Eu a encarei surpreso, pois imaginava que ela estivesse curada. Helena havia me falado isso, mas vindo dela, outra mentira não era de se admirar. Minha mãe continuou:
- Por isso que, vez ou outra, preciso viajar para lá, para fazer um acompanhamento...
- Tá, mãe, eu entendi. A senhora é muito grata à Helena por isso. Eu também sou. Mas isso não dá o direito a ela de me trair com sei lá quantas pessoas...
Minha mãe agora fez uma cara que só posso definir como o mais puro e completo desolamento. Ela sabia que eu tinha razão, e eu tinha realmente. Mas havia mais, segredos que eu ainda sequer imaginava. Nessa noite, eu conheceria uma face da minha esposa que mudaria tudo, para sempre.
[CONTINUANDO]
Eu não entendia o que estava acontecendo e encarei o meu pai que estava cabisbaixo, sem coragem de me encarar. Olhei para a minha mãe e vi seus lindos olhos castanhos esverdeados ainda mais verdes por conta das lágrimas que se acumulavam. Quando fiz menção de falar, ela levantou uma mão:
- Por favor... - Pediu e eu me calei: - Preciso te contar algo. Mas preciso que você me prometa que ficará calmo e me deixará terminar antes de tirar qualquer conclusão a respeito, tudo bem?
- Credo, mãe. O que está acontecendo?
- Me promete ficar calmo?
- Não dá! Eu já estou nervoso e ficando cada vez mais.
Ela deu um sorriso, o mais triste que eu vi na minha vida:
- Então, prometa pelo menos que me dará a chance de contar tudo, sem julgamentos ou condenações.
- Tá. Tudo bem. Eu prometo.
Ela correu o olho por meu pai e ele entendeu a deixa:
- Vou... - Pigarreou, limpando a garganta: - Na venda do seu Zé, ver se ele tem aquele chouriço de rolo que você gosta. Também vou ver se tem uma pinguinha do Zé Paraguay. Eu... Eu acho que você vai precisar...
Assim que ele saiu de casa, fechando a porta da cozinha atrás de si, vi minha mãe dar uma profunda suspirada. Eu não sei que segredos ela guardava, ainda mais sendo sobre a Helena, mas era algo grave o suficiente para ela ter evitado me contar. Eu aguardava com o coração saltando no peito. Ela então me encarou:
- Filho... sua esposa é uma mulher sem igual. Quando ela soube que eu estava com câncer ficou transtornada.
- Eu me lembro. Todos nós ficamos arrasados.
Ela concordou com um meneio de cabeça e continuou:
- Pois é. Ela me ligava todo santo dia querendo saber como eu estava, se eu estava melhorando e... - Ela enxugou uma lágrima: - Eu dizia que estava, mas sabia que questão de tempo.
- A senhora também, né, mãe! Se fizesse o autoexame de mama e os regulares teria descoberto o tumor muito mais cedo.
- Eu sei... Mas é mais complicado quando se trata da gente também. Acho que eu queria fingir que estava tudo bem enquanto eu sentia que podia ficar bem.
- Tá. Não estou culpando a senhora de nada. Mas eu ainda não entendo, onde é que a Helena entra nessa história e por que tanto segredo? Aliás, ela entra nessa história quando conseguiu aquele tratamento experimental lá nos Estados Unidos, naquele centro, o...
- Anderson Cancer Center, no Texas.
- Isso! Qual mal pode haver por trás disso se ela fez um bem para a senhora?
Minha mãe colocou ambos os braços sobre a mesa e com a mão esquerda, apertou a direita até a pele ficar esbranquiçada. Olhava para o lado, certamente tentando encontrar as palavras certas:
- Não há um jeito fácil de contar isso...
- Vai pelo difícil mesmo, mãe, mas fala.
- A Helena... veio me visitar e viu que eu não estava bem. Ela se desesperou. Ficou alguns dias aqui e depois voltou para São Paulo. O que eu vou te contar aqui foi ela que me falou... Lá em São Paulo, ela começou a tentar de tudo para me conseguir um tratamento mais digno. Foram dias até que ela voltou para me buscar, dizendo que havia conseguido esse lá nos Estados Unidos e que ela iria me acompanhar até lá.
- Sim, eu me lembro.
- Mas teve um preço...
- Preço!? Que preço?
- Quem conseguiu isso para ela, exigiu algo dela que ela nunca entregaria numa situação normal.
- Sexo?
- Ela nunca me contou exatamente o que foi. Mas num dia em que estávamos lá, eu a encontrei chorando, totalmente devastada. Pensei que ela estivesse com medo de que eu morresse e fui acalmá-la. Mas eu vi que não era apenas isso. Ela dizia coisas como “ele nunca me perdoará se souber”, “eu não o mereço”, sem parar de chorar. Eu perguntei o que estava acontecendo, mas a única coisa que ela me disse, depois que se controlou, é que fez o que fez porque era necessário para me salvar, mas que ainda precisava fazer algo que salvaria a todos um dia.
- Como assim, salvar a todos?
- Não sei, querido. Mas a Helena teve que se submeter a alguma coisa que ela não queria, algo que magoaria muito você. Disso, eu não tenho dúvida. - Minha mãe enxugou uma lágrima: - O que me dói é saber que talvez ela só tenha feito isso por minha causa. Se eu não tivesse ficado doente, ela certamente não...
- Não se culpe, mãe. A senhora não tem culpa alguma de ter ficado doente.
- Por isso que eu não quero que você tenha ódio dela, Betinho. Espere ela voltar e converse com ela. Dê uma chance dela se explicar. Quem sabe o amor de vocês não é maior e supera isso.
- O problema é saber o que seria esse tal “isso”, mãe! Além do mais, de uma forma ou de outra, ela vem mentindo para mim há um tempão. Como eu posso confiar numa pessoa que mente para mim? Que tem a coragem de dormir do meu lado e sorrir para mim... mentindo?
- Eu não disse que será fácil. Só peço que lhe dê uma chance. Ouça primeiro, pense depois com calma e então siga o que o seu coração sentir.
Meu pai retornou com uma volta de chouriço de porco e outra de linguiça pura. Foi para a pia cortá-las em pedaços menores para preparar uma fritada para comermos. Minha mãe, mesmo fazendo o tratamento, vivia bastante debilitada. A medicação, por melhor que fosse, cobrava parte de sua vitalidade que, aliada à sua idade já avançada, só dificultava ainda mais uma plena recuperação.
Meu pai notou que ela estava bastante abatida, cansada, e foi buscar seu medicamento. Depois, a acompanhou até o quarto, para que ela descansasse um pouco. Fiquei só na cozinha, a mente imersa em certezas incertas. Helena havia sucumbido a algo para poder garantir o tratamento da minha mãe e eu seria eternamente grato por isso. Mas... a que custo?
Meu pai retornou e voltou ao fogão, mexendo aqueles quitutes. Retirou alguns do óleo e colocou num prato, sobre a mesa. Colocou também uma garrafa de origem duvidosa com um líquido mais duvidoso ainda dentro. Sacou a rolha, encheu a metade de dois copos americanos e se sentou ao meu lado, empurrando um para mim. Eu olhei e ele fez um leve meneio em direção ao copo. Peguei e o levantei:
- Saúde! - Ele disse.
- À minha mãe. - Retruquei.
Viramos aquele copo. Ele voltou a encher os dois e empurrou o prato para perto de nós dois. Pegou um pedaço de linguiça e encarou a parede à sua frente, pensativo. O silêncio não durou muito:
- Mariinha te contou?
- Falou, pai. Falou, mas... acabou não dizendo muita coisa. Só deu para entender que a Helena está metida com alguma coisa que eu não aceitaria.
- Eu ouvi uma conversa delas um dia aqui em casa... - Disse e eu o encarei, ele pigarreou e continuou: - Foi sem querer! Mas ouvi...
- Que conversa?
- Tua mãe não quis te contar todos os detalhes porque tem medo de que você possa se revoltar contra a Helena, mas eu não acho justo... Você é homem, e mais do que isso, você é o marido dela, e tem o direito de saber.
- Saber o quê?
- Helena tinha uma amante antes de saber da doença da sua mãe.
- Um amante, eu sabia! Eu sabia que ela estava me traindo.
- Sabia!?
- Não. Não é que eu sabia que estava sendo traído. Eu quis dizer que já tinha certeza de que estava sendo traído.
Ele balançou afirmativamente a cabeça e eu peguei um pedaço de chouriço, colocando na boca e mastigando. Então, me dei conta de um detalhe. Assim que eu engoli, o encarei:
- O senhor disse... um amante ou uma amante?
- Uma... é mulher.
- Mulher!?
- É. Não lembro o nome. Talvez a Mariinha lembre. É um nome esquisito, chique, diferente...
- Espera aí. Agora fiquei confuso... O que isso tem a ver com a doença da minha mãe? Eu pensei que a Helena tivesse começado a me trair depois que descobriu a doença dela.
- Não! Pelo que eu entendi, a Helena tinha um caso com essa moça e quando soube da doença da sua mãe, comentou com ela e ela a ajudou a conseguir o tal tratamento lá nos Estados Unidos.
- Tá, mas... se ela já me traía, e a tal amante dela a ajudou a conseguir o tratamento, o que mudou para ela...
- VALDO! - Minha mãe me interrompeu, surgindo na porta da cozinha: - Eu pedi para não contar.
- Ele tem direito de saber, Maria! Eu não criei um torrão de açúcar. Ele é homem, é o marido dela, e tem todo o direito de saber a verdade.
Eles começaram a discutir na minha frente e fiquei com medo de que a pressão da minha mãe se alterasse, levando-a a algum colapso. Pedi que eles se acalmassem e fui buscá-la para se sentar conosco. Ela estava vermelha, irada, parecia uma pimentinha. Eu sempre ria da cara que ela fazia quando estava brava, mas achei que aquele não seria o momento. Não consegui e comecei a rir na frente dos dois, fazendo-os se calarem enfim:
- Desculpa, gente... Mas mãe, quando a senhora fica brava, fica parecendo uma pimentinha biquinho, toda vermelhinha.
Ela sorriu e meu pai até se engasgou, tentando segurar a risada para não perder a pose de machão. Assim que vi que o clima estava mais equilibrado, expliquei para ela que eu precisava saber toda a verdade para decidir com calma como seguir com a Helena. Ela ainda olhava meio invocada para o meu pai e eu sabia por experiências anteriores que, por uma semana, ele passaria um cortado na mão dela:
- O que tanto esse bocudo aí te contou?
Repeti o que meu pai havia me contado e conforme eu falava mais ela o encarava invocada. Quando terminei, ela deu um grande suspiro e me encarou:
- Tá... Na verdade, não foi a Helena, nem essa “amiga”, quem conseguiu o meu tratamento e os medicamentos. Foi outra pessoa, que não sei o nome, e foi essa outra pessoa quem disse que só manteria o meu tratamento e os medicamentos se a Helena concordasse em ajudá-la numa tal investigação.
- Eu já desconfiava que tinha a ver com a empresa da Helena. Certamente por ela ser uma alta executiva, ter acessos a informações sigilosas e ambientes restritos, eles precisavam da sua ajuda.
- Não sei. Acho que sim... - Disse minha mãe, pegando um pedaço de linguiça e comendo: - Só que, certo dia, a Helena me disse que ela teria que fazer certas coisas com pessoas que não queria para poder conseguir isso. Ela não me disse o que era e...
- Disse sim! Fala a verdade ou eu falo. - Meu pai a interrompeu.
Ela o encarou com fogo nos olhos e suspirou, profundamente, chateada, constrangida. Seguiu olhando para a porção sobre a mesa, sem coragem de me encarar:
- Ela... para conseguir o que precisava... teria que ganhar a confiança de um homem que vinha dando em cima dela.
- Ganhar a confiança... transar, a senhora quer dizer?
Ela anuiu, balançando sua cabeça, ainda olhando para o prato a sua frente. Meu pai se levantou e foi a geladeira, buscar uma jarra de suco. Mesmo brigados, ele cuidava dela com esmero. Serviu um copo que ela pegou e o agradeceu, dizendo:
- Obrigada. Mas vamos conversar mais tarde.
Ele sorriu e voltou a se sentar à mesa. Ficamos em silêncio por alguns minutos, até que ele me perguntou:
- O que você está pensando em fazer?
- É complicado... - Falei, olhando para o meu copo: - Mas, pelo menos, eu preciso conversar com a Helena. Eu preciso entender exatamente o que aconteceu para decidir.
- E por que não liga?
- Tem certas coisas que só se resolve no cara a cara, mãe. Além do mais, a Helena está incomunicável. Ela mesma me bloqueou, dizendo que era para garantir a minha segurança.
- Nossa, Betinho... - Gemeu minha mãe: - O que será que está acontecendo?
- Não sei, mãe, e já nem sei se quero descobrir.
- A ignorância, às vezes, é uma benção, meu filho... - Disse ela.
- Sério, Maria!? Cê vai querer convencer ele que é melhor continuar com ela sem saber o que aconteceu? - Retrucou o meu pai.
- E por que não!? Talvez seja a melhor forma dele não se magoar.
- Minha Nossa Senhora! O remédio só pode estar mexendo com a tua cabeça, mulher. - Ele insistiu, bravo: - É claro que ele tem o direito de saber tudo o que aconteceu, principalmente se ela o tiver traído. Honestidade é o mínimo que a Helena deve para o Roberto.
Uma discussão começava a ser armar e eu intervi antes que as coisas saíssem do controle. Comemos o resto daquela porção e perguntei se poderia passar uns dias ali com eles e claro que eles adoraram a ideia.
Após terminarmos a porção e lavarmos a louça, fui até meu antigo quarto. Estava praticamente igual ao que deixei. O mesmo computador, a mesma escrivaninha, a mesma cama... Na parede, o mesmo poster do Iron Maiden que minha mãe odiava, mas que deixou porque eu adorava. Ela dizia que aquilo não era de Deus e agora eu me perguntava que Deus é esse que deixa a minha esposa à mercê de sabe-se lá que bandido.
Liguei meu computador e, por ser um modelo bem desatualizado, custou a engrenar. Mas ainda funcionava e dali eu conseguiria manter atualizados os meus processos. Só precisava avisar meu chefe de que trabalharia de casa por alguns dias. Faria isso depois.
Ainda havia algumas roupas minhas no guarda-roupas, da época de solteiro. Nenhuma me servia mais. O tempo me garantiu, mais maturidade, conhecimento, dinheiro e também gordurinhas. Tive que ir até uma loja na cidade comprar algumas roupas. Lembrei-me do que Zico havia me avisado e comprei um celular novo e um chip de outra operadora. Voltei para casa e o cadastrei no CPF do meu pai, tentando despistar eventuais curiosos. Liguei para meu chefe e expliquei que trabalharia de casa e como eu gozava de certo prestígio, ele concordou.
Os dias seguintes foram tensos. Até pensei em mandar uma mensagem para a Helena, mas eu sabia que ela não atendia números desconhecidos. Os dias da convenção em Viena tinham terminado e eu imaginei que ela já tivesse voltado. Encontrei um orelhão na praça central da minha cidade, ainda funcionando, e decidi ligar na Imperium, para saber falar com ela.
Difícil foi achar aquelas fichas parecidas com moedas. Quando liguei, a surpresa de sua secretária me atingiu em cheio, pois ela pensou que eu soubesse de sua viagem para a matriz nos Estados Unidos, onde ficaria mais alguns dias. Na verdade, ela sequer chegou a voltar, foi diretamente de Viena para lá. Eu não sabia mais o que fazer.
Então, sem que eu esperasse, recebi um telefonema do Zico, naquele aparelho dele. Infelizmente, a notícia não era boa:
- Doutor, infelizmente não consegui recuperar os registros.
- Mas como assim, Zico? Você não tinha “backup”?
- Sim, mas como eu já imaginava, eles invadiram o meu QG e levaram tudo, máquinas, HD, pen drives... Tudo!
- Poxa, Zico. Eu... Cara, eu sinto muito! Eu vou dar um jeito de te compensar. Assim que eu voltar, eu te pago.
- Relaxa, doutor. Isso é o de menos...
- Mas e a S.A.R.A.? Ela foi levada também?
- Uma parte, sim. Mas consigo recuperá-la facilmente.
- Mas como, se eles levaram suas máquinas?
- Doutor... Não sou tão burro quanto vocês imaginam. Lá no meu QG, eu só tinha uma máquina rodando o sistema local, mas o código fonte e os protocolos de memória, sempre ficaram a salvo em outros locais. Na verdade, a S.A.R.A. não é uma inteligência concentrada. Eu uso vários provedores e nuvens descentralizados pelo mundo para mantê-la a salvo e sempre se alimentando de mais e mais informações.
- Caramba!
- Inclusive, enquanto reconectava as memórias da S.A.R.A, sem querer, descobri que sua mulher está nos States.
- Sim, eu já descobri.
- Mas sabe onde ela está ficando?
- Nã-Não. - Gaguejei, já esperando o pior.
- Ela está hospedada num dos endereços mais exclusivos de Manhattan, no apartamento de um tal Bronson...
Era tudo o que eu não precisava ouvir, nem ouvi o resto do que ele disse. Acabei desligando. Que Helena já vinha me traindo, eu sabia, já tinha até visto, mas eu ainda tinha alguma esperança de que fosse só com a tal mulher. Pelo visto, eu havia me enganado. Refeito do susto, tentando me convencer de que Helena pudesse não ter se tornado a puta que os sinais indicavam, liguei para o Zico:
- Zico... existe alguma chance daqueles vídeos da Helena transando com outros serem falsos como aquele que fizeram de mim?
Ele ficou em silêncio por um instante, pensando e por fim respondeu:
- Doutor... até existe. Mas eu assisti alguns e eles me pareceram bem reais.
- Será que a S.A.R.A., depois que for reativada, poderia analisá-los?
- Pedirei isso a ela, doutor. Mas ainda vai demorar alguns dias até ela estar 100% operacional.
- Eu espero. Não tenho mais o que fazer...
- Ok.
- Zico, outra coisa... Eu estava pensando em ir aos Estados Unidos me encontrar com a Helena.
- Que jeito, doutor!? O senhor seria preso no aeroporto. Certamente a CIA tem meios de saber seu deslocamento.
- Eu conheço algumas pessoas que trabalham com emissão de documentos genéricos...
- Documentos falsos, o senhor quer dizer?
- É. Isso...
- Doutor, acha mesmo que a CIA não vai reconhecer o senhor pelas câmeras do aeroporto com o avanço dos sistemas de reconhecimento facial? Nem falo só no aeroporto, digo em qualquer lugar mesmo.
- Eu posso me disfarçar...
- Acho muito arriscado e sinceramente, acho que vai dar merda. O senhor já provou não ser muito... esperto. Desculpa! Mas se o senhor quer arriscar, por que não entra pelo México? Eu tenho uma prima que é casada com um profissional autônomo que faz essa travessiacoiote!?
- É muito pejorativo, né, doutor? - Ele sorriu e continuou: - Então... Ele passa o senhor facinho para o lado de lá. E com um pouco de dinheiro, ele te leva até onde a sua mulher está.
OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.
FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.
