A Nerd Mais Puta da Internet. Capítulo 7: Level Up

Um conto erótico de Dr.Jakyll6
Categoria: Heterossexual
Contém 5088 palavras
Data: 27/02/2026 16:57:38

O convite de Rick Falcão para a collab ainda ecoava na minha cabeça como um sino que não parava de tocar, vibrante, insistente, quase obsessivo.

Eu não conseguia pensar em outra coisa. Naquela noite, na festa, quando ele me puxou para o canto da sacada com a desculpa de me mostrar a vista e acabou me mostrando um vídeo no celular – a imagem daquela mulher morena, a Carol, ajoelhada na frente dele, chupando o pau enorme com uma devoção que chegava a ser religiosa – meu corpo inteiro tinha respondido antes mesmo que minha mente processasse o que estava acontecendo. Minha buceta ficou molhada na hora, minhas mãos tremeram, minha respiração acelerou a ponto de eu quase desmaiar.

E agora ele queria fazer uma collab comigo.

Comigo.

A Lena que há alguns meses atrás tinha medo de mostrar o ombro numa live de jogo. A Lena que usava moletom gigante para esconder os peitos e a bunda. A Lena que morria de vergonha de qualquer olhar mais demorado. Mas também a Lena que tinha descoberto um mundo novo com Marcelo, que tinha aprendido a amar pau grande, que tinha se apaixonado pelo tesão proibido.

Marcelo era meu amante, meu cúmplice, meu parceiro de putaria. A gente se via sempre que dava, sempre escondido, sempre com aquele gostinho de pecado que tornava tudo mais intenso. Eu gostava dele, gostava de verdade. Do seu jeito, do seu pau, da forma como ele me olhava. Mas no fundo, uma parte de mim já sabia que aquilo não era para sempre. Que eu estava me descobrindo como uma puta de pau grande, e que isso me levaria para lugares que Marcelo não poderia me acompanhar.

E agora esse lugar tinha nome: Rick Falcão.

— Você precisa se preparar — Pedro disse uma noite, me vendo vidrada no celular, olhando o perfil do Rick pela milésima vez, estudando cada foto, cada vídeo, cada comentário como se fosse um manual de instruções. — Se vai fazer uma collab com ele, não pode chegar lá fazendo amadorismo. O cara é profissional, Lena. Tem milhões de seguidores. Trabalha com as melhores. Se você quer estar à altura, precisa se profissionalizar também.

Levantei os olhos da tela e encarei ele. Pedro estava sentado na ponta da cama, com aquele olhar de quem já tinha aceitado o papel de conselheiro, de mentor, de amigo. Não havia mais ciúmes ali, nem possessividade. Apenas uma espécie de orgulho misturado com nostalgia.

— Como assim? — perguntei, realmente interessada, sentando ao lado dele.

Ele suspirou fundo, como quem organiza os pensamentos antes de falar. — Horários fixos. Conteúdo planejado. Identidade visual. Tudo isso importa. Você não é mais a menina que faz live de jogo por diversão, Lena. Agora você é uma criadora de conteúdo adulto que vai trabalhar com um dos maiores nomes do país.

— E como eu faço isso? — minha voz saiu mais ansiosa do que eu pretendia.

— Primeiro: você precisa de um nome. Um nome forte, que as pessoas lembrem. Algo que grude na cabeça e entregue exatamente o que você vende. Lena_Joga não serve mais.

— Não serve?

— Serve, mas dá pra melhorar. Precisa ser algo mais erótico, mais provocante. Que mostre quem você é agora, não quem você era quando começou.

Passei a noite em claro, pensando. No dia seguinte, tomei a decisão.

— Vou mudar meu perfil — anunciei para ele, ainda de pijama, com o cabelo bagunçado e olheiras fundas.

— Pra quê?

— Lena_Joga era a nerd que jogava. Agora eu sou outra coisa.

— O quê?

Pensei. Queria algo simples, direto, que entregasse a proposta sem rodeios, sem frescura. — Lena_Hot. Direto, simples, erótico. Quem ver já sabe o que esperar.

Ele sorriu, aprovando com um brilho nos olhos. — Perfeito. Curtinho, fácil de lembrar. E entrega exatamente o que você vende. Vai funcionar.

Mudei o nome naquela tarde. Atualizei a bio, a foto de perfil, tudo. Coloquei uma imagem minha de lingerie preta, provocante, os seios quase aparecendo, o olhar de quem promete mundos e fundos. Meu coração batia acelerado enquanto confirmava as alterações, como se estivesse assinando um contrato comigo mesma.

Na bio, escrevi: *"A nerd mais safada da internet. Cara de santinha, mas adoro um pau grande."*

Os seguidores notaram na hora. Mensagens começaram a pipocar.

*Lena_Hot, agora sim!*

*Esse nome combina mais com você.*

*Tá profissional, hein?*

*Adorei a bio! Cara de santinha é você?*

*Nerd gostosa é meu fraco*

Li cada comentário com um misto de ansiedade e excitação, sentindo meu estômago revirar. Eles estavam percebendo. E estavam gostando. Isso significava que eu estava no caminho certo.

Na semana seguinte, mergulhei de cabeça na preparação. Comecei a assinar os perfis das maiores influenciadoras do Brasil. Via o que elas postavam, como postavam, em que horários. Estudava cada detalhe como se fosse uma universidade da putaria, anotando tudo num caderno que Pedro tinha me dado.

— Você tá virando expert — ele comentou, me vendo anotar coisas freneticamente.

— Preciso entender o mercado. O que funciona, o que não funciona. O que elas fazem que eu não faço.

— E o que descobriu?

— Que tem padrão. Todas postam em horários específicos. Todas têm uma identidade visual forte. Todas interagem com os seguidores de um jeito que parece pessoal, mas é calculado. Nada é por acaso.

— Profissionalismo.

— Exatamente.

Conversei com algumas criadoras. Mandei mensagens, elogiei o trabalho, pedi dicas. A maioria foi receptiva, trocava algumas palavras, mas uma delas me respondeu com um calor que me surpreendeu.

A Carol. A mesma do vídeo do Rick.

*Li seu direct. Admiro sua coragem de virar a chave assim. Quer umas dicas?* — ela escreveu.

Respondi na hora. *Claro! Toda ajuda é bem-vinda. Tô meio perdida ainda.*

*Primeiro: não tenha vergonha de ser quem você é. Os seguidores sentem quando você tá fingindo, quando tá posando de algo que não é. E eles odeiam isso. Preferem uma puta verdadeira a uma santa fingida.*

*E segundo?*

*Segundo: explore seu corpo. Descubra o que eles mais gostam e mostre sem medo. Se é a bunda, mostra a bunda. Se são os peitos, mostra os peitos. Se é a cara de puta, mostra a cara de puta.*

*E terceiro?*

*Terceiro: divirta-se. Se você não sente tesão, eles também não vão sentir. Tesão é contagioso, Lena. Se você gozar de verdade, eles vão gozar junto.*

Suas palavras ficaram gravadas na minha mente como um mantra. Divirta-se. Sinta tesão. Seja verdadeira.

Foi numa tarde chuvosa que recebi a mensagem que aceleraria ainda mais meu coração.

Rick Falcão.

*E aí, Lena_Hot? Gostei do novo nome. Tá profissional.*

Meu coração disparou. Meus dedos tremeram sobre o teclado enquanto eu tentava pensar em algo inteligente para responder.

*Obrigada. Tô tentando me preparar pra nossa collab. Estudando, vendo vídeos, aprendendo.*

A resposta veio rápido. *Tentando? Pelo que vi, já conseguiu. Seus números tão subindo. Tô de olho.*

*Sério?*

*Sério. Acompanho seu crescimento. Você tem potencial, Lena. Muito potencial.*

*Ainda tenho muito o que aprender. Tô no começo ainda.*

*Quer umas dicas de verdade? Coisas que ninguém te conta?*

*Claro! Toda ajuda é bem-vinda. Tô aqui de coração aberto.*

*Vamos marcar um café. Virtual. Te explico umas coisas. Hoje à noite?*

*Topo. Pode ser.*

Marcamos para as 21h. Uma videochamada. Eu, no meu quarto, ele, no estúdio dele.

Passei a tarde inteira nervosa, trocando de roupa umas dez vezes, testando a iluminação, arrumando o cabelo. Pedro ria de mim.

— Tá parecendo uma adolescente no primeiro encontro.

— Cala a boca. É o Rick Falcão.

— Eu sei. E você vai arrasar.

Quando a chamada conectou, meu coração disparou de um jeito que eu não sentia há muito tempo. Ele estava lá, de camiseta preta justa, os braços musculosos à mostra, aquele sorriso confiante nos lábios que parecia dizer que ele sabia exatamente o efeito que causava. O estúdio atrás dele era enorme, cheio de equipamentos profissionais.

— Lena! — ele disse, como se fôssemos velhos amigos. — Tá linda, como sempre. Esse cabelo solto combina com você.

— Obrigada. — Senti o rosto queimar, as palavras fugirem. — Desculpa o nervosismo.

— Relaxa. Respira. É só uma conversa.

Respirei fundo. Tentei me acalmar.

— Vamos lá. Dicas práticas. Primeiro: seu conteúdo é bom, mas falta identidade.

— Identidade?

— É. O que te diferencia das outras? Por que alguém pagaria pra ver você e não outra? Tem que ter algo que seja só seu. Uma marca.

Pensei. Realmente pensei. — Acho que é o fato de eu ser nerd. Sempre fui, desde pequena. Jogava videogame, ia em evento de anime, usava óculos. E agora sou essa nerd que se descobriu gostosa.

Ele sorriu. — Isso é bom. Muito bom. A nerd que virou puta. A santinha que adora pau grande. Isso vende, Lena. Isso cria fantasia.

— Então minha marca é essa? A nerd gostosa?

— Exatamente. Explora isso. Mostra a menina dos óculos que escondia o bundão e os peitões, e que agora se soltou. Eles vão amar.

— E como eu mostro isso?

— Faz uns vídeos de transição. Primeiro de moletom, tímida, depois se soltando, mostrando o corpo. Cria uma narrativa. E na bio, deixa claro: nerd, mas adora pau grande.

— Já coloquei isso, na verdade.

— Boa. Tô vendo que você aprende rápido.

— E segundo?

— Segundo: iluminação. Sua luz é muito dura. Deixa sua pele com aparência artificial, meio plastificada.

— Como melhoro?

— Luz indireta. Difusa. Vou te mandar um link de uns equipamentos baratos que fazem milagre. Use luz natural sempre que possível, de manhã cedo ou no fim da tarde. Evita aquela luz direta que estoura a pele.

— Obrigada. Vou comprar.

— Terceiro: ângulos. Você sempre filma de frente. Isso cansa, fica monótono. Varia. De lado, de cima, de baixo. Cria dinamismo. Faz a câmera passear pelo corpo, como se fosse um amante te descobrindo pela primeira vez.

Ele foi me dando dicas por quase uma hora. Coisas que eu nunca tinha pensado. Coisas que faziam todo o sentido do mundo. Anotei tudo num caderno que estava ao lado, quase sem conseguir acompanhar.

— Você é bom nisso — eu disse, admirada, com um misto de gratidão e desejo.

— Já passei pelo que você tá passando. Sei como é. Todo começo é difícil, todo mundo tem inseguranças. Até as maiores.

— E por que tá me ajudando? Quer dizer, a gente mal se conhece.

Ele sorriu. Um sorriso lento, provocante, que me fez arrepiar. — Porque você me interessa, Lena. Muito.

— Interessa?

— Muito. Mas isso é papo pra outra hora. Agora, foca nas dicas. Depois a gente conversa sobre outras coisas. Quando a collab chegar, quero você no seu melhor.

Desliguei a chamada com a cabeça girando, o coração acelerado, a buceta molhada. Sentei na cama, ofegante, tentando processar o que tinha acontecido.

— E aí? — Pedro perguntou, entrando no quarto.

— Ele me deu um monte de dicas. Foi incrível.

— E mais alguma coisa?

— O quê?

— Ele deu em cima de você?

Pensei. — Não. Só disse que eu interesso ele.

— E você?

— Não sei. Tô confusa. Tem o Marcelo, tem ele... e tem você.

Ele sentou ao meu lado. — Não precisa saber agora. Só vai com calma. Deixa as coisas acontecerem.

Nos dias seguintes, Rick mandava mensagens de vez em quando. Sempre algo curto, mas que mexia comigo de um jeito que eu não conseguia explicar.

*E aí, já testou a iluminação nova?*

*Sim! Melhorou muito. Obrigada pela dica, sério.*

*Quero ver. Manda uma foto.*

Mandei uma foto minha de lingerie, com a iluminação nova que ele recomendou. Dessa vez, uma lingerie vermelha, provocante.

*Perfeita. Mas essa lingerie... já pensou em usar uma preta? Combina mais com você. Dá um ar mais sofisticado, mais dominadora.*

*Vou comprar. Aliás, já comprei. Chega amanhã.*

*Boa menina. Tô vendo que você aprende rápido.*

No dia seguinte, outra mensagem.

*E os ângulos? Testou?*

*Testei. O pessoal adorou. Teve um comentário falando que parecia que eu tava ali com eles, no quarto.*

*Claro que adoraram. Você é um tesão, Lena.*

Senti o rosto queimar, um calor subir pelo corpo.

*Obrigada.*

*De nada. Mas não é elogio. É fato. Vai ter que se acostumar.*

Enquanto isso, minha relação com Marcelo continuava intensa. A gente se via sempre que dava, sempre escondido, sempre com aquele gostinho de pecado. Eu gostava dele, gostava de verdade. Do seu jeito, do seu pau, da forma como ele me olhava. Mas uma culpa constante me acompanhava: a Fernanda, minha irmã.

— Você tá pensando nela de novo — Marcelo disse uma noite, enquanto estávamos deitados na cama, ainda ofegantes.

— Não posso evitar. Ela é minha irmã.

— Eu sei.

— E eu tô aqui, com você, escondido.

— Você quer parar?

Pensei. Olhei para ele. Para aquele homem que me fazia tão bem, que me apresentou a paus maiores, a prazeres mais intensos.

— Não. Não quero.

— Então para de pensar. O que a gente tem é nosso. Ela não precisa saber.

— Mas se descobrir...

— Não vai. A gente toma cuidado.

Beijei ele. Um beijo demorado, cheio de culpa e tesão misturados.

— Tá bom.

Com as dicas de Rick na cabeça, estruturei minha rotina com a ajuda de Pedro.

— De tarde, o pessoal tá no trabalho, entediado — ele explicava, paciente. — É quando eles mais consomem conteúdo leve. Fotos, vídeos curtos, coisas que dão pra ver escondido no escritório.

— Entendi. E de noite?

— De noite é a hora do tesão. O pessoal tá em casa, sozinho, pronto para se masturbar. É quando você posta o conteúdo pesado. O que realmente importa.

Comecei a postar às 15h e às 21h. Pontualmente. Como um relógio suíço.

Os comentários enlouqueciam.

*LENA HORÁRIO CERTINHO*

*Já sei quando vir te ver*

*Melhor horário*

*Tô sempre aqui 21h esperando você*

— Eles tão percebendo — eu disse, rindo, mostrando os comentários para Pedro.

— Claro. E tão amando. Previsibilidade também é tesão. Cria expectativa, cria ansiedade, cria desejo. Eles ficam o dia todo esperando aquele momento.

Mesmo com toda a preparação para a collab, eu ainda mantinha encontros regulares com Marcelo. Ele tinha se tornado meu amante fixo, alguém com quem eu podia contar para transar de verdade, para gozar de verdade, para me sentir desejada.

— Vem cá — Marcelo disse, me puxando pelo braço para dentro do quarto com aquela segurança de quem sabe exatamente o que quer.

Entrei meio sem jeito, os olhos baixos, os dedos brincando nervosamente com a barra da camiseta larga que eu vestia. Era a mesma de sempre, cinza, velha, comprida até o meio das coxas, daquelas que escondiam tudo o que eu tinha. Por baixo, lingerie preta simples, nada muito ousado, nada que chamasse atenção. Os óculos redondos escorregaram no meu nariz e eu os ajustei com a ponta dos dedos, num gesto tão automático quanto revelador da minha timidez.

— O que foi? — ele perguntou, me olhando com aquele brilho nos olhos que eu já conhecia bem, uma mistura de desejo e provocação.

— Nada. É que... hoje eu tô diferente.

— Diferente como?

Mordi o lábio, sem jeito, sentindo o calor subir pelo rosto. — O Rick me deu umas ideias ontem. Sobre como gravar, sobre ângulos, sobre... sei lá, sobre criar uma história.

— Que história?

— A minha história. A da nerd que se descobre. A menina que passou a vida inteira escondendo o corpo, escondendo o que sentia, e que de repente... não sei.

Ele se aproximou, a mão encontrando meu queixo e levantando meu rosto para que eu o olhasse. — E você quer fazer isso agora?

— Quero. Mas tô com vergonha. Muita vergonha.

— Vergonha de quê? De mim?

— De você, de mim, da câmera, de tudo. De estar aqui, querendo isso, querendo você.

Ele passou a mão no meu rosto com uma leveza que parecia de pena, mas o olhar era de fogo. — Relaxa. Vai ser só a gente. Como sempre foi. A diferença é que agora a gente vai mostrar pro mundo.

— Mas e se eu não conseguir? E se eu travar?

— Você não vai travar. Eu tô aqui. Eu vou te guiar.

Olhei para ele. Para aquele homem que me apresentou a paus maiores, a prazeres mais intensos, a uma versão de mim que eu nem sabia que existia. Meu coração acelerou, minha buceta respondeu com uma umidade imediata.

— Tá bom.

Ele se afastou, foi até o tripé, ajustou a câmera com movimentos precisos, profissionais. Depois mexeu nas luzes, testou ângulos, deixou o ambiente mais suave, mais intimista, com sombras que dançavam nas paredes.

— Pronto — ele disse, voltando para perto de mim. — Agora vem cá.

Fui. Sentei na beira da cama, as pernas juntas, as mãos no colo, a postura de quem nunca fez nada na vida. E no fundo, era verdade. Aquela Lena ali, naquele momento, era a Lena de antes. A que tinha medo. A que escondia o corpo. A que morria de vergonha de ser desejada.

— Oi — eu disse, a voz saindo baixinha, quase um sussurro, como se tivesse medo de que alguém me ouvisse.

Ele não respondeu. Só ficou me olhando, um sorriso nos lábios, os olhos percorrendo meu corpo mesmo coberto por aquele moletom enorme.

— O que foi? — perguntei, sentindo o rosto queimar.

— Nada. Você é tão linda assim.

— Não sou. Nunca fui.

— É sim. Mas não sabe. E é isso que me dá mais tesão.

Desviei o olhar, corada, as mãos brincando com a barra da camiseta, enrolando e desenrolando o tecido num movimento nervoso e repetitivo.

— Posso sentar do seu lado?

Balancei a cabeça, afirmando, sem conseguir falar.

Ele sentou. Tão perto que eu sentia o calor do corpo dele irradiando, o cheiro do perfume misturado com o cheiro natural da pele dele, a presença maciça ao meu lado.

— Tá nervosa?

— Tô. Muito.

— Por quê?

— Porque... porque eu não sei o que fazer. Não sei como agir. Não sei o que você espera de mim.

— Não precisa saber. Só deixa acontecer. Deixa o corpo responder.

Ele passou a mão no meu braço. Devagar. Tão devagar que parecia uma carícia de pluma. Subiu até meu ombro. Desceu pelas costas. Eu tremia como uma folha.

— Isso... — murmurei, a voz falhando.

— Gosta?

— Gosto. É tão... diferente.

— Diferente como?

— Não sei. É como se... como se eu nunca tivesse sido tocada de verdade. Como se todas as vezes antes não tivessem sido reais.

— Mas você já foi. Muitas vezes.

— Não assim. Não com esse jeito. Não com essa calma.

A mão dele encontrou a barra da minha camiseta. Começou a levantar, devagar, milímetro por milímetro.

— Posso?

— Pode.

Ele puxou a camiseta para cima. Minha barriga apareceu primeiro, lisa, branca. Depois o sutiã preto simples, comum, sem nada de especial. Depois os seios quase saindo, o volume que eu passava a vida escondendo.

— Nossa — ele disse, a voz cheia de admiração. — Olha só você.

— Tá vendo?

— Tô. E tô adorando. Como pôde esconder isso a vida inteira?

— Vergonha. Medo. Não sei.

— Pois não devia. Isso aqui é uma obra de arte.

Ele passou a mão na minha barriga, sentindo a pele, o calor. Subiu até os seios por cima do sutiã, apertou de leve, sentiu o peso.

— Isso... — eu gemia baixinho, os olhos fechados.

— Gosta quando eu toco você assim?

— Amo. Parece que... parece que meu corpo finalmente acordou.

Ele puxou a alça do sutiã. Devagar. Meu peito ficou à mostra, o bico já duro, latejando.

— Perfeito — ele disse, os olhos brilhando. — Absolutamente perfeito.

Abaixou a cabeça e chupou. A língua quente, macia, desenhando círculos no bico. Eu gemi mais alto, as mãos encontrando o cabelo dele, puxando, apertando.

— Isso... assim...

— Tá bom?

— Tá... muito... não para.

Ele alternou para o outro peito, dando a mesma atenção, o mesmo cuidado. Eu gemia, me contorcia, puxava o cabelo dele, completamente entregue.

— Marcelo...

— Hm?

— Eu quero ver.

— Ver o quê?

— Você. Todo. Quero ver o que me espera.

Ele se levantou. Tirou a camisa devagar, mostrando o peito, os músculos. Depois a calça. Depois a cueca.

O pau apareceu.

Grande. Grosso. Latejando. As veias saltadas, a cabeça roxa e brilhante.

Meus olhos se arregalaram. A boca se abriu. Senti minha buceta contrair de vontade.

— Nossa... — a voz saiu num fio, quase sem ar. — É... é enorme. Muito maior do que eu lembrava.

— Gostou?

— Eu... eu nunca vi um assim. É tão... tão grande. Tão perfeito.

— Vai querer sentir?

— Tenho medo. Medo de não dar conta.

— Medo de quê?

— De não caber. De doer demais. De não aguentar.

Ele se ajoelhou na minha frente. Passou a mão na minha coxa, subindo devagar, provocando.

— Vai caber. Vai doer um pouquinho no começo, isso é verdade. Mas depois... depois você vai adorar. Depois você não vai querer mais parar.

— Como sabe?

— Porque você foi feita pra isso. Seu corpo foi feito para pau grande. Você só não sabia ainda.

Ele abriu minhas pernas. A calcinha ainda no lugar, mas já marcada pela umidade.

— Posso?

— Pode.

Ele puxou a calcinha devagar, beijando a pele que ia aparecendo. Primeiro o quadril, depois a coxa, depois a entrada. Minha buceta ficou exposta, molhada, escorrendo.

— Tá tão molhada — ele disse, passando o dedo, sentindo a umidade. — Só de pensar já ficou assim?

— É você. É esse pau. É tudo isso junto.

Ele lambeu.

Gritei. A língua dele era quente, macia, precisa. Desenhava círculos no meu clitóris, descia, lambia minha entrada, subia de novo. Um ritmo perfeito, como se me conhecesse há anos.

— Isso... assim... não para...

— Quero ouvir você. Quero ouvir cada gemido.

— Aaahh... Hmmm...

Ele lambeu mais. Meus dedos apertavam o cabelo dele, puxavam, pediam mais.

— Marcelo...

— Hm?

— Eu quero. Quero sentir ele. Agora.

— O pau?

— É. Quero ele dentro de mim.

Ele subiu. Se posicionou. A cabeça roçou na minha entrada, provocando, me deixando mais louca.

— Com jeito — eu pedi. — Devagar. Me ajuda.

— Vou com jeito. Confia em mim.

Ele entrou.

A cabeça entrou. Gemi alto.

Doía. Doía um pouco. Era uma pressão, um estiramento, uma invasão. Mas misturado com um prazer imenso, profundo.

— Isso... ai...

— Tá doendo?

— Um pouco. Mas é bom. É muito bom.

— Mais?

— Mais. Quero tudo.

Ele foi entrando. Devagar. Centímetro por centímetro.

— Caralho — murmurei, as lágrimas escorrendo de prazer. — Tão grande.

— Tá cabendo?

— Tá. Tá cabendo. Continua.

Até sentir ele inteiro.

Ficamos ali, parados, por um longo momento. Eu sentia cada pulsação dele dentro de mim, cada batida, cada movimento.

— Isso... assim...

— Mexe? — ele perguntou.

— Mexe. Devagar. Quero sentir você.

Ele começou a meter. Lento, profundo, cada estocada uma descoberta.

— Isso... isso...

— Gosta?

— Amo. Amo esse pau. Amo você dentro de mim.

— Mais rápido?

— Mais. Bem mais.

Ele acelerou.

— Isso... mais...

— Assim?

— Isso. Mais fundo. Quero sentir tudo.

Ele cravou fundo.

— Caralho, Marcelo. Assim. Exatamente assim.

— Tá gostando, nerdinha?

— Tô. Tô adorando. Nunca senti nada igual.

— Gosta de pau grande?

— Amo. Adoro. Vicia.

— Então pede.

— Pede o quê?

— Pede pra eu te comer. Pede como a putinha que você é.

— Me come, Marcelo. Me come com esse pauzão. Me fode como se eu fosse sua puta.

Ele metia com força, sem parar. Eu gemia, pedia mais.

— Isso... isso...

— Fala. Fala que você é minha.

— Sua. Toda sua.

— Fala que você adora.

— Amo. Amo esse pau.

— Então goza. Goza pra mim.

Gozei. Gritei. O corpo inteiro tremendo, as unhas cravando nas costas dele.

Ele não parou. Continuou metendo.

— De novo — ele mandou.

— O quê?

— Goza de novo.

Gozei de novo.

E de novo.

— Caralho — eu disse, ofegante, sem fôlego. — Tô ficando louca. Nunca gozei assim.

— É assim que eu gosto. É assim que você merece.

Ele me virou de lado. A câmera no tripé pegava tudo. Meu corpo, o pau dele, a entrega completa.

— Olha pra câmera — ele disse.

Olhei. Meu rosto de prazer, os olhos meio fechados, a boca entreaberta, o suor escorrendo.

— Fala pra eles, Lena. Fala o que você é.

— Sou nerd. A nerd que adora pau grande.

— Mais.

— Sou puta. A puta de Pauzudo.

— Mais.

— Amo esse pau. Não vivo sem. Vício. É meu vício.

Ele metia, e eu falava. Gozei de novo.

Depois, ele me colocou de quatro. A câmera no chão, aquela que o Rick tinha sugerido, pegava de baixo. Minha bunda enorme, o pau dele entrando e saindo, a visão mais erótica que eu já tinha visto.

— Caralho — ele disse. — Olha isso.

— Tá bom?

— Perfeito. Parece filme. Melhor que filme.

Ele metia, e a câmera pegava tudo. Cada entrada, cada saída, cada gota escorrendo.

— Isso... assim...

— Vou gozar de novo.

— Goza. Goza pra câmera.

Gozei.

— Pauzudo...

— Hm?

— Eu quero você de novo.

— Já?

— Já. Quero sentir você inteira de novo.

Ele me deitou de costas. Subiu em mim. Entrou devagar.

— Isso... assim...

— Olha pra mim.

Olhei.

— Você é minha.

— Sua.

— Toda minha.

— Toda sua.

— E vai ser sempre minha?

— Sempre. Pra sempre.

— Então goza. Goza olhando nos meus olhos.

Gozei.

Ele gozou junto.

Ficamos ali, abraçados, ofegantes, suados, satisfeitos.

— Foi bom? — ele perguntou, a voz cansada.

— Perfeito. Nunca fui tão puta na vida.

Ele riu.

— E vai querer mais?

— Sempre. Quero sempre. Quero toda noite.

— Então vem.

Ele me puxou.

E a noite continuou.

Outra coisa que aprendi foi a usar vibradores profissionalmente. Comprei uma coleção inteira depois de ver um vídeo da Carol fazendo a mesma coisa. Grandes, pequenos, de todos os tipos. Aprendi a usá-los na frente da câmera, a provocar, a gemer, a me entregar de verdade.

— Hoje vou fazer um vídeo só com vibrador — anunciei para Pedro.

— Vai bombar. O pessoal adora esse tipo de conteúdo. É íntimo, é pessoal.

Liguei a câmera. Deitei na cama, as pernas abertas, a luz indireta criando sombras no meu corpo. Mostrei o vibrador, passei na pele, nos lábios, na entrada da buceta, provocando, criando expectativa.

— Isso... assim...

Enfiei devagar. Senti cada centímetro entrando, vibrando, me preenchendo. Fechei os olhos e imaginei que era o Rick. Imaginei aquele pau enorme, aquela dominância, aquele olhar.

Gemi. Um gemido baixo, gutural, que saiu do fundo da garganta.

— Ahhn... que tesão... amo esse pauzão

O vibrador vibrava dentro de mim, me levando ao delírio. Eu me contorcia, pedia mais, gozava.

— Isso... vou gozar... soca nessa bucetinha... Aahh...

Gozei. Gritei. O corpo inteiro tremendo.

O vídeo bombou. Milhares de visualizações em poucas horas.

— Tá vendo? — Pedro disse. — Tá no caminho certo.

— Tô.

Numa noite, tive uma ideia mais ousada. A adrenalina do risco sempre me excitou, desde os desafios públicos que eu fazia.

— Quero gravar no carro.

— No carro? — Pedro perguntou, surpreso.

— É. Estacionado. Em algum lugar público. Com risco de alguém ver.

— Isso é perigoso, Lena. E se alguém aparecer? E se chamarem a polícia?

— Por isso é excitante. O perigo dá mais tesão.

Ele suspirou, mas sabia que não ia me convencer. Fomos para um estacionamento vazio, nos fundos de um shopping já fechado. Coloquei a câmera no banco de trás, ajustei o foco. Deitei no banco do motorista, as pernas abertas, a saia levantada.

— Boa noite, seus tarados — comecei, sussurrando para a câmera. — Hoje vai ser diferente.

Comecei a me tocar. Devagar, provocando, gemendo baixinho.

— Isso... assim... sou tão putinha... fazendo isso no carro... no estacionamento...

Um carro passou ao longe. Seus faróis iluminaram o estacionamento por um segundo. Meu coração disparou.

— Quase fui vista — murmurei, excitada, — mas não vou parar, quero gozar aqui, com alguém me vendo...

Continuei. Mais rápido, mais intenso.

— Vou gozar... essa putinha vai gozaaaaar... — avisei.

Um jato enorme saiu direto no para brisa do carro, gozei como nunca, esse perigo, esse local, cada vez sentia mais tesão.

Depois, olhei para a câmera, ofegante, suada.

— Gostaram?

O vídeo bombou. Comentários enlouquecidos.

*LENA É LOUCA*

*MELHOR CONTEÚDO*

*RAINHA DO RISCO*

*Essa mina não tem limite*

Com o tempo, algo mudou entre eu e Pedro.

Não foi de repente. Foi aos poucos, como água que vai esquentando sem a gente perceber, até que um dia a gente nota que já está fervendo.

Eu não sentia mais aquela paixão. Não sentia mais aquela vontade desesperada de transar com ele a qualquer hora. Quando a gente transava, era mais por hábito do que por desejo, mais por conforto do que por necessidade. Mas eu não conseguia imaginar minha vida sem ele.

— Pedro — eu disse uma noite, depois de mais uma gravação.

— Hm? — ele respondeu, ainda meio distraído.

— Você sabe que eu não te amo mais como antes, né?

Ele ficou em silêncio por um longo momento. Eu vi a dor passar pelos olhos dele, seguida de uma aceitação calma, quase serena.

— Sei.

— E isso não te incomoda?

— Incomoda. Claro que incomoda. Como não ia incomodar? — ele deu um sorriso triste. — Mas também... também me excita.

— Excita? Como assim?

— Ver você se tornar essa mulher. Essa nerd gostosa que virou puta profissional. Saber que eu ajudei. Que eu tô aqui, do seu lado, mesmo não sendo mais seu homem. Isso me dá um tesão diferente. Um tesão de ver minha obra, meu trabalho, minha cria.

— Você é meu amigo.

— Seu amigo. Seu corninho. Seu parceiro. Seu fã número um. Seu empresário não oficial.

— E isso te basta?

Ele me olhou nos olhos. Vi ali uma mistura de tristeza, orgulho e desejo. Uma combinação estranha, mas verdadeira.

— Enquanto você me quiser por perto, basta. Enquanto você precisar de mim, eu tô aqui. Não importa o papel.

Beijei ele. Um beijo diferente. De amizade. De gratidão. De carinho verdadeiro.

— Você vai estar sempre por perto.

— Promete?

— Prometo.

As semanas passaram. Meus números subiram. Meu dinheiro aumentou. Minha fama cresceu.

— Lena, você tem cem mil seguidores — Pedro disse, mostrando o celular com um sorriso de orgulho.

— Caralho. — Senti um frio na barriga.

— Cem mil pessoas te acompanham. Te desejam. Te amam.

Olhei para a tela. Para os comentários. Para as mensagens. Para aquela enxurrada de gente que me via como um objeto de desejo, como uma fantasia, como uma nerd que tinha se descoberto puta.

*Essa nerd é um tesão*

*Cara de santinha, mas olha essa bunda*

*Adoro como ela escondia isso tudo*

*Nerd gostosa é meu fraco*

— E tudo isso é real?

— É real. Você é real. E eles amam você.

— Eu amo eles também.

— Sei.

— E amo você.

— Sei também.

Rimos. Uma risada leve, solta, de quem já passou por tanta coisa junto. Uma cumplicidade que poucos entendem.

Naquela noite, deitei na cama e pensei.

Pensei na menina de moletom que tinha medo de mostrar o corpo. Na nerd que escondia os peitos grandes e o bundão atrás de blusas largas, que evitava olhares, que queria passar despercebida. Na certinha que só pensava em estudar, em agradar os outros, em seguir as regras.

Lembrei da faculdade, do estágio, dos planos de uma vida normal. Lembrei de como tudo mudou tão rápido, como um furacão.

Lembrei de Marcelo, meu amante proibido, meu pau grande favorito. Lembrei do gosto, do cheiro, da textura.

Lembrei de Rick, da promessa da collab, daquele pau enorme que eu ainda não tinha provado, mas que já me tirava o sono.

E agora?

Agora eu era Lena_Hot. Cem mil seguidores. Uma carreira promissora. Uma nerd gostosa que adorava pau grande.

E tudo estava apenas começando.

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