“Refúgio”
O dia amanheceu com um céu limpo, daqueles que parecem pintados de azul puro, sem uma nuvem para atrapalhar. O calor já subia cedo, tornando o ar úmido e pesado, o tipo de manhã que faz a roupa grudar na pele antes mesmo do meio-dia. Daniel acordou antes de Tiago, como de costume. Ficou deitado por alguns minutos olhando o primo dormir: rosto relaxado, lábios entreabertos, cabelo preto bagunçado caindo na testa. Ele resistiu à vontade de acordá-lo com beijos — queria deixar que o dia começasse devagar.
Quando Tiago finalmente abriu os olhos, encontrou Daniel já de pé, encostado na porta do quarto, só de bermuda, braços cruzados, sorrindo.
— Dorminhoco. Tá na hora de levantar. Hoje eu quero te mostrar um lugar.
Tiago se espreguiçou, o lençol escorregando até a cintura, revelando a barriga macia e o peito liso.
— Que lugar?
— Um cantinho meu. Lá no fundo da propriedade, perto do riacho maior. Tem uma clareira escondida, ninguém vai lá. Nem as vacas. — Ele piscou. — Perfeito pra gente.
Tiago sentiu o estômago dar uma volta gostosa. Ele assentiu, sem precisar de mais explicação.
Eles tomaram café rápido — pão com manteiga, café preto forte, algumas frutas do pomar. Daniel preparou uma mochila: água, toalha grande, um lençol velho, protetor solar e um pacote de biscoitos. Nada de celular. Nada de pressa.
Saíram de mãos dadas, atravessando o pomar, passando pelo curral vazio, seguindo uma trilha estreita de terra batida que ia se perdendo entre as árvores altas de eucalipto e pinheiro. O cheiro de mato molhado misturado com resina invadia as narinas. O sol filtrava pelas folhas, jogando manchas de luz no chão.
Depois de uns vinte minutos de caminhada, o som do riacho ficou mais forte. Daniel desviou da trilha principal, empurrando galhos baixos, guiando Tiago por um caminho quase invisível. Eles chegaram numa clareira pequena, cercada de árvores altas, o riacho correndo devagar ao fundo, formando uma espécie de piscina natural entre pedras lisas. A água era cristalina, refletindo o céu. O lugar parecia um segredo guardado pela natureza.
Daniel largou a mochila no chão e virou para Tiago.
— Gostou?
Tiago olhou ao redor, olhos brilhando.
— É lindo… parece que ninguém nunca veio aqui.
— Quase ninguém. Eu venho quando preciso pensar. Ou quando preciso fugir de mim mesmo. — Ele se aproximou, segurando o rosto de Tiago com as duas mãos. — Agora eu quero dividir com você.
Eles se beijaram ali mesmo, em pé, no meio da clareira. Beijo lento, profundo, línguas se encontrando com calma. Daniel tirou a camiseta de Tiago devagar, jogando-a sobre a mochila. Depois a dele própria. Pele contra pele, o sol quente batendo nos ombros, o ar úmido grudando nos corpos.
Daniel ajoelhou primeiro. Beijou a barriga macia de Tiago, lambendo o umbigo devagar. Subiu até o peito. A língua circulou o mamilo esquerdo, depois o direito. Tiago gemeu baixo, mãos no cabelo curto de Daniel, quadris empurrando para frente instintivamente.
— Deita no lençol — Daniel murmurou contra a pele.
Tiago obedeceu. Daniel estendeu o lençol grande no chão, sobre a grama macia. Tiago deitou de costas, olhando para cima, o céu azul emoldurando o rosto de Daniel que se inclinava sobre ele.
Daniel desceu de novo ao peito. Chupou um mamilo com força, sugando, mordiscando de leve. A língua traçou círculos molhados, depois lambeu a pele ao redor. Tiago arqueou as costas, gemendo mais alto, o som ecoando suave entre as árvores.
— Daniel… porra…
Daniel mudou para o outro mamilo, chupando com a mesma intensidade. Uma mão desceu pela barriga de Tiago, apertando a carne macia, depois foi para o short, abrindo o zíper devagar. Tirou o short junto com a cueca. O pau de Tiago saltou livre, duro, 12 centímetros pulsando contra a barriga. Daniel não tocou ainda.
Voltou a atenção para os mamilos. Chupava alternando, lambia, mordia de leve. Tiago tremia inteiro. O tesão concentrava-se no peito, nos mamilos sensíveis, na sensação da boca quente de Daniel sugando com fome.
Ele não aguentou.
O orgasmo veio sem aviso, sem toque no pau. Tiago gozou forte, jatos brancos espirrando na barriga, no peito, até no queixo. Ele tremeu inteiro, gemendo rouco, mãos apertando o lençol. Daniel continuou chupando devagar, acompanhando os espasmos, lambendo os mamilos enquanto Tiago se recuperava.
Quando Tiago abriu os olhos, ofegante, Daniel sorriu contra o peito dele.
— Tu é tão sensível… tão lindo gozando assim.
Tiago riu sem fôlego, corado.
— Tu me mata…
Daniel beijou a boca dele, depois desceu pelo corpo inteiro. Beijou a barriga suja de sêmen, lambendo devagar, limpando com a língua. Desceu mais, beijou as coxas internas, abriu as pernas de Tiago com gentileza.
— Vira de bruços.
Tiago virou. Daniel se posicionou atrás, mãos abrindo as nádegas macias. A pele lisa, depilada, o cu rosado exposto ao ar quente. Daniel se inclinou e lambeu devagar. A língua circulou a entrada, pressionando de leve, depois entrou um pouco, molhando, abrindo.
Tiago gemeu alto, rosto enterrado no lençol.
— Caralho… Daniel…
Daniel continuou. Língua entrando e saindo devagar, circulando o anel, lambendo a pele sensível ao redor. Uma mão desceu entre as pernas de Tiago, mas sem tocar o pau — só massageando as bolas, apertando de leve. A outra mão segurava a nádega, abrindo mais.
Tiago tremia de novo. O prazer era intenso, diferente. A língua de Daniel explorava devagar, lambia fundo, depois voltava à entrada, circulando. Tiago empurrava os quadris para trás, querendo mais.
Daniel gemeu contra a pele, o som vibrando no cu de Tiago.
— Tá gostando, né… teu cuzinho apertando minha língua…
Tiago não aguentou de novo. Gozou sem tocar no pau — o segundo orgasmo do dia, mais fraco mas ainda intenso, jatos pingando no lençol. Ele gemeu rouco, corpo tremendo, quadris se movendo em espasmos.
Daniel continuou lambendo devagar até os tremores passarem. Depois virou Tiago de costas de novo, beijando a boca dele, compartilhando o gosto.
— Agora eu — murmurou.
Daniel se deitou de costas. Tiago se posicionou entre as pernas dele, mas Daniel balançou a cabeça.
— Não chupa meu pau, por favor. Quero gozar só de te olhar.
Ele se masturbou devagar, olhando para Tiago. O pau grosso, 20 centímetros, veias pulsando, cabeça brilhando. Tiago se inclinou, chupando um mamilo de Daniel enquanto assistia. Daniel acelerou. Respirava pesado, peito subindo e descendo rápido.
— Vou gozar… nas tuas tetas…
Tiago se posicionou melhor, peito empinado. Daniel gemeu alto. Gozou forte — jatos grossos e quentes acertando o peito de Tiago, escorrendo pelos mamilos, pela barriga. Um jato acertou até o pescoço. Daniel continuou se masturbando devagar, espremendo os últimos pingos, até o pau amolecer na mão.
Eles caíram um sobre o outro, suados, ofegantes, rindo baixo entre beijos. O sol batia quente na pele, o riacho murmurava ao fundo, o cheiro de sexo misturava-se com o mato.
Daniel pegou a toalha, limpou os dois devagar, carinhosamente. Depois deitaram lado a lado no lençol, olhando o céu através das folhas.
— Eu te amo — Daniel disse de repente, voz baixa, quase surpresa consigo mesmo.
Tiago virou o rosto, olhos marejados.
— Eu também te amo.
Eles ficaram ali por horas. Sem pressa. Sem roupa. Só pele, sol, água correndo e a certeza de que aquilo — o que quer que fosse — era real.
Continua…