"A água fria não é suficiente para apagar o fogo que me consome, e a fé que me resta não é mais capaz de segurar o desejo. Todo o pecado que tento enterrar se ergue novamente, mais forte e mais sedento, e eu sei: meu inferno não tem fim. Ciessa é o tormento que nunca poderei tocar, e, ainda assim, ela é tudo o que eu quero."
— Padre Giorgio
A água fria cai sobre mim não como um bálsamo, mas, como se fosse aço derretido, escaldando a pele e incendiando cada nervo. Ela não é suficente para apagar o fogo que me consome e a fé que me resta não é mais capaz de segurar o meu desejo.
Todo o pecado que tento enterrar, se ergue novamente mais forte e mais sedento e eu sei: Meu inferno não tem fim. Ciessa: O tormento que nunca poderei tocar e ainda assim, ela é tudo o que eu quero.
Encosto a testa no azulejo úmido, os olhos cerrados, lutando para expulsar de mim as imagens que me assombram. Todavia, quanto mais tento, mais elas me invadem.
E é sempre ela. A maldita Principessa.
A cada suspiro, meu corpo reage como se estivesse em chamas. A água já não lava nada: Só alimenta a febre, o desespero. Meus músculos retesam, minha respiração torna-se irregular, e um gemido baixo me escapa, abafado pela garganta, como um segredo sujo que não devo carregar.
A água escorre sobre mim como lava viva. Cada gota fria é uma punhalada. É como se o próprio inferno se derramasse sobre a minha pele.
Desce pelos meus ombros, escorrendo em cascatas pelo peito, desce pelo abdômen até bater no meu sexo ereto, rígido, dolorido, cuspindo melado sem que eu o toque, pulsando como se estivesse em estado de guerra, batendo entre as minhas pernas.
Pulsa, monstruoso, latejando como se fosse rasgar a pele.
O jato não alivia. Apenas intensifica o tormento. Faz a glande palpitar ainda mais, como se fosse queimar em fogo vivo. Seguro a respiração, porém, o corpo me trai.
Cada gota parece cutucar os músculos tensos, cada fio de água é uma provocação que me arranca gemidos baixos, roucos, quase animalescos. Apoio a mão contra o azulejo gelado, a testa colada à parede, tentando escapar da própria pele, tentando ignorar o corpo que se recusa a me obedecer. Mas, não há refúgio.
A única fuga é a fantasia que me consome. Tudo em mim pulsa de um jeito insuportável. Minhas veias saltam, minha respiração é entrecortada, e dentro da mente o nome dela explode como um mantra profano:
— Ciessa…
O gemido sai baixo, arranhado, quase um grunhido de animal ferido. Sinto meu corpo inteiro em combustão: Músculos tensos, veias saltadas, coração disparado. Tento respirar devagar, manter a sanidade, no entanto, o nome e a imagem dela, insistem em brotar em minha mente e me torturar.
A água continua caindo, pesada, gelada, cada gota escorrendo pelo corpo como se fossem pequenos açoites, e meu cérebro está em chamas. Cada centímetro de pele que toca o jato é uma provocação, uma faísca que acende o inferno dentro de mim. Sinto os músculos das costas retesarem, os ombros tremerem, a respiração se perder em arfadas rápidas e curtas.
Fecho os olhos, mas, ela aparece em cada sombra, em cada reflexo no azulejo molhado. É impossível fugir. A fantasia é mais real do que a própria água escorrendo, mais tangível que o corpo que carrego.
Ciessa está em todos os lugares. Cada gesto que imagino dela é uma tortura.
Ela me olha com olhos faiscantes de malícia, o corpo escorregadio reluzindo, cada curva provocando ondas de desejo que queimam minhas veias. Na minha mente, vejo suas mãos explorando meu corpo, apertando, arranhando, provocando dor que é prazer, prazer que é dor. Ela me humilha e me domina sem nunca me tocar de verdade, e isto me enlouquece ainda mais.
É como uma ferida exposta. Cada batida é um suplício inimaginável.
A ereção é brutal, latejante, tão firme e dolorida que sinto como se fosse explodir. O gelo do chuveiro não alivia — pelo contrário — intensifica o tormento, deixando cada nervo em brasa.
Apoio uma mão contra o azulejo frio, a testa encostada na parede, tentando respirar e fecho os olhos. Tento rezar.
Tento pensar em qualquer coisa que não seja ela. Mas, o nome que me escapa não é Santo nem o de Deus.
— Ah… Ciessa… — Gemo baixo, num sussurro rouco, entre os dentes cerrados, como um animal enjaulado.
Na escuridão da imaginação, enxergo-a entrar no box. Sua pele morena brilhando molhada, os cabelos colados ao rosto, o olhar devasso que me destrói por dentro.
Imagino suas mãos deslizando por meu peito, descendo pelo abdômen trêmulo, até tocar o ponto da dor que recuso-me a aliviar. O pau pulsa, lateja, melado, já pela excitação que escorre sem controle.
Gemo outra vez, baixo, contido, como se as paredes possam denunciar-me. Vejo-a diante de mim.
Nua. Molhada. A pele deslizando água como se fosse mel.
Os cabelos escorrendo água pelo rosto, grudando nos seios fartos, que se erguem duros, com os biquinhos escuros e rígidos, como duas pedras preciosas, que imploram pela minha boca. O ventre tremendo sob o meu olhar.
Ela entra comigo no box, o corpo colado ao meu, as mãos descendo pelo meu abdômen até envolverem o pau ereto, quente, cuspindo uma porra leitosa e grossa. Imagino os lábios cálidos, enchendo-o de beijos. Só de pensar, quase perco as forças nas pernas.
A fantasia é tão real que quase sinto o calor das mãos dela, a pele macia, os dedos firmes me masturbando devagar. Minha respiração falha.
O banheiro é sufocante. Não pelo calor físico — apesar do suor escorrendo pelas minhas costas. Mas, pelo calor interno, este que eu tanto conheço.
Meu corpo está em alerta.E eu sei exatamente por quê.
Ela. Principessa.
Desde que passamos a dividir a casa paroquial, venho tentando manter cada segundo sob controle. Cronometro meus atos. Evito seus olhos por mais de dois segundos.
Tento não reparar quando ela sai do banho com o cabelo úmido, preso num coque frouxo, exalando sabonete de camomila.
Meu corpo, contudo...
Meu corpo não reza comigo.
Meu corpo lembra.
Meu corpo quer.
E minha mente... já não sabe mais como resistir.
Mordo o lábio para conter um grito. O tesão é tão intenso que me sinto à beira do desmaio.
A cabeça encosta com força no azulejo, e um grunhido rouco e arranhado me escapa, ecoando abafado no banheiro.
— Cristo… misericórdia!… Ah, Ciessa, como eu queria que você estivesse aqui agora…
Meu pau torna-se ainda mais duro e grosso, transbordando sem que eu sequer o toque. As gotas grossas descem pela glande e se misturam à água do chuveiro, espalhando o gosto salgado que não provo, porém, imagino em sua boca.
A imagem se distorce, fica mais suja, mais selvagem. Ela se ajoelha sob a ducha, a boca aberta, os lábios finos e quentes, roçando a ponta do meu pau e depois sugando-me até o limite.
Vejo-a chupando com fome, a garganta engolindo cada centímetro, a língua girando com avidez, sugando até a alma. Só de imaginar, quase perco o juízo.
Meus quadris se contraem involuntariamente, buscando fricção contra o nada, como se quisessem foder o vazio, socar o ar. Como se este, a parede ou a água possam dar-lhe o gozo que nego ou descarregar a raiva e o tesão que fervem dentro de mim.
A vontade de empurrar, de enfiar fundo, é insuportável. E no auge da tortura, jogo a cabeça para trás, a boca aberta, os dentes à mostra num gemido que mais parece um rugido contido:
— Ahhhhhh!
O eco se perde pelo banheiro, e respiro ofegante, vencido, todavia, ainda sem me entregar ao ato final. O corpo treme, os joelhos quase cedem.
Escorrego pela parede e sento-me no chão do box, a água batendo sobre mim como uma chuva de fogo.
Os olhos se fecham, e uma lágrima se mistura ao suor e ao vapor. É prazer. É dor. É culpa. É tudo junto, numa mistura insuportável que me consome.
— Oh, Deus… me perdoe… ou me mate de uma vez… — Sussurro, antes de esconder o rosto entre as mãos, perdido na escuridão do meu próprio desejo.
Cada fibra do meu corpo implora por alívio, porém, a mente diz não. Cada vez que resisto, sinto uma mistura de poder e desespero, de tortura e êxtase. Estou refém da própria mente, e a prisão é deliciosa e cruel ao mesmo tempo.
O corpo exige o movimento, pede o alívio. Mas, não cedo. Eu não posso ceder.
A mão direita treme, desce pelo meu corpo, chega perto, muito perto da carne rígida. Só um toque resolveria. Só um deslizar. Só um segundo.
A vontade de me punir, de me aliviar, de socar a carne com violência é insuportável. Contudo, recuo como se me queimasse. Afasto como se fosse brasa viva.
Apoio minha mão de novo na parede, os dedos trêmulos. O corpo vibra de frustração,exigindo liberação, as veias saltadas, os músculos retesados, enquanto a alma geme em silêncio.
Abro a mão, bato contra o azulejo e aperto o punho com força.
Imagino Ciessa de bruços contra a parede do box, minhas mãos segurando seus pulsos acima da cabeça, meus quadris a golpeando por trás, violentos, rudes. Vejo seu rosto colado ao azulejo, a boca aberta, o choro misturado ao gemido.
A cena é tão vívida que gemo alto, um som abafado que ecoa contra o box. Mordo o próprio braço para conter o rugido.
Meu pau lateja, cuspindo mais pré-gozo, o líquido escorrendo grosso, salgado, como se zombasse da minha resistência.
A vontade de enfiar a mão, punhetar até explodir é ensurdecedora, porém, não posso. Não me permito. Não agora.
A cada recusa, a dor se intensifica. O saco está pesado, doído, os testículos duros como pedra, implorando por alívio. Sinto o coração disparado, o sangue rugindo dentro das veias, o corpo pedindo o que a alma rejeita.
— Pai nosso… que estais no céu…
Sussurro ofegante, tentando segurar a onda. Entretanto, no mesmo instante, a oração se desfaz, engolida pela imagem de Principessa se erguendo, montando em mim dentro do chuveiro. Os quadris dela descendo devagar, a boceta quente, apertada, engolindo minha rigidez até a raiz.
Na minha mente, a cena explode em variações e é pornográfica, suja, incontrolável. Ciessa gemendo alto, arqueada contra o azulejo, minha boca chupando seus seios até deixá-los roxos, minhas mãos segurando sua bunda e enterrando nela cada centímetro de mim.
Fecho os olhos, e a fantasia se torna ainda mais imunda. Agora vejo-a em pé, de costas para mim, rebolando lenta e provocativamente, o short encharcado colado ao corpo, transparente, revelando tudo.
Ela puxa o tecido para o lado, oferecendo a boceta latejante, escorrendo tesão. Vejo-me ajoelhando atrás dela, a boca se afundando entre suas pernas, sugando cada gota de mel, lambendo como se fosse minha única salvação.
O gosto invade minha mente — doce, salgado, quente. O som dos gemidos dela, o rebolado contra minha boca, o grito que ecoa dentro da minha imaginação… tudo me quebra por dentro. Gemo mais forte, tremendo.
— Ahhh… Ciessa… minha perdição…
O corpo inteiro se contrai, as veias do pau saltadas, a glande cuspindo mais e mais, escorrendo até minhas coxas. A água do chuveiro espalha, mas, não apaga.
Sinto-me enlouquecendo. Imagino-a pedindo, com a voz doce e pecaminosa:
— Padre… me fode… me toma… me faz tua de uma vez…
Meu corpo explode em arrepios. Quero agarrá-la, quero rasgar o que resta de suas roupas, quero empurrá-la contra a parede e me enterrar nela até que os ossos se quebrem. Quero ouvir seus gritos, quero sentir suas unhas arrancando minha pele, quero o gosto do pecado inteiro em minha boca.
Em meu delírio penetro-a por trás, duro, selvagem, ouvindo o choque dos corpos ecoar no banheiro. Após, imagino-a montando em mim, cavalgando com força, os seios quicando, o rosto vermelho de prazer, gritando, chorando de gozo, pedindo mais, mais, sempre mais, até perder o juízo.
A fantasia se multiplica. Agora vejo-a de costas, rebolando, provocando, mostrando o que não posso tocar.
Eu ajoelho mentalmente, lambendo, mordendo, segurando-a com força, arrancando gemidos que existem apenas na minha mente. Cada movimento é cravado em minha memória como um chicote na carne, cada estalo de imaginação como uma lâmina cortando a fé que ainda resta.
A água gelada mistura-se ao suor, e cada gota parece levar embora um pouco da minha sanidade. Fecho os olhos e vejo a cena mais crua: Ciessa deitada, arqueada, os cabelos colados à testa, os seios fartos tremendo, os dedos trêmulos tocando-se, gemendo meu nome com necessidade desesperada. Minha mente cria cada detalhe: A textura da pele, o calor, o cheiro, o gosto imaginário, o som abafado do prazer que nunca posso alcançar.
Então vejo-a me dominar — os olhos faiscando, as unhas cravando em meu peito, a boceta engolindo-me inteiro enquanto me olha com malícia. Eu gemo alto, sinto o orgasmo subir, mas, me recuso a chegar lá. Um gemido arranhado escapa da minha garganta, baixo, como um animal ferido.
— Oh, Deus… — Arfando, jogo a cabeça para trás, a água escorrendo pelo rosto, misturada ao suor.
Apesar de toda a agonia, entretanto, eu não cedo. Não me toco. Apenas gemo, arfante, desesperado, encostado ao azulejo como se fosse minha única âncora.
A água continua caindo, pesada, e minha mente não para. Ela chama meu nome, molhada, escorrendo, implorando que eu entre.
Eu a vejo gozar, espasmos violentos que sacodem seu corpo, a boceta piscando e jorrando, e o cheiro doce de sexo enchendo o quarto. Grito baixo, rouco, mordendo os lábios até sangrar.
O pré-gozo agora escorre grosso, viscoso, descendo pelo pau rígido como se fosse gozar sozinho, sem toque. Cada gota é uma tortura.
Sinto a cabeça do pau tão sensível que quase enlouqueço. Minha mente vai mais fundo.
Enxergo-a subindo em mim outra vez, mas, agora, com as mãos no meu pescoço, apertando, me sufocando enquanto cavalga, os olhos brilhando de luxúria e poder. Sinto meu ar sumir, o tesão misturado à dor, e meu corpo se curva de prazer brutal. O pau lateja como se fosse estourar.
— Ahhh… ahhh… ahhh… — Os gemidos escapam, curtos, desesperados.
Eu já não sou mais dono de mim. Sou refém do corpo, refém do desejo, refém dessa mulher que nem sabe o inferno que me causa.
E no auge da tortura, penso: “Se eu gozar agora, será um pecado… porém, se resistir, talvez enlouqueça de vez.
A mão treme, desce mais uma vez, chega quase a tocar a carne, todavia, recuo outra vez, batendo contra o azulejo como se precisasse me punir.
— Não… não posso… não vou…
Fico gemendo, arfando, cuspindo pré-gozo como se fosse chorar. A água gelada desce, no entanto, não lava nada. Só intensifica, só aumenta, só me deixa mais perto da beira.
A dor e o prazer se misturam, tornam-se um só. O corpo implora por liberação, o espírito grita por contenção. E eu fico no meio, gemendo contra o azulejo, tremendo, sentindo a glande latejar, cuspindo mais e mais melado, o pau pesado como ferro em brasa.
Ela geme alto na minha imaginação, me arranha, rebola sobre mim como uma mulher faminta. Eu a seguro pelo quadril, a fodo contra a parede, os estalos de nossos corpos ecoando pelo banheiro. Vejo-a revirar os olhos, pedindo mais.
— Me fode, padre… mais forte… me destrói…
As palavras ecoam, atravessam minha carne, rasgam minha alma. A cada sílaba, sinto a luxúria crescer, o gozo aproximar, e cada vez que tento recuar, a frustração se torna prazer. O prazer de não ceder, a dor de desejar.
A mente cria cenários infinitos, cada um mais cruel e excitante que o outro: Ciessa em cima de mim, atrás de mim, ajoelhada, deitada, montando, segurando, dominando. Cada detalhe é imaginário, mas, cada fibra do meu corpo sente como se fosse real.
O chuveiro agora é um inferno líquido, uma penitência que queima, lava e tortura. Cada gota escorrendo é uma chicotada.
Cada respiração pesada, cada gemido contido, cada pulsação do meu pau é uma sentença de desejo que não posso realizar. Mordo o braço novamente para conter os sons, mas, eles escapam, roucos, animais, desesperados. Estou à beira do colapso, e ainda assim não cedo.
Um grunhido rouco escapa da minha garganta. Encontro-me a ponto de explodir.
O corpo inteiro treme. As pernas vacilam. O pau pulsa tanto que dói, melado, escorrendo pela glande, misturado à água que cai.
A água escorre pela cabeça, pela boca entreaberta, como se fosse uma penitência líquida. Imagino os seios de Ciessa— firmes, úmidos — roçando contra o meu peito, esmagando-me contra a parede. Imagino sua boca em meu ouvido, sussurrando obscenidades que fariam qualquer homem perder a sanidade.
Sinto suas unhas em minha pele, deixando marcas vermelhas invisíveis sob a água.
Não me toco. Não me permito este alívio.
O corpo grita, implora, se dobra de desejo, mas, resisto, como um mártir. Cada segundo sem me render é uma lâmina cortando-me por dentro.
O cheiro de vapor mistura-se ao cheiro de si mesmo: o suor, a excitação, o líquido que escapa sem permissão. Ele sente vergonha e prazer ao mesmo tempo. O contraste é insuportável.
— Ahhh… Ciessa… meu pecado… minha perdição…minha tentação… meu fim… o epílogo de minha fé.
A água do banho se mistura com o calor da luxúria. Respiro ofegante, arfando como um animal ferido. Tento abafar os gemidos, todavia, eles escapam, roucos, cheios de desespero
Quero gozar. Quero explodir dentro dela.
Quero ouvir o seu grito enchendo o banheiro e ressoando no âmago de mim. Mas, não. Não toco em mim. Não deixo.
Respiro fundo, arfante, o peito subindo e descendo com violência. Não me masturbo. Não me permito.
Fico apenas nesse limiar insuportável, prisioneiro de um desejo que não posso saciar. No entanto, a tentação é tão grande que sinto lágrimas nos olhos.
Respiro fundo mais uma vez. Tento rezar de novo.
— Ave Maria… cheia de graça…
Mas, cada vez que tento, as palavras se quebram, substituídas por imagens sujas: Ciessa deitada no chão molhado, as pernas abertas, o ventre trêmulo, meu rosto enterrado entre suas coxas, bebendo seu gozo. Ciessa segurando meu pau com força, esfregando a glande contra o próprio clitóris até gritar meu nome.
Ciessa arqueando o corpo, sendo fodida contra a parede, o chuveiro escorrendo sobre nós como bênção profana. Ela de quatro, a bunda empinada, a água deslizando pelas coxas, a boceta escorrendo tesão para mim.
Imagino-a deitada no chão do banheiro, arqueando-se, gritando na minha mente, pedindo, implorando, mostrando-se inteira para mim, e cada gesto é uma lâmina na carne, cada gemido é uma onda que me arrasta para o abismo. Eu quero agarrá-la, rasgar suas roupas, sentir a sua língua, a a boca os seus dedos dela, contudo, não posso.
Só posso imaginar, e isso é o suficiente para me destruir. O corpo vibra, os músculos doem, o pau lateja, o melado escorre, a respiração é rápida e descompassada, a mente está à beira de explodir. A fé ainda tenta se manter, mas, cada imagem, cada som imaginário, cada toque inventado a destrói. O pecado é completo, selvagem, irresistível.
Ciessa agora se inclina sobre mim na minha fantasia, arqueando-se, apertando-me, dominando, me provocando com olhares, com gemidos, com a língua, com as mãos. Cada cena é mais brutal que a anterior.
Cada gesto mais sujo, mais perverso, mais desesperador. A mente é um campo de batalha entre desejo e contenção, entre pecado e fé, entre prazer e dor.
Ciessa… Sempre Ciessa. Eu a seguro pelos cabelos, enfio fundo, arrebento cada gemido da garganta dela.
— Padre… eu sou tua… só tua… me fode até eu perder a alma! — Imagino-a gemendo.
— Cristo! — Grito abafado, colando a boca contra o braço para que ninguém me ouça.
O pau lateja, duro, cuspindo mais pré-gozo. Poderia gozar só de pensar.
Só de imaginá-la me chupando com vontade. Só de vê-la na minha mente montando em mim como uma égua indomável. Porém, não. Eu me seguro.
Minha respiração está descompassada, ofegante, animalesca. O corpo inteiro vibra de frustração e desespero.
Apoio os dois braços contra a parede, a testa colada no azulejo. As costas arqueadas, o peito subindo e descendo como se tivesse corrido quilômetros.
O pau está tão duro que parece de pedra. As veias saltam, a glande vermelha, latejante, cuspindo melado espesso que escorre até a base. E eu, gemendo baixo, contorcendo o corpo, vivendo essa tortura de querer e não poder.
— Oh Deus… me ajude! Eu já não aguento mais esta tortura… estou a ponto de enlouquecer…
A frase escapa de mim como uma confissão desesperada. Como um suplicio.
Vejo Ciessa na minha mente se aproximando por trás, lambendo minha nuca, mordendo meu ombro, deslizando a mão pelo meu peito até segurar o meu pau com força. Eu a sinto me masturbando rápido, me provocando, dizendo no meu ouvido:
— Goza pra mim, padre… eu quero sentir teu leite quente… quero beber cada gota…
Um urro abafado me escapa. Mordo com força o braço, quase arrancando pedaço da carne. O corpo inteiro estremece, à beira de um colapso.
O meu corpo todo implora pelo fim. A glande lateja, cuspindo gotas grossas de pré-gozo, descendo pelo eixo rijo. A água lava, mas, não leva embora — só espalha o pecado, só intensifica o sabor que imagino em sua boca.
— Ahhh… Ciessa… — Escapa de mim como oração e blasfêmia ao mesmo tempo.
As fantasias se atropelam, cada vez mais violentas, mais desesperadas. Quero rasgá-la, quero devorá-la, quero possuir cada pedaço dela até que não sobre nada.
Sinto o inferno inteiro queimando em minhas veias. No entanto, não. Eu não deixo. Não gozo.
Permaneço nesse limiar, gemendo, suado, ardente, com o pau cuspindo como se fosse explodir. Minha alma é dilacerada entre a fé e o desejo.
O inferno não é fogo eterno. É isso. É querer e não poder. É imaginar cada cena, cada detalhe, cada gemido, cada estalo de corpos — e me recusar a tocar.
O pau lateja, pulsa, geme sozinho, cuspindo pré-gozo que escorre pelos lados. Cada vez que imagino tocar, recuo.
Cada vez que penso em gozar, seguro-me. Cada recusa aumenta a intensidade do desejo, cada frustração se torna prazer e tortura simultâneos. Estou preso, acorrentado, refém da própria mente.
Imagino-a inclinando-se sobre mim, lambendo, mordendo, apertando, provocando, me destruindo, e cada detalhe é cravado na minha pele, na minha carne, na minha mente. A água continua escorrendo, quente, pesada, como um rio de lava, e eu permaneço ali, tremendo, arfando, pulsando, cuspindo, desejando, resistindo.
Quando finalmente desligo o chuveiro, estou exausto, esgotado. Meu corpo está em chamas. O pau continua ereto, firme, latejante, pesado, melado até as coxas.
O saco dói, a respiração é curta, e minha alma parece dilacerada. Cada músculo do corpo dolorido, cada nervo latejando, o pau ainda duro, pulsando, cuspindo, dolorido.
A mente ainda não descansa. Cada fantasia, cada gemido, cada toque imaginário continua vivo, queimando, exigindo, dominando.
O silêncio é pesado.
Meu corpo ainda pulsa, cada fibra grita, cada gota de suor e água carrega o gosto de um pecado não consumado.
Fico aqui, apoiado na parede, arfando, o peito queimando, as pernas bambas. O pau como se risse de mim.
Saio do banheiro cambaleando, como se tivesse travado uma guerra. Não houve gozo nem alívio. Só o suplício de sempre desejar sem jamais poder alcançar.
Com o corpo molhado, os músculos tensos, a alma em pedaços. O sexo ainda ereto, vermelho, pesado entre as pernas e a alma marcada pela lembrança do que poderia ter sido. E sei que não venci nada. Apenas adiei o inevitável.
O meu inferno é viver cada dia com o corpo implorando por ela e a fé me arrancando o direito de ceder.
Ciessa é meu tormento. Minha cruz. Minha perdição. E ainda assim, a cada gemido abafado, a cada fantasia que não concretizo a luxúria apenas se eterniza.
O inferno não é fogo eterno. É isso: a eternidade de querer e não poder. De desejar o proibido , de gemer pelo que não se pode tocar, de viver no limite de um pecado que me chama dia e noite.
Imaginar e sofrer, desejar e não tocar, viver preso ao próprio pecado, devorado pela própria luxúria sem nunca ceder. É desejar até enlouquecer.
É viver para sempre prisioneiro de um gozo proibido. E ainda assim, desejo mais. Sempre mais.
E nesta noite, sei que não dormirei. Porque ainda sinto seu cheiro, ainda vejo seu corpo, ainda ouço seus gemidos que não existem — a não ser dentro da minha mente pecadora. E o meu maior castigo é saber que, cedo ou tarde, esse desejo vai me quebrar.