Achuva cai sobre a cidade, escorrendo pelas calçadas e refletindo as luzes neon dos estabelecimentos que permanecem abertos à noite. Laisa caminha com passos firmes, os pés descalços batendo levemente no asfalto molhado, a pele negra brilhando sob a umidade. Seu corpo, nu como exige a lei, atrai olhares famintos dos homens que passam por ela, alguns parando para ajustar as calças enquanto a observam com desejo descarado. Ela não se incomoda. Já está acostumada. Aliás, até gosta, de certa forma, desse poder silencioso que exerce sobre eles apenas por existir.
À sua frente, uma mulher loira ajoelha-se na calçada, as mãos apoiadas nos joelhos de um homem de terno surrado. A boca dela trabalha com dedicação, os lábios esticados ao redor de um pau grosso que desaparece entre seus lábios pintados de vermelho. O homem segura a cabeça da mulher com uma mão, empurrando-a para frente a cada investida, enquanto a outra mão descansa no bolso, como se estivesse esperando um ônibus. Laisa passa por eles sem pressa, sentindo o cheiro de sexo misturado ao odor de chuva e cigarro. Um arrepio percorre sua coluna quando ouve o som úmido de sucção, seguido por um gemido abafado da loira. Puta sorte dela, pensa Laisa, pelo menos está chupando só um de cada vez.
Ela dobra a esquina e avista o restaurante, um prédio baixo com janelas embaçadas e uma porta de madeira escura. O letreiro pisca em vermelho: "A Carne é Fraca", escrito em letras cursivas que lembram sangue escorrendo. Dentro, a música é baixa, quase um zumbido, e o cheiro de comida frita se mistura ao suor e ao perfume barato das mulheres que, como ela, servem de decoração. Ela vê sua colega Elaine aberta e exposta para um grupo de homens de meia idade tendo que suportar toques e comida enfiadas em sua buceta.
Era um rerestaurante onde as mulheres ficavam sobre as meses totalmente abertas com as bucetas a disposição de seus clientes.
Laisa respira fundo antes de empurrar a porta, sentindo os olhares dos clientes já colados nela antes mesmo de entrar.
O ambiente é quente, abafado. As mesas de madeira estão cheias de homens comendo e bebendo, alguns sozinhos, outros em grupos. No centro do salão, sobre uma mesa larga e polida, uma mulher ruiva está deitada de costas, as pernas abertas e apoiadas em dois bancos, a buceta completamente exposta. Um garçom passa por ela com uma bandeja, e, sem parar, desliza dois dedos entre os lábios inchados da ruiva, que morde o lábio inferior para não gemer alto. Laisa sabe que não pode fazer o mesmo.
— Laisa, finalmente — diz uma voz grossa vinda do balcão. É Seu Ribeiro, o gerente, um homem barrigudo com uma cicatriz no queixo e olhos que parecem sempre calcular algo. — A mesa três está te esperando. E não me faz passar vergonha hoje, tá?
Ela assente, os seios balançando levemente com o movimento. Não responde. Não precisa. Seu Ribeiro já está olhando para outro lugar, como se ela fosse mais um móvel do estabelecimento.
A mesa três fica no canto esquerdo, perto de uma janela que dá para a rua. É uma das mais movimentadas, sempre ocupada por homens que gostam de tocar enquanto comem. Laisa sobe na mesa com elegância, sentindo o frio da madeira sob suas nádegas. Abre as pernas devagar, expondo-se sem pressa, como se estivesse se acomodando para um banquete. Os clientes mais próximos já estão olhando, alguns com garfos parados a meio caminho da boca.
Um deles, um homem magro de bigode fino, aproxima a cadeira sem pedir permissão. Seus dedos são longos, unhas bem cortadas. Ele não toca logo. Primeiro, passa a mão pela coxa de Laisa, subindo devagar, como se estivesse acalmando um cavalo. Ela não se mexe. Não respira fundo. Só espera.
— Toda molhadinha já, né? — murmura o homem, a voz rouca. Não é uma pergunta.
Laisa não responde. Não é permitido. Mas seus lábios se entreabrem quando dois dedos deslizam entre seus lábios vaginais, encontrando-a quente, úmida, pronta. Um arrepio percorre suas costas, e ela tem que morder a parte interna da bochecha para não soltar um gemido alto. Não pode fazer escândalo. As regras são claras. Mulheres decorativas não incomodam os clientes. Mulheres decorativas são silenciosas.
O homem magro não se importa com as regras. Ele afunda os dedos nela, explorando-a com uma intimidade que a faz tremer. Laisa fecha os olhos por um segundo, sentindo o calor se espalhar pela barriga. Porra, como ela está sensível hoje. Cada movimento dos dedos do estranho parece ecoar dentro dela, como se seu corpo todo fosse um instrumento afinado só para isso. Ela ouve o som molhado de seus próprios fluidos, o arranhar suave das unhas do homem contra sua pele interna. É quase demais.
— Gosta, não é? — sussurra o homem, e dessa vez é uma provocação.
Laisa abre os olhos e o encara. Seu rosto é uma máscara de indiferença, mas seus quadris se movem imperceptivelmente, como se tivessem vida própria. O homem sorri, satisfeito, e adiciona um terceiro dedo, esticando-a de uma forma que dói e excita ao mesmo tempo. Ela solta um suspiro trêmulo, as mãos se fechando em punhos sobre a mesa.
— Isso. Assim. — Sua voz é um rosnado baixo. — Mas não goza, hein? Não sem permissão.
Laisa range os dentes. Filho da puta. Ela conhece esse jogo. Sabe que, se gozar, vai levar uma surra depois, no fundo do restaurante, onde ninguém vê. Mas caralho, como é difícil segurar. Seu clitóris lateja, inchado, pedindo atenção. Ela quer se tocar. Quer gritar. Quer mais. Porem se quer manter o emprego deve se manter atenta a suas ações, ali onde as mulheres são apenas objetos é muito difícil conseguir trabalho.
Do outro lado da mesa, outro homem — este mais velho, com uma cicatriz no pescoço — observa a cena com interesse. Ele não toca. Ainda. Mas seus olhos são pesados, como mãos invisíveis percorrendo o corpo de Laisa. Ela sente o suor escorrendo entre seus seios, o coração batendo tão forte que tem medo de que eles ouçam.
— Deixa eu ver essa buceta de perto — diz o homem magro, retirando os dedos com um estalo úmido.
Laisa obedece antes que ele precise repetir. Ela se inclina para trás, apoiando-se nos cotovelos, e abre ainda mais as pernas, expondo-se completamente. O ar frio da sala bate em seu sexo escorrendo, fazendo-a estremecer. O homem magro se aproxima, o rosto quase entre suas coxas, e assopra levemente sobre seu clitóris. Laisa solta um gemido baixo, involuntário, e vê o velho com a cicatriz franzir a testa.
— Cuidado, menina — avisa ele, a voz áspera. — Não é pra fazer barulho.
Ela morde o lábio, sentindo o gosto de sangue. O homem magro ri, e então sua língua está nela, quente e ágil, lambaçando seus lábios vaginais antes de se concentrar no clitóris. Laisa arfa, as costas arqueando, as mãos agarrando a beirada da mesa. Não pode gozar. Não pode. Mas caralho, como é bom. Sua buceta lateja, seus músculos internos se contraem, pedindo por algo — qualquer coisa — para preenchê-la.
— Chega — diz o velho de repente, e o homem magro obedece, afastando-se com relutância.
Laisa respira fundo, tentando se acalmar, mas seu corpo inteiro está tremendo. Ela olha para baixo e vê seu próprio suco escorrendo, brilhante, pela sua coxa. O velho se levanta, coloca o dinheiro em cima do corpo nu dela e vai embora levando seus colegas, laisa não pode se mexer ate que o garçom venha limpar ela e recolher o dinheiro.
O garçom caio vem ate ela, pega o dinheiro que esta sobre seu abdômen negro e reluzente e seus peitos caídos sobre o próprio corpo, ele seca a vagina de Laisa e perfuma para o próximo cliente.
E ali imóvel e exposta tal como tantas colegas de trabalho ela faz sua jornada de trabalho, cliente após cliente.
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