Eu sempre soube que era uma loucura pedir isso pra Marina. Durante anos, nas noites em que a gente terminava de transar e ficava ali suado, ofegante, eu encostava a boca no ouvido dela e sussurrava:
“Queria tanto ver você sendo fodida por outro… ver sua cara enquanto ele te abre… ver você gozando nele sem conseguir se segurar.”
Ela ria no começo, dava um tapa leve no meu peito e dizia que eu era tarado. Mas eu via nos olhos dela que a ideia não a repugnava. Aos poucos, as risadas foram ficando mais nervosas, mais curiosas. Até que, numa sexta-feira qualquer, depois de duas garrafas de vinho e uma playlist que só tocava músicas lentas e pesadas, ela me olhou firme e falou:
“Tá bom. Mas do jeito que você sempre descreveu. Você só assiste. Não fala. Não toca. Só olha e goza olhando pra mim.”
Meu coração quase saiu pela boca. Eu só consegui balançar a cabeça, mudo.
Escolhemos o cara juntos. Daniel. Alto, moreno, mãos grandes, jeito tranquilo. Combinamos tudo por mensagem: sem beijo na boca, sem marcas, sem gravação, sem papo furado. E a regra principal: eu ficaria na poltrona do canto do quarto, luz baixa, calado.
Quando ele chegou, o ar já estava grosso. Marina estava usando só aquela camisola preta de cetim que mal cobria a bunda, sem nada por baixo. Eu já estava sentado, calça aberta, pau duro só de imaginar o que ia acontecer.
Daniel entrou, tirou os sapatos, cumprimentou com um aceno curto e foi direto pra ela. Puxou pela nuca com firmeza, beijou o pescoço dela devagar. Vi a mão dele descer por baixo da camisola e senti um aperto no peito quando Marina soltou aquele gemido baixo que eu conheço tão bem — mas que agora parecia pertencer a outra pessoa.
Ele a virou de costas pra mim. Levantou a camisola até a cintura, deixou ela de quatro na cama. Abriu a calça sem pressa, tirou o pau pra fora. Era grosso, pesado, visivelmente maior em circunferência que o meu. Ele esfregou a cabeça na entrada dela algumas vezes, só provocando.
“Pede”, ele disse, voz grave.
Marina olhou por cima do ombro, direto nos meus olhos, e falou com a voz tremendo:
“Me fode. Quero sentir você inteiro.”
Ele segurou os quadris dela e entrou devagar. Eu vi tudo: a buceta dela se abrindo, se esticando, engolindo aquele pau estranho até desaparecer completamente. Marina deixou escapar um “caralho…” longo, cabeça caindo entre os braços.
Depois veio o ritmo. Estocadas longas, profundas. Ele saía quase inteiro e voltava até encostar o osso púbico na bunda dela. A cada metida ela soltava um som diferente — gemido, suspiro, gritinho abafado. Os peitos balançavam livres por baixo da camisola, os bicos duros roçando no lençol.
Eu me masturbava devagar, tentando não gozar rápido demais. Via o pau dele entrando e saindo brilhando com o mel dela, via como a buceta dela abraçava ele, via os dedos dele apertando a carne da bunda dela.
Em certo momento ela virou o rosto pra mim, olhos vidrados, boca entreaberta.
“Você tá gostando de ver, amor?”
Eu só consegui assentir. Meu pau pulsava na mão.
Daniel acelerou. O som molhado enchia o quarto. Marina começou a empinar mais, a encontrar as estocadas, a pedir baixinho:
“Mais forte… por favor… me fode mais forte…”
Ele obedeceu. Segurou os cabelos dela — sem puxar com raiva, só o bastante pra arqueá-la — e passou a meter com força, o saco batendo ritmado contra o clitóris. Ela gozou primeiro. Corpo tremendo inteiro, voz rasgando num grito rouco, buceta apertando tão forte que ele grunhiu e quase perdeu o controle.
Mas ele segurou. Esperou ela terminar de tremer, saiu devagar, pau latejando.
“Deita de costas.”
Ela obedeceu, pernas abertas, buceta vermelha, inchada, escorrendo. Ele se posicionou entre as coxas dela, segurou na base e entrou de novo, olhando nos olhos dela. Fodeu mais devagar agora, quase com calma, mas fundo. Marina envolveu as pernas na cintura dele, puxando-o mais pra dentro.
Quando ele disse que ia gozar, ela apertou as coxas em volta dele e sussurrou:
“Dentro. Tudo dentro.”
Ele grunhiu baixo, corpo tensionando, e gozou. Eu vi os músculos das costas dele contraírem a cada jato, vi o pau pulsando dentro dela, vi Marina fechar os olhos e morder o lábio enquanto recebia tudo.
Ele ficou alguns segundos parado, respirando pesado, depois saiu devagar. Um fio grosso e branco escorreu da entrada dela assim que a cabeça se soltou.
Daniel se vestiu em silêncio, agradeceu com um aceno e saiu.
O quarto ficou quieto, só a respiração dela e a minha.
Eu me levantei da poltrona, pernas bambas. Caminhei até a cama. Marina me olhava com aquele sorriso cansado e safado, pernas ainda abertas, a porra dele escorrendo devagar pela buceta e pingando no lençol.
“Vem cá”, ela murmurou.
Eu me ajoelhei entre as pernas dela. Primeiro só olhei. A visão que eu pedi por anos: a buceta da minha mulher aberta, vermelha, cheia da porra de outro homem. O cheiro era forte, cru, excitante pra caralho.
Então eu desci o rosto.
Língua tímida no começo, só lambendo a entrada, sentindo o gosto salgado, quente, misturado com o sabor dela que eu conheço de cor. Ela gemeu baixinho, colocou a mão na minha nuca e me puxou mais.
“Chupa tudo, amor… limpa direitinho…”
Eu obedeci. Lambei devagar, depois com mais vontade. Enfiei a língua mais fundo, sugando o que escorria. O gosto era forte, quase demais, e mesmo assim eu não parava. Marina começou a se mexer de leve, rebolando contra meu rosto, esfregando o clitóris inchado na minha língua.
“Assim… isso… meu amor… chupa a porra dele de dentro de mim…”
Ela gozou de novo, mais suave dessa vez, mas segurando minha cabeça com força contra a buceta. Eu senti os espasmos na língua, senti mais porra escorrendo, lambi tudo.
Quando ela relaxou, me puxou pra cima. Beijou minha boca, lambeu os próprios lábios depois, provando o resto.
“Você foi perfeito”, sussurrou.
Eu sorri, pau ainda duro, coração disparado.
A noite que eu sempre pedi tinha acontecido.
E eu já sabia que ia pedir de novo.