33. A casa
Tio Caio comprou a casa de renato com o que era dele no dinheiro que veio da África, Renato saiu comprando um monte de imóveis médios para bancarem uma aposentadoria de aluguéis, ele está trabalhando numa clínica, muito menos trabalho, menos responsabilidade, e em três dias ganha mais que a semana toda no hospital. Caio aparece sempre pra namorar com ele e depois voltar pra casa, ambos dizem que nunca foram tão realizados afetiva e sexualmente. Eles vem sempre aqui em casa, cochilam no sofá, tomam uma ducha e vão embora logo em seguida. Depois de uns meses chamamos Sam para vir morar aqui em casa, não é a mesma coisa de morar conosco, deixamos isso claro.
Perdemos contato com Galvão, Caio não gosta de ouvir falar sobre ele, Romão estava de volta ao Brasil, deu um oi, disse que Galvão estava trabalhando em uma empresa de mineração, havia comprado uma casa com o presente que Romão lhe deu, ia ser pai, tinha um “amigo próximo” e ficou para lá. A vida segue.
Eu participei de toda a cerimônia de formatura, não fui laureado, eu estava administrando duas empresas, um casamento aberto e poligâmico, minha vida cheia de altos e baixos e… fiquei em terceiro lugar como previu Caio. Eu adorei o resultado, eu adorei estudar, quero continuar. Caio reabriu a faculdade, Sam estuda de tarde e à noite, pela manhã está trabalhando na organização de agendas de professores, mantendo as redes sociais e dando suporte a Joel no cursinho. Joel está para enlouquecer com a montagem da infraestrutura do seu colégio de ensino médio, Hélio tem administrado o cursinho, detesta, mas faz, provavelmente será esse o futuro. Marinho meu afilhado é pego por mim, um sábado em três para eu levar para a avó ver, ela não quer mais contato com Sérgio desde quando ouviu dele que ele é o pai biológico do guri, D. Maria passou mal, baixou na emergência e ficou internada quatro dias para controlar pressão e diabetes, Luana não deu a mínima para esse chifre, me contou gargalhando que falou para Sérgio que a tranquilidade entre ele e a ex dele se devia às negociações dela, que tudo ia desmoronar quando a ex dele soubesse que ele fez tudo novamente, que não precisava mais dele, estava bem no emprego, havia passado em um concurso e esperava ser chamada, que poderia perdoá-lo se sentisse que ele a amava, mas ele gostava de sexo, e isso ele não ia ficar sem, ele tentou ameaçar que não iria ajudá-la, ela disse que não era o caso, ele se humilhou, “... aí eu disse, meu filho, esse é meu trabalho, se você fizer barraco aqui eu entro com uma representação judicial contra você, e posso tirar mais de seu sossego tirando mais dinheiro que você não tem, minhas coisas estão noutro lugar faz tempo, pode ir embora que eu tenho o que fazer da vida.” Ela realmente ficou melhor sem ele, e com sexo, ela mandou uma foto das flores que Tiago mandou pra ela depois de foder forte e gostoso, valeu a pena apresentar os dois.
Então aos vinte e dois anos eu estava em paz, completamente feliz com a ausência de novidades seis meses de Murilo ir embora, ele telefonou como de vez em quando fazemos, ainda com o mesmo calor, mas sem a mesma intimidade, disse que Daniel queria voltar e ele não, principalmente depois de os que lhe ameaçavam terem morrido, um num roubo de celular quando saía da academia há dois meses e outro há dois dias num acidente de carro, aparentemente ele perdeu a direção e capotou em um barranco, ambos eram políticos que usaram a empresa de eventos para lavar dinheiro, não sabiam que uns ameaçam e outros fazem sem ninguém notar. Mas Murilo estava trabalhando como mecânico de motos e era muito bem pago por isso, consertava duas motos por semana e estava juntando euros, e estava gostando da paz. Perguntou se eu o perdoei, era difícil dizer a verdade quando eu não sabia, “Sinto muito sua falta, vou saber quando você aparecer para nosso abraço. Mas não me peça emprego, fechei a oficina de motos.”
Fechei a oficina de motos, estava mal e mal pagando os custos, eu queria ampliar o espaço da oficina de carros e Tião, entre ficar como funcionário ao lado do esposo ou começar seu próprio negócio, não teve dúvidas, comprou um casebre e o pôs abaixo, exigiu a presença de todo mundo para ajudar a levantar seu estabelecimento durante o sábado, fizemos parte daquilo, foi bonito pra caramba, três meses depois a oficina estava abrindo, os clientes de sempre foram lá, era ele e mais dois, mas não, ele não atende aos sábados.
Foi num sábado desses que voltando de uma lida de pedreiros, fomos para o chuveirão da piscina, depois mergulhamos naquele absurdo de azul. Sam agradeceu por tudo o que temos feito por ele, estava muito emocionado, acho que nunca tenha tido amigos que tenham feito algo por ele sem interesse em algo depois. Rodrigo lembrou que o aniversário de Sam estava próximo e sugeriu uma festa na piscina para comemorar, todo mundo dizendo sim e ele dizendo não, vergonha de dar trabalho, despesa e preocupação. Coisa de quem tem menos recurso, pobre não se misturam, era essa a cabeça dele, mas todo mundo ali veio do mesmo lugar. A festa ia acontecer.
O problema de Samuel é que ele não tem amigos, nós também não temos, temos parceiros sexuais, colegas de trabalho, mas exceto por Bosco e Tião, Renato e Caio, e Tiago e Luana, nenhum de nós tinha amigos, eu tenho, Cátia, ela deixou de ser recepcionista na oficina, deixou de fazer vídeo erótico e agora está trabalhando como secretária em uma clínica de oftalmologia, o dono era um dos fãs dela e quis pagar por um programa, ela não aceitou, e enfim, estão namorando, ele é louco por gordinhas, Cátia e Geraldo. E isso é tudo. Colegas de trabalho de Samuel seriam os figurantes da festa e estava decidido, três semanas para isso.
Hélio me agarrava por trás, detesto foder dentro d'água, machuca, me estressa, é desconfortável, mas Hélio insiste, ele também não gosta, quer só me irritar (não é difícil) e depois agarrar um novinho de cabeça quente, “Andamos falando sobre você, Samuel, Sam não está fodendo com ninguém, Sam está batendo punheta como um adolescente, Sam é bem gostoso, Sam não vai passar a fazer parte de nosso casamento, Sam pode ficar assim como Renato e Caio e foder quando estiver mordendo os lábios e com o pau saltando pra fora das calças…”, a gente anda falando sobre Sam era uma mentira das grandes, eles estavam falando sobre isso pelas minhas costas, Joel agarra Samuel de frente e o beija, caralho, eu fico hipnotizado quando ele fode outros caras olhando pra mim, Hélio começou a ter esse poder sobre mim, eu fico só observando meio estupefato, Rodrigo agarra Sam por trás e belisca seus mamilos antes de puxar suástica da de Joel para a sua, Hélio de pau duro me conduz para aquele montinho, mas eu não vou, digo que os três podem se divertir sozinhos, eu tinha outros planos.
Mas planos incluíam ser fodido por Hélio depois do banho, joelhos na tampa da privada e braços apoiados na caixa acoplada, Hélio estava com uma força incrível, segurava meu quadril quando não era seu quadril que bombada era sua força me fazendo bombar a sua piroca dentro de mim, me puxava pelo cabelo, mordia minha orelha e dizia que sabiam que eu ia ficar com receio, prometi ao três não deixar mais ninguém entrar, “... mas a casa é grande e… você entende, Mateus, a casa é tão grande quanto a nossa vontade de putaria, ele me magoou muito, mas parece ter mudado muito também desde então, e ele tem sido melhor que Fernando, que Rafael, e… e Murilo está distante, em todos os sentidos, você fica bem triste e sem tesão e irritado sem um amigo. Mas isso depende de você.”
Eu queria apenas que Hélio gozasse dentro de mim, mas ele queríamos, se afastou de mim e me deu um tapa na bunda, me chamou de putinho e mandou lhe seguir de quatro, fiz isso, ele se senta na borda da cama e traz minha cabeça para seu pau, eu sei como fazer, mas ele apenas segura minha cabeça e fode minha boca, eu sinto os pelos de sua virilha nos meus lábios, chupo seus ovos, ele levanta as pernas e eu lambo seu cu, porra, ele me beija e pergunta se eu sou homem o suficiente para lhe foder, meu pau estava quieto, mas um guerreiro se mostra pronto só com o chamado, le ri, não queria que eu o comesse, mas me levou para a sala, lá estava Sam de quatro sobre um pufe fazendo um belo boquete em Joel e Rodrigo comendo seu cuzinho, “Mais dois, Sam, você consegue dar conta?”, Samuel diz que não, Rodrigo dá uma tapa forte na bunda daquele cara todo forte, já foi mais malhado, mas ali estava ele, aquela pele cheirando a cloro e sabonete. Rodrigo saiu de perto dele e segundos depois uns me mi explorando com a língua um cuzinho com gosto de caralho.
Ele é todo liso e depilado, não gosto dos ovos dele pregados ao corpo do cacete como quem não tem um saco, lá estava um pau com dois inchaços, sem escroto, pronto, esse era o defeito desse puto, “Mete fundo, Mateuzinho, já que hoje eu vou ser puta”, sim ele era nossa puta, e eu estava diferente, agi totalmente desimpedido de ser alguém ou de fazer algo para impressionar os outros ou a mim mesmo, mas eu era um resumo de Caio e Joel com (eu posso imaginar minha cara) o sorriso debochado de Helinho.
“Rebola, putinha, rebola esse cu valentes, esse teu cuzinho têm fome e quer leite, vai veadinho”, ter chamado Sam de veadinho quebrou algo que eu tinha e agora não tinha mais como emendar, eu estava irado, eu estava apaixonado e queria muito morder aquele cara que seria o mais novo do grupo não fosse eu, Hélio o beijou e lhe deu dois tapas na ca antes de lhe beijar novamente e o fazer chupar sua pica, Joel perguntou se eu ia casar com Sam ou ia deixar ele comer o veadinho um pouco também, cedi e tirei meu pau, de certa forma foi um alívio e eu sabia que ia durar mais um pouco, mandei o veadinho chupar duas picas e oposto dele estava lindo, submisso, humilhado, como quem não sabe que eu o protegeria de todas as formas que eu pudesse.
Rodrigo chegou perto de mim e me deu um beijo, eu senti aquela língua dentro de minha boca como algo completamente inédito, éramos dois ativos naquele instante, eu já comi Rodrigo, duas vezes até aquele instante, mas eu era o passivo que sabia e gostava de comer cu, naquele instante eu era um dos machos que dominava nosso veadinho, eu sentia um poder sobre nosso veadinho, Rodrigo queriam dizer alguma coisa, mas eu não queria nem saber, eu só imaginava o que era que iria acontecer em seguida, o que ia acontecer em seguida me excitava, eu queria estar dentro de uma bunda, mas tinha de ser a bunda de Samuel. Hélio foi o primeiro a gozar, depois Rodrigo e finalmente eu, quem coisa era encontrar aquela boceta de veado, macio, quente, sem resistência e vazando porra, uma boceta masculina, Joel queria meter e eu tive de sair, ele me olhou e eu entendi esse prazer de foder um cuzinho todo arrombado, gozei muito e saí para Joel ser o último.
Joel virá Sam de barriga pra cima e se deita sobre ele, “Goza, princesa, mela minha barriga com tua porra, goza, Samzinho, goza sabendo que você tem quatro machos pra te proteger e pra você servir de…” Samuel jogava a cabeça pra trás e tentava se separar de Joel, que o agarrava com força e violência, “... isso, meumputinho, veadinho safado, goza, meu depósito de porra.” Samuel estava realizado, mole, sentiu os dentes de Joel em seu pescoço e os jatos dentro de si mesmo, então o beijo romântico, ambos mereciam, “Não é verdade, mas nesse momento, eu te amo, Samuel”, outro beijo,mais intenso, Hélio se juntou ao beijo em Samuel, todos nós.
Joel me chamou para lavar o corpo de nosso depósito de porra, Sam baixou a cabeça e eu lhe dei um tapa na bunda, mandei ele se orgulhar, naquele momento ele era quem nós quatro mais desejávamos ter, e de algum jeito, sim ele era quem mandava na situação. No banho eu tomei banho com meu marido o ignorando num canto do box, depois a gente o resgatou da tristeza e o beijamos muito, muito carinho, dedos invadindo seumrabo para lavar e para brincar, seu pau normal (normal no sentido de bom para mim), a ausência de palavras, “Hoje você dorme com nós dois”.
Aquele esquema antigo que só foi trocar Rodrigo por João novamente foi deixado de lado, até o aniversário de Samuel, passamos dois dias nesse trio e depois o mandamos para o outro casal por dois dias, eu formei casal com Rodrigo depois no mesmo esquema e por último com Helinho. Samuel estava todo felizinho, estava focado no estudo, foi nesse momento que decidimos fazer de um dos quartos, escritório/biblioteca, esse foi um dos presentes de Sam, a festa, a sala de leitura e estudo, e o pós festa.
Cinquenta pessoas numa feijoada, balões de festa flutuando presos na superfície da piscina. Caio e Renato estavam acompanhados de garotos de programa, a festa foi acabando, os convidados se despedindo depois das oito, depois de devorarem uma mesa de salgados e doces de festa e das tortas de frango e das de chocolate, fim de festa oficialmente. Duas pessoas começam a juntar o lixo, a cerimonialista pergunta se foi tudo a contento, foi a melhor festa de minha vida, valeu cada centavo gasto, cada dia de expectativa. Estávamos todos de casa, Caio e Renato que são de casa, dois garotos de minha idade mais ou menos, baixinhos, jeitinho afeminado, brinquinho, aquele jeito delicado que pedia autorização para ir ao toalete arrumar a make. E havia um funcionário de Hélio conosco, formado em filosofia, professor de lógica, Benjamin era lindo, quarenta e um anos, alguns fios grisalhos ruivo de pele escura, meio Chuck Norris, mas gordo, barriga de papai noel, muito cabeludo e barba bem feita, olhos verdes claros, bem claros, um tesão e simpático, eu estava louco para engatar num meia-nove com aquele puto sem noção, a festa acabou, era um caminhoneiro de cabelo na máquina dois, sofisticado com seu violão tocando Djavan no meu sofá.
“Ele não vai embora?”, “Ele quer comer Samuel tem quase um ano, desde que o viu, deixa o cara, está apaixonado por tua puta.”, Joel me beijou lá na cozinha depois desse breve diálogo, mas Benjamin viu, e parou a música para comentar, “Eita, começaram os beijos e eu aqui só, Samuel”, Sam estava feliz com a presença de seu admirador, mas cansado de sua insistência, “Ben, você é um cara legal, mas olha, esses quatro caras me fazem de puta, coisa incrível, ninguém nunca gostou de mim, nunca cuidou de mim de forma alguma, e eu tenho isso com eles, perdão, Ben, mas eu não vou atrás de ninguém, nunca mais, eu estou bem, não preciso de ninguém que já não more nessa casa.” Exagerou feio, mas eu achei bonito.
Eu disse que ele poderia trazer o namorado dele para casa sempre que quisesse, a casa também era dele, me virei para Benjamin e falei que ele era bem vindo a transitar na nossa residência, que a gente gostava de sossego e discrição, ele sorriu sem jeito, Sam segurou um gole de vinho branco na boca, sentou ao lado de seu agora namorado e entornou a bebida antes do beijo, Sam tirou a camisa e exibiu o corpo, Ben sorriu feliz, tirou a camisa e fez pose de Superman, caralho, Renato disse que gosta muito desse tipo de homem, bonito, apaixonado que se declara… “Te fode, Renato, eu já te pedi em casamento.”
A casa ganhou outra festa, os dois garotos de programa estavam bem deslocados, perguntei se eles haviam acertado com alguém o dinheiro por terem ajudado com a recepção dos convidados, “o senhor quer saber se já fomos pagos? Já, o doutor paga antes para ser mais correto, estranho que hoje ele não quer o serviço”, eles estavam interessados, mas eu os dispensei. Ficamos na sala…Não sei como a conversa sobre casamento levou a uma série de confissões. Românticos, ficamos dois a dois, Joel e Hélio, Rodrigo e eu, e as roupas foram desaparecendo pouco a pouco, Sam acendeu as luzes do jardim, da piscina e desligou tudo dentro de casa, Rodrigo estava com uma vontade louca de chupar meu caralho, ele disse que eu não me enganasse, ia comer meu cuzinho, e comeu, ele me levou para ficar beijando e namorando Sam enquanto Ben e ele nos fodiam.
Aos poucos os Hélio chegou perto, Rodrigo o beijou e deu espaço para ele, tudo é pedagógico, depois Joel veio e me deu o pau pra chupar; tímido, Caio se aproximou, e sim, Ben o beijou e cedeu o cuzinho de Sam para Caio. Fodemos e nem foi demorado, empolgante, no fim, casais indo para o quarto, aquela era a noite em que dormi com Rodrigo, aquele esquema de três noites como casal e uma noite de solidão para cada um voltou para nós quatro, os outros são os outros.
No meu aniversário de 23 éramos quatro, Caio e Renato vem e às vezes acontece algo, Sam mudou-se para casa de Benjamin em dois meses, às vezes rola, e isso é bom. Mas agora a casa tem quatro apenas e esse é o tamanho da felicidade.