Entre Irmãos - Primeira Vez no Motel

Da série Entre Irmãos
Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 1900 palavras
Data: 09/02/2026 22:57:24
Última revisão: 09/02/2026 23:06:15

O motel ficava à beira da estrada, um daqueles lugares discretos, com entrada lateral e estacionamento coberto. Fiquei com medo de pedirem documentos, mas estranhamente ninguém solicitou nada. Depois imaginei se Heitor já conhecia a negligência daquele estabelecimento.

Ele dirigiu até um dos boxes, desligou o motor e se virou para mim, que ainda estava paralisado no banco do passageiro, os dedos apertando o tecido da calça.

— Nervoso? — Heitor perguntou, desabotoando o cinto de segurança.

— Não — menti.

Heitor riu, um som grave e conhecedor.

— Mentiroso.

Ele saiu do carro e contornou o veículo, abrindo a minha porta antes que eu pudesse protestar. Sua mão segurou o meu queixo, me forçando a olhar nos seus olhos.

— Se não quiser, fala agora. Não vou ficar puto.

Eu engoli em seco. Eu queria. Como queria. Queria sentir as mãos de Heitor em minha pele, queria a boca daquele homem em cada centímetro do meu corpo, queria ser preenchido até não conseguir mais pensar. Mas o medo, o medo de me entregar novamente, de me perder, era um nó em minha garganta.

Como se lesse meus pensamentos, Heitor se inclinou e capturou meus lábios em um beijo lento, profundo, a língua invadindo a minha boca com uma possessividade que me fez tremer. Quando se afastou, seus olhos estavam escuros, quase cinzas.

— Vamos — Heitor disse, me puxando para fora do carro — Ou eu te fodo aqui mesmo, contra a porta, e não acho que você queira que alguém veja.

Eu o segui, as pernas trêmulas. O quarto era estreito, mal iluminado, com um cheiro de desinfetante e sexo velado. Eu nunca havia estado em um motel antes e a novidade fez meu pau latejar dentro da cueca. Heitor abriu a porta e me empurrou para dentro, fechando a porta com um chute antes de colar o seu corpo e o meu contra a parede, sua boca encaixando na minha com uma fome que me roubava o fôlego.

— Duas regras — Heitor sussurrou, os lábios contra o meu ouvido, as mãos já subindo por debaixo da minha camisa com urgência — Uma: você não goza até eu mandar. Dois: você me deixa fazer tudo o que eu quiser com você.

Eu deveria ter protestado. Deveria ter dito que não aceitava ordens. Mas quando Heitor se ajoelhou à minha frente, desabotoando meu jeans com dentes e dedos, tudo o que saiu da minha boca foi um gemido abafado.

— Tira isso – ele ordenou, puxando a minha calça para baixo com urgência, revelando a minha cueca boxer preta, já molhada de pré-gozo.

Eu obedeci, as pernas trêmulas, com Heitor ajoelhado na minha frente, lambendo a minha barriga, sua língua girando ao redor do meu umbigo, me fazendo contorcer. As mãos de Heitor estavam por toda parte, apertando os meus mamilos sensíveis até eu gemer, arrancando a minha cueca com urgência, libertando o meu pau já duro e pingando, envolvendo o mau cacete ereto e o acariciando lentamente, meus quadris se movendo em resposta ao seu toque.

A mão de Heitor continuou a acariciar o meu pau, seu polegar roçando a ponta, espalhando a babinha que se acumulara ali. A primeira lambida no meu cacete duro e latejante me arrancou um gemido alto, minhas costas arqueando. Ele lambeu a cabecinha, saboreando o líquido que vazava, antes de me abocanhar por completo.

— Putinha safada – Heitor rosnou, a voz grossa de desejo – Tava doido pra isso, né?

— Porra, Heitor, por favor... – eu não consegui terminar a frase.

— Paciência, Mateus, temos a noite toda.

A boca quente de Heitor engoliu a minha glande, sugando e lambendo, a língua dele traçando o caminho das minhas veias, e eu joguei a cabeça para trás, enlouquecido, meus dedos enfiados no cabelo preto e liso de Heitor, puxando sem cerimônia.

— Chupa, caralho. Chupa direito.

As palavras saíam sujas, desesperadas, e Heitor obedecia, a garganta dele se contraindo ao redor da cabeça do meu pau, os lábios selando na base enquanto as mãos subiam para beliscar os meus mamilos duros. Eu gritava, o corpo todo tremendo, o prazer tão intenso que doía.

Mas Heitor não parou por aí. Com um movimento brusco, ele me virou de costas para a parede, as mãos espalmadas na minha bunda firme, apertando antes de afundar o rosto entre as minhas nádegas.

— Vou te comer até você não aguentar mais – ele avisou, a voz abafada contra a minha pele quente.

A língua úmida e quente de Heitor traçou um caminho pelo sulco do meu bumbum, parando no meu buraquinho apertado. Eu me contorcia com um gemido vergonhoso.

— Não… não para, porra...

Mas as palavras se perderam quando Heitor enfiou a língua para dentro, circulando, abrandando, enquanto os dedos massageavam as minhas bolas cheias. O ar frio do ar-condicionado tocava a minha pele, mas não se comparava à ardência da boca de Heitor em minha bunda, sua língua deslizando sobre o meu cuzinho com movimentos lentos e deliberados.

— Você adora, seu safado – Heitor murmurou, antes de voltar a me devorar, desta vez com mais força, a saliva escorrendo pela minha coxa, me abrindo com os dedos – Você gosta disso, não gosta? Gosta de ser meu.

Os meus dedos arranhavam a parede, as pernas ameaçando ceder. Eu estava perdido, de novo. Eu deveria me ofender, deveria sentir vergonha, mas tudo o que saiu da minha boca foi um "sim" desesperado, enquanto as minhas próprias mãos tremiam ao perceber Heitor libertando o seu pau comprido e veiúdo, latejando contra as minhas coxas.

Não havia delicadeza quando Heitor me jogou na cama, os lençóis brancos e finos, cheirando a cloro. Não havia espaço para inseguranças quando a boca quente dele engoliu meu pau, de novo, até a garganta, suas mãos apertando na base enquanto a língua trabalhava a minha cabecinha sensível.

Os meus quadris se moviam com força, penetrando a boca de Heitor desesperadamente. Em contrapartida, as mãos de Heitor agarravam a minha cintura, tentando me mantendo no lugar, nossos corpos lutando entre si, mas sua boca nunca se afastando do meu pau. Eu sentia o orgasmo se aproximando, meu corpo se tensionando. Heitor se afastou, os olhos escuros de desejo.

— Ainda não, Mateus. Quero provar cada parte de você.

A boca de Heitor desceu, sua língua girando em torno das minhas bolas, me fazendo arfar. Eu arqueava as costas, gemendo alto enquanto Heitor massageava os meus testículos, roçando um dedo úmido no meu cuzinho apertado.

— Relaxa, caralho. Vou te comer até você esquecer seu próprio nome.

A promessa era suja, mas eu abri as pernas sem resistir, sentindo o dedo de Heitor invadir meu buraquinho com uma lentidão torturante, me esticando, me preparando. Os dedos de Heitor encontraram o meu orifício, provocando e explorando, me fazendo gemer.

— Mais – implorei, a vergonha se dissolvendo no prazer queimando as minhas veias.

Heitor riu, baixo e sujo, antes de me virar de bruços e afundar o rosto, de novo, entre as minhas nádegas, a língua quente e molhada lambendo meu cuzinho com uma devoção que fazia os dedos dos meus pés se contorcerem.

A língua de Heitor seguiu, lambendo e chupando, me enlouquecendo de desejo. Eu só conseguia grunhir, meu pau escorrendo gozo pela minha barriga enquanto a língua de Heitor me penetrava, molhada, zombeteira e perfeita.

— Vou te dar tudo o que você merece, seu viadinho safado.

Heitor finalmente se levantou, tirando o restante da roupa, seu pau duro e pronto, a cabeça já brilhando. Meus olhos estavam grudados nele, lambendo os lábios em antecipação. Eu não esperei mais, agarrei o cacete de Heitor, o engolindo de uma vez, fazendo Heitor soltar um suspiro e agarrar os meus cabelos.

— Safado – ofegou Heitor, os quadris se movendo – Chupa esse pau como se fosse a última vez.

Eu obedeci, desesperado, uma mão masturbando a mim mesmo enquanto eu chupava Heitor. Ele não me deixou terminar. Com um rosnado, me puxou para cima e me girou, me curvando sobre a beira da cama. Heitor pegou um lubrificante da bancada ao lado, sem nunca desviar o olhar de mim.

Os dedos de Heitor estavam úmidos de lubrificante, excitando ainda mais o meu cuzinho, me abrindo por dentro. Eu gemia, meu anelzinho se contraindo com o toque. Os dedos de Heitor eram habilidosos, me dilatando, me fazendo ansiar por prazer.

Heitor finalmente se posicionou, seus olhos escuros de desejo e, quando a cabeça grossa do pau dele finalmente pressionou a minha entrada, eu sabia que não havia volta. Eu iria ser fodido até não aguentar. E, caralho, eu queria isso.

— Você está pronto, Mateus?

Eu assenti com a cabeça, o corpo ardendo de desejo.

— Sim, Heitor. Por favor.

A primeira pressão de seu pau contra o meu cuzinho foi uma provocação, a segunda, uma promessa. Heitor me fodeu lentamente, seu cacete me abrindo e me preenchendo. Eu arfava, meu corpo se ajustando à intrusão, a pica dele enterrada inteira em meu cuzinho. Os olhos de Heitor estavam fixos em mim, observando cada reação, cada gemido.

Então, foda-se, Heitor enfiou tudo de uma vez, me comendo de maneira brutal. Ele estabeleceu um ritmo implacável, seu pau deslizando para dentro e para fora de mim, o movimento de seus quadris me impulsionando para frente, o meu pau preso entre o meu corpo e o colchão, vazando porra a cada estocada.

As mãos de Heitor estavam em minha cintura, me segurando, suas estocadas ficando mais rápidas e intensas, seu pau atolado inteiro dentro de mim, me arrombando. Eu sentia o orgasmo se aproximando, meu corpo se tensionando. Eu choramingava de puro prazer.

— Se toca – ordenou Heitor, com a voz rouca – Quero ver você gozar pra mim.

Eu estendi a mão, me punhetando no ritmo da foda de Heitor, as sensações duplas avassaladoras. A mão de Heitor segurou em volta da minha garganta, apertando o meu pescoço, me puxando para cima até que as minhas costas estivessem coladas ao seu peito, enquanto a outra mão beliscava meu mamilo com força suficiente para doer.

— Você é meu, Mateus – rosnou Heitor em meu ouvido – Sempre foi. Sempre vai ser.

Foi isso. Foi tudo o que bastou.

Eu gozei com um grito entrecortado, jorrando sobre os meus dedos, meu cuzinho se contraindo em volta do pau dele. Heitor gemeu, me penetrando fundo enquanto seguia me fodendo, o calor inundando o meu corpo enquanto ele me marcava por dentro.

Nós desabamos na cama, um emaranhado de membros e respirações irregulares, os lábios de Heitor pressionados contra a minha nuca. Por um longo momento, só se ouvia o som de nossos batimentos cardíacos diminuindo, o escorrer pegajoso de suor, saliva e sêmen entre nós. Então Heitor deu uma risada baixa e rouca. Eu também ri, sem fôlego, virando a cabeça para capturar a boca de Heitor em um beijo lento e obsceno.

— Valeu a pena.

Quando finalmente repousamos as testas uma na outra, o silêncio depois foi quase doloroso, carregado não de culpa, mas de uma verdade difícil de engolir. Não havia triunfo ali. Eu permaneci com o rosto escondido no peito de Heitor por alguns segundos. Heitor me segurava com força quieta, não dominadora, quase frágil.

— Isso não conserta nada — eu disse, num fio de voz.

— Eu sei — Heitor respondeu.

— Mas também não é mentira.

— Não — ele concordou.

E talvez essa fosse a parte mais perigosa. E pela primeira vez, nós dois sabíamos a mesma coisa ao mesmo tempo.

Heitor me deixou em casa. Nenhuma promessa. Nenhuma ruptura. Nenhuma mentira. Apenas algo mais perigoso: nós ainda nos amávamos, mas agora sabíamos o preço.

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