Clara se movia como uma sombra esguia pelo apartamento escuro, o ar carregado com o cheiro azedo de suor e fome reprimida. Aos 32 anos, ela havia transformado seu corpo em uma obra de arte minimalista: ossos proeminentes sob pele pálida, seios que mal preenchiam as mãos, quadris estreitos como lâminas. Sua obsessão por dietas extremas não era apenas vaidade; era um ritual de controle, uma dança erótica com a privação que a deixava tremendo de desejo não saciado. Toda noite, ela se posicionava nua diante do espelho antigo herdado da avó — uma peça oval de moldura negra, entalhada com serpentes sinuosas que pareciam se contorcer à luz fraca da lâmpada.
Ela começava devagar, traçando os contornos de suas costelas com as pontas dos dedos, sentindo a textura áspera da pele esticada. Seus mamilos endureciam ao toque frio do ar, e ela os apertava gentilmente, imaginando mãos mais fortes, mais possessivas. Descia para o ventre côncavo, depois para o monte de Vênus depilado, onde o clitóris inchava sob a pressão sutil. Clara se masturbava com precisão cirúrgica, olhos fixos no reflexo magro e faminto, gemendo baixinho enquanto os dedos deslizavam em sua umidade escassa. O orgasmo vinha rápido, mas vazio — um espasmo seco que a deixava ansiando por mais, como se seu corpo fosse um poço sem fundo.
Naquela noite, porém, o espelho rebateu algo diferente. O vapor de sua respiração embaçou o vidro, e quando clareou, o reflexo não era dela. Era uma versão primordial, selvagem: alta e musculosa, com curvas que pulsavam de vitalidade. Pele bronzeada reluzia de suor, abdômen definido em gomos rígidos, seios pesados e firmes balançando levemente com uma respiração invisível. Os olhos brilhavam como brasas acesas em uma fornalha, e entre as coxas grossas, o sexo se exibia sem pudor — lábios carnudos e inchados, gotejando um néctar translúcido que escorria pela parte interna das pernas. Clara sentiu um calor líquido se espalhar por sua virilha, o clitóris latejando como se tocado por uma língua fantasma.
"Quem... o quê é você?", sussurrou ela, mão ainda entre as pernas, dedos escorregadios.
O reflexo sorriu, dentes afiados reluzindo. Ele — ou ela? — moveu-se independentemente, lambendo os lábios grossos da buceta com uma língua bifurcada, apertando os seios até os mamilos escurecerem de sangue. Dedos longos e ágeis deslizaram para baixo, abrindo a vulva para expor o interior rosado e pulsante. Clara ofegou, sentindo um eco em seu próprio corpo: seu clitóris endureceu dolorosamente, e ela se viu esfregando-se com mais força, imaginando aquela figura do inferno a penetrando com aqueles dedos grossos.
Dias se passaram em um torpor de privação intensificada. Clara reduziu as refeições a nada: apenas água com limão, jejuns de 72 horas que a deixavam tonta e alucinada. Laxantes faziam seu intestino se contorcer em espasmos, sangue tingindo o vaso sanitário. Quanto mais fraca ficava, mais forte o reflexo dele se tornava. Agora, o cramulhão se masturbava abertamente enquanto ela observava, gemendo com uma voz rouca que ecoava dentro de sua cabeça. "Me alimente com sua fome", sussurrava. "Deixe-me provar você."
Uma noite, exausta e trêmula, Clara caiu de joelhos diante do espelho. Seu corpo era um esqueleto vivo: costelas como grades de prisão, coxas que se tocavam apenas nos ossos descarnados. Ela se tocou novamente, mas o prazer era uma lâmina cega. O demônio — pois agora ela sabia que era um ser subterrâneo — falou claramente, voz como veludo novo: "Troque sua fome pela minha. Deixe-me usar sua boca, sua carne, seu prazer. Eu te dou o êxtase que você nunca alcançou sozinha. Imagine: orgasmos que duram horas, gozos que encharcam o chão de muco, uma foda que vai te rasgar e te reconstruir."
Clara hesitou, mas o desejo era uma serpente enrolada em seu ventre. "Sim", gemeu ela, e no instante seguinte, uma sensação invadiu-a: uma língua áspera e quente lambendo seu grelo exposto, circulando o botão inchado com uma precisão demoníaca. Ela gritou, arqueando as costas enquanto o orgasmo a atingia como um raio, jorrando fluido quente pelas pernas abaixo, num squirt generoso. Mas o preço veio logo após.
Primeiro, os dedos. Uma compulsão irresistível a fez levar o mindinho à boca. Seus dentes afundaram na carne macia, o estalo do osso ecoando como um beijo molhado. Sangue jorrou, quente e salgado, e ela mastigou o toco rosado, engolindo com um gemido gutural. No espelho, o demônio gozava, mão ensanguentada se masturbando, quadris se movendo em estocadas imaginárias furiosas. Clara sentiu o eco: seu cu piscava como vagalume, desejando ser preenchido, e ela enfiou dois dedos dentro do reto, fodendo-se enquanto mastigava o dedo. "Porra, isso é bom pra caralho", murmurou ela, linguajar escroto escapando como bile. "Me arromba, seu demônio filho da puta."
O orgasmo veio novamente, violento, fazendo-a convulsionar no chão, xoxota contraindo em torno do nada enquanto o gosto de sua própria carne a enchia de um prazer proibido.
Em seguida, os lábios. Com uma gilete tirada de uma gaveta do banheiro, ela cortou o inferior primeiro, arrancando uma tira carnuda que pulsava como um clitóris excitado. Chupou-a, língua dançando sobre a carne macia, imaginando que era o pau do excomungado — grosso, veioso, latejando. O corte em sua boca sangrava, e ela lambeu o sangue, misturando-o ao cuspe enquanto se masturbava com a outra mão, dedos enfiados fundo na xoxota escorregadia ensopada de fluidos. No reflexo, o demônio lambia o corte aberto, língua bifurcada penetrando a ferida como se fodesse sua boca. "Me chupa, caralho", rosnou Clara, voz rouca e vulgar. "Enfia essa língua no meu cu arreganhado enquanto eu como esse pedaço de carne."
Ela gozou de novo, jatos quentes espirrando no espelho, o corpo tremendo em êxtase doloroso. Cada mordida enviava ondas de prazer direto para seu núcleo, fazendo-a gritar obscenidades: "Fode minha boca dilacerada, seu chifrudo filho da puta! Me faz engolir tudo!"
As coxas foram o ápice da loucura. Deitada no chão, pernas abertas como uma puta em oferta num cabaré vagabundo, ela pegou a faca de cozinha. A lâmina afundou na carne interna da coxa esquerda, abrindo um talho longo que expôs o músculo vermelho e brilhante, veias pulsando como cordas de um instrumento sádico. O sangue escorreu quente, misturando-se ao fluido de sua excitação, e ela cortou um pedaço grosso de carne, levando-o à boca. Mastigou devagar, saboreando a textura fibrosa, o sabor metálico e carnudo que a fazia salivar como uma cadela no cio.
Enquanto devorava, o demônio emergiu. O espelho estalou como vidro quebrando, e uma figura alta e musculosa materializou-se no quarto: pele negra como betume, chifres recurvados brotando da testa, olhos flamejantes fixos nela. Entre as pernas, um pau ereto e enorme como o de um cavalo. Aquilo era grotesco e pulsava — grosso como o antebraço de Clara, veias negras iridescentes e inchadas, gotejando um sêmen viscoso e quente que cheirava a enxofre e desejo. O demônio a ergueu com facilidade, mãos como garras apertando suas nádegas magras, e a empalou sem preliminares.
O pau invadiu sua xoxota com brutalidade, esticando-a até o limite, rasgando tecidos delicados enquanto ela gritava de dor e prazer misturados. "Porra, me arregaça!", berrou ela, unhas cravadas nas costas dele, sentindo a pele quente queimar seus dedos. Ele a fodia com força animal, estocadas profundas que batiam no colo do útero, fazendo seus seios inexistentes balançarem pateticamente e os seus ossos estalarem como gravetos se partindo. Clara mordia a própria carne da coxa ainda na boca, engolindo pedaços enquanto o demônio lambia o talho aberto nos lábios, língua enfiando-se na ferida como se comesse um pouco dela também.
“Você é minha vadiazinha agora”, rosnou o demônio, a voz grave reverberando como um trovão preso dentro do peito dela. Com um movimento brusco, ele a virou de bruços, as mãos enormes agarrando os quadris ossudos de Clara como se fossem carcaças. Ele abriu as pernas magras dela com os joelhos, expondo o cu apertado e já melado de sangue que escorria da buceta rasgada. Sem aviso, sem delicadeza, ele alinhou o pirocão monstruoso — grosso, veiúdo, ainda brilhando com o gozo anterior e com o sangue dela — e empurrou com força.
O anel do cu cedeu com um estalo úmido e obsceno, um pop molhado que fez Clara soltar um grito rouco, meio dor, meio prazer doentio. A sensação era de ser partida ao meio: o pau demoníaco forçava caminho, esticando a carne fina até o limite, rasgando mucosas delicadas. “Arregaça meu cu, caralho! Me arromba toda!”, berrou ela, as unhas arranhando o assoalho, tentando se firmar enquanto o demônio começava a socar com violência ritmada.
Cada estocada era um impacto profundo, o saco pesado batendo contra a vulva inchada dela, espalhando mais fluidos. Clara sentia os choques subirem pela espinha, orgasmos se acorrentando uns aos outros sem pausa. Sua buceta vazia se contraía desesperadamente, jorrando em pequenos esguichos quentes que molhavam o chão e as coxas do demônio. “Tá gostando, sua puta magrela? Tá sentindo o pau do rei de Hades te rasgar toda por dentro?”, ele grunhiu, inclinando-se sobre ela, os chifres roçando as costas ossudas enquanto chupava a nuca dela com força suficiente para deixar marcas roxas.
Clara só conseguia gemer e xingar: “Me fode mais fundo, seu chifrudo filho da puta! Enche meu cu de porra quente!” O demônio riu — um som grave e úmido — e acelerou, as estocadas ficando mais curtas e brutais, como se quisesse quebrar algo dentro dela.
Enquanto era arrombada, o corpo de Clara começou a se desfazer de verdade. A pele das costas se soltou em tiras longas e finas, como papel de seda ressecado. O demônio parou por um instante, apenas o suficiente para lamber uma das tiras com a língua bifurcada, saboreando-a como se fosse glacê quente, antes de engolir com um gemido satisfeito. “Deliciosa… tão magrinha, tão fácil de descascar”, murmurou ele.
De repente, a barriga dela se abriu com as estocadas brutais no reto — uma linha vertical perfeita, sem lâmina, como se a carne tivesse decidido se render. Vísceras expostas pulsavam ao ritmo das estocadas: intestinos se contorcendo, fígado inchado brilhando de sangue, útero vermelho e latejante. O demônio grunhiu de prazer ao ver aquilo. Sem tirar o pau do cu dilacerado, ele enfiou a mão livre inteira na buceta aberta de Clara, os dedos grossos como calabresas invadindo até o fundo, apertando o útero inchado como se quisesse espremer seu suco.
Clara gritou, um som que era metade agonia, metade êxtase: “Acaba comigo por dentro, caralho! Aperta meu útero, soca minha barriga, fode minhas tripas! Acaba comigo, seu demônio pauzudo gostoso!” Ele obedeceu: enquanto metia o pirocão com brutalidade no cu esfolado, a mão dentro da xoxota fazia movimentos brutais, amassando órgãos moles, rasgando tecidos delicados. Sangue quente escorria pelos pulsos dele, pingando no chão junto com o gozo dela.
O demônio puxou a mão para fora, trazendo consigo um punhado de vísceras brilhantes — pedaços de intestino delgado que ainda se contorciam. Ele levou o punho ensanguentado à boca de Clara. “Come, vadia. Come o que sobrou de você.” Ela abriu a boca sem hesitar, lambendo e mordendo os pedaços quentes e escorregadios, o sabor metálico misturado ao gosto acre de bile e fezes. Enquanto mastigava, ele voltou a socar com mais força, o pau agora deslizando com ainda mais facilidade no cu completamente destruído e dilatado.
Então ele mudou de posição. Puxou-a pelos cabelos, obrigando-a a ficar de quatro, e enfiou o pau de volta na buceta toda arrombada — agora um buraco largo, sangrando, com as bordas rasgadas. “Quero sentir esse útero apertar minha pica antes de você apagar”, rosnou. Ele metia com fúria, o colo do útero sendo atingido repetidamente até inchar ainda mais e ceder. Clara gozava sem parar, o corpo convulsionando, jatos de urina saíam da bexiga estourada misturado a sangue espirrando contra a barriga do demônio.
Num impulso final de crueldade, ele enfiou a outra mão no cu já devastado, abrindo-o ainda mais, os dois braços agora dentro dela — um na frente, outro atrás. Era como se estivesse tentando se encontrar dentro do corpo dela, as mãos se tocando através das paredes internas dilaceradas. Clara uivava, os olhos revirando: “Me rasga inteira! Me fode até não sobrar nada! Me faz virar a porra de uma gosma nojenta!”
O clímax final foi apocalíptico.
O demônio urrou, um som que estilhaçou os vidros das janelas, e gozou com violência. Uma enxurrada de porra escaldante, grossa e fervente como lava, jorrou dentro do cu e da buceta ao mesmo tempo, enchendo a cavidade abdominal que antes era ocupada por órgãos. O sêmen transbordou, misturando-se ao sangue, aos pedaços de intestino, à bile negra que começava a vazar pelos poros dela. Clara convulsionou violentamente, a boca escancarada num grito mudo, os olhos brancos, enquanto o corpo inteiro parecia derreter de dentro para fora.
A pele se soltava em grandes placas, revelando músculos que se dissolviam como cera quente. Os seios murchos inflaram por um instante com o influxo de sêmen e energia demoníaca, depois murcharam de novo enquanto a carne se desfazia. Os ossos começaram a aparecer por baixo — costelas, bacia, coluna — limpos e brancos demais, como se tivessem sido fervidos.
Por fim, o demônio se retirou com um som úmido e nojento. O corpo de Clara desabou, vazio, uma casca flácida que ele vestiu como roupa: a pele se esticou sobre seus músculos novos e fortes, os seios cresceram e ficaram firmes, a cintura se afinou, o sexo se tornou uma vulva carnuda e sempre úmida, latejando com fome eterna.
Ele — agora ela, em uma forma híbrida de curvas obscenamente perfeitas e traços demoníacos — se levantou, lambendo os lábios ainda manchados de sangue e sêmen. Deu um último olhar para o que restava de Clara: um esqueleto de um branco polido, perfeitamente articulado, deitado numa poça de bile negra, pedaços de carne mastigada e fios de intestino espalhados como serpentinas macabras.
Com um sorriso satisfeito, a entidade abriu a janela e saltou para a noite, deixando para trás o apartamento impregnado com o cheiro doce e pútrido de sexo selvagem misturado a morte.
O silêncio que ficou era quase palpável, interrompido apenas pelo gotejar lento do que restava de Clara no chão.
