O apagão caiu como um tapa na cara no Conjunto Habitacional Santo Expedito. Tudo escuro, tudo parado. Elevadores mortos, luzes apagadas, e o calor subindo como se o diabo tivesse acendido uma fogueira embaixo do prédio. Era uma sexta-feira abafada de abril, e os moradores — uma mistura de gente fodida pela vida, tarados de armário, malucos e pervertidos de todo tipo — não sabiam que as próximas 48 horas aquilo viraria um puteiro sangrento.
No primeiro dia, o caos ainda era tímido. O pessoal ficou puto com a geladeira quente estragando comida, a cerveja esquentando e o celular ficando sem bateria. Mas no segundo dia, com a comida escasseando e a água virando ouro, a coisa desandou de vez. O salão de festas, aquele buraco fedido com paredes descascadas, virou o ponto de encontro dos desesperados. E quem tomou o controle foi Zulu, um negão barrigudo que já tinha sido Rei Momo nos anos 90, mas agora vivia de bicos e de contar lorotas pra impressionar os vizinhos.
— Tá todo mundo com fome, porra! — Zulu berrou, subindo num caixote quebrado, a camisa suada aberta mostrando os peitos caídos e peludos. — Mas comida não tem mais. Então vamos comer o que tem: cu, buceta, pau, tudo o que estiver pulsando!
A galera riu, meio sem graça, mas o tesão já tava no ar. O calor ajudava, o desespero também. A primeira a topar foi a Tati, uma mina magrela do 403, com cara de quem chupava cigarro eletrônico o dia todo. Ela arrancou a blusa, jogou os peitinhos pequenos pra cima e gritou:
— Se é pra foder ou morrer, eu fodo! Quem vem?
O silêncio durou dois segundos antes do barulho de cinto abrindo e calça caindo começar. O salão virou um mar de pele suada e gemidos. Zulu desceu do caixote, já de pau duro, apontando pra Tati como se fosse uma arma.
— Vem cá, sua vadia magrela, vou te encher de leite antes que o mundo acabe!
Ela riu, se jogando de joelhos no chão imundo do último aniversário infantil. A boca dela engoliu o cacete dele num gole só, babando pra caralho enquanto os outros assistiam. O som de saliva e engasgo encheu o lugar. Um cara barbudo do 905, o Zé, não aguentou e já foi metendo a mão na calça, se punhetando enquanto olhava.
— Porra, Zulu, deixa um pouco pra mim! — Zé gritou, com a voz rouca.
— Relaxa, seu filho da puta, tem pra todo mundo! — Zulu respondeu, agarrando o cabelo de Tati e metendo mais fundo, até ela tossir e cuspir um fio de baba no chão.
Do outro lado do salão, a Dona Maria, uma coroa de 50 anos que vivia reclamando do barulho das festas, apareceu com uma camisola puída. O porteiro, um magrelo chamado Carlinhos, já tava com a cara enfiada entre as coxas gordas dela, chupando aquele grelo como se fosse a última coisa que ia fazer na vida. Ela gemia alto, segurando a cabeça dele com as mãos cheias de calo.
— Isso, seu safado, lambe essa buceta velha que teu patrão nunca teve coragem! — ela gritava, rebolando na cara dele.
O marido da Dona Maria, o Seu Jorge, nem ligou. Ele tava encostado na parede, com a síndica de quatro chupando o pau dele com uma gula que parecia pessoal. A síndica, uma loira oxigenada de uns 40 anos, tinha os peitos falsos balançando enquanto engolia tudo, os olhos lacrimejando de tanto esforço.
— Engole, sua puta, que eu te dou um aumento no salário! — Seu Jorge ria, empurrando a cabeça dela pra baixo.
O salão virou um puteiro aberto. O chão tava escorregadio de suor, porra e sei lá mais o quê. Um grupo de quatro — dois caras, uma mina e um negão forte do 1202 — se embolou num canto, se pegando como animais. A mina, uma morena tatuada chamada Juju, tava cavalgando com a boceta na pica de um dos caras enquanto o outro metia no cu dela, num vai-e-vem que fazia o corpo dela tremer todo. O negão se punhetava na frente, esperando para quando vagasse um dos orifícios ocupados.
— Me dá essa buceta, Juju, que eu te fodo depois atrás até o cu virar uma couve flor! — ele disse, com o pauzão balançando.
— Calma, negão, deixa eu gozar nesses dois aqui primeiro! — ela respondeu, gemendo alto enquanto os dois lascavam os buracos dela sem dó.
O tesão virou moeda de troca. Um velho safado do 1101 ofereceu meio pão amanhecido pra uma novinha de 18 anos, a Larissa, em troca de uma chupada. Ela, com cara de nojo, pegou o pão, deu uma mordida e caiu de boca no pau murcho dele, que mal ficava duro espalhando migalhas pelo saco.
— Isso, minha netinha, chupa o vovô que eu te dou mais comida depois! — ele ria, com a voz tremendo.
Ela cuspiu no chão depois de terminar, limpando a boca com as costas da mão. — Velho nojento, esse pão támais duro que o seu pau!
Mas a fome apertava mais que o nojo, e logo ela tava de quatro, deixando um entregador de aplicativo lhe enrabar, enquanto segurava o pão como troféu. O cara metia forte, agarrando a bunda dela com as mãos sujas de graxa, enquanto urrava arqueando a cabeça.
— Rebola, sua piranha, que eu te faço esquecer até a fome! — ele grunhia, dando tapas na cara dela que ecoavam no salão.
No meio do frenesi, o síndico, um gordão de cabelo seboso chamado Seu Roberto, apareceu com uma garrafa d’água quase cheia. Ele balançou ela no ar como se fosse um rei, gritando:
— Quem quer água? Três de vocês, se pegando na minha frente, agora!
O entregador, a Larissa e o negão do 1202 toparam na hora. O negão jogou a Larissa contra a parede, levantou as pernas dela e meteu o pauzão na buceta dela com tanta força que ela gritou se chocando conra a parede. O entregador foi por trás, enfiando no cu dela sem nem avisar, enquanto ela se contorcia entre os dois, gemendo e xingando ao mesmo tempo.
— Porra, seus filhos da puta, vão me rasgar toda! — ela gritava, mas não parava de rebolar.
Seu Roberto assistia, se masturbando com uma mão e segurando a garrafa com a outra, os olhos brilhando de tesão. — Isso, seus cachorros imundos, fodam ela até eu gozar!
A orgia rolava solta, mas aí o clima mudou. Jonas, o maluco do 708, apareceu na porta do salão. Era um cara magro, de pele pálida, com uma bíblia ensanguentada na mão e uma faca de cozinha na outra. Ele olhou a cena com nojo, mas tinha um brilho esquisito nos olhos, como se quisesse participar e matar ao mesmo tempo.
— Seus devassos escrotos! — ele berrou, a voz cortando o barulho dos gemidos. — Vou purificar esse chiqueiro com sangue!
Antes que alguém reagisse, ele cravou a faca no pescoço do Zé, que tava se punhetando ainda. O sangue jorrou quente, espirrando na Tati, que tava ali do lado chupando o Zulu. Ela nem parou, só lambeu o sangue do rosto e continuou engolindo o pau do negão.
— Mata quem quiser, Jonas, mas deixa eu gozar primeiro! — Zulu riu, empurrando a cabeça da Tati pra baixo.
A galera se dividiu. Metade entrou em pânico, correndo pelados pros corredores, tropeçando nos corpos e nas poças de fluidos. A outra metade ficou, fodendo com mais raiva ainda, como se cada gozada fosse um “vai se foder” pro lunático. Juju, ainda com os dois caras dentro dela, gritou:
— Gozem rápido, seus putos, antes que esse louco pegue a gente!
Os dois aceleraram, metendo como máquinas, enquanto ela gozava alto, o corpo tremendo entre eles. Jonas passou por ali e enfiou a faca nas costas de um dos caras, que caiu gemendo, com o pau ainda duro esguichando esperma. Juju nem ligou, já pulando no negão do 1202 pra continuar.
Nos corredores, a putaria seguia solta. A Dona Maria arrastou o Carlinhos pra escadaria e sentou na cara dele, esfregando a buceta peluda enquanto ele engasgava.
— Chupa, seu merda, que eu te faço homem é hoje! — ela mandava, apertando os peitos caídos.
O sangue de Jonas se misturava com o suor e a porra no chão. Ele caçava os tarados como um predador, mas o tesão do povo era mais forte que o medo. No 607, um grupo trancado fodia em círculo, passando uma garrafa de cachaça quente. Um cara chupava a buceta de uma mina enquanto outro metia no cu dele, numa corrente de gemidos e xingamentos.
— Vai, seu viado, mete mais fundo que eu te chupo depois! — o cara gritava, entre um gole e outro.
No clímax da noite, Zulu encarou Jonas. O negão tava pelado, o pauzão balançando, coberto de baba e sangue. Ele abriu os braços e provocou:
— Vem, seu cuzão santo, me pega se tiver colhão! Se me matar, te dou o cu antes de apagar!
Jonas avançou, os olhos arregalados de ódio. A multidão parou pra ver, ofegante e suada. Os dois lutaram, rolando no chão imundo, até Jonas cravar a faca no peito do Zulu. Mas antes de morrer, o negão gozou um jato grosso bem na cara do fanático, rindo enquanto o sangue escorria.
— Toma, seu filho da puta, meu último presente! — Zulu gorgolejou, caindo morto.
Jonas uivou, limpando o rosto com nojo, mas o prédio já tava perdido. Corpos fodiam e sangravam por todo lado. A escuridão engolia a porra toda, e o Conjunto Santo Expedito virava uma ceia de carne viva, onde o tesão, o sangue e a morte dançavam juntos até o último suspiro.
