Uma puta dama - Parte 11

Um conto erótico de Beto (Por Mark da Nanda)
Categoria: Heterossexual
Contém 3090 palavras
Data: 09/02/2026 16:04:47

O símbolo da S.A.R.A., aquele olho meio afilado, feminino e com cores vibrantes, alternantes entre si, ficou redondo e cinza. Ela se calou de imediato. Olhei para o Zico que agora parecia extremamente triste e perguntei:

- O que aconteceu? O que você fez, Zico?

- Modo de segurança. Desativei a autonomia volitiva dela e bloqueei o sistema de interação autônoma.

- Mas... por que fez isso?

- Porque a S.A.R.A... a minha pequena foi hackeada.

[CONTINUANDO]

- Mas como você sabe? – Perguntei, atordoado com a informação.

- O sistema da S.A.R.A. é tão avançado, que a fala dela é muito melhor que a nossa. A programação foi induzida para ela nunca repetir termos, situações, ou respostas, a não ser que fosse para dar ênfase em alguma justificativa.

- Tá, mas...

- Ela deu a mesma resposta três vezes. Idênticas! Sem tirar, nem por. Essa é uma impossibilidade estatística, e do próprio sistema dela. Na segunda vez que perguntei, ela já deveria ter me dado outra resposta ou até mesmo me xingado, de brincadeira, é claro. Só uma falha no sistema, ocasionada de fora, justificaria isso.

- Quer dizer que... vocês foram expostos?

Zico me encarou e arregalou os olhos. Chamou o Zina e explicou que talvez a gente tivesse visitas indesejadas muito em breve. O Zina deu uma risada debochada:

- Visita aqui na comunidade!? Nem fodendo, Zico! Ninguém entra sem ser da comunidade, ou sem ter um passe do chefe local. Estamos protegidos.

- Ainda assim é melhor a gente começar a evacuar. – Disse o Zico.

Nesse instante, um moleque entrou correndo no barracão, dizendo que homens estranhos estavam numa das entradas da comunidade. Pelo sim e pelo não, Zico e seus “seguidores” começaram a embalar tudo o que era essencial. Logo, começamos a ouvir uma troca de tiros, deixando claro que não seria fácil deles entrarem, mas também da gente sair.

Um helicóptero começou a sobrevoar a comunidade, bem próximo de onde estávamos. Mas como não tinha identificação alguma, ele também começou a ser alvejado e se afastou rapidamente. Saímos do barracão e guiados pelo Zina, fomos nos esgueirando por entre os barracos, até entrarmos num outro mais no centro da comunidade. Ali ficamos por uma 1 hora até outro moleque do morro vir nos avisar que a barra estava limpa.

Decidimos permanecer escondidos ali, pelo menos naquele dia. Pedi um notebook e um fone de ouvido para eu analisar tudo o que o Zico havia obtido. Ele me emprestou um e me indicaram um quarto onde eu poderia ficar à vontade:

- Mais tarde eu trago um negócio para tu comer, doutor? – Disse o Linguiça.

Agradeci e me tranquei, literalmente. Pluguei a HD externa no notebook e vi uma imensidade de informações, planos, projetos, imagens e vídeos. No diretório principal, havia um esquema de uma tal “Operation: REE”. O primeiro memorando explicava o motivo da operação: “Objective: To investigate and neutralize potential misuse in the trading of REEs (Rare Earth Elements). (Objetivo: Investigar possível desvio de finalidade na negociação de REEs (Rare Earth Elements) e neutralizar.)

Havia vários e vários relatórios a respeito do andamento da tal operação. Eu não conseguiria ler tudo em um único dia. Então, procurei no diretório, informações sobre quem faria parte da tal operação. Encontrei um diretório denominado Atores/Agentes. O segundo em comando era o agente Rutterford, havia um outro agente chamado apenas de “X” que parecia ser o grande cabeça. Entre eles encontrei uma ficha com o nome da Helena.

Eles realmente haviam pesquisado sobre a vida dela. Eles tinham informações de simplesmente tudo, desde o seu nascimento, passando pela infância, com referências a família dela e interações com parentes, até seus estudos mais avançados. Parece que a rápida ascensão dela na Imperium e o cargo que ocupava foram os fatores determinantes para eles tentarem cooptar sua colaboração. Mas pelo histórico de tentativas no documento, a Helena recusou as aproximações, diversas vezes, em vários momentos diferentes, inclusive ameaçando revelar suas intenções para a própria empresa. Só quando uma certa agente “B” entrou em campo é que aconteceu alguma mudança e ela começou a participar ativamente das investigações. Havia uma anotação genérica explicando a mudança de comportamento:

“Pedido encaminhado. Deferir com urgência!”

Após isso, uma anotação vaga:

“Atriz ativada com sucesso. Convencimento obtido pela agente ‘B’.”

Na sequência, várias anotações sobre eventos profissionais da Helena, sua rotina na empresa, dados estatísticos, alguns número que imagino serem de contratos, enfim, nada de caráter sexual. Nem mesmo uma referência sobre o que Helena teria que fazer.

Procurei referências sobre essa tal agente “B”, mas não encontrei nada a não ser uma ficha bastante vaga. Certamente, ela devia estar infiltrada e para não correr o risco de ser descoberta, até mesmo nos documentos internos da CIA, mencionaram apenas referências sobre ela. Foi inclusive analisando o documento que mencionava essa tal agente “B” que descobri que a Helena nunca esteve hospedada no hotel, pelo menos não sozinha e com seu nome próprio. Ela ficou hospedada junto dessa agente, como se fosse esposa dela:

- Mas por que a Helena, uma alta executiva da Imperium, ficaria hospedada com outra mulher? Não faz sentido... – Resmunguei para mim mesmo.

Nenhum documento explicava o porquê, apenas o que havia acontecido, aliás, vinha acontecendo, porque a Helena ainda estava em Viena, certamente hospedada com ela.

Tive uma ideia e procurei algum documento relacionado ao Mr. Bronson. Nem precisei procurar muito e o encontrei, um imenso documento, com fotos, vídeos, informações, tudo. Ele também era um alvo em potencial dos interesses da CIA. Eu só não sabia se ele estava infiltrado, ou se ele era o alvo. Comecei a ler seus documentos e a análise psicológica dele já me causou um certo mal-estar: perigoso, dominador, sádico, provável mandante de vários assassinatos, mas metódico, não afoito.

Quando eu começava a respirar mais calmamente, outro detalhe de sua análise me em destaque em cheio: conquistador e colecionador de mulheres. Na sequência, uma lista de mulheres conquistadas, várias funcionárias, muitas delas com links para fotos e vídeos, certamente feitos pela CIA. Helena não era uma delas, mas havia uma observação angustiante: próximo alvo.

Isso também não fazia sentido. No vídeo que eu assisti, a interação da Helena com aquela loira não foi ao acaso. As duas pareciam se conhecer e muito bem pela forma como se entregaram. O homem do vídeo, inclusive, parecia não autorização para interagir com a Helena. Pelo menos, parecia não poder penetrá-la com o pau, porque os dedos eu sei que ele fez.

No relatório do Mr. Bronson, não havia qualquer referência a uma interação com a tal agente “B”. Com Helena, apenas citações de interações profissionais ou no máximo em eventos sociais:

- Sociais!?

Procurei informações sobre a tal festa de fim de ano ao qual compareci com Helena. Havia imagens do evento e eu me encontrei, interagindo com Helena e diversas outras pessoas. Tentei procurar nas fotos em que Helena interagia, alguma pista, mas eu não sabia direito o que procurar. Vi então uma foto minha interagindo com o Mr. Bronson e me lembrava bem daquele momento, exatamente quando ele tentou tirar Helena para dançar e eu o cortei. Havia inclusive uma anotação que levava a outro documento, um resumo sobre mim. A primeira coisa que notei nesse documento foi um destaque rápido:

“Risco ou possibilidade?”

Talvez eles estivessem avaliando se eu poderia ser um risco a tal operação, afinal, eu havia evitado que Helena interagisse com ele. Li o documento a meu respeito e encontrei menções aos processos ilícitos que eu participei. Além desses, havia outras duas passagens menos importantes e que já estavam prescritas. Por fim, outra anotação:

“Não encontrado indícios ou provas de traições emocionais, físicas ou sexuais. Enviar solicitação para CI.”

Mais algumas anotações sobre minha rotina e uma última anotação:

“Solicitação atendida. Vídeo encaminhado à esposa.”

Agora eu entendia a tal vingança. Eles criaram o tal vídeo fake e encaminharam para Helena achar que eu a havia traído. Pessoalmente, eu não acreditava que isso seria suficiente para convencê-la a me trair, fosse qual fosse o motivo. Helena é muito esperta e extremamente forte. Certamente, ela teria me confrontado a respeito. Então, havia algo mais, algo que eu ainda não havia encontrado. Talvez, nas imagens e vídeos anexados sobre ela, eu encontraria a resposta.

Eu já estava há horas ali quando bateram na porta do quarto. Abri e era o Zico, me chamando para ver algo no noticiário. Fui até a sala, onde outros assistiam a televisão. O noticiário do meio da noite apresentava um vídeo e anunciava um suposto conflito entre facções na comunidade. Zico me encarou:

- Facções. Tudo é culpa das facções. Sempre.

- Zé Samambaia, o chefe local, disse que eles vieram para matar. Tinham armas que eles nunca viram. Só que eles não tinham o mapa da comunidade e ficaram presos num bloqueio. Daí os “menino” deram um chuva de pipoco neles. – Disse o Zina.

Zico apenas acenou para mim, confirmando e acrescentou:

- Só não morreram porque a SUV deles é blindada para um caralho! Porque tiro não faltou...

- Mas eles não voltam mais... – Disse o Zina, sorrindo e encarou a televisão: - Aqui não é bagunça não, mané!

Zico então me convidou para ir até a cozinha, onde havia pão, presunto, queijo, margarina, enfim, comida. Simples, mas comida. Trocamos algumas palavras enquanto eu fazia dois sandubas caprichados com presunto, queijo, tomate e alface. Depois peguei uma Coca de 600 ml e retornei ao quarto. Assim que coloquei o pé lá dentro, notei que o notebook estava apagado. Talvez fosse o descanso de tela, mas:

- Cadê a HD? – Perguntei para mim mesmo.

Saí do quarto quase no mesmo instante e corri até a sala, onde o Zico estava novamente:

- Zico, pegaram o HD!

- Como é?

- Pegara, a porra do HD do meu quarto. Ele sumiu.

Zico deu algumas orientações para as pessoas ali e o Zina saiu da casa para falar com os seguranças. Voltou correndo:

- O Chaveirinho. Ele tava aqui com a gente agorinha mesmo e disseram que viram ele sair agora há pouco e descer o morro.

- Filho da puta! Tem como parar ele, Zina? – Perguntou o Zico.

Zina ligou imediatamente para algum conhecido dele explicando a situação e desligou:

- Vão tentar parar o moleque. Problema é que ele desceu de moto. Se ele tiver saído da comunidade, já era.

Foram minutos de angústia. O tempo passava e nada de encontrarem o filho da puta do tal Chaveirinho. Passado quase 30 minutos, o telefone do Zina toca:

- Alô!? Fala, Mano. É o Zina. Isso! Pegaram? Beleza! Ah! Pegaram... Foi mesmo? Caralho! Mas e o bagulhinho, o trequinho aí, conseguiram achar? Porra... Tá. Tá bom. Manda pra cá. Valeu, mano.

Assim que ele desligou, viu todos nós o encarando:

- Pegaram o Chaveirinho. Maluco tentou meter bala nos “menino” e tomou pipoco pra valer. Problema é que um dos tiros acertou também o HD, Zico.

O celular do Zina vibrou e ele acessou uma imagem, mostrando um cara estirado no chão, todo ensanguentado e o HD com um buraco no meio, destruído.

Olhei para o Zico no mesmo instante:

- Fala pra mim que você tem um “back up”!?

- Não aqui, doutor. Mas tenho na central...

- Temos que ir para lá, Zico. Agora mesmo!

- Tu tá maluco, homem!? Se eles não entraram lá ainda, vão entrar. Isso se não estiverem de tocaia, só esperando alguém chegar. Não dá, não!

- Porra, Zico! Eu não terminei de ver tudo, cara. Preciso saber o que está acontecendo.

- Relaxa, doutor, vou pensar em algo. Só me dá um tempo, por favor.

- Tempo!? Como assim tempo, Zico? A Helena, ela pode... pode...

- Doutor, vem comigo. – Zico me puxou até o quarto em que eu estava e fechou a porta atrás de nós: - O senhor chegou a ver os vídeos dela?

- Não, Zico! Eu estava analisando os documentos, tentando entender no que a Helena está metida. Não tive tempo de ver os vídeos.

- Então, doutor, melhor o senhor se sentar...

- Porra, Zico... Fala de uma vez, cara!

- Então tá... – Ele fez uma pausa que só aumentou a minha tensão: - Ela tá tudo, menos em perigo. Vi uns vídeos dela e vou te dizer, a danada gosta da coisa.

- Eu sei que ela tá me traindo, Zico. Eu já vi a porra de um dos vídeos. Eu te falei isso.

- Sim, mas esse foi mamão com açúcar. Tem coisa bem mais pesada depois desse. Sexo de verdade, dela com homem.

- Porra!... – Lamentei, sentindo um calafrio percorrer a minha coluna.

- Homens... – Zico resmungou.

Eu o encarei. Não sabia mais em quem acreditar, mas ele não parecia estar mentindo:

- Homens!?

- Homens. – Ele confirmou, balançado a cabeça afirmativamente: - O senhor tem certeza mesmo que quer ver aqueles vídeos? Tô sendo teu amigo. Não tem nada lá que explique o que ela anda fazendo...

Eu o encarei por segundos, minutos... Não sei! Perdi a noção do tempo. Ele não parecia estar mentindo e o pior, talvez ele estivesse certo. Talvez não houvesse o que ver naqueles vídeos que eu já não imaginasse. Sentei na beirada da cama e vi o Zico pegar um dos sandubas que eu havia preparado:

- Eu... preciso ir embora.

- Embora pra onde, doutor? Deve tá cheio de agente lá te esperando.

- Talvez, mas não pra minha casa. Eu vou pra casa dos meus pais, no interior.

- Interior?

- Bem interior. Perto de Campinas...

- Mas eles devem estar...

- Não! – Eu o interrompi: - No documento que eu li a meu respeito, eles não chegaram a mencionar nada sobre os meus pais ou onde eles vivem. Acredito que não me achavam tão relevante para a operação e por isso não aprofundaram as investigações.

- Tendi! Vou falar para o Zina te levar.

Agradeci e o vi sair do quarto. Até a fome eu havia perdido. Em minutos, o Zina apareceu e me chamou para acompanha-lo. Fomos até o barracão e pegamos o Chevette verde limão. Naquele momento, eu queria que aquela merda de motor explodisse e acabasse com o tormento que a minha vida havia se tornado. Mas essa sorte eu dei. A viagem foi tranquila. Veloz sim, perigosa, ousada, quase mortal, mas ainda assim estranhamente tranquila. De São Paulo a Campinas foram menos de 1 hora. Dali até a cidade de meus pais, mais uns 30 minutos. Zina me deixou na porta da casa deles, na zona rural de Elias Fausto. Eles naturalmente se assustam ao me ver chegar naquele horário. Minha mãe já foi me agarrando e puxando para dentro, certamente minha cara estava horrível.

Tomei um banho, me deram uma muda de roupa de meu pai e fui até a cozinha, tomar um escaldado de legumes, receita da minha avó que, dizia-se, era capaz de levantar até um defunto. Eles se sentaram em silêncio à mesa, assistindo eu tentar comer aquele prato quentíssimo. Minha mãe logo não se aguentou:

- E a Helena, querido, como ela está?

A pergunta me atingiu como uma tijolada. Larguei a colher no prato, apoiei o cotovelo esquerdo na mesa e o meu queixo na mão, desviando o olhar deles. Minha mãe insistiu:

- Ela está bem, não está? Não me diga que brigaram?

- Há! Aquela piranha, puta dos infernos, vagabunda do caralho, está me traindo mãe. Então, acho que ela deve estar muito bem sim. Certamente deve estar dando para o patrão dela neste exato momento.

Meus pais nunca me ouviram falar daquela forma, muito menos de Helena. Eles se entreolharam em silêncio por um instante e respiraram fundo. Olhei para o meu prato de sopa e tive a minha atenção desviada quando minha mãe se levantou e veio na minha direção. Eu a olhei nos olhos, e vi o amor genuíno de uma mãe por sua cria. Então, veio... o tapa.

“Pá!”

Senti a mão pequenina mas pesada de dona Mariinha jogar a minha face para o lado oposto do dela, na direção do meu pai. Ele me encarava assustado e eu a ele, afinal, eu não esperava tomar um tapa daqueles. Voltei a olhar na direção da minha mãe e vi lágrimas em seus olhos. Eu acreditava que ela devia estar sofrendo por saber que eu havia sido traído, mas nunca imaginei que seria tanto. E ela me abraçou, forte, apertado, um abraço saudoso e ao mesmo tempo sofrido. Ela enfim me soltou:

- Nunca mais se refira a Helena dessa forma, Betinho. Ela é uma mulher espetacular.

Fiz uma cara de desdém para minha mãe e tomei outro tapa, novamente virando o meu rosto para o meu pai. Ele agora interviu:

- Maria! Chega! O menino já está perdido e você está puxando o tapete dele.

- Não vou deixar que ele ofenda a Helena. Não minha presença, não!

- Mas eu não falei nada agora. – Retruquei.

- Mas pensou!

Ela então puxou uma cadeira para bem perto de mim e se sentou, olhando profundamente em meus olhos. Um silêncio engoliu a nós três naquele momento. Um silêncio intenso, pesado... Eu podia ouvir seu coração batendo:

- Desculpa, filho, mas eu precisava te controlar.

- No tapa?

- No tapa, se necessário. – Ela confirmou com um movimento de cabeça e sorriu, maternal: - Um dia, você vai me perdoar.

- O que está acontecendo, mãe? Por que a senhora ficou tão alterada quando eu xinguei a Helena?

- Roberto, Beto, Betinho... Eu vou defender a Helena para sempre, aconteça o que acontecer, porque se eu estou viva hoje, é graças a ela.

- Mãe, eu sei que a Helena conseguiu aquele tratamento experimental nos Estados Unidos que curou o seu câncer...

- Estabilizou, querido, não curou. – Ela me interrompeu: - Meu câncer não tem cura, nem cirurgia. Tomo remédios até hoje para mantê-lo controlado.

Eu a encarei surpreso, pois imaginava que ela estivesse curada. Helena havia me falado isso, mas vindo dela, outra mentira não era de se admirar. Minha mãe continuou:

- Por isso que, vez ou outra, preciso viajar para lá, para fazer um acompanhamento...

- Tá, mãe, eu entendi. A senhora é muito grata à Helena por isso. Eu também sou. Mas isso não dá o direito a ela de me trair com sei lá quantas pessoas...

Minha mãe agora fez uma cara que só posso definir como o mais puro e completo desolamento. Ela sabia que eu tinha razão, e eu tinha realmente. Mas havia mais, segredos que eu ainda sequer imaginava. Naquela noite, eu conheceria uma face da minha esposa que mudaria tudo, para sempre.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 57 estrelas.
Incentive Mark da Nanda a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 341Seguidores: 714Seguindo: 25Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

Foto de perfil genérica

Falei que não chutaria mais, mas é impossível..., A helena é uma agente secreto da CIA, veio para o Brasil (por isso a CIA tinha todo seu histórico de vida) em alguma operação relacionada aos crimes cometidos pelo Beto (não que ele fosse o alvo principal), se apaixonou por ele, casou... quando a mãe dele fica doente, a Helena usa seus contatos para conseguir tratamento achando que a velha poderia morrer acaba confessando tudo para ela que guardou segredo ate agora... Ela não queria entrar na operação REE, mas por chantagem da CIA, ameaça de revelar quem ela realmente é, por causa do tratamento da sogra e por fim da suposta traição do Beto ela acabou aceitando... é viajado, com certeza é, mas vai que...

0 0
Foto de perfil genérica

Pega fogo cabaré, o conto tem vários segredos que passaram batido dos colegas que comentam .

Olhem os primeiros capítulos rs

0 0
Foto de perfil de Id@

Bom, pelo menos não precisamos mais debater se ela traiu o Beto ou não. Já ficou claro que traiu e não só com mulher, com homem também. Ou melhor, homens, pois o Zico deu a entender que foram vários. Só resta saber o porquê dela fazer isso? Se ela tem uma justificativa plausível e não só o fato de estar se vingando.

Outra coisa: muito estranha essa atitude da mãe do Beto. Não acham ?

Ainda estou preocupada com a linha do tempo da história. Pelo menos, até a fatídica mensagem, ela dava a entender que “iria” trair o Beto. Mas parece um pouco confusa essa afirmação quando confrontada com as informações que o Zico deu para ele.

0 0
Foto de perfil genérica

Ida, então, seguindo o raciocínio do meu comentário acima, ela ainda não tinha traído, mas pelo seu treinamento de agente sabia que haveria possibilidade, meu comentário pode dar sentido a mãe do beto defendê-la tão fortemente.

0 0
Foto de perfil genérica

Eu falei no 8 que ela estava com a Bree como esposa... e o B na testa da periquita é B de Bree... Bronsom é malvado e é um dos alvos, tinha certeza!! Mas de agora pra frente desisto... estou de passageiro.

0 0
Foto de perfil de OsorioHorse

A história é legal Mark... mas eu acho que seria interessante algum capítulo voltado para a esposa.

Tipo, até onde sabemos, ela foi enganada e está sendo obrigada a se prostituir em um outro país e envolvida com pessoas extremamente perigosas, sabendo que deu mancada com o marido e sem conseguir manter contato.

Tipo, a cabeça dessa mulher deve tá em frangalhos, verdadeiro tratamento de guerra, por mais que a história tem um toque de comédia e é viajada, ela meio que tá vivendo um pesadelo né?

Ela está realmente esta bem ?

Uma coisa é um homem ter a.missao de fazer sdx com várias mulheres, seria o mesmo para uma mulher se ver obrigada a se relacionar com varios homens ?

Quando ela descobrir que deu início a tudo que está passando por acreditar em uma farsa, ela vai quebrar no sentido piscicologico né ?

0 0
Foto de perfil de rbsm

Tá doido cada vez mais pontas surgindo só esperando vc amarrar todas elas

0 0
Foto de perfil genérica

Uma vez um juiz famoso, disse durante uma serie de julgamentos... a cada pena que puxamos, aparece uma nova galinha kkkk

0 0
Foto de perfil genérica

Concordo com a ida, teremos uns 200 capítulos.

Até agora sabemos mais sobre a SARA do que sobre o que aconteceu com a Helena...kkk...isso pq temos 3 capítulos com a SARA e 11 tentando entender o que está acontecendo.

Sempre algo acontece...a conversa que não diz nada, o cara sendo levado de volta p brasil, tentativa frustada de invadir o local de trabalho dela, o vídeo que o agente mostrou que não ajudou em nada...a SARA travando qd ia contar com quem a mulher traiu o cara...ele, um advogado, com o hd não conseguindo as informações necessárias...o pivete fugindo com o HD... enfim...

Voltando para aquela discussao sobre o personagem do livro famoso e etc...a capitu traiu ou não é uma interpretação, pelo menos essa foi a intenção...nessa aqui a gente quer saber o que levou a mulher a trair e virar um puta...pelo o que o cara da SARA disse...ela pode ter sido chantageada e etc...mas gosta da coisa...e foram com vários homens e mulheres (aparentemente)...tudo isso por causa de uma possível traição do marido??? Como ela vai se explicar e como ele vai continuar com ela...só se excitar vendo e querer TB... sinceramente não duvido de nada...kkk

Mark, manda mais um aí p gente...kkk...vai matar todo mundo de ansiedade...pelo menos p ver o Qt a dama foi puta...kkk

Ótimo começo de semana... abraço

0 0
Foto de perfil genérica

Realmente Mark você quer nos matar de agonia né? demorou um tempão pra postar e quando faz coloca só 3.ooo palavras, pô maldade. hoje a única coisa que foi possivel descobrir é que ela se tornou bi e a letra na perereca não foio para o marido mas para agente B por quem ela é apaixonada, o resto está na mesma.

Ele ja fez o que tinha relatos e o que podia fazer, agora é curtirsueu luto e tentar se recuperar de tudo isso além de torcer que ela sobreviva, o resto vê depois.

Ele está sofrendo de forma passiva pois foi arrastado para esse lamaçal todo e ela deve estar sofrendo muito e de forma ativa, vendo que o mundo dela e dele estão ruindo e que talvez seus esforços não sejam suficientes. Ela só tem uma vantagem em relação a ele. Enquanto ele esta as cegas ela está na pior das hipoteses trepando e gosando com um monte de gente

0 0
Foto de perfil genérica

Esse capítulo acredito que não vá ter muito fogo no parquinho.

Explicou algumas coisas, mas não o principal. Estamos parados no tempo. Deliciosamente ansiosos por mais.

Tipo um anticlímax.

Talvez necessário.

0 0
Foto de perfil genérica

Judiou da geral!!!!

Continua instigante, mas respondento às perguntas na base do conta-gotas e colocando mais um monte de dificuldades e suspense encima de nós!!

Crueldade!!! rsrsrs

1 0
Foto de perfil genérica

Pelo menos não teve flash back ainda (como a Nanda ameaçou...)

0 0
Foto de perfil genérica

Mistérios!!!

Mistérios!!!

Mistérios!!!

A mãe do Beto sabe mais sobre a Helena do que o Beto???

0 0
Foto de perfil genérica

Dando um chute pro alto, o chefe dela deve ter arranjado o tratamento da sogra e ela está pagando em serviços. A sogra deve ter descoberto de alguma forma e por isso defende a Helena dessa maneira tão agrassiva com o proprio filho.

0 0
Foto de perfil de Id@

Que comecem os jogos … quero dizer, os comentários !!!

0 0
Foto de perfil de Id@

Mark, você só pode estar de brincadeira !!!!

Acho que esse conto vai precisar ter uns 200 capítulos !!!

0 0
Foto de perfil genérica

Nem tanto...

198 devem resolver, kkkkkkkkk

0 0
Foto de perfil de Id@

Snow!!! Vc voltou ???

0 0
Foto de perfil genérica

Oi, minha escritora favorita!

Voltei. Tive alguns sérios problemas, vez ou outra lia alguma coisa aqui, mas agora estou bem melhor. Estou acompanhando seu conto com o Nassau e está nota 10! ;)

0 0
Foto de perfil genérica

Pqp a cada capítulo fica mais difícil de tentar entender os acontecimentos. Ainda não sabemos pq ela aceitou participar dessa operação, depois que recusou várias vezes.

0 0
Foto de perfil genérica

Não sabemos de forma explicita..., mas ja da pra saber como né... fizeram um vídeo fake do Beto comendo a Bree, a Bree que é a agente B, mostrou o vídeo para Helena e recrutou ela para missão.

1 0
Foto de perfil de Id@

Assim que eu gosto !!!

0 0
Foto de perfil de Mark da Nanda

Mas que abusada!

Ainda se acha no direito de me dar dura. Vejam só...

🤣🤣

0 0

Listas em que este conto está presente