Descobertas de uma mulher - Parte X

Um conto erótico de Yamal
Categoria: Lésbicas
Contém 3013 palavras
Data: 02/02/2026 00:48:01

As semanas passaram e o dilema continuava ali, martelando a cabeça de Nathalia como um relógio quebrado. A rotina com Lédio tinha se transformado em algo quase mecânico: ele acordava cedo, saía antes que o dia clareasse por completo, voltava tarde, exausto, jantava em silêncio, ou dizia poucas palavras, deitava e dormia. Às vezes, como quem cumpre um acordo tácito, havia sexo, rápido, funcional, sem faze-la gozar. As carícias, os gestos de intimidade haviam ficado pelo caminho fazia tempo.

Ela se convencia de que aquilo era apenas uma fase. Precisava ser. Nathalia repetia para si mesma, como um mantra, que ainda amava o marido, que o casamento era sólido, que tudo o que havia acontecido com Maya era um desvio… um erro intenso, mas passageiro. Ainda assim, o corpo dela parecia não concordar com essa versão, o corpo de Nathalia sentia saudades, queimava de tesão por Maya.

Por outro lado o silêncio de Maya era o que mais doía. Nenhuma notícia, nenhuma mensagem, nenhum bilhete deixado ao acaso. Às vezes, Nathalia ouvia conversas baixas ecoando pelos corredores do prédio, reconhecia a voz antes mesmo de racionalizar e tinha certeza de que era ela. Mas lhe faltava coragem para ir atrás, para confirmar. Não vê-la era mais cruel do que encará-la de frente, e essa ausência a estava enlouquecendo lentamente.

Porém, tudo mudaria naquela tarde de quinta-feira.

O inverno em São Paulo estava impiedoso, com temperaturas girando em torno dos 12° ou 13° graus. O aquecedor do apartamento permanecia ligado praticamente sem descanso desde o início da semana, um calor artificial tentando compensar o vazio que Nathalia sentia. Sentada no sofá, envolta por uma manta, ela se distraía com alguns bordados, tentando manter a mente ocupada — como se linhas e agulhas fossem capazes de costurar também suas contradições.

Foi então que aconteceu.

*PUFFFssss.*

O som veio acompanhado de um estalo seco, quase agressivo. As luzes se apagaram de uma vez, mergulhando a sala em uma penumbra azulada, iluminada apenas pela luz fraca do céu nublado que entrava pela janela. Nathalia se levantou assustada, o coração acelerado, e logo percebeu: o aquecedor havia superaquecido, a tomada estourara, e o curto-circuito tinha apagado todo o apartamento.

Por sorte, o aparelho ainda estava na garantia. Ela pensou em ligar para Lédio, o celular já quase na mão… mas desistiu. Não queria ser mais um problema, mais uma “futilidade” no dia dele.

Quem resolveria aquilo não seria ele. Seria o zelador/porteiro, Rubens.

Minutos depois de descer até o hall e pedir ajuda, ouviu passos lentos na escada. O velho Rubens subia degrau por degrau, apoiando-se no corrimão como se cada passo exigisse uma negociação com o próprio corpo.

N: O senhor subiu tudo isso de escada? — perguntou Nathalia, surpresa.

R: Sou cético com elevadores, minha filha — respondeu ele, com um meio sorriso. — Quase morri duas vezes dentro de um.

Ela não conteve um sorriso breve. Havia algo reconfortante naquela simplicidade.

De volta ao apartamento, Rubens examinou a sala às escuras. A luz difusa do dia desenhava sombras longas nas paredes, deixando o ambiente estranhamente melancólico. Não demorou muito para ele identificar o problema.

R: É um curto — disse, confirmando o que Nathalia já suspeitava.

Ele suspirou fundo, coçando a cabeça.

R: Isso aqui vai exigir tempo. Vou precisar chamar técnicos especializados. O aquecedor até dá pra consertar, mas a fiação… — fez uma pausa significativa. — Pode ter derretido. Talvez a gente precise abrir as sancas do teto.

Nathalia sentiu um aperto no peito.

N: Tempo… quanto tempo?

Rubens deu de ombros, sincero demais.

R: Minutos, horas, dias, semanas… não sei. Mas, pelas normas do prédio, infelizmente você e o seu marido não podem dormir aqui até resolver tudo.

N: Mas… onde a gente vai dormir, seu Rubens? — perguntou, a voz mais frágil do que gostaria.

R: Tem hotéis aqui perto. Vocês vão sobreviver — disse ele, inclinando-se levemente e completando em tom conspiratório: — E qualquer coisa, a firma do seu marido cobre a despesa.

Ela assentiu em silêncio.

Enquanto Rubens falava sobre protocolos e telefonemas, Nathalia sentiu algo estranho se formar dentro de si. Um misto de medo, alívio e culpa. Ficar fora de casa significava sair do espaço onde ela fingia que tudo estava sob controle.

A chave girou na fechadura pouco depois das oito. O som metálico ecoou alto demais no apartamento às escuras, fazendo Nathalia se sobressaltar. Ela ainda estava sentada no sofá, a manta agora caída ao lado, os bordados esquecidos sobre a mesa de centro como provas de uma tentativa frustrada de normalidade.

L: Nat? — a voz de Lédio veio carregada de cansaço, mas também de alerta.

Ele entrou e parou por um segundo, tentando decifrar o ambiente: a penumbra, o cheiro leve de plástico queimado no ar, o aquecedor desligado e deslocado da tomada estourada. Largou a pasta no chão antes mesmo de tirar o casaco.

L: O que aconteceu aqui? — perguntou, andando rápido até ela. — Você se machucou?

Havia uma preocupação genuína ali, quase esquecida, e aquilo apertou o peito de Nathalia mais do que qualquer reprovação teria feito. Ela balançou a cabeça em negativa.

N: Não… não. Foi o aquecedor. Deu um curto, a luz caiu. O Rubens já veio ver.

L: Rubens? — Lédio franziu a testa, olhando em volta. — E você ficou sozinha aqui no escuro?

A pergunta saiu mais ríspida do que ele pretendia. Nathalia respirou fundo antes de responder.

N: Eu liguei pra portaria. Ele subiu logo depois. Disse que a fiação pode ter derretido… que talvez precise quebrar o teto.

Lédio passou a mão pelo rosto, exausto, e soltou um suspiro longo. Caminhou até a janela, como se o pouco de luz do lado de fora pudesse ajudá-lo a pensar.

L: E a energia?

N: Cortada. A gente não pode dormir aqui hoje. Nem amanhã, provavelmente.

Silêncio.

Ele ficou ali parado por alguns segundos, absorvendo a informação, calculando custos, transtornos, ligações a fazer. Nathalia o observava em silêncio.

L: Tá — ele disse por fim, virando-se. — A gente pega um hotel. Não é o fim do mundo.

Ela assentiu, mas algo dentro dela não se aquietou. Talvez fosse o frio, talvez fosse a sensação de deslocamento que crescia desde que o apartamento deixara de ser refúgio e passara a ser apenas cenário.

Foi então que ouviram passos no corredor.

Vozes abafadas. Uma risada curta. O som inconfundível de alguém destrancando uma porta próxima.

O corpo de Nathalia reagiu antes que a mente pudesse impedir. O coração acelerou, a respiração ficou curta. Ela reconheceria aquela cadência em qualquer lugar.

Maya.

Lédio, alheio ao terremoto interno da esposa, foi até a porta aberta e espiou o corredor, talvez à procura do zelador. Nathalia se levantou devagar, como se cada movimento pudesse denunciá-la.

Maya apareceu no campo de visão dos dois quase por acaso uma sacola de mercado na mão, cachecol enrolado no pescoço, o cabelo solto, levemente desalinhado pelo vento frio. Ela parou ao ver Lédio, surpresa educada no rosto, e então seus olhos encontraram os de Nathalia.

O mundo pareceu dar um passo em falso.

Foi só um segundo. Talvez menos. Mas tempo suficiente para que tudo o que estava reprimido vibrasse no ar: o que não fora dito, o que não fora resolvido, o que insistia em existir.

M: Oi — Maya disse, a voz seria, mas cautelosa.

N: Oi — respondeu Nathalia, sentindo a palavra arranhar por dentro.

Lédio olhou de uma para a outra, registrando algo indefinível uma tensão que ele não soube nomear, mas que não passou despercebida.

L: Tivemos um problema elétrico aqui — explicou ele, cordial, apontando com o polegar para dentro do apartamento. Curto-circuito. O prédio inteiro apagou pra gente.

M: Que droga… — Maya murmurou. — Com esse frio ainda.

Ela deu um meio sorriso solidário, e Nathalia sentiu o estômago se contrair.

Foi Lédio quem teve a ideia. Veio simples, prática, como quase tudo nele.

L: Escuta — disse, voltando-se para Maya —, você sabe se tem algum hotel decente aqui perto? Ou… — hesitou por um instante, como se estivesse avaliando algo — algum lugar onde a gente possa ficar essa noite? Até resolverem isso?

O silêncio que se seguiu foi denso.

Maya piscou, surpresa, e seus olhos deslizaram de volta para Nathalia, buscando nela uma reação, uma faísca, qualquer sinal. Nathalia sentiu o chão sumir sob os pés. Parte dela queria negar, recuar, proteger o pouco que ainda restava do casamento. Outra parte mais honesta, mais faminta sabia que aquele convite era uma provocação, uma outra parte dela queria dormir ali, queria dormir com Maya.

M: Bom… — Maya começou, com cuidado — meu apartamento é pequeno, mas… dá pra improvisar. Se for só por uma noite.

Lédio assentiu, aliviado, como se aquilo resolvesse um problema logístico e nada mais.

L: Seria uma mão na roda. A gente não atrapalha, prometo.

Ela forçou um sorriso, sentindo o coração bater forte demais.

Talvez fosse apenas mais um acaso.

Ou talvez fosse o destino insistindo em tocar na ferida que ela fingia não ver.

As coisas foram chegando aos poucos na casa de Maya, quase como se não quisessem admitir que aquela estadia improvisada estava se transformando em algo maior.

Primeiro, a roupa de trabalho de Lédio. Tudo organizado com cuidado excessivo, como se ele precisasse marcar território num espaço que claramente não lhe pertencia. Maya indicou um canto do armário sem comentar nada, o gesto educado demais para ser neutro.

Depois vieram as roupas de Nathalia. Não uma mala inteira, ainda, mas o suficiente para denunciar de que ela ficaria mais tempo ali. Vestidos confortáveis, pijamas, um casaco mais quente, uma calcinha de renda preta. Maya ajudou a guardar, ambas juntas, lado a lado, em certo momento Maya prgou a calcinha de Nathalia e a deu um sorriso de canto, Maya percebeu e começou a dobrar a roupa mais rapido, como se quisesse fugir daquele momento, pelo menos era o que ela queria acreditar. Nenhuma das duas comentou o quão íntimo aquele gesto era.

E então veio o colchão.

Os homens da entrega o colocaram no quarto de hóspedes sem saber sem poder saber o peso que aquele objeto carregava. Nathalia ficou parada à porta, sentindo o corpo reagir antes da mente permitir. Era o mesmo colchão onde, naquela noite escondida, tudo havia escapado do controle. Onde elas fizeram mais de duas horas de amor, onde Nathalia havia gozado como nunca, onde Maya havia liberado toda a sua vontade, onde os corpos da suas estiveram suados uma por cima da outra, pingando de desejo.

Havia ainda a mancha.

Um vestígio claro demais para quem sabia exatamente o que havia acontecido ali. Nathalia e Maya trocaram um olhar rápido, involuntário, e por um instante ficaram imóveis, como se o tempo tivesse engasgado.

Nenhuma palavra foi dita.

Mas ambas se lembraram.

Agora, o colchão estava ali outra vez como um lembrete de que nada naquela noite se apagará. Lédio passou pelo corredor, lançou um olhar rápido para o quarto e seguiu adiante, alheio. Para ele, era apenas um colchão. Um item prático. Uma solução temporária.

Para Nathalia, era um espelho.

Ela sentiu o estômago apertar, uma mistura de culpa e desejo mal resolvido. Estava ali com o marido, dividindo o espaço com a mulher que ainda pulsava dentro dela. A casa de Maya começava a se transformar num território instável, onde passado e presente se sobrepunham sem pedir permissão

Após as coisas do casal chegarem no apartamento de Maya, todos sentaram lmpara conversar coisas alheias, Maya e Ledio falavam muito sobre o trabalho, Nathalia so abria a boca poucas vezes, e se concentrava para não olhar diretamente nos olhos de Maya, mas logo o clima descontraído morreu de vez, Lédio ficava tentava puxar assunto com sua esposa — sem sucesso. Tentava puxar assunto com Maya, respostas curtas demais para quen queria conversar, e ele percebia o clima de tensão entre as duas, foi quando ele decidiu descer para tomar um ar, e arranja uma desculpa para acender um bom cigarro.

L: Vou descer na portaria — disse, já pegando o casaco. — Preciso acertar umas coisas com o Rubens. Ver prazos, essas burocracias.

Ele fez um gesto educado com a cabeça na direção de Maya.

L: Com licença.

M: Claro — ela respondeu, automática.

A porta se fechou atrás dele com um clique suave demais para o impacto que causou. O apartamento pareceu encolher. O silêncio que se instalou não era confortável era expectante, quase vivo.

Nathalia ficou parada por alguns segundos, os braços cruzados junto ao corpo, como se precisasse se proteger de algo invisível. Olhava para qualquer lugar que não fosse Maya: a estante, a janela, uma planta que precisava de água. Respirava fundo, tentando se ancorar na versão de si mesma que tinha ensaiado.

Maya foi a primeira a falar.

M: Eu disse que você viria a mim. — Ela disse passando a ponta do dedo em circulos na boca do copo, sua voz sedutora era demais para qualquer pessoa, e para Nathalia não era diferente.

A frase saiu calma, mas cheia deprovocação. Havia triunfo na voz, apenas uma constatação de um fato que ela sabia que aconteceria cedo ou tarde.

Nathalia sentiu o sangue subir ao rosto. Virou-se de repente, os olhos duros, a postura defensiva.

N: Isso é só por causa do apartamento — disse, rápido demais. — Foi um acidente. Não significa nada além disso.

Maya a observava em silêncio, sem interromper, e isso a irritou ainda mais.

N: O que aconteceu entre a gente foi errado — Nathalia continuou, a voz agora um pouco mais alta, como se precisasse se convencer enquanto falava. — Foi um erro. Um desvio. E é só isso que eu tenho a dizer.

As palavras ficaram suspensas no ar, rígidas, ensaiadas. Nathalia sabia exatamente de onde vinham: do medo, da culpa, da tentativa desesperada de colocar tudo de volta no lugar, de arrumar a bagunça e varrer aquilo para debaixo do tapete, era o que sua mentalidade de esposa gritava, mesmo que ainda.

Maya inspirou fundo antes de responder. Quando falou, foi com uma suavidade que doeu mais do que qualquer confronto.

M: Você pode chamar do nome que quiser — disse ela. — Erro, desvio, acidente. Mas não foi vazio. E você sabe disso.

Nathalia apertou os lábios, sentindo o chão tremer sob os pés. Havia algo cruel naquela calma de Maya, algo que desmontava suas defesas com facilidade demais.

N: Eu sei o que eu preciso fazer — retrucou, mais baixa agora. — Tenho um casamento. Uma vida construída. Não posso fingir que isso não importa.

M: Eu nunca pedi que você fingisse — Maya respondeu. — Só pedi que você não mentisse pra si mesma.

N: Eu....Eu não minto para mim — Nathalia falou gaguejando.

N: Não? Então me diz Nathalia — Maya se levantou de forma ríspida, assustando Nathalia — Me diz que você nao gostou daquela noite

Maya se aproximava de Nathalia, sua voz começava a dar sinais de falha, mas ela se mantia firme na palavra, Nathalia por outro lado recuava, não por medo do que Maya faria com ela, mas com medo da propria realidade que estava ali na frente dela a desafiando.

M: Olha nos meus olhos e diz que a gente foi um erro

N: Maya para....

M: Me diz para mim que eu to ficando louca, me diz que eu inventei aquilo tudo, me diz que a gente não teve uns tres orgasmos seguidos

Nathalia tentou sair mas Maya segurou a mão dela de forma rispida, com uma força alem da necessaria, ela virou o rosto de Nathalia com a outra mão e a empurrou na parede

M: Me diz que você não me ama, eu so preciso disso, se você me disser isso eu sei que a gente não existiu e nem vai existir

As duas se encararam em silêncio.

Os olhos de Nathalia estavam marejados, brilhando demais para alguém que ainda insistia em negar. Havia cansaço ali. Medo. Desejo. Tudo misturado. Maya sustentava o olhar com dificuldade, tentando parecer firme, mas o maxilar tenso e a respiração irregular a traíam.

Por um instante longo demais, nenhuma das duas se mexeu.

Então, quase sem perceber, Maya deixou as mãos caírem. Os dedos tocaram os de Nathalia. Entrelaçaram-se devagar, como se aquele gesto simples exigisse coragem demais. O contato fez as duas respirarem fundo ao mesmo tempo, o ar pesado entre elas.

Maya deu um passo à frente. Nathalia não recuou.

Os rostos se aproximaram lentamente, milímetro por milímetro, como se o mundo inteiro tivesse reduzido o ritmo só para observá-las. O calor da respiração, o tremor contido, a consciência clara de que aquilo não era um erro inconsciente.

N: Eu, eu...Não consi... — Nathalia tentou explicar, mas seu corpo agiu mais rapido.

Ela puxou a cabeça de Maya com a mão que faltava, os labios se encaixaram de uma forma animalesca, as duas se beijavam de maneira descontrolada, Nathalia segurava a nuca de Maya, e acariciava suas costas com a outra mão, Maya deslizava as mãos pelo corpo de Nathalia, coxas, apertos na bunda, uma segurada forte no peito de Nathalia que fez a mesma dar um breve gemido, aos mãos de Maya desceram pela calça de Nathalia e chegaram até a calcinha dela, os dedos longos de Maya se enfiaram la dentro e começaram a dançar no clitoris de Nathalia, as duas se beijavam, Nathalia respirava ofegante durante o beijo, apesar do frio que fazia ela estava completamente suada, Maya tirou a mão e ia descer a calça de Nathalia. Foi então que ouviram passos no corredor.

O som ecoou alto demais, rápido demais. Real demais.

As duas se afastaram num reflexo quase violento. Nathalia soltou empurrou o corpo de Maya como se tivesse se estivesse tirando um bicho de perto dela. Maya virou o rosto, passando a mão pelos cabelos, recompondo a expressão à força.

A porta se abriu.

L: Voltei, trouxe uma cachaça pra esquentar — disse Lédio, entrando na sala com uma sacola, uma cachaça e alguns petiscos.

Ele não percebeu o que quase aconteceu. Mas o ar ainda estava carregado demais para quem soubesse olhar com atenção.

Nathalia sentiu o coração disparar outra vez não de desejo, mas de pânico. O beijo de um segundo pulsava nos lábios como uma confissão silenciosa.

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