Gente, conheci o Fred Comedorr.
Foi assim…
Estava eu hospedado em uma pousada semi-nudista, ou seja, que só permitia nudez na piscina, situada em um espaço isolado do restante do prédio. Logo ao chegar, enquanto providenciava a ocupação do apartamento, cruzei com um cara, a quem dei bom dia, sem maiores empolgações, cumprimentei como se saúda alguém que se está vendo pela primeira vez.
Ele estava de bermuda de tecido, estampada, e (tá bem!) olhei de soslaio para seu entrepernas, e o pacote que avolumava a roupa, mas sem qualquer intenção mais sacana (juro!). Saí pensando que logo mais deveríamos nos encontrar na piscina, e aí, sim, eu poderia conferir sem subterfúgios da imaginação os predicados daquele homem.
Após a acomodação no apartamento e banho tomado, resolvi aproveitar o restante da manhã na parte nudista. Para lá rumei. Estava deserta – somente o barman navegando no celular. Despi-me e mergulhei na deliciosa água, que me acariciava o corpo todo. Depois de algumas braçadas, saí da água e ocupei uma das cadeiras dispostas sob as árvores que cercavam o deck. Alguns instantes foi o tempo necessário para que o vento secasse minha pele, deixando-a apenas úmida e fresca.
A garganta reclamou e fui ao bar, perscrutar o que poderia ser a abertura dos trabalhos de comes e bebes. Enquanto eu vasculhava o cardápio, o hóspede que eu cumprimentara ao chegar apontou na entrada, enrolado numa toalha, que logo retirou, ao transpassar o portal que o introduziu no espaço nudista. Constatei a bela peça de penetração que ele trazia em semi descanso, entre as pernas, pois que se insinuava contra a gravidade. Disse um rápido “opa” e me voltei ao atendente, fazendo o meu pedido.
Enquanto isso, o companheiro deixou a toalha em uma das cadeiras e dirigiu-se também ao balcão, fazendo sua escolha no cardápio. O atendente anotou minha solicitação e me dispus a retornar a minha cadeira. Pelo canto do olho, percebi uma discreta olhada do hóspede para minha bunda, que não levei muito em conta, já que durou apenas alguns segundos, ele voltando à consulta gastronômica.
O que não percebi foi o olhar do estranho acompanhando detalhadamente minha caminhada, focado nas minhas nádegas, e seu pau concluindo o processo de levantamento e enrijecimento – isso tudo ele me contou depois, já que meu olho traseiro não consegue ver…
Abracei-me a um travesseiro que trouxera do quarto e estiquei meu corpo de bruços, recebendo na lombar toda carícia da brisa matinal. Não tive, conscientemente, qualquer intenção de sensualizar, mas foi assim que o rapaz entendeu – como também me contou depois.
Após fazer seu pedido, ele voltou ao lugar que reservara com a toalha, catou-a e dirigiu-se para uma cadeira vizinha à minha. Agora eu já sentia nitidamente, quase como uma massagem, seu olhar fixo no meu rabo. Mas o silêncio reinava, imposto pela minha timidez (eu fingia não perceber sua proximidade, mantendo-me de olhos cerrados), e ele também nada falava, ocupado em arrumar seu ninho.
Em instantes, o garçom chegou com meu drinque (belíssimo e exótico – também uma delícia, ainda que etilicamente um pouco forte), entregou-me e perguntou meu nome, para anotar na comanda. “Cláudio”, respondi. Aí a reação do estranho foi explícita; mal o atendente se afastou, ele olhou para mim, como perplexo e perguntou:
– Cláudio New?
– Sim, respondi, intrigado, e já indagando a minha memória de onde ele poderia me conhecer, ou eu a ele.
Como para se certificar, ele esclareceu todas as minhas dúvidas mentais com a pergunta seguinte:
– Você escreve para a Casa dos Contos?
Meu sorriso meio sem jeito (eu não estou habituado a ser reconhecido assim), deu-lhe a certeza de que ele precisava.
– Eu sabia! Não poderia haver outra bunda igual na face da terra!
Apesar de parecer impertinente, logo compreendi de quem se tratava, pois somente ele comentara a foto do meu traseiro, que pus recentemente no meu perfil da Casa:
– Fred Comedorr?!
– Isso mesmo! Puta que pariu! Coincidência dum caralho!
Levantamo-nos, então, ao mesmo tempo, de nossas cadeiras e nos abraçamos efusivamente, eu já sentindo toda a dureza de sua rola, e também já endurecendo a minha.
Após o cumprimento efusivo, voltamos cada um a seu lugar, com as respectivas rolas em estado pleno de ereção. Agora olhando com mais vagar sua rola, explicitando meu desejo de tê-la em mim, retomei o assunto:
– Quer dizer que você me conheceu pela bunda?
– Pois é – concordou ele. Eu fiquei vidrado quando vi sua foto no perfil, e não consegui tirá-la da cabeça. Quando vi você ali no bar, desconfiei de que era a mesma bunda. Quando você voltou pra cá, tive a oportunidade de acompanhar detalhadamente, e tive a plena certeza de que era realmente a bunda de Cláudio New.
– Mas bunda é tudo igual, né não? Duas bandas e uma fenda. Como você poderia ter tanta certeza em relação à minha? – desdenhei, já provocando uma resposta incisivamente sensual, que veio:
– Olhe, eu tenho um tesão enorme no seu cu a cada conto que eu leio. Sempre toco uma punheta pensando em comê-lo. Quando você colocou a foto no perfil, meu pau quase endoidou de tesão. Não, sua bunda não é igual, ela é um convite único a ser comida por mim.
As famosas borboletas farfalharam no meu estômago, o coração disparou, minha pica endureceu ao ponto máximo, e senti uma ternura tão grande por aquela fala libidinosa, que meu corpo, já turbinado pelos goles da bebida, levantou-se de um salto e praticamente se jogou sobre Fred, catando seus lábios e enfiando minha língua pela sua boca adentro, no exato momento em que o garçom chegava com o pedido dele, fingindo discrição de ver dois homens se agarrando daquele jeito, mas saiu tentando disfarçar a forte ereção que tomava conta de sua própria rola.
Os minutos seguintes, de degustação das bebidas, foi também para trocarmos impressões sobre os contos, ele fazendo perguntas sobre um e outro, eu respondendo, comentando, e nossas rolas em pleno estado de ereção. Com a cabeça já leve pela bebida, e aproveitando que Fred se dirigiu ao bar, para renovar seu pedido (pedi-lhe que aproveitasse para bisar também o meu), entrei na piscina, a ver se controlava a coivara que tomava conta do meu corpo.
Ao voltar, Fred entendeu minha presença na água como um convite e também entrou. Sua rola rígida abria caminho, furando a água, e ao nos encontrarmos, enroscamos nossos corpos e nos beijamos mais e mais. Conversamos nos tocando, eu sentindo a maciez de seu corpo, a consistência de sua rola; ele passando a mão nas minhas nádegas e o dedo no meu cu – sua obsessão. Mas eu queria era sentir aquele taco finalmente em mim, e ele não desejava outra coisa. Aproveitei que o garçom trouxera a nova rodada, colocando na beira da piscina, dirigi-me ao meu drinque e passei a bebericar, abrindo escandalosamente minhas pernas e escancarando meu cu ao visitante.
Fred então fez valer seu pseudônimo: encostou em mim e aprumou seu pau no meu buraquinho, enfiando-se delicadamente mas com firmeza. Gemi com o prazer de ser fodido sob a água, sentindo todo seu corpo pressionando o meu. As estocadas levavam-me ao paraíso. Ele também gemia e dizia putarias no meu ouvido. A água da piscina fazia ondas, acompanhando o movimento dos nossos corpos. Naturalmente, o atendente já sacara o que estava rolando, mas a discrição profissional e a ausência de mais hóspedes fizeram com que não se perturbasse – quem sabe ele até aproveitava para vivenciar uma punhetinha, na solidão do bar.
Não gozamos na piscina. Os poucos neurônios ainda em funcionamento em nosso cérebro serviram para conter nosso tesão, e reconhecer na piscina um equipamento de uso coletivo, que deveria ser utilizado por outros hóspedes, e nesgas de gala boiando na água não seria exatamente uma visão adequada a quem viesse nadar depois de nosso conluio sexual.
Assim, concluímos as bebidas, enrolamos nossos corpos ardentes e nossos paus rijos nas toalhas e nos dirigimos ao apartamento mais próximo – no caso, o de Fred –, onde, aí sim, nos entregamos plenamente a toda nossa devassidão incontida, eu pude sugar avidamente sua tora, enquanto ele gania de prazer, e receber novamente seu pau no meu cu, em todo seu desejo, em todo seu tesão. E ele gozou intensamente, aos gritos abafados, sua rola a espirrar no meu cu seu líquido espesso, e este a deslizar pelo meu rabo abaixo.
Foram muitas fodas, foi muito prazer nos dois dias em que estivemos na pousada. Posso então atestar, para todos os efeitos, que é verdade e dou fé: Fred Comedorr faz jus ao apelido – seu caralho é um cajado santo, a levar qualquer rabo ao mais pleno dos paraísos de prazer.
