O silêncio depois da porta fechar foi quase constrangedor.
Lédio ainda falava qualquer coisa enquanto caminhava até a mesa, como quem tenta costurar o clima no improviso.
L: Trouxe uma cachaça boa… dessas que descem queimando, mas esquentam — disse, levantando a garrafa como se fosse um troféu. — Com esse frio, ajuda.
Ele serviu os copinhos sem cerimônia, primeiro para Maya, depois para Nathalia. Tentava sorrir, fazer graça, comentar do Rubens, da fiação velha do prédio, de como tudo parecia dar errado ao mesmo tempo.
Nathalia pegou o copo, mas não bebeu de imediato. O coração ainda estava acelerado demais. O corpo, quente demais. O gosto do beijo ainda ali, insistente.
Maya apoiou o copo nos lábios, bebeu um gole curto e observou Nathalia por cima da borda do vidro
Não foi um olhar óbvio para que Lédio percebesse, mas foi como um tiro em Nathalia, aquela provocação de Maya era fatal
Desviou o olhar quase no mesmo instante, fingindo interesse no rótulo da garrafa, como se estivesse realmente curiosa sobre a procedência da cachaça. Levou o copo à boca e bebeu rápido demais, o álcool queimando a garganta.
Lédio não percebeu nada. Estava ocupado demais tentando salvar o clima.
L: Essa aqui é forte, hein — comentou, rindo sozinho. — O Rubens jura que esquenta até alma.
Ele se sentou, esticou as pernas, falou do prédio, do curto, da idade da fiação, de como tudo parecia dar errado ao mesmo tempo. Falava para preencher o espaço, para não deixar o silêncio vencer.
Maya respondeu educada, mas econômica.
M: É…
M: Imagino.
M: Prédio antigo é assim mesmo.
Nathalia quase não falava. Quando falava, era pouco.
N: Uhum.
N: Pois é.
Mas, mesmo quieta, ela sentia o olhar de Maya voltando de vez em quando. Nunca direto demais. Sempre rápido. Seguro o suficiente para parecer casual perigoso o bastante para dizer tudo.
Em um desses momentos, Maya sentou praticamente de frente para Nathalia e cruzou as pernas devagar, em um movimento provocador, claramente querendo chamar a atenção de Nathalia, e deu certo, porquê Nathalia tentava a todo custo desviar o olhar, mas a mente dela estava naquelas pernas lisas, grandes, os pés com as unhas pintadas em um vermelho bordô, sexy até demais, aquilo fazia a consciencia de Nathalia ir as nuvens
Ela respirou fundo. Endureceu o corpo. Endureceu o rosto.
"Isso não vai prestar, Maya é maluca" pensava Nathalia
Ápos algumas tentativas frustadas de puxar assunto, Lédio olhou o relógio no celular e soltou um suspiro cansado.
L: Vou tomar um banho rápido e deitar para dormir — disse, já se levantando. — Se importam?
Ele olhou primeiro pra Nathalia, depois pra Maya, num gesto quase automático. Era a casa dela, afinal.
Maya respondeu com naturalidade perfeita.
M: Claro que não. Fica à vontade.
Nathalia assentiu também, rápido demais.
N: Vai lá.
Lédio pegou a mochila, foi em direção ao banheiro e fechou a porta. O barulho do chuveiro não veio imediatamente. Primeiro, silêncio. Depois, água correndo.
Só então o apartamento pareceu mudar de temperatura.
As duas continuaram onde estavam por alguns segundos. Nenhuma se mexeu. Nenhuma se olhou de imediato.
Nathalia foi a primeira a falar, num tom baixo, controlado.
N: A gente não pode repetir aquilo.
Maya virou o rosto devagar. O olhar não tinha ironia. Tinha firmeza.
M: Aquilo o quê?
Nathalia fechou a mandíbula.
N: Você sabe.
Maya se recostou no encosto da cadeira, cruzando os braços.
M: Eu sei — disse. — Mas quero ouvir você dizer direito.
Nathalia respirou fundo.
N: O que aconteceu agora … ou aquela noite… foi longe demais. Tô aqui com ele. Isso não pode continuar.
Maya deu um longo suspiro, olhou para a porta do banheiro e depois voltou sua atenção para Maya, seu rosto não estava tranquilo, ela parecia seria demais, incomodada com essa indecisão de Nathalia
M: Você tá falando como se eu tivesse te puxado pra dentro disso.
Nathalia franziu a testa.
N: Não é isso—
M: É exatamente isso — Maya cortou, sem elevar a voz. — E não é justo.
Nathalia ficou em silêncio.
Maya se inclinou um pouco pra frente, apoiando os cotovelos nos joelhos. A voz saiu baixa, firme, sem acusação — o que doía mais.
M: Não fui eu que te chamei pra dormir comigo naquela noite. Não fui eu que se encaixou no seu corpo primeiro. Não fui eu que começou a se esfregar em você quando a luz apagou.
Nathalia sentiu o estômago revirar.
Maya continuou, sem pressa.
M: Não fui eu que pegou minhas mãos e colocou na sua boca. Não fui eu que botou a mão nos seus peitos e o mais importante Nathalia, não foi eu que te beijei agora pouco.
Nathalia desviou o olhar, sentindo o rosto esquentar.
N: Maya…
M: Não — ela interrompeu, calma. — Você não pode me pedir pra “parar” fingindo que eu te arrastei pra isso. Porque não arrastei.
Silêncio.
O som da água do chuveiro preenchia o espaço entre elas.
Nathalia passou a mão pelo rosto, cansada.
N: Eu sei que eu quis — disse, finalmente. — Mas isso não muda o fato de que eu não posso.
Maya assentiu devagar.
M: Você não pode, ou você não quer? Ja tivemos essa mesma conversa agora pouco
Ela se levantou, mantendo distância, como se o corpo também estivesse respeitando o limite que a conversa impunha.
M: Você decide, você pode ser a esposa exemplar, ou você pode ser você mesmo. Eu vou estar no meu quarto, não preciso falar para você onde fica, você ja conhece bem né — Maya pega alguma coisa do pote de flores na sala e joga para Nathalia —
Nathalia engoliu em seco.
N: Meu colar....
M: É, o seu colar...
As duas ficaram em silêncio de novo.
O chuveiro desligou.
Nathalia respirou fundo, se recompondo, ajeitando a postura, vestindo outra vez a versão de si que precisava existir ali.
Quando Lédio saiu do banheiro, enxugando o cabelo com a toalha, encontrou as duas sentadas, afastadas, cada uma no seu espaço.
L: Que ducha boa, nesse frio tudo que a gente precisa é de um banho quente
Maya sorriu educada.
M: Realmente Lédio, eu vou tomar o meu ja, enfim, se precisarem de algo me chamem, vou estar no meu quarto, uma boa noite para os dois
Maya se moveu para seu quarto e fechou a porta, mas sem tranca-la, coisa que somente Nathalia percebeu.
Lédio se deitou no colchão que havia na sala e logo Nathalia acompanhou ele.
L: É uma merda dormir na casa dos outros, que coisa mais chata, preferia dormir na minha casa sem luz mesmo — Disse rindo baixinho — Pelo menos que algo explodisse eu ganhava um dia de folga
N: Que horror garoto KKKKKKKK, mas realmente é horrível, parece que a gente ta sendo um grande elefante na sala
Ambos riram baixinho, logo as conversas foram diminuindo, o sono foi chegando em Lédio, e em poucos minutos ele ja estava roncando, como sempre.
Nathalia tentou dormir, em vão todas as vezes, ela se mexia de um lado para o outro, as vezes ficando de barriga pra cima, as vezes de barriga pra baixo, tirava o cobertor pelo calor dos pensamentos, colocava o cobertor pelo tamanho do frio.
Nas cabeça dela so havia duas coisas, o jeito do Lédio de sorrir e lidar com as coisas, e do outro as pernas de Maya. O jeito relaxado, quase displicente, com que ela cruzava uma sobre a outra.
E, principalmente, o olhar aquele olhar lento, seguro, que parecia beber Nathalia junto com a cachaça, como se soubesse exatamente o efeito que causava.
Ela fechou os olhos.
Aquilo não ia passar sozinho. Não naquela noite. Não daquele jeito.
"Ou eu acabo com isso agora, ou isso acaba comigo" Ela pensava enquanto encarava fixamente o teto
A decisão não veio como coragem. Veio como exaustão.
Nathalia se levantou devagar, cuidando para não mexer o colchão. Olhou para Lédio uma ultima vez, talvez tentando buscar racionalidade e evitar os proximos movimentos, mas ele nem se moveu. A respiração seguia pesada, profunda. Dormia como se o mundo estivesse em ordem.
Ela decidiu então, caminhou até a cozinha na penumbra, guiada mais pela memória do que pela visão. Pegou a garrafa de cachaça, hesitou um segundo só um e levou direto à boca.
O gole foi grande. Desceu rasgando.
Ela fez uma careta silenciosa, apoiou a mão na bancada, sentindo o calor se espalhar pelo peito e pelo estômago. Não era para relaxar. Era para criar impulso. Para silenciar a parte dela que ainda queria negociar.
"Chega"
Devolveu a garrafa ao lugar, respirou fundo e seguiu pelo corredor.
Cada passo parecia alto demais, mesmo sem fazer barulho. O coração batia no ritmo errado, rápido, impaciente. Quando parou diante da porta do quarto de Maya, ficou imóvel por alguns segundos.
A mão suspensa no ar.
Pensou em Lédio dormindo.
Pensou no pedido que tinha feito.
Pensou em tudo o que já tinha ultrapassado.
Então bateu.
Duas batidas leves. Quase tímidas.
Do outro lado, houve um movimento. Um som de lençol. Passos suaves se aproximando.
A porta se abriu só um pouco.
Maya apareceu com o cabelo solto, o rosto cansado, vestindo algo simples demais para ser calculado. Olhou para Nathalia sem surpresa — como se, de alguma forma, já soubesse.
A porta se abriu só um pouco.
Maya surgiu então atras da porta, seus cabelos caidos pro lado apoiado em seus ombos, no corpo apenas um baby doll transparente que dava para ver tudo, ela de fato sabia que Nathalia iria aparecer.
M: Sabia que faria a escolha certa.
Aquilo foi o estalo final.
Nathalia não respondeu. Não pensou. Não explicou. Avançou um passo só curto, decidida e se lançou nos braços de Maya como quem perde o equilíbrio de propósito.
O impacto foi quente.
As mãos de Nathalia agarraram o tecido fino da camiseta dela, puxando, aproximando, como se a distância fosse uma ofensa pessoal. O beijo veio sem pedido, sem cuidado, sem delicadeza: boca contra boca, urgente, faminto, carregado de tudo o que tinha sido engolido à força a noite inteira.
Maya soltou um som baixo, surpreso apenas pelo peso da intensidade, e levou um segundo só um antes de corresponder. Quando correspondeu, foi inteiro. Uma mão subiu para a nuca de Nathalia, pressionando a cabeça dela ao encontro do beijo.
O gosto de cachaça ainda estava ali, misturado com respiração curta e ofegante das dias Nathalia beijava como se quisesse apagar pensamentos, como se cada movimento fosse uma tentativa de calar a culpa antes que ela aprendesse a falar.
Maya entendeu.
Separou os lábios só o suficiente para encostar a testa na dela, respirando o mesmo ar.
M: Calma — murmurou, ofegante. — Entra antes e fecha essa porta, não precisamos correr
Mas o corpo de Nathalia dizia outra coisa. As mãos ainda tremiam levemente, pressionando, buscando os quadris de Maya, ela olhou nos olhos de Maya e disse:
N: Eu não vim pra ser calma — ela respondeu, num fio de voz rouca. — Eu vim porque não aguento mais de tanto tesão
Maya sorriu de leve — não um sorriso de vitória, mas de reconhecimento. Então fechou a porta completamente, o clique soando mais alto do que deveria naquele silêncio carregado.
Nathalia continuava beijando Maya com uma fome inexplicável, voraz, cada avanço de Nathalia empurrava mais Maya para a cama, até que as duas cairam sobre o colchão, o beijo em momento nenhum vacilou, pelo contrario, do fez aumentar.
Maya ja descia suas mãos para a bunda de Nathalia que instintivamente se levantou e começou a tirar sua calça, calcinha, blusa, sutiã, tudo, Maya olhava aquela cena mordendo seu labio inferior, ela lanbia ou beiços com aquilo tudo de mulher ali na frente dela.
Quando Nathalia terminou o "topless" ela se deitou na cama, para um entendendor meia palavra basta, Maya se levantou e se ajoelhou na borda da cama, ela começou a lamber o clitóris de Nathalia, fazendo a lingua subir e descer, tirando gemidos que Nathalia tentava a todo custo conter, logo começou a colocar dedos, um, dois, três dedos, os movimentos de lingua e dos finos dedos de Maya faziam Nathalia delirar, ela se contorcia enquanto Maya chupava com gosto aquela buceta carnuda, não demorou muito para Nathalia comecar a gozar forte, mas Maya não estava satisfeita.
Ela virou Nathalia de bruços levantou o quadril dela como se fizesse ela ficar de quarto e começou a dar pequenos tapas na bunda de Nathalia que gemia mas se preocupava.
N: Maya....O Lédio....Ele vai acordAAAAHN — Recebeu um tapa forte enquanto falava —
M: Ele não vai acordar se voce ficar quietinha.
Logo depois Maya começou a dedilhar novamente Nathalia, dessa vez ela de quatro, Nathalia colocava a cabeça no travesseiro e gemia o máximo que podia, os gritos misturados com os sons de buceta molhada que faziam era musica para Maya, elas ficaram nessa posição por minutos, até que Maya virou novamente Nathalia e colocou uma perna dela sobre seus ombos, Nathalia sabia bem que posição era aquela, era a favorita dela
As duas comecaram a esfregar suas bucetas uma na outra, a lubrificação que ambas tinham faziam os barulhos de coisa molhada se esfregando parecerem mais altas que o normal, Nathalia olhava para as duas bucetas se colando, depois olhava para Maya, as duas sorriam uma para a outra de uma forma sexy, ambas entregues aquele momento.