“Sensações”
A cozinha do sítio nunca tinha sido tão usada quanto nas últimas semanas. O cheiro de café fresco misturava-se com o de pão assando, alho fritando, ervas do pomar que Tiago começava a colher para temperar tudo. Naquela noite de terça-feira, o sol já tinha se posto há horas, mas o calor do dia ainda grudava nas paredes de madeira. A luz da cozinha era amarelada, vinda de uma lâmpada simples pendurada no teto, e a janela aberta deixava entrar o canto distante de grilos e o cheiro úmido da terra.
Tiago estava debruçado na bancada, lavando a louça do jantar. Camiseta larga, short de tactel cinza, pés descalços no piso frio. Daniel entrou pela porta dos fundos, ainda com a camisa de trabalho suja de terra, braços e pescoço brilhando de suor. Ele parou na entrada, olhando as costas largas de Tiago, a curva da bunda marcada pelo tecido fino do short, a forma como o cabelo preto liso caía na nuca.
— Tá bonito assim, todo doméstico — Daniel disse, voz grave e divertida.
Tiago virou o rosto por cima do ombro, sorrindo pequeno.
— Se tu continuar me chamando de doméstico, eu te coloco pra lavar louça de joelhos.
Daniel riu baixo e andou até ele. Parou atrás, peito colado nas costas de Tiago, mãos grandes envolvendo a cintura por baixo da camiseta. Beijou a nuca devagar, mordiscando a pele sensível.
— Talvez eu goste da ideia — murmurou contra a orelha.
Tiago sentiu o pau de Daniel já duro roçando na bunda dele. Deixou a esponja cair na pia, mãos molhadas apoiando na borda da bancada. Daniel desceu as mãos, abrindo o botão do short, baixando o zíper devagar. O tecido caiu até os tornozelos junto com a cueca. Tiago ficou nu da cintura para baixo, bunda exposta, pele arrepiada pelo ar fresco da noite.
Daniel se ajoelhou atrás dele por um segundo, beijando as nádegas, lambendo a pele lisa. Depois se levantou, abriu a calça própria e liberou o pau grosso, 20 centímetros pulsando livre. Passou lubrificante que já estava na gaveta da bancada — eles tinham deixado ali depois da última vez que quase transaram na cozinha.
— Apoia bem — sussurrou Daniel, voz rouca.
Tiago se inclinou mais, cotovelos na bancada, bunda empinada. Daniel segurou os quadris dele com uma mão, a outra guiou a cabeça do pau até a entrada. Pressionou devagar. Tiago gemeu baixo quando a glande entrou, esticando o anel já acostumado, mas ainda sensível.
Daniel entrou centímetro por centímetro, devagar, sentindo o calor apertado envolver tudo. Quando estava todo dentro, parou, respirando pesado contra a nuca de Tiago.
— Porra… tu aperta tão gostoso…
Começou a mexer. Estocadas lentas no começo, saindo quase todo e entrando fundo de novo. Tiago gemia a cada investida, cabeça baixa, mãos apertando a borda da bancada. Daniel acelerou aos poucos, quadris batendo na bunda macia, som de pele contra pele ecoando na cozinha vazia.
Tiago levou uma mão ao próprio pau, masturbando devagar no mesmo ritmo das estocadas. Daniel segurou o quadril dele com mais força, estocando fundo, batendo na próstata a cada movimento.
— Isso… se toca pra mim… goza enquanto eu te fodo…
Tiago acelerou a mão no pau, gemendo mais alto. O prazer subia rápido, concentrado na próstata sendo acertada sem parar e na fricção da própria mão. Ele gozou forte, jatos brancos espirrando na bancada, escorrendo pela madeira, pingando no chão. O cu se contraiu ao redor do pau de Daniel, apertando forte.
Daniel gemeu rouco, estocou fundo mais algumas vezes e saiu. Virou Tiago de frente com cuidado, levantou-o pela bunda e sentou-o na bancada. Tiago abriu as pernas, ainda ofegante. Daniel se posicionou entre elas, masturbando o pau grosso rápido, olhando nos olhos castanhos de Tiago.
— Quer dentro… ou na entrada?
Tiago respirou fundo.
— Na entrada… quero sentir escorrendo…
Daniel gemeu alto. Gozou forte, cabeça do pau encostada na entrada ainda aberta. Jatos quentes acertaram o anel sensível, escorrendo para dentro, pingando pela coxa de Tiago. Alguns pingos caíram na bancada, misturando-se com o sêmen de Tiago.
Daniel continuou se masturbando devagar, espremendo os últimos pingos, depois encostou a testa na de Tiago, respirando pesado.
— Caralho… tu me mata…
Tiago riu sem fôlego, puxando Daniel para um beijo lento, sujo, cheio de saliva e gosto de sexo.
Eles ficaram ali por minutos, Tiago sentado na bancada, pernas ao redor da cintura de Daniel, braços no pescoço dele. Daniel limpou os dois com um pano de prato úmido, depois pegou Tiago no colo e levou para o quarto.
Deitaram na cama grande, nus, suados, ofegantes. Daniel puxou Tiago para o peito, beijando a testa dele.
— Eu amo essa cozinha agora — murmurou.
Tiago riu contra o peito largo.
— A gente vai precisar comprar mais pano de prato.
Daniel apertou o abraço.
— A gente vai precisar de muita coisa. Mas a gente tem tempo.
Eles adormeceram assim, corpos colados, o cheiro de sexo misturado com o de madeira e terra que impregnava a casa.
A vida deles era feita disso agora: momentos roubados na cozinha, no riacho, na varanda. Momentos de conversa longa na cama, de silêncio confortável, de sexo lento e intenso.
E cada dia que passava, o “pra sempre” parecia mais real.
Mais possível.
Mais inevitável.
Continua…