Pessoal, segue o resto do texto que não postei na parte 3 do Reencontrando Aquele Cara. Espero que gostem!
Naquela noite saímos para comer e voltamos rápido. Senti um desconforto por conta das cintadas, as cotas latejavam no lical onde o cinto bateu. Dentro do carro ele tirou o pau pra fora e me fez chupar até gozar. Aquela rola cabeçuda e babada, com cheiro forte e pentelhuda. Me fez cheirar ela por um tempo. Estava com cheiro forte, visto que ele tinha muita pele cobrindo a cabeça do pau. Depois que bateu a rola dura no rosto esfregou na minha barba deixando o cheiro praticamente impregnado. Depois comecei a chupar, limpando toda a rola melada dele passando a língua naquela cabeça enorme do pau dele. Depois de limpa, bruto como sempre, ele socou me fazendo engolir a rola toda. Algumas vezes engasguei mas ele segurou minha cabeça me forçando máximo que consegui. Uma hora arranhei o pau dele com o dente e levei um tapa na cara como advertência. Quando gozou o leite veio grosso na minha boca, com a ordem de que era para engolir.
Naquele noite, em casa, ficamos um tempo deitado na cama em silêncio. Ele parecia cansado e acabou cochilando algumas vezes. Cansado acabei virando para o lado. Quando estava quase dormindo senti ele vindo, cheirando meu pescoço. Logo ele me colocou de bruços, cuspiu no pau e começou a meter. Meu cu ainda sentia o ultimo sexo dele e agora, ele me penetrava novamente, da mesma forma. Firme, bruto, ele deu estocadas fortes exigindo silêncio enquanto metia. Eu estava de bruços, ele me segurou com força sem me deixar sair ou me mover, os braços fortes dele me envolvendo por completo. Quanto mais tentava me mover mais ele me segurava e metia forte. Meu pau estava muito duro e com o movimento dele meter eu quase gozei. Por ter gozado ha pouco tempo o gozo demorou dessa vez. Meu cu ardia bastante e rola dele não parecia se cansar até o gozo vir, grosso e abundante.
- Goza pra mim – disse ele nos pé do meu ouvido. - Aproveita que eu vou deixar hoje.
Eu levei a mão no pau e bati umas e em poucos segundo o gozo feio, O pau dele ainda estava dentro de mim quando senti a minha porra sair abundante, sujando a cama dele. Há muito tempo não gozava tão gostoso.
Depois de ambos gozarem ele ficou um tempo em cima de mim ainda me prendendo, os braços fortes em volta de mim. Sentia a respirando dele, quente, na minha nuca. Ambos estávamos suados, o cheiro do suor dele forte me envolvendo. Ficamos em silêncio um tempo sem dizer nada até ele sair de cima de mim. Ele me puxou pro peito dele e eu deitei, sem dizer nada. O peito dele era grande e peludo, o cheiro dele impregnado em cada parte de seu corpo.
Não demorou muito e ele dormiu. O tempo estava um pouco frio, o vento soprava de vez em quando me fazendo sentir falta de ao menos um lençol. Eu estava quase cochilando quando ouvi o ronco dele. O ronco era grosso, de alguém bem cansado. Saí da posição que estava e foi para o outro lado da cama, logo ele veio ao sentir que saí, me puxou e ficamos de conchinha. O braço forte dele me envolvendo como se durante a noite eu fosse fugir. Poucos minutos dele ele estava roncando novamente. Com meu sono leve demoraria para me acostumar a dormir com ele, mas não tinha para onde correr.
Cansado, depois de um tempo, levantei e fui até a cozinha ver se tinha algo para beber. Achei uma cerveja na geladeira. Peguei um latão bem gelado, abri, fui para a sala escura, a janela estava aberta então fiquei ali olhando o quintal enquanto bebia. O celular tocando uma música bem baixa. Estava de pé praticamente no local onde estava ajoelhado há algumas horas. Não tinha muito o que ver no quintal, mas ficar ali estava gostoso.
Surra, castigo ajoelhado, sexo pesado, tapas, humilhações. Confesso que gostei de mais de tudo. Mas sempre depois de um encontro com um dominador ficava meio para baixo. Geralmente depois de gozar ou no dia seguinte. Era tipo uma ressaca moral. Sendo muito honesto com vocês me sentia um lixo depois de seções dominações mais pesadas. Quanto mais intenso o fetiche mais me sentia mal depois. Com o Renan da primeira vez foi assim também. Ele havia me batido na frente do uber, me xingou no bar, me fez tomar a mijo dele, me fudeu na frente do amigo dele. Fiquei mal no dia seguinte quando me lembrei de tudo.
Aquela surra de hoje me deixaria marcado por dias, com hematomas visíveis. Tinha um sítio para ir no sábado e com aquelas marcas seria difícil de ir. Chance zero de ficar de sunga. Me olhar no espelho nos próximos dias me faria lembrar do sexo, mas também me faria ter esse sentimento.
Isso é uma coisa muito íntima, cada qual tem sua forma de lidar com as coisas. Essa uma experiência minha. Imagino que outros submissos tenham as suas. Desamimado olhei o quintal escuro enquanto bebia a cerveja. Estava usando uma camisa dele, o cheiro dele impregnado nela. Me abracei com uma brisa fria, pensando que ele estava levando a sério esse lance de me vestir diferente. A música que tocava agora estava agradável, o ambiente silencioso me trazia um pouco de paz.
Não sei quanto tempo fiquei ali ouvindo música até ouvir a voz dele:
- O que está fazendo ai? - perguntou ele sonolento. Estava de cueca e havia colocado uma camisa.
- Estou aqui ouvindo música, peguei uma cerveja da sua geladeira, tem algum problema? - disse para ele e percebi que ele me localizou pela luz do meu celular no escuro.
- Não, claro que não – disse ele. - Está sem sono?
- Um pouco – respondi.
- Eu ronco pra caralho, acabei tirando seu sono – disse ele suspirando. Logo ele veio até mim e sentou-se no chão, as costas na parede. Passei o latão para ele enquanto bebia a cerveja no copo.
- Um ronquinho só – disse para ele.
- Vai ter que se acostumar – disse ele dando um gole.
Ficamos um tempo em silêncio.
- Parece um pouco desanimado – disse ele. - Aconteceu algo?
- Não, não! - disse apressado.
- Hm – disse ele e novamente ficamos em silêncio.
- Não vai voltar a dormir? - perguntei ele.
- Vou ficar um tempo aqui com meu submisso – disse ele. - O que está pensando?
Demorei um tempo para responder.
- Nas cintadas, sendo muito honesto – disse para ele. - Ficou bem marcado. Sábado tem um sítio para ir. Não sei como vou ir.
- Não me perguntou se podia ir – disse ele sério, o sono passando.
- Está marcado há vários meses – disse para ele. - Inclusive já paguei.
- E quem vai?
- Alguns amigos – disse para ele.
- Gays?
- Sim – respondi. - A maioria pelo menos.
- Você não vai ir – disse ele com o tom autoritário costumeiro. - Nem pensar. Pode esquecer ir para esse tipo de lugar sem eu.
- Mas eu já paguei e tinha marcado isso há bastante tempo – disse ele.
- Quando foi que pagou?
- Uns trezentos reais.
- Eu te dou o dinheiro dessa vez, pois não estávamos juntos quando combinou – disse ele. - Mas não faça compromissos sem me pedir antes. Ainda mais esse tipo de compromisso.
- De forma alguma – disse para ele, mas estava cansado para discutir. - Eu não vou aceitar…
- Não estou perguntando se vai aceitar ou não, vou te passar o dinheiro amanhã e você não vai – disse ele em tom definitivo.
Suspirei calado e não disse nada.
- Estamos entendidos? - perguntou ele.
- Sim, senhor.
- Ótimo! - disse ele se levantando. Eu estava debruçado na janela olhando terreiro. Ele veio por trás e me abraçou. Logo pousou o queixo no meu ombro. Ficamos um tempo calado. Por mais que ele proibisse já seria complicado ir com o corpo todo marcado. Talvez tenha até sido bom a proibição dele.
- Que tal mudarmos de assunto – disse ele.
Eu não disse nada, ainda processava a proibição dele e se da fato era isso que queria para minha vida. Uma relação assim. Na hora do tesão era tudo mil maravilhas mas agora… bem, agora tudo parecia estranho.
- Hm – disse ele. Logo ele me soltou e foi até a cozinha. Depois voltou com mais uma cerveja. Dessa vez ele não me abraçou, mas sentou-se ao lado no chão, as costas na parede, as penas largadas, o latão gelado na mão. - Podemos ficar em silêncio então.
- Pode ir dormir – disse para ele.
- Não.
- Por quê?
- Você parece triste, desanimado – disse ele dando um gole. - Então vou ficar aqui com você, mesmo calado. Não vou te atrapalhar, pode ouvir a música que quiser, mas não vou sair de perto de você.
Eu me preparei para brigar mas no escuro meus lábios formaram um sorriso que eu não entendi, e fico grato por ele não ter visto. Logo não disse nada e fiquei calado bebendo a minha cerveja, a minha música tocando baixo, ele sentando no chão ao meu lado também bebendo e calado. Estava tão bom ali.
Depois de um tempo começamos a conversar. Perguntei a ele sobre o trabalho e ele começou a me contar e daí partimos para outros assuntos e as horas se passaram. Quando o sono chegou – e a cerveja acabou – fomos deitar. Ambos bêbados o sono veio rápido e o ronco dele se quer foi notado. Estávamos deitado de conchinha, sentia o corpo dele colado no meu, os braços me envolvendo como se eu fosse sair dali novamente para ir beber escondido na sala. Me aconcheguei ali mesmo e dormi.
[…]
No dia seguinte acordei tarde, o sol tava batendo nas minhas pernas e ficou bem quente, acabei acordando por isso. Estava sozinho na cama. Levantei e fui para a cozinha, observando agora melhor a casa. Cheguei na cozinha e ele estava lá, sem camisa, sentado na porta olhando o quintal. As costas largas dele foi a primeira coisa que vi. Pelo cheiro ele estava fumando. A pia estava arrumada, a mesa estava posta com pão, manteiga, um café quentinho, um mamão cordado ao meio, mel e biscoito.
- Enfim acordou – disse ele se virando para mim.
Olhei para o cigarro e pensei, será que ele fuma sempre…
- Não, eu fumo só as vezes – disse ele como se lesse a minha mente.
Aquilo me irritou, apesar de me tirar um sorriso.
- Bom dia! - disse para ele.
- Só isso?
- Bom dia, senhor – disse para ele.
- Bom dia, bela adormecida – disse ele. - Deixei um cafezinho aí para você.
- Que coisa boa – disse para ele me sentando à mesa.
Logo tomei o café. Estava forte e com pouco açúcar. Estava ótimo! Senti o café revigorar meu ânimo.
- E a que devo um café desses? – perguntei a ele.
Ele não respondeu de imediato. Seu olhar estava fixo no quintal enquanto fumava.
- Não são todos, mas vocês submissos ficam tristes depois de um trato mais pesado – disse ele. - Percebi isso em você ontem. Ficou com a vozinha desanimada, ficou mais introspectivo. Penso que pode ser algum arrependimento, vergonha, ressaca moral, sei lá. As vezes a gente pesa na mão e a humilhação fica bem pesada. Tenho que cuidar do que é meu.
Aquilo genuinamente me pegou de surpresa. E a surpresa foi tamanha que não disse nada por um tempo.
- Não precisa dizer nada – disse ele me olhando, e logo sorriu. Aquele sorriso lindo com covinhas na bochecha. - Vamos tirar o dia para ficar de boa hoje, só nos dois. É feriado hoje então temos o dia todo pela frente. Sou meio bruto e mandão? Sou. Vou de dar descanso como submisso? Não! Mas antes de mais nada quero que sinta bem e seguro comigo.
Eu não disse nada apenas sorri pensando no que ele disse. Ele sorriu de novo e voltou para o seu cigarro. Feliz eu suspirei sem entender muito o que tinha acontecido e fui tomar meu café. Parece que enfim havia encontrado a pessoa que tanto procurava.