O corrupto e a esposa exemplar. Cap. 2

Um conto erótico de Dr.Jakyll6
Categoria: Heterossexual
Contém 3192 palavras
Data: 10/02/2026 15:13:46

Valério:

A humilhação no terreno do "jardim do bebê" foi a faísca. O síndico, um velho amigo da família Oliveira, inventou uma regra na última hora e me passou para trás. Quando fui falar com Renato, ele estava lá, com aquele ar de dono do mundo, marcando o terreno que deveria ser meu. Troquei algumas palavras ácidas com ele, e ele soltou uma pérola sobre minhas medalhas compradas. Naquele momento, o ódio deixou de ser profissional e virou pessoal. Eu, Valério Montenegro, não sou homem de engolir desaforo. Mas ainda não sabia como atingi-lo onde mais doeria.

Minha vida sempre girou em torno de negócios que outros chamariam de "cinzas". Minha empreiteira vive de contratos públicos com sobretaxas generosas. Compro terrenos baratos e uso meus contatos na prefeitura para mudar zoneamento, valorizando-os dez vezes. As medalhas na parede? Algumas comprei, outras ganhei de homens endividados comigo. O mundo real funciona assim, mas Renato vivia na fantasia de que a honestidade é a melhor política.

Então, numa manhã de sábado, enquanto planejava minha retaliação, vi ela. Isabella. Na varanda da casa ao lado, regando plantas com uma camiseta branca fina e um short curto. O tecido molhado colava nos seios fartos. Quando ela se curvou, o short subiu, mostrando a curva perfeita da bunda. Fiquei duro instantaneamente, mas foi mais que desejo. Foi a epifania: ela era a resposta. A esposa exemplar, a professora de etiqueta, o troféu perfeito do marido certinho. Corrompê-la seria minha vingança definitiva.

Descobri que Renato cometera um erro ético grave num processo antigo. Tinha todas as provas. Em vez de usá-las contra ele diretamente, usaria contra ela. Chantagearia a esposa fiel. Seria um processo de quebra lenta, metódica. Primeiro a mente, depois o corpo. Queria vê-la se entregando por obrigação, não por desejo. Até que, quem sabe, o desejo nascesse da submissão.

Isabella:

*"Isabella. Precisamos conversar. Tenho provas do acesso ilegal do Renato ao sistema do cartório. Se não vier à minha casa hoje às 10h, envio tudo para a OAB amanhã cedo. A carreira dele acaba. A porta dos fundos estará aberta. - V."*

Anexado, um PDF. Minhas mãos tremeram ao abrir. Era um print do sistema do cartório, com login, horário, tudo. O nome de Renato estava lá. Lembrei daquela noite, Renato chegando destruído, dizendo que faria "o que fosse preciso" para ajudar o Sr. Lúcio.

Sentei no chão do quarto do bebê, as pernas falharam. Respirei fundo. Obviamente a mensagem era de Valério, todos estes dias nos provocando, cheio de ameaças veladas, aquela assinatura "V." era somente para não poder ser incriminado por chantagem. Ele era esperto, asqueroso, nojento, grosso, grande... no que estou pensando, ele nem é tão alto, é só um velho de meia idade, careca, barrigudo... por que a imagem daquela silhueta me veio a mente, ele estava mesmo urinando, questionei, será que ele sabia que eu estaria olhando, típico de macho nojento, macho repugnante, rude, bruto, macho... ordinário.

Olhei o relógio: 9h20. Ainda tinha tempo. Muito tempo para pensar, para planejar, para entrar em pânico.

Respirei fundo, tentando botar ordem nos pensamentos que giravam como loucos. A primeira reação foi puro desespero — ligar para Renato, gritar por socorro. Mas isso seria entregá-lo de mãos atadas. Valério tinha as provas. Se Renato confrontasse ele, o arquivo iria direto para a OAB. Eu conhecia meu marido: ele seria capaz de jogar tudo fora por orgulho, de encarar aquele homem nojento cara a cara. E perderia tudo.

Então pensei: e se eu fosse? E se eu encarasse aquele corrupto nojento sozinha? Os últimos dias vieram à tona — cada olhar pesado que ele me deu na piscina, cada "acidental" encontro no elevador, o comentário sobre meu short quando lavava o carro, a forma como seus olhos grudavam nos meus seios mesmo quando eu estava de roupa social. Era assédio puro, mas sempre feito com um sorriso debochado, sempre no limite do que poderia ser negado.

Uma fúria fria começou a crescer em mim, junto com o medo. Quem ele pensava que era? Um gordo, velho, nojento, achando que pode me chantagear? Que podia me obrigar a sentar na frente de um macho e ouvir suas fantasias doentias? Macho, palavra repugnante assim como ele, vai ver só, Renato não precisa se preocupar com isso, dessa vez eu cuidarei disso sozinha meu amor, meu marido, meu... homem.

Fui até o quarto e abri o guarda-roupa. Precisava de uma arma, e minha única arma era eu mesma. Ele queria me ver como uma mulher? Tudo bem. Mas eu controlaria a narrativa. Escolhi um vestido, um Jersey cinza com decote V.— não muito curto, mas justo. Um que destacava minha cintura e meus quadris sem ser vulgar, em contraponto meus peitos, esses por conta do tamanho era impossível esconder, mesmo em um vestido comportado. Calcei salto alto. Penteei o cabelo com cuidado, maquiei-me levemente. Não era para seduzi-lo. Era para mostrar que eu estava no controle da minha própria imagem. Que aquele ma... ordinário não me assustava.

Enquanto me arrumava, meu plano foi tomando forma. Eu iria. Ouviria suas condições. Mostraria medo — porque eu sentia medo, muito medo — mas também mostraria resistência. Talvez, se parecesse muito frágil, ele fosse mais agressivo. Talvez, se parecesse muito desafiadora, ele soltaria mais informações. Precisava entender exatamente o que ele tinha, como tinha conseguido. Talvez houvesse uma brecha, algo que pudesse ser contestado.

Mas no fundo, sabia a verdade mais suja: parte de mim queria ir. Não por ele, nunca por aquele asqueroso. Mas para provar para mim mesma que eu não era apenas a esposa passiva, a vítima. Para encarar o perigo de frente. E, sim, para satisfazer uma curiosidade doentia que tentava sufocar. Como seria enfrentar um homem que não tinha limites? Que falava de sexo com uma brutalidade que Renato jamais usaria.

Às 9h50, olhei-me no espelho. Estava assustada, mas não derrotada. Meu plano era frágil: ir, ouvir, avaliar, sobreviver. E talvez, só talvez, encontrar uma maneira de virar o jogo. Talvez conseguir alguma informação que pudesse usar contra ele. Talvez gravar a conversa com o celular no bolso do vestido. Era arriscado, mas eu não podia simplesmente ceder.

Minhas mãos ainda tremiam quando peguei a bolsa. Mas meus pensamentos estavam claros: eu não era uma menina indefesa. Era uma mulher de 33 anos, inteligente, que construiu uma carreira ensinando outras a se portarem. Usaria essa inteligência agora. Valério Montenegro podia ter dinheiro, influência e… aquela coisa que ele tanto gabava. Mas eu tinha a cabeça no lugar. Ou pelo menos tentava ter.

Às 10h03, saí de casa. Cada passo no salto alto ecoava na calçada como um tique-taque de um relógio contando regressivamente. O vestido justo me fazia sentir exposta, mas também poderosa. Eu estava indo para a guerra, e essa era minha armadura improvisada. A casa dele parecia maior, mais sombria. A porta dos fundos estava entreaberta, como ele dissera. Pousei a mão na maçaneta, sentindo o metal frio.

*Você pode fazer isso*, pensei. *Para o Renato. Para o futuro de vocês. Para provar que você não é fraca.*

E então, com um último suspiro profundo, empurrei a porta e entrei na toca daquele ordinário — pensei suspirando novamente.

O cheiro me atingiu assim que entrei: tabaco caro, uísque velho, um perfume amadeirado forte e, por baixo de tudo, esse seria o cheiro de macho? — suor seco, pele que não se lavava direito, algo primitivo e intencional - com certeza não, é só o cheiro de um homem porco nojento.

Valério estava na poltrona de couro no centro da sala. Dessa vez, usava apenas uma calça de linho claro, folgada, e uma camisa aberta que mostrava seu peito peludo e a barriga redonda. Sorriu quando me viu.

— Pontual. E de vestido gola V. vejo que seu subconsciente já está agindo. — disse, os olhos percorrendo-me do salto alto até o rosto, demorando-se nos meus seios, na cintura, nos quadris. — Sente-se.

Apontei para uma cadeira comum. — Sento aqui. — *como assim gola V*, pensei, *não pode ser que ele ache que tudo gire ao redor do nome dele, patético*.

— Não — a palavra saiu cortante. — Sente-se no banquinho. — Ele indicou o mesmo banquinho baixo de couro posicionado entre suas pernas abertas.

— Prefiro ficar em pé.

— Isabella — ele disse, com paciência falsa. — Você não está em uma de suas aulas de etiqueta. Aqui, eu ensino as regras. E a primeira regra é: você senta onde eu mandar. A não ser que queira que eu ligue agora para um amigo no conselho da OAB. Ele atende rápido, sabia?

Meu plano de manter o controle começou a ruir ali mesmo. Sentei no banquinho. A posição era deliberadamente humilhante.

— Muito melhor — ele disse, recostando-se. — Agora vamos às condições. Terças e quintas, 10h. Você vem, senta aí, e aprende.

— Aprende o quê? — perguntei, tentando soar desafiador.

— A aprender que você não é essa santa que pensa ser. — Ele inclinou-se para frente, e a calça de linho folgada esticou na virilha. Meus olhos foram atraídos para o volume, mesmo eu tentando evitar. Era… substancial. *Deus, é grande mesmo*, pensei, e imediatamente me senti suja por notar. — O Renato deve ter um pau bonitinho, né? Daqueles proporcionais, simpáticos. — O tom dele era de escárnio.

— Não fale dele.

— Falo do que quiser. Você acha que ele te satisfaz? Que ele sabe o que fazer com um corpo como o seu? — Ele fez uma pausa, deixando a pergunta pairar. — Um homem como ele transa com luz apagada e pede desculpas depois. Um macho como eu… — ele colocou a mão sobre o volume, apertando-o levemente através do tecido, e meu coração disparou — … fode com a luz acesa e faz você pedir mais.

As palavras eram vulgares, brutais. Senti um calor no rosto que era raiva, mas também… excitação? Não, era nojo. Tinha que ser nojo.

— Você é nojento — cuspi.

— Sou. Mas sou honesto. E sou dono da situação. — Ele soltou a própria virilha e pegou algo do lado da poltrona: meu celular. — Falando em situação… o que era isso aqui? Um gravadorzinho no bolso do vestido? Querida, eu tenho bloqueador de sinal nessa sala. Nada sai daqui sem eu querer.

*Merda. Meu plano.* Ele jogou o celular no sofá.

— Punição por tentativa de trapaça — anunciou. — Fica de joelhos. Aqui, no chão. Por cinco minutos. Olhando.

— Eu não vou fazer isso.

— Você vai. Ou em cinco minutos, o arquivo está enviado. — Ele cruzou os braços. — Escolha.

Tremendo de ódio e humilhação, deslizei do banquinho e me ajoelhei no tapete caro e sujo. O vestido subiu nas coxas. O salto alto ficou ridículo nessa posição.

— Os olhos aqui — ele ordenou, apontando novamente para a própria virilha.

Fitei o rosto dele, desafiador.

— Aqui, Isabella — a voz ficou perigosamente baixa. — Olhe para o que você está tentando derrotar. Olhe para o tamanho do problema do seu marido.

Contra tudo, meus olhos desceram. A calça de linho estava mais tensa agora. O formato era alongado, grosso. *28 centímetros*, ele dissera. Minha mente, traidora, tentou visualizar. Era monstruoso. Feio. Uma coisa bruta, de macho velho e nojento. Mas era… impressionante. Um peso na minha boca seca.

— Isso — ele sussurrou, vendo minha expressão. — Reconheça. É a sua nova realidade. Cada vez que você desobedecer, eu penso em como usar isso para lembrá-la do seu lugar. — Ele se ajustou na poltrona, e o volume se moveu, chamando ainda mais atenção. *Parece pesado*, pensei, e me odiei por pensar.

— O Renato… — comecei, mas a voz falhou.

— O Renato o quê? — ele cutucou. — O Renato tem você, mas nunca te *possuiu*. Não desse jeito. Ele faz amor. Eu fodo. Há uma diferença. — Ele baixou a voz ainda mais. — E uma parte de você já está começando a entender, não está? Aí, de joelhos, olhando para o pau de um homem que odeia seu marido… e sentindo um calorzinho onde não deveria.

Era verdade. Eu sentia. Um calor úmido e traidor entre as pernas. Era nojo, era medo, era adrenalina. Não era desejo. *Não era desejo*, repeti para mim mesma.

— Não sinto nada por você — falei, mas soou falso até para mim.

— Claro que não — ele disse, sarcástico. — É por isso que seus mamilos estão duros sob esse vestido. É por isso que você não desviou o olhar quando eu mostrei. — Ele levantou-se subitamente, e eu vi o volume em seu tamanho total, pendendo pesadamente. Dei um salto para trás, no chão. — Terça-feira, 10h. E venha de saia. É mais prático.

— Prático pra quê? — perguntei, me levantando, minhas pernas fracas.

Ele deu um passo à frente, invadindo meu espaço. Seu cheiro era avassalador. — Prático para quando você precisar ficar de joelhos de novo. Ou de quatro. Depende do meu humor.

Peguei meu celular do sofá e saí dali correndo, sem dignidade. Seus últimos comentários ecoavam: “de quatro”. A imagem que veio à mente me fez sentir tonta. Não de tesão. De terror. Mas um terror que, de alguma forma, acendia algo primitivo em mim.

Do lado de fora, encostei-me na parede da minha casa, respirando ofegante. A imagem daquele volume sob o linho não saía da minha cabeça. Era feio. Era asqueroso. Era de um macho velho e gordo.

Mas era real. E era poder.

E, para meu horror absoluto, enquanto entrava em casa e trancava a porta, percebi que estava molhada.

Fechar a porta da minha casa e trancá-la não trouxe o alívio. Encostei as costas na porta fria e deslizei até o chão do hall, o tecido do meu vestido — um jersey cinza-escuro, justo, de decote em V — esticando sobre os seios e subindo alto nas coxas. Meus saltos altos, pretos e finos, cravaram-se no carpete.

Um calor estranho e insistente queimava dentro de mim. Era como se o corpo inteiro estivesse em estado de alerta, mas um alerta perverso, cheio de formigamento. A imagem da calça de linho de Valério, daquele volume alongado e grosso deformando o tecido, não saía da minha cabeça. 28 centímetros. O número martelava junto com o meu pulso acelerado.

Precisava de normalidade. Precisava do Renato. Da voz calma dele, da segurança.

Com mãos trêmulas, peguei o celular e liguei para ele. Enquanto o telefone tocava, me vi no espelho do hall. Estava desgrenhada. O cabelo loiro solto, o rosto corado, os olhos brilhando com uma intensidade que me assustou. O decote do vestido mostrava a parte superior dos meus seios, e os mamilos estavam duros, marcando o tecido fino.

— Alô, amor? — a voz de Renato soou distante, profissional.

— Renato — minha voz saiu rouca, carregada de uma necessidade que eu nem entendia direito. — Quando você volta?

— Bella? Está tudo bem? Você parece… ofegante.

Pousei a mão livre no meu peito, sentindo o coração disparado. — Estou bem. Só… a casa tá muito quieta. Tô com saudade.

Ouvi-o suspirar. — Eu sei, amor. Mas essa deposição tá um caos. O perito tá se contradizendo a todo momento. Vou ter que ficar até muito tarde, talvez dormir na cidade mesmo. Não vou conseguir voltar hoje.

Um misto de desespero e frustração subiu em mim. Eu precisava dele aqui. Precisava que ele me tocasse, que me cobrisse, que apagasse a sensação suja que Valério tinha deixado.

— Por favor, Renato — implorei, e minha voz soou chorosa, suplicante. — Não tem como você dar uma saidinha? Só por umas horas? Eu… eu preciso de você.

Do outro lado, um silêncio constrangido. — Bella, não posso. É sério. Mas juro que amanhã a noite a gente se vê. Vou te levar num jantar especial, beleza?

A racionalidade dele, a praticidade, soaram como um balde de água fria. Ele não entendia. Como poderia entender? Ele não estava aqui. Não tinha visto. Não tinha sentido.

— Tudo bem — murmurei, derrotada.

— Te amo, Bella. E fica longe do Montenegro, hein? Não confio naquele sujeito.

A menção ao nome fez um calafrio erótico percorrer minha espinha, seguido por uma onda de culpa. — Te amo também — disse, rápido, e desliguei.

Renato não viria. Eu estava sozinha. Sozinha com o cheiro de Valério ainda nas minhas narinas, com a lembrança do olhar dele percorrendo meu corpo, com a visão nítida daquele volume monstruoso sob o linho e a própria umidade quente e constrangedora que encharcava minha calcinha de renda preta.

Subi as escadas até nosso quarto, minhas pernas fracas, o vestido justo dificultando os movimentos. Diante do espelho do guarda-roupa, parei novamente. Eu era um contraste grotesco: a professora de etiqueta de cabelos desfeitos, maquiagem manchada, vestido de festa enrugado, com os olhos cheios de um desejo que não tinha lugar ali.

Sentei na beirada da cama, as pernas abertas, os saltos ainda nos pés. A primeira carícia foi quase um acidente — a palma da mão pressionando a virilha através do vestido. Um choque de prazer tão intenso que me fez arquear as costas. Fechei os olhos, tentando com todas as forças trazer Renato. Seu rosto, seu toque gentil.

Mas a imagem que surgiu foi a de Valério se levantando da poltrona, a calça de linho esticada na virilha. “Olhe para o que você está tentando derrotar.” E eu estava olhando. Na minha mente, eu estava de joelhos, não no tapete, mas entre as pernas dele, com as mãos dele enterradas no meu cabelo.

Um gemido rouco saiu da minha garganta. Empurrei o vestido para cima até a cintura, revelando as coxas grossas e pálidas, a calcinha preta rendada já escura de tesão. Puxei o tecido fino para o lado, expondo-me. Meus dedos encontraram meu clitóris inchado e pulsante, e eu comecei a me tocar com uma urgência animalesca que não conhecia.

Desta vez, não lutei contra as imagens. Deixei-as vir em ondas sujas e vívidas.

Me imaginei naquela sala escura, mas agora de costas para ele, curvada sobre a poltrona de couro, com a saia levantada até a cintura. “Ainda precisa de mais castigo, não é? Por tentar me gravar.” A voz dele era um rosnado na minha fantasia. E na minha mente, eu sentia a palma da mão larga dele batendo forte na minha bunda nua, cada tapa ecoando na sala silenciosa, deixando a pele quente e marcada. “Conta. Conta quantas vezes você merece por ser uma menina má.”

Na cama, meus dedos entraram em mim com força, em sincronia com os tapas imaginários. Meu outro braço apertava um seio através do vestido, beliscando o mamilo até doer. Eu me imaginava implorando entre um tapa e outro, minha voz quebrada: “Mais… por favor…”.

Um orgasmo violento, avassalador, explodiu dentro de mim. Meu corpo se contorceu na cama, os saltos altos rasgando os lençóis finos. Soltei um grito abafado no travesseiro, enquanto ondas de prazer sujo e profundo me lavavam por dentro, deixando-me trêmula, suada e completamente devastada.

Desabei, ofegante, com o vestido amarrotado na cintura, as pernas abertas, exposta e arruinada na própria cama conjugal. As lágrimas vieram então, silenciosas e quentes, de vergonha, de confusão, de luto pela mulher que eu era antes daquela tarde.

O tesão havia sido suprimido fisicamente, mas não mentalmente. O orgasmo só cavara mais fundo o buraco. E o pior era saber que terça-feira às 10h não era mais uma ameaça distante. Era um encontro marcado com a parte de mim que acabara de descobrir que podia se excitar com sua própria humilhação. Eu estava perdida. E uma parte cada vez maior de mim nem queria ser encontrada.

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Comentários

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Formidável. Esse tipo de conto é sempre envolvente e você está deitando e rolando na condução da trama. Parabéns!

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Os detalhes...

A tensão...

Maravilhoso!

Aguardamos a continuidade para brindar a excelência deste conto!

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