​Capítulo VII: A Carne Responde ​(Onde a promessa se paga)

Um conto erótico de Entre fogo e agua
Categoria: Heterossexual
Contém 1068 palavras
Data: 15/02/2026 07:11:09

Minha língua não pediu licença; ela pediu morada.

​O primeiro contato com a intimidade de Ayandara foi um choque térmico e sensorial. Ela era quente, absurdamente úmida e tinha um gosto que misturava a acidez natural do corpo com o doce do óleo de karité. Não era gosto de "fruta", como dizem nos livros ruins. Era gosto de mulher. De fêmea. De vida.

​Afundei meu rosto em seu baixo ventre, roçando a bochecha naqueles pelos escuros e aparados que eu havia admirado segundos antes, sentindo a textura real de quem não esconde o que é. Com os polegares, afastei os lábios da buceta dela, revelando seu interior. Eram lábios grossos, de um tom púrpura profundo, que despertaram um animal selvagem em mim. O caminho estava aberto para eu profanar aquele altar com a devoção que ele exigia.

​Ela arqueou as costas, os calcanhares fincando no colchão, e um gemido rouco rasgou o silêncio do quarto.

​— Isso... — ela rosnou, as mãos descendo para agarrar minha cabeça, guiando, empurrando. — Bebe tudo, Malik. Não deixa cair uma gota.

​Eu obedeci. Minha língua trabalhava em movimentos longos, subindo do períneo até o clitóris inchado, que pulsava contra a minha boca como um segundo coração. Sentia o corpo dela vibrar, os pelos roçando meu nariz e o gozo dela começando a se espalhar pelo meu rosto. As coxas grossas tremiam contra minhas orelhas. A cada lambida, eu "lia" uma página daquela história: a cicatriz pequena na virilha, a textura da pele interna, a força com que ela contraía os músculos.

​— Porra... você tem a língua pesada... — ela ofegou, o quadril começando a ditar um ritmo, buscando mais pressão.

​Eu não parei. Chupei o clitóris com força, criando um vácuo, enquanto dois dedos meus entravam nela, buscando o ponto exato que a faria transbordar. Ela era apertada, uma luva de veludo quente que abraçava meus dedos e parecia implorar para ser preenchida.

​Ayandara estava perto. O cheiro de sexo ficou forte,impregnando o ar.

​Mas ela me parou.

​Com uma força surpreendente, ela puxou meu cabelo, me obrigando a levantar o rosto. A buceta dela brilhava, encharcada de saliva e lubrificação. Ela me olhou, os olhos turvos, a boca inchada.

​— Chega de preliminar — ela decretou, a voz falha. — Eu quero sentir você. Inteiro. Agora.

​Ergui o olhar, sorrindo com malícia, embriagado pelo mel dela. Pela primeira vez, ousei desrespeitar minha Rainha. Olhei para a fenda dela, vertendo gozo, tão próxima de atingir o ápice, e decidi que a ordem estava errada.

​Mergulhei de volta.

​Me joguei com a boca em sua buceta, ignorando o comando. Incrédula com a afronta, mas entregue ao prazer, ela jogou a cabeça para trás. Sua resistência durou segundos. Ayandara gemeu copiosamente, as pernas travando ao redor da minha cabeça, enquanto meus lábios se inundavam com o gozo dela.

​Bebi tudo.

​Com o corpo dela ainda tremendo os espasmos finais, levantei-me. Meus joelhos doíam do chão duro, mas a adrenalina mascarava tudo. Subi na cama, ficando de quatro sobre ela.

​A visão era a de um naufrágio perfeito: Ayandara aberta, exposta, os seios subindo e descendo rápido, a pele suada brilhando na penumbra.

​Meu pau latejava, a cabeça melada de pré-gozo, chorando de vontade. Inclinei-me sobre ela. Beijei seu pescoço, sentindo o pulso acelerado, e então subi para a boca. Atrevi-me a beijá-la com a língua encharcada pelo próprio gozo dela, dividindo o sabor da nossa luxúria.

​Enquanto nossas bocas se devoravam, minha mão guiou meu pau para a entrada da buceta dela. Eu estava impaciente. Ela me olhou, direto na alma, e naquele segundo eu soube: ela seria minha mulher.

​Eu não queria apenas transar. Eu queria invadir. Queria tomar.

​Posicionei a cabeça do meu pau na entrada, escorregando na umidade que eu mesmo havia provocado e bebido.

​— Olha pra mim — ela ordenou, num fio de voz.

​Eu olhei. Encarei os olhos da Rainha.

​— Entra.

​Empurrei.

​A sensação foi de rasgar o universo ao meio. Ela era justa, quente, acolhedora. Deslizei para dentro dela devagar, sentindo as paredes vaginais me abraçarem, me sugarem. Quando entrei tudo, até a base bater nas nádegas dela, soltei um gemido que veio da alma.

​— Caralho, Ayandara...

​Ela fechou os olhos e mordeu o lábio com força.

​— É isso... — ela sussurrou. — O encaixe.

​Comecei a me mover. Primeiro devagar, reconhecendo o terreno, sentindo o atrito delicioso das nossas peles. O suor começou a brotar, misturando nossos cheiros. Mas Ayandara não queria devagar.

​Ela laçou minhas costas com as pernas, travando os tornozelos nos meus rins, e puxou.

​— Fode, Malik. Cadê o Rei? — ela desafiou, cravando as unhas nas minhas costas. — Me mostra a força que você disse que tinha.

​O desafio foi o gatilho. Perdi a polidez. Acelerei o ritmo, estocando com força, ouvindo o som obsceno de pele batendo contra pele, o clap-clap molhado que ecoava pelo quarto. Eu batia fundo, tocando o colo do útero dela, e a cada estocada ela gemia alto, sem se preocupar com a casa, com o filho, com o mundo.

​— Isso! Soca... soca fundo!

​O quarto virou uma estufa. O cheiro de sexo, de manteiga de karité e de suor virou uma névoa. Eu via os seios dela balançando com o impacto, as estrias da barriga esticando e relaxando. Inclinei-me e abocanhei um mamilo, mordendo de leve, enquanto continuava a martelar dentro dela.

​Ela gozou de novo. Senti as contrações dela apertarem meu pau como um torniquete. Ela gritou meu nome, o corpo arqueando, as unhas rasgando minha pele.

​— Malik!

​A visão dela se desmanchando em prazer foi demais para mim. O controle que eu mantive desde a estrada se rompeu. Aumentei a velocidade, impiedoso, buscando meu próprio alívio.

​— Eu vou gozar, preta... eu vou encher você...

​Dei mais três estocadas brutais, segurando o quadril dela com força para que ela não fugisse, e me desmanchei dentro dela. O gozo veio violento, uma onda elétrica que me fez tremer dos pés à cabeça, soltando um urro abafado no pescoço dela, bombeando tudo o que eu tinha guardado para ela.

​Caí sobre ela, exausto, ofegante, nossos corpos colados pelo suor, o coração batendo tão forte que parecia um só.

​O silêncio voltou ao quarto, mas agora era um silêncio úmido, pesado e sagrado.

​Ayandara passava a mão nas minhas costas, acalmando a respiração. Ela beijou meu ombro, sentindo o gosto do próprio suor na minha pele.

​— Você aguentou... — ela sussurrou, a voz rouca, satisfeita. — Bem-vindo ao reinado, garoto.

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