Capítulo 1: Encontro no Vagão

Um conto erótico de Alicia Souza
Categoria: Lésbicas
Contém 4730 palavras
Data: 13/02/2026 04:36:20
Última revisão: 13/02/2026 05:21:33

Quando Anoitece na Metrópole | Capítulo 1: Encontro no Vagão

Era quase meia-noite de mais uma sexta-feira de tempo frio e úmido no litoral do estado de São Paulo. O metrô rangia pelos túneis fúnebres pouco iluminados por lâmpadas fluorescentes que piscavam intermitentemente, lançando sombras dançantes nas paredes.

Alicia Souza, 20 anos, estava esgotada. O dia havia sido um inferno: pressão constante nos trabalhos durante a manhã e à tarde, além de aulas chatas e intermináveis à noite. E agora, depois de uma semana cheia, voltava aliviada ao seu apertado e solitário apartamento em Santos, onde morava sozinha, contando apenas com a presença de sua preguiçosa gata, Lua, e de seu desanimado cachorro, Luto.

Seus cabelos pretos, na altura dos ombros, pouco ondulados, com mechas roxas emoldurando uma pequena franja na testa, caíam desgrenhados sobre o rosto pálido. Magra, de pele branca, lisa e macia, com 1,70 m de altura e olhos castanhos escuros, seus seios pequenos e bunda firme estavam contidos e confortáveis no uniforme escolar da faculdade, uma blusa justa de cor preta que valorizava sua silhueta e um típico short-saia de helanca.

Ela se mantinha com as pernas cruzadas no banco encostado à janela. Na frente de sua cadeira encontrava-se um pequeno encosto vertical, acolchoado, que bloqueava o campo de visão das pessoas que sentavam mais a frente, lhe permitindo relativa privacidade. A iluminação naquela parte do vagão era escassa, ampliando a sensação de camuflagem e anonimato. Por isso, este banco era um de seus lugares preferidos do veículo.

Cansada de ouvir música ou podcast, preferiu permanecer atenta à viagem, sem fones de ouvido dessa vez. Bocejava, de olhos semicerrados, sonhando com a cama vazia que a esperava em seu quarto bagunçado. Só mais 20 minutos...

O vagão estava quase vazio. Um bêbado roncando na fileira oposta cujo fedor poderia ser sentido a quilômetros, uma senhora de touca lendo um jornal a uns oito bancos de distância, perto dela um jovem sem camisa usando na cabeça um grande headset que transmitia exageradas luzes coloridas de LED, um mendigo deitado sobre alguns papelões nos bancos da frente, e mais ninguém próximo que ela pudesse notar. Isolada, se sentia segura na sua bolha de cansaço.

Sem perceber, uma mulher alta caminha dos fundos do vagão até o assento ao seu lado. Parecia ter uns 25 anos, mas possuía expressão e postura mais maduras. Tinha cabelos pretos, lisos, mais longos que os de Alicia, franja pequena roçando as sobrancelhas sérias. Pele branca como porcelana, corpo magro, e talvez uns 5 centímetros mais alta. Demonstrava seriedade e presença sobre os seios firmes apertados por sua curta blusa preta. Sua bunda empinada era realçada ainda mais por uma calça legging preta, que moldava todas as curvas da parte inferior de seu corpo esbelto.

Ignorando as dezenas de assentos vazios, ela se sentou colada a Alicia. Surpresa, olhou para o lado, de relance, piscando rapidamente. “Tanta cadeira vazia e ela se senta aqui…”, pensou. Manteve-se imóvel. Procurou não virar o rosto na direção da estranha ao seu lado. Ajustou a saia, sentindo o toque do tecido nas coxas nuas, sem meias, só a calcinha de algodão simples por baixo. A mulher desconhecida cruzou as pernas longas, demonstrando coxas avantajadas, o joelho roçando de leve a perna de Alicia, gerando um certo incômodo que a garota tentou ignorar.

Um cheiro sutil invadiu o ar: perfume amadeirado misturado a um aroma intenso, feminino. Alguma coisa na fragrância fez Alicia lembrar de sexo. Tentou se consolar refletindo que pelo menos aquilo era forte o suficiente para sobrepor o fedor do bêbado ao lado.

Os segundos viraram minutos. O metrô rangia e chacoalhava.

Então, veio o primeiro toque.

Os dedos da moça a atingiram quentes e deliberados, acariciando a coxa externa de Alicia, logo acima do joelho. Fez um traço leve como uma pena, subindo devagar pela pele exposta. Alicia enrijeceu, com o coração acelerando.

- “Ei... o que...?” murmurou baixinho, voz rouca de sono e surpresa, virando o rosto.

Seus olhos encontraram os da mulher. Frios, sedutores e dominantes, refletiam um brilho de fome insaciável.

- “Shhh”, sussurrou, lábios carnudos se curvando num sorriso predatório. - “Você parece precisar disso mais do que eu”.

Corada, Alicia tentou se afastar, mas o banco era estreito, o encosto à sua frente não lhe fornecia muito espaço para fuga, não tinha para onde ir, e o cansaço traía seu corpo. “Não... isso é loucura... e se alguém vir?”. O toque da mão subiu: dedos longos e lascivos demarcando território, unhas curtas arranhando a parte interna da coxa, causando leve estremecimento na garota e forçando as pernas a se abrirem alguns centímetros.

Um fogo traidor subiu pelo ventre de Alicia. De repente, o frio estava se transformando em calor humano. Seus mamilos endureceram sob a blusa fina, roçando o tecido. Algo pegajoso escorria entre suas coxas. Sentia alguma coisa dentro de si ansiando por liberdade.

- “Para... por favor”, sussurrou Alicia. Mas sua voz saiu fraca, sem convicção. A mulher, em sua postura empoderada, riu baixinho. Inclinou-se para perto do ouvido da garota, que pôde sentir seu hálito quente no pescoço. - “Seu corpo diz o contrário. Olha só... molhadinha já?”

A mão continuou deslizando sob a saia, com os dedos ágeis encontrando a calcinha úmida. Alicia mordeu o lábio, um gemido escapando apesar de si mesma.

O polegar da desconhecida circulou o clitóris inchado através do algodão encharcado, pressionando com maestria. O metrô balançava, disfarçando os movimentos. Saliva morna escorria pelo seu ventre. Ninguém as observava. O bêbado, mais próximo delas, dormia em roncos notadamente exagerados; o mendigo encarava o teto com olhos desfocados, alheios à realidade, enquanto resmungava palavras baixas, insanas e sem sentido; o jovem, distraído com o celular, escutava música voltado para frente, com as luzes do seu headset servindo como iluminação; e a senhora, vidrada em seu jornal, tremia, provavelmente com medo ou frio, sem se mover. O maldito cheiro do homem bêbado, misturado ao bálsamo da mulher, transformava o fedor em um verdadeiro afrodisíaco.

Alicia agarrou o braço da mulher, tentando empurrar, mas suas unhas cravaram na pele em vez disso.

- “Não... ahh... nhn… isso é… errado…”, tentou ela, ao que seus quadris involuntariamente responderam se erguendo ao ritmo conduzido pela invasora, como se desobedecesse à sua própria vontade. Na tentativa de protestar, sua boca já não dizia coisa com coisa. O máximo que conseguiu fazer foi transmitir sons inaudíveis e abafados que demonstravam um conflito interno entre desejo e culpa. Aos poucos, sua resistência se deteriorava à tentação. Seu cansaço se transformava em fome.

- “Seu corpo é honesto, ele não hesita em exibir a vadiazinha que você é. Por que esconder isso? Uma coisa tão atraente como você…” Implacável, ela desliza a calcinha de Alicia de lado, revelando uma maré alta em uma boceta depilada e apertada. Dois dedos mergulham, banhados em mel viscoso. Os olhos de Alicia reviram. - “Que delícia... tão quentinha... tão gulosa para mim…”, murmurou em seu ouvido, lambendo a orelha enquanto submergia profundamente.

Longos como tentáculos, os dedos fodiam devagar, ritmados com o trem, curvando para acertar o ponto G. Alicia sufocava em gemidos. Em um relance, olhou de lado. O coração super acelerado pelo medo de ser pega. O homem bêbado roncava em sono profundo, abafando os sons involuntários emitidos pela sua boca. As vantagens privativas que aquele assento proporcionava eram as mesmas que davam coragem à aliciadora para continuar sua persuasão.

Enquanto a loucura tomava conta de si, Alicia se encontrava em uma dissonância cognitiva, o que não era correspondido pelo seu corpo. Levou uma mão à boca para tapar seus ruídos eróticos e outra ao seio por baixo da blusa, apertando-o. Já não agia mais por si mesma. Seu organismo ganhara vida própria. Calcinha e coxas encharcadas, sucos escorrendo como cachoeira em sua intimidade, umidificando a mão da outra passageira. Não conseguia resistir. “Mas por que teria que fazer isso? Não… eu quero mais... não, eu não posso, isso é loucura… mas por que isso é tão bom?”, crescia a dúvida, embora seu corpo já estivesse decidido: pernas se abrindo, bunda contorcendo no banco de couro gasto, mãos beliscando os próprios mamilos sem parar, saliva escorrendo da boca.

A mulher retira a mão reluzente de sua boceta, leva os dedos à boca e chupa o seu néctar com um gemido gutural. - “Levanta”, ordenou, voz baixa e dominante embebida de sexo. De uma maneira que Alicia não esperava, ela obedece imediatamente. Com pernas trêmulas, fica em frente ao seu banco, de costas para a mulher e abraçada ao suporte, dando acesso à sua parte traseira, que se empina proativamente ao encontro de sua captora.

Discretamente, a mulher estranha enfia a mão sob a saia de Alicia, puxando a calcinha encharcada pelas coxas. O tecido sai com um fino e longo fio de gozo, esticando, fedendo a excitação pura. Ela cheira e lambe, olhos dando voltas. - “É minha agora”, disse, enfiando-a no bolso da legging.

Alicia cora, boceta exposta e latejando ao ar frio do vagão. Apenas a saia escondia sua nudez, mas o tesão a impedia de protestar. Com o seu sexo livre, ela podia imaginar o que sua carrasca pretenderia fazer agora. E não demorou muito. A mulher levanta a saia por cima da bunda, revelando sua nudez. Abocanhou o rabo como uma predadora. Deslizou com a língua para cima e para baixo, molhando o cu.

Para esconder os gemidos enquanto era devorada, Alicia range os dentes e aperta os olhos, tentando não ser flagrada. O apoio no qual se escorava a escondia até a altura dos seios. Seu rosto ficava visível para quem estivesse à frente e decidisse olhar para trás. Ao abrir os olhos, nota que a senhora, sob seu jornal (que estava de cabeça para baixo), às vezes tentava dar uma pequena espiada em sua direção, voltando rapidamente a esconder o rosto quando era pega. Seu coração ficou mais acelerado.

- “Olha… para… hmmm… ooh… a gente…”, sussurrou. - “Ei… não… hmm… não pode… oohnnm… AI!” Sente uma mordida na bunda, diante do frustrado alerta ignorado pela mulher. Tentou xingá-la, mas percebeu na hora que as luzes do headset do jovem mais à frente mudaram rapidamente de direção.

- “Tá tudo bem, moça?”

Daquela posição, devido ao suporte e à má iluminação, ele só conseguia ver o rosto avermelhado da garota, sem ângulo suficiente para notar sua saia levantada. O barulho do metrô também lhe impedia de ouvir sons de fricção e pele molhada emitidos por lambidas ininterruptas abaixo de Alicia.

- “Tá… hmm… t-tá sim”, tentou.

- “Aconteceu alguma coisa? Se machucou?”

Uma mordidinha na bunda surpreende Alicia. - “N… ahh”. Chupão, tapinha, mais mordidas, deixando marcas. - “Não.... hmmm… não, obrigada”. Recebe um beijo cínico de desculpa, pouco sincera.

O garoto volta a se virar para seu lado, a idosa some no jornal.

Ainda sentada no banco, a mulher aperta os glúteos de Alicia, virando-a de posição e ficando de frente para a estranha; a vagina perfeitamente posicionada próxima ao rosto dela.

- “Não… por favor…” Vira a cabeça para trás, insegura, verificando olhares intrusos. - “Se você fizer isso…”, mas Alicia nem conseguiu terminar de falar.

Dessa vez, sem ter tempo de se preparar, foi atacada por um perverso golpe de língua. Inesperadamente, soltou um gemido mais alto, levou as duas mãos à boca. Era degustada por lábios experientes, com uma língua treinada na arte do prazer. Suando de nervosa, tentou abaixar-se. Não teve coragem de olhar ao redor, mas sentia-se observada.

Neste momento, Alicia se dá conta de que os roncos do homem bêbado da fileira ao lado haviam cessados. Olhou na direção dele. Aparência de meia idade, aliança no dedo, olhos vermelhos e perdidos, bochechas inchadas e avermelhadas, boca semiaberta, barriga pochete, calos na mão suja. Ele observava as duas no meio do ato sem dizer nada, sem se mover, sem piscar. No meio de sua bermuda rasgada e empoeirada de cor marrom, um estranho e evidente volume se acumulava. Estava tão bêbado que parecia anestesiado, sem forças para fazer qualquer coisa.

Alicia queria entrar em pânico e parar com aquela loucura, mas outra parte de si sentia ainda mais tesão, de forma como nunca sentiu antes. Paralisada, não soube como reagir. A sua predadora, que se ocupava em estimulá-la, leva os dedos ao seu clitóris, arrancando um longo gemido baixo. A saia escorrega e cobre a mulher, que, por baixo do tecido, chupava freneticamente seu órgão. Como uma ordem não verbalizada, uma mão da mulher alcança e esfrega a coxa de Alicia, levantando a perna e colocando-a em cima do banco, visando ampliar o acesso à sua virilha e permitir que ela acelerasse e penetrasse sua vagina com maior velocidade.

Tentando manter a discrição, a garota bramia de prazer a cada belisco em seu clitóris. As inúmeras tentativas de fazê-la parar eram gradualmente substituídas por silêncios consensuais e incentivos implícitos. Sua cintura rebolava em harmonia com a língua de sua parceira. Sua mente finalmente começava a corresponder com o comportamento de seu corpo, como quem era gradualmente domada.

Alicia, com olhos revirados e semicerrados, boca levemente aberta da qual escapavam longos e tremidos sons de prazer, continuava a encarar o homem em um olhar sustentado por medo e pânico, alternando para lascívia e devassidão. O homem sustenta o contato visual, babando. Ela morde os lábios.

A mulher entre suas pernas trabalhava em sua boceta, abocanhando toda a pelve e entrando com a língua. Dançava para dentro e para fora, trocando entre movimentos de vai-vem, cima-baixo, esquerda-direita. Cuspiu, misturou sua saliva com a lubrificação que fluía corrente a abaixo, bebeu, fez tudo de novo. Chupou os lábios externos como uma chupeta. Alicia se contorceu, fechou os olhos, levantou a cabeça, sentiu o calor. Com uma das mãos, segurou forte em seus próprios cabelos. Com a outra, mantinha o equilíbrio. Alguma coisa estava chegando.

Concentrou-se. Os gemidos vinham com mais força, e fazia ainda mais força para contê-los. Expressões de prazer e dor surgindo no rosto, rubor nas bochechas aumentando, coração acelerando, pés esticando, olhos vívidos do homem que assistia ao espetáculo, perfume da mulher adentrando em suas narinas, o cheiro de sexo proibido e boceta molhada tomando conta, feromônios a todo vapor. Dedos ágeis friccionando, língua penetrando seu interior, boca encharcando sua vulva. Uma sensação indescritível, um calor que emanava de dentro e que almejava sair. - “Não… hmmm… não… ohnnn…”, geme, lacrimejando.

Ela estava prestes a ter um orgasmo e a mulher percebeu. - “Isso mesmo. Goze para mim. Me mostre o quanto você gosta disso. Me prove que você é uma vadia.” Intensificou a penetração, acelerou os movimentos. Sem perceber, Alicia involuntariamente põe uma mão sobre a cabeça da mulher. Sentindo os fios atraentes de seu cabelo, nota o que fez, mas não encontrou forças para se conter dessa vez. Aperta ela contra sua virilha. Olha involuntariamente para o bêbado mais uma vez, seu telespectador vidrado na cena. O tesão cresce e acumula. Finalmente atinge o limite.

Foi como um choque para Alicia. Múltiplas ondas de prazer a atingem desprevenida. Seu corpo treme e contorce. Os pés viram de ponta, a cintura move-se contra a boca da mulher, as paredes de sua boceta contraem repetidamente, arrepios constantes por todos os lados. Suas pernas balançam e ela esguicha. A porra feminina transborda pelo seu órgão sexual, atingindo a cadeira e o chão, espalhando-se com o movimento do metrô. Quase perde o equilíbrio se não fosse pela ajuda da mulher, que segura em seus braços, lhe dando um pequeno beijo de consolação no bumbum.

De repente, um odor diferente. As duas olham para o lado. Um líquido pouco viscoso escorria na direção do fundo do vagão. O rastro revela de onde havia vindo: o homem bêbado ao lado, ainda sentado na mesma posição com aquele olhar perdido, carregava agora uma bermuda parcialmente molhada. A umidade deixou uma área mais escura, destacando-a do resto da roupa, que ia da virilha à coxa esquerda.

Alicia estava um pouco tonta e se recuperava do orgasmo, mas fez careta quando entendeu. - “Meu Deus… nossa, mas que nojo”. A outra revelou um sorriso de canto de boca. - “Viu como somos gostosas?”, sussurrou para ela, olhando para o homem e o pequeno inchaço no meio de suas pernas. Alicia não entendeu como ela podia achar uma coisa dessas. Ela puxa sua coxa para perto e deixa um rastro de beijos e lambidas, mantendo um contato visual desafiador com o homem para provocá-lo. - “Para… hmmff…”, reclama Alicia.

No mesmo momento, o trem diminui a velocidade e para em uma pequena estação. As portas abrem. Um minuto em contagem regressiva para fechar.

- “Calma bebê. Vem comigo”, sussurrou, levantando-se e puxando Alicia pela mão. Elas descem nesta estação, completamente vazia a essa hora. O metrô fecha e segue seu rumo. Ao vê-lo ir, Alicia se questiona porque preferiu ficar com a mulher. Só podia estar completamente maluca. “Mas ficar no vagão com aquele bêbado nojento?”, pensou. Não que ela estivesse em posição para julgá-lo. Mas o cheiro inevitavelmente faria com que fossem descobertas. O que ela podia fazer? Pelo visto, não chegaria na sua cama nem tão cedo.

- “Vem logo!”, ordenou a mulher, fazendo Alicia se mover. Porque estava fazendo isso tão espontaneamente, ela não entendia.

Correndo pelos corredores mal iluminados, entraram no banheiro feminino, sujo, molhado e fedorento, com um boxe apertado, azulejos frios e ecoantes. Alicia é colocada para dentro enquanto a misteriosa mulher tranca a porta, empurrando a jovem contra a parede.

Devagar, a mulher se aproxima. Pose dominante. Contato visual. Madura, séria e lasciva nas expressões. Primeira vez que as duas se observam nos olhos por muito tempo. Os braços da mulher cercavam Alicia na parede. - “Agora sem disfarces, putinha.”

Seus lábios se chocam num beijo faminto, línguas duelando, dentes mordendo, lábios chupando, uma colisão apaixonada e faminta. Como uma serpente, a mulher mais velha quase era capaz de invadir o fundo da garganta da garota. Alicia, no beijo mais intenso que lembrava de ter recebido na vida, sentia uma sensação que não sabia que existia dentro de si. A adrenalina, o medo de ser pega, a transgressão moral, o desejo, o tesão, tudo misturado.

Sua blusa é retirada com violência, rasgando uma pequena parte. Seus pequenos seios são expostos, esbanjando mamilos rosados duros como pedra, carentes de uma boca lésbica que os devore. Sem perder tempo, a mulher chupa o peito direito, mordendo forte o suficiente para deixar marcas vermelhas, enquanto os dedos voltavam à boceta, fodendo agora com três, e o polegar no clitóris.

Alicia, hipnotizada de prazer, agora gemia alto, sem freios. - “Me fode... por favor, mais fundo!” Mãos enlaçadas aos cabelos da mulher, puxando mais dela para si. Ela retribuiu de bom grado, aumentando a intensidade da metida enquanto marcava seu pescoço. As mãos magras e tremeluzentes de Alicia deslizam por dentro da legging da mulher, encontrando uma boceta raspada, inchada e molhada por uma nata cremosa ansiosa para ser bebida.

Os dedos entravam fácil. Alicia era capaz de sentir as paredes quentes pulsarem. A mulher geme na boca dela, com seu quadril empurrando contra a mão. Ambas se esfregam, seios colados, suor misturando, uma invadindo a outra. Não deu tempo de Alicia gritar mais alto, pois foi rapidamente abocanhada, fazendo seus gemidos se transformarem em ruídos em meio a beijos eufóricos, sons devassos e xingamentos excitantes.

Foi assim até que as mãos de ambas estavam quase dormentes e a mulher virar Alicia de costas, dando um tapa forte em sua bunda, exprimindo um som safado e proibido. - “Bela raba, vadia”, diz, o que faz Alicia imediatamente empinar a bunda mais uma vez. De prontidão, a mulher cospe na mão, mistura a saliva com a umidade da boceta da garota em seus dedos perversos e insere um deles em seu ânus, lubrificando o cu apertado. Depois dois, enquanto a outra mão voltava a martelar a boceta. - “Vai gozar para mim de novo, sua vadia solitária. Mostra como você precisa disso”.

O ritmo acelera, Alicia geme. Só então ela percebe que estava de frente para um espelho rachado ao meio e estilhaçado no lado superior, fazendo com que apenas do seu pescoço para baixo ficasse visível. Seu suor escorria voluptuosamente pelo corpo em curvas quentes; seus seios e boceta se exibiam no reflexo com as mãos da mulher em suas costas apalpando-os; seu corpo balançava em movimentos contínuos, rítmicos e imorais.

O espelho transmitia a cena como um vídeo de pornografia caseira. Se sentiu uma puta. Emoções dúbias se chocaram: culpa, orgulho, medo, prazer. Seus olhos desfocados viam um corpo prostituindo a si mesmo, e o pior, não conseguia sentir nojo como acreditava que deveria sentir, tornando seus sentimentos ainda mais complicados, o que apenas reforçou sua libido.

Como resultado, Alicia entendeu, em uma epifania temporária, que a imagem refletida naquele espelho sujo transmitia a mais transparente verdade. Por um momento, as máscaras teatrais do trabalho, as expectativas sociais, as concorrências profissionais, as mentiras, crenças e moralismos que contava para si mesma não faziam mais sentido. A força que lhe motivava a resistir se revelou enquanto autoritarismo autoinquisitório.

Em meio ao momento epifânico, às mãos dominantes que apalpava seu corpo em investidas contra sua buceta e seios, ao vai e vem em seu cu, aos estímulos em seu clitóris, ao cheiro do banheiro misturado ao perfume da mulher e ao ambiente úmido, sujo e pegajoso, Alicia explode pela segunda vez.

Enquanto esguichava novamente, sua parceira entrava e saía de seu cu em alta velocidade. Estimulava o clitóris em intensos movimentos circulares, criando uma segunda grande onda prazer. O corpo convulsiona, a vagina contrai e jatos quentes são disparados no chão, com gemidos de fôlego e alívio ecoando, mel grosso escorrendo pelas pernas. Alicia cai no chão, agachada. A mulher ao seu lado agora parecendo gigante e impetuosa.

- “Muito bem, putinha. Você provou seu valor. Agora é a minha vez de gozar”, diz, misturando seus longos e pegajosos dedos molhados de porra nos cabelos de Alicia, enrolando-os. Levou a garota, agachada, para a altura de sua vagina. Ela não precisou chegar muito perto para sentir o frescor da baba viscosa, que já escorria como um refinado doce de mel. A mulher desce a calça legging e deixa a calcinha pegajosa cair até os pés, revelando uma vagina rosada lubrificada em bálsamo afrodisíaco.

Não precisou dizer nada, já que Alicia nem se quer hesitou dessa vez. Sem pensar duas vezes, começou a trabalhar em toda a extensão da boceta cheirosa, atraída pela vontade de satisfazer a mulher.

- “Para quem estava se fazendo tanto no início, você evoluiu bastante”, disse, forçando o rosto da jovem contra seu órgão, obrigando a contemplar toda a sua extensão, do clitóris ao ânus. “Você é outra pessoa agora. Você é a minha putinha, entendeu?” Sussurrou, mantendo contato visual.

A garota, sem parar o serviço, olho no olho, consentiu com a cabeça, reafirmando sua submissão, chupando clitóris e boceta, e vice-versa, arrancando gemidos graves da sua parceira, altos o suficiente para facilmente comprometê-las caso houvesse alguém na estação.

Se era para encenar a puta submissa tal qual fantasiava em seus sonhos eróticos platônicos mais obscuros, que ao menos pudesse dar tudo de si, porque provavelmente não teria outra chance como essa. Tomada de desejo incontrolável movido por decisão consciente, racional e deliberada, esqueceu-se de todas as normas morais hipócritas e desonestas que a faziam hesitar, e evitou preocupar-se com o futuro ou com o passado. Focou no ato presente, motivada pela cena pornográfica refletida no espelho, que revelava o verdadeiro desejo de sua alma. Dessa forma, se viu transformada numa máquina de prazer sexual perante sua parceira anônima; encontrou prazer nisso, sentia-se em êxtase. E, mesmo exausta, só seria saciada quando ela estivesse suficientemente satisfeita.

O cheiro daquela boceta, o contato pele com pele, a umidade, o suor, o frio, o calor do prazer, o aroma de sexo no ar, tudo o que era obsceno, sujo ou agridoce a fazia delirar. Entregou-se mais, deixou-se fluir. Enquanto continuava o oral, sons de chupões, gemidos e tapas eram transmitidos. Tesão cada vez mais acumulado. Sentia vontade de mastigar aquela boceta lisa como um animal que anseia por um pedaço de carne suculenta. Do clitóris, lábios externos e até o canal interno, usou sua língua para penetrar, lamber, beber e degustar. Um verdadeiro banquete.

A mulher pressionava os dedos contra os cabelos de Alicia. Rebolava ao ritmo das chupadas da garota que, concentrada, de olhos fechados, sedenta pelo líquido viscoso, acelerava o movimento, notando que sua parceira estava perto do ápice. Os gemidos ecoavam mais fortes, variando em tons graves, roucos e um pouco mais intensos a cada chupada.

Alicia, quase literalmente afogando em meio a engasgos, tossiu, engoliu, voltou a chupar. A mulher pressionou a garota contra sua boceta ainda mais, forçando-a a chupar mais forte, mais rápido, mais fundo. Obediente, Alicia entende o recado, e ajoelhada perante sua tutora, intensifica os movimentos. Usou uma mão para fazer carinho em uma de suas coxas grossas e gulosas, e outra na parte inferior dos quadris, encostados contra a parede como apoio.

E então veio. A mulher chega ao orgasmo em meio a uma onda de eletricidade percorrendo o corpo. Sua boceta pulsa em gozo. Alicia é batizada com esguichos múltiplos. Bebe do cálice como se estivesse morrendo de sede. Ofegantes, elas cedem. As bocas se encontrando em beijos moles.

Recuperando o fôlego, a anônima se levanta, tirando sua própria calcinha, cor preta, rendada, encharcada. - “Troca comigo, boneca. Para você lembrar de mim.” Ela vestiu a calcinha simples e molhada de Alicia, o tecido colando na boceta ainda sensível. Deixou a sua nas mãos trêmulas de Alicia, junto com um papelzinho: - “Me liga qualquer hora dessas. Quero te foder de novo.” Beijou-a uma última vez, profunda e possessivamente. “Isso é só o começo”, piscou com um olho e saiu primeiro, pernas firmes. Foi só então, olhando para o papel com o número de telefone, que notou que não havia perguntado o nome dela.

Alicia esperou um minuto, coração martelando. Não acreditou no que aconteceu. Se sentia uma outra pessoa, muito diferente da Alicia que embarcou mais cedo. Levantou-se devagar. Sua razão voltava aos poucos, dor de cabeça, cansada, sonolenta. Questionou-se se deveria ou não vestir a calcinha deixada pela mulher. Primeiro, não quis, mas quando lembrou do frio, vestiu. Estava quente, úmida, cheirando a sexo alheio, o tecido fino roçando seu clitóris inchado.

Saiu do banheiro se sentindo a pior pessoa do mundo, mas surpresa por esta ter sido a única experiência que a fez sentir prazer de verdade em meses, e se perguntava se faria isso novamente. Não sabia o que achar. Sua mente ainda estava em conflito e não encontraria uma resposta tão rápido. Caminhava devagar, respirando fundo, mancando um pouco, com rosto corado e saia ajustada para esconder a ausência da calcinha original.

No saguão, o frio imperava, muito lixo espalhado como sempre, lixeiras caídas no chão, cachorros passeando em matilha do outro lado, um mendigo dormindo, jornal voando pelos ares, nenhum sinal da mulher. Sentou num banco quebrado perto da plaqueta mal iluminada que indicava o destino do metrô, o único lugar mais próximo dos trilhos em que havia uma pequena lâmpada oscilante, de luz amarela, fraca, e esperou o próximo trem.

A mente girando, uma parte sua desejando que tudo não passasse de um delírio obsceno, apesar de sua boceta latejante, coberta por uma calcinha trocada de outra mulher, provar o contrário. A outra parte, porém, queria reviver tudo aquilo infinitas vezes repetidamente, pois finalmente havia se sentido real, suspensa do mundo, por uma atitude completamente tarada de alguém que nunca viu na vida e nem sequer sabe o nome.

O acontecimento marcaria sua vida, seria um divisor de águas. O início de uma nova fase desencadeada pelos sentimentos que uma estranha e concupiscente mulher lhe causou dentro de um trem. Sentiu-se desorientada, confusa, mas, de algum modo, liberta, pelo menos por um momento.

O cheiro de putaria que emanava do presente entre suas pernas deixado pela anônima marcava o aroma da transgressão. Melada de gozo, o tecido misturava os sabores de suas bocetas. Perguntava-se se veria sua calcinha de novo, e se iria de fato devolver a que estava vestindo agora. A mulher foi esperta. Levou uma peça como garantia para que pudessem se encontrar mais uma vez. Sua mente, dividida entre a moralidade e a luxúria, testando os limites das normas sociais, mas relembrando seu deleite libertino, se perguntava, de maneira melancólica e (deliciosamente) conflitante: “então essa sou eu de verdade?”

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