Minha Irmã Viu Meu Nude e Agora Tudo Mudou - PARTE 16

Um conto erótico de incestuozzy
Categoria: Heterossexual
Contém 4268 palavras
Data: 04/02/2026 19:20:55

Quando o meio-dia chegou, eu e a Manda tínhamos virado feral. Do tipo "por que se vestir, por que se mover, por que fazer qualquer coisa além de orbitar um ao outro na cama". A única pausa do contato pele na pele foi quando ela invadiu a cozinha, roubou os dois últimos pacotes de Trakinas, e voltou triunfante com ambos, só para enfiar um inteiro na boca e então tentar me beijar antes mesmo de ter mastigado.

A TV zumbia no fundo, uma maratona de true crime tão idiota que entrava em loop nas próprias reprises. Eu deitei com a cabeça no colo da Manda enquanto ela scrollava memes, de vez em quando pausando para me mostrar os melhores, rindo tão alto de um sobre irmãos emocionalmente indisponíveis que quase fez xixi. Tinha um calor fácil entre nós, uma falta total de pretensão ou expectativa. Éramos, no momento, os degenerados mais felizes vivos.

Eventualmente, a biologia nos pegou de novo. A manhã longa e preguiçosa tinha construído uma camada de catinga que nem nós conseguíamos ignorar. A Manda arqueou as costas, se espreguiçou, e declarou: — Tô cheirando a pé. A gente tem que tomar banho.

— Você não tá errada — eu disse, cheirando minha própria axila e recuando em horror. — Jesus, eu podia nocautear um urso com isso.

Ela bagunçou meu cabelo, depois escorregou da cama e caminhou nua até o banheiro, chamando: — Cansei a água quente primeiro, perdedor.

Segui, porque onde mais eu iria?

A Manda já tinha a água correndo, mexendo na temperatura até pronunciar que estava "escaldar mas não fatal". Ela entrou primeiro, cabelo preso num scrunchie, e me deu um olhar tão diabólico que quase esperava que ela me encharcasse com cubos de gelo no segundo que eu entrasse no chuveiro.

Entrei junto, me espremendo no box minúsculo. Nosso banheiro foi construído para um adulto ou três irmãos minúsculos, mas nunca dois monstros pós-coito crescidos e com tesão. Meu quadril entalou no saboneteira, e o cotovelo dela espetou minha costela toda vez que alcançava o xampu. Navegamos o campo minado espacial como profissionais, porém, todo cotovelos e desculpas e "espera, deixa eu só—"

— Tira sua bunda, não consigo alcançar o condicionador — ela disse, estourando a tampa com o polegar e espremendo uma porção na palma.

Deixei ela trabalhar no cabelo dela, observando os músculos nos braços flexionarem, os riachos de água correndo pelo corpo em pequenos rios, destacando cada curva e vazio. A Manda estava completamente em casa na própria pele, totalmente sem autoconsciência, e isso fazia coisas em mim que eu não conseguia começar a descrever.

Ela enxaguou o cabelo, depois virou pra mim e disse: — Costas, por favor.

Obedeci, virando para ela poder trabalhar a bucha subindo e descendo minha espinha. Ela esfregou com a brutalidade praticada de uma irmã de toda vida, pausando de vez em quando para desenhar um pau ou uma cara boba no vapor.

— Você perdeu um ponto — eu disse, e ela bufou.

— É? Onde?

Girei e apontei pro meu peito. — Bem aqui. E também, toda a minha dignidade.

Ela soltou uma risada, depois atacou meu peito com a bucha, esfregando tão forte que tive certeza que ia deixar uma assadura.

Quando terminou, jogou a bucha no suporte e pegou o sabonete líquido, fazendo espuma entre as mãos. Ela suavizou a espuma sobre meus braços, meus ombros, e, num movimento tão casual que mal registrou como sexual, massageou sobre meu abdômen e então, com um sorriso maroto, sobre meu pau.

— Ops — ela disse. — Escorregou.

Não respondi. Só observei ela, transfixado, enquanto enxaguava as mãos e então começou a se lavar, mãos deslizando sobre os peitos, a barriga, as pernas.

Ela virou as costas pra mim, e sem pensar, estendi a mão e comecei a lavar os ombros dela, depois a espinha, depois descendo até a base das costas. Tracei o sabão em círculos lentos, sentindo o calor da pele dela sob minhas palmas.

A Manda se inclinou no toque, fechando os olhos. — Não vou mentir, esse é o melhor banho da minha vida — ela disse.

Sorri. — Tá só começando.

Ela bufou, mas não se afastou.

Deslizei minhas mãos descendo pelos lados dela, sobre os quadris, depois, muito deliberadamente, pra cima para segurar os peitos por trás. Eles se encaixavam perfeitamente nas minhas mãos, cheios e pesados e escorregadios de sabão. Apertei, rolando os mamilos entre os dedos, e ela soltou um gemido pequeno e involuntário.

Ela virou a cabeça para me olhar por cima do ombro, olhos meio cerrados. — Você vai me foder no chuveiro ou só ficar aí e me apalpar?

— Isso é uma opção? — eu disse, ainda apertando os peitos.

Ela riu, mas saiu mais como um suspiro. — Você é tão tarado.

— Você ama — eu disse.

Ela não argumentou.

Ela pressionou a bunda de volta em mim, se esfregando contra minha ereção, as costas arqueadas e a pele tão quente sob minhas mãos que parecia que ela estava queimando. Soltei o peito esquerdo e tracei minha mão descendo até a buceta dela, deslizando dois dedos entre os lábios.

Ela já estava encharcada, e não só do chuveiro. Ela abriu as pernas, só um pouco, para me dar melhor acesso, depois encostou a testa no vidro.

Comecei a esfregar o clitóris dela em círculos lentos, deixando meu pau descansar no sulco da bunda dela. Ela empurrou de volta, se esfregando contra mim, e por um momento só ficamos ali, respirando, o único som o bater da água contra nossos corpos.

— Você é tão provocador — ela disse, mas a voz estava rouca, já perto da borda.

Pressionei meu pau entre as bochechas dela, deslizando pra cima e pra baixo. A cabeça roçou o cu dela, e ela estremeceu.

Me inclinei, beijando o lado do pescoço dela, e disse: — Você gosta disso?

Ela hesitou, depois acenou, a bochecha pressionada no vidro. — Porra, sim. Gostei quando você fez isso essa manhã. Tipo, muito.

Continuei esfregando o clitóris dela, mais rápido agora. — Você já fez isso antes?

Ela balançou a cabeça. — Não com ninguém. Mas— Ela cortou, como se não tivesse certeza de quanto admitir.

Pressionei, gentilmente. — Mas o quê?

Ela suspirou, depois riu, autodepreciativa. — Às vezes eu usava meu vibrador e empurrava dentro enquanto tava gozando. Só pra ver como era. Mas ninguém nunca, sabe...

Deixei isso pairar por um segundo, depois disse: — Isso é algo que você quer?

Ela bufou, mas o som estava trêmulo. — Honestamente? Meio que sim. Depois que você fez com o dedo, comprei dois plugs de metal online. Compra por impulso total. Usei nas últimas semanas, só praticando. Até usei um na escola semana passada.

A imagem quase me fez perder o controle.

Pressionei meu pau mais forte entre as bochechas dela, deixando a ponta descansar contra o cu dela. — Você é inacreditável.

Ela sorriu, empurrando de volta para a pressão aumentar. — Você gosta?

— Meu pau tá prestes a explodir.

Ela virou, ainda dobrada, e olhou pra mim. — Te digo o seguinte. Se você me comer agora—tipo, realmente explodir minha cabeça, eu uso um plug o dia todo. E se você for muito, muito bom, talvez você possa me foder lá hoje à noite.

Não tive nem tempo de responder antes que ela tivesse virado, agarrado a nuca da minha cabeça, e enfiado meu rosto entre as pernas dela.

Caí de joelhos, o piso gelando minhas canelas, e enterrei meu rosto na buceta dela.

Ela se firmou na barra do chuveiro, pernas tremendo. Lambi em movimentos longos e lentos, saboreando o gosto dela, a mistura de sabão e suor e algo tão unicamente Manda que eu queria engarrafar e cheirar pra sempre.

Circulei o clitóris com a língua, depois chupei entre os lábios, dando petelecos rapidamente. Ela começou a balançar os quadris, se esfregando no meu rosto, as respirações vindo mais rápido.

Deslizei uma mão atrás dela, achei o cu dela, e esfregou em círculos lentos, provocando enquanto continuava comendo ela.

Ela gemeu, alto e sem restrições. — Ai meu deus. Porra, Bruno, não para.

Empurrei a língua dentro dela, depois recuei e voltei pro clitóris, alternando até ela estar ofegante, o corpo todo tenso.

Deslizei um dedo na buceta dela, curvando pra acertar o ponto que fazia as pernas dela tremerem, e continuei esfregando o cu dela com o polegar. Ela tava tão molhada que conseguia sentir pingando na minha mão, misturando com o spray do chuveiro e fazendo uma bagunça no chão.

Ela gozou forte, as coxas apertando ao redor da minha cabeça, as unhas cravando na barra. Ela soltou um som agudo e estridente, como se tivesse sendo eletrocutada.

Continuei lambendo, mesmo enquanto ela tremia, cavalgando os choques posteriores.

Quando ela finalmente relaxou, deslizou pela parede, sentando no chão do chuveiro com as costas no azulejo, buscando ar.

Sorri, limpei o rosto, e disse: — Então, eu passei?

Ela riu, fraca. — Você é tão nerd, porra. Mas sim. Você passou.

Ficamos ali, deixando a água quente chover sobre nós, até o aquecedor ficar frio e o vapor desaparecer.

A Manda levantou, bamboleando, e disse: — Me ajuda a levantar. Tenho uma promessa pra cumprir.

Puxei ela de pé, e nos enxaguamos juntos, mãos ainda vagando, ainda famintos.

Ela desligou o chuveiro, depois enrolou uma toalha ao redor. — Vai se secar. Me encontra no meu quarto em dez.

Acenei, o coração batendo forte. Enquanto observava ela ir embora, bunda balançando, pensei: *Nunca amei alguém tanto, ou quis alguém tão desesperadamente, em toda minha vida fodida.*

Cheguei até o meu quarto antes de perceber que tinha esquecido minha toalha. Fiquei lá parado, secando ao ar na corrente de ar, pele ainda formigando da água quente e da promessa do que vinha a seguir. Tentei focar na mecânica de me vestir, ou talvez arrumar um pouco, mas meu cérebro continuava circulando de volta para a confissão da Manda no chuveiro: o plug, o dia de escola, o jeito que ela tinha olhado por cima do ombro, me desafiando a superá-la.

Esfreguei o cabelo com a camiseta mais próxima, depois me encarei no espelho acima da mesa. Parecia o maior pervertido do mundo, mas também talvez o cara mais feliz vivo. Meu rosto tava corado, lábios ainda inchados do amasso no chuveiro, e tinha um arranhão fraco ao longo do maxilar que tenho quase certeza que era dos dentes da Manda.

Ouvi ela se movendo no quarto ao lado, o som de gavetas abrindo e fechando. Um minuto depois, ela mandou mensagem:

**manda: vem aqui bobão. AGORA**

Quase tropecei correndo pro quarto dela. Quando abri a porta dela, a explosão de pop punk foi suficiente pra sacudir os pôsteres na parede dela. Ela tava na cama, de quatro, a luz do sol da tarde listando a pele em dourado e sombra. Ela olhou pra trás pra mim, cabelo ainda úmido, e sorriu.

Na mesinha de cabeceira ao lado dela, tinha duas coisas: uma garrafinha de lubrificante transparente e um plug cromado com um coração preto e roxo na ponta.

Ela balançou a bunda, só um pouco, depois disse: — Não tava brincando sobre o acordo. Esse é o médio. Quero usar hoje.

Fiquei ali parado, pau instantaneamente duro, e tentei bancar o legal. — Você quer que eu faça as honras?

Ela acenou, o rosto meio escondido pelo cabelo. — Mas você tem que fazer direito. Não seja um babaca com isso. Usa um monte de lubrificante. E, ahn, talvez esquenta primeiro?

Peguei o plug. Tava frio na minha mão, suave, o coração na ponta quase comicamente fofo. — Qualquer coisa pra você — disse, e falei sério.

Ela arqueou as costas, abrindo as pernas só um pouco mais, o rubor na bunda espalhando descendo as coxas.

Fiquei de joelhos atrás dela, admirando a vista. Comecei me inclinando e beijando a base das costas, depois trabalhei descendo, gentil, plantando beijos lentos e molhados ao longo da curva da bunda dela. Ela suspirou, depois balançou de volta um pouco, me convidando pra mais perto.

Lambi ela, devagar no começo, circulando minha língua ao redor da borda, depois espirrando com petelecos rápidos. Ela soltou um gemido suave e surpreso, depois pressionou a testa no colchão.

— Você é tão babaca — ela disse, voz abafada.

— Quero que seja perfeito — eu disse, depois voltei ao trabalho, lambendo ao redor do cu dela em espirais lentas e preguiçosas. Deslizei um dedo na buceta dela enquanto fazia, só pra mantê-la desequilibrada. Ela apertou, depois riu, depois começou a se contorcer.

Depois de um minuto, ela disse: — Ok, chega. Se você continuar fazendo isso vou gozar de novo, e aí nunca vamos sair daqui.

Recuei, limpei o queixo, e sorri. — Você tá pronta?

Ela olhou pra trás, olhos escuros. — É. Só... vai devagar, ok? Da última vez mal consegui colocar sozinha.

Acenei, depois peguei o lubrificante. Esparramei uma quantidade generosa no plug, depois um pouco no meu dedo, e esfregou gentilmente ao redor do buraco dela. Ela estremeceu, mas não se encolheu.

Comecei só com o dedo, trabalhando dentro, devagar e cuidadoso. Ela empurrou de volta, relaxando, soltando barulhinhos toda vez que torcia ou pressionava mais fundo.

— Mais lubrificante — ela sussurrou.

Obedeci, cobrindo tudo, depois alinhei o plug e pressionei a ponta nela. Ela tensionou, depois se forçou a respirar.

— Você tá ok? — perguntei.

Ela acenou, mordendo o lábio. — Só faz.

Empurrei, gentil e firme, observando enquanto o corpo dela esticava para acomodar o plug. Ela choramingou, depois relaxou, e o plug deslizou mais meia polegada. Pausei, deixando ela se ajustar, depois pressionei um pouco mais.

— Quase lá — eu disse.

Ela soltou uma risada trêmula. — Parece insano. Tipo tenho que fazer xixi e gozar ao mesmo tempo.

Dei um último empurrão gentil, e o coração na ponta se assentou confortavelmente contra a pele. Ela arfou, depois exalou, um tremor de corpo inteiro passando por ela.

— Puta merda — ela disse, voz quase reverente. — Isso parece... insano. Mas bom.

Acariciei a base das costas dela, depois me abaixei e beijei o coração, só pra fazê-la rir. Funcionou.

Ela sentou nos joelhos, virou pra me encarar, e sorriu. — Tá fofo?

— Tá adorável — eu disse, e era. O coração preto e roxo piscava pra mim toda vez que ela se movia.

Ela alcançou pra trás, tocou, depois disse: — Vou usar isso o dia todo. Mesmo quando a gente sair.

O pensamento mandou um raio de eletricidade através de mim. Levantei, pairando sobre ela, e ela olhou pra cima pra mim, olhos brilhando.

Ela disse: — Obrigada — depois se inclinou e beijou minha barriga, bem acima do pau.

Ela não foi mais baixo, porém. Em vez disso, agarrou minha mão e me puxou pra cama ao lado dela, se enroscando de modo que a cabeça ficasse no meu ombro.

Ficamos ali por um tempo, só respirando juntos, a música tocando suave no fundo. De vez em quando, ela mexia os quadris, só pra sentir o plug se mover dentro dela.

Depois de um tempo, ela disse: — A gente provavelmente deveria se vestir. Quero te mostrar meu lugar favorito de bubble tea.

Ri. — Você quer sair com essa coisa dentro?

Ela acenou, presunçosa. — Pode apostar!

— Fechado — eu disse, e selei com um beijo.

Se vestir depois de uma maratona de sexo é um exercício de negação. Vesti minha calça jeans favorita, aquela com o rasgo no joelho que a Mãe sempre ameaçava jogar fora, e uma camiseta azul lisa que mal fazia mossa na minha lista crescente de "evidência de crime". A Manda, enquanto isso, fez um ritual de se arrumar: ela escolheu uma legging preta, um moletom largo com um ursinho de desenho animado segurando uma motosserra, e um par de tênis pastéis que pareciam terem sido desenhados por uma criança chapada de ácido.

Ela deu uma voltinha na frente do espelho, depois balançou a bunda pra eu poder admirar o volume sutil mas inconfundível do plug por baixo do tecido. — Você acha que alguém vai notar? — ela disse, virando pra me encarar.

— Não, a menos que você rebole em cada sinal vermelho — respondi, mas mesmo enquanto dizia, imaginei ela fazendo exatamente isso.

Ela pegou um gorro do chão, enfiou no cabelo, depois lambeu o dedo e usou pra alisar minhas sobrancelhas. — Você parece um cara que foi atropelado por um ônibus de turismo — ela disse, aprovando.

— Mais como foi passado por cima — eu disse.

Ela sorriu, depois jogou o braço ao redor da minha cintura e me arrastou pro carro. Meu Corolla surrado ainda tava empoeirado com as manchas de sal da semana passada. A Manda conectou o bluetooth, e o carro foi imediatamente preenchido com uma parede de som—algo entre electro-pop e angústia teen chorona.

— Isso é Owl City? — eu disse, mesmo já sabendo a resposta.

Ela acenou, olhos arregalados. — É uma playlist. Conta uma história se você ouvir do começo ao fim.

Duvidei, mas deixei rolar.

O lugar de bubble tea ficava a meia hora de distância, na parte da cidade onde as redes de restaurantes desistiram e lojas independentes tomaram conta. Estacionamos num lote ao lado de um escritório de contabilidade e uma loja de vape. A casa de bubble tea favorita da Manda parecia um sonho febril—tudo em tons pastéis, adesivos de anime cobrindo cada superfície plana, e uma vitrine de macarons que pareciam perfeitos demais pra serem comestíveis.

A Manda pulou até o balcão e pediu um slush de taro com lichia e "o dobro de pobá, por favor". Fui com chá preto com leite, gelo extra. O barista, um cara com três piercings no lábio e braços tatuados com sprites de videogame, olhou a gente de cima a baixo, depois disse: — Vocês são gêmeos ou algo assim?

A Manda disse: — Deus, não — e eu disse: — Com certeza — ao mesmo tempo.

O barista pareceu confuso, e apenas deu de ombros. — Querem o cartão fidelidade?

— Cadastra a gente — a Manda disse, depois virou pra mim. — Vamos voltar pelo menos duas vezes antes da Mãe chegar em casa.

Achamos uma mesa perto da janela. A maioria dos clientes eram ou alunos do ensino médio ou ex-góticos que nunca superaram o bubble tea. A Manda tomou um gole da bebida, depois me deu um olhar. — Dá pra perceber?

Quase engasguei. — Perceber o quê?

Ela se mexeu no assento, rebolando os quadris. — Você sabe. A coisa.

Olhei ao redor, mas ninguém tava prestando atenção em nós. Abaixei a voz: — Se você continuar falando sobre isso, alguém vai notar.

Ela fez uma cara, depois chupou o canudo tão forte que fez as bolinhas de tapioca pularem.

— Você é impossível — eu disse, mas não consegui evitar sorrir.

Terminamos as bebidas e voltamos pro carro. A Manda deslizou pra dentro, depois arqueou as costas e fez um show de colocar o cinto de segurança como se estivesse num vídeo de segurança pra astronautas excitados. Ela ligou a playlist de novo, dessa vez com Relient K, depois Anti-Flag, depois NOFX.

Tive que perguntar: — Como você foi de Owl City pra punk dos anos 90 em três músicas?

Ela deu de ombros, depois disse: — É tudo sobre alcance, Bruno. Você não entenderia. Você tá ouvindo as mesmas trinta músicas do Discover Weekly do Spotify pelos últimos três anos.

Fingi estar ofendido, mas ela não tava errada.

Fomos na hamburgueria artesanal logo depois do rush do almoço. As paredes tavam cobertas com pôsteres vintage de wrestling, e o menu inteiro tava escrito à mão num quadro negro que não era apagado desde 2019. Pedimos dois hambúrgueres duplos com queijo e uma cestinha de batata frita, e a Manda pediu "picles separado, por favor, eu sei que é extra".

O cara no balcão acenou como se tivesse visto um milhão de pessoas tentando se superar com pedidos esquisitos.

Pegamos uma mesa, hambúrgueres entregues embrulhados em papel engordurado. A Manda imediatamente abriu o dela e apertou, deixando o queijo pingar na bandeja. — Deus, isso é tão bom — ela disse, depois deu a primeira mordida e gemeu como se tivesse fazendo audição pra um podcast de pornô de comida.

— Você pegou picles? — eu disse.

Ela segurou um, balançou, depois colocou no meu hambúrguer com cuidado exagerado. — Pra dar sorte.

Comemos em quase silêncio, exceto pelos gemidos felizes e o ocasional: — Você tem que experimentar as batatas, elas são, tipo, transcendentais.

Depois dos hambúrgueres, sentamos pra trás, saciados e levemente gordurosos. A Manda limpou a boca com um guardanapo, depois olhou pra mim, séria por um segundo. — Você sabe que esse é o melhor date que já tive? — ela disse.

Pisquei. — Você quer dizer date de irmãos, né?

Ela bufou. — Claro, se te ajuda a dormir à noite.

Recolhemos a bandeja e andamos pelo quarteirão até a loja de discos e jogos usados. Lá dentro, o lugar cheirava a limpa-carpete e mofo fraco, mas as paredes eram um santuário pra todo filme, jogo ou CD que já existiu.

A Manda foi direto pra seção de música, passando pelos vinis como se tivesse garimpando ouro. Vaguei até os jogos usados e comecei a escanear por qualquer coisa que não fosse "Futebol 2006".

Ela gritou: — Ei, vem ver isso — segurando um pôster surrado dos Ramones.

— Clássico — eu disse. — Você vai comprar isso pela credibilidade de rua?

Ela revirou os olhos. — Não, só quero cobrir a mancha de tinta do inverno passado.

Achei uma cópia de Mario Galaxy 2, o case levemente rachado mas perfeito de resto. Segurei triunfante. — Adivinha quem vai fazer speedrun disso hoje à noite?

A Manda olhou pra mim, depois pro jogo, depois pro pôster dos Ramones, e riu. — Você é o nerd mais nerd. Mas você é meu nerd.

Pagamos, o caixa mal olhando do celular enquanto escaneava nossas coisas.

No caminho de volta, a Manda descansou os pés no painel, mãos atrás da cabeça, parecendo perfeitamente contente. Ela observou o mundo passar, depois virou pra mim.

— Podemos parar no posto? Quero minhocas de gelatina.

Revirei os olhos, mas entrei mesmo assim. Enquanto ela corria pra dentro, scrollei pelo celular dela e adicionei mais três músicas na playlist, só pra zoar ela.

Ela voltou com um pacote tamanho família de minhocas, jogou no meu colo, e disse: — Pra você. Porque você vai precisar da energia hoje à noite.

Levantei uma sobrancelha. — Pro speedrun?

Ela sorriu de canto. — Pro que vier primeiro.

Chegamos em casa bem quando as nuvens começaram a rolar. A Manda pegou o pôster e meu braço, e disse: — Vamos subir. Quero pendurar isso antes de você ficar distraído demais.

Segui ela, maravilhado com o quão fácil era, quão natural parecia só estar juntos, sem segredos, sem mentiras. Até a merda mais estranha—tipo ela usando um plug por baixo da legging, ou a gente passando o dia todo agindo como se fôssemos as únicas pessoas no mundo—parecia menos quebrar as regras e mais inventá-las.

Quando chegamos no topo da escada, ela virou, pressionou o corpo contra o meu, e sussurrou: — Eu tive o melhor dia.

— Eu também — eu disse.

Ela sorriu, depois me puxou pro quarto dela, pronta pra ver o que mais a gente conseguiria se safar.

Desempacotar depois de uma aventura entre irmãos é muito como o cool down pós-jogo depois de ganhar Mario Kart na Rainbow Road: suado, um pouco grudento, e cheio de energia presunçosa de "isso acabou de acontecer?". Jogamos nosso tesouro no balcão da cozinha... o vinil e o case do jogo, depois recuamos escada acima pra guardar nossos tesouros.

Ouvi a Manda no quarto dela, descascando fita adesiva e cantarolando junto com a playlist, uma mistura rápida de NOFX e "Fireflies". Encaixei Mario Galaxy 2 na minha prateleira de jogos, depois sentei na beira da cama, tentando processar o quão rápido minha vida tinha saído da órbita normal. Mais de um mês atrás eu era só um cara com um emprego chato e um lábio permanentemente rachado. Agora eu era um cara que tinha dedado o cu da irmã no chuveiro e passou o dia agindo como namorado dela.

E eu amava isso.

Uma batida suave na minha porta me trouxe de volta. Antes que eu pudesse dizer "entra", a Manda irrompeu, totalmente nua, nem meias pra proteger do frio súbito. Ela me encarou direto nos olhos, mãos nos quadris, e disse: — Regra nova: sem roupas na casa pelo resto do fim de semana.

Tentei pensar numa resposta espirituosa, mas a visão dela—inteira, corada do frio, mamilos duros, cabelo ainda meio selvagem—deu curto-circuito no meu cérebro tão forte que só fiquei boquiaberto.

Ela inclinou a cabeça, inocente de mentirinha. — Você não vai se juntar a mim, ou tá planejando ser um never-nude?

Me despi, rápido. Minha calça jeans enroscou nos tornozelos e quase dei de cara no carpete, mas consegui recuperar alguma dignidade jogando minha camisa nela. Ela pegou, cheirou teatralmente, depois jogou de volta.

Nos encaramos, nus, a um palmo de distância. Era elétrico.

A Manda quebrou o silêncio, cruzando até a cama e subindo ao meu lado. — Você quer jogar Mario, ou quer brincar comigo? — ela disse, voz provocadora, mas não brincando.

— Consigo fazer as duas coisas — eu disse, agarrando ela pela cintura e puxando pro meu colo.

Ela montou em mim, mãos nos meus ombros, o calor do corpo dela me deixando tonto. Ela rebolou um pouco, só pra me lembrar que o plug ainda tava lá.

Ela se inclinou, mordeu meu lóbulo da orelha, depois sussurrou: — Quer ver uma coisa?

Acenei, não confiando em mim mesmo pra falar.

Ela deslizou do meu colo e ficou de quatro na cama, de costas pra mim. Ela arqueou as costas, depois alcançou pra trás e abriu as bochechas bem aberto, me dando a visão completa: o plug, brilhoso e bem encaixado, o coração na ponta brilhando como uma joia escura.

Ela olhou por cima do ombro, olhos meio fechados. — Você tá pronto?

Eu tava mais que pronto.

*(continua)*

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