teorizar nessa parte.

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Ok, então no caso eu posso considerar que ela foi pra lá na intenção de ajudar a sogra e que isso não teve qualquer tipo de relação com o Ricardo ? Foi somente na vivência deles nessa situação que acabaram se reaproximando.

Até pq eram ainda marido e mulher no papel.

Só pra eu me situar e tentar reler o conto por uma ordem cronológica, já tem material pra fazer essa leitura.

O próximo capítulo ainda vai revisitar essa parte até a descoberta da traição ou já tratará de um outro momento deles ?

Pq se tiver mais um capítulo para revisitar essa parte eu espero.

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Exatamente. Respondi para deixar claro a situação. O carinho dela pela sogra é real.

Mas ela não é uma mulher ingênua e percebeu a chance criada com a situação. É apenas aproveitar a chance criada e tentar uma última vez. Será que vai dar certo?

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Ok.

Podemos interpretar que a Mari tinha uma vontade genuína de fazer o casamento dar certo. Mas queria mudanças na rotina do casal.

A Mari está mais facil de entender aos poucos.

O Ricardo pra mim ainda é a grande interrogação.

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Muito bom alguns esclarecimentos mas ainda bastante duvidas

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Faltou ela explicar a primeira noite no sítio, onde o Ricardo voltou, e pegou os 3 dormindo na cama, se tinha rolado sexo entre eles.

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