Acordei no dia seguinte com o corpo ainda doendo. Não era uma dor ruim — era uma dor que me lembrava de cada tapa, cada palavra, cada momento em que eu perdi o controle. Passei a mão na bunda, senti as marcas, e um arrepio subiu pela espinha.
Renato já tinha saído. Bilhete na mesa: *"Amor, reunião cedo. Sonhei com a gente ontem. Te amo."* Peguei o papel, li três vezes. Ele sonhava com a gente enquanto eu estava de joelhos na casa do vizinho. A esposa exemplar e a puta coexistindo no mesmo corpo.
Tomei banho demorado. A água quente ardia na pele marcada, mas eu não queria que ardesse menos. Queria sentir. Queria lembrar. Queria entender o que tinha acontecido comigo naquela sala.
Vesti uma roupa simples — calça bege, blusa de seda branca, nada de renda por baixo. Precisava respirar. Precisava sair daquela casa, daquela vida certinha que de repente parecia pequena demais.
Fui até o Liceu Elegante. Minhas alunas me esperavam, com seus uniformes impecáveis e suas perguntas sobre postura e elegância. Durante duas horas, ensinei controle, ensinei a nunca derrubar a xícara, ensinei a ser perfeita. E elas anotavam tudo, confiando em cada palavra.
No intervalo, me tranquei no banheiro. Olhei no espelho. A mesma Isabella de sempre. A mesma pele, os mesmos olhos, o mesmo batom discreto. Mas agora eu sabia o que tinha por baixo. Sabia que a puta existia e não ia mais se calar. Toquei o crucifixo no meu pescoço, o mesmo que eu segurava enquanto gozava ontem. E sorri.
No fim da aula, fiquei mais um tempo na sala vazia, olhando meu reflexo nos espelhos. A professora de etiqueta mais respeitada da cidade. A esposa exemplar. A mulher que ontem estava de joelhos, gemendo, chamando um vizinho asqueroso de macho.
*Por que eu fiz aquilo?*
A pergunta voltava sem parar. Eu sabia que tinha sido a chantagem no começo. O arquivo. A ameaça à carreira do Renato. Mas depois... depois eu continuei indo. Me vesti pra ele. Passei batom pensando no olhar dele.
*E se não for chantagem? E se eu sempre fui assim?*
A menina de 14 anos apareceu na minha mente. A revista. A mão entre as pernas. Minha mãe na porta. *Sua vagabunda.* Eu passei quase duas décadas tentando matar aquela menina. E agora ela estava de volta, mais forte do que nunca.
Preciso de ajuda. Preciso entender o que está acontecendo comigo. Isso não é normal. Mulheres direitas não sentem isso. Esposas fiéis não se ajoelham para outros homens. Professoras de etiqueta não gozam pensando em 28 centímetros.
*Mas eu gozei. E gozei muito.*
Sai dali e no caminho de volta pra casa avistei um sexshop, parei no semáforo seguinte, pensei, voltei, quando dei por mim estava comprando uma lingerie preta, minúscula, fio dental fininho, soutien de alça fina bordado aberto na frente que deixavam os mamilos a mostra.
*Preciso voltar*. Pensei, sem saber pra onde exatamente.
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Cheguei em casa no fim da tarde. A casa estava impecável, do jeito que eu deixei. A luz do sol entrava pelas cortinas de linho, iluminando os móveis claros, as almofadas alinhadas, os livros organizados por cor na estante. Tudo no lugar. Tudo perfeito. Tudo mentira.
Preparei o jantar como todas as noites. Arroz, filé, salada. Arrumei a mesa com os talheres no ângulo certo, os guardanapos dobrados em triângulo. A rotina me acalmava, me ancorava em alguma realidade que eu ainda conseguia reconhecer.
Renato chegou às sete, como sempre. Beijou minha testa, perguntou do meu dia, contou do processo que estava quase ganhando. Enquanto ele falava sobre prazos e audiências, eu olhava para o rosto dele. Lindo. Correto. Meu marido. O homem que eu amava. O homem que eu estava traindo com o vizinho asqueroso.
Comemos juntos na mesa da sala, a televisão ligada num desses documentários que ele adorava e eu fingia suportar. Renato comentava sobre os animais na tela, eram uma matilha de lobos, seus comportamentos, e eu comentava junto nos momentos certos. A esposa exemplar fazia seu trabalho.
— Hoje foi pesado no escritório — ele disse, entre uma garfada e outra. — Mas pensar em você, em casa, me esperando… faz tudo valer a pena.
Sorri. Toquei a mão dele sobre a mesa. A aliança brilhou na luz suave da sala.
— Você é meu porto seguro, Bella. Não sei o que seria sem você.
Desviei o olhar por um segundo. Só um segundo. Mas foi o suficiente para me perguntar: *o que ele seria sem mim? O que eu seria sem ele?*
Depois do jantar, nos acomodamos no sofá. Ele me puxou para perto, aconchegou o rosto no meu cabelo. A televisão continuava ligada, mas nenhum de nós prestava atenção. Senti o calor do corpo dele, o cheiro familiar, o batimento cardíaco regular.
— Vamos tentar esse mês — ele murmurou. — O bebê. Estou pronto se você estiver.
Fechei os olhos. A esposa certinha dentro de mim queria gritar de alegria. A puta ficou em silêncio.
Na televisão. O narrador falava sobre o comportamento dos lobos.
— O lobo macho é responsável por liderar a matilha — dizia a voz. — Ele protege o território, garante a sobrevivência de todos.
A palavra *macho* entrou em mim como uma faca. Meu corpo inteiro reagiu antes que eu pudesse controlar. A pele arrepiou. A respiração prendeu. A buceta pulsou.
— Você é tão especial pra mim — Renato continuava, alheio. — Tão dedicada a nós, à nossa vida. Não sei o que seria sem você.
Na tela, o lobo uivava para a lua. O narrador continuava: *O macho dominante...*
A voz de Valério veio nítida na minha cabeça, quente, suja, junto com a lembrança das mãos dele na minha bunda, dos tapas, dos 28 centímetros pulsando na minha frente.
— Nossa família vai ser perfeita — Renato completou, beijando minha testa. — Você, eu, nosso bebê. Tudo certinho, do jeito que a gente sempre quis.
Perfeita. Certinha. Dele.
*Mulher assim geralmente precisa de um macho de verdade.*
A puta dentro de mim acordou.
Levantei do sofá sem dizer nada. Meus dedos encontraram a barra da camisola. Puxei devagar, bem devagar, as coxas aparecendo primeiro, a renda vermelha depois, a calcinha fio dental atolada na minha bunda, mostrando tudo, os seios quase saltando do sutiã transparente.
Renato prendeu a respiração. Os olhos dele percorreram meu corpo como se fosse a primeira vez.
— Bella... o que...
— Vem cá.
Ele se levantou, veio na minha direção. As mãos dele encontraram minha cintura, a renda, a pele quente. Me puxou para perto.
— Você tá linda — murmurou. — Tão linda.
Beijou meu pescoço, minhas costas, meus ombros. Me levou para a cama.
Me deitei de lingerie vermelha. A mesma que usei pra ele. A mesma que usei pro Valério. Abri as pernas devagar, mostrando a calcinha molhada, quase transparente de tão encharcada.
— Quero você — sussurrou.
— Então me pega.
— Assim? Com a lingerie?
— Assim. Do jeito que eu tô. Me come.
A palavra bateu nele como um tapa. Ele me olhou, surpreso, os olhos arregalados.
— O que foi?
— Nada. É que você... nunca fala assim.
— Hoje eu falo.
Puxei o cabelo dele. Puxei com força, arrancando um gemido dele.
— Me fode. Agora.
Ele me penetrou rápido, quase violento. Os olhos fixos nos meus, confusos, mas cheios de tesão. Começou a se mover, ritmado, ainda preso ao jeito dele.
— Mais forte — ordenei.
Ele acelerou.
— Mais. Quero sentir. Quero que você me rasgue.
— Bella...
— Cala a boca e me fode.
Ele obedeceu. As mãos apertaram minha cintura com força, puxaram a renda, quase rasgaram. As estocadas ficaram mais profundas, mais brutas. A cama rangeu.
— Isso — murmurei. — Isso, macho.
A palavra escapou. Dessa vez ele ouviu. Seu corpo tremeu.
— Você me chamou de...
— Chamei. E daí? Você é meu macho. Então me come como se fosse.
Algo mudou nele. Os olhos escureceram. O ritmo acelerou ainda mais. Ele me virou de bruços, puxou meu quadril para cima, me penetrou por trás com uma força que eu nunca vi nele.
— Assim? — ele rosnou. — É assim que você quer?
— ISSO! — gritei. — ASSIM! ME COME, MACHO! ME COME QUE NEM PUTA!
Ele gemeu alto, perdido entre o espanto e o prazer. As mãos dele apertaram minha bunda com tanta força que as marcas dos dedos de Valério se misturaram com as dele. Uma mão desceu, encontrou meu clitóris, começou a apertar no ritmo das estocadas.
— Vou gozar — ele avisou, a voz falhando.
— GOZA! GOZA DENTRO! QUERO SEU FILHO! QUERO SUA PORRA!
Ele gozou com um grito, o corpo inteiro tremendo, me puxando contra ele com uma força desesperada. Senti cada jorro, quente, fundo.
Continuei apertada nele, pulsando, gozando junto, o corpo todo em choque.
Ficamos assim, ofegantes, suados, enrolados na lingerie vermelha amassada.
Ele se deitou ao meu lado, os olhos ainda arregalados.
— O que foi isso? — sussurrou.
Olhei para ele. Lindo. Confuso. Meu marido.
— Foi a gente — respondi. — Finalmente.
Ele sorriu, cansado, feliz. Me puxou para perto.
— Te amo, Bella.
— Te amo, Renato.
A esposa certinha dormiu nos braços dele.
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Acordei com o corpo dolorido no dia seguinte. Não era a mesma dor dos tapas de Valério — era uma dor boa, de sexo intenso, de ter sido comida pelo meu próprio marido. A lingerie vermelha estava amassada no chão, perto da cama.
Era quinta-feira. O dia tinha chegado.
Renato já tinha saído. Bilhete na mesa: *"Amor, que noite foi aquela? Não consigo parar de pensar em você. Te amo."* Sorri. A esposa certinha gostou do bilhete. A puta guardou para mais tarde.
Tomei banho demorado. A água quente escorria pelo corpo, pelas marcas novas que se misturavam com as antigas. Passei pomada na bunda, ainda ardendo de ontem e de terça. Duas noites. Dois homens. Duas vidas.
Abri a gaveta. A lingerie nova estava lá, preta, comprada para ele. Mas hoje não era dia de Renato. Hoje era quinta-feira. Hoje era dia de Valério.
Vesti a lingerie preta. Devagar. A renda subiu pelas pernas, abraçou a cintura, sustentou os seios. Me olhei no espelho. A mulher que me encarava de volta não era a mesma de ontem. Com meus seios apontados pra cima, os bicos a mostra mais acesos q farol de navio e aquela calcinha minúscula também com a buceta a mostra. Era um conjunto indecente, feito pra puta dentro de mim.
Por cima da lingerie preta, vesti um vestido diferente. Escolhi um azul-marinho, de seda, com alças finas e uma fenda que subia até o meio da coxa. Elegante. Discreto. Até você olhar de perto e perceber a renda por baixo, a pele nua na fenda, o batom vermelho escuro que combinava com as marcas nos meus pulsos.
Passei o batom com cuidado, duas camadas. Borrifei o perfume nos pulsos, atrás dos joelhos, entre os seios. O mesmo perfume que usei na terça. O perfume que ele reconheceu.
Scarpins pretos, salto agulha, 15 centímetros. As tiras no tornozelo fecharam com um clique seco. Me levantei, olhei no espelho. A mulher que me encarava de volta não era a esposa de ninguém.
Ela era dele.
Peguei a bolsa. 9h47. Pontual dessa vez.
Atravessei o jardim. A grama molhada do orvalho molhou a barra do vestido.
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Ele estava no sofá. Calção preto, folgado, a barra roçando os joelhos. Camisa aberta, totalmente desabotoada, mostrando a barriga branca e peluda, o peito largo, os pelos grisalhos que desciam até a cintura. Uma garrafa de cerveja na mão, o braço esticado no encosto, a cabeça levemente inclinada.
Me olhou de cima a baixo. Devagar. Os olhos percorreram a fenda do vestido, a meia arrastão, o salto, o batom, o cabelo solto.
Pararam nos meus olhos.
— Exemplar — ele disse. Não era elogio. Era constatação.
Bebeu mais um gole. Colocou a garrafa no apoio. Não se levantou. Não me chamou para perto. Apenas ficou ali, me olhando.
— Hoje não vou te tocar.
A palavra entrou em mim como um choque.
— Vou só olhar. Você vai ficar aí, parada, e eu vou olhar. E você vai esperar. E vai querer. E não vai ter.
Meu corpo tremeu. A puta dentro de mim chorou.
Ele sorriu. Lento. Satisfeito.
— Agora mostra o vestido. Quero ver como você veio hoje.
Girei devagar, como ele pediu. A fenda do vestido abriu, a pele da coxa, a renda preta da calcinha aparecendo por um segundo. Quando fiquei de costas, senti o olhar dele queimando minhas costas nuas, a curva da minha bunda marcada no tecido azul.
— Elegante — ele murmurou. — Pode virar.
Virei. Fiquei de frente para ele, as mãos ao lado do corpo, esperando.
— Tira o vestido.
Minhas mãos tremeram. Subiram até as alças, puxaram devagar. A seda deslizou pelo meu corpo, caiu no chão aos meus pés. Fiquei só de lingerie preta e salto. O crucifixo no meu pescoço brilhava na luz fraca.
Ele passou os dedos pela renda preta do sutiã, uma peça que mais parecia uma coleira de tão pouca roupa. Os triângulos minúsculos mal seguravam meus seios fartos — e onde havia tecido, havia aberturas. Duas janelas estratégicas por onde os mamilos escapavam completamente, durinhos, acesos. Os peitos enormes balançavam a cada respiração, a pele branca contrastando com o preto, as aberturas mostrando exatamente o que importava.
— Olha o tamanho disso — ele murmurou, os olhos fixos nos meus peitos, nos mamilos expostos. — Peituda gostosa. Até o sutiã é feito pra puta que nem você. Não esconde nada. Mostra o bico, mostra a vontade.
A mão dele deslizou para a calcinha — um fio dental preto, fino como barbante, enterrado entre minhas nádegas. A bunda grande e redonda empurrava a renda para os lados, mostrando cada curva, cada movimento. A abertura frontal deixava minha buceta completamente à mostra, os lábios inchados, molhados, escorrendo pela coxa. Ele passou o dedo de leve, sentiu o calor, a umidade, o tesão escorrendo.
— Tá vendo? — ele disse, satisfeito. — Roupa de puta é assim. Mostra os peitões com os bicos de fora, mostra a bunda, mostra a buceta molhada. Tudo à mostra pro macho ver. Porque puta não tem vergonha. Puta tem é vontade.
Ouvindo aquilo, senti o calor subir do peito ao rosto. Não era vergonha. Era outra coisa. Era a certeza de que ele tinha razão. Eu tinha escolhido aquela peça no sex shop, experimentado no provador, me olhado no espelho e pensado: é isso que ele vai ver. E agora ele via. Via tudo. Via os mamilos expostos, a bunda marcada, a buceta escorrendo. E me chamava de puta. E eu amava cada palavra.
Ele levou a mão à cueca. Devagar. Acomodou o volume, apertou de leve, os dedos moldando o tecido ao redor da carne dura. A cabeça do pau já pressionava o algodão, uma mancha úmida começando a aparecer.
— Tá vendo isso? — ele perguntou.
Não respondi. Não conseguia desviar o olhar.
— Tá durasso. Tá doendo de tão duro. Tudo por sua causa. Por essa lingerie preta, esse batom vermelho. — Ele apertou mais. A cueca esticou, a cabeça quase saltando pela lateral. — E você não vai tocar. Não hoje.
Meu corpo tremeu. A buceta pulsou. A calcinha já estava úmida.
— Por que você tá fazendo isso? — a voz saiu fraca.
— Porque você precisa aprender. Precisa aprender que quem manda aqui sou eu. Que você vem quando eu chamo, se veste como eu quero, espera o tempo que eu determinar. — Ele passou a mão sobre o volume, de cima a baixo, devagar. — E que você não manda nessa putinha molhada entre suas pernas.
Fechei os olhos. A respiração curta.
— Abre os olhos. Olha.
Abri. Ele estava ali, a mão ainda na cueca, o volume pulsando, latejando, pedindo.
— Você quer ver?
Minha boca abriu. Nada saiu.
— Quer ver o pau que vai te comer um dia? Que vai rasgar essa buceta de professora certinha?
— Quero — sussurrei.
— Então pede.
— Pelo amor de Deus...
— Pede. Pede pra ver o pau do macho que manda em você.
Engoli seco. As palavras queimaram na minha boca.
— Por favor... deixa eu ver.
Ele sorriu. Lento. Cruel.
— Pede puta..
— DEIXA EU VER SEU PAU! DEIXA EU VER ESSE TROFÉU DE MACHO! ME MOSTRA! PELO AMOR DE DEUS, ME MOSTRA!
Ele puxou a cueca para baixo. O pau saltou, livre, enorme, pulsando, a cabeça roxa e brilhante, uma gota escorrendo. 28 centímetros. Ali. Na minha frente. Meu. Monumental. veias saltando. Duro. Grosso. Estava hipnotizada.
Fiquei de joelhos sozinha. Não ele mandou. Eu fui.
— Olha — ele disse. — Olha bem. É isso que você quer. É isso que você precisa. É isso que vai fazer você esquecer que um dia foi certinha.
Olhei. Fiquei olhando. A boca aberta, a buceta pingando, os olhos vidrados.
Meu corpo moveu sozinho. Inclinei para frente, a boca abrindo, a língua quase tocando a cabeça daquele pau enorme.
A mão dele segurou meu cabelo. Puxou para trás com força. A dor arrancou um gemido.
— Não pedi.
O tapa veio rápido, estalado no meu rosto. Minha bochecha ardeu.
— Ajoelha.
Ajoelhei. Mãos no chão. Cabeça baixa.
— Você não faz nada sem eu mandar. Entendeu?
— Entendi.
— Olha pra mim.
Levantei os olhos. Ele estava ali, o pau enorme ainda pulsando na minha frente, a mão ainda enroscada no meu cabelo.
— Agora você vai ter uma escolha.
Esperou.
— Pode ir embora. Voltar pra sua vida certinha. Fazer almoço pro corno, dar aula pras meninas, ser a esposa exemplar até a próxima terça.
Pausa.
— Ou pode ficar. Pode ser a puta o dia inteiro. Ligar pra escola, inventar uma desculpa esfarrapada. Mandar uma mensagem pro marido dizendo que vai passar o dia na casa da mãe. E ficar aqui. Comigo.
Meu coração disparou.
— Se escolher ficar... quem sabe hoje sua buceta não prova esse pau de verdade.
A escolha estava na minha frente.
A puta sorriu.
A esposa certinha chorou.
Num último ato de racionalidade. Me levantei num salto. Corri. Peguei o vestido do chão, a bolsa, os sapatos. Saí pela porta com as roupas amassadas nas mãos, vestindo desajeitada enquanto atravessava o jardim.
Entrei em casa ofegante. Tranquei a porta. Encostei as costas na madeira, respirando fundo.
*O que eu tava fazendo?*
Olhei no espelho. Batom borrado. Cabelo desgrenhado. Olhos vidrados.
Fui para a cozinha. Preparei o almoço. As mãos tremiam. Pensei em Renato. No nosso futuro. No bebê. Na vida certinha.
Pensei na minha mãe. Na noite que ela me pegou com a revista. *Sua vagabunda.*
Pensei nas minhas alunas. No exemplo que eu era.
Mas a buceta ainda pulsava. A boca ainda lembrava o gosto.
*Você pode querer. E pode ter.*
Duas horas se passaram desde que sai correndo atrás do que restava da minha dignidade, estava confusa, trêmula, precisava daquilo, aquele... pau...hoje..., preciso...
Não pensei. Agi.
Peguei o celular. Avisei a escola. Passei mal. Não ia dar aula.
Mensagem pro Renato. *Precisei resolver uma urgência na casa da minha mãe. Fica tranquilo. Volto mais tarde, te amo.*
Deixei o bilhete na mesa. Comida pronta. Tudo no lugar.
Atravessei o jardim. Parei na porta dos fundos. Tirei o vestido que tinha vestido às pressas e joguei de lado. Fiquei só de lingerie preta e salto.
A porta estava aberta.
Entrei de quatro. Engatinhando. Implorando. Entregando minha submissão.
Ele ainda estava no sofá. Pau duro. Cerveja na mão. Sorriso nos lábios.
— Que isso, hein? A esposa exemplar voltou.
Engatinhei até ele. Parei entre as pernas abertas. Olhei pra cima. Pra ele. Pro pau enorme que pulsava na minha frente.
— Escolhi — sussurrei.
— Escolheu o quê?
— Ficar. Ser sua. O dia inteiro.
Ele passou a mão no meu cabelo, devagar.
— Levanta.
Me levantei. Fiquei de pé na frente dele, trêmula.
— Ajoelha de novo.
Ajoelhei. Mãos no chão. Cabeça baixa.
— Você fugiu. Me deixou aqui, de pau duro, esperando. Você sabe o que acontece com puta que foge?
— Castigo — sussurrei.
— Isso. Castigo. E você vai ter o dia inteiro pra pagar por isso.
Ele se levantou. Foi até um canto da sala. Ouvi o barulho de uma gaveta abrindo. Quando voltou, tinha algo nas mãos. Uma coleira. Preta, de couro, com uma argola de metal na frente.
— Olha só o que eu guardei pra uma ocasião especial.
Ele se ajoelhou na minha frente. Passou a coleira no meu pescoço, ajustou, fechou a fivela. O couro frio contra a pele quente.
— Pronto — ele disse. — Agora você é minha cadela de verdade.
Me olhou nos olhos. Segurou a coleira, puxou leve.
— Quem você é?
— Sua cadela.
— Anda. Anda como a cadela que você é.
Caí de quatro. As mãos no chão, os joelhos no tapete, a bunda empinada. A coleira balançava no meu pescoço.
Ele segurou a coleira. Puxou. Comecei a engatinhar atrás dele, puxada pela corrente, os olhos no chão.
— Olha só que linda — ele murmurou. — A esposa exemplar. A professora de etiqueta. Olha no que deu.
Continuei engatinhando. A renda arranhando o chão, os seios balançando, o crucifixo batendo no peito.
— Tá toda molhada, cadela?
— Tô.
— Claro que tá. Cadela boa fica molhada quando o dono puxa a coleira.
Ele puxou mais forte. Minha cabeça levantou. Olhei pra ele.
— Quer o quê, cadela?
— Quero o pau do meu dono.
— Então anda. Anda até eu deixar você parar.
Continuei. A sala era grande. A volta demorada. Meus braços doíam, meus joelhos doíam, minha bunda latejava.
Mas eu não queria parar.
Ele puxou a coleira. Parei. Fiquei de quatro, ofegante.
— Olha pra mim.
Levantei os olhos.
— Você nasceu pra isso.
A palavra entrou em mim como uma verdade antiga.
— Nasceu pra ser dominada. Pra obedecer. Pra ter um macho mandando em você. Passou a vida inteira lutando contra isso. Achando que era errado. Que era pecado. Que sua mãe ia te chamar de vagabunda.
Minha respiração prendeu.
— Mas não é errado. É o que você é. É a sua natureza. A puta dentro de você não é um monstro. É você de verdade.
Meus olhos encheram d'água.
— Ser puta não é só gostar de pau. Não é só gostar de apanhar. É saber que você precisa de um macho no comando. É saber que quando você obedece, quando se entrega, quando se submete… você fica livre.
Livre.
A palavra ecoou.
— É por isso que você se sentiu livre quando a puta saiu da gaiola.
Tudo fez sentido.
A menina de 14 anos. A esposa exemplar. A mulher que se masturbou pensando em 28 centímetros.
Tudo. Todas. Eu.
— Eu nasci pra isso — sussurrei.
— Nasceu. E agora sabe.
As lágrimas escorreram. De alívio.
— Obrigada — falei.
— Pelo quê?
— Por me mostrar quem eu sou.
Ele sorriu. O dono satisfeito com a cadela.
— Agora anda. Anda até o pau do seu dono.
Ele se sentou do sofá. Fui em sua direção, a coleira ainda presa na mão dele. Parei na sua frente.
Com a mão livre, puxou a cueca para baixo.
O pau saltou. Livre. Enorme. Pulsando na minha cara.
28 centímetros. Veias grossas. A cabeça roxa, inchada, brilhante, uma gota escorrendo.
Fiquei olhando. A boca abriu sozinha. A língua passou nos lábios. A baba começou a escorrer.
— Olha só — ele murmurou. — A cadela tá babando.
Ele segurou a base. Bateu de leve na minha bochecha. Depois no meu lábio inferior. A cabeça roxa esfregou no meu queixo, deixando um rastro de líquido quente.
— Quer?
— Quero.
— Então vai.
Ataquei.
Minha boca se abriu e engoliu a cabeça inteira. O gosto explodiu na minha língua. A baba escorria. Minha cabeça subia e descia frenética, sem controle.
— Isso — ele gemeu. — Isso, cadela.
Eu chupava como se fosse a última coisa da minha vida. A língua lambia as veias, a cabeça, a ponta. As mãos seguravam a base, sentiam o peso, a grossura, a pulsação.
— Tá gostoso, cadela?
A boca cheia, tentei responder. Saiu um som estranho.
— Hmmmm... siii...
Ele riu. Puxou meu cabelo, me forçou a olhar para cima.
— Não entendi. Fala direito.
— Muito gostoso — repeti, ofegante. — O pau do meu dono é muito gostoso.
— Então chupa. Chupa que nem a cadela que você é.
Voltei a chupar. Mais frenética. Mais desesperada. A baba escorria, os olhos lacrimejavam.
— Toda babada. Toda minha.
Ele segurou minha cabeça com as duas mãos. Começou a foder minha boca. Forte. Fundo. Sem piedade.
O tempo perdeu o sentido.
Só existia ele. O pau dele. A boca dela.
Eu chupava de joelhos. Depois de quatro. Depois deitada no chão, ele por cima, enfiando na minha garganta. A baba lambuzava tudo — meu rosto, meus seios, o tapete.
Ele gozou. Na minha boca. No meu peito. No meu rosto. Eu ria, lambia, pedia mais.
— Puta — ele murmurava. — Puta linda.
— Sua puta.
Mais tempo passou. Ele já estava duro de novo, e eu estava montada no colo dele, a boca no pescoço dele, as mãos no pau dele.
O celular tocou.
O som cortou o ar.
Olhei para a tela.
*Renato*
Meu corpo congelou. O coração disparou.
Valério olhou para o telefone. Depois para mim. Um sorriso lento, cruel.
— Atende.
— O quê?
— Atende. E fala com ele. Enquanto chupa meu pau.
Atendi. Coloquei no ouvido.
— Alô?
— Amor? Tudo bem? Tentei ligar em casa e você não atendeu.
— Tô... na rua... fazendo compras — menti, enquanto a boca descia para o pau dele.
— Compras? Que bom. Precisava de alguma coisa específica?
— Não... só... coisas... pra casa — chupei mais fundo.
— Você tá com a voz estranha. Tudo bem?
— Tô sim... amor... só... cansada — chupei. Lambi.
Valério segurou meu cabelo, guiou o ritmo. Mais fundo. Mais rápido.
— Queria saber se você vai conseguir jantar em casa hoje. Ou vai demorar?
— Vou... tentar... hmmmm...
— O que foi?
— Nada... passageiro... barulho de... obra...
Valério riu baixo. A mão dele deslizou para minha bunda. Puxou a calcinha para o lado. Dois dedos entraram em mim.
— AH! — o grito escapou.
— Isabella? Tá ouvindo?
— Tô... tô sim... amor... só... me distraí...
Os dedos de Valério fodiam minha buceta. Minha boca continuava no pau dele. Chupando. Babando. Gemendo baixo.
— Sobre o jantar — Renato continuava. — Acho melhor pedir alguma coisa, já que você tá ocupada.
— Boa... ideia... hmmmm...
Valério tirou os dedos. Me puxou para cima. Me virou com a bunda para ele, de quatro no colo dele. A cabeça do pau roçou minha entrada.
E então ele abaixou a cabeça.
A língua dele encontrou minha buceta. Lambeu de uma vez.
— AAIII!
— Isabella? Tá chorando?
— Nada... amor... é que... tô muito feliz de... ouvir sua voz...
A língua dele continuava. Lambeu. Chupou. Mordiscou. Minha buceta pulsava.
— Também tô feliz de ouvir você. Sinto sua falta.
— Também sinto... sua falta... hmmmm...
Valério num movimento leve puxou meu quadril mais alto fazendo minha cabeça se aproximar de seu pau novamente. Sussurrou:
— Chupa.
Minha boca voltou para o pau dele. Chupei. Enquanto a língua dele fodia minha buceta. Os dois ao mesmo tempo.
— Amor — Renato disse. — Quando você voltar, quero você.
— Eu também... quero você... hmmmm...
A língua de Valério acelerou. O clitóris inchou.
— Ontem você estava incrível, não sabia que existia isso em você Bella
— Foi muito... gostoso... Renato...
— Adorei você solta falando besteira, me deixou doido, assim logo teremos nosso filho.
— Que bom que gostou... meu macho gostoso...
— Bella... Assim vou gozar de novo... só de ouvir você agora já me dá tesão...
— Então goza macho... goza na minha boquinha dessa vez... depois enche minha bucetinha com seu pau gigante...
— Vou gozar pensando em você hoje Bellaa...— Renato continuou.
— GOZA... GOZA EM MIM...
— O quê?
— Goza... na minha... na minha boca...
Valério riu contra minha buceta. A vibração me arrebentou.
O orgasmo veio. Violento. A buceta jorrou na língua dele.
— GOZEI! GOZEI! MACHO! MEU MACHO!
Silêncio no telefone.
— Isabella? Com quem você tá falando?
Forcei a última gota de sanidade.
— Com você, amor. Só com você. Tô louca por você.
— Também tô louco por você. Te amo.
— Te amo.
Desliguei.
Caí no colo de Valério, ofegante, suada, gozada.
Ele riu. Passou a mão no meu cabelo.
— Putinha safada. Gozou pros dois.
— Gozei.
---
Ele me puxou para o colo de novo. Sentei de frente para ele, as pernas abertas, a buceta inchada e molhada roçando no pau dele. A cabeça roçando minha entrada, provocando.
— Assim — ele murmurou. — Só assim. Nada de meter.
Minhas mãos apertaram os ombros dele.
— Por que você fugiu hoje?
— Não sei.
— Sabe sim. Fugiu porque tem medo. Medo de aceitar que é uma puta.
— Não é isso...
— É isso sim. Você foge do que é. Volta pro seu mundinho certinho, pro seu marido certinho. — Ele roçou o pau na minha buceta, devagar. — E deixa esse pau aqui, esperando.
Eu gemi.
— Mas o que você não sabe é que esse pau é seu dono. E você vai voltar. Sempre volta.
— Sempre.
— E o corno? O que ele tá fazendo agora?
— Ele... ele tá em casa... me esperando...
— Esperando a esposa exemplar. Enquanto isso, a esposa exemplar tá aqui, no colo de outro, roçando a buceta no pau do vizinho.
— Isso... tô aqui...
— Toda molhada. Toda puta. Toda minha. — Ele apertou minha cintura. O pau deslizou entre meus lábios, entrou um pouco, só a cabeça. — Quer?
— Quero.
— Quer o quê?
— Quero que você me meta. Quero esse pau dentro de mim.
— Não.
A palavra bateu como um tapa.
— Hoje não. Só vai sentir o que é querer e não ter. Só vai lembrar disso quando estiver na cozinha, fazendo jantar pro corno.
As lágrimas vieram. De frustração. De tesão.
— Por favor...
— Pede mais.
— POR FAVOR! METE! ME COME!
Ele riu. Me puxou para cima, o pau escapou, ficou só roçando.
— Não. Isso é pra você aprender a não fugir mais. Você vai embora agora. Vai pra casa. Vai dar pro seu maridinho.— Ele segurou meu queixo. — E vai gozar pensando no teu macho.
Me soltou. Me levantei. As pernas tremiam.
— Vai. Vai pro seu corno.
Vesti o vestido às pressas. A calcinha ficou no chão.
— Até terça, putinha.
Atravessei o jardim cambaleando. A buceta latejando. O gosto dele na boca.
Entrei em casa correndo direto pro quarto. Renato estava na sala e me viu. Entrei no banheiro da nossa suíte. Lavei o rosto.
— Isabella, tudo bem?
Olhei no espelho. A esposa exemplar sorriu. Abri a porta aparecendo em pé, pelada, com a buceta pingando.
— Você me deixou louca meu amor, agora vem, vamos fazer nosso bebê...
A puta dentro de mim lambeu os lábios.